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sábado, março 29, 2014

500 MIL COISAS


Pois é, 500 mil coisas aconteceram e olha que nem se passaram dois meses. 
O fato de eu andar sem tempo e bloqueada, o fato de estar com horário apertado, não por conta da rotina puxada, mas pelo fato de ser uma rotina puxada multiplicada. 

Às vezes eu sinto vontade de rebobinar a minha fita. Porque sabe, ainda creio que meu play veio com defeito. Tipo, raciocinando (e putz! Olha que eu tenho feito isso), descobri que sou uma sonhadora. 

Veja bem, tudo o que eu não queria ser é uma sonhadora. Queria ser prática e pragmática. Só que meu chip veio com esse defeito. Tenho o mau hábito de ser positiva, evitar ficar matutando no que não dá pra mudar, acreditando em certas situações mágicas, projetando em cima delas... Devia ser proibido ser sonhador, pra quem tem mais de um filho.

Tem a idade também. Te dá outro olhar. Aquele olhar que a maioria não vê. Ou acha que no lombo dos outros é refresco, então julga. Às vezes julga só com o olhar. Mas não importa, você entendeu. Já basta.

Ridículo depois de quase dois meses fazer post mau humorado, mas qual é a música mesmo? Qual é o assunto? Qual é a real?

Pedro Brial diria que talvez seja uma convergência entre o observar, assistir, sentir, elucubrar e VEM SONHAR AQUI FORA MARCELO!

Eu não. 
Fiquei pê da vida. Zangada mesmo. 
Por dentro né? Porque por fora estou esquisita. 
Não tô chorando, não tô dramatizando... Estaria me acostumando?

Não, por Deus não.
Nasci inconformada.

sábado, dezembro 28, 2013

2013/ 2014 - JORNALISMO, ROCK IN RIO, PSORÍASE INFANTIL, DESEMPREGO, ANÁLISE E UNIÃO


Esse ano que passou foi tão intenso e tão parado, que mais parecem dois anos. 
Quando eu lembro do Rock in Rio, da oficina de capacitação de todos os sábados, dos barracos e chororôs intensos em cada edição, não parece que estou falando do mesmo ano, mas de um tempo muito distante.

Passei o ano inteirinho acreditando que seria selecionada para o Rock in Rio e que milagrosamente, ainda na Cidade do Rock seria contatada por uma emissora estrelada e me tornaria uma VJ rica e famosa, instantaneamente, antes mesmo de me formar. Bem, as coisas não aconteceram desse jeito. O máximo que rolou ali, foi os próprios alunos, cada um com uma especialidade se juntar e criar um canal de Web TV chamado Farofa Web Tv. 

Eu jurava que o farofa iria bombar instantaneamente, assim como todos os outros membros da equipe, mas o que se viu ali, foi uma mãe de 3 filhos sobrecarregada, assobiando e chupando manga pra variar, mais um cinegrafista dando o sangue e acreditando no sonho, que ao se deparar com a realidade, murchou que nem plantinha sem água. 
Acho que a mensagem de 2013 foi a de que instantânea mesmo, só a web, ainda sim, depende do navegador e da velocidade do seu modem.

Paralelo, teve todo um terceiro período pauleira do curso de Jornalismo. Foi ali que eu descobri que não sei escrever notícia, só sei escrever crônica, mesmo não tendo tido ainda a disciplina Redação Jornalística. Tá bom, eu me exijo muito. Mas talvez essa constatação tenha sido responsável pra me afastar do blog. Sim, eu tentei, juro que tentei continuar escrevendo, mas toda vez que pensava em postar alguma coisa, pensava que ninguém se interessaria em saber um pouco mais da minha vida. 
Aliás, o que a minha vida tem de interessante? Comecei a me achar egoísta, umbiguista, fiquei com vergonha alheia de mim mesma e parei de escrever, até ver um comentário da Magui no Facebook, reclamando que não tenho aparecido. 
Verdade. Não tenho aparecido em lugar nenhum e comecei a me lembrar o que tornava esse blog interessante.
As histórias, o jeito de contá-las, o bom humor e tudo o mais. Já vai pra 10 anos que sou blogueira de raiz, por que não falar de mim não é?! Aaah humanos, tsc, tsc, tsc.

Ainda teve o fator Psoríase do Sr. Cabeça de Bolinha e a Ludoterapia que ele vem fazendo. 
Aquele desespero que bateu em nós, achando que estávamos fazendo algo errado... bem, isso foi resolvido. Descobrimos que o irmão do meio, sofre com a cobrança interna. No nosso caso, meu filho do meio se impõe uma grande cobrança, tem uma necessidade própria de perfeição em tudo o que faz e isso é uma merda! 
Queria dizer tanta coisa pra ele, de forma que entendesse, que não precisa provar nada pra ninguém, mas ele ainda não entende essa linguagem, porque tem uma alma bastante de acordo com sua idade, apesar de ser inteligentíssimo. Cada coisa a seu tempo, é a mensagem. E juro, estou tentando fazer com que ele entenda o quanto é amado, sem precisar provar seu valor a ninguém, já que esse valor é explícito pra qualquer um que conviva com ele.

Enquanto nossa vida fervia, o desespero tomava conta de Engraçadão que via nossas reservas se esvaindo na velocidade 5 do créu! Consegui um freela no finzinho do ano, mas nem de longe isso aplacava o rombo de nossa conta corrente. Ainda nesse turbilhão, levantei dinheiro entre amigos e familiares para fazer um book pra Dona Miúda conseguir entrar pro casting da Mega Models. Claro, a gente ainda tem esperança no instantâneo não é mesmo? Apesar de saber que o tempo de Deus é outro. Claro, mesmo antes de o material ficar pronto, a Miúda já figura no casting da agência, no entanto, ninguém se apaixonou por ela ainda. Quando chegarem as fotos, todos ficaremos encantados e seduzidos pela ideia de nossa gostosa desfilando e fotografando, só que essas coisas contam com o fator sorte e eu só posso rezar. O contrato é de 2 anos, vamos ver no que isso vai dar. Não é instantâneo, infelizmente.

O ano inteirinho passou frenético e uma coisa eu tive certeza, eu não nasci pra ser mãe e dona de casa ao mesmo tempo. Essa é a minha pior faceta. Não que eu maltrate as crianças, ou não queira ser mãe delas, mas é que minha criatividade, minha melhor parte, está sempre ligada a dinheiro. Uma coisa é você ficar um ou outro dia brincando em casa com eles. Outra coisa bem diferente, é todos os dias você ter três crianças em casa, entediadas, sem ter o que fazer, achando que mãe tem de atendê-los em 100% dos apelos, enquanto todos os afazeres domésticos requerem igualmente a sua atenção. Aí entra o conflito, a falta de criatividade, a frustração e o não ter grita mais que a garganta da Dona Miúda. 
Quando estão em aula, é mais fácil administrar a rotina, mas em se tratando de férias, se não tiver sol, ou um amiguinho pra brincar, os três, que estão em fases diferentes de vida e se entediam com a companhia um do outro, tornam a minha vida um enredo dramático e entediante de Lars Von Trier. 

Aliás, essa nova geração de crianças são muito esquisitas. Elas já nascem entediadas, impressionante! Precisam de estímulo eletrônico para se sentirem felizes. Não sabem sequer passar a mão num telefone ou interfone pra chamar o amiguinho pra brincar. Tem esse negócio de ficar ilhados em seus apartamentos, fazendo contato virtual com o mundo. 
Aqui, tivemos o privilégio de conviver com uma boa vizinha, a Mariana, que já em Novembro, tinha passado de ano no colégio e se dispôs a brincar com o Sr. Cabeça de Bolinha e depois Pacotinho. Na verdade, ela é mais velha que Pacotinho, no entanto, este vinha estudando para a prova do Pedro II, o que retardou suas idas ao playground e por conseguinte, retardou o início de suas férias. Ainda sim, brincavam. 
O único problema, é que Mariana tem vida social e às vezes se ausenta. Nesses dias, as crianças ficam desmotivadas, desanimadas e sem a menor criatividade. 
São Pedro resolveu boicotar esse início de férias mandando tempo ruim sobre o Rio de Janeiro, o que inviabilizou nossa praia, ou piscina. 
Eu contei que todos nós passamos de ano, inclusive a Dona Miúda? Graças à Deus!

No meio desse bololô doido, ainda fui indicada pela Chris Mendes, querida amiga blogueira (e linda nas horas vagas), para uma vaga de estágio. Coisa que vinha perdendo as esperanças de conseguir; apesar do meu currículo de peso, apesar de tê-lo distribuído mundo afora, apesar dos pesares... Pois é, ninguém chamava. Resolvi inclusive tirar a idade de lá, porque ajudar não ajuda. Mesmo assim, a oportunidade surgiu e sabe como é, eu competi com gente muito mais nova e disponível que eu.

Aliás, por falar em gente nova, percebi uma coisa muito legal! Descobri que sou muito melhor que eles em diversos aspectos. Claro, em outros talvez tenha uma chance de estragar as coisas. Mas meu grande diferencial, é que a necessidade e meus filhos, me torna uma pessoa extremamente motivada e comprometida, enquanto grande parte deles, nem saiu da casa dos pais ainda. São preguiçosos e eu não tenho esse direito. 
Minha história de vida, também encanta as pessoas que me entrevistam (elas sempre esquecem a parte das contas que não param de chegar), que ao invés de me chamar de maluca, passaram a me chamar de CORAJOSA. Olha que legal! 
Talvez corajosa, seja uma forma de me chamar de maluca em outras palavras, vai saber! Contudo, muito mais agradável de se ouvir.

Foi sob esse clima de expectativa, que meu ano terminava. Pouco antes do Natal, meu telefone tocou e eu ouvi que fora aprovada no processo. O primeiro impulso foi abraçar Dona Miúda que estava ao meu lado e soltar aquele grito de gol, bem alto, que acabou despertando a atenção dos meninos que estavam na sala. Em seguida, parti pra cima deles contando a boa nova e nós quatro nos abraçamos sob os gritos de: "VAMOS COMER MANTEIGA! VAMOS COMER MANTEIGAA!" Sim, era quase hora do lanche e manteiga hoje em dia, só em ocasiões especiais. 

Enfim, meu ano foi realmente novelístico com direito a final feliz. Foi um ano de muito trabalho, dedicação e quase perda das esperanças, mas no fim, a gente não pode perdê-las, não é? Às vezes nos abatemos, é verdade, porque cansa tanta ralação, mas uma coisa o universo me ensinou. Não é parado que se consegue as coisas, é trabalhando, fazendo a sua parte. Não para, não para, não para não. 
Essa é a mensagem. 
Trabalhe sempre e trabalhe no bem, que o resultado positivo sempre vem.

Feliz 2014 galera. Estou de volta.

quinta-feira, agosto 29, 2013

APRENDIZADOS - NÃO É DA MARTHA MEDEIROS!

Chega uma hora, pelo amor de Deus, você tem que aprender alguma coisa.
Porque chega, né? Partiu parar de palhaçada, não tem graça envelhecer repetindo os mesmo erros, yada yada yada!

Só que os sinais são sempre muito sutis e a gente começa a fazer o quê? Fazer o quê? Isso, repetir padrão. 
Espertinhos vocês!

Mas não, não é fácil. 
Diariamente você é convidado a bater boca no trânsito; a bater nos seus filhos; a bater boca com sua cara-metade, com o colega de trabalho, com a amiguinha da escola que adora medir forças, do atendimento que você recebe desde a padaria até o telemarketing...

São aquelas repetições do dia-a-dia que se repetem a fio e a gente nem nota, porque tá tããão acostumado a fazer as mesmas coisas... e olha, a oportunidade vem todo dia.

Levando a situação pra minha realidade, eu comecei a matutar sobre o assunto e vi que em casa ou trabalhando numa grande empresa, num primeiro momento, eu repetia todos aqueles padrõesinhos escrotos, que sabia reconhecer fácil na teoria, mas nunca quando meu tóba estava envolvido diretamente.

Beleza, nada como o tempo. Nada como ficar atento e nada como andar de olhos abertos, tentando fazer diferente. Sim, eu sou lenta, mas sou essa.
E claro, a oportunidade surge todos os dias.

Hoje, estou optando por ser mais profissional e menos passional. 
Antes, era uma italiana, só que isso tira tua razão em 90% dos casos. E não, não fiz a medição reconhecida pelo INmettro. Está tudo baseado na observação pessoal, portanto, discorde nos comentários. Mas a vantagem de envelhecer, é aprender com os próprios erros. O bom e velho lessons learnt.
Some o foco também. Tenho um objetivo de vida tão forte, que nada mais é importante que isso. O resto é resto.
Ainda tem outra coisa importante. Nesse tempo em que mudei de vida, aprendi que eu afeto as pessoas. Aonde quer que eu vá, eu afeto as pessoas para o bem ou para o mal. Atualmente, eu posso dizer que as pessoas não ficam indiferentes ao meu jeito. Talvez eu seja meio ameaçadora, às vezes. Mas só pra quem rotula de cara, ou é maluco mesmo. Porque apesar de eu ser clara e objetiva, sempre boto uma piada aonde quer que eu vá e não entendo como isso pode (ou possa?) ser ameaçador. 
Mas infelizmente é.

Eu não saio maldando sabe? Eu vou vivendo. E tento respeitar as coisas, as pessoas, o que estiver a minha volta.
Só que as coisas acontecem, inerente a nossa vontade e acontecem todos os dias. 
Aprender a lidar se olhando de fora, não caindo no drama, pode ser algo intangível para muitos, mas só segurando as rédeas e sendo imparcial, até consigo mesmo, é a forma de enxergar uma luz no fim do túnel.

Termino com uma pergunrta.
Você quer de verdade enxergar a luz no fim do túnel, ou põe óculos escuros para não ser ofuscado pela luz?


terça-feira, maio 07, 2013

MEU LINDO FILHO MAIS VELHO


Vamos falar de coisas boas então!
Pacotinho está crescendo e se tornando tudo o que eu sonhei antes mesmo de pensar em ser mãe. Já está indo sozinho pra escola à pé, que é pertinho, na volta eu passo o bonde pego geral e ele vem junto; vai sozinho de ônibus até o futebol e volta; é amigo, companheiro, querido por todos e ótimo aluno. As fessoras que encontro no fim da aula, sempre o olham com aquele ar de ternura. Afinal, quem não se derrete por Pacotinho levanta o braço!

Já se apaixona e é fiel por enquanto. Como não deixar?
Eu fui criada assim: Primeiro os estudos! Era sumariamente cortada ao tentar falar em coisas do coração. Vi na prática o quanto isso não funciona. Ele é ótimo nos estudos, mas seu entrar numa de proibí-lo de falar de amor, ele não vai simplesmente deletar o sentimento do coração, então eu deixo e oriento. É o que tem pra hoje. O pai felizmente também. A gente só toma o cuidado para que ele não faça merda tentando agarrar geral na escola, porque né, escola é lugar pra estudar. Mesmo assim, lá é o celeiro onde ele paquera e arruma as namoradinhas. 
Namoradinhas essas que nem sempre estão prontas para um namoro idealizado por ele. Ele já quer beijar na boca, claro. Esse ano vai fazer 11 anos e não é de hoje que está ligado. Só que o legal é que a própria vida se encarrega de pôr as travas. A gente não precisa proibir. As meninas apesar de mais maduras, têm certo medo de ousar, felizmenta as de seu círculo de amizades.

E como nos dias de hoje educar um filho pondo amarras? Não tem como. Educar na minha concepção vai além. É ouvir, tratar a criança como ser humano que ela é, respeitando e ensinando o certo, mesmo que ele venha a errar. Porque eu, vc e os adultos sabemos que os erros muitas vezes ensinam mais que os pais pondo vários limites. 
É a prática. A prática que doi e também educa pela dor.

Esse menino felizmente tem bom coração. Quer trilhar o caminho certo. Tem valores que sempre foram deles. É carinhoso, atencioso, competitivo sim, mas de uma maneira bacana que não fura o olho do outro. Defende as meninas e a honra delas quando vê algo errado, por isso é tão querido e cobiçado. Não passa aperto.

Um dia me disse que ia terminar com a namoradinha da escola. Por quê? Porque no recreio, depois de aceitar o namoro, ela pouco ficava perto dele. Então ele percebeu que aquilo não era namoro. Terminou, mesmo gostando dela, porque namoro não é isso. Sem dramas. Aliás, já está flertando com outra., porque essa sim, dá atenção. 
Eu argumentei que talvez ela não estivesse pronta. Porque as meninas são assim. Não querem perder aquele gato da escola, mas ficam sem jeito de levar um namoro diante da turma. Por vergonha, por medo, por pressão... as meninas têm medo sim. E eu me sinto abençoada por ver as meninas que o cercam irem na contramão da atualidade, das meninas que com 11, 12 anos já pensam em sexo. Isso me deixa verdadeiramente feliz. Tem tempo pra tudo, não precisa ter pressa.

E o Pacotinho irmão de uma menina, é outra delícia de observar. Ele vira capacho da dona Miúda. Literalmente deita no chão pra ela pisar. Porque Miúda nasceu com aquele talento de dominadora. Se deixar, ela pisa mesmo e feliz. Ele vai lá, brinca com ela quando ela acorda do soninho da tarde, faz cosquinha e para tudo pra ajudar a irmã no que for preciso, arrancando ciúmes do irmão do meio. Sim, porque o irmão do meio teve a sorte ou não de nascer leonino, o centro do mundo!
Mas ele explica: Agora é a vez dela. Já te dei atenção a tarde toda, deixa eu brincar com ela um pouquinho!

Eu fico emocionada por ver esses três. 
Me dão um trabalho da porra, me enlouquecem de tanto mããe, mããe a toda hora, mas eles nem chegam perto de serem crianças chatas ou insuportáveis. Todos a sua maneira são interessantes e basta ter ouvidos de ouvir, olhos de ver, para constatar que são agradáveis e tudo gente boa.

Meus 3 filhos com Engraçadão. 
Aquele homem maravilhoso que além de meu grande amor, é o pai que eu nunca tive.

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

SHORT CUTS



Bloco Toca Raul com Miss Moura e os meninos
  • ALALALAÔÔÔÔÔÔÔ, o carnaval passo-ooo-ooo-u! E pra fala a verdade, nada está como antes. Fiquei dois dias deitada depois de sair no bloco. A velha dentro de mim está me agarrando e me puxando pra cama. Tem cura fora das drogas? 
Os capeta
  • Algo inusitado: Pessoas diferentes pegaram dois dos meus filhos e só devolveram na quarta feira de cinzas. Então o Sr. Cabeça de Bolinha ficou tirando onda de filho único e se comportou muito bem, NA RUA!
Superman
  • Infortúnios (?) de carnaval - Saímos com um casal de amigos gays e mesmo não rolando agarramento entre os dois, Sr. Cabeça de Bolinha criva um deles de perguntas do tipo: "Vocês são namorados?" enquanto um deles me olha de olhos esbugalhados, eu o encorajo a contar a verdade, afinal, estamos dentro de um mundo onde as barreiras do preconceito tem de ser derrubadas mesmo aos 5 anos de idade. Ao ter a confirmação que esperava, Sr. Cabeça de Bolinha me sai com outra "Então vc é gay?", novos olhos esbugalhados me encaram. Nenhum de nós estávamos preparados para a cantoria do pequeno ao reagir com uma melodiosa trollada de "mulherziiinhaaa, mulherziiinhaaa!" diante da afirmativa, ao que foi imediatamente repreendido em nome do Senhor, graças à Deus! Conversei na hora, expliquei sua indelicadeza e ensinei a importância do respeito e não-discriminação. Imediatamente nosso pequeno apertou a mão do novo amigo, pediu desculpas e disse: "AMIGOS?". O que se viu a seguir, foi um carinho mútuo. Ambos pulando, brincando, levando o pequeno na corcunda e uma pacífica folia entre homos e héteros, graças à Deus! Viu? Não há o que temer!
  • Mais uma vez o horário inflexível de trabalho de marido está dificultando a vida acadêmica. Fui pro horário da noite, troquei de curso, ainda sim, 3 crianças que eu pus no mundo precisam ficar com alguém entre o horário da saída de marido e minha entrada na faculdade. E quem há de ficar? Ninguém né? Eu levo as quionça pra faculdade e ele sai voado do trabalho para pegá-los. Lá nos encontramos e eu saio correndo pra sala. Pra falar a verdade, eu só tive uma aula até agora e nem foi muito legal, já que o professor era substituto. Além de substituto, dispensou a turma mais cedo. Ok, q as pessoas do ano passado dizem que logo estarei fazendo novas amizades, mas eu não estou preocupada com isso. Nem tem turma direito ainda...
TV nova. Ainda não acostumei!
  • Em uma semana quebrou a TV da sala e o microondas. A gente não cozinha mesmo com o microondas. Só esquentamos comida, fazemos pipoca e esquentamos o leite das crianças. Já televisão, a gente come, bebe e respira, como qualquer família brasileira. De maneira que ficamos 3 dias sem ela, amontoando as crianças em nosso quarto, que é onde está a outra TV e com a maratona diária, Engraçadão chegava em casa sem encontrar aquela mulher disposta a tomar sequer uma cerva com ele. Problema resolvido: No final do terceiro dia a nossa nova TV de LED de 40" aterrisava na sala. Desta feita, o sexo volta com a sua programação normal!
 
Posto 3 na sexta, c/ banco de areia no meio
  • Pude presenciar os dois mais belos dias de praia da vida. Dia assim, no Rio de Janeiro, só quando eu tinha 8 anos em Ipanema, num dia em que minha mãe foi dar uma busca no reduto de surfistas onde meu pai frequentava, depois de ele ficar tipo uma semana sem dormir em casa. A busca pra ela, claro foi em vão, mas pra mim foi perfeito, porque eu pude pela primeira vez ficar dentro da água do mar sem medo! Reproduzimos esse dia na praia da Barra sexta-feira e domingo último.
Posto 6 com D. Miúda sozinha lá dentro
  • Já que passou posso contar. Aquele post passado foi eu me inscrevendo para uma vaga de estágio como repórter, concorrendo com um bando de gente. Não passei. Pois é, Deus não me daria um presente desses de bandeja justo na primeira oportunidade. Claro que não! Eu ficaria besta demais, me sentindo a rainha da cocada preta e isso não é bom para os negócios! Apesar de meu tempo urgir... O tempo de Deus é sempre outro para o nosso próprio bem e como o não eu já tinha, é com ele que estou agora. Até a próxima oportunidade, claro!
  • Eu deveria estar indo ao Juizado Especial, mas estou aqui fazendo feijão. Oh que lástima!

domingo, agosto 26, 2012

E assim caminha a humanidade

 
Para resumir, as coisas andam desse jeito:
 
  • As caminhadas acabaram, a não ser até o Banco do Brasil pra pedir financiamento estudantil;
  • Ver meus filmes é algo que não sei se continuarei conseguindo. Só nas brechas. Quais?
  • Filhos e afazeres domésticos são uma prioridade, mas não é garantia de eficácia;
  • O blog está muito às moscas, haja visto que postar de celular é impossível pra mim;
  • Marido continua tendo atenção só nos finais de semana, porque em dias úteis somos podres corpos acabados em cima de uma cama;
  • As crianças ao mesmo tempo que me esgotam, me reenergizam. Até quando?
  • O estudos acontecem nos horários mais improváveis possíveis, mesmo assim, minha irmã jura que vai piorar!
 
Com tudo isso, ando feliz da vida.
Estou conhecendo um admirável mundo novo, tenho escrito menos merda e infelizmente, não pra vcs, meus queridos 5's leitores, haja visto que só meus professores os lêem (coitados!), ainda sim, não me lembro de ter me sentido tão bem há muito tempo.
 
A moça que cuidava da minha cabeça devia saber que estou sendo desafiada diariamente, sinto a Terra girar abaixo dos meus pés e me sinto parte do mundo. Tudo isso justifica minhas ações esse ano. Foi por isso, que eu rompi com os padrões e fui em busca dos meus sonhos. Mas não posso esquecer nunca, Engraçadão é o grande realizador. Sem ele, eu jamais conseguiria.

sexta-feira, agosto 03, 2012

VOLTA PRA FACOOL - A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM!


Eu sei que meus amigos de verdade estavam na torcida. Eu estava na torcida! Não que eu tenha perfil de estudante de verdade. 
Eu já fui muito boa nos estudos em certa época na minha vida, mas essa pessoa se perdeu nos problemas alheios dos pais. Pois é... inevitavelmente eu não era cercada de taaaanto amor, carinho e atenção deles no meio dos meus 12, 13 anos e aí foi só ladeira abaixo. Eles atravessavam uma crise conjugal braba e eu estava mergulhada de cabeça nela. Tive uma melhora, depois relaxei.

Ainda sim terminei o ensino médio, alguns anos depois ingressei na faculdade com entusiasmo, mas outros problemas me afastaram. Compra de apartamento, filhos, agenda apertada, tudo isso me afastava do regresso! E eu agora me sinto madura o suficiente pra voltar. Todo o meu lado bom transborda e eu quero mesmo entender sobre esse admirável mundo novo que piloto instintivamente há 8 anos.

Ah! Me matriculei na faculdade não contei?
Ano passado, prestei vestibular correndo pra Estácio e pra Veiga de Almeida. Inacreditavelmente passei nas duas. 
Na Estácio só não passa quem já morreu, então eu não me sentia verdadeiramente inteligente. Ao contrário da Veiga que cai todas as matérias na prova. Absolutamente todas! 

Me deparei com assuntos como lentes (vi isso em física há zilhões de anos atrás e tô cagando pra elas, desde que meus óculos funcionem...), biologia, matemática, além do bom e velho Português meu amigo de longa data! Teve redação... 
Eu sei que chegou uma hora, em que eu já marcava tudo respondendo foda-se. Ainda sim me classifiquei raspando! Não tenho coragem de dizer a nota, tá? Fiquem na curiosidade mesmo.

Depois começou meu dilema. Como ganhava mal pra caralho naquela empresa, não tinha condições de pagar uma facool. Então eu apelei pro SisFies e foi assim que começou meu calvário. Olha q essa história está rolando desde janeiro. E como tudo na minha vida, a resposta estava bem debaixo do meu nariz! Eu sou lenta e míope, já está escrito nos anais da minha vida... Eu não sabia do meu diploma, nem do meu histórico escolar do ensino médio. Aqui não estava.
Abri um processo junto ao MEC, porque a escola em que eu estudei foi pras cucuias. E processo no MEC amigo, é pior que subir de costas ajoelhado a escadaria da Penha. Se eu nem nunca subi andando...

Então chegou uma hora em q eu imaginei que essa papelada estivesse na EStácio, já que estudei lá em 1996 um dia! E danei a procurar, tentar retomar minha matrícula antiga e nada. Em outro momento eu questionei se teria mesmo de voltar a estudar. Talvez o universo me quisesse dona de casa, vai saber?!

Só na semana passada, quando veio a resposta da EStácio me dizendo que toda a documentação que entreguei foi cópia a solução apareceu, quando eu já estava prestes a jogar a toalha, bater com a cabeça na parede, essas coisas... Daí eu pensei (adivinha, eu uso tutano!): se eu entreguei a cópia do diploma mais histórico, os originais só poderiam estar num lugar!

MINHA MÃÃÃÃÃÃÃÃEEEE!

Foi então que corri, passei a mão no telefone e liguei pra ela. 
Ela tadinha, acabou procurando àquela hora da noite e encontrou a papelada. Me trouxe tudo já no dia seguinte e nesta última segunda feira fui à Estácio me matricular no curso de Publicidade e Propaganda. Inacreditável.
Então retomei minha inscrição no SisFies e semana que vem levarei a papelada exigida pra dar entrada no pedido de financiamento dos estudos.
Têm noção?

Aaah que belezaaaa!
Minha mãe me salvou! Eu procurando o bagulho há 6 meses e estava o tempo todo na casa dela.
Então passamos por outro obstáculo. Para eu ir pra facool, Engraçadão terá de estar em casa com as crianças certo? Pois se depender do chefe dele essa resposta está INCORRETA!

Ele simplesmente não quer adiantar em 1h o expediente do meu marido. Não conversei, nem caí no choro. Deus está comigo. Corri lá e pedi para trocarem  meu turno pro horário da manhã. Como a Estácio é linda e fofolésima, fez tudo sem demora. Claro, estou um pouco tristucha, porque eu sou da night. As coisas funcionam melhor em mim à noite, mas não será má ideia aproveitar esse tempo.

As aulas ainda não começarão segunda (06/08), mas acredita-se que liberem a grade ainda na próxima semana.
Estou muito feliz zentchi! Muito mesmo. 
O fato de não ficar parada me deixa em paz e me fortalece. Preciso de evolução em tudo o q faço, é da minha natureza. 

Estou pensando sériamente em trabalhar de atendente de telemarketing à noite para complementar a renda, que tal? 
Pensa só! Eu poderei estar estando esclarecendo dúvidas, além de poder estar estando atendendo algum de vcs, realizaram? O único problema é q eu não poderei estar estando fodendo, muito menos poderei estar estando ter vida social... 

quarta-feira, agosto 01, 2012

GALEGA VAI PRA ESCOLA, E AGORA?


Era o meu primeiro dia na escola. Aos 3 anos, eu não aguentava mais ficar em casa de bobeira. Já havia pedido para ir, as vizinhas que brincavam comigo andavam naquele tal lugar, meus próprios pais, sabiam fazer aqueles desenhos com voltinhas, que seguiam uma linearidade enquanto eu... bem, tudo o que eu conseguia eram meros garranchos. Já estava cansada de não saber. O ócio diário também era algo que estava me dando no saco e foi assim que aos 3 anos pedi para mudar de horizontes. Estava na hora.

Não lembro exatamente como foi meu primeiro dia, lembro do parquinho, da ladeira que parecia imensa no Clube Helênico e de chegar ao parquinho sempre antes de entrar pra sala de aula. 
Nesse parquinho tinha muita areia, o que me dava certo desconforto entre o pé e o tênis, mas o balanço conseguia distrair a atenção.

Meu pai, Sr. Engraçado costumava me levar. 
Ele me ensinou a usar o balanço sozinha, incutiu em mim aquele espírito aventureira de cada vez mais querer voar mais alto e quando começavam a chamar, ele entrava comigo, sentava ao lado da mesa e fazia alguns desenhos. 

Dizem que na primeira semana eu fui na boa (sempre disse aqui que era lentinha!), que o problema começou à partir da segunda semana, quando a novidade se foi. Então eu não queria ficar, grudava nele para não me deixar e ele era obrigado a sair de fininho, fugido de lá. 

Eu tinha duas chupetas. Uma eu chupava a outra eu passava na ponta do nariz até secá-la. Isso, quando estava à vontade em casa, no conforto do meu lar. Na escola não. Na escola, nenhum dos meus amigos gostava de chupeta, além do mais, eu era tão censurada em casa por já ter 3 anos e ainda chupar chupeta, que na sala de aula eu me encolhia num canto, abaixava a cabeça entre os braços cruzados e chupava ali quando a fissura era muita. Era tanto trabalho chupar chupeta escondida, que o prazer ia embora. Com o tempo eu cansei de tanto constrangimento e comecei a deixá-las em casa. 

Nesse tempo eu já estava confortável na escola. Já curtia as sextas feiras de educação física, já sabia dar cambalhota no colchonete, me sentia imensamente feliz quando tinha piscina (era inflável, não se animem!) e eu podia desfilar cada dia um biquini diferente... nessa época eu me sentia imensamente feliz. Escovava os dentes sozinha depois da refeição, tomava tombos homéricos do balanço cada vez mais alto, fazia amigos, coisa que eu não era muito boa, já que minha companhia, brinquedos, papéis com desenhos eram suficientes pra mim. Foi na escolinha Minerva que eu aprendi a fazer a voltinha do E, coisa que na época era o cão! Ali foi o lugar onde eu aprendi a ler e escrever. Saí alfabetizada aos 5 anos. Falava Inglês também, mal e porcamente, claro, mas a pronúncia era ótima. 

Então chegou a vez da galega. 
Galega é uma pessoa desprovida de poesia na vida. É meio mulher marreta. Consegue na porrada, sabe como?
Toda linda foi pra escola dos meninos balançando a lancheira. Chegou lá, alcançou o parquinho, entrou na casinha de plástico, correu pro escorrega, invadiu a sala da ex-professora do Sr. Cabeça de Bolinha, viu a caixa de brinquedos, jogou um monte pra cima, saiu correndo, passou pela tia ensandecida e sentou na gangorra. Eu aproveitei o momento de euforia e me despedi. Ela me deu tchau e um beijo na bochecha.
Voltei pra casa sorridente e confiante.
Às 09:44h toca o telefone:

DA ESCOLA - É a mãe da Dona Miúda?
EU - Sim.
DA ESCOLA - Ela está chorando muito, vc pode vir buscar? Achamos que hoje já é o suficiente pra ela.
EU - =O

Ela ficou de 07:30h até quase 10:00h. 
Ainda está agitada, insegura e muito mais atentada que o normal, já que ela não é de dar trabalho. A rotina mudou muito desde que saiu da casa da mãe 2 e ela está sem a rede de proteção, que apesar de estar diante de seus olhos, ela ainda não consegue ver.

Ontem, foi crítico, porque ela grudou no meu pescoço e me agarrou com as pernas também. Chorou muito ao perceber que eu abandonava o recinto num momento seu de distração e eu cruzei o portal da escola debaixo dos berros dela, mas não voltei.
Ontem, ela ficou até o fim. Veremos no dia de hoje!

quarta-feira, julho 25, 2012

QUEM SÃO OS HEROIS DOS SEUS FILHOS?


Hoje criança sabe q heroi é aquele troço da televisão e q é tudo de mentirinha né? Não adianta vc explicar a história antropológica dos super-herois q eles sabem q a aquela porra toda é feita no computador.
Então vc explica os poderes do photoshop... anyway! Não é nada disso...

A gente qdo tinha esse tamanho e era bestão, se espelhava nos nossos herois e queria imitá-los. Era um sotaque, um trejeito, uma maneira de ser... a gente copiava as pessoas q a gente admirava e isso, claro, compunha nossa personalidade, além de nos aproximar delas.

Isso continua acontecendo com as crianças, só que heroi pode ser qualquer um. Desde o que aparece nos filmes até pessoas q eles admiram. E meus filhos não são diferentes.
Até no que diz respeito a reproduzir falas, trejeitos e defeitos! E a gente como pais, fica nessa saia justa...

Sr. Cabeça de Bolinha está nessa. Se encanta com carinho porque dentro daquele leião existe um gatinho, então se enrosca na gente, beija, abraça e derrete tudo e todos a sua volta. Daí que um belo dia aparece em casa com uma cacoete esquisito, piscando sem parar, como se tivesse um tique nervoso ou cisco no olho. Do dia pra noite isso apareceu  do nada! Como lidar?

Problema neurológico? Rejeição a alguma negativa nossa? Ou seria mais uma daquelas manias que dá e passa? Detesto manias, mais ainda aquelas seguidas de micagens. Felizmente sou uma mãe observadora e pude constatar que esse era um caso clássico de micagem!

Pacotinho frequenta amigos muito queridos, onde mãe e filho possuem esse cacoete, embasados em histórico familiar. Sr. Cabeça de Bolinha se afiniza com aquela casa, ama aquela família e vinha frequentando junto do irmão. Então eles têm esse hábito de piscar repetidas vezes. Vem daí a micagem do Sr. Cabeça de Bolinha. Para ele, aquele jeitinho de piscar os olhos é bonito, porque ele se identifica com a mãe e com o filho, recebe carinho e amor deles, portanto, também eles são seus herois.

Mas mãe, não adianta gritar, não adianta mandar ele parar de piscar só porque ele não nasceu assim! Ele ainda não tem 5 anos completos. Isso claro, me deixava irritada e preocupada, de modo que passei a mão no telefone e liguei pro superpediatra.
Ele me lembrou dos tempos de gagueira (quando a criança até os 4 anos tem o raciocínio mais rápido que a língua e apresenta gagueira na fala) - que começou do dia pra noite e foi embora assim como chegou: do nada! - a orientação foi afastá-lo da família em questão. Putz! Isso é realmente um problema, porque ele adora ir pra lá!
Depois pediu que eu não tocasse no assunto por mais que o pisca-pisca persistisse. Ele que atendeu o Sr. Cabeça de Bolinha a poucos dias atrás, não acredita em problema neurológico, mas em imitação pura e simples. 

Então iniciei meu treinamento. Ele piscava e eu falava do tempo, ele piscava e eu oferecia água ou qualquer outra coisa; depois mandamos o gostoso pra casa do vô, que não apresenta nenhum tipo de cacoete e eu ainda não o peguei de volta.

Não é fácil. Requer paciência de Jó, mas é absolutamente normal os filhos se espelharem nas pessoas, para o bem e para o mal. Nós pais, devemos estar atentos, com uma memória tinindo a ponto de ligarmos os fatos, as pontas do quebra-cabeça e sem neurose, junto ao pediatra encontrarmos a melhor solução.

Não proibí Pacotinho de frequentar a família, mas pedi que ficasse atento ao tentar combinar as ligações pra lá, de preferência que conversasse comigo antes, para que eu possa distrair o irmão e ele não sofrer com sua ausência.

Quem sou eu pra dar conselho às mães, mas é importante antes de gritar e repreender a criança quando ela apresenta algum tipo de mau hábito, que se recorra antes ao histórico familiar, a seus hábitos no cotidiano e por fim, é sempre importante se aconselhar com um pediatra. A solução muitas vezes pode ser simples.

Bj na bunda!

sábado, julho 14, 2012

POR QUE A FANPAGE JACONÉ?


Em 1989 eu estive pela primeira vez em Jaconé.
O cenário era de muita alegria. Meu pai havia comprado um chalé pertinho da praia, que eu ouvira dizer, era  muito brava, mar aberto e eu cagona (ou seria respeitosa?) em relação ao mar, nem me deslumbrei totalmente com essa possibilidade. Só a ideia de ir um dia andando à praia, me deixava muito feliz. Um sonho realizado e totalmente distante da minha realidade na cidade. Ir à praia andando.

O chalé estava no cimento, tinha água encanada e luz não tinha. Então chegamos numa sexta feira fria, zanzamos pela cidade desértica, visitamos a barraca de um senhor conhecido na rua 96, meu pai tirou o chinelo e pôs os pés na lama assim que chegamos. Era um ritual. Ele tirava o relógio e o chinelo assim que chegava. Só ele, claro. Eu e lama não nos entendemos muito bem até hoje.

Naquela noite fomos pro chalé, varremos a poeira e dormimos em colchonetes que absorviam toda a friagem do chão. Tudo isso à luz de velas. De dia, eu consegui ter uma vaga ideia do q seria o chalé diante da euforia do meu pai. Comemos angu no almoço. Era o q se vendia na cidade, naquela mesma barraca onde meu pai havia tomado um conhaque ao chegarmos.

Fomos à praia e eu pude observar a natureza nua e crua. Uma das coisas q mais me marcaram, era o tamanho das conchas que a gente pegava na areia. Do tamanho da palma da mão de um adulto. 
À noite, fizemos uma fogueirinha em frente ao chalé e assamos batata doce. E eu nem gostava de batata doce, só que estar ali, vivendo essa experiência nova... tinha tudo haver comer batata doce assada. Rimos, contamos piadas, cantamos e fomos dormir às 9h da noite pensando q eram 2h da manhã, felizes e prontos pro perrengue q era aquela friaca!

Saltamos no tempo e eu voltei lá meses depois. Mais precisamente no verão.
Cara, o chalé era um chalé de verdade! Com tijolinho, varanda, sofá de alvenaria, banquinhos que rodeavam a bancada que dividia a sala e a cozinha. O ato de varrer ao chegar, bem como de tirar o chinelo e o relógio continuavam como uma forte tradição. Já naquela manhã pude ir ver o mar e já não parecia tão bravio assim. Ainda apreciamos o pôr do sol no final do dia, onde já batia um friozinho gostoso e na sorveteria e no Fish, extinto, se reunia a galera que curtia outro tipo de música q já não se ouve agora.
Sabe quando vc se sente em casa? Então.


Claro, voltei em outros tempos.
Levei amigos, namorados, muitas amigas, festa de aniversário, irmã, amigas da minha irmã, namorados dela; mais tarde marido, filhos... natais, anos novos e carnavais. Eu sempre volto e é sempre mágico, porque hoje, já conheço ruas, Praia das Pedrinhas...

E meu pai q volta sempre, que está lá sempre, conhece gente, natureza, o mar, as transformações, os problemas, os cheiros... 
Ele conhece um pedaço bem especial de Jaconé, fotografou as passagens do tempo por lá, através de máquina fotográfica, celular, câmera de filmar e sua própria visão da cidade, bem como sua história, seus contos. Ele teve a grande ideia de criar uma fanpage que mostrasse Jaconé sob sua ótica, suas lentes e sua presença constante.

Infelizmente, eu não conheço tanto quanto ele. Não tive tanta oportunidade de conhecer as entranhas, as trilhas de Jaconé e fiquei restrita a um pedaço de mar, a uma certa Praia das Pedrinhas...

Claro, Jaconé tem seus problemas, não é praqueles q buscam luxo, mas pros que estão a fim de dar um tempo no frenesi q é morar numa cidade grande. Vê-se simplicidade em contrapartida a toda sorte de gente barulhenta q tem por aí. É... mudou muito, mas eu me concentro no que há de bom. E tem q se assim, porque tudo passa não é mesmo?

Então eu acho q seria muito legal gente nova, conhecer a cidade, visitar, quem sabe reservar esse pedacinho de lugar também dentro de si. Sei que minhas amigas q estiveram lá, guardam com carinho esse momento. Elas já curtiram a fanpagem sem mesmo eu ter divulgado pra elas através do Facebook e eu espero de coração q não seja tão difícil meu pai atualizá-la, porque infelizmente ele está sem PC em casa. Então é preciso uma dose de paciência. 

Mas eu apoio.

domingo, julho 08, 2012

PARA SER MÃE INTEGRAL


É difícil começar um post sem mencionar que hoje eu sou uma dona de casa, ou que estou desempregada. Trabalhar fora é um troço que anda tão arraigado dentro de mim, que escrever sem mencionar esse tipo de coisa é muito difícil. Dissociar a imagem daquela que a vida inteira trabalhou fora, é sobretudo estranho.
Trabalhar fora foi opção minha. Meus pais não me mandaram ir pra rua ganhar dinheiro. Foi antes de tudo, uma necessidade que eu tive. Mais até do que estudar. Como primeira filha, eu segui direitinho o exemplo deles. Aliás, quero deixar uma ressalva aqui, plis: Na próxima encarnação eu quero ser mais eu mesma e menos exemplo dos meus pais, Ok?
Não que eles não tenham valido o exemplo, é q assim como eles, eu não dei tanta atenção aos estudos como deveria e agora estou nessa encruza mal feita.
Claro, eu estive na facool. Descobri que aquele curso de Produção em Marketing babou geral. Não está no ar para iniciantes. Pena, porque me formaria em 2 anos e meio. Então não tem outro jeito senão cair de cabeça em Publicidade que hoje é desgarrado de Comunicação Social. Nem dá pra mudar de ideia no meio do caminho. Ou é isso, ou é isso. Então ficou combinado q eu voltaria no meado do dia 13 de julho para fazer minha matrícula, que iria conseguir umas isenções aê e pagar mensalidade mesmo, só lá pra Setembro, quando eu espero já tenha saído uma resposta de bolsa que eu pleiteei. Seria uma bênção completa dos céus, amém.
A vida anda bastante corrida.
De manhã eu leio e ajudo a alimentar a fanpage da @MissMoura no Facebook. Ela me deu essa tarefa diária. Tenho 5 assuntos para postar diariamente, entre vídeos, notícias, fotos, infográficos, etc. Assim, eu me ambiento no assunto e aprendo ao mesmo tempo a produzir conteúdo. Pena q não possa sair jogando tudo o q encontro no twitter. Dá uma vontade danada de fazer isso às vezes. Sim, porque nem tudo q eu mando ela publica. Então eu mal termino e já é hora de buscar os moleques. Felizmente eu cozinho à noite, então quando eles chegam já tem comida e eu os obrigo a seguir padrões de conduta para facilitar nossa tarde. Vão pro banho antes do almoço, almoçam na sequência, descansam um pouco, estudam e quando é dia de natação vamos ao clube.
Infelizmente no final da semana que passou eu adoeci e não pude desfrutar do Rio com eles, coisa q eu pretendo fazer em breve. Nem pude ir ontem num evento promovido pela Netshoes para blogueiros em Santa Tereza, onde assistiríamos a luta do Anderson Silva com biritas free!

Pelos meninos quero fazer mais! Sei lá, andar na praia, rodar bolsinha na Lagoa, levá-los ao shopping ou a algum parque ou mesmo visitar alguém. Isso há de distraí-los, fazer o tempo passar e tonará nossa convivência agradável.
Esse negócio de criar dentro de casa sem alguma distração acaba com qualquer relacionamento. Só a prova de fogo é agora, essa semana quando se iniciam as provas de Pacotinho. Quando ele estava no integral a gente não esquentava a cabeça com ele, porque os estudos já eram feitos na escola, então ele chegava em casa com a matéria na ponta da língua. Em casa, esse senso de responsabilidade vai pras picas e a gente é forçado a brigar para que ele estude, além disso, rola um corpo mole por parte dele. Isso é um saco. Por mais q ele tenha se comprometido antes, agora q está começando, já estou tendo q brigar.
Essa é a parte mais difícil! Exercer a maternidade em tempo integral, incutir noções de responsabilidade e fazê-lo cumprir sua palavra.
Aceito sugestões!

quarta-feira, julho 04, 2012

SACANDO O FUNDO DE GARANTIA


Uma semana se passou e parece que foram anos. Calma!  Não vou entrar naquela de fazer post chato reflexivo. Não é isso não. É que semana passada aconteceu tanta coisa, eu não sosseguei meu brioco dentro de casa, não dormi nenhum dia após o almoço e até estou desconfiada que vou emagrecer com essa dieta que tô fazendo de só faltar comer de pé.

Quem pensa que vida de dona de casa é mole devia pagar salário. Muitos salários! Vc tem q otimizar seu tempo, cuidar das crias, dar um jeitinho na casa, tirar o lixo todos os dias e ainda por cima fazer sexo, não necessariamente por cima. Pode ser por baixo, de quatro, de ladinho... escolha!

O que mais estava assombrando, é essa nova lei (é, mudei radicalmente de assunto!) que garante ao trabalhador até 90 dias de aviso prévio. A empresa q eu trabalhava andou errando nas contas de alguns funcionários. Cagou no pau literalmente. Porque o empregador tem no mínimo 30 dias para reter o funcionário. Após 1 ano de casa, ele deverá adicionar 3 dias por ano trabalhado ao aviso prévio. A empresa poderá acordar com o empregado de cumprir apenas 30 dias de aviso, no entanto, deverá pagar pelo tempo proporcional de casa. É aí que mora o angu!

Daí que eu já tinha sido avisada pra ficar atenta, porque o maior problema dessa nova lei, é que a secretária que redigiu errou nas contas em 3 dias, depois soltou uma nota técnica acertando as contas. Acontece que o empregador se vale da lei e não há órgão público fiscalizando os empregadores, de maneira que quem, eu disse quem acaba pagando as contas? 
Acertou a moça ali da última fila com o braço levantado! O cidadão. Sempre ele.

Então, realizem vcs meus queridos 5's leitores! Não bastando toda a correria e falta de tempo pra pensar, eu ainda teria de fazer conta. Putz! Logo eu, que briguei com a matemática há tanto tempo! 
Felizmente a sorte é minha amiga de longa data! Cheguei lá esbaforida e suada, recebi os termos de recisão e graças aos anjos do céu, o sindicalista que confere as contas estava de excelente humor. Eu lá balançando a cabecinha concordando com quase tudo e ele acertando erros, calculando tudo certo e ainda por cima, evitou que eu acionasse a empresa juridicamente, coisa que um bando de ex-funcionário está sendo obrigado a fazer. Porque o problema não é sacar o fundo de garantia e sim dar entrada no seguro desemprego. 

Todos esses órgãos conferem papelada, data e contas. Eles vivem disso. De forma q se houver alguma incongruência amigo, babau Seguro Desemprego! Eu, eu, eu, o cidadão se deu mal! É isso o q acontece e eu, dei uma sorte da porra. Claro, saí de casa rezando até o Centro e pra variar, Deus não me desampara.

A novela mesmo aconteceu foi na Caixa Econômica. 
Esta, q agilizou o atendimento segmentando por assunto, de forma que não fica tudo concentrado no caixa. Já rola essa triagem na porta, depois de uma conferência na papelada, a moça já te encaminha pras cópias pendentes e depois de tudo acertado, vc finalmente é atendido lá dentro. 

Corria tudo bem até ali, mas a minha vida, siiiim, a minha vida só perde pra de Joseph Klimber. É igualmente uma caixinha de surpresas e vcs não adivinham quem tive uma puta vontade de obrar em plena caixa econômica! A-han!

Já tinha sacado o fundo e o xixi nos cílios. Até aí só um xixizim, tá tranquilo. Achei o banheiro, 
lavei as mãos belezinha, então senti uma comunicação véia conhecida minha entre o cérebro com o intestino. Soltei um:

EU -  AH NÃÃÃÃO! 
INTESTINO - Aaah siiiim!
EU - Não, não e não!
INTESTINO - Sim, sim, sim, é isso ou caga na calça, escolhe!

Eu já tava ali mesmo... porra cara, não foi legal, eu não estava bem, o bagulho não foi normal saca? Bizarro mesmo, foi a caixa d'água mais uma vez fraquinha, não desceu nem metade da soma do quadrado dos catetos. 
De novo. Não guento mais essa vida.

Olhei prum lado, olhei pro outro, um balde que não entrava na pia. Fui lavar as mãos e imaginei o universo fazendo uma conspiração em meu favor. 
Tipo, rolou um puta acidente na Conde de Bonfim, q se eu não tivesse parado pra cagar, teria sido esmagada pelo capotamento de um ônibus q me mataria fulminantemente. 
É, só podia ser isso! A providência divina estava me salvando. Comecei a agradecer e no meio do devaneio alguém mexe na maçaneta!

POOORRAAAAA!

Estanquei. Fiquei muda, sem respirar e de olhos fechados até a pessoa sair dali.
Deu certo, ela foi embora, eu deixei tudo cagado e saí com cara de blasé! - Agora vc já sabe por q as pessoas blasés têm aquela cara. - ;-)

Já do lado de fora, bem... nenhum acidente, ou ônibus capotado, ou qualquer coisa q o valha.
É, sou cagona. Prazer.

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