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domingo, março 01, 2009

Na praia, turista, e tá tudo liberaado!



Como não poderia deixar de ser, ontem eu fui à praia de novo!
A gente foi prá Barra, porque como bom canário de uma muda só, q é Engraçadão é impensável nessas paragens mostrar o resto do Rio de Janeiro pros meninos.
Ainda mais quando se anda munido de guarda-sol, boceta térmica, piscininha, cadeiras de alumínio, bolsa... ufa!
É cansativo mesmo. Principalmente dentro de um carro q não tem ar condicionado, direção hidráulica, com freio baixo...



PAUSA PARA O PARÊNTESE


Caraca, esqueci de contar!
Ó, eu fiz algumas mudanças aqui na barra à esquerda:
Meus queridos 5's leitores, coloquei as bestagens q eu falo no twitter, dando assim, oportunidade pro povo me seguir e abrir mais um canal prá gente se encontrar. Eu só entro à noite tá? Vou logo avisando!

Coloquei mais foteenhas da Nasa e National Geographic, pq acho q os caras mandam bem prácaralho!
E mais os vídeos q eu tenho postado no
Iutubíl, q é pro povo saber das merdas q eu e o Mulheres andamos aprontando.



Fim do PARÊNTESE


Daí q ontem, estou eu lá na praia, feliz, contente e pegando fogo, quando passa uma tia vendendo uma porrada de óculos de sol. Via de regra, eu não páro prá prestar atenção nessas coisas não. Quando estou precisando, corro lá na Uruguaiana e resolvo meu problema com aqueles modelitos q celebridade usa, sendo q de prárdigo* (By Oráculo's corporation)!
Sim, porque digamos assim, eu não ando numa fase muito... Guess, ou CK, ou Ray Ban... ou Armani até!

Eu ando numa fase fincada com os dois pés na Uruguaiana mesmo. Só q a última vez em q estive lá, foi uma gongação total!
Estava sem dinheiro algum, só tinha dinheiro de prárdigo e a vendedora q eu costumo ir, só tinha modelo domérdica e porteiro - não querendo desmerecer a crasse, até porquê eu adoro a crasse, mas é q em matéria de bom gosto eles são um tanto quanto... desfavorecidos! - daí q eu gritei, esperneei, fiz beicinho e não adiantou porra nenhuma, q eu voltei de mãos vazias!

So... ontem, estou lá e pára a tia véia dos zóculos e eis q eu visto um modelito do jeito q eu gosto, lindo, combinando totalmente com a minha pessoa!
Cara! Eu sem um puto no bolso.

EU - Moça, qto é?
MOÇA - R$ 30,00
EU - Sóóóó? Ai moça, ele tem q ser meu, ele é lindo, ele ficou perfeito, eu quero! Buáááá. só tenho dinheiro de prárdigo tia!
MOÇA - ...
EU (suando, babando e tremendo) - Será q tem um banco 24h por aqui? - (Rááááá! Halllooou doente mental, vc está na Barra, não em Ipanema!!!) - Minha consciência é realmente maaara!

Pedi q a moça voltasse depois q eu ia caçar um banco.
Engraçadão estava de bom humor ou de má intenção, tanto q falou prá eu procurar um banco.
Cara, meto a mão na bolsa e nada de minha carteira. A zebra (nesse caso eu!) deixou em casa.
PATAQAOPARÁL! VÁTAMANACÁ!!
Engraçadão devia ter uma segunda, terceira, quarta ou quinta intenção ontem, porque me deixou levar o visa dele prá passear, ainda me deu a senha sem q eu pedisse patavina. Hummmm...

Saí q nem uma doooida em disparada sentido Sheraton (sim, eu estava entre o Sheraton Barra e o 3.100). E lá perguntei pro porteiro, segurança e afins onde teria um banco, puf, puf... arf, arf...
Enfim. Consegui sacar o dinheiro.

Acabei tirando R$ 50,00 pq o banco só tinha notas de R$ 20,00 e R$ 50,00. Okay, okay, Engraçadão ficou zoando minha matemática-deficiene-física, porque eu poderia ter tirado R$ 40,00 mas eu não sou dessas mulheres q sabe fazer conta tá?!

Depois dessa correria, já de volta na areia, eu só imaginava eu usando aquele óculos glamourouso! E parti na direção em q a tia foi.
Tudo bem... eu poderia ter esperado pacientemente na areia, mas quem disse q eu sou paciente na iminência de comprar um novo óculos de sol?
Péralá! Eu sou mulher porra! E mulheres são capazes de andar por dias sob o sol escaldante, sem comida e sem água em busca de um novo óculos de sol!
Peguei Pacoteenho pelo braço e lá fomos nós atrás da tia.
Alguns Kilômetros à frente, encontrei a tia tentando vender um óculos p'ruma biba.
Coitado de Pacoteenho ter de ver a q nível chega um cerumano em busca do sonho de passar por baixo do arco íris.

A biba tinha unhas posticérrimas, mas daquelas q mulher nenhuma é capaz de usar. O biquini branco, com os ovos não sei como, escondidos dentro, mas não sei como cabia, pq nem a mais quenga das mulheres usa um biquini tão pequeno na frente. A biba ainda tinha cara de porca.
Olha aí o consumidor da tia! E eu estou inserida no contexto até o último fio de cabelo.
Eu não sou anti-bibas, muito pelo contrário, mas tem umas q dão nojo. Não precisava.
Enfim, depois de ameaçar afogar a tia, caso ela não me desse meu óculos, voltei toda leenda com ele na fuça.

Me senti a rica, a poderosa, a lipada, a peituda com uma única bunda.

Me senti até mais magra com aquele óculos.

E foi então q eu dei de cara com Vinícius Valverde, repórter do BBB entrevistando o povo na praia.
Adivinha quem foi
entrevistada?

Não conto!
Bj na bunda.



*Engraçadinha playando - Give It to Me - Nelly Furtado, Timbaland, Justin Timberlake - Timbaland

segunda-feira, junho 25, 2007

Por que eu ODEIO a Barra da Tijuca?

Quem me acompanha que nem novela, já me viu usar a expressão Barra (eca!) diversas vezes e não é à toa!
Eu cresci e me criei na zona norte do Rio, me acostumei com a praticidade que essa parte do Rio oferece. Me acostumei a andar de ônibus, mas nem por isso me deparar com má educação. Cresci cercada de cordialidade, observando a evolução do meu Estado querido e mesmo diante da violência e loucura que é viver numa cidade cosmopolita como o Rio, pude observar seu avanço.



No meado dos anos 80, descobri que existia a Barra da Tijuca.
Não por intermédio da praia, como muitos Tijucanos, mas através do shopping.
A primeira vez que fui lá, fiquei meio perdida. Ao mesmo tempo que era belo, era imenso e tão vazio.



Com o passar dos anos e da minha família cigana, acabei me mudando prá Zona Oeste e me tornei meio vizinha do shopping. Meio, porque no circuito Barra - Jacarepaguá, não adianta vc morar do lado. Ainda sim, vc vai andar ao menos 1Km prá tudo.
Na verdade, não estava lá muito preocupada com isso, minha mãe tinha comprado seu tão suado primeiro imóvel. Isso era mais importante que qualquer coisa.
Mas não sou cega. Pude observar, como eram as pessoas.



Os novos ricos, iam prá Barra. Tinha-se dinheiro, mas não se tinha conteúdo. O importante era exibir! O importante era mostrar que é, sem nem ao menos ser.
O importante era arrotar caviar.
Eu vim de outra parte da cidade, estava acostumada com outra coisa.



Na minha infância, por conta da profissão dos meus pais, tive contato com muita gente de grana e muita gente de berço e quem tem, não esfrega necessáriamente. Isso é inerente ao seu comportamente. Ser chique, ter poder e dinheiro, quando se nasce assim, não é necessariamente ostentar.
E a Barra era muito mais ostentação que outra coisa.



A impressão que dava, era que todos os donos de padaria, de supermercado, de açougue, de comércio, de banquinha de camelô, que não tiveram acesso a cultura e ao estudo, mas que mesmo assim, trabalharam duro e enriqueceram, se mudaram prá Barra.
E aos seus filhos, deram tudo do bom e do melhor, antes mesmo d'eles pedirem.
E a noite da Barra, é um verdadeiro berçário.
Meninas, q saem da areia da praia, em seus Audis ou BMW's e cherokees da vida, calçadas nas suas sandálias Manolo Blahnick, se sentindo as donas do mundo, com suas licenças compradas. Enquanto suas mães, não fazem a menor idéia, de prá quem essas meninas estão dando, sim... porque estão muito ocupadas relaxando suas caras no último botox do momento, dentro dos spas dos condomínios.
E assim, esses jovens, têm tudo. Menos amor, carinho, atenção, educação.
Eles têm aula de jiu jitsu, tem viagens anuais aos melhores cantos do mundo, têm tempo de sobra prá fazer a merda que quiserem e sairem impunes. Sim, porque na Barra, o dinheiro compra tudo e manda buscar.
Não me surpreende.

Houve um dia dos namorados, em que Enraçadão vendeu o carro para comprar um modelo mais novo e resolveu comemorar comigo à pé mesmo. Fomos de ônibus, mesmo morando longe.
Fomos prum barzinho em Vila Isabel (Zona Norte do Rio), mesmo morando em Jacarepaguá.
Tendo ônibus a noite toda, era isso que importava: Celebrar.
Jantamos, bebemos, conversamos e rimos muito, depois de empapuçados, resolvemos ir embora.
No ponto de ônibus, sentamos embaixo do abrigo. Só havíamos os dois.
Até que 3 rapazes brancos e de boa aparência, apareceram. Começaram a fazer brincadeiras entre si, dando tapa, imobilizando um ao outro, práticamente expulsando a gente do banquinho do abrigo. Se não nos levantássemos, seríamos atingidos pelos tapas.

Engraçadão é daqueles q quando fecha a cara, mete medo. Ele vestia uma jaquetona larga e se manteve com as mãos no bolso, encarando os caras de maneira ameaçadora. Ainda murmurou comigo, que se tivesse uma arma, eles iam ver só.
Ficamos um pouco afastados dos três, mas observando. Eu reagi contráriamente àquela idéia de arma, alegando q violência não resolve nada e q inclusive, poderia matá-lo.
Quando chegou um rapaz e se sentou no banco, sozinho. Os outros estavam meio espalhados na calçada rindo e brincando daquele jeito.
O rapaz era sarará e estava na dele, igualmente aguardando o ônibus.

A essa altura, o ponto já estava com mais gente, mas as pessoas nem pareciam estar no ponto, porque estavam bem distantes. O único embaixo do abrigo, era o cara sozinho.
Pois os três se aproximaram, dois foram atrás dele e um sentou ao seu lado.
Um dos que estavam atrás, deu uma gravata no rapaz, derrubando-o do assento, pisou em sua garganta, equanto os outros dois esmurravam seu rosto. Ele nem teve tempo de entender.
Eu que não sou dessas, fiquei completamente histérica, gritando pára, enquanto Engraçadão me segurava. Um dos que espancavam, saiu dali e chamou um taxi, enquanto os outros dois socavam e chutavam a vítima. E o ponto de ônibus, ficou paralisado.
O táxi chegou, dois entraram e o que aparentava ser mais velho abriu os braços na nossa frente e perguntou:

- Alguém se habilita? Alguém se habilita? Então ninguém viu nada.

Colocou o indicador sobre os lábios e fez:

- Shhhhhhhhhhhhhhhh!

Entrou no taxi e foi embora.

Eu não conseguia parar de chorar e Engraçadão disse o que teria feito se tivesse armado. Socorremos o rapaz e esse foi o pior dia dos namorados que tivemos.
Ele felizmente, alegou q tinha bebido tanto, que nada sentia. Bendita manguaça, mas sei q no dia seguinte, ele mudaria de opinião. Tadinho, ficou com o rosto bem prejudicado, mas felizmente, não quebrou nada. Acho que foi Deus.

Os três seres ignorantes, podem ter ido prá qualquer lugar. Méier, Tijuca, Rio Comprido, Jacarepaguá, Barra da Tijuca, ou mesmo pro inferno que devia ser o lugar deles.
Duvido que os pais saibam que um dia, seus filhinhos amados fazem quando se juntam na noite. A menos que algum mais esquentado e armado, fizesse o barulho que Engraçadão não pôde fazer!

E ontem, o Brasil todo ficou sabendo o que 5 moradores da Barra da Tijuca, fizeram com a doméstica, q consideravam ser uma prostituta. Nem q fosse...
Não eram os mesmos, mas tinham o mesmo perfil.
Jovens que tem tudo, pais que não conhecem seus filhos mas dão de tudo antes mesmo d'eles pedirem, jovens, que talvez não tenham atenção nem tenham freio.
O único pai q deu entrevista, disse que não entendia. Que seu filho trabalhava, estudava e q muitas vezes, voltavam juntos do trabalho. Mas será q ele conhecia realmente o filho? Será q ele sabe com quem esse filho anda? Será q ele bota freio? Investiga o q seu filho faz na internet? Eu não creio.
Ele nem conhece o filho q tem...


Ou será que esse filho, dissimulado como é, mente 24h por dia, a ponto de ludibriar a família toda, por tanto tempo? Será q ele tem mesmo esse poder?

Não importa se é menino ou menina. Filho, q estiver debaixo do meu teto, será observado até a maioridade penal. Acho q serei aquela mãe cri-cri. Não tem jeito. Seremos o tipo de pais, q vai conhecer amigo e família do amigo, q vai buscar na noite, q talvez os deixem constrangidos, mas de tudo faremos para saber quem é o cara que está crescendo debaixo do nosso teto.
Que Deus nos ajude!
Que sejamos firmes e atentos.

Perdoe
Dani, se ainda não deu prá falar de amor.




Mrs. DJ toca: MEU AMIGO RADAMÉS - Tom Jobim

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