Se eu abrir minha boca pra dizer o q eu penso acerca desse assunto, eu certamente ofenderia muita gente. Da católica - da qual fui praticante fervorosa por anos a fio- e principalmente da evangélica - da qual fui em alguns cultos arrastada por algum amigo fanático, mas nunca me convenci naquele decoreba todo sem fundamento!
Se eu resolvesse dar uma de beata Salú aqui, perderia meus poucos 5's leitores. Além do quê, somos um país ecumênico e parto da premissa de quem sou eu para sair apedrejando?
Minha parada sempre foi com Jesus. Entre eu e ele, sem intermediários. Nem nunca fui apegada a santo nenhum. Vai entender o porquê, sempre quando rezava, era entre eu e o Filho do Homem. Petulância? Não sei, só sei q foi assim.
Dona Engraçada sempre teve uma relação esquizofrênica com religiões e aonde ia me arrastava. Da igreja ao centro de macumba, passando pela Umbanda e o Centro de Mesa (como se chamava o Espiritismo Cristão). Ah! E não posso esquecer das Rezadeiras, coisa rara de se ver hoje em dia aqui no Rio (@MissMoura foi muito qdo era pequena).
Então um belo dia eu saí da barra da saia de Dona Engraçada que frequentava uma religião japonesa há aaanos e disse:
EU - Não vou mais na sua religião. Lá não fala de Jesus e eu não concordo em ficar venerando um cara q é vivo e q nem me conhece.
Ela se calou. Coisa difícil de se ver, mas se calou, porque quem ousa levantar a voz contra Jesus? Eu tinha uns 16 anos e passei a frequentar a Católica. Foi bem nessa época que começaram a chegar alguns livros psicografados às minhas mãos. Um sobre aborto, outro sobre crônicas, outro sobre espíritos com deficiência mental... aí veio Nosso Lar, veio a Biografia de Chico Xavier ainda quando era vivo e eu me senti impelida a procurar as respostas para as minhas dúvidas.
Na igreja Católica, ou se tinha fé ou se tinha fé. Aquela fé cega, mesmo com um passado histórico cheio de máculas em nome do pobre do Cristo que veio pregar o amor, a humildade e a não-guerra. Esse foi o principal motivo pelo qual me afastei. Flertei com a umbanda mas a mesma sede de conhecimento me tirou de lá. Hoje não vou em lugar nenhum. Mas estou procurando mudar a mim mesma para mudar ao meu redor. Beleza... cheeeeia de defeitos... ou seja...
Aí ontem eu e Engraçadão resolvemos ver Chico Xavier - O Filme. Pra quem já leu a biografia dele, vai encontrar alguns buracos, porque afinal, não dá pra botar tudo numa película em 2h15min de filme. Foi emocionante sim o banho de humildade q ele deu, os ensinamentos desde menino, humildade essa, que até a data de seu desencarne foi dando essa impressão - em pleno Pentacampeonato do Brasil na Copa do Mundo. Tudo estratégicamente pensado, tudo humildemente executado. Por isso eu vivo dizendo que as coisas muito complicadas são do capeta, não de Deus. A simplicidade muitas vezes não se enxerga e há tanta inteligência nela...
Então é isso. O filme sobre a vida de Chico é tocante, emocionante, mas me deixou com água na boca por faltar inúmeras passagens maravilhosas. Acho q o autor não quis tocar no ponto que beirava o absurdo, como da vez em q ele convenceu as formigas q distruíam a plantação que serviria pro sopão da casa de caridade, a mudarem-se pra outro canto, ao invés de exterminá-las. E elas o ouviram. Tudo na base do papo, da não-violência.
Continuam tratando guia espiritual, como é o caso de Emmanuel, como quase-santo. O q está longe de ser. Emmanuel sempre deu um monte de saraivadas no Chico. Saraivadas verbais, dedo-retais até, porque não queria seu aprendiz tendo sentimentos de auto-comiseração ou auto-piedade, muito menos q ele se sentisse privilegiado por usar mais da capacidade mental q o restante dos terráquios. Isso não era privilégio, mas prova viva, de q havia muito trabalho a fazer e um sério propósito por trás disso.
Mas antes, um micão digno de Guinness Book! Antes do filme de Chico começar, passa o trailer de Nosso Lar. Filme a ser lançado este ano, baseado num dos livros psicografados por Chico e q conta a história de André Luiz, desencarnado na década de 40; médico, q não tinha aparentemente nenhuma religião ou a tinha protocolarmente. Esse médico morre subitamente e se vê num mundo totalmente diferente, vibratoriamente compatível com seu comportamento ou estilo de vida enquanto vivente daqui. Qual não foi minha reação ao me deparar com a interpretação do livro pro cinema? Chorar q nem uma bezerra desmamada, lógico!
Acreditem, chorei soluçantemente no trailer de um filme. Quem estava ao meu lado, uma senhora não deve ter entendido lhufas! Engraçadão, começou a me zoar me chamando pra ir embora, antevendo o quanto eu choraria no filme do Chico. Mas não. Chorei muito mais no trailer de Nosso Lar e pelo visto, quando for ver o filme, tenho de levar uma toalha ou edredon, porque lençol não vai dar conta!
O q me emociona, além da iniciativa, é o fato de as coisas estarem mudando e de eu estar aqui vendo tudo acontecer. Outro motivo, é q tenho profundo respeito pelo mundo espiritual e acredito sim, q somos um pálido reflexo do modo de vida de lá.
Chorei tanto que não vi a data de estréia, mas acho q é em Setembro desse ano.
Pros que me acham maluca, a caixa de comentários é uma boa oportunidade pra me chamar como tal. Mas esse filme não perco neeeeeem fodeeeeeendoooo!
Bj na bunda.


