Subscribe:
Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens

sábado, dezembro 28, 2013

2013/ 2014 - JORNALISMO, ROCK IN RIO, PSORÍASE INFANTIL, DESEMPREGO, ANÁLISE E UNIÃO


Esse ano que passou foi tão intenso e tão parado, que mais parecem dois anos. 
Quando eu lembro do Rock in Rio, da oficina de capacitação de todos os sábados, dos barracos e chororôs intensos em cada edição, não parece que estou falando do mesmo ano, mas de um tempo muito distante.

Passei o ano inteirinho acreditando que seria selecionada para o Rock in Rio e que milagrosamente, ainda na Cidade do Rock seria contatada por uma emissora estrelada e me tornaria uma VJ rica e famosa, instantaneamente, antes mesmo de me formar. Bem, as coisas não aconteceram desse jeito. O máximo que rolou ali, foi os próprios alunos, cada um com uma especialidade se juntar e criar um canal de Web TV chamado Farofa Web Tv

Eu jurava que o farofa iria bombar instantaneamente, assim como todos os outros membros da equipe, mas o que se viu ali, foi uma mãe de 3 filhos sobrecarregada, assobiando e chupando manga pra variar, mais um cinegrafista dando o sangue e acreditando no sonho, que ao se deparar com a realidade, murchou que nem plantinha sem água. 
Acho que a mensagem de 2013 foi a de que instantânea mesmo, só a web, ainda sim, depende do navegador e da velocidade do seu modem.

Paralelo, teve todo um terceiro período pauleira do curso de Jornalismo. Foi ali que eu descobri que não sei escrever notícia, só sei escrever crônica, mesmo não tendo tido ainda a disciplina Redação Jornalística. Tá bom, eu me exijo muito. Mas talvez essa constatação tenha sido responsável pra me afastar do blog. Sim, eu tentei, juro que tentei continuar escrevendo, mas toda vez que pensava em postar alguma coisa, pensava que ninguém se interessaria em saber um pouco mais da minha vida. 
Aliás, o que a minha vida tem de interessante? Comecei a me achar egoísta, umbiguista, fiquei com vergonha alheia de mim mesma e parei de escrever, até ver um comentário da Magui no Facebook, reclamando que não tenho aparecido. 
Verdade. Não tenho aparecido em lugar nenhum e comecei a me lembrar o que tornava esse blog interessante.
As histórias, o jeito de contá-las, o bom humor e tudo o mais. Já vai pra 10 anos que sou blogueira de raiz, por que não falar de mim não é?! Aaah humanos, tsc, tsc, tsc.

Ainda teve o fator Psoríase do Sr. Cabeça de Bolinha e a Ludoterapia que ele vem fazendo. 
Aquele desespero que bateu em nós, achando que estávamos fazendo algo errado... bem, isso foi resolvido. Descobrimos que o irmão do meio, sofre com a cobrança interna. No nosso caso, meu filho do meio se impõe uma grande cobrança, tem uma necessidade própria de perfeição em tudo o que faz e isso é uma merda! 
Queria dizer tanta coisa pra ele, de forma que entendesse, que não precisa provar nada pra ninguém, mas ele ainda não entende essa linguagem, porque tem uma alma bastante de acordo com sua idade, apesar de ser inteligentíssimo. Cada coisa a seu tempo, é a mensagem. E juro, estou tentando fazer com que ele entenda o quanto é amado, sem precisar provar seu valor a ninguém, já que esse valor é explícito pra qualquer um que conviva com ele.

Enquanto nossa vida fervia, o desespero tomava conta de Engraçadão que via nossas reservas se esvaindo na velocidade 5 do créu! Consegui um freela no finzinho do ano, mas nem de longe isso aplacava o rombo de nossa conta corrente. Ainda nesse turbilhão, levantei dinheiro entre amigos e familiares para fazer um book pra Dona Miúda conseguir entrar pro casting da Mega Models. Claro, a gente ainda tem esperança no instantâneo não é mesmo? Apesar de saber que o tempo de Deus é outro. Claro, mesmo antes de o material ficar pronto, a Miúda já figura no casting da agência, no entanto, ninguém se apaixonou por ela ainda. Quando chegarem as fotos, todos ficaremos encantados e seduzidos pela ideia de nossa gostosa desfilando e fotografando, só que essas coisas contam com o fator sorte e eu só posso rezar. O contrato é de 2 anos, vamos ver no que isso vai dar. Não é instantâneo, infelizmente.

O ano inteirinho passou frenético e uma coisa eu tive certeza, eu não nasci pra ser mãe e dona de casa ao mesmo tempo. Essa é a minha pior faceta. Não que eu maltrate as crianças, ou não queira ser mãe delas, mas é que minha criatividade, minha melhor parte, está sempre ligada a dinheiro. Uma coisa é você ficar um ou outro dia brincando em casa com eles. Outra coisa bem diferente, é todos os dias você ter três crianças em casa, entediadas, sem ter o que fazer, achando que mãe tem de atendê-los em 100% dos apelos, enquanto todos os afazeres domésticos requerem igualmente a sua atenção. Aí entra o conflito, a falta de criatividade, a frustração e o não ter grita mais que a garganta da Dona Miúda. 
Quando estão em aula, é mais fácil administrar a rotina, mas em se tratando de férias, se não tiver sol, ou um amiguinho pra brincar, os três, que estão em fases diferentes de vida e se entediam com a companhia um do outro, tornam a minha vida um enredo dramático e entediante de Lars Von Trier. 

Aliás, essa nova geração de crianças são muito esquisitas. Elas já nascem entediadas, impressionante! Precisam de estímulo eletrônico para se sentirem felizes. Não sabem sequer passar a mão num telefone ou interfone pra chamar o amiguinho pra brincar. Tem esse negócio de ficar ilhados em seus apartamentos, fazendo contato virtual com o mundo. 
Aqui, tivemos o privilégio de conviver com uma boa vizinha, a Mariana, que já em Novembro, tinha passado de ano no colégio e se dispôs a brincar com o Sr. Cabeça de Bolinha e depois Pacotinho. Na verdade, ela é mais velha que Pacotinho, no entanto, este vinha estudando para a prova do Pedro II, o que retardou suas idas ao playground e por conseguinte, retardou o início de suas férias. Ainda sim, brincavam. 
O único problema, é que Mariana tem vida social e às vezes se ausenta. Nesses dias, as crianças ficam desmotivadas, desanimadas e sem a menor criatividade. 
São Pedro resolveu boicotar esse início de férias mandando tempo ruim sobre o Rio de Janeiro, o que inviabilizou nossa praia, ou piscina. 
Eu contei que todos nós passamos de ano, inclusive a Dona Miúda? Graças à Deus!

No meio desse bololô doido, ainda fui indicada pela Chris Mendes, querida amiga blogueira (e linda nas horas vagas), para uma vaga de estágio. Coisa que vinha perdendo as esperanças de conseguir; apesar do meu currículo de peso, apesar de tê-lo distribuído mundo afora, apesar dos pesares... Pois é, ninguém chamava. Resolvi inclusive tirar a idade de lá, porque ajudar não ajuda. Mesmo assim, a oportunidade surgiu e sabe como é, eu competi com gente muito mais nova e disponível que eu.

Aliás, por falar em gente nova, percebi uma coisa muito legal! Descobri que sou muito melhor que eles em diversos aspectos. Claro, em outros talvez tenha uma chance de estragar as coisas. Mas meu grande diferencial, é que a necessidade e meus filhos, me torna uma pessoa extremamente motivada e comprometida, enquanto grande parte deles, nem saiu da casa dos pais ainda. São preguiçosos e eu não tenho esse direito. 
Minha história de vida, também encanta as pessoas que me entrevistam (elas sempre esquecem a parte das contas que não param de chegar), que ao invés de me chamar de maluca, passaram a me chamar de CORAJOSA. Olha que legal! 
Talvez corajosa, seja uma forma de me chamar de maluca em outras palavras, vai saber! Contudo, muito mais agradável de se ouvir.

Foi sob esse clima de expectativa, que meu ano terminava. Pouco antes do Natal, meu telefone tocou e eu ouvi que fora aprovada no processo. O primeiro impulso foi abraçar Dona Miúda que estava ao meu lado e soltar aquele grito de gol, bem alto, que acabou despertando a atenção dos meninos que estavam na sala. Em seguida, parti pra cima deles contando a boa nova e nós quatro nos abraçamos sob os gritos de: "VAMOS COMER MANTEIGA! VAMOS COMER MANTEIGAA!" Sim, era quase hora do lanche e manteiga hoje em dia, só em ocasiões especiais. 

Enfim, meu ano foi realmente novelístico com direito a final feliz. Foi um ano de muito trabalho, dedicação e quase perda das esperanças, mas no fim, a gente não pode perdê-las, não é? Às vezes nos abatemos, é verdade, porque cansa tanta ralação, mas uma coisa o universo me ensinou. Não é parado que se consegue as coisas, é trabalhando, fazendo a sua parte. Não para, não para, não para não. 
Essa é a mensagem. 
Trabalhe sempre e trabalhe no bem, que o resultado positivo sempre vem.

Feliz 2014 galera. Estou de volta.

sábado, novembro 23, 2013

QUANDO A MEGA MODELS CHAMA


Muita gente pode desconhecer o nome Mega Models.
Trata-se de uma agência de modelos brasileira, de porte internacional. Já exportou Raica Oliveira (ex-Ronaldinho Fenômeno), Isabeli Fontana, lançou Ana Hickman e é parceira do quadro Menina Fantástica do Fantástico, evidente.

Aqui em casa a gente já rezava. Mas não aquelas rezas decoradas. A gente reza conversando. E se conversa muito, mas muito mesmo, principalmente ultimamente. Além de saúde e amor, o que mais pedimos é trabalho, estágio, milagre ou uma simples saída, pra ontem! E então, na semana anterior ao meu aniversário, eu disse que não aguentava mais, que estava começando a ficar cansada e fraca. Pedia forças, sobretudo.

Dias antes, Pacotinho disse que teve um sonho esquisito, onde todos os seus desejos em oração se realizavam. No dia seguinte, quando o levei à escola, disse que estava sentindo uma felicidade inexplicável... talvez pelo simples fato de estar vivo. Nós e nossos papos cabeça, como sempre.

Pois voltando ao dia da oração, enxuguei as lágrimas e fui, claro, atrasadita buscar as quionça. Peguei Pacotinho primeiro e partimos pra escola dos irmãos. Lá chegando, Sr. Cabeça de Bolinha foi o primeiro a ser posto no carro e quando eu já voltava com a Miúda pela mão, fui abordada por uma moça, que perguntou:

MOÇA PERGUNTANDO - Você é mãe da Lola?
EU - Sim, sou preta, não sou linda, mas sou mãe dela! claro.

Então, além de todo o blá blá blá-Whiskas Sachê sua filha é linda, ela falou a palavra mágica!

PALAVRA MÁGICA - Então, eu sou a fulana de tal, sou da agência Mega Models e... sua filha é liiiindaa! Toma meu cartão, me dá seu número, vai lá, yada yada yada...

Então eu peguei e fiquei com aquele troço na cabeça, juntando as pecinhas, lembrando da minha semana e da oração que acabara de fazer. É... liguei.
A produtora de casting que me atendeu, foi super simpática e disse que já estava gostando de mim. Repetiu isso três vezes. Eu quase ofereci música no Fantástico, mas achei que não seria apropriado naquele momento.

Naquele dia mesmo fui conhecer a agência e fiquei empolgada, porque parecia uma agência de verdade. Mesmo eu desconhecendo o fato de a Mega estar presente no Rio. Pois é, o escritório fica em São Paulo.
 
Levei os três e fiz severas recomendações. Preparei o espírito deles todos de não serem escolhidos. O que valeu. Apesar de ter ficado encantada e ter feito um verdadeiro scanner deles, ela disse que o mercado agora estava interessado em meninas, porém, que as coisas mudam.  E concentrou todas as atenções na Dona Miúda.

Dona Miúda não deixou barato, ficou toda trabalhada na sedução da moça, coisa que nem é do feitio dela. Ela não puxou a mãe, nesse caso.

Infelizmente, tudo tem um preço e Deus quando apontou pra mim, ordenou que nada viesse de graça! De maneira que teríamos de fazer um book, já que ela não tem um, no padrão deles.
Tipo, justo nesse momento de contas menstruadíssimas. No plural.

Daí que qual jeito, senão recorrer á família?
Todos os que levantaram o dedo e socaram o computador nesse momento, perguntando pela opinião de Engraçadão acertaram. Apesar de ele não ter me chamado de louca, balançou a cabeça negativamente e me chamou de sem noção, só com o olhar. Então eu vomitei as evidências.
Fora as que já descrevi, tem o fato de Dona Miúda amar ser clicada por uma câmera profissional desde 1 ano de idade, fazendo as poses por si própria, sem ser dirigida.
Taí a filha da tia Verinha pra provar, já que é fotógrafa.

Partindo desse bando de premissa, catei família e amigos e apelei merrmo!
Foi surpreendente como as pessoas que mais amo ajudaram, além de tantas outras que conheço e adoro de longa data, das quais não esperava ajuda, mas que ajudaram. Até o último minuto tive amigos queridos apoiando a causa e enviando doações.

Antes de soltar a vaquinha, aproveitei minha veia jornalística, liguei pra Sampa a fim de descobrir se aquilo tudo, era aquilo tudo mesmo. Lá no fundinho, eu queria que não fosse, porque seria mais trabalho, recorrer a ajuda de terceiros e quartos, etecéteras infindos. Só que uma a uma dúvida foi caindo por terra. Eu dei uma de migué e fiz que só queria informação. Contei uma historinha e eles deram o endereço que eu fui, falaram os nomes das pessoas que me atenderam, desde recepcionista, fotógrafo, produção, pessoal do casting...e a cada confirmação, meu estõmago dava voltas e eu pensava em Deus. Uma oportunidade dessas, é quase como tirar a sorte grande. Quem curte moda. sabe.
E a Miúda contando os dias para fotografar.

Finalmente o dia chegou. Confesso que eu estava com aqueles medinhos do tipo, ela amarelar, ela chorar, ela não gostar das roupas, ela dar pití... Partimos com Dona Engraçada à tiracolo, das primeiras incentivadoras, além da tia Verinha que ficou torcendo de casa, com 6 looks na bolsa, além de sapatos.
 
Quando enfim chegou o momento, teve pití sim. A Miúda não queria deixar NINGUÉM pentear seu cabelo e ainda estava dando pitaco na roupa, que aliás, não é função dela. Chorou com aquela garganta potente inclusive, mas não era porque não queria tirar foto, mas porque não admitia que a penteassem ou maquiassem -> Entendam por maquiagem, um blush pra ressaltar as bochechas e batom cor de boca e mais nada.
Não fosse a mãe gênea que tem, nada disso seria possível. Fui lá, metendo a mão e fazendo sem que ela se contrariasse, até o maquiador poder participar.

Quando a câmera apontou pra ela... a bicha esqueceu de tudo e se trabalhou toda na sedução da lente.
O mais impressionante e sim, eu ainda me impressiono, foi o fato de ela não ser dirigida, a exemplos de outras meninas mais velhas que estavam lá.
Gente, ela só tem 3 anos!
 
Ficamos cerca de uma hora trocando de roupa e fotografando e ela já dava mostras de cansaço. Percbemos, porque ela começou a repetir pose. Depois falou:
 
DONA MIÚDA - Chega né, mãe? Já tá bom!
 
Ainda bem que quando ela determinou, já tínhamos acabado mesmo.
Daqui três meses receberemos o book completo. São 70 fotos e 10 impressas.
Estamos tocendo por trabalho à partir daí e acreditem, eu tenho a plena certeza que ao menos ela, já está brilhando!
 
E claro, vou contar tudo tudo pros meus 5's queridos leitores, além daqueles que amo e participaram.
Obrigada.
 

quinta-feira, agosto 29, 2013

APRENDIZADOS - NÃO É DA MARTHA MEDEIROS!

Chega uma hora, pelo amor de Deus, você tem que aprender alguma coisa.
Porque chega, né? Partiu parar de palhaçada, não tem graça envelhecer repetindo os mesmo erros, yada yada yada!

Só que os sinais são sempre muito sutis e a gente começa a fazer o quê? Fazer o quê? Isso, repetir padrão. 
Espertinhos vocês!

Mas não, não é fácil. 
Diariamente você é convidado a bater boca no trânsito; a bater nos seus filhos; a bater boca com sua cara-metade, com o colega de trabalho, com a amiguinha da escola que adora medir forças, do atendimento que você recebe desde a padaria até o telemarketing...

São aquelas repetições do dia-a-dia que se repetem a fio e a gente nem nota, porque tá tããão acostumado a fazer as mesmas coisas... e olha, a oportunidade vem todo dia.

Levando a situação pra minha realidade, eu comecei a matutar sobre o assunto e vi que em casa ou trabalhando numa grande empresa, num primeiro momento, eu repetia todos aqueles padrõesinhos escrotos, que sabia reconhecer fácil na teoria, mas nunca quando meu tóba estava envolvido diretamente.

Beleza, nada como o tempo. Nada como ficar atento e nada como andar de olhos abertos, tentando fazer diferente. Sim, eu sou lenta, mas sou essa.
E claro, a oportunidade surge todos os dias.

Hoje, estou optando por ser mais profissional e menos passional. 
Antes, era uma italiana, só que isso tira tua razão em 90% dos casos. E não, não fiz a medição reconhecida pelo INmettro. Está tudo baseado na observação pessoal, portanto, discorde nos comentários. Mas a vantagem de envelhecer, é aprender com os próprios erros. O bom e velho lessons learnt.
Some o foco também. Tenho um objetivo de vida tão forte, que nada mais é importante que isso. O resto é resto.
Ainda tem outra coisa importante. Nesse tempo em que mudei de vida, aprendi que eu afeto as pessoas. Aonde quer que eu vá, eu afeto as pessoas para o bem ou para o mal. Atualmente, eu posso dizer que as pessoas não ficam indiferentes ao meu jeito. Talvez eu seja meio ameaçadora, às vezes. Mas só pra quem rotula de cara, ou é maluco mesmo. Porque apesar de eu ser clara e objetiva, sempre boto uma piada aonde quer que eu vá e não entendo como isso pode (ou possa?) ser ameaçador. 
Mas infelizmente é.

Eu não saio maldando sabe? Eu vou vivendo. E tento respeitar as coisas, as pessoas, o que estiver a minha volta.
Só que as coisas acontecem, inerente a nossa vontade e acontecem todos os dias. 
Aprender a lidar se olhando de fora, não caindo no drama, pode ser algo intangível para muitos, mas só segurando as rédeas e sendo imparcial, até consigo mesmo, é a forma de enxergar uma luz no fim do túnel.

Termino com uma pergunrta.
Você quer de verdade enxergar a luz no fim do túnel, ou põe óculos escuros para não ser ofuscado pela luz?


quarta-feira, fevereiro 06, 2013

QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU, VOCÊ?


O lobo mau muitas vezes pode ser a vida. Principalmente para os que estão envelhecendo.
Envelhecer para quem não sabe, ou tem medo, pode significar parar de sonhar, parar de ter coragem, simplesmente parar. E parar, entregar os pontos, significa morrer ou se deixar morrer aos poucos.

Nunca entendi gente que se prende a uma época por exemplo e fica ali, estagnado. Olho pra trás e vejo gente do meu círculo social parando, se apegando ao que já foi e se permitindo envelhecer, morrendo aos poucos. Nas pequenas coisas. Nas músicas, nos hábitos, na chatice... é certo que o tempo não para e eu não vou começar a cantilena de Cazuza. Ainda sim, com esses pequenos gestos, vejo a perda do viço, da vontade de viver.

Radical eu? Será mesmo?
Não. Basta olhar a sua volta.

Hoje, eu passei por uma prova de fogo. E absolutamente tudo deveria me dar medo. A começar pelo que eu rompi ano passado. Uma pseudo estabilidade. Que estabilidade? Emprego é estabilidade? Não sei. Vc é feliz estável-mente? O que te faz feliz? O que te deixa feliz, o Pão de Açúcar?

Outra coisa é o que os outros falam. Aaah, os outros falam e como falam. Mas eles ajudam?
Já ouvi que estaria perdida, mas como assim vai largar tudo? Já ouvi que estarei competindo com gente muito mais nova e qualificada que eu... um convite a pensar duas vezes e sentir medo. Mas logo eu, ter medo? Eu não tenho esse direito! Aliás, se for pra ter essa passagem tendo medo, melhor não viver, né não?

Hoje eu fui topetuda o suficiente para aceitar um teste de estágio.
Digo topetuda, porque na minha idade, cheia de filho, velha para estar num ramo da indústria que te obriga a ser novo, jovial eu diria, esbanjar beleza e estar sempre atualizada, eu fui me meter.

Voltando de Guarapari me candidatei a uma vaga que no meu pensamento perfeito não teria concorrentes. Na minha cabeça cheia de sonho só estaria eu, o entrevistado e uma câmera na mão. Lá fui eu! Bem vestida, maquiada, com a cara e a coragem até ver que estavam dando doce na frente do local da entrevista.

Hoje eu fui assim
Caralhos voadores me piquem! Só eu mesmo.
Chegando lá, a gurizada fandangueira (ou quase isso) estava em peso concorrendo a mesma vaga. Meu mundo não chegou a cair, mas eu ri de tamanha ingenuidade a minha. Como eu podia pensar que não teria gente brigando pela vaga.
Aí parei, pensei:

EU PENSANDO - Porra Engraçadinha! Vc foi chamada, caralho! No teu currículo dizia 40 anos e vc foi chamada. Para de putaria e encara esse bagulho!

Minha consciência envelhece e carinhosamente me sacode como sempre! Ti lindo!
Meu currículo não levei, porque afinal, estou velha pra essas coisas (anotar no caderninho vermelho pra levar uns duzentos da próxima vez). Felizmente não fez diferença. A parte boa do Jornalismo é que tem um bando de gente sequelada que faz tudo ao mesmo tempo agora e não se prende a certos detalhes.
A entrevista foi sei lá... bem? Como saber? Sempre parece que foi.
O teste também pareceu bem, mas é aquilo... sei lá, sempre parece que foi mas vai saber.

Fato é, eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando e eu poderia estar vivendo com medo, ou não vivendo, mas isso, foi suprimido do meu DNA. Sou lenta, admito, mas pego no tranco e quando pego, me agarro no meu potencial e não adianta vir A + B dizer que eu tenho que ter cuidado, que eu posso perder, porque aí é que está o X da questão! EU NÃO POSSO PERDER!

Podem me chamar de escrota nesse momento, adjetivo aliás que sempre combinou comigo, mas eu entendo o Yuri ex-ex-BBB. Quando ele disse que ia ganhar essa edição, ele sabia exatamente que era capaz. E era! Não fosse os invejosos de plantão. As pessoas não querem ouvir que existe um vencedor à distância do seu braço. Elas preferem os falso-moralistas, os pseudo-humildes. As pessoas gostam de ser enganadas para terem uma falsa sensação de que têm o poder de decidir tudo. Têm porra nenhuma! 
O mundo, é dos que não desistem.

Se o medo me governasse, eu responderia o email com um enredo diferente. 
Melhor, não me candidataria a vaga, porque afinal, era para alunos do 3º período e eu estou no 2º. 
Ou ainda ao chegar lá, teria uma bruta caganeira e sairia correndo. Era a única preta de 40 anos com a cara descascada do sol (apesar da maquiagem) e com a boca arrebendata pela herpes labial. Teria chance? Acho que não. Ainda sim, enfrentei, mostrei meu potencial e lancei os dados.

Não que esteja nas minhas mãos decidir meu futuro. Não está totalmente e isso eu aprendi com a chegada de Dona Miúda. No entanto, é imperativo que eu teime, que eu vá lá, que eu não desista, que eu acredite, que eu seja surda para frases pessimistas e que eu me mostre. Só e tão somente assim, o universo poderá conspirar a meu favor.

Acreditem, meus queridos 5's leitores! O NÃO a gente já tem.

segunda-feira, junho 18, 2012

HOJE, DIA 19 É DIA DE #CodeREDD NA LAPA


Luiz Guimarães
Antes de contar como eu fui parar quinta feira passada no encontro de blogueiros para a apresentação de um teaser da campanha do Code REDD em Botafogo, devo acalmar os corações dos aflitos que pensam que me juntarei ao rol profissional das lavadoras de cuecas domérdigas. Não é bem assim! Não sou louca, não rasgo dinheiro, sobretudo, não dou ponto sem nó!

Que eu escrevo há muito anos todos sabem, que eu flerto com o mundo internético inteiramente grátis, todos também sabem. Só que eu decidi ganhar dinheiro com algo que eu gosto de fazer, que envolva escrita, criação e algum tempo livre sem aquela rotina massacrante dos escritórios.

Miss Moura dando uma força
Foi assim, confiando no meu profissionalismo, que Miss Moura, que vem a ser minha irmã caçula, resolveu me incluir na campanha do Code REDD de maneira um pouco mais informal do que talvez tivesse incluído alguém da área.

Code REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação. - Propositadamente um código vermelho. Essa é o espírito!

A ideia é simples, devolver à natureza e às comunidades através da compensação de carbono, aquilo que foi detonado pelas grandes empresas/ indústrias. 

Esse projeto começou na África, em Durban, por uma empresa sem fins lucrativos - a Wildlife Works e têm se extendido mundo afora. Funciona de forma diferenciada. Não estamos pedindo para que as indústrias/ grandes empresas parem simplesmente de desmatar. Isso é ilusão! 
Ao contrário, através da venda de créditos de carbono, essas mesmas empresas se comprometerão a reverter  o mal causado aos povos dependentes das florestas em investimento nos locais desmatados. Sim, é uma questão econômica e a compensação de carbono dá um tratamento realista àquilo que é um problema econômico.
Então as comunidades que vivem das florestas, recebem em investimentos, em aprendizado de como conviver com a floresta de maneira sustentável, etc. Os países que poluem menos vendem créditos de carbono aos que poluem mais e desta feita, aplicam em investimento às comunidades de floresta. É um programa que funciona e dá resultados.

O objetivo atual é chamar a atenção das grandes empresas e chefes de estado presentes na Rio +20 para o problema do desmatamento nas florestas brasileiras e mata atlântica. 

E a culminância do projeto acontece amanhã na Lapa, à partir das 22:30h, onde os arcos serão transformados numa imensa tela de cinema. 


Eu estou emocionada por fazer parte dessa equipe. Nunca estive envolvida num troço desses antes. Tirar a bunda da cadeira é deveras reconfortante. Saber que eu estou lá na meiuca e não só discursando... deve valer alguma coisa né?!

Chris Mendes do It Blog
Então na quinta, tive a oportunidade de tomar chopp, bater papo, tirar fotos e conhecer gente nova, levar gente que eu já conheço pra esse meio para ser vista e interagir. Fiz isso com a Chris Mendes, que foi a única que pôde ir e que ficou absolutamente encantada com a iniciativa. 

É isso. Mais do que ganhar dinheiro, mais do que se divertir com o que se ama, quero fazer um trabalho que encante as outras pessoas. Sinto que nasci pra isso e por isso, agradeço todos os dias pelo fato de minha irmã ter me estendido a mão e estar me levando pro meio dessa campanha. 
Meninas da Casa Digital e @FuiObrigada
Estou começando com o pé direito, sobretudo, estou queimando etapas.

Obrigada a todos que participaram e mais ainda, obrigada aos que se encontrarão comigo na Lapa amanhã.
É possível dizer a todos que nós, cidadãos comuns somos conscientes e queremos parar o desmatamento. Temos o direito de manter a floresta viva e deixar esse legado pros nossos filhos.
Amém.

Visite a página do CodeREDD no Facebook e dê uma curtida se quiser!

terça-feira, junho 05, 2012

EXAME DEMISSIONAL

 
Ontem foi dia de exame demissional.
Não contei como eu chegay até aqui não é? Pois bem, estou há 8 anos na empresa. Empresa essa quem além de desconhecer a existência, me deparei com um maravilhoso mundo novo e corporativo dos egos reluzentes.

Fui contratada para fazer parte do projeto da Plataforma P-52. Era a menina dos olhos na época. Um grande contrato mesmo e eu seria secretina da gerência de engenharia. Isso, em 2004.
Eu sempre fui safo, mas me aventurar no segmento de secretárias sem formação, era quase dar um passo maior que as pernas. Só que eu sempre faço isso.
Sou de uma família de trabalhadores, então quando vc dá um trabalho pra gente, a gente faz e pronto. E sou do tipo que quando percebo que tenho capacidade para fazer algo, vou lá e me candidato. Sou daquelas que se candidata também.
Nunca fui de ficar reclamando, nem questionando (isso veio com o tempo). Sou das que fazem. E assim, eu consegui arrumar confusão com muita gente.
Gente que vinha pra empresa e queria escolher lugar pra sentar e vista (em época de mudanças); gente que questionava de quem era aquele trabalho ao invés de resolver; gente que só queria se encostar; gente que achava que a sua chefia era mais importante que a minha; gente que se achava gente demais.

Eu trato todo mundo igual. Quer dizer, gente humilde, gente numa posição hierárquica muito além da imaginação, gente boa, mas os babacas não.
Estrategicamente tenho que aturar os babacas, que me incomodaram um certo tempo, depois deixaram de.
Os babacas só querem mais atenção, se acham prioridade, então vc resolve o problema deles e faz a fila andar. Hoje eu penso assim.

Aqueles elefantes brancos que as secretárias empurravam com a barriga, bem... também peguei e fui me destacando das demais.
Faltou a porcaria da maturidade para um bando de coisas.
Aprendi a ser menos impulsiva também, a ouvir mais, a falar menos, a não pegar pra mim a dor alheia; aprendi a dar até breve a um bando de gente boa, chorei por tantas outras que não deveriam ter me deixado aqui sozinha. Costumo brincar, que nessa empresa quem é bom, ou morre ou vai embora.

Levei uns tombos homéricos porque chegou uma época que eu pensava que todo o poder estava nas minhas mãos. Não que fosse egocêntrica, escrota ou com mania de grandeza, mas é que eu fazia tanto por tanta gente, que eu acreditava mesmo que conseguiria resolver tudo que caísse no meu colo. Tudo, desde que não fosse coisa minha. Aí o destino incidia!
E assim tomei meu primeiro tombo. Prestes a ser promovida, diz-se que fui vítima de um complô e a promoção foi revogada sem nenhuma justificativa.
Foi o temor pelo sustento de Pacotinho que me paralizou e impediu que eu saísse. A vontade era essa. Sair.
Tinham-se passado aí quase 2 anos de um sucesso meteórico.

Mas eu fiquei e caí no setor do Português da Padaria, o que representou descer ladeira abaixo.
Então os anos se passaram, chegou Hugo Boss, aquele que me ajudou pracaramba no resgate da minha auto-estima profissional. Durante sua estada, tive mais 2 filhos...
Esse também foi embora. Era bom demais para ficar preso a uma empresa só no currículo, mesmo depois de uns 15 anos aqui.

Várias mudanças aconteceram, mas uma coisa não mudou, minha função.
Foram 8 anos com na mesma função, apesar de eu já exercer outra atividade.

Foi bom ser secretária aqui e sou imensamente grata, porque aprendi tanto, mas tanto, mas tanto! Dava outro livro.
Mas meu corpo rejeitou a ideia da estagnação. Não deu pra controlar, nem dá pra continuar.
Saio numa boa sabe? Felizmente, estou saindo numa ótima.
Sem brigas, sem ódios, sem processo. Tudo ficou no quase e deu certo no final.
Deus é o grande responsável!

12 de junho, é meu último dia na empresa.
Tenho muita gente para abraçar e nesse demissional de ontem, eu estava sorrindo.
Para todos os setores que se ocupam da tarefa de demitir um funcionário, apesar da sobriedade deles, levei meu sorriso.
Porque é assim que eu devo sair, com a mesma felicidade que entrei.

E estou muito feliz.
Tenho uma bagagem muito legal na bolsa: tenho histórias de gargalhadas pombagirísticas; amigos aos montes que fiz; tantos outros queridos; coisas que ouvi e soube antes de tanta gente e outras tantas que fui a última a saber; lágrimas na cozinha, no banheiro, cazamiga; colegas que deveriam ser de circo, gente querida em cada setor; tanta coisa me ensinaram... eu sou tão grata por ter aprendido tanto nesse lugar, que quando eu for sentar no banquinho da faculdade, meu aprendizado será muito mais enriquecido.
E quando eu me aventurar outra vez, numa outra empresa, fazendo algo totalmente diferente, continuarei levando o lado positivo das coisas, porque essa é minha essência e porque essa empresa aqui, me foi uma escola cara em diversos sentidos. Preciso valorizar.
Sou alguém melhor e mais forte agora, sem a menor dúvida.
Agora estou pronta.

quinta-feira, maio 31, 2012

E NA ENTREVISTA DE EMPREGO...

 
Chego 15min depois porque não estou mais acostumada a andar de ônibus e o tal BRS que não reparei direito no Google Maps, acabou me confundindo.
Na sala de espera, uma menina com duas bilhas azulonas, cabelo da Gisele Bündchen, ao menos 10 anos mais nova e com umas tatoos espalhados pelo corpo, so fucking cute, que o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: PIRANHA!
 
Não fazia ideia da empresa que estava indo porque a ligação do dia anterior estava péssima, a interlocutora tinha sotaque nordestino, então perguntei:
 
EU - Que empresa é essa?
DIMENOR (com aquela cara de: quem é essa loka) - É a empresa blá-blá-blá 1,2,3,4. (Só faltou falar óbvio!)
 
Não gostei de ver uma concorrente na sala de espera.
Tratei de entrar no google pelo Iphone e tudo o q consegui foi o resultado das buscas com aquele nome e informações básicas tipo o ramo de atuação, quantos anos estão no mercado e avalie esta empresa. Ou seja...
 
A porta se abre e chega mais uma candidata.
Essa, uns dez anos mais velha que eu, dez minutos mais atrasada, hair style não tenho tempo de cuidar porque estava no trânsito e moro longe, não falemos do shape porque não tem nada haver e eu não sou exemplo de porra nenhuma... ambas simpáticas.
 
EU - Será que eles vão entrevistar todas juntas?
ELAS - Parece que sim!
EU - Nunca vi isso, a não ser pra vaga de operador de telemarketing, não pra secretária! (já me sentindo uma operadora de telemarketing).
 
Entra a entrevistadora.
Leeeeenda, deslumbrante, loura e inteligente (ou seja, absurdo) e nos chama todas juntas para entrar!
Ela se apresenta, diz que será um bate-papo, que quer ouvir um pouco da experiência de cada uma e que poderemos trocar ideias.
Quase peço pra tirar foto da vista da sala de reunião, mas meu Iphone estava com apenas 5% da bateria. Me contenho.
Ela perguntou a todas se entramos no site da empresa e a Dimenor e eu assentimos.
A Dimenor deu um olhadão pra minha cara-de-pau quase que boquiaberta.
Eu entrei ué?! Só não abriu!
 
Então ela começa pela dimenor:

DIMENOR - Tenho 23 anos, estudando psicologia, me formo em 3 anos, quero fazer criminal, quero ser secretária, trabalhei pra Petrobras (foda-se), minha família tem advogados criminalistas (outro foda-se, tô cagando, o cargo é para se-cre-tá-ria!), o Inglês é quase minha segunda língua, acabei de voltar da França e lá conheci muita gente que falava espanhol então pude treinar as duas línguas (PIRANHAAAAA!!!), moro aqui no Leblon (EU TE ODEIO, TCHAU!).

Eu tinha razão de odiar essa garota. Apesar de ter um cabeção que denotava sua origem nordestina, aquele cabelo, aqueles olhos azuis e aquelas tatoos nunca me enganaram. Ela ia me foder!
A entrevistadora perguntou por q ela morava com o irmão, por q ela queria ser secretária, falou com ela sobre o livro Mentes Criminosas e a PIRANHA disse que não tinha lido ainda, mas arrotou o nome da autora.
Nessa hora tive ímpetos de me atirar pela janela.
 
Então ela se voltou pra mim.
Eu lá pheena.
Não tenho curso de Inglês, não tenho cabelo bonito, não tenho olho azul, não moro no Leblon, nunca saí do Brasil caralho e ganho mal pra cacete!
Ela foi no ponto nevrálgico!
 
A MOÇA DO RH - Mas Engraçadinha, vc está saindo da empresa depois de 8 aaaanos?
EU - Pois é, não estava feliz. Apesar de geral uma imensa satisfação na equipe com que trabalho, com minha chefia direta, o reconhecimento não veio ao longo desses anos e eu comecei a não lidar bem com o fator estagnação.
A MOÇA DO RH - E como assiiiiiiiim, vc trancou a faculdadeeeee?
EU - Pois é, eu tranquei por um bom motivo. Troquei a faculdade por um apartamento. Meus pais se mudavam muito quando eu era pequena e era triste desfazer os laços de amizade, então eu cresci sonhando em ter meu próprio apartamento e a oportunidade apareceu justo quando eu estava voltando pra faculdade. Depois vieram os filhos, o tempo passou e só agora terei oportunidade de voltar.
 
Então discorremos pelos motivos que me fizeram querer sair da empresa, sobre minhas responsabilidades do cargo, minhas motivações e eu sempre muito pheena e convincente, usando aquela linguagem bonita que eu reservo só para as entrevistas e tals... me senti bem, me senti pheena e importante, apesar de fodida.
Ela me perguntou se eu sinto medo pelo fato de meu currículo não ter uma facool e como está a resposta do mercado em relação a isso.
 
EU - Não, estou me sentindo tranquila, apesar de não estar participando de muitas entrevistas. Mas estou muito confiante, porque agora que eu decidi o que eu quero, com apoio da minha família e voltando aos estudos, basta que as coisas aconteçam. Claro, não está fácil, meu telefone não toca muito, mas eu vou estudar e continuar procurando por trabalho. Mesmo que não seja da maneira convencional.
 
Então ela foi pra outra candidata. A que fala pra caramba.
 
THE OLDEST - Formada em Comunicação, tenho curso técnico em RH, técnico em secretariado, trabalhei na embratel por 23 anos, pedi pra sair porque também não estava feliz e comecei a adoecer (VAGABUNDA, ME IMITOU NA FRENTE DE GERAL!), trabalhei no governo do estado, depois assim, assado, adoro estudar, tenho 2 filhos, blá, blá, blá, sou phoda!
 
Nesse ínterim, a moça do RH pergunta se ela sentia o preconceito de outros empregadores pelo fato de ela ser mais velha e não se encaixar nos padrões de estética (CHAMOU DE VELHA E FEIA). Ela respondeu e contando sobre sua vivência deu uma derrapada que eu a-mei!
Primeiro ela disse que não sabe só fazer o que lhe pedem. Que ela vai além. Uma palhaça, só porque eu disse que eu costumo não errar e foi isso que me destacou nessa empresa.
E é verdade. Eu erro sim mas geralmente descubro antes e conserto rapidamente; além disso, fui tão acostumada a trabalhar com qualidade, que eu visto a política do erro zero. Deixei isso claro. Daí a outra me vira e manda essa. Que vai além, que ajuda geral e tals, que não sabe negar pedido alheio.
Até aí tudo bem, mas o jeito que ela falou, ficou parecendo que ela é dessas que interfere no trabalho dos outros. Ao menos eu tive essa impressão. Até que ponto isso é bom? Mas a mulher é suuuper qualificada, não posso dizer q não seja.

Outro lance que ela disse, foi que quando trabalhou em RH, não se conformava com as disparidades salariais e isso lhe abateu emocionalmente e assim foi desmotivando. Nessa hora eu ri alto por dentro. Até a moça do RH soltou que desde q mundo é mundo complete a frase!
Ela foi infeliz ao soltar que os departamentos menina-dos-olhos ganhavam mais, em detrimento de outros que ralavam mais.
Ah fala sério! Com 50 anos e um currículo de dar inveja ela ainda não sacou que isso tem em todo lugar? Pelamor... até meu filho mais velho sabe disso.
 
O papo foi agradável, disseram que o processo vai até 15 de junho porque querem estar contratando para Julho. É para atender a 3 diretores e o salário é razoável. Acho que daria pra manter a galega além dos garotos no integral, além da faculdade. Mas não sei se eles vão me chamar.
Sinceramente não acredito irão. Não que eu não acredite no meu potencial. Foi o que eu disse, a dificuldade hoje está em as empresas apostarem a ouvir aquele que não tem graduação. Eu estou concorrendo com um monte de gente mais nova e mais qualificada. Como provar que sou boa, sabe?!
 
Se ela gostou de mim e resolver passar meu currículo adiante, ainda sim, terei de conquistar outras 3 pessoas. Um pai e dois filhos. Então vamos deixar rolar.
Eu não estou ansiosa. Enquanto isso vou sonhando com as aulas de Produção em Marketing, com dinheiro jorrando na minha cabeça pelos trabalhos que farei, com meu nome sendo reconhecido...
Que vença a melhor.

quarta-feira, maio 09, 2012

LIÇÕES APRENDIDAS

Uma das coisas que muito me perguntei durante esses oito anos inserida fortemente nesse mundo corporativo, era "o que eu ainda tinha que aprender?".
Claro, cerumano que sou, estou em constante aprendizado e as quedas ensinam muito mais que as alisadas de mão.
E a gente, cerumano topetudo que é, tem infelizmente q levar muito na face para guardar os ensinamentos, mesmo que na hora a gente grite, ajoelhe e se descabele (não necessariamente nessa ordem) gritando lágrimas de sangue: Poooor queeeeeeee?

Porque minha alegria incomoda muita gente, obrigada.
Eu sou o tipo de alegre chata.
Minha gargalhada é de pomba-gira e quando eu rio (não sei rir baixo), ela vem lá de dentro da alma. Mentira, vem ali do fundo do estômago mesmo.
De maneira que o cara que está ali puto com a medíocre vida dele, não entende esse solzinho saltitante bendizendo tudo que é vivo.

Vcs meus queridos... quantos leitores mesmo? Acho q os perdi... whatever, vcs aí do fundo que vêm aqui e ficam em silêncio! O q q eu tava falando mesmo?
Cara, tenho esquecido frequentemente as frases no meio. Pior, meus filhos tão pegando essa minha mania. Mas eles não usam drogas. Tadinhos...

Bem, a verdade é que eu amo viver.
Eu acordo puta, claro, porque acordo cedo e detesto. Mas depois que eu escovo os dentes e consigo deixar Pacotinho na escola, eu me sinto imensamente feliz, porque estou viva. Mentira. Eu me sentia assim há oito anos atrás, não mais. Pois é.
Quem me acompanha q nem novela já deve ter visto que eu ando chata pra caralho, só falando coisa chata, reflexiva até dizer chega e putz, um porre!
Cara, verdade q eu sabia todo o tempo q estava insuportável, mas fazer o q, se não dava pra evitar?!
Minha vida tinha um dilema, q lenta como sou, demorei uns 4 anos pra entender e tomar coragem e querer mudar.
Enquanto esse dia não chegava, eu ia falando mal dos outros, reclamava dos maus costumes, postava fotos dos filhos, q era a única coisa boa e q importava. Nada de ser positiva.
Com isso, acredito q espantei muita gente daqui.

Então, voltemos ao topo da pergunta. O q eu ainda tinha q aprender inserida nesse mundo corporativo de MeoDeos? Talvez a palavra seja RESIGNAÇÃO.
Sim, porque em 2005, 1 ano após ingressar numa multinacional francesa, eu estava verdadeiramente bombando.
Apesar de se tratar de uma empresa de grande porte mundialmente conhecida, a estrutura não era compatível com seu porte aqui no Brasil e eu, que viera de outras grandes empresas, apareci meteoricamente com meu jeitinho.

Não nego fogo, sou dessas. Tudo que estiver ao meu alcance eu faço e ajudar os outros é a minha especialidade.
Acho q não tinha muita gente assim nesse lugar, então sobressaí.
Daí que chamei atenção, principalmente porque coisas que ninguém queria fazer tomei pra mim. Sempre zoando todas, rindo muito, falando merda (minha outra especialidade), debaixo de muito humor... Me senti verdadeiramente invencível!
É... houve uma época que me senti invencível e infelizmente, as trevas estão em toda parte, assim como a luz. Tomei a primeira rasteira. Veio a queda.
Ninguém entendia porquê. Não mesmo, muito menos eu.

Claro que tive vontade de sair, mas já tinha Pacotinho e meu corpo gritava por outro rebento.
Foi bem nessa época que eu fui trabalhar com o Português da Padaria. Talvez para atribuir excelência no meu trabalho. Sim porque eu era boa, mas não era excelente. Não daquelas q se antecipa, q vai além. Eu era boa e só.
Infelizmente eu não fui inteligente o suficiente. Não estava na vibe, estava com minha auto-estima destruída e foi assim que fui parar nas mãos dele. Aos pedaços! Hoje eu sei que perdi uma ótima oportunidade de me tornar melhor ainda, mas naquela época estava ansiosa, não tinha essa maturidade e as coisas se perderam.

Mesmo debaixo de toda essa tempestade, o Sr. Cabeça de Bolinha veio né? E com as complicações pré-parto, fiquei afastada por uns 9 meses.
Foi gestando que exercitei paciência pela primeira vez e desse afastamento, mãe de dois, pude ver as coisas sob outra ótica. Foi aí, que Hugo Boss fez aquele bonito trabalho de resgate da minha auto-estima profissional. Então todos os desafetos que em 4 anos eu acabei cultivando (os verdadeiramente importantes, veja bem), consegui reverter pelas mãos dele e pelas minhas próprias.
Pude respirar.

Então com mais 2 anos trabalhando ao lado dele, eu voltei a irradiar alegria. Essa alegria irritante que tanto incomoda as pessoas.
Ele me dava muita moral né? Então eu muito provavelmente mostrava o meu pior. Não que fosse uma pessoa ruim, ou quisesse mandar nos outros. Muito pelo contrário, eu não mandava, só obedecia. É que eu conhecia tanto o jeito dele, as prioridades na cabeça dele, q os meus nãos deviam representar uma afronta para muita gente e eu era amparada por ele, que concordava com as minhas atitudes.
Na verdade, nem era isso. Eu obedecia ordens, mas pras pessoas, parecia que era eu quem as dava.
As pessoas confundem muito quando se está no papel de secretária. E eu, q não sou nada política, q tenho dificuldade de camuflar meus sentimentos... completem a frase vcs.

Depois que Hugo Boss deu àdeus, o que era motivação se foi. A equipe perdeu o controle, tudo se tornou guerra e teve uma época q pareceu que eu era o alvo. Aliás, era.
Foi então q eu fui sufocando, me calando, desaparecendo. Passei dois anos sem alegria, sem voz, sem nada.

Se vc leitor lá do fundo observar, não tem muito como uma pessoa que passa por isso transmitir alegria no blog, a não ser pelos filhos.
Foi outro aprendizado.
Muitas vezes a gente acha q porque têm um emprego, não pode viver sem ele. Eu confiava nisso piamente. No meu ganha-pão.
Mas antes de confiar nessa máxima, a gente tem q se perguntar se existe um relacionamento.
O q é um relacionamento? Acaso não é uma via de mão dupla? Dar e receber? Pois então?! Eu só estava dando.
Dando minha saúde, dando meu tempo, dando meu psicológico e não estava recebendo nada em troca.
Não tinha chance de ter mais conhecimento, não tinha roupas, não tinha saída, não tinha quase nada. Devia, devia e devo ainda. Todo mês.
Tudo que eu queira fazer, infelizmente respinga no meu parceiro.
Eu não posso, essa é a realidade. E quero muito poder, ô se quero!
E conhecendo todo o meu potencial, não poder estava me adoecendo. Descobri isso fazendo análise. A diarréia bimestral foi um sinal. Foi à partir dela que eu comecei a perceber que estava adoecendo por algum motivo que não conseguia entender. Já é sabido que a gente adoece primeiro no espírito para bem depois o corpo dar sinais. E essa estagnação já tinha muito tempo pra mim, apesar de vir camuflada por certas mudanças. O choro constante a cada saída de alguém legal do departamento foi outro indício. O abalo pelas mínimas coisas...

Foi então que comecei a questionar o porquê tinha q viver assim. Será q Deus ainda quer q eu aprenda alguma coisa?
Aprendi paciência, aprendi humildade, aprendi a ouvir mais do q falar... o q mais faltava? Resignação? Essa é a maior lição não é mesmo? E eu confesso q até agora nada!
Essa pra mim é a mais difícil. Talvez até eu tenha estado resignada por um tempo, mas SER resignada mesmo não sou.
Eu sou mais daquelas brasileiras que não desistem nunca, mesmo q isso signifique virar a mesa e quebrar a louça.

Daí q tomei coragem para fazê-lo.
Claro, não trouxe meu bom humor de volta, não totalmente, mas tirou um imenso peso das minhas costas e desde que pude descobrir esses sinais, a diarreia bimestral se foi.
Ainda tem luta pela frente, claro! Deus quando me fez apontou aquele dedão Dele e disse: Essa aí tem q ralar!
Portanto tudo meu é com luta.
Por enquanto eu decidi, porém nada aconteceu. Então eu só vou poder vibrar, comemorar de verdade, quando as coisas acontecerem.
Daí eu conto tudo e dou nome aos bois.
Por enquanto, oração e resignação.

Linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...