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domingo, junho 14, 2009

Eu esqueci de dizer!

Eu esqueci de dizer, mas dia 06 de maio deste ano, eu fiz 5 anos de blog.
Não troquei template, não chamei pra comer bolo nem docinho (até porquê eu detesto doces) e nem cantei parabéns.
É sempre assim.
Entra ano e sai ano, quando eu vejo, o dia 6 já passou!


Queridos 5’s leitores, não se assustem com esse meu tom melancólico.
Não q eu esteja melancólica.
Tá bom vai? Só um pouquinho, mas eu prometo q é só em relação ao blog.
Não, não se descabelem nem chamem o naine uan-uan.
O problema é o mesmo de sempre.
Eu acabei de voltar das férias e ainda não me ajustei a vida de blogueira. Afinal, o blog ainda não me sustenta.


Daí q bate um desânimo do cacete, o fato de só ter inspiração nos momentos em q nem poderia segurar um caderno.
É sempre do trajeto de casa pro trabalho, ou ainda depois do café da manhã (no trabalho), ou ainda, quando eu estou em casa, de dia, coisa q quase me desespera, já q em casa de dia, eu estou sempre fazendo algo com as crianças ou com a casa.

Aí bate uma preguiça uma tristeza...
Vejo gente em pleno processo criativo, postando todo dia - como eu já consegui um dia, com o blog em plena efervescência, ou com o número de seguidores na estratosfera e eu mal entro, mal visito meus amigos, mal escrevo...
Essa semana por exemplo, eu nem lembro se entrei na net.

Aí eu pego o celular e twitto. É simples e barato.
Me sinto q nem uma quenga q não é fiel a ninguém. Porque até no twitter eu entro e desencontro. Deixo frases, mas sou obrigada a desligar antes de dar oooe pras minhas amigas e amigos.


Sexta passada, me indicaram pro follow Friday. Gente inclusive, q eu nem troco idéia, mas meu nome estava lá na listinha. E eu dei meu muito obrigada já no sábado. Tem noção...?

É meio frustrante essa briga com o relógio.
Às vezes eu fico achando q eu não funciono direito, ou mesmo acho q sou tão egoísta, q quero tudo. Claro, estar no computador é estar menos na família. Pelo menos na minha vida é assim.
Agora mesmo, o pau tá quebrando na sala e Engraçadão está tentando ver o jogo do Flamengo e apartar a briga entre os moleques ao mesmo tempo.

Agora q eu estou aqui, minha vista está pesada e eu penso se não poderia estar dormindo.
Ou já q o Sr. Cabeça de Bolinha está chorando tanto, se talvez isso não seja sono e eu não poderia dar um bainho nele pra acalmar os ânimos, pra depois tentar colocá-lo pra dormir.

Ai, ai...
Só pode ser a idade.

Bj na bunda.
(Esse post foi escrito às 16h)

*Engraçadinha playando – Baú – Vanessa da Mata (em minha própria homenagem!)

segunda-feira, outubro 27, 2008

MAIS UM GATO MORTO! TSC-TSC-TSC!


Eu estava lendo meu post passado e sei lá se baixou em mim a Mãe Engraçadinha do Gantois, mas naquele momento em q escrevia aquilo tudo, nada, absolutamente nada de ruim estava acontecendo comigo.

Fiquei até bolada de alguém pensar q eu estaria atravessando uma fase esquisita, mas não era o caso. Só queria dividir com meus queridos 5's leitores um pouquito do livro chato q estava lendo. Chato, porém muito útil.

Pois muito q bem, Mãe Engraçadinha se fez presente e como num passe de mágica, a sorte virou.

Quem acompanha a história desse blog, sabe da minha porção mau-caráter, de olho junto, chegada a uma subversão, ex-presidiária, mentirosa, traidora, etc, etc...
Já dizia mesmo o velho deitado q não se pode ganhar todas. Eu sei q ignorando meus instintos, fui mexer com negócios ilícitos para economizar e tomei uma volta bonita.
Éééééé! O barato sai caro.

Perdi a porra toda. Mais uma vez, perdi meu Gordon Ramsey, perdi meus filmes e por fim, com a ajuda do destino e um empurrãozinho do Sr. Cabeça de Bolinha, perdi a internética!
Isso no domingo seguinte ao post passado.

Foi bom, porque pude pôr em prática tudo o q o livro dizia.
Estava eu respirando e pulsando o AGORA incessante, lindona e pimpona na internet quando PIMBA! Foi tudo pro caralho.
Eu já sabia q não seria resgatado. Já tinha perdido a TV...
Bem, não me restou outra alternativa.
Fui prá cama chorar, porque lá é q é lugar quente!

Chorei, chorei, chorei dos meus zóinho ficarem completamente inchados.
Vivenciei o fundo da dor, me chamei de anta, de burra, tentei entender a lição... o pior de ser uma pessoa consciente (ou pelo menos tentar) é q até quando a gente faz merda, é uma parada totalmente lúcida. A gente sabe dos riscos q corre, sabe de todas as conseqüências, reza e conta com a sorte para q não dê merda. Mas quando dá, só resta tacar a cabeça na parede e se chamar de burra.
Não há culpados!

A única culpada dessa história além de mim, é parar c/ essa mania feiosa q muitos brasileiros têm, de querer o mole, o caminho mais fácil, é querer burlar o sistema. Está na veia.
Daí, durante a molhadeira no meu travesseiro, fiquei pensando tudo isso e entendi, q a lição é ao invés de pular o muro, tentar ao menos bater na porta.

Então fiquei pensando e chorando e chegou uma hora q resolvi pôr fim às lágrimas e voltar pro meu agora querido. Onde não há sofrimento, onde não há lamentos demasiados, onde os quereres não importam. Me concentrei na solução do problema e vi, que felizmente, não aconteceu numa fase tão ruim, onde eu não possa arcar com pelo menos a internética safada! Eu pagava velox não é mesmo?!

E a TV a cabo, será empurrada com a barriga até quando der.
Fico com pena do Pacotinho, mas nem me deixo levar por esse sentimento, porque felizmente tem comida na mesa, tem amor e carinho, tem casa com cheirinho de limpa e as roupas estão felizmente passadas. Aquela trouxa já foi!

Agora... exatamente agora nesse momento, meus queridos 5's leitores, estou wireless.
Wireless é assim, meu laptop tem a chavinha e eu conto com a rede aberta da sorte. Quando está arreganhada como agora, eu tenho internet. Quando está fechada como naquele domingo do ocorrido, eu não tenho.
Daí q esse meu cantinho está de lado e o Mulheres também.
Peço só a paciência de vcs, porque sempre q der, estarei aqui matando as saudades e contando os bafóns!

Bj na bunda.

domingo, novembro 18, 2007

Saia Justa

Digamos q vc seja o tipo de pessoa não muito chegada a convenções.
É o tipo de pessoa batalhadora q tudo q conseguiu na vida, foi a custa de muito suor.
Digamos q vc tenha realizado parte dos seus sonhos importantes, q consistia em morar num lugar q vc queria, conseguiu casar com o amor da sua vida e com ele teve filhos. Não casaram dentro das formalidades, mas juntaram os paninhos de bunda.

Não q vc não ache casamento com pompa e circunstância uma coisa legal. Vc acha, mas nos outros. Vc bem q acalenta o sonho distaaante de um dia velhinha, fazer uma cerimônia em homenagem aos 200 anos de união, coisa simples, chiquetosa para poucos amigos, filhos e parentes queridos. Poucos.

Aí, uma pessoa da família, te convida prá ser madrinha e padrinho de casamento. Isso, vc e seu cônjuge. Vcs aceitam se sentinto lisonjeados, mesmo sabendo q outros nove - vc não ouviu errado, eu disse no-ve - casais dividirão o púlpito convosco. Até aí tudo bem.
O convite foi feito desde o início do ano e vc só lembrava q teria de ser madrinha/ padrinho quando encontrava a pessoa.
Sua rotina, sua vida passando batida e nada de vc se ligar de procurar roupa e apreçar as coisas.

Chega enfim o fim do ano e o mês do casamento.
Aquele, q vc seria madrinha e padrinho, lembra?!
Numa discussão sobre finanças, vc e seu grande amor, resolvem botar no papel tudo q estão gastando por mês.
Daí o espanto.
Há quanto tempo não faziam isso, ao invés de sair pagando desenfreadamente o q consumiam. Pagando o q desse e viesse com o cartão de crédito bendito de cada dia, q sustenta a pobre classe média.

Passado o susto, vc e seu amor reconsideram o uso do cartão. Decidem q deve ser usado o mínimo possível, mesmo admitindo não poderem pagar em cash tudo q consomem. E pior! Lembram do casamento.
Para o padrinho, um aluguel de terno resolve o problema, mas e prá madrinha?
Alugar um vestido cheio de lantejoulas pro seu corpo fora de forma, não rola. Definitivamente.
Ela teria de comprar vestido, q não sairia por menos de R$ 300,00, fora sapato e bolsa, mais uns R$ 200,00 fora cabelo e maquiagem.
E mesmo q parcelando, quem pagaria essa conta, mais IPTU, IPVA, Taxa de Incêndio, renovação de matrícula dos dois filhos, fora as despesas normais prá janeiro, right now????
O padrinho e a madrinha?
Os mesmos q acabavam de discutir a redução de custos??

Ela teve a brilhante idéia: Vamos desistir, afinal, são mais nove - eu disse no-ve - casais.
Idéia brilhante não fosse a pouco mais de 1 semana do evento.

O q vc faria, querido 5º leitor??
Honraria sua palavra e tomaria literalmente no cu... deixa eu ser mais clara ... tomaria no cu com caco de vidro e começaria o ano fodido e sangrando??

Ou respiraria fundo, abriria seus ouvidos prá esporro geral da família, ficando eternamente com fama de caozeiro-fanfarrão-sem palavra-féla d'ua égua mal parida, mas no azul (azul não!! ciano bem fraquinho!!!)??

No próximo post, darei minha resposta!

Bj na buuunda.



Engraçadinha sentando de ladinho toca: Foundations - Kate Nash

Abaixo: Fotos dos meninos prá vcs matarem saudades e acompanharem a evolução do Sr. Cabeça de Bolinha q já está mais prá saquinho de batata, graças ao Nestogeno.

terça-feira, outubro 16, 2007

Guess what!

Pois é!
Cláudia escreveu muito bem nesse post aqui. Pode ir lá q é curtinho. Só duas linhas.
Aproveitando o gancho, quero falar sobre o assunto adequando a minha realidade.
Por q as pessoas mudam tanto, à ponto de se parecerem outras e pior!! Por q elas agem, como se vc fosse um completo estranho?

Às vezes eu sinto vontade de apagar toda a minha infância e o meu passado. Porque sinto, q de todas aquelas pessoas q formaram meu caráter, a única q me conheceu e continuou entendendo a minha língua, infelizmente não está mais entre nós.

É um pudor desnecessário, a ponto de cercear até os temas em q vamos conversar. E tudo isso em nome de quê?
Para se proteger a outrem.

Sabe, eu pensei q tivesse sido criada dentro de um regime de liberdade de expressão e não sob uma ditadura verbal. Prá não dar nome aos bois, vou exemplificar com a família q formei.

Meus filhos poderão falar sobre tudo comigo! Assuntos como morte (minha ou do pai), sexo, religião, homosexualismo ou por mais desconfortáveis q sejam, serão abordados debaixo do meu teto. Sem preconceito, sem falso moralismo, sem preguiça mental.
Amo meus filhos de maneira igual e não hei de massacrar um para proteger o outro.

O q eu sinto, é q sou discriminada às vezes, porque dei certo.
As pessoas pensavam q eu fosse me tornar uma vagabunda, prostituta, traficante ou sei lá. Q minha casa, ia ser um pardieiro com ratos, baratas e pulgas e q se um dia eu tivesse filhos, eles seriam uma óde ao cruz-credo!
Talvez para elas, infelizmente nada disso aconteceu. Pessoas q muitas vezes me criticaram e puniram para beneficiar outras coitadinhas, tadinhas, alérgicas de saúde frágil, continuam fazendo isso e assim para sempre será.
Então, por q raios eu deveria abrir mão do q eu acredito, para continuar esse legado de ter pena e proteger alguém q adora se fazer de vítima? Mesmo q me seja alguém próximo e caro, eu me recuso a chamar isso de amor.

Não é, nem nunca foi.
Proteção em demasia, acosutma mal, cria pessoas preguiçosas e acomodadas. Ainda mais, quando se tem vocação prá ser assim.
Cruel, eu não sou. Otária também não!
Então, por mais q falar em determinado assunto seja proibido, minha opinião está firmada e quem quiser q se acostume com ela, porque sou mulher acima de tudo, tenho minhas necessidades, sonhos e direitos. Portanto, o q eu digo, eu faço. Sempre foi assim.

O pior, é o jogo de cena!!
Quando se cria um mal estar entre todos e o principal envolvido age, como se nada daquilo tivesse acontecido.
Aí vc fica pensando: What a fuck?! Eu enlouqueci?? Eu q sou a quizumbeira? Não houve nada daquela intriga, daquele mal-estar?
Aaah tá! Só eu fiquei puta então!!
Eu q sou a doida.

Não. Doida não. Isso não está provado.
Doido rasga dinheiro!! E isso, vai ser difícil me verem fazer, apesar das expectativas.

Engraçadinha toca: MEU AMIGO RADAMÉS - Tom Jobim

segunda-feira, junho 25, 2007

Por que eu ODEIO a Barra da Tijuca?

Quem me acompanha que nem novela, já me viu usar a expressão Barra (eca!) diversas vezes e não é à toa!
Eu cresci e me criei na zona norte do Rio, me acostumei com a praticidade que essa parte do Rio oferece. Me acostumei a andar de ônibus, mas nem por isso me deparar com má educação. Cresci cercada de cordialidade, observando a evolução do meu Estado querido e mesmo diante da violência e loucura que é viver numa cidade cosmopolita como o Rio, pude observar seu avanço.



No meado dos anos 80, descobri que existia a Barra da Tijuca.
Não por intermédio da praia, como muitos Tijucanos, mas através do shopping.
A primeira vez que fui lá, fiquei meio perdida. Ao mesmo tempo que era belo, era imenso e tão vazio.



Com o passar dos anos e da minha família cigana, acabei me mudando prá Zona Oeste e me tornei meio vizinha do shopping. Meio, porque no circuito Barra - Jacarepaguá, não adianta vc morar do lado. Ainda sim, vc vai andar ao menos 1Km prá tudo.
Na verdade, não estava lá muito preocupada com isso, minha mãe tinha comprado seu tão suado primeiro imóvel. Isso era mais importante que qualquer coisa.
Mas não sou cega. Pude observar, como eram as pessoas.



Os novos ricos, iam prá Barra. Tinha-se dinheiro, mas não se tinha conteúdo. O importante era exibir! O importante era mostrar que é, sem nem ao menos ser.
O importante era arrotar caviar.
Eu vim de outra parte da cidade, estava acostumada com outra coisa.



Na minha infância, por conta da profissão dos meus pais, tive contato com muita gente de grana e muita gente de berço e quem tem, não esfrega necessáriamente. Isso é inerente ao seu comportamente. Ser chique, ter poder e dinheiro, quando se nasce assim, não é necessariamente ostentar.
E a Barra era muito mais ostentação que outra coisa.



A impressão que dava, era que todos os donos de padaria, de supermercado, de açougue, de comércio, de banquinha de camelô, que não tiveram acesso a cultura e ao estudo, mas que mesmo assim, trabalharam duro e enriqueceram, se mudaram prá Barra.
E aos seus filhos, deram tudo do bom e do melhor, antes mesmo d'eles pedirem.
E a noite da Barra, é um verdadeiro berçário.
Meninas, q saem da areia da praia, em seus Audis ou BMW's e cherokees da vida, calçadas nas suas sandálias Manolo Blahnick, se sentindo as donas do mundo, com suas licenças compradas. Enquanto suas mães, não fazem a menor idéia, de prá quem essas meninas estão dando, sim... porque estão muito ocupadas relaxando suas caras no último botox do momento, dentro dos spas dos condomínios.
E assim, esses jovens, têm tudo. Menos amor, carinho, atenção, educação.
Eles têm aula de jiu jitsu, tem viagens anuais aos melhores cantos do mundo, têm tempo de sobra prá fazer a merda que quiserem e sairem impunes. Sim, porque na Barra, o dinheiro compra tudo e manda buscar.
Não me surpreende.

Houve um dia dos namorados, em que Enraçadão vendeu o carro para comprar um modelo mais novo e resolveu comemorar comigo à pé mesmo. Fomos de ônibus, mesmo morando longe.
Fomos prum barzinho em Vila Isabel (Zona Norte do Rio), mesmo morando em Jacarepaguá.
Tendo ônibus a noite toda, era isso que importava: Celebrar.
Jantamos, bebemos, conversamos e rimos muito, depois de empapuçados, resolvemos ir embora.
No ponto de ônibus, sentamos embaixo do abrigo. Só havíamos os dois.
Até que 3 rapazes brancos e de boa aparência, apareceram. Começaram a fazer brincadeiras entre si, dando tapa, imobilizando um ao outro, práticamente expulsando a gente do banquinho do abrigo. Se não nos levantássemos, seríamos atingidos pelos tapas.

Engraçadão é daqueles q quando fecha a cara, mete medo. Ele vestia uma jaquetona larga e se manteve com as mãos no bolso, encarando os caras de maneira ameaçadora. Ainda murmurou comigo, que se tivesse uma arma, eles iam ver só.
Ficamos um pouco afastados dos três, mas observando. Eu reagi contráriamente àquela idéia de arma, alegando q violência não resolve nada e q inclusive, poderia matá-lo.
Quando chegou um rapaz e se sentou no banco, sozinho. Os outros estavam meio espalhados na calçada rindo e brincando daquele jeito.
O rapaz era sarará e estava na dele, igualmente aguardando o ônibus.

A essa altura, o ponto já estava com mais gente, mas as pessoas nem pareciam estar no ponto, porque estavam bem distantes. O único embaixo do abrigo, era o cara sozinho.
Pois os três se aproximaram, dois foram atrás dele e um sentou ao seu lado.
Um dos que estavam atrás, deu uma gravata no rapaz, derrubando-o do assento, pisou em sua garganta, equanto os outros dois esmurravam seu rosto. Ele nem teve tempo de entender.
Eu que não sou dessas, fiquei completamente histérica, gritando pára, enquanto Engraçadão me segurava. Um dos que espancavam, saiu dali e chamou um taxi, enquanto os outros dois socavam e chutavam a vítima. E o ponto de ônibus, ficou paralisado.
O táxi chegou, dois entraram e o que aparentava ser mais velho abriu os braços na nossa frente e perguntou:

- Alguém se habilita? Alguém se habilita? Então ninguém viu nada.

Colocou o indicador sobre os lábios e fez:

- Shhhhhhhhhhhhhhhh!

Entrou no taxi e foi embora.

Eu não conseguia parar de chorar e Engraçadão disse o que teria feito se tivesse armado. Socorremos o rapaz e esse foi o pior dia dos namorados que tivemos.
Ele felizmente, alegou q tinha bebido tanto, que nada sentia. Bendita manguaça, mas sei q no dia seguinte, ele mudaria de opinião. Tadinho, ficou com o rosto bem prejudicado, mas felizmente, não quebrou nada. Acho que foi Deus.

Os três seres ignorantes, podem ter ido prá qualquer lugar. Méier, Tijuca, Rio Comprido, Jacarepaguá, Barra da Tijuca, ou mesmo pro inferno que devia ser o lugar deles.
Duvido que os pais saibam que um dia, seus filhinhos amados fazem quando se juntam na noite. A menos que algum mais esquentado e armado, fizesse o barulho que Engraçadão não pôde fazer!

E ontem, o Brasil todo ficou sabendo o que 5 moradores da Barra da Tijuca, fizeram com a doméstica, q consideravam ser uma prostituta. Nem q fosse...
Não eram os mesmos, mas tinham o mesmo perfil.
Jovens que tem tudo, pais que não conhecem seus filhos mas dão de tudo antes mesmo d'eles pedirem, jovens, que talvez não tenham atenção nem tenham freio.
O único pai q deu entrevista, disse que não entendia. Que seu filho trabalhava, estudava e q muitas vezes, voltavam juntos do trabalho. Mas será q ele conhecia realmente o filho? Será q ele sabe com quem esse filho anda? Será q ele bota freio? Investiga o q seu filho faz na internet? Eu não creio.
Ele nem conhece o filho q tem...


Ou será que esse filho, dissimulado como é, mente 24h por dia, a ponto de ludibriar a família toda, por tanto tempo? Será q ele tem mesmo esse poder?

Não importa se é menino ou menina. Filho, q estiver debaixo do meu teto, será observado até a maioridade penal. Acho q serei aquela mãe cri-cri. Não tem jeito. Seremos o tipo de pais, q vai conhecer amigo e família do amigo, q vai buscar na noite, q talvez os deixem constrangidos, mas de tudo faremos para saber quem é o cara que está crescendo debaixo do nosso teto.
Que Deus nos ajude!
Que sejamos firmes e atentos.

Perdoe
Dani, se ainda não deu prá falar de amor.




Mrs. DJ toca: MEU AMIGO RADAMÉS - Tom Jobim

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