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sábado, fevereiro 21, 2015

MATERNIDADE: PELA REAL BELEZA


Não me perguntem qual foi o buzz gerado pelas fotos da Cindy Crowford, 48 anos, mãe de dois filhos, ao sair na Marie Claire gringa, com a barriga à mostra e sem photoshop. Exigência dela. Sei que deu o que falar, mas não sei o que disseram. A mim, não importa o que os outros dizem. Importa como me sinto em relação a isso.

Acho mesmo que está na hora de as pessoas pararem de fingimento. Mulher de 80 se esticando para parecer ter 30, resultando numa cara de morta-viva, repuxada, artificial e assustadora. Não me refiro aqui, àquelas que REALMENTE necessitam de cirurgia, porque há casos e casos. No entanto, assim como virou moda a dieta da sopa, a cirurgia bariátrica, o remédio mata rato pra secar e os milhares de Whey Protein que nego toma, porque todo mundo toma, é hora de repensar a mensagem (claro e sempre), que estamos passando pros nossos filhos e pras nossas filhas. 

Pensa bem. Quando você luta por uma aparência dentro dos padrões, mesmo sabendo que terá de fazer sacrifícios demais, ainda que suprima o prazer da sua vida, que tipo de mensagem está passando pros meninos? 
  • Que mulher boa é a que tem barriga tanquinho? 
  • Que a mulher que tem rugas ou cabelos brancos não prestam? 
  • Que a estética deverá ficar em primeiro lugar, acima da boa índole, de uma mente sã, ou de uma pessoa bacana por trás da aparência? 
  • Que basta ser magra e sarada pra ser aceita, enquanto as separadas, viúvas, com rugas e histórias de vida; que são agradáveis, belas mulheres e bem resolvidas se fodem aê né? 

Bem, para as meninas a mensagem é cristalina: NÃO ENVELHEÇA, SEJA BELA A QUALQUER CUSTO, COSTURE A VAGINA SE FOR PRECISO PARA PARECER MAIS NOVA. Afinal, tem mulher fazendo correção vaginal para ficar com a xana novinha, então tudo pode, certo?

Errado. Eu e Cindy Crowford (mais algumas mulheres que não conheço, mas que vivem de forma igual) escolhemos dizer não à ditadura do corpo perfeito. 

Não nasci na Grécia antiga e nem nunca fui estátua, pra ser aquela perfeição toda. O perfeito não existe, meus caros. Tenho três filhos, já passei dos 40 e por conta das limitações que o peso da idade me imputa, passei a malhar em casa, para conseguir acordar quando o relógio toca e aguentar as brincadeiras, que crianças abaixo dos 10 anos exigem. 

Não me iludo quanto aos cabelos brancos que me cercam. Aliso-os, por uma questão de tempo e logística, faço umas mechas para me sentir bonita, mas cobrí-los, não mesmo.  Penso seriamente em raspar tudo, depois que meus filhos estiverem criados, para então libertar meus cachos. Um dia chego lá.

Minha filha que já nasceu linda e gostosa nessa ordem, nunca ouviu de mim que não poderia comer isso ou aquilo para não engordar, nem ao menos ouviu minhas lamúrias sobre peso, ainda que eu faça cara feia internamente. Não é problema dela. 

Meu biquini, como de toda boa carioca, é de lacinho, com as bandas da bunda aparecendo, obrigada. Se elas têm celulite? Tô nem aí. Minhas celulites são um sinal de que comi os hambúrgueres com bacon e ovos que quis e as cervas de fim de semana ao lado do meu marido (de barriga tanquinho). Inclusive, não me privo de nada, nem do miojo. 

Claro, que ir à praia no Rio de Janeiro é um processo. Você olha pro lado e vê mulheres lindas e lembra que um dia seu corpo foi assim e tals, só que o nome disso, de uma maneira geral, é juventude. Poucas mulheres agraciadas com a maternidade, ou com um bando de filhos têm tudo no lugar. Se têm, depois de uma certa idade, um dia vai cair. É a lei da gravidade. Então se a gente não se amar e não ensinar nossas meninas a fazerem o mesmo, essa doença não vai acabar nunca. 

Quero menos mulheres mal resolvidas no mundo. Quero meninas que se achem lindas magrinhas ou gordinhas. Quero mulheres seguras de si, muito embora acredite que se trate de uma utopia, já que as criações são diversas. Mas que pais e mães pensem bem antes de abrir a boca, tecer comentários machistas ou irreais acerca do corpo da mulher perto das crianças. Que tenham consciência. 

Já reparou como somos muito mais generosas com os homens? Já reparou como a gente aceita o outro careca, com barriguinha de chopp, baixinho, longe do ideal das revistas? Pois é. Então por que que com a gente não pode ser do mesmo jeito? Tá na hora de parar de fingir. Tá na hora de se aceitar. A começar pelas mulheres que se deixam aparecer com photoshop até no couro cabeludo. 

Por isso, palmas para Cindy Crowford, palmas para Cléo Pires, que quando saiu na Playboy recusou esse artifício, palmas para as agências de moda que contrataram aquela modelo com vitiligo, palmas para as pessoas de verdade, que têm coragem de mostrar algo muito simples, a verdade de seu corpo e a força de suas crenças. Por menos tratamento de imagem e mais realidade, por favor. 

Fontes:

Link no Tumblr sobre o assunto
Site onde saiu a matéria. 

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

MENINAS PEQUENAS FAZEM VOZ DE BEBÊ PARA CONVENCER?


Em busca na vasta literatura googleana e wikiana, nada foi encontrado. Nenhum estudo psicológico, nenhum depoimento pediátrico, nenhum relato de mãe contando sua experiência. Nada.

Talvez o fato não chegue mesmo a incomodar as mães, talvez elas achem até bonitinho, no entanto se trata de uma realidade e por certo, há de incomodar alguém. Sim, incomoda. O mundo não é feito só de mães amorosas.

Parando de embromar e indo direto ao ponto, naquela fase dos 3 anos, algumas meninas, normalmente as mais inteligentes, que desenvolveram cedo um vocabulário certinho, com poucos erros e que fique claro, erros estes que vão além da vontade de nossas meninas, algumas delas danam a falar como bebês, principalmente se essa fala tem um objeto de desejo em foco. Mas será que é sempre assim?

Posso dividir com vocês a minha experiência, já que não encontrei nada na literatura internética para servir de apoio. E olha que procurei!

Vamos saltar para o ano de 1976, eu então com 3 anos completos, indo fazer 4 no final do ano. Fui o tipo de menina diferente da maioria. Falava tudo certinho, corrigia os outros, inclusive os mais velhos. Praticamente uma chata. 

Como fui primeira filha, primeira neta, primeira um bando de coisa, era cercada de mimo. Vivia no colo alheio sendo agarrada e beijada e me sentia muito segura e muito bem, obrigada com tanto chamego. Em troca, tentava ser a melhor no que podia ser. 

Primeiro, a fala. Falava quase tudo correto. Sabia o nome de tudo e de todos, inclusive personagens de novelas com respectivos atores. A rainha da repetição. Ouvia e sabia repetir quando alguém tinha alguma dúvida. Quando a língua não dava, por conta da idade,  a próxima palavra tinha de sair certo. Só que chegava uma hora em que eu queria ser apenas uma menininha de 3 anos, quase o bebê da mamãe. E bem nessa hora em que eu cansava de ser a inteligente superpoderosa, danava a falar que nem bebê e tudo errado. 

Dona Engraçada fazia vista grossa. Em outros momentos que estava meio sem paciência, ela me mandava falar direito. 

DONA ENGRAÇADA ME MANDANDO FALAR DIREITO -  Fala direito, menina!

Eu me envergonhava, mas não dava o braço a torcer. Continuava, até voltar ao normal naturalmente.

Nunca imaginei que fosse me deparar com isso novamente, afinal, isso não acontecia com as minhas amigas de infância. Achei que fosse um caso isolado. Até que tive uma filha. 

Bem, a minha filha é isso aí. Inteligente, fala o dia inteiro, bichíssima, não sai se não estiver montada e às vezes eu tenho a sensação que ela é uma mulher de trina e poucos aprisionada no corpo de uma criança. Pelo seu jeito de se expressar, pela sua atitude, pela sua noção das coisas, pela sua certeza digamos assim.

Assim como eu, ela fala tudo explicadinho e erra muito pouco o vocabulário. Desde os 3 anos era assim, tanto que quando errava, a gente nem corrigia. Apenas falávamos a palavra novamente de forma correta para ela ir ouvindo e aprendendo o certo. 

Também como eu, ela vive no colo sendo agarrada, beijada, cheirada, apertada, sabendo o quanto é linda e amada todos os dias. E é bem nessa hora que ela tem um ataque de bebê. 

No caso dela, também não está relacionado a querer algo, ou a convencimento materno, mas mais pra um derretimento por reconhecer o amor e amar de volta. Então ela dana a falar tudo errado que nem bebezinho. Nossa postura em relação a isso é simples. Vai passar e passa

Meu susto em reconhecer tal fato, é que com os meninos não teve isso. Eles não faziam esse tipo de gracinha, o que me fez supor se tratar de exclusividade feminina. Aliás, mamães, o drama também, fiquem sabendo! Um saco!

Essa semana me deparei com algo inusitado. Talvez pelo fato de os exemplos que citei acima serem de relações de parentesco parecidas. Mas e quando se trata de casos em que os envolvidos não sejam necessariamente mãe e filha? E se estivermos nos referindo a relações de madrasta e enteada? E se a madrasta não for mãe, será que ela receberia essa fase com tamanha naturalidade e desprendimento?

A gente sabe que quando a mulher ainda não é mãe, ela ainda é o centro de seu universo e ter de lidar com filhos que não são seus no pacote amoroso, não é tarefa das mais simples. Principalmente porque a mulher que ainda não tem filhos, não tem a bagagem nem o saco de Papai Noel para aturar certas coisas e isso nem é culpa dela. É só uma fase anterior a que estamos agora. E nem é culpa de ninguém! Também fomos assim. 

Cabe às mães antes de mandar as filhas para a casa dos pais, ter uma conversa franca com ex, para que esteja alerta e atencioso com a filha, a ponto de contornar a situação se a pequena extrapolar. Mas e então? Como contornar este tipo de situação? Como ter esta sensibilidade que a criança está incomodando com voz de bebê, quando sua idade corresponde a outra maior?

Mais uma vez, o segredo é tratar com carinho, desviar o foco da criança, arrumar uma brincadeira, dar um rolé e por outro lado, conversar com a atual companheira e pedir um pouco de paciência. Não é nada demais, é só um denguinho (que, Ok, ela não tem obrigação de entender, mas sejamos adultos!). 

Para a filha também não deve ser fácil ver o papai ou a mamãe dividindo seu espaço com alguém novo, ainda que a criança lide bem com o novo par. Esse lidar "bem" pode ser um fator externo, não necessariamente o que vai em seu íntimo e nessas horas, é importante mais observar e ter paciência, que chamar atenção para o fato. Portanto, não repreendam. Não desperte a atenção. Dê carinho, companhia, seu calor, que essa fase passa.

A gente jamais deve ter um comportamento de nivelamento com a criança, mas mostrar que somos mais velhos e queremos seu bem, como adultos de comportamentos adultos, apenas. Tudo o que elas precisam é se sentir seguras.

quinta-feira, dezembro 18, 2014

HOJE, 18 DE DEZEMBRO É ANIVERSÁRIO DE BRAD PITT


Ontem por meio do facebook de uma querida amiga, vi uma reportagem muito de relance, onde aparecia Brad Pitt e os filhos. Dentre eles, um lourinho de olhos azuis, lindo demais, trajando terninho assim como os outros irmãos na pré-estreia do filme Invencíveis, estrelado pela mamãe, Angelina Jolie.

Até fiz um comentário safadeenho no post da amiga, dizendo que a Dona Miúda ia beijar mooooito o filho em questão, quando me detive na legenda da foto e perplexa, li que se tratava de Shiloh Jolie-Pitt e não de um menino. 

Hoje, papai Brad completa 51 anos e muito me deixa orgulhosa sua postura diante do figurino e da escolha da filha biológica. Sim, a verdade foi dita diante de todos. Shiloh não se reconhece menina e prefere ser chamada de John. Simples assim. 

Que outra atitude um pai amoroso teria diante da imprensa inteira? Vergonha da própria filha? Esconderia e tentaria forçá-la a pôr um vestidinho para parecer menina diante da sociedade? 
Não né? No amor não cabe isso. Apesar das pautas dando conta de que para ele foi difícil ver sua esposa jogando a preferência de sua filha em vestir roupas masculinas no ventilador, (sou capaz de entender ambos), o posicionamento de Angelina em entender e aceitar mais rápido, é típico das mães. Se fosse comigo, talvez fosse tão prática quanto.

E é admirável o quanto esse casal está sabendo colocar o amor, a sinceridade e a verdade na frente de tudo, não importando o que as más línguas hipócritas dirão. Elas não pagam as contas, elas não ajudam na criação de seus filhos e não limpam o bumbum das crianças entre uma refeição e outra. As más línguas só podem falar e destilar veneno, unicamente.

É um fenômeno e está acontecendo agora nas melhores famílias. Não se trata de pecado, não se trata de abuso sexual na infância, nem de perda da inocência. Tanto não se trata disso, que justamente por serem inocentes, as crianças têm a sinceridade de assumir suas identidades. É natural para eles como um tênis que está apertado no pé e não serve. 

Assim como aqui em casa minha galega aos dois anos chorava muito diante da minha recusa, pois queria pôr um vestido rodado de festa ao chegar da escola para ficar em casa, imagino Shiloh reclamando que não queria usar vestidos na mesma idade. E se repararmos bem as fotos nos sites de notícia, a última ocasião em que trajava vestidinhos, data da época em que ainda andava no colo dos pais. Logo que cresce, não mais. Só shortinhos e bermudas, além do cabelo curto.

O que dirão os conservadores hipócritas? Que partiu do casal vestir a menina como menino? Que se trata de marketing? Que a garota está sendo forçada? Que será a nova Thammy? E se for? Ok que Gretchen sempre foi chegada a atenções da mídia, no entanto sempre deixou claro seu amor incondicional e apoio a filha, demonstrando com isso que cabe aos pais amar e desejar a felicidade do filho somente. Já existe toda uma sociedade para avacalhar e tacar pedras. Esse papel não pertence a nós pais. Portanto o amor que a gente sente, está acima de qualquer orgulho ou egoísmo diante dessa realidade. Nossa ética inclusive nos impele a apoiá-los em casos assim e isso não é feio ou pecado. É exemplo a ser seguido.

Fiz questão de nesse post não incluir nota de especialista algum para embasar minha opinião, nem psicólogo, nem advogado, nem terapeuta holístico, nem espírita ou protestante, porque se trata da minha opinião e felicidade em compartilhá-la com meus leitores. Eu penso desse jeito e acho importante mostrar que influenciadores como Brad Pitt e Angelina Jolie estejam dando um belo chute no preconceito e na homofobia. 

Desde muito antes de termos filhos, Engraçadão e eu sempre concordamos em duas questões bastante polêmicas: o que faríamos em caso de uma gravidez inesperada ou se algum de nossos filhos fosse gay ou transsexual. Nos dois casos sempre fomos a favor da vida e do amor, independente de como viessem nossas crias.

Daí que no post de ontem, primeiro morri de vergonha, porque claro, meu fogo diante de um par de olhos azuis de cabelo louro me fez prometer minha filha para a criança em questão, que é linda. Depois de ler melhor o artigo, confesso que se Dona Miúda se encantasse por alguém do mesmo sexo, eu a apoiaria incondicionalmente desde que essa pessoa a amasse e respeitasse do mesmo jeito. E isso independe de gênero. 

Por tudo isso, canto parabéns de pé para Brad Pitt, cinquentão suspirado por balzacas e pós-balzacas; homem esse que mostra ser lindo não só por fora como por dentro, paizão maravilhoso e acredito, marido idem. O fato de Angelina Jolie tê-lo escolhido como homem para dividir uma vida, além de ele ter tido a coragem de trocar uma vida fútil e vazia para assumir uma mulher de fibra e personalidade, só faz aumentar minha admiração pelos dois. Eles realmente se merecem.

Brad, parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades e muitos, muitos anos de vida.

terça-feira, dezembro 02, 2014

TÉDIO INFANTIL. TÁ FALANDO SÉRIO?


Tem acontecido um fenômeno aqui em casa, que eu gostaria de dividir com vocês. Chama-se TÉDIO.
Mas, péra! Essa palavrinha não deveria aparecer mais tarde? Pois é, concordo em gênero, número e grau. Devia aparecer mais tarde. Acontece que tem acontecido cada vez mais cedo, ao menos lá em casa e o último acometido foi meu filho do meio, de 7 anos, o Sr. Cabeça de Bolinha.

Essa semana, mais precisamente ontem, foi seu primeiro dia de férias. Imaginem vocês, o bichinho trancado num apartamento, cujos irmãos ainda cumpriam horário escolar e ele lá, à toa, de férias e pra piorar, de castigo por dois dias, cumprindo medida disciplinar longe do computador, seu maior objeto de desejo na casa.

O Sr. Cabeça de Bolinha é dos que aprecia um bom quebra-cabeças, também adora dar porrada nos bonecos que tem, fazendo altas lutas entre eles, adora dar bolada na parede do play e fazer meu cesto de roupas lavadas de cesta de basquete. Mesmo assim, ontem foi acometido de um tédio tão grande, que danou a atazanar o juízo da avó.

Dando um rolé pela internê, encontrei duas leituras interessantes que abordam esse assunto. Uma, foi a entrevista com a psicóloga e pedagoga Clarice Kunsch e a outra, foi no blog Escolha Sua Vida, no entanto, as duas fincam o pé no sentido de que os pais estão enchendo seus filhos de atividades e que esse tédio seria provocado por nós (resumindo o resumo) em decorrência desse excesso.

Sinto muito, eu discordo. Meus filhos não têm excesso de brinquedos, não têm excesso de atividades extracurriculares, meus filhos são retardatários em acesso à tecnologia se comparados com os filhos dos outros, porque somos adeptos do caminho do meio. Nem tanto, nem tampouco. Então de onde vem esse tédio todo?

Noto uma violenta diferença com o que ocorre entre meninos e meninas, isso sim. E como possuo os dois exemplares, fica mais fácil comparar, apesar de a pequena ser muito pequena ainda para entrar nessa ciranda. Mas não está imune, só não foi acometida pelo famigerado tédio.

Essa diferença tem mais a ver com o tamanho da criatividade de cada um. Pacotinho é um que possui imensa dificuldade em criar. É ótimo comunicador, ótimo mestre de cerimônias, desde que esteja em grupo. Sozinho, é o primeiro a se entediar. Precisa de um acessório nas mãos ou da atenção dos pais para se divertir, o que eu lamento muito, já que nem sempre que ele quer estamos disponíveis. Ontem foi outro que me perturbou a paciência, porque sendo seu último dia de aula, ele já queria se mandar de casa pra casa de algum amigo, a fim de gozar as férias. 

EU QUERENDO APERTAR O PESCOÇO - Péralá, menino! Mas suas férias nem começaram direito e você já está sofrendo?

Já o Sr. Cabeça de Bolinha consegue usar a imaginação quando brinca com seus bonecos ou inventa jogos de futebol imaginários no play e chego mesmo a compreender seu tédio. Ele já havia feito algumas coisas e estava genuinamente sentindo a falta de alguém pra brincar.

Com Dona Miúda o babado é um pouco diferente, pois ainda não sofre tanto. Mentira. Domingo ela pediu pra ir brincar na casa de duas amigas, que infelizmente já tinham outro compromisso. Ainda assim, a galega brinca sozinha ou com os irmãos, fala sozinha e inventa historinhas do alto de seus 4 anos, pega os livros e mesmo sem saber ler, faz de conta que sabe e cria as próprias histórias. Ou seja, a imaginação faz com que ela se baste na maioria das vezes.

Portanto, não chego a discordar dos exemplos citados pelos artigos que li, o que não concordo é que isso seja uma regra, mas o fato de que quanto menos imaginação, ou criatividade a criança tiver, mais cedo, infelizmente o tédio há de chegar. E que Deus nos ajude!
Fonte: Geração Tédio - Revista Educação 
As crianças precisam de mais tédio - Site Escolha Sua Vida

segunda-feira, novembro 17, 2014

PAIS QUE ANDAM PELADOS, FILHOS MAIS FELIZES?



Ao ler o texto da Rita Templeton para o Brasil Post (link no final desse post), Por que eu quero que meus filhos me vejam nua, acendeu uma luzinha aqui dentro da minha cabeça.

Em princípio, porque tive uma educação mais rígida e era incentivada a resguardar meu corpo por ser uma menina e ter a casa cheia de adultos das mais variadas idades, sei lá; depois por notar que havia uma malícia no olhar da minha progenitora, então tentei não reproduzir esse tipo de educação quando fosse mãe.

Havia o cerceamento provocado pelo pecado. O pecado era algo que estava bem ali na atmosfera ao alcance da mão. Eu não fazia ideia de como se contraía pecado, nem como isso era transmitido, só sabia que não deveria ficar nua dentro de casa. 

Já a minha avó, estabelecia um tipo de cumplicidade comigo, que me permitia tocar em seus seios, ver parte de sua bunda imensa (ela era gordinha) e através de todas as suas imperfeições, cheguei a conhecer um corpo feminino familiar. Essa cumplicidade era tão benéfica, que eu admirava o corpo da minha avó, a ponto de dizer que quando fosse vózinha, queria ser gordinha igual a ela. Da minha mãe nunca. No máximo um topless na penumbra e olhe lá. Seu jeito de ser, respeito.

Através das primas tinha acesso ao corpo jovem e durinho, quando elas tomavam banho lá em casa e me punham debaixo do chuveiro com elas. A cabeleira na perereca era algo que me despertava curiosidade, já que não tive acesso a outra perereca que não a minha, sem cabelo, claro.

Tudo isso me levou a crer, que quando fosse mãe, eliminaria o pecado dos moradores da minha casa. No meu caso, nem pensei exatamente na mensagem que estaria passando acerca das imperfeições do corpo feminino, apesar de já ter sido sabatinada por três crianças de idades variadas. Nesse ponto, a autora do artigo foi muito mais generosa e consciente que eu. Ok, cada um com seus motivos e o dela é realmente louvável. O meu não é? Hmmmm...

Pacotinho, de 12 anos, sempre levou na boa e achou normal. Pai e mãe ficavam pelados em casa, passando de um cômodo a outro, tomando banho junto com ele e apenas os tais pelos pubianos despertavam certa curiosidade.

Já o Sr. Cabeça de Bolinha sempre foi vidrado em peitos. Quando a gente tomava banho junto e eu ia enxugá-lo, pedia pra pegar, dar uma apertadinha e ao ser consentido, caía na gargalhada imediatamente. Coisa boba, curiosidade de criança e óbvio, eu ficava constrangida, mas fazia cara de poste, abrindo meu corpo pra pesquisa científica do mini gênio. Faz parte da primeira infância usar o tato para aprender, então vamos lá! Acaba logo com isso porr... Enfim, essa fase passou.

Já Dona Miúda quando tomava banho comigo ficava curiosa em saber quando seus peitos iriam crescer, se um dia teria cabelo na perereca e soltava um sonoro eeeca! Ao saber que sim, terá.

Não quero criar crianças encanadas com o corpo, ou com a própria sexualidade. Um dia, eles dividirão banheiros em vestiários coletivos em clubes, saunas, piscinas e tanto não passarão constrangimento com o corpo alheio, como também, não farão outros se sentirem constrangidos por olhares curiosos.

No tocante a imperfeições, quem me conhece a mais tempo sabe que passei por um procedimento cirúrgico anos depois que o Sr. Cabeça de Bolinha nasceu. Fiz uma abdominoplastia antes de a galega nascer (motivo inclusive de seu nascimento – fiquei gostosa demais!) e isso sim, foi motivo de curiosidade de Pacotinho. Deixei claro pra ele, que eu gostaria de ter meu corpo mais harmônico com o meu rosto, já que aparento menos idade que tenho realmente. Sobretudo, queria me sentir confortável com a minha aparência. Não estava. Sabe, eu não ligo pra estrias (até tenho algumas), não ligo pra varizes, ou celulites, que acredito ser sinônimo de gostosura, só que a minha barriga estava tão horrenda, que mesmo depois de ter operado e passado por outro parto, hoje ela está melhor do que estava antes. E ele sabe que a mãe não é a neurótica da cirurgia plástica. Foi realmente um corretivo e já tá bom.


A gente deve se preocupar com o bem estar dos filhos, claro, em todos os aspectos. Se alimentar bem, cuidar da saúde, se exercitar (tô em dívida), da cabeça e dos estudos. Os exemplos que nós pais damos, é o que norteia a vida deles, é isso o que vai ficar e felizmente na minha casa, os pelados estão ensinando que o corpo é um templo onde a gente abriga o espírito e que ele tem de estar funcionando bem para nos levar vida afora, não importa que forma ele tenha. 

Fonte: Brasil Post - Por que eu quero que meus filhos me vejam nua, por Rita Templeton

quinta-feira, novembro 13, 2014

DAS RELAÇÕES ENTRE MÃES E FILHAS



Se os pais têm maturidade psíquica para reconhecer no filho um outro, diferente deles mesmos, as fronteiras psíquicas entre pais e filhos podem desempenhar uma importante função na qualidade desse relacionamento.Mariana Ribeiro, (Psicanalista, professora do curso "Entrelaces psíquicos entre mães e filhas" no Instituto Sedes Sapientiae; autora do livro Infertilidade e reprodução assistida - Desejando filhos na família contemporânea (Casa do Psicólogo, 2004), mestre e doutoranda em Psicologia Clínica pela PUC-SP, membro efetivo do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae) 
Falamos sobre quase tudo, menos das relações entre mães e filhas. Pode parecer óbvio para a grande maioria das mães, que se trata de um contato quase cercado de magia. A magia do amor. A mágica e simbiótica relação mãe - filha. Apesar de parecer óbvio para um multidão de mulheres, para mim essa relação teve data de validade.

Claro, vivenciei aquele primeiro amor da infância, onde filhas são apaixonadas, do tipo, quatro pneus arriados pelas mães. Admirava profundamente minha mãe, era louca por ela, achava-a a pessoa mais linda do mundo, fazia juras de amor eterno diariamente em seu nome. Era o tipo de fidelidade canina que só se vê entre mães e filhas, ou seria entre filhas e mães? Isso perpetuou até a chegada da adolescência, quando o véu da inocência definitivamente se rompe.

Em contato com outras amigas, a gente fica sabendo que os pais transam, a gente descobre que sexo é bom e que inclusive nossas mães praticam com gosto. Mesmo ignorando o fato de que pra eu nascer ela teria de ter se deitado com meu pai, naquela época isso tirou um pouco a aura de santidade que havia em torno da minha mãe. Depois vieram os conflitos acerca de uma separação pré-anunciada, mas que nunca chegava às vias de fato, bagunçando a cabeça materna e desviando o foco da adolescência de sua única filha: eu.
Conto isso para ilustrar que a própria vida se encarrega de promover o afastamento entre mães e filhas, seja lá por qual motivo.

Eu penso que a maternidade não é pra todas. É imprescindível que mães prestem atenção nesse amor inicial que constitui a essência da criança. Para que esse elo entre mães e filhas não se quebre prematuramente. E não me refiro a mimar sua filha e atendê-la em todos os seus caprichos – isso criará um monstrinho – mas a perpetuar esse elo, alimentar esse amor e ainda que sua filha discorde de você, é ela quem decide qual caminho seguir, que aprendizados prefere ter. Ainda que discorde do seu modus operandi, sua filha tem esse direito. O que você pode fazer é orientá-la e abrir os braços para que se eventualmente venha a cair, o carinho, o conforto, o colinho e a orientação estarão de braços abertos para recebê-la de volta. É simples assim. No entanto o egoísmo e aquela mania de autoridade que a gente tem, acaba nos afastando delas.

O primoroso texto da psicanalista Mariana Ribeiro para o portal Ciência e Vida, aborda a dificuldade de as mães administrarem e reconhecer nas próprias filhas mundos diferentes, o que seria responsável por verdadeiros desastres na relação. Geralmente, ignorar seus próprios medos, traumas, frustrações ou até fetiches e empurrá-los para debaixo do tapete, acaba por provocar uma espécie de transferência psíquica nas gerações seguintes. Filhas absorvem, filhas reproduzem e ao expor para suas mães as feridas escondidas se instalaria aí o conflito. Outra dificuldade é quando as mães enxergam nas filhas extensões de si mesmas. Preciso completar a frase?

Foi o que me deixou traumatizada e morrendo de medo de ter uma menina: a famigerada competitividade entre mães e filhas; certo tipo de mãe que tem o hábito de minar a autoestima da filha de pouquinho em pouquinho, todos os dias. E isso acontecia debaixo de diversos tetos além do meu. Tem mãe que adora dizer pra filha o quanto ela está gorda, quando a própria não representa modelo de magreza; tem mãe que parece sentir prazer em dizer que sua filha é uma vagabunda se esta não se mantém casta até o casamento (e olha que isso ainda acontece hoje em dia!); existem aquelas que parecem sentir ódio, ao invés de orgulho das filhas que estudaram, que chegaram a algum lugar, que conseguiram um diploma, ao invés de sentirem orgulho de ver o sucesso de suas crias e tantas outras que profetizam o quanto suas filhas são e serão fracassadas, antes de dar um voto de confiança, ou tentar ouvir uma nova ideia que pode ser bem sucedida amanhã. Recusam-se a ouvir suas crias simplesmente por não confiarem nelas próprias, afinal se a própria mãe morre de preguiça de lutar, de sair do lugar, como suas filhas têm esse poder? Também conhecida como inveja.

Por tudo isso, eu morria de medo de ter meninas. Eu vi a transformação acontecer comigo, vi acontecendo com amigas minhas, salvo raras exceções. Foi uma geração filha da ditadura que não sei que tipo de defeito deu. Danou a competir e descontar nas próprias filhas suas próprias frustrações. Eu tinha medo que acontecesse comigo. Tinha medo de sofrer algum dano cerebral, que minasse meu amor por ela. Talvez por isso tenha passado quase nove meses de mau humor, deprimida, chorando por qualquer motivo, morrendo de medo dela.

Claro, esse medo se desfez assim que pus os olhos na galega. A galega personifica esteticamente a mulher que eu sempre quis ser, mas nem por isso vou chama-la de feia por inveja. Sua beleza é tão reluzente, seu jeito de ser despachado, toca a qualquer pessoa; ela é meio maluquinha e fala as coisas assim, na lata, como uma taurina deve ser sem perder a docilidade (coisa que não sei fazer); faz caretas hilárias que eu passei a reproduzir sem querer (quem imita quem? Provavelmente eu a imito); ela é companheira para todas as horas e já dá pra notar um mulherão ali dentro, preso num corpitcho de criança – Dona Miúda é mais mulher que eu e têm me ensinado muito sobre feminilidade - , é das que perde o amigo, mas não perde a piada (também) e é caprichosa com as coisas que faz; adora ajudar; é fashionista toda vida desde que nasceu e melhor, quando me olha nos olhos, eu enxergo aqueles coraçõezinhos que eu tinha no olhar. A galega me põe num pedestal do qual há muito tempo caí.

Sei que sou a pessoa mais importante na vida dela, quer dizer, das mais importantes. E eu prometo ficar atenta. Ainda que discorde de algumas questões, eu já faço o exercício de deixá-la dar seus próprios passos, ainda que saiba que alguns não darão certo. É o amor com liberdade. É amor.
Um dia, uma antiga funcionária que já mora na companhia de Deus vendo meu desespero ao estar grávida de uma menina (tinha 4 filhos e 1 filha) me disse que filha é pra vida toda e em sua simplicidade falou assim:
- Você vai ver! Com menina a parada é diferente!


Só posso concluir que ela estava certíssima! Com menina, a parada é mesmo diferente. É ver para crer e para amar infinitamente.

sexta-feira, novembro 07, 2014

PARA PORTAR O ESPÍRITO MATERNIDADE


É sabido o tamanho da transformação que a chegada de um bebê causa na vida das mulheres. A descoberta desse novo amor revoluciona o nosso mundo. Muitas se comportam como se possuídas fossem por um espírito poderoso chamado “maternidade”, que passa a governar seus dias, sua rotina, suas horas, seus pensamentos, decisões, prioridades e uma vida inteira. Esse espírito se apossa sem cerimônia, toma conta e sem se dar conta, nós mães ficamos à mercê de seus mandos.

Algumas moças têm verdadeiro pavor de se tornar mães, porque ao ser mais observadoras, notam o quanto de demanda esse espírito exige e quantas de nós se abandonam à partir de tamanha exigência, a ponto de se esquecerem de quem eram em nome dessa novidade. Essas moças geralmente repudiam o espírito “maternidade”, levantando bandeiras e debates contra.

De certa forma, elas têm razão. Esse espírito é muito vigoroso e se apossa da gente. Muda nossa vida, nossos horizontes e faz a gente se esquecer de nós mesmas. A gente se abandona, ainda que as moças não reparem nosso sorriso de cantinho de boca e o brilho no olhar, apesar dos cabelos em pé, das unhas descascadas e dos lapsos de memória – qual mãe não sofre de lapsos de memória?

Por isso eu resolvi lembrá-las que para ser o “cavalo” do espírito maternidade, é preciso se reencontrar. É preciso dar a mão a si mesma, fazer as unhas, pentear os cabelos, se maquiar, sair com as amigas sozinha, ou curtir a sós uma sala de cinema no meio do riso ou silêncio do drama. É preciso viajar para visitar a irmã que agora mora em outro estado, ou perder algumas horas no trânsito em nome do chá com a mamãe ou o café com o papai que ainda estão vivos; é preciso ligar para a melhor amiga para contar as vitórias ou colher um outro ponto de vista, que evite as derrotas. Para portar tal espírito, é preciso reconhecer que nós “cavalos”, precisamos dar espaço para o nosso antigo eu.

É vital esse reencontro. É vital parar com tudo e se reconhecer naquela menina que nasceu há tantos anos atrás, filha de sua mãe, sua essência. Esses encontros nos põem nos eixos, no nosso centro, no cerne da vida, sobretudo nos põe de volta ao controle de nós mesmas. Pessoas únicas e exclusivas nesse universo.

Depois que a gente se reconhece, fica mais fácil abraçar o espírito “maternidade” de frente e de peito aberto. O grito dará espaço ao diálogo, as brigas por besteira cessarão em nome da compreensão assim de bom grado. Haverá paciência, saudade, carinho em abundância e melhor, ninguém vai morrer durante a pausa.

É importante nos darmos o direito à pausa, assim como aos nossos cônjuges, principalmente se eles chegarem junto e for cavalos do espírito “paternidade”. Afinal, muitos deles ralam tanto quanto nós, não é mesmo?

E que tal uma pausa conjunta? Que tal relembrar o tempo de namoro, só os dois, num programa namoradinho? Pode ser o cinema, pode ser o bar, pode ser a quadra da escola de samba, pode ser um motelzinho pros chegados... vale tudo em nome dessa individualidade quase perdida. O que não vale, é descontar frustração nos pequenos.
Acredite e aplique. É para o bem de todos.

quinta-feira, outubro 23, 2014

PRIVACIDADE EM TEMPOS DE LIBERDADE VIGIADA


Posso ter tido sim alguns defeitos na minha criação. Não sou fruto de uma união perfeita, muito menos de uma educação modelo. Mas uma coisa que meus pais sempre fizeram questão de preservar e isso me foi ensinado, foi a respeitar a privacidade alheia.

Por que estou tocando nesse assunto? Porque aconteceu uma coisa desagradável com uma amiga minha essa semana, o que me deixou super indignada, desencadeou um desabafo no facebook sobre o assunto e me fez pensar em como não invadir a privacidade dos filhos em tempos de liberdade vigiada.

Sim, porque nem pensar em descuidar deles, ou do que acessam, ou com quem conversam online em tempos de maldades virtuais, pedofilia e drogas. Por outro lado, é horrível esse monitoramento, afinal, pra quê que a gente educa? Chega uma hora em que devemos confiar na educação dada, certo?

Segundo a Coumunicadora Bruna Brasil, que escreveu um artigo para o site Piccolo Universe, de Ricky Martin (você não leu errado!):

"O ideal seria que você participasse da navegação, dialogando, orientado e alertando quando perceber determinadas situações. Outra questão seria o limite de tempo, para que a criança não viva somente no mundo virtual"

Aqui em casa, a internet é dividida com e entre todos. Temos apenas 1 laptop como computador da casa e Pacotinho ganhou seu primeiro smartphone por ocasião de seu aniversário há pouco tempo, portanto, ainda está se ambientando e buscando equilíbrio entre nos ouvir, ou se desligar dentro do equipamento. Mesmo assim, a gente põe limite sem invadir.

Abaixo dou sugestões para os que procuram um meio termo entre a liberdade do filho diante desse mundo conectado e o respeito à privacidade:

  • Ensinamos e vivenciamos a liberdade de expressão, de pensamento e de estar sozinho na frente do computador. Como tudo é conversado, não existe a necessidade de as crianças buscarem fora de casa pelos assuntos espinhosos, já que nunca ficam sem respostas em casa;
  • Criamos uma conta no Facebook para Pacotinho quando houve pressão social na escola. Ele tinha 10 anos e todos os seus amigos tinham, menos ele e outro amigo. Fizemos de nosso filho nosso melhor amigo na rede, então para tudo o que ele posta recebemos notificação;
  • Pacotinho só ganhou um Smartphone aos 12 anos e porque já andava sozinho, inclusive de ônibus; também porque passou de ano no 3º bimestre, então foi também por mérito, além da necessidade;
  • Apesar de ter certa liberdade com o próprio celular, limitamos a inclusão de crédito, portanto, ele usa mais os aplicativos quando está em casa por meio do wifi do que 3G na rua. Quando está sozinho, não tem tanto controle sobre o próprio celular;
  • Todos os dias eu olho os acessos dele. Felizmente, tenho um filho muito bacana que não entra em páginas de conteúdo inapropriado, ou chats com toda a sorte de malucos. Atribuo a isso a liberdade que tem para nos falar sobre tudo;
  • Já o Sr. Cabeça de Bolinha (7 anos) já em fase de alfabetização, está experimentando os joguinhos online desde o fim dos 5 anos. A gente limita o tempo que ele fica online. São no máximo 2 horas por dia, divididos em blocos de 30min cada, porque ele nunca pode ficar direto todo esse tempo. A gente faz com que ele tenha outras atividades offline e raro são os dias em que completa as 2h. Nas férias somos mais flexíveis.
Infelizmente, para criar pessoas de bem, há que se lançar mão de certa caretice. Aqui damos liberdade, mas não damos dinheiro. Então essa pseudo-liberdade não nos foge ao controle. Não adianta, enquanto eles não forem maiores de idade e estiverem vivendo debaixo do nosso teto, estaremos engajados em formar bons cidadãos, por isso eles têm regras e rédeas curtas, usar internet com certa liberdade e respeitar os outros inclusive virtualmente.

O respeito é algo bastante martelado por aqui. Não raro fiz Pacotinho apagar ou editar certos posts por considerá-los de mau gosto, ou com posicionamentos radicais. Outro tipo de piada que eu peço para que ele evite são as de cunho machista. E felizmente, ele não é de brincar com esse assunto.  

Parece suspeito vindo de uma pessoa que perde o amigo, mas não perde a piada não é mesmo? Contudo, tento sempre lembrá-los que do outro lado da telinha de um computador, bate outro coração. Em tempos onde o humor vem sendo colocado contra a parede, penso que quando são poucos os que riem, é porque a piada deixou de ser piada.

quinta-feira, outubro 16, 2014

MEU FILHO NÃO ME DEIXA CONVERSAR


Ontem pela manhã fuçando o Facebook de uma amiga, ela desabafava que sua filha não a deixava mais conversar com o marido. Uma enxurrada de comentários corroborava com os queixumes da minha amiga. Gente criativa até citando Chaves e a célebre frase do Kiko, VOCÊ ME DEIXA LOOOOOUUUUCOOOO! Então eu não podia perder tempo. Tinha que dividir aqui com vocês essa fase angustiante que nós pais passamos, que é essa da interrupção.

Como mãe de três filhos já passei por isso várias vezes e ainda passo. Bebendo da fonte, eu mesma fiz minha mãe passar por certas vergonhas, quando não só a interrompia, como a corrigia quando era testemunha dos acontecimentos. Queria que ela contasse os fatos sem florear a versão. Tinha que ser exatamente igual, palavra por palavra, sem errar, realiza?! Quando isso acontecia, minha mãe me crivava seu olhar de demônia e eu serelepe, nem me abalava. Na verdade, me sentia a mais inteligente das pessoas. É certo que sempre tive talento pra cara de pau. Isso já estava latente desde a mais tenra infância.

Dando um salto quântico agora, Pacotinho teve essa fase e dos três, nem sei dizer se foi o mais chato. Ele é um fofo nato e eu ponho a culpa no amor imenso e novo que a gente sentia. Éramos aquela espécie de pais babacas que se viam refém do excesso de gostosura do pequeno. Isso é um saco. Outro dia fui à casa de uma amiga que tem filho pequeno e o papo era interrompido a cada dois minutos, porque a mãe derretida, dava atenção a cada mãããe, que o menino falava. Porra! Tipo, a conversa não foi adiante né? A criança interrompeu o tempo inteiro e ela lá de quatro, nem se dava conta que está criando um mini-monstro. Essa atitude é meio típica de pais de primeira viagem. Sem querer julgar, também fomos assim e foi quando o caldo começou a entornar, ou seja, quando recebemos um feedback sutil de um ser mais sábio, que já havia criado 4 filhos, mas daqueles que nenhum pai gostaria de ouvir, tratamos de pôr ordem na casa. Foi nesse dia que Pacotinho deixou de ser o rei absoluto, foi devidamente enquadrado e com papai e mamãe falando exatamente a mesma língua, ele tomou jeito. COERÊNCIA SEMPRE!

Nada melhor e mais suculento que um irmão mais novo para ajudar a educar o mais velho. Essa receita é tiro e queda. Desfoca o ego, põe o sujeito em seu devido lugar. E aí, mermão, se faltava algo para seu filho se enquadrar, a chegada do caçula termina por fazer a mágica.

O Sr. Cabeça de Bolinha se sentiu muito confortável com o título de caçula. Perspicaz desde sempre, quase um mini-ditador, seu esporte favorito era dar esporro no irmão mais velho, ainda com dois anos. Vocês não acreditariam nas coisas que ele falava. Como perfeccionista louco de guerra, teve seus momentos de interromper conversas, telefonemas e conferências, só que a gente não era mais bobo e não cedeu à sua sedução. Ele quando percebeu que era feio esse tipo de conduta, tratou de segurar a onda e eu realmente não lembro de ter tido problemas com isso. Lembro sim, de ele e o irmão disputando pra contar seus respectivos dias na escola, mas não mais as interrupções. Então Deus mandou a Dona Miúda nas nossas vidas para que o Sr. Cabeça de Bolinha não se tornasse um egocêntrico sem educação. Ele certamente dominaria o mundo, já que é um líder nato e possuidor de uma inteligência diferenciada. Agora já tenho algumas dúvidas sobre isso.

Dona Miúda está bem no meio dessa fase chata que é interromper pais e telefones, ou conversas cazamigue. E acredite, da pior forma possível. Tá chato, tá cansativo, tá escroto. Mas fazer o quê numa situação dessas? Educar, não ceder, repetir incansavelmente até do túmulo, não se esqueçam. 

A Miúda faz pior que os irmãos. Ela berra. Bem assim:

DONA MIÚDA INTERROMPENDO - Mãe!  Mãe! Mãe! Mãe! Mãe! Mãe! Mãe!  Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! 

Aposto que vocês dariam um tiro de doze na testa, não é? Não, não dá. Muito embora eu imagine essa cena algumas vezes. Nunca com sangue, claro. Afinal é minha amada filha e linda. Mas dá um revertério no cérebro e a gente pira. E não importa se o assunto é importante ou trivial. Ela começa com isso e só para quando a gente já está possuído.

Os psicólogos advertem que essa é a pior maneira de fazê-los entender que tal atitude é errada. Há que se respeitar  o desenvolvimento cognitivo da criança e a melhor maneira, é não constrangê-la na frente de estranhos e fazer o possível para não se alterar. O jeito mais eficaz ainda é a conversa e a repetição. Chamar de canto e explicar que não é legal, que você está conversando e que logo dará atenção quando acabar sua fala, explicar que todos têm sua vez de falar é o caminho. Esse imediatismo que a gente por vezes acaba cedendo, corrobora para que a criança aprenda a não esperar. Com isso, a gente incentiva a ansiedade, algo tão presente hoje em dia. 

Com a Dona Miúda, a gente deu uma emburrecida mesmo. Às vezes eu tenho medo de estar criando um monstro, já que ela tem plena consciência aos 4 anos, de sua inteligência e beleza. Então, quando ela está em grupo, seja de adultos ou crianças, muda a personalidade e veste a chata, mimada, amostrada, o que me deixa apreensiva. Acende meu alerta. 

Eu e Engraçadão partimos pra conversa. Aconteceu há dois dias atrás. Sempre quando o pai chega em casa, rola aquela histeria coletiva nas crianças. Os meninos até seguram a onda, mas a Miúda quer todas as atenções. Então papai virou-se para ela e pediu calmamente que esperasse sua vez de falar. Pediu que parasse de berrar do jeito que ela chama, irritantemente, ao que ela foi baixando o tom de voz e obedecendo. Outra tática que passei a usar, é avisar quando vou falar ao telefone que não quero ser interrompida e eles já obedecem, inclusive ela, ao ponto de uns falarem pros outros "Sshh! Mamãe tá no telefone!

Então é isso amigos. Se está acontecendo com você, não se desespere. Reúna forças, converse, eduque sempre, converse, explique... vale até um castiguinho se a coisa ficar mais crítica. E lembrem-se, os reis e rainhas da casa são vocês. Eles são apenas os pequenos príncipes.

sexta-feira, setembro 26, 2014

HANGOUT: BIRRAS E LIMITES ENTRE OS 2 E 4 ANOS


Na terça feira passada foi dia de Hangout e a questão levantada foi justamente as birras que as crianças entre 2 e 4 anos fazem. 

Como eu já discursei sobre o assunto nesse post, que é um dos mais visitados dos últimos dois anos, achei pertinente postar aqui esse assunto, que quem é mãe, invariavelmente vai passar ou passa.

Crianças nessa idade fazem birra e muitas vezes, em se tratando de filhos menores, muitas vezes os pais acabam cedendo a esse tipo de manha, defendendo os menores em detrimento dos filhos maiores.

Nós pais e educadores, não raro costumamos ceder aos encantos dos pequenos. Por quê? Geralmente porque julgamos que sejam indefesos, dependentes demais, criando assim uma ditadura dentro de casa em torno dos pequenos.

Um alerta: agir dessa forma é uma maneira de deseducar. Se você na boa intenção, pensa que está protegendo, na verdade está criando um futuro mimadinho, acostumado ao mando dentro de casa e sejamos francos, isso é legal? Acho que não.

A Aline Kelly, presenciou uma cena no metrô, o que gerou a iniciativa do hangout. Ela viu uma família com três meninas, onde a pequena de dois anos, agitada, saía do assento e ao ser "detida" pelas irmãs maiores, tascou uma mordida daquelas, deixando a irmã mais velha chorando, ao que os pais ao invés de discipliná-la, acolheu a caçula, deixando a maior chorando sem se importar com a péssima conduta da pequena. 

Notem, filhos são filhos e como futuros adultos, precisam de limites. É sabido que na idade dos dois anos, os pequenos usam a mordida para se defender. Daí a acatar esse tipo de comportamento e aceitá-lo consiste em grande erro dos pais.

É isso que foi discutido nesse hangout. Como passar valores para crianças tão pequenas? Até onde essa disciplina é eficaz? Usando um pouco do meu exemplo, eu que dessa vez não participei do hangout, todos aqui tiveram a mesma educação, respeitando os encantos e diferenças de cada um. Dona Miúda, que é a caçula, nunca mordeu os irmãos, mas ao menor sinal de desrespeito, é motivo de castigo. 

Aquela máxima de que é de pequenino que se torce o pepino, é muito válida aqui em casa e eles já entenderam. Não que não teimem, ou que não ultrapassem certos limites. É natural das crianças desafiar os adultos, porém é da natureza dos pais e obrigação, educar e ensinar o certo. E respeito ao próximo, é algo que precisa ser ensinado desde cedo.

São os nossos exemplos principalmente, que vão moldar o caráter dos nossos filhos. Portanto, repitam incansavelmente, insistam, eduquem e persistam até do túmulo! Nossa voz será ouvida e respeitada por eles, pois somos seus pais com todo o peso que essa palavra representa.

Bom hangout pra vocês!

 

terça-feira, setembro 16, 2014

CHUPETA: USE COM MODERAÇÃO


No post passado falei sobre alimentação e muito fugazmente toquei no assunto da chupeta como forma de auxiliar na introdução de novos alimentos na vida do bebê.

Como mãe de primeira viagem, nos idos de 2002, tinha a certeza que amamentaria, se assim o universo permitisse e me desse leite. Era certo que amamentaria até antes dos dois anos do bebê, não tinha certeza absoluta quanto ao uso da chupeta. E creiam, estava mais inclinada a não usá-la.

Já mencionei o Superpediatra e o quanto ele foi importante na minha vida e na da minha família. O mais bacana dessa relação, é que cortou o cordão umbilical dos três, deu dicas preciosas presencialmente ou por telefone, apoiou nossa família até quando estava de férias e sempre nos mostrou um lado prático e menos dramático da vida. Eu optei por ser uma mãe mais easy going, que uma mãe neurótica, dramática... minhas neuroses estão mais ligadas à educação e obediência, do que o estado de saúde deles, que graças à Deus, posso me considerar abençoada.

Segundo fonoaudiólogos, o mito da chupeta não é simplesmente um mito. A maioria esmagadora é contra o uso da chupeta por um período prolongado, tanto no que diz respeito ao tempo em que a criança usa diariamente, quanto aos anos de uso. Criança que chupa a chupeta mais que o devido, usa a sucção de forma indevida. Coisa que a amamentação é a grande responsável em proporcionar (não a chupeta), estimulando músculos faciais, responsáveis pela mastigação, desenvolvimento da fala e respiração.

Voltando a minha experiência pessoal, fui apresentada à chupeta tão logo me vi com um recém nascido nos braços. Na verdade, ganhamos algumas já no chá de bebê, coisa que na época, dei uma olhada com certo desdém... Nada como aquele período de terror, chamado adaptação, quando o bebê vem pra casa e a gente pensa que vai enlouquecer, para mudarmos alguns valores.

Superpediatra ao saber que Pacotinho pretendia ficar agarrado no peito quase o tempo todo, sem dar tempo pro meu peito encher de novo, mandou que eu desse a chupeta. Diante dos gritos histéricos do recém-nascido, sugando dois seios murchos praticamente secos, não vi outra alternativa, a não ser empurrar a chupeta.

Cardíacos saiam da sala, peguem seus remédios, calem as entidades protetoras dos direitos dos bebês. Cenas fortes virão nas linhas abaixo.
Pacotinho ODIOU a chupeta. Ele cuspia, eu dava de novo, ele cuspia, eu dava de novo e assim foi. Confesso, segurava uns segundinhos em sua boca, evitando que ele cuspisse ou chorasse, até que ele desistiu e ficou com ela na boca.

Verdade, fiz tudo isso com o coração apertado, com a consciência apontando seu dedo inquisidor na minha cara, me sentindo até uma mãe escrota. Por fim, joguei a culpa de lado. Eu não daria outro leite que não fosse o meu, água era dispensável, e olha que apelei para a água na chuca e ele rejeitou da mesma forma, por fim, a chupeta foi a grande salvadora da pátria. Pacotinho era aquele tipo de bebê que mamaria até vomitar, engasgar, ou ficar pendurado ali para sempre. Ele não dava a chance de me recompor, de o peito encher. Literalmente, ele teria gostado de fazer meu peito de chupeta e isso é muito comum em bebês que não a usam (fazer o peito da mãe de chupeta, ao invés de mamar quando tem fome - comigo não, violão!). 
Acontece que já ali comecei a discipliná-lo, portanto segui algumas regrinhas:

  • Enquanto bebezinho, a chupeta só era usada quando o bebê a procurava, se mostrava irritadiço ou com sono. Nunca substituí mamadas nos horários certos, carinho, afago ou colinho pela chupeta;
  • Na hora de dormir, todos os meus filhos cuspiam a chupeta quando entravam em estágio de sono profundo;
  • Quando maiores, a chupeta só era usada na hora do soninho da tarde e da noite. Como foram cedo para a creche, a instituição também estimulava atividades sem chupeta para somente usar este recurso na hora da soneca;
  • Desde pequenos, meus filhos usavam uma chupeta por vez, embora tivéssemos outra guardada para o caso de perder a primeira. Dona Miúda chegou a ter seis chupetas de uma vez, porque não raro fazia o truque do desaparecimento, então ao encontrarmos, a guardávamos sem que ela soubesse da existência das outras cinco;
  • O mesmo Superpediatra nos deu uma meta para tirarmos a chupeta da criança, que aos três anos, nenhum deles poderia estar portando uma chupeta, ou seja, todos pararam de chupar antes dos três anos. Seguimos à risca.

Ainda que tenha tido experiências felizes com a chupeta na criação dos meus filhos, reconheço que se trata de um vício paterno e em alguns casos, um sofrimento na hora do afastamento. 

Pacotinho deixou a chupeta prestas a completar três anos e como meninos não são dados ao drama, usei do recurso da falta de dinheiro para não comprar a chupeta que perdeu. Conforme foi perdendo, não repúnhamos o estoque e justo no dia da última, eu me recusei a pagar R$ 5,00 (ou menos) com cartão de crédito. Pacotinho reclamou e choramingou por cerca de duas noites, quando geralmente ele pedia a chupeta. Já ficava o dia todo sem ela nessa idade. A creche também ajudou encorajando-o a contar sua experiência aos outros coleguinhas, o que o incentivou a bancar o corajoso, bater no peito e dizer: EU NÃO CHUPO MAIS CHUPETA! Realmente, ele passou para outro nível social em sua vidinha.

O Sr. Cabeça de Bolinha foi o mais guerreiro dos três. Estava doentinho na ocasião e tinha o péssimo hábito de morder as chupetas até rasgá-las. Ele começou a fazer isso bem depois dos dois anos e a frequência com que comprávamos chupetas começou a aumentar drasticamente. Não estava nos nossos planos investir na Bolsa de Valores, muito menos em chupetas. Então demos um ultimato que caso ele mordesse a próxima, ficaria sem chupeta. Não lembro bem, mas acho que ele ou estava para completar três anos ou tinha acabado de completar. Fato é que ele mordeu a chupeta, se deu conta do rombo e tomou a iniciativa de jogá-la fora por conta própria. Segurou a onda legal, não chorou, não pediu mais e contava todo orgulhoso pra geral de seu grande feito. Esse também entrou para o grupo seleto dos que largaram a chupeta com orgulho.

Dona Miúda já foi outra coisa. Mulher-> separações = drama. Quem orquestrou a separação da chupeta foi a madrinha dela, sem meu conhecimento. Elas haviam feito uma combinação secreta e quando fui pegá-la na casa da dinda, a galega já veio sem o acessório. O problema, é que minha filha quando vai para a madrinha quer se fazer de forte e quando desce, perto dos pais, não dá conta das próprias escolhas. Moral da história, fiquei duas semanas ouvindo choro e chorando MUITO, junto. A tormenta só passou, quando eu saí do estado de pena para o estado de mãe que faz o que tem que ser feito. 

Ela não tinha três anos ainda e faltava um bom tempo para fazê-lo e isso me dava muita dó. Sentia que ainda não era o momento, porque não fui eu quem conduziu a situação. Então seria mesmo pena da pequena, ou o choro era mais um inconformismo por saber que essa decisão deveria ter sido conjunta? Fato é que não voltei atrás. Não colocaria tudo a perder e quando finalmente me acalmei, depois de muito papo com a dinda me acalmando, pedindo forças, consegui deixar de drama e foi essa tranquilidade que fez minha filha parar de pedir pela chupeta na hora do soninho da tarde, ou quando se visse contrariada. Duas semanas depois.

Então eu recomendo sim o uso da chupeta, desde que se saiba administrá-la e ter a consciência de que seu uso é periódico, não permanente. 
Com chupeta a fórmula é simples: mais qualidade, menos quantidade.

Fonte: Sseção Vida e Saúde - Site Paran@shop

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