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quinta-feira, agosto 29, 2013

APRENDIZADOS - NÃO É DA MARTHA MEDEIROS!

Chega uma hora, pelo amor de Deus, você tem que aprender alguma coisa.
Porque chega, né? Partiu parar de palhaçada, não tem graça envelhecer repetindo os mesmo erros, yada yada yada!

Só que os sinais são sempre muito sutis e a gente começa a fazer o quê? Fazer o quê? Isso, repetir padrão. 
Espertinhos vocês!

Mas não, não é fácil. 
Diariamente você é convidado a bater boca no trânsito; a bater nos seus filhos; a bater boca com sua cara-metade, com o colega de trabalho, com a amiguinha da escola que adora medir forças, do atendimento que você recebe desde a padaria até o telemarketing...

São aquelas repetições do dia-a-dia que se repetem a fio e a gente nem nota, porque tá tããão acostumado a fazer as mesmas coisas... e olha, a oportunidade vem todo dia.

Levando a situação pra minha realidade, eu comecei a matutar sobre o assunto e vi que em casa ou trabalhando numa grande empresa, num primeiro momento, eu repetia todos aqueles padrõesinhos escrotos, que sabia reconhecer fácil na teoria, mas nunca quando meu tóba estava envolvido diretamente.

Beleza, nada como o tempo. Nada como ficar atento e nada como andar de olhos abertos, tentando fazer diferente. Sim, eu sou lenta, mas sou essa.
E claro, a oportunidade surge todos os dias.

Hoje, estou optando por ser mais profissional e menos passional. 
Antes, era uma italiana, só que isso tira tua razão em 90% dos casos. E não, não fiz a medição reconhecida pelo INmettro. Está tudo baseado na observação pessoal, portanto, discorde nos comentários. Mas a vantagem de envelhecer, é aprender com os próprios erros. O bom e velho lessons learnt.
Some o foco também. Tenho um objetivo de vida tão forte, que nada mais é importante que isso. O resto é resto.
Ainda tem outra coisa importante. Nesse tempo em que mudei de vida, aprendi que eu afeto as pessoas. Aonde quer que eu vá, eu afeto as pessoas para o bem ou para o mal. Atualmente, eu posso dizer que as pessoas não ficam indiferentes ao meu jeito. Talvez eu seja meio ameaçadora, às vezes. Mas só pra quem rotula de cara, ou é maluco mesmo. Porque apesar de eu ser clara e objetiva, sempre boto uma piada aonde quer que eu vá e não entendo como isso pode (ou possa?) ser ameaçador. 
Mas infelizmente é.

Eu não saio maldando sabe? Eu vou vivendo. E tento respeitar as coisas, as pessoas, o que estiver a minha volta.
Só que as coisas acontecem, inerente a nossa vontade e acontecem todos os dias. 
Aprender a lidar se olhando de fora, não caindo no drama, pode ser algo intangível para muitos, mas só segurando as rédeas e sendo imparcial, até consigo mesmo, é a forma de enxergar uma luz no fim do túnel.

Termino com uma pergunrta.
Você quer de verdade enxergar a luz no fim do túnel, ou põe óculos escuros para não ser ofuscado pela luz?


quarta-feira, fevereiro 27, 2013

O DESAFIO DE NÃO ENFORCAR OS FILHOS

 
Não vou mentir procês. Ando xoxadíssima.
Aquela pessoa animada, espoleta e cheia de gás não mora mais aqui. Aqui mora uma histérica, com pouca paciência, desorientada às vezes e louca pra sumir.
Calma gente, eu não sou bipolar e pode ser que a TPM que se aproxima (pré-TPM?) esteja maximizando os sentimentos.
 
Fato é, preciso me preparar para conviver com outra perereca além da minha. De modo não pacífico, quero dizer.
Quando vc é só mãe de menino, parece q vc é a novidade. Eles te respeitam até certo ponto, ou sob ameaça acabam fazendo o que vc manda. Já no caso da dualidade xerecal, ambas querem ser abelhas rainhas e tal qual como em Highlander, só pode haver UMA. Sei que Engraçadão ainda vai passar por isso, quando na adolescência terá de mostrar quem é o macho alfa.
 
Semana passada as coisas foram mais difíceis. Deixei de me exercitar desde novembro passado e me tornei novamente naquela pessoa exausta que odeio. Por outro lado, esse deveria ser o momento em que deveria estar lá na pracinha caminhando ao invés de postando. Acontece que entre as duas coisas, o que me motiva mais é escrever. Por outro lado, um futuro jornalista que não escreve é exatamente o que?
Por certo eu deveria estar escrevendo no mínimo dia sim, dia não. Mas assuntos burocráticos quase que diariamente têm me tirado o foco. Desde o reinício das aulas, eu tenho tido apenas 1 dia por semana pela manhã para estudar e sentar calmamente, ou me dar o luxo de ter inspirações.
 
Com toda essa pressão, a convivência com as crianças não está sendo das melhores. Vc precisa impôr uma rígida rotina, precisa que eles durmam (ao menos a galega), precisa descansar também, precisa estudar, procurar estágio, ajudar o mais velho com as lições e conter o do meio, que anda numa fase de rebeldia pedindo coça diariamente. Todavia eu me seguro forte para não arrebentar a carinha linda dele de anjo.
 
Sábado que passou tive uma crise histérica porque não pude dormir vários dias à tarde sem ser interrompida pelo Sr. Cabeça de Bolinha, que não respeita sono alheio. Então eram muitas brigas intermináveis entre nós dois.
Ele esquece e perdoa fácil, o que só faz aumentar minha culpa. Ainda sim, está de castigo de vídeogame. Também vinha de uma rotina sem marido nos finais de semana, que só fez contribuir para esse nível de stress. Não, não taquem pedras ainda, ele estava trabalhando. De qualquer forma, é estafante.
 
Ontem, depois de matar meu leão do dia, botando o Sr. Cabeça de Bolinha pra cama  mais cedo debaixo de berro (dele e meu), porque ele estava impossível acertando o irmão a todo momento, foi a vez da Dona Miúda.
 
Dona Miúda, com sua beleza, inteligência e desenvoltura, tem um gênio do cão. É a personificação da teimosia quando quer. Fora esses rompantes, ela é sensível, companheira e linda. Só que por ter consciência de tudo isso, pensa que pode fazer o que quer.
 
Quando o fazer o que quer não implica em algo sério, eu até deixo ela ter suas vontades, porque representam a maioria. No entanto, ultimamente, ela deu pra implicar com o prendedor de chupeta. E volta e meia, a chupeta some. A chupeta rosa. A danada da chupeta rosa, que tira nosso sossego, porque ela só quer aquela! Então, tirando do prendedor, fica muito mais difícil encontrá-la.
Cheguei ao meu limite então. Posso afirmar que fui muito acima da média, em termos de tolerância. Geralmente corto o mal pela raíz, mas nesse caso fui deixando. Errei?
 
Devo ter errado sim. Como há muito não se via, Miúda ontem ficou com o capeta no corpo e eu também. Costumo ser boa disciplinadora. Não é qualquer grito, escândalo ou demonstração de raiva que me assusta. Posso conviver pacificamente com choros intermináveis por horas, mesmo na minha idade. Mas o que se viu, foram explosões de ira. Primeiro não tinha a chupeta, então dei de outra cor, o que fomentou a ira. Depois ela não queria pegar de jeito nenhum. Como estava muito atacada, eu a coloquei debaixo do chuveiro para acalmá-la, o que funcionou por alguns minutos.
Pacotinho foi até o play procurar pelo rosa, pois tinham descido há pouco tempo para brincar e lá estava a bendita. Pronto, foi aí que o inferno recomeçou. Troquei o prendedor para a chupeta rosa e eu realmente não sei o motivo da rejeição da Miúda, se ela acha anti-fashion, anti-prático, anti-pático, o fato é que ela fez aloka hurrando de raiva, querendo de todo modo tirar o prendedor. Mas eu já a havia prevenido que dali por diante, só com prendedor. Eu não voltaria atrás.
Então a coloquei no castigo, porque berrava, pedia papai, tentava se arranhar de tanto ódio e ganhava um tapinha na mão para que não fizesse isso. Não dos tapinhas q dóem, mas do que tiram a mão de cima da perna.
 
Quando o pai chegou, eu não deixei que ele a tirasse do castigo. Contudo, a lenga-lenga se esticou, pois ela começou a sair antes do término. Pedi q ele entrasse no chuveiro que eu a entregaria em seguida. Ela aos berros, pirraça no chão, tentativas de se arranhar toda, rosto vermelho, se cospindo, cospindo no chão e esfregando a mão (a bicha joga sujo, literalmente) e aquela garganta potente que sacode os pilares do prédio, se debatendo toda. Eu deixei que ela soubesse que sairia assim que se acalmasse e lógico, isso durou muito mais que 2 minutos. Ela custou a baixar o tom do escândalo e foi nessa brecha que eu a peguei, fiz com que pedisse desculpas e fosse até o pai tomar banho.
 
No entanto, ao dizer porquê a estava tirando do castigo, já não era a mesma fortaleza. A voz já me ia embargada, as lágrimas já não me obedeciam e ela ao me ver assim, chorava, mas foi serenando. Nos abraçamos, peguei-a no colo e levei pro papai, que concordou que ela não tomasse outro banho, porém passou-lhe outro sermão sobre a chupeta e o prendedor. E adivinha? Ela acatou ainda choramingando, mas acatou. BITCH!
Em seguida, ele a colocou pra dormir.
 
Para quem está no fim da fila perguntando porqueraios eu não tiro a porra da chupeta, eu peço calma. A chupeta irá embora aos 3 anos. Mais precisamente em maio e eu não faço a menor ideia de como isso vai acontecer.
Não adianta ter três filhos e já ter vivido essa experiência duas vezes! São 3 indivíduos completamente diferentes. Cada um com sua porção e história pessoais. Então eu sempre tranco o cu quando o assunto é tirar chupeta, mesmo que na prática, a coisa se resolva tranquilamente (eu espero). Tô com mais medo do que ela... sempre fico.
 
O superpediatra recomenda que se troque por uma besteirinha. Que vc a pegue pela mão, faça com que ela jogue a chupeta fora e depois lhe compre um presente qualquer. Pensei num vestido, já que ela se tornou aloka do cu do vestido, assim como a mãe é aloka do cu do Foursquare! O que talvez ele não se dê conta, é que o presente qualquer não substitui o conforto da chupeta à noite. Infelizmente, chupeta também é muleta paterna. Já disse isso anos atrás e a galega, pior que os meninos, não entrou ainda no esquema de usar somente à noite.
Eu estou muito cansada para debater hoje de novo, a fim de implementar essa nova regra, já que ela também dorme de dia.
Portanto, ainda não sei dizer qual será a cena do próximo capítulo.
Improvisemos então.

segunda-feira, setembro 10, 2012

A IMPORTÂNCIA DE SE TER UM BLOG

 
Estava euzinha lá, sentada na frente em sala de aula, com meus zócolos hypster (é o que dizem) prestando atenção em tudo, quando a fessora nos apresentava o blog que ela em parceria com outra fessora da área de comunicação estavam criando.
 
Daí ela diz assim:
"Temos até uma blogueira em sala de aula."
E aponta pra euzinha ali esprimida na frente.
 
Então eu fiquei matutando acerca desse ser blogueira e me bateu uma vergonha atroz que me fez encolher na cadeira mais assim dentro de mim mesma, do que externamente, porque ninguém percebeu.
Eu já fui muito mais blogueira do que hoje em dia. Do tempo em que ter blog, era criar um mundo todo especial pra si mesmo, pra uma multidão, ou pra ninguém. Você podia contar a verdade, você podia mentir, ninguém questionava se era ou não, porque virtual está longe! As pessoas acompanhavam, davam pitaco, deixavam comentários em cima de algo que bem poderia ser verdade ou mentira. A gente até tinha o privilégio de se esconder atrás de um pseudônimo. Coisa q eu ainda faço com muito amor, já que estou prestando uma homenagem ao Anjo Pornográfico - Nelson Rodrigues. Hoje as coisas mudaram. Agora, usa-se nomes de verdade. Cruzes! Pé de pato, mangalô três vezes!
 
A vantagem pura e simples de se ter um blog a 8, 10 anos atrás, era cuspir nossas ideias, sermos apenas amados ou odiados, ou ainda as duas coisas. Tem gente que ainda consegue esse prodígio mesmo em tempos modernos como esses.
 
Então chegaram os caça-talentos, o Google Adsense, os publiciteiros de plantão de olho num anônimo com muito a dizer e como tudo na vida, blog virou PRO. Gente anônima ganhando dinheiro que nem gente grande e vivendo de blog. Fifty-fifty.
O meio jornalístico também descobriu que haviam muitos talentos na massa blogueira, os amantes da escrivinhação pura e simples começaram a visar lucro e perderam sua essência.
Segmentaram-se.
 
Minha irmã mesmo vivia dizendo que eu deveria ter um tema. Que meu blog estava fora do perfil para me colocar em certos freelas, porque né? Euzinha tenho uma casa que não é segmentada, não tinha teto, não tinha nada...
Só escrever bem não basta, assim como não basta saber só juntar lé com cré, coisa que eu faço bem desde sempre. Tem que ter mais, tem que SER mais. E eu não sou nada. Eu nem ao menos sei se pretendo...
 
Daí que me senti muy envergonhada quando a fessora falou em blogueira em sala de aula. Não sou PRO, muito menos sou segmentada. Posso mesmo chamar esse diarinho sem-vergonha de Blog?
Sei que aqui eu falo de música, de filme, de filhos, de relacionamentos, de festas e acontecimentos, com um único senão, todos voltados pra minha vida, como se eu fosse ALGUÉM. Aliás, os blogs de raiz tinham esse poder, de fazer a gente se sentir alguém. Só que com tanta modernidade, descobri que eu sou ninguém praticamente, se levarmos em consideração que o blogueiro de raiz morreu.
E o maior problema, é que eu só sei fazer assim. Tenho um olhar sarcástico e bem humorado sobre as coisas. Até na hora de falar de aula, eu boto uma pitada de sacanagem, sem querer ofender ninguém claro.
Chamo professora de fessora, adoro ressaltar os bafos que rolaram, dou ênfase na escrotidão humana, eu sou assim e foi pra isso que criei o blog. Mas posso continuar a chamá-lo de blog mesmo?
Só porque tenho 8 anos initerruptos de escrivinhação, tenho ainda esse direito?
 
Pois é, são mais perguntas do que respostas. De toda forma, acho legal a faculdade estar provocando isso em mim. Essa reflexão acerca do universo ao meu redor. Ela está sacodindo meus alicerces pra valer.
Eu só espero que a fênix ressurja das cinzas e vença no final.

quarta-feira, maio 30, 2012

DEUS NÃO ALIVIA

 
A vida é muuuuito esquisita.
Primeiro, a gente leva eras pra saber o que quer.
Aí a gente descobre. Finalmente!
Então leva mais algum tempo pra tomar coragem de tomar as decisões necessárias.
Enfim, esse dia chega e vc vomita sua decisão.

Leva um tempo pras coisas se concretizarem, mas não raro, Deus fica te testando. Só pode ser ele.
Aí vc começa a visualizar seu futuro e traçar sonhos brilhantes e felizes pra vc.
Vc planeja, vc se vê fazendo o que gosta, vc consegue até enxergar aquele rio de dinheiro caindo sobre a sua cabeça.
Mas Deus... sempre Ele.
Ele testa vc. Oh se testa!
E testa e testa e testa... testa tanto ao ponto de vc começar a ficar em dúvida se o que queria estava certo mesmo.
Não sei, acho que ele quer ver o quão forte a gente é.
Ou é isso, ou é Ele tentando te dar uma chance de mudar de ideia. Mas qual o propósito? Qual é o propósito DEUS??
Logo eu que sou insegura, ansiosa e me questiono aos montes.
Será que ele poderia só dessa vez dar uma facilitada pro meu lado?
Grata.

quinta-feira, abril 05, 2012

QUE REMÉDIO?

 
Vamos falar de remédios difíceis de engolir.
Você adoece, não quer permanecer daquele jeito e se depara com um remédio daqueles que arrepia o cabelinho do cu, de tão ruim. Você hesita, se debate e não quer nem por um cacete tomar aquela porra, porque sabe que vai te dar um sacodimento por dentro, mesmo tendo a consciência de que que aquele gosto ruim vai passar, que os cabelinhos do cu arrepiados, hão de baixar e que o melhor de tudo, sua saúde voltará.

Ainda sim, você não quer.
O cerumano é assim.
A gente sabe que é pro nosso bem, mas rejeita a ideia de se movimentar em busca dessa cura.
A gente quer o mole, porque o mole é mais confortável. O passe de mágica resolve tudo.
É alcançar o objetivo sem ter feito esforço. Isso é o nosso ideal de vida.
Quantos de vocês gostam de tomar no cu, mesmo que isso represente se tornar alguém vitorioso lá na frente? Nenhum. Nem eu.

Digamos que agora, mesmo que em meias palavras, meu corpo, meu coração esteja doido pra gritar por aí as decisões que tomei, as ações que estou adotando para alcançar meu objetivo e os obstáculos que estão se interpondo no meu caminho, ainda sim, não posso dizer nada.
Tenho que ser a Lady Patience.
Fazer a pheena.
Calar-me. O q é insuportavelmente difícil, já que adoro o som da minha própria voz. Adoro ver que evoluí e que minha opinião é deveras contundente.
Egocêntrica e orgulhosa eu sou. Mas ah... isso não significa nada.

O significado está em a gente tomar o remédio amargo.
É aprender a não se debater diante daquele colherão com o líquido viscoso, marrom e amargo. Não se debater, não se abater, ter paciência, calar, esperar para depois vencer, isso sim, se Deus abençoar e achar que vc foi bonzinho em sua jornada.

Oráculo costuma dizer que eu fui boazinha na minha jornada.
Que eu não tinha nada e desse mesmo nada, construí algo.
Oráculo fala que da carência de amor, afeto e atenção, eu criei uma família rica nisso.
Que da falta de perspectiva de sucesso, eu consegui construir um teto, mesmo sendo ninguém.
E que contrariando aqueles que não acreditavam na minha capacidade, sozinha eu fui lá e mostrei que posso ser muito boa.
Então Oráculo conclui que aqueles que lutam no bem, sempre prosperam mais cedo ou mais tarde.

Eu nunca, nunca, nunca vou esquecer do dia da pracinha, quando Pacotinho tinha apenas 8 meses, um domingo à tarde ensolarado, quando ela levou as filhas pra conhecer meu rebento e eu, mãe de primeira viagem, orgulhosa até das artes dele, fiquei enumerando-as uma a uma para Oráculo, quando ela disse enigmática:

ORÁCULO ENIGMÁTICA - Espere só até você ver os IRMÃOS dele!

Bem assim, no plural. Há quase 10 anos atrás.
Oráculo não é um oráculo à toa não é mesmo?!

terça-feira, março 27, 2012

MOMENTO DE INCERTEZA


É claro que eu queria que minha vida tomasse um outro rumo.
Eu olho pra trás e vejo tantas vitórias, algumas quedas, mas só de ver meus filhos hoje, eu posso sim me considerar uma vencedora.

Só que... ah humanos... a gente sempre quer mais; a gente sempre tem um causo mal resolvido, uma insatisfação pra corrigir, um problema pra resolver.

Embora não seja apropriado eu falar sobre certos assuntos abertamente, que andam me estrangulando, eu preciso ter muita fé, creio q até pra isso chegará o tempo. O tempo de poder falar.


Agora, é um momento de fé e nada mais. 
Estou sendo testada e preciso ter aquele pensamento positivo, mesmo quando o ar estiver acabando debaixo d'água.

Sim, eu estou com os braços cansados de nadar em círculos, mas vou ali rezar um pouquinho e renovar minhas forças, para emergir e tomar novo fôlego. Não chegou a hora de morrer afogada. Nada disso. Além do que, eu não vou fazer isso comigo!

Chegou a hora de eu pôr em prática tudo o que aprendi naquele ano de natação, sabe? 
Mesmo que seja para ficar apenas boiando por algum tempo.

Bj na bunda.

quinta-feira, março 22, 2012

LAPSOS DE OUVINTE


Eu não estou deprimida.
Longe disso.
Mas hoje é aquele dia que não estou a fim de nada.
Não quero ir à terapia.
Não quero falar.
Não sei se estou com saco de ouvir.
Muito menos, não tenho certeza se quero confraternizar.

Não sei explicar, só sei que acordei assim.
Tristeza aqui não mora e meu exterior parece alegrinho e florido.
Só que por dentro, só queria ficar quietinha no meu canto, pode ser?
Justo hoje...

Hoje eu marquei de sair com uma grande amiga.
Daquele tipo de amiga cuja viagem nunca é perdida. Não mesmo.
E que certamente vou me arrepender de não ter saído, porque meu tempo é sempre mínimo e pouco sobra pra eu fazer o que gosto, sozinha.
Então eu aceitei.
E eu irei.

Mas vontade de sair desse lugar de dentro de mim mesma, hoje não tenho.
São muitas mudanças internas vindo pro exterior.
Além de um pouco de incerteza, apesar de todo o apoio.
Aliás, obrigada por vc ser meu marido e apostar em mim, na saúde e na doença.
Você é único na minha vida. E da minha vida inteira depois da vó.
Você se posicionou como ninguém mais (lágrimas).
E vc, além dela e dos nossos filhos, foram os únicos que me amaram sem egoísmo.
Os únicos.
(Lágrimas, ai... não posso agora!)

Só que eu tenho percebido, o porquê dessa minha prostração.
É que meu tempo é valioso e ultimamente, eu tenho dado preferência a quem sabe gastá-lo.
Tô ficando velha? Ultra seletiva?
Não, não é.
É que quando os filhos chegam, eles nos ensinam um troço do qual todo mundo fala, mas ninguém vive.
Chama-se qualidade.
Qualidade nas relações.
Eles te mostram através do amor abnegado a importância que têm no mundo e isso faz com que vc enxergue tudo ao seu redor, imbuído de certo amor, respeito e atenção, até com aqueles q não se dão conta disso.
Hoje, e não só hoje, faz um ano que eu tenho observado isso; mesmo as pessoas que perguntam como eu estou, elas não querem realmente saber.
Estão todas tão carentes de atenção, são portadoras de um vazio existencial tão grande, que o problema delas é sempre mais importante.
E tem uma urgência em q vc pare de falar logo, porque elas estão ali exasperadas para se expôr.

Sabe, eu fui assim por muito tempo.
Acho q estou pagando agora.
Porque as minhas relações mais próximas são muito assim.
Hoje, eu só escuto e pouco falo.
E pior, quando eu vou falar, estou tão impregnada da opinião delas, q as palavras saem sem coerência.
Saem atropeladas, saem estranhas e sem sentido. Então eu volto a silenciar.
A achar até, q o assunto delas é mais interessante q o meu.
E me calo outra vez.

Isso dá um boooode!
Imenso bode.
Bode preto e gigante em face de tamanho umbiguismo.

Uma coisa boa vem acontecendo.
Algumas dessas pessoas têm tido lapsos de ouvinte.
Tem aqueles dias em que tudo se torna um diálogo e há uma vontade verdadeira em OUVIR E SER OUVIDO.
A recíproca é mesmo verdadeira.
Nesses dias, eu só falto fazer declaração de amor.
De fato eu faço.
Porque noto um interesse genuíno em mim e não somente no meu ouvido.

Não raro me sinto burra também.
Porque apesar de ter certa coerência escrevendo, falando eu não sou essa.
Muitas vezes minha voz engasga e as emoções tomam a frente e fode tudo.
Ainda mais se tiver álcool no meio...

Portanto, é assim que eu me sinto hoje.
Dentro da concha.
Mas pode ser que não seja nada disso.
Pode ser só a menstruação chegando!

quinta-feira, dezembro 08, 2011

E NA TERAPIA...

Olha como as coisas são curiosas! Pelo menos por mim eu posso dizer... há duas semanas atrás, fui à terapia toda segura de mim, discursando no divã que estava tudo bem e que não tinha problema nenhum. Lá pelo meio da sessão, comecei a sentir o peso das minhas responsabilidades e isso foi dando um nó na garganta e eu desabei a chorar. Tadinha de mim...

Problema nenhum em chorar. Aliás, eu sou uma chorona convicta e isso só tem piorado com a idade.
Aqueles hormônios enlouquecidos do pós-parto desde que se instalaram por aqui, ainda não deram àdeus, de maneira que qualquer coisa com criança... sentimentos de amor de mãe pra filho, demonstração de carinho de um filho pra mãe, filhos que dão orgulho aos pais... tudo isso é motivo pros meus olhos marejarem e eu desabar. Não, em absoluto tenho problema com choro.

Eu tenho é problema com chatice, com marasmo, com mimimi, com reclamação e pouca ação.
Isso é um problema pra mim. E quando eu noto que estou me transformando exatamente nisso ao sentar a bunda no divã, aí é fatal que acabe em choro. Mas o pior! Eu quero fugir dali, eu me envergonho... porque aos 39 anos, eu já deveria ter largado de ser um monte de coisa que ainda sou. Aí vem o cagaço. Veio, alias!

Semana passada por conta da competição de natação do Sr. Cabeça de Bolinha, eu acabei matando a sessão. Cheguei muito tarde no trabalho, deveria compensar e não tinha como ficar mais tempo ausente. Mas essa semana, vontade não tinha. Nenhuma!
Porque andar, minha vida não andou. Eu sei que eu quero pouca coisa ainda para a quase metade de uma vida:

  • Quero ficar com a conta sempre no azul;
  • Quero viajar regularmente;
  • Quero voltar a estudar, embora esse quesito esteja me tirando o sossego;
  • Quero que a minha grana da justiça saia logo, se possível ontem;
  • Quero dar conta e me sentir menos esgotada;
  • Quero ganhar em dinheiro o que eu realmente valho.
Fora as outras coisas que eu não ouso dizer que quero.
A pergunta que não quer calar é: O QUANTO ESTOU FAZENDO PARA ATINGIR TAIS OBJETIVOS?

E é justamente nessa hora que deprime. E é exatamente por isso que hoje eu queria fugir da terapia.
Porque eu me propus a dar um passo a cada dia e para os quesitos que não listei aí em cima, Ok, eu tenho me movimentado, mas pro quesito faculdade por exemplo... hmmmm...

Eu tenho uma série de justificativas que explicam o porquê que eu não fiz faculdade até hoje:

a) Não tenho faculdade, mas tenho marido!
b) Não tenho faculdade, mas tenho um apartamento!
c) Não tenho faculdade, mas tenho um Scénic! Rá!

Mas todas elas acabam pesando num único responsável pelas escolhas. Eu mesma. E esse peso gera uma certa culpa, porque agora, casa, marido e filhos depois, o resultado é um orçamento pra lá de apertado. Beleza que Deus sempre atua, fazendo um milagrezinho ou outro, mas minha cabeça não para e eu dou uma pirada de vez em quando.

Daí que depois de burra velha, essa necessidade latente me vem. É crucial. É vital para eu seguir adiante. Mas o destino, sempre ele, ou chame do que quiser, não há de aliviar o pobre! No-no! Eu preciso de um financiamento para voltar a estudar. E claro, queria me formar rápido, portanto optei por prestar vestibular naquela Universidade que aparece toda hora na televisão oferecendo um tablet. Acontece que o curso que eu procurei, tecnológico, não será bancado pela financiadora e agora estou tendo de procurar outra instituição ou seja, terei de passar em outro vestibular até antes do fim do aanooooooo!
Vou recorrer aquela onde meu marido se formou. Mas a prova é no dia 12, próxima segunda feira, sabe lá Deus a que horas... ou seja, uma correria só...

Apesar de tudo isso, eu sou obrigada a não desistir. Preciso seguir em frente, não posso sentir pena de mim mesma e nem me descabelar por porcaria. Tenho que manter a cabeça no lugar, comer comida saudável, fazer exercícios físicos, andar magra, limpa, linda, maquiada, com os cabelos no lugar, pentelhos aparados; com filhos esbanjando saúde, todos com dentes brancos, educadíssimos, vencedores, educadíssimos (ah! isso eu já falei), daquele tipo que não corre nem grita, trajando roupas limpas; além de tudo, eu tenho de estar satisfeitíssima, porque o natal está chegando e por isso devo estar animada; meu peru de natal deve ser o mais gostoso e eu preciso estar realmente feliz e disposta para me reunir com toda a família; sem contar que ainda terá o ano novo, bendito Reveillon, onde todos deveremos estar trajando branco e a família se apresentará exultante, estourando champagne (sic!) à meia noite na pérgula da piscina do Copacabana Palace brindando o ano que virá e depois de tudo isso, serei aquela que deixará meu marido tão saciado de prazer, que ele só vai pensar em ter sexo daqui há 2 anos!

Agora acordem!
Quem é essa mulher?
Hoje eu realmente saí feliz da terapia...
 

segunda-feira, julho 11, 2011

Falando sozinha

Tenho email pra cacete pra ler e juro, queria começar a trabalhar logo mas... Saudade disso aqui.
Semana passada filosofei pra caráleo e meio q me bloqueei para outros assuntos, por isso não escrevi mais nada.

Isso deu margem para alguns questionamentos alheios:

1- Não estou deprê;
2- Não estou sentindo vontade de desabafar;
3- Não sinto a menor vontade de falar só de mim, mesmo porquê, a qualidade das pessoas q me rodeiam e q poderiam acrescentar mesmo, é cada vez menor; então praqueles q eu vou ouvir nada além do o q eu já sei, esses, prefiro ouví-los do q falar;
4-Acho mesmo q em boca fechada não entra mosca!

Algumas pessoas vestiram a carapuça (equivocadamente) do o post passado. Invariavelmente, muitos refletiram. Refletir é sempre bom.


Eu mesma, q aqui tiro onda de burra, vivo refletindo sobre minha vida, sobre o meu comportamento em face dos q me cercam e vivo aprendendo comigo mesma. Mas cansei de refletir sozinha. Acho q preciso exorcizar meus demônios com ajuda de um profissional. Cheguei numas incruzas velhas e ando tão cansada de decidir... por outro lado, não sou mais solteira, tenho 3 dependentes q estarão diretamente e retamente vinculados às minhas escolhas, portanto, se eu peidar na farofa, a sujeira vai espirrar neles.

Afff! Uma mulher pheena de verdade não peida na farofa. Aliás, uma pheena legítima não peida, por isso fica passando mal de gases q nem eu.


Mas é... eles são reféns das minhas escolhas e eu preciso ter cuidado ao bater o martelo.
Daí q decidi começar uma psicoterapia. Dessas q vc fala e o outro te ouve, te faz pensar, te mostra como vc é escroto, ardiloso, inteligente, magro, bonito... bom, eu nunca fiz e claro, idealizo como deve ser ser analisado.

Infelizmente hoje, estou tão sem inspiração... não estou conseguindo pensar no q dizer, estou quase achando q não tenho problema.
Ok q eu não estou indo porque tenho necessariamente problemas, mas estou indo focada em mais auto-conhecimento. Disso eu preciso assumidamente.

Portanto esperem q logo terei muito assunto.
Aos meus queridos noveleiros, venderei a ideia de que terapia é a melhor coisa do mundo e incentivarei a todos q quem não faz, não é pheeno! Então os consultórios lotarão e todos os planos de saúde serão obrigados a incluir psicoterapia no convênio e serão obrigados a aumentar a cobertura de 15 vezes ao ano, para 15 vezes ao mês e os psicólogos e psicanalistas ficarão enfim ricos fazendo muito pouco.

Afff! Melhor parar por aqui, senão logo dirão q eu preciso de internação.

Ah! Ontem vi Cisne Negro! Filmaço. Mas concluí q a mensagem do filme é:
Quem não trepa, enlouquece.


Tô errada?




terça-feira, julho 05, 2011

VOCÊ ESTÁ PRONTO PARA OUVIR?

Estou passando por uma fase de introspecção profunda. Profunda, mas tão profunda, que eu que sou risonha, falastrona e brincalhona, tenho me recolhido à minha insignificância para observar o que vai no meu coração e o que vai ao meu redor.


Tenho passado um verdadeiro pente fino interno e externo e pasme! A sensação é que acabei de acordar e quase desconheço os que estão a me cercar. Não me refiro ao povo lá de casa não. Lá já existe aquela fogueira das vaidades comum a todas as crianças que competem pela atenção dos pais. Isso é normal. Cabe a nós podar os egos e educá-los. Isso cabe aos pais.


Refiro-me a outro tipo de pessoas. Amigos, familiares e os etecéteras.


E acredite ou não, antes de sair falando dos outros por aí me pergunto: Será que na idade dos vinte e poucos eu ouvia os outros? Pai e mãe não vale, afinal, santo de casa não faz milagre! Ainda mais quando vc se pega tendo mais experiência ou vivência do que eles, aí então é que vc não dá ouvidos mesmo e quase sempre se fode. É a lei. Nunca subestime seus pais. Talvez depois de uma certa idade, mas nunca aos vinte e poucos! Nunca.


E... não sei. Eu lembro que respeitava, tinha adoração por certas pessoas e essas eu prestava atenção direitinho no que elas diziam e tentava pôr em prática aquilo que fazia muito sentido, outras vezes concordava para me livrar logo, porque aquilo não tinha nada a ver. Só que com vinte e poucos, eu comecei a trabalhar numa função, onde tinha um troço chamado feedback (não é o curso de Inglês não!), que consistia em apontar as suas falhas como profissional, com o intuito de te melhorar na função.


Ao contrário da grande maioria que saía da sala do chefe cuspindo marimbondos, eu tentava aproveitar os conselhos e mudar de tática para me tornar melhor.


Não cuspia marimbondos. Passei a aplicar o tal do feedback à minha vida e sempre que alguém de respeito me mandava uma letra legal, eu absorvia e aplicava. Às vezes não imediatamente, porque requer treino. Mas nunca me fiz de rogada, afinal, gosto de desafios.


Acontece que ultimamente tenho topado com pessoas que não aceitam feedback. O pior! Pessoas cujo esporte predileto é só falar de si e dos seus problemas. Pior ainda! Pessoas muito próximas e próximas daquele tipo que detém o meu amor.


Isso está me incomodando tanto. Porque no geral, são pessoas brilhantes de alguma maneira. São jovens, inteligentes, eloqüentes, que claro, como todo mundo tem problemas, mas que têm se tornado insuportável conviver, porque elas, só falam de si mesmas.


Resolvi puxar o histórico de vida dessas pessoas e me deparei com a matriz, ou progenitora... E pasme! A progenitora dessa pessoa a quem amo, tem o mesmo defeito. Essa então... quando me liga, pergunta protocolarmente como está tudo, marido, crianças e desanda a falar de si, mas de uma forma que nem respira. Pessoalmente até q nem é tanto assim, mas por telefone... desestimula qualquer um que tenha identificador de chamadas a atender. É... e pior, é que outras pessoas já me disseram a mesma coisa. Como se eu fosse capaz de tomar uma providência!


Justiça seja feita, essa senhora até que de um tempo pra cá, tem tentado mudar de atitude e está até mesmo lutando contra si mesma às vezes, para deixar velhos hábitos. Ponto pra ela! Só ela tem a ganhar.


Aí estava observando que tem também uma amiga minha muito próxima e querida, a qual eu amo muito, que em sei lá 70% das vezes em que falamos, é sempre ela falando de si. Como se eu não tivesse problemas, ou não quisesse falar o que penso. Geralmente perguntam de mim, mas eu nunca tenho tempo de me empolgar, porque o assunto sempre volta para ela. Impreterivelmente.


Uns são mais educados, mas outros, sob a pecha de que a vida anda corrida, de q é preciso trabalhar, grudam no celular e simplesmente ignoram onde estão entrando; se tem pessoas esperando por seu bom dia, boa tarde ou boa noite. Esses, além de tudo não se tocam que educação vem de berço. Ou se é educado ou não se é. E esse tipo de coisa, é indisfarçável.


Não adianta fingir que é educado, pois uma hora ou outra, sua essência vai pular e te denunciar e quando isso acontecer, vc será desmascarado, talvez para alguém que tenha apreço ou ainda praquela pessoa que vc quer ficar bem na fita.


É justo nessa hora que Murphy fode tudo.


Justo quando vc tem que estar limpinho, é que vem um carro infeliz e suja sua roupa branca de lama. Lama essa, que vc imprevidente, não se preocupou em guardar distância. Agora é tarde.


Nossa imagem é muito mais do que mostramos nas redes sociais. Lá, somos todos magros, loiros de olhos azuis, ricos, famosos, fotogênicos ever, educados e sem exceção, ditamos regras de polidez e gentileza. Mas e na vida real?


E na hora de cumprimentar as pessoas quando se entra, ou quando se sai da casa delas?


E quando se encontra um amigo? Será que vc olha ele no olho e sabe identificar que ele está precisando ser ouvido? Nem sempre o amigo está numa de falar q tá mal. Às vezes ele quer q a gente descubra, porque se encontra prostrado pelas adversidades!


Vc sabe fazer isso? Ou fica no vício do virtual futucando o tempo todo o seu aparelhinho da moda, enquanto fala de si próprio? Será que você ouve? Será que vc sabe reconhecer que está errado? Ou será que vc é mais do tipo que fica falando junto com a outra pessoa que por te amar, por te admirar, está tentando te dizer algo de útil, que muitos por aí falam pelas costas ao invés de tentar te alertar?


Será que vc consegue olhar pra dentro de si e admitir que tem falhas e que precisa melhorar? Quantos de vcs são capazes?


Eu sinceramente estou tentando me cercar de coisas boas, que me acrescentem.


Por isso ando muda no meu dia-a-dia. Por isso estou avaliando se vale mesmo a pena gastar meu tempo que é curtíssimo, com uma leva de pessoas que não são capazes de olhar além do próprio umbigo. Decidi que energia parada não me faz bem, nunca fez! Estou limpando um bando de coisas e gentes estagnadas que mal me cumprimentam nas redes sociais, estou limpando Facebook, Twitter, gavetas, minha mente e gente que ocupa lugar na minha agenda de telefone, mas que nunca liga para saber se eu estou bem! São lixo. Que venha o novo!


Divã resume.

sábado, fevereiro 12, 2011

INOFENSIVA

Costumava ser perigosa, hoje sou inofensiva.
Atraía olhares e admiração, hoje não causo repulsa, mas luto internamente em busca da minha imagem normal, digamos assim.
Como eu costumava brincar, sentir fome não é de Deus, não é mesmo?!
Meu sex appeal anda abaixo de zero, mas não é a primeira vez que tenho que conviver com isso. Vamos seguindo...

Ah! É difícil sem você.
Naquele tempo eu tinha seu apoio, o seu aval, sua cumplicidade... Sabia como as coisas funcionavam. Agora, tenho praticamente todos os dias que me auto-afirmar.


Tá vai, estou exagerando. Esse tempo de auto-afirmar passou rápido, só algumas semanas. Só que agora, a sensação é que de não sou importante. O que faço, não parece importante. Não pra todo mundo é lógico! Nunca somos unanimidade. Mas tenho que ficar atrás dos outros, tenho que ficar insistindo para que as coisas aconteçam quando só eu dou importância para que saiam certo.


Não sinto apoio, não tenho muito apoio. As coisas ficam assim jogadas e eu me virando sem apoio. Pode ser que eu esteja errada também. Será que são definitivamente outros tempos e só eu fiquei ali sozinha torcendo para que as coisas dessem certo e que sejam feitas direito? Será que estou quadrada, encaixotada? Neguinho não tá nem aí. Tem neguinho que tá, mas não tem muito tempo para estar... não sei se vc entende.

Aí venho me fechando cada vez mais. E me equivoquei em pensar que algumas pessoas tinham por mim a mesma estima que eu nutria. Têm nada. Vou perdendo meu brilho aos poucos e me tornando uma chata gradativamente. Afff!

Com você não. Eu me sentia especial todo dia útil. Agora sou só mais uma, que alimenta a grande máquina de fazer dinheiro. Então se vc me pergunta se está tudo bem, eu digo que está. Ainda estou lá, ainda tenho de onde tirar sustento para os meus, ainda ocupo meu tempo  de 8 a 10h por dia, fazendo coisas úteis, daí que não posso reclamar. Mas vc sabe que eu preciso de muuuuito mais pra ser feliz não é mesmo?

E que muito embora estejamos cada qual em seu canto, os hábitos não mudam, as costas ainda dóem e a saudade fica.

Boa viagem então.

domingo, junho 14, 2009

Eu esqueci de dizer!

Eu esqueci de dizer, mas dia 06 de maio deste ano, eu fiz 5 anos de blog.
Não troquei template, não chamei pra comer bolo nem docinho (até porquê eu detesto doces) e nem cantei parabéns.
É sempre assim.
Entra ano e sai ano, quando eu vejo, o dia 6 já passou!


Queridos 5’s leitores, não se assustem com esse meu tom melancólico.
Não q eu esteja melancólica.
Tá bom vai? Só um pouquinho, mas eu prometo q é só em relação ao blog.
Não, não se descabelem nem chamem o naine uan-uan.
O problema é o mesmo de sempre.
Eu acabei de voltar das férias e ainda não me ajustei a vida de blogueira. Afinal, o blog ainda não me sustenta.


Daí q bate um desânimo do cacete, o fato de só ter inspiração nos momentos em q nem poderia segurar um caderno.
É sempre do trajeto de casa pro trabalho, ou ainda depois do café da manhã (no trabalho), ou ainda, quando eu estou em casa, de dia, coisa q quase me desespera, já q em casa de dia, eu estou sempre fazendo algo com as crianças ou com a casa.

Aí bate uma preguiça uma tristeza...
Vejo gente em pleno processo criativo, postando todo dia - como eu já consegui um dia, com o blog em plena efervescência, ou com o número de seguidores na estratosfera e eu mal entro, mal visito meus amigos, mal escrevo...
Essa semana por exemplo, eu nem lembro se entrei na net.

Aí eu pego o celular e twitto. É simples e barato.
Me sinto q nem uma quenga q não é fiel a ninguém. Porque até no twitter eu entro e desencontro. Deixo frases, mas sou obrigada a desligar antes de dar oooe pras minhas amigas e amigos.


Sexta passada, me indicaram pro follow Friday. Gente inclusive, q eu nem troco idéia, mas meu nome estava lá na listinha. E eu dei meu muito obrigada já no sábado. Tem noção...?

É meio frustrante essa briga com o relógio.
Às vezes eu fico achando q eu não funciono direito, ou mesmo acho q sou tão egoísta, q quero tudo. Claro, estar no computador é estar menos na família. Pelo menos na minha vida é assim.
Agora mesmo, o pau tá quebrando na sala e Engraçadão está tentando ver o jogo do Flamengo e apartar a briga entre os moleques ao mesmo tempo.

Agora q eu estou aqui, minha vista está pesada e eu penso se não poderia estar dormindo.
Ou já q o Sr. Cabeça de Bolinha está chorando tanto, se talvez isso não seja sono e eu não poderia dar um bainho nele pra acalmar os ânimos, pra depois tentar colocá-lo pra dormir.

Ai, ai...
Só pode ser a idade.

Bj na bunda.
(Esse post foi escrito às 16h)

*Engraçadinha playando – Baú – Vanessa da Mata (em minha própria homenagem!)

sexta-feira, março 28, 2008

devaneios...

Fico olhando as coisas ao meu redor, buscando sentido no que observo.
A luta da humanidade em busca da felicidade, a ignorância, a raiva, a
alienação... tenho pensado muito.
Tenho tentado frenéticamente trilhar o caminho do bem.
Cê sabe, todos temos nossos demônios internos. Todos temos um passado,
mesmo q esteja apagado na poeira do tempo.

CONSCIÊNCIA - Que isso Engraçadinha?? Pirou na batatinha? Fumou quantos?

Essa consciência... ao invés de ficar me inquirindo, devia era me ajudar a
concatenar o raciocínio. Hunf!
Eu tenho lido muito mesmo, acerca das coisas do universo.
Tenho comido livros, um atrás do outro. Com isso, tenho pensado na minha
vida, na minha individualidade, desarmada dos personagens.
Esqueçam Engraçadinha esposa, mãe, profissional.
Tô falando de Engraçadinha, Engraçadinha mesmo. Lá na essência! No buraco
do tatu.
Fico me perguntando o que fui, o q fiz, qual o meu verdadeiro merecimento.
Será q estou fazendo tudo certo?

CONSCIÊNCIA - A-HÁ-HÁ!! A essa altura da vida, casada, com dois filhos,
entrou numa agora (tardiamente) de se questionar...

Cala a boca bicha!
Bom... a-ham... continuando.
Se questionar é importante. Faz parte do crescimento, se investigar,
cavucar lá no fundo, para extrair o q não serve. Jogar a sujeira interna
fora, para dar espaço a renovação.
Eu sinto que agora, caminho de olhos abertos, atenta ao q presta e ao que
não.
Às sugestões q recebo, às quais não levarão para lugar algum. Ou às boas
sugestões. As reais, construtivas, q acrescentarão boas coisas a minha
vida.
É uma felicidade andar de olhos abertos e querer o bem, não somente, porque
o bem é bom. Mas porque se tem conhecimento do porquê é bom praticar o bem
e trazê-lo para perto.

A parte mais difícil, certamente é eliminar os vícios.
Não digo dos vícios pequenos, como tirar meleca, ou roer unhas.
Digo dos vícios arraigados; aqueles q vc gosta de praticar e talvez nem
tenha identificado que se trata de um vício.
Pois é assim. Geralmente, a gente atrai coisas q não nos servem, por pura e
simples afinidade.
Ao contrário do q muitos proclamam por aí, demonstrando bondade e retidão,
nós, seres humanos, nos afinamos com o mal.
E é por isso q muitas vezes ele retorna na nossa vida.
E como eliminar o mau q se gosta de praticar, quando você se afina com ele?
Não é do dia prá noite q isso acontece. Requer muita meditação e órgãos
atentos, para não sucumbir. E a vida testa.
Sim... o universo testa vc. Ele vem se certificar se vc é um bom aluno,
rumando a boa mudança, ou se tudo é da boca prá fora.

Muita gente vai ler isso aqui e não vai entender nada. Já outras, vão ver a
ficha caindo.
Quando eu digo mal, entenda-se por fraquezas cotidianas mesmo. Tem várias.

O cara q adora tomar álcool, por exemplo (eu me encaixo nessa categoria!):
Ele sabe q faz mal, sabe q está prejudicando seu corpo, sua saúde, mas
gosta. Talvez ele nem seja um dependente (ou sim), não seja dado a
escândalos e pagações de mico, mas ele bebe e sempre q pode. Quando essa
pessoa vai se dar conta, que é tempo de parar, porque essa não é uma
escolha sadia?

O cara q fuma, outro exemplo (err... eu me incluo nessa!): Esse nem precisa
de pito, já q propaganda contra o fumo taí até prá analfabeto saber! Há
aqueles dominados pelo fumo, outros (como eu), ainda têm o controle,
parando quando se faz necessário. Mas até quando?

O cara q é pervertido, chegado a orgias sexuais ou experimentos do gênero:
Este geralmente não faz idéia do tipo de energia q atrai, quando libera sua
própria energia sexual; É triste quando não se pode ver, q tipo de
companhia vc carrega, quando freqüenta certos ambientes, q sugerem orgia. É
de dar nojo. Infelizmente, nem todo mundo sabe, ou acredita. Outros nem
querem saber, já outros, preferem pagar o preço, por conta da efemeridade
de um momento. Não vale a pena mesmo, vc chafurdar na lama por uma simples
sensação q daqui a 5 minutos, já foi!

Meus queridos 5's leitores, baratas e moscas amigas letradas. O pior cego,
é aquele q não quer ver.
Nosso corpo, é um templo divino, pois do divino somos filhos. Justamente
por isso, nosso corpo merece respeito.
Faça-se uma pergunta ao menos: Como tenho me tratado ultimamente? Pense a
respeito ao menos. Seja lúcido e pegue as rédeas da sua vida.
É tão bom não ser marionete nem joguete do universo! É tão bom ter lucidez
e consciência das escolhas q se faz...
Antes q me taquem pedra aviso: Não parei com nada, não me filiei a nenhum
seita religiosa esotérico-terrorista, nem nada.
Só pensei em dividir coisas q eu penso e sinto, não é de hoje!

É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte!
Faço minhas as palavras de Gal!


Sobre a música do post, esta foi a primeira que eu ouvi com os ouvidos de ouvir, atentos, abertos, conscientes do que a letra queria dizer e me apaixonei de pronto.

Engraçadinha mete lá: Na batucada da vida - Elis Regina

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