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sexta-feira, setembro 13, 2013

Cidade do Rock - Pré-Estreia - Dia 12/09

Quem me acompanha que nem novela está careca de saber que eu sou mau caráter, boca suja e que prestar, não presto. Ooops, I did it again! Prometi levar a retrospectiva até o fim, mas menti deslavadamente.

Não dá gente. Preciso contar a emoção que foi ontem.
Nos estertores, nossa fada-madrinha Patrícia Cupello, que é professora nas horas vagas, destacou eu e Kadu Monteiro para fazermos uma espécie de making off da edição, usando uma liguagem mais descontraída, de brincar mesmo.

O intuito era se misturar no povo, fazer piadas com eles, entrevistá-los por fim, mas usando e abusando do meu jeitim que é bem parecido ao do Kadu. 

A emoção de entrar um dia antes do início do Rock in Rio, com aquela cidade vazia, em termos, não dá pra descrever em linhas. Não dá. 
Imaginar que há pouco mais de um ano atrás, eu estava deitada na cama da minha irmã aos soluços, questionando o que estava fazendo da minha vida e onde eu tinha errado, realmente passa aquele famoso filminho na cabeça. Pisar lá, é a concretização de que eu tomei a decisão certa e estou dentro da tchurma. Meu sonho se realizando.

Então, seremos uma espécie de VJ eu e Kadu. Chegamos dando tchau pro povo de apoio, pras meninas da faxina, pra galera que pega no pesado. Ledo engano, nos pegaram pelo braço e nos tacaram no Palco Mundo para entrevistar a galera que ensaiava para o Tributo ao Cazuza. 

E nem adianta vocês me cobrarem as fotos, porque foi tanto artista que entrevistamos, que as meninas da produção não sabiam se tiravam fotos ou se limpavam a baba. Na dúvida, ficaram babando e esqueceram das fotos.

Eu não tinha condições de entrevistar e me auto-fotografar ao mesmo tempo. Sou palhaça, mas palhaçada tem limite. De qualquer forma, começamos com Ney Matogrosso, depois pegamos Gabriela Di Pagliano, repórter do RJ TV, então veio Rogério Flausino do Jota Quest, que é um mega fofo, simpaticíssimo... Daí que o impossível aconteceu! Pegamos Roberto Medina pelo braço, o pai do evento e ele nos concedeu "a entrevista", sendo um querido. 

Por fim, entrevistamos Maria Gadu, uma pessoa poética no modo de falar, daquelas que você jura que veio de uma viagem de ácido, mas não, ela é desse jeito mesmo. Solta poesia pela boca, algo nada comum nos dias de hoje. E pra fechar, o todo lindo, todo bom, todo Titã, Paulo Miklos, meu preferido. Começamos os três ajoelhados enquanto ele amarrava o cadarço do tênis e depois levantamos, mesmo sem que eu sentisse minhas pernas. Paulo Miklos é um capítulo a parte. Agora que ele lidera um programa na Mix TV, pegou a famosa catimba, então nos abraçou, brincou com a gente, zuou todas e por fim, encerrou nosso set de entrevistas.

Dali, ficamos pra reunião do grupo, oração que derramou lágrimas de vários colegas e ilha de edição, pra trabalhar o material que tínhamos. Não é moleza! Toda essa agitação acontece dentro de um container, abrigando uns 8 macs, com um ar condicionado que mal dá vazão de dia e hoje, quando começará o Rock in Rio de fato, some-se a isso, zoeira dos palcos e gritaria na cabeça.

Todo o material que produzirmos deverá ser transmitido no telão entre um show e outro. 
São os alunos da Estácio fazendo diferença, ao lado da TV mundial. 
Não estou exagerando não! TV mundial. Todos estarão de olho em nós e eu pretendo sair desse evento com bons contatos debaixo do braço, se Deus quiser.

Galera, para acompanhar a cobertura fotográfica do evento pelo meu Instagram, acessem aqui.
Para acompanhar a cobertura OFF em vídeo, acessem meu Mob.li.

Meu facebook também está aberto pra jogo, então acompanhem por lá. Não postarei fotos hoje, porque vou lavar a shoshannah para ir pra Cidade do Rock, afinal HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ!

quarta-feira, setembro 11, 2013

RETROSPECTIVA ROCK IN RIO - #EuVou - DESAFIO #4 -

Baixada a poeira, finda a confusão da última apresentação, o grupo se reuniu ainda na porta do campus da Barra para deliberar o que seria o próximo programa. A apresentadora do último, junto com o amigo Jota, soltou que podíamos fazer um programa de rádio, simulando, é claro, o dia-a-dia de uma rádio.

Jota com seu jeito mansinho, mineiro, se chegou pro grupo e meio que ensaiou uma volta. Depois de tanto aplauso e vibração da turma inteira, ninguém queria saber de brigar com ele. Aliás, essa é uma grande dificuldade. O Jota é das pessoas mais humildes que eu conheço. Quando ele sabe que erra feio, não tem brios ao pedir desculpas. Reconhece apenas.

Eu estava aos pedaços, com os nervos abalados, triste pela discussão que rolou comigo após a apresentação, mal ouvia o que os outros diziam. Só sabia chorar. Mas, na segunda seguinte parte do grupo estava reunido, discutindo a pauta. As oposições ficaram de lado, o profissionalismo falou mais alto, apesar de eu e outra menina estarmos monossilábicas. Jota não foi, pois ainda estava forado grupo e a última âncora também não. Isso trouxe mais uma série de stress pro grupo, porque por falta de quórum, brigas e discussões acabavam respingando na hora de editar e partes importantes acabavam ficando de fora. As lições apesar de aprendidas, já estavam naufragando de novo.

Esse programa teve 9min. E-nooor-mee! Tivemos duas semanas para prepará-lo e depois de uma reunião, acatamos o Jota de volta no grupo, já que dessa vez ele participaria da edição, uma vez que perdeu o timing das gravações. 

Entrevistamos um profissional de saúde, que estaria na rádio simulando respostas ao vivo dos ouvintes, que faziam perguntas e pediam música. Inseríamos as músicas ao fundo e partíamos para a resposta, enquanto essa tocava. 
Num golpe de sorte, consegui entrevistar a Sandra do Vôlei, medalhista de ouro olímpica, que estuda lá no campus e foi uma simpatia, me explicando o nome gigantesco de seu título.
Meu cabelo estava um horror! 
No final, coroamos o trabalho com um Harlem Shake porque né? Não podia deixar de ser.


Juntamos o making off do desafio anterior com esse e fizemos um só. Rolou uma brincadeira, para mexer com a professora. Iniciamos com Feel This Moment só pra galera se manifestar, porque ninguém aguentava mais essa música e interrompemos para dar lugar ao Show das Poderosas de Anitta. Pois é.

Entre uma semana e outra, fui convidada pela professora a participar da Ação Lixo no Lixo, Rio no Coração na praia do Arpoador. Eu faria o trabalho de produtora, integrando uma equipe de 9 pessoas ao todo. Três repórteres e três produtores, com mais 30 voltuntários no total. A minha repórter coincidentemente, foi a âncora do desafio passado, a Bia, também âncora desse programa. Esse foi nosso desafio 5, que será postado em breve, encerrando a retrospectiva.

Agora era cruzar os dedos e aguardar quem seriam os eleitos. 
Felizmente, vocês já sabem que eu fui eleita, mais uma vez, integrando a produção. Coisa que não é minha praia, mas quem sabe, teremos boas novidades por aí.

Comentem o trabalho, tá?



sábado, setembro 07, 2013

RETROSPECTIVA ROCK IN RIO - #EuVou - DESAFIO 3

Esse vídeo muita gente já viu. Ele foi o primeiro a ser autorizado pela equipe de professores, porque realmente operamos maravilhas juntos.
Foi um trabalho que marcou o encontro de duas equipes muito criativas, do mesmo campus.

Eu e Jota fizemos o caminho de volta para nossa casa, de certa forma felizes e aliviados. Isso significaria menos tempo no trânsito, menos gasto com gasolina, mas não menos stress.
Trabalho de edição é stress e não adianta querer fugir disso. Amigo vira inimigo, irmão vira estranho e não fuja ainda. Faz parte. 
Quando todos querem o melhor e ainda sim, divergem, a porrada vai estancar, mesmo que mais tarde tudo volte ao normal. Bem, isso vai depender da maturidade de cada um e dá pano pra manga para um post sobre comportamento. 
Não é esse o tema hoje.

O trabalho que fizemos, foi ideia do casal 20 que integrava nosso grupo, Antônio e Marília. Eles idealizaram a matéria de revirarmos os arquivos do Núcleo de Comunicação (NUCOM) do nosso Campus, em busca da galera que hoje nos dá aula.
O grupo todo acatou, claro. Afinal, eles foram alunos do nosso campus. Portanto, antes de tudo, esse trabalho foi fruto de um trabalho forte de deles e de pesquisa nossa. Eles nos antecederam, tinha que ser!

Em primeiro lugar fizemos uma reunião de pauta para discutirmos a linha que nosso trabalho seguiria, que se resume em abertura, clipe com os repórteres do passado, entre eles, nossos professores, sonora (entrevistas) do nosso professor e coordenador de Jornalismo mais o coordenador do Núcleo de Comunicação, que reponde pelas produções de hoje e por fim, as produções que estão rolando, dentre eles, o Vai Vendo, do qual faço parte, com alguns alunos de oficina. 

Esse trabalho foi muito sofrido. Muito mesmo. Teve um tempo extenso, 5'43", foi editado debaixo de muita briga, porque partes deveriam ser cortadas, mesmo aquelas importantes, imagens de apoio importantíssimas sumiram, meu amigo e parceiro de criação Jota não apareceu nos dois dias de edição e por conta disso, foi meio que limado do grupo. Até porquê, durante sua participação, a dupla de apresentadores se demorou muito na gravação, tirando a paciência dos demais, que estavam acostumados com outro ritmo (um ritmo mais sério em termos de postura dos envolvidos e mais rápido). Eu fui a primeira a brigar com meu amigo. Aquele que tirou leite de pedra ao meu lado. O que me frustrava, era o fato de ninguém conhecer o quanto ele era bom. Mas, o tempo... sempre o tempo.


Apesar das insatisfações, porque houveram, nosso vídeo foi ovacionado. Maneiro lembrar que eles tiveram a mesma reação que tivemos, ao se derapararem com nosso professores ainda alunos. Foi mágico.
Houve babado, gritaria e confusão. Eles gritaram, nós de mãos dadas gritamos de novo! A fessora Patrícia Cupello ameaçou choro, pra logo depois me tornar al-vo de cha-co-ta. 
Ela me chama carinhosamente de modesta! Essa sacana tem tanto senso de humor quanto eu e é das que perde o amigo, mas não perde a piada. Adoro gente assim. 
Adoro essa mulher e posso dizer de que certa forma, me inspiro muito nela. Muita responsa.

Infelizmente depois desse trabalho, nosso grupo sofreu um racha por conta dos sentimentos à flor da pele, dos ressentimentos guardados por alguns, das frustrações de outros. 
Fato é, seguimos juntos, misturados e separados ao mesmo tempo. Isso, impactou no trabalho seguinte, mas não nos impediu de brilhar enquanto grupo, mesmo que desmantelando as amizades. 
Tem disso, infelizmente. Mas o tempo é sábio. Ele põe as coisas em ordem.

Galera, espero que vocês tenham curtido esse trabalho e possam nos comentários, expressar suas impressões.

Até.

quarta-feira, setembro 04, 2013

RETROSPECTIVA ROCK IN RIO #EuVou - DESAFIO 2

Era assim, momentos de tensão quando a gente chegava, alívio na exibição do trabalho proposto e desespero tão logo era anunciado o próximo desafio.
Sim, eram desafios.

Na primeira semana, eu com medo de me afastar do objetivo de estar repórter, acabei me afastando do grupo do meu campus. Fui me meter a ficar com a galera da Barra. Era uma estranha no ninho, com meu jeito de fazer piada de tudo, muito provavelmente encarada como maluca, claro. Essa é minha sina e hoje, já não mais me envergonho, uma vez que as piadas são inofensivas.

O trabalho dessa vez, consistia em duas tarefas. 
Preparar uma reportagem com gravação bruta de 20min na aula seguinte, mais um Making OFF clipado daquilo que gravamos, ao som de Feel This Moment da Cristina Aguilera & Pitt Bull.

Tivemos uma semana de coceba, para cair de cabeça na tensão e barracos do grupo. Sempre eles. 
Absorvemos um colega do meu campus, o Jota Almeida, que fez sozinho um trabalho genial, com a trilha sonorda de Ivete Sangalo, arrancando gargalhadas da turma inteira e como foi o último vídeo a ser exibido, ficou no looping. Nascia aí nossa parceria de criação e apoio mútuo.

Então no sábado seguinte, um membro do nosso grupo (produtor) viajou e desapareceu. Justo ele que deu a ideia de usarmos um fundo branco e tentar simular um Chroma Key, para ali inserirmos a logo da faculdade ou do Rock in Rio. Para quem não sabe, o Chroma Key, é aquele fundo azul ou verde, que possibilita transportarmos imagens e simular situações diversas. 

Esse tipo de efeito é impossível de criar num fundo branco, acontece que o nervosismo não nos deixou raciocinar, apesar dos apelos do Jota. Não só, ficou tão arraigado em nós, que acabamos por utilizar a parede branca e gravamos nela, ainda que debaixo dos protestos da professora.

E por falar nela, nesse dia visulmbramos a face má de um diretor de filmagem. Por conta dessa faceta, ficamos todos com o cu na mão, sem raciocinar, cedendo à pressão que ela colocava. Parecíamos bonecos apatetados, anestesiados, fazendo tudo mecanicamente. 
Jota que foi VJ, errou o texto, emendando e saindo de qualquer jeito. Eu, de repórter, não consegui fazer mais que a pergunta padrão, porque o cagaço tomava conta de mim.
Foi da professora-diretora, a ideia de mudar de cenário, porque eu nem sabia raciocinar e jogaria geral prum canto só. Patético sim, mas naquela época, nenhum de nós sonhávamos que deveria ser diferente.

A magia da edição, claro, nos salvaria. Tivemos apenas 6min de material bruto, entre reportagem e making off e o resultado foi esse. O roteiro foi meu e do Jota Alemida, que na época assinava como Federline. 
Chique né?



O making off foi um capítulo a parte. Esquecemos todos de conversar com a pessoa que seria responsável por filmá-lo. Tem noção? Você faz um making off e nem conversa com seu câmera? Pois foi o que fizemos. Deveríamos ter em média, para um vídeo de 2min, 20min de material bruto gravado. Tínhamos apenas 6min, já que caímos na pilha que a fessora tocou com geral. Por isso até, considero que esse foi um dos melhores trabalhos que fizemos. Sofrido até dizer chega. Mas o raciocínio usado por mim e Jota foi o certo, porque trabalhamos as partes onde nossa professora atacaria. 

A tática deu certo. Nosso vídeo foi muito aplaudido e gritado pela nossa turma, tanto o trabalho, quanto o making off. 
Foi a primeira vez, que a receita do humor com reportagem nos salvou, instaurando uma marca.

A parte de edição do clipe abaixo, foi dureza. Repetimos a dobradinha com o editor do trabalho anterior e ele não sabia muito trabalhar em grupo. Não se comunicava com a gente e nem dizia no que estava pensando. 
Por fim, tiramos a edição da matéria das mãos dele e deixamos só o making off, já que ele estava levando 2 dias (12 horas no total) para montar um clipe de 1min. Como a matéria seria de 2min, pegamos outro editor-aluno e seguimos sem ele. Infelizmente, sobrava talento no nosso editor antigo, o que faltava era comunicação e ouvido.

Conclusão, ao final desse trabalho que significou um alívio e a prova de nossa força enquanto dupla, eu e Jota voltamos pra galera do nosso Campus, que era outra das mais aplaudidas dos sábados.



Galera, espero seus comentários do que estão acompanhando.
Bj na bunda!

terça-feira, setembro 03, 2013

ESPECIAL ROCK IN RIO #EuVou

Foi uma grande conquista participar desse workshop que começou no final de Junho, todos os sábados, com chuva, sol, friaca, afastada da família, dos amigos, sem contato com o mundo.

Foi meio que uma espécie de Big Brother, sem as câmeras em casa, apenas na faculdade. 
Foi suado, foi muito sofrido, foi chorado, brigado, amado... 

Se antes, nós amantes de reality shows achávamos bobeira, aquele bando de sentimentos transbordando por gente que eles mal conheciam, mas já amavam, eu pude sentir um pedacinho do que é essa pressão de verdade.

Todo sábado era um trabalho novo, que pedia excelência, com poucos recursos tecnológicos, com uma família grande pra gerir, com a falta de dinheiro a ser administrada, com colegas de grupo que queriam tanto quanto eu, porém que com uma vida menos complicada e que não davam o sangue... egos para administrar, intrigas para ignorar.

Mesmo reconhecendo o próprio potencial, a gente fica cego. A gente não tem mais certeza de nada e basta alguém te olhar torto, ou falar algo enviesado que a dúvida se instala ali e você já era.
É ou não é um Big Brother?
De 140 alunos, a turma foi reduzida para 70 e desses 70, apenas 40 seriam classificados. É muita gente boa que ficaria de fora.

Então, sábado passado ficamos sabendo o que seria do nosso destino. Eu recebi o fatídico email de parabéns no início da semana, saí comemorando igual a uma louca no Facebook, mais até do que deveria, porque comemorei a primeira seletiva e depois a segunda, até que semana passada fiquei sabendo que não abraçaria a posição dos meus sonhos, que é a reportagem. Fui destacada para a produção, no horário das 17 às 23h para trabalhar no Rock in Rio.
Os sete dias.

Claro que isso é bom.
Vai me capacitar para o mercado e de lá, quero cair dentro de um estágio na área, o mais rápido possível e esquece jornal, meu lance é TV. Agora mais do que nunca!

Daqui pra frente, querido leitor, vou mostrar todos os vídeos que fizemos ao longo da oficina. 
Alguns vocês já terão visto, porque foram autorizados antes, no entanto, a grande maioria não.
Vai ser legal, porque dará para acompanhar a evolução durante o curso.

Pretendo também fazer a cobertura Rock in Rio pelo Blog, já que estarei na casa da minha mãe, com algum tempo para mostrar fotos, falar dos shows e o que mais pintar.
Vai ser muito bom, porque quem não puder ir, poderá acompanhar por aqui e pra mim, vou exercitar mais uma faceta jornalística, a de crítica de música (adoro).

O trabalho a seguir foi tenso. 
O breafing era compor um clipe, com uma música que será apresentada no Palco Mundo dessa edição do Rock in Rio e que não ultrapassasse 2min. O objetivo dos coordenadores, era ter uma noção da nossa visão de composição e edição de vídeo.

O grupo era composto por 5 pessoas, sendo três mais velhos que eu. Foi muito estressante, porque dois deles tinham personalidade muito forte, porém, só o cara que mexeria no vídeo daria a palavra final, já que usamos o Final Cut (apple) para edição e só ele sabia mexer. Esse cara dizia o tempo todo que tinha 25 anos como músico e yada yada yada e isso cansa, porque pra chegar num resultado, não adianta contar vantagem. 
O trabalho do editor, é absorver tudo o que lhe pedem e desse bando de ideia, traduzí-las em efeitos esbanjando o próprio talento de preferência. A palavra certa é adequar.

Resultado: Ficou bom, mas deu sono, se comparado aos outros. O ponto positivo, é que entre os outros grupos, a professora sempre interrompia os vídeos para comentar pontos fracos. O nosso não foi interrompido e nem comentado. 


Estas imagens foram captadas da própria oficina, durante o primeiro exercício de câmera.
Aceita-se comentários.

Bj na bunda e até a próxima, próxima mesmo. Acompanhem!

sexta-feira, agosto 23, 2013

QUANDO A MATÉRIA CAI, NÃO QUEBRA


Aproveite que você escolheu administração para bater palmas. Vai ficar inserido na rotina até o pescoço e por mais que lide com as adversidades, sempre haverá uma saída. Um plano B.

Com jornalismo não é assim. Aliás, com TV não é assim.
Existe um termo em televisão e creio que em jornais também, chamado a matéria caiu
Os leigos podem pensar que o cair do termo, significa que seu computador caiu no chão, suas anotações, seus escritos... não, esquece isso. Matéria cair significa que ela não vai ao ar. E quando é a sua matéria que não vai ao ar, você tem que saber lidar com adivinha? Suas emoções, well done, Flipper!

Aliás, esse povo de comunicação é mesmo um povo muuuito estranho. Eu nem posso abrir a boca e sair chamando geral de estranho. Estranhos deveriam ser os outros que fui obrigada a conviver durante toda a minha vida, fora do meu eixo. Os de escritório, os da administração, os do operacional. Agora eu entendo porquê a vida inteira fui chamada de maluca. Porque claro, estava fora do lugar. E ainda não está claro pra mim, porque levei tanto tempo pra ter coragem de ficar com a minha galera, minha tribo.
Eu sempre fazia um pedido e uma piadinha, uma informação com uma gracinha... minha criatividade escapava pelo verbo, pelos poros, pelas piadas ou musiquinhas que inventava na hora e a galera da Engenharia adorava aquele meu jeito, felizmente até me respeitavam, porque sempre fui das que se entrega a uma tarefa. Ainda sim, isso não foi o suficiente pra me alavancar.

Agora, onde estou, faço uma piadinha e a galera faz outra. Conto uma historinha e o povo inventa junto, se canto uma musiquinha, ela é prontamente completada com outra. Estou parecendo aquela Zebra de Madagascar 2, que finalmente chega à Africa e encontra zilhões de zebras que nem ela, fazendo exatamente a mesma coisa. 

Tem o lado ruim também. Porque são todos criativos, sensíveis e claro, egocêntricos. Têm os estrelados e graças à Deus, tem os humildes que enxergam um talento em você. Mas absolutamente todos são mega sensíveis e sério, não faço ideia do porquê são assim. Claro, são como eu. Ah, vocês não sabiam que eu era sensível? Claro que sim. Só que eu aprendi a não morrer em cada derrota. Quédizê... cair e levantar sempre! Hoje segurando a onda pra não sucumbir por um tombinho.

E a matéria cai. Sempre cai em algum momento e a gente tem que rezar pra não ser o escolhido. Nas duas últimas semanas eu venho trabalhando numa ação conjunta entre Rock in Rio, Prefeitura do Rio e Estácio. A Estácio levou diversos voluntários a três praias da zona Sul pra conscientizar o carioca da importância de não jogar lixo no chão, começando pelas praias [precisava ensinar uma coisa básica dessa? Uns porcalhões!]. 
Foram distribuídas sacolinhas, muito bate papo e matérias foram feitas.
Uma repórter em cada praia, três produtores, eu incluída.
Acontece que na hora da edição, muito material tem de ser descartado. Faríamos uma única matéria incluindo as três. A minha repórter rodou na primeira peneirada e eu fiquei [APLAUSOS]. Ainda restam trinta pra sair e eu espero ser parte dos quarenta que vão formar o time de reportagem e produção no Rock in Rio. Fiquei trabalhando no material e essa semana, adivinha! Acho que quase tudo o que fiz com os outros dois produtores será mudado. 

Não que não estivesse bom, mas por estar incompleto. Com a desvantagem de essa edição estar sendo feita na Barra e não no meu Campus e isso implica em dividir as crianças, fazer com que alguns deles matem aula por mim e deixar o mais velho por conta própria até o pai chegar do trabalho. Pois é... estou me sentindo a própria Tutti. 
Claro, participei intensivamente por dois dias dessa edição, mas a mudança só veio depois que a professora deu uma olhada e optou pela mudança.
Não posso dizer que a matéria caiu, porque ela vai ao ar. Ela será exibida, só não estou me sentindo tão dona da história quanto antes. De qualquer forma, é muito bom poder experimentar certas situações sem sofrimento agora.

Aqui vai nosso último trabalho para quem ainda não viu. O grupo o qual fiz parte, contava com 6 integrantes e esse vídeo foi em homenagem ao nosso campus. Velha guarda e nova guarda. Os professores gostaram tanto, que nos autorizaram jogar nas redes e no youtube. 
Divirtam-se e comentem.



Bj na bunda!

terça-feira, agosto 13, 2013

REPORTAGEM, PRODUÇÃO E ROTEIRO

 
Quando iniciei o curso de jornalismo, já tinha definido na minha cabeça que trabalharia num jornal e me tornaria um Arthur Xexéo de saias. Estava muito muito claro, não fosse o convite para trabalhar na TV da universidade fazendo programas.
A ideia era, claro, chegar ao Rock in Rio 2013 com alguma bagagem, mesmo não tendo ideia de que tudo isso fosse possível.
 
Já tinha vivência em frente às câmeras como apresentadora. Em 2009 gravei um piloto chamado A La Carte TV, inspirado no blog Mulheres A La Carte do qual fazia parte e o gostinho de ser apresentadora me deu água na boca. Outra, me deu a certeza de que nasci pra fazer isso. Mais e melhor que Adriane Galisteu ou uma Luciana Gimenez da vida e não confunda com uma pessoa cheia de si, arrogante se sentindo. Não é isso. Está em mim, eu sei!
 
Não gaguejo e quando a luz da câmera acende e aponta, eu sou a mesma que você conhece. Eu não mudo, eu não tremo, ainda que as pernas estejam bambas, o que sempre acontece.
 
Fato é que conseguir trilhar esse caminho já é mais difícil. Uma saída, além da roteirização é a produção. Coisa que uma pessoa com meu histórico de ex-secretária pode querer correr, dada a semelhança em alguns aspectos do trabalho.
 
A produção e a roteirização é uma boa saída pra quem quer trabalhar em TV e não se vira bem ou morre de vergonha de aparecer. Dá notoriedade sim, desde que o sujeito seja bom. Isso, aliás é uma regra pra qualquer carreira. Você se destaca naturalmente se há entrega e ama o que faz.
 
Eu amo várias coisas, desde roteirizar até apresentar. A parte de produzir, enxergo mais como um meio para estar inserida no ambiente TV caso os outros dois falhem. Tá bom, vou te contar a diferença:
 
  • Apresentador e Repórter - O apresentador ou âncora, permeia todo o programa. É o mestre de cerimônias. Apresenta o programa do início ao fim e divide os blocos com o repórter. O repórter é responsável por uma parte da matéria que vai ao ar no programa. Ele pode ou não aparecer. Às vezes, o que aparece em determinadas matérias, são a voz e o braço do repórter apenas, apesar de a ralação ser intensa para ambos.
  • Produção - Se você foi secretária um dia na sua vida e gostava do que fazia, certamente se realizaria como produtora. A produção faz acontecer. Ela agenda coisas, verifica equipamento, corre atrás de conseguir o entrevistado e em caso de matéria de campo, vai atrás dos personagens que ilustrarão a história. A produção também se assemelha a um carro abre-alas, porque ela consegue facilitar os caminhos que a equipe vai trilhar. Te dou um exemplo: No meu último trabalho em produção, gravado na praia do Arpoador para campanha Lixo no Lixo, Rio no Coração, consegui que a repórter gravasse no posto da Praia. Tive que falar com comandante dos Salva-vidas, com o dono do posto e quase com Deus para botar equipe de reportagem pra dentro. Mas a ideia de conseguir essa locação me pareceu apesar de óbvia, ao mesmo tempo um desafio, já que eu sabia que não seria fácil entrar com equipe ali. É, vocês sabem como é minha relação estreita com desafios!
 
  • Roteirização - Gosto muito dessa parte. O roteiro é o que repórter, âncora (se aplicável) e produção vão seguir para compôr a matéria. Ultimamente uma coisa tem me deixado de cabelo em pé. O bando de candidato a repórter que não escreve. A galera simplesmente se preocupa com o visu, em ficar bem no vídeo, em ter uma boa dicção, mas ignora essa parte. Nem uma linha escrevem. Pode isso, Sílvio (Santos)? Não pode né?! E nessa hora eu confesso, deito e rolo. Porque tenho o péssimo hábito de ser centralizadora. Devo admitir também, que as boas ideias nem sempre vêm da minha caixola. No entanto, de posse do Briefing, opero maravilhas!
 
Ciente destas informações, fica mais fácil decidir o que fazer, o que escolher.
Pois é, como eu sou meu próprio inimigo, escolho sempre o mais difícil. A parte de reportagem e apresentação. Difícil porque estou começando véinha, apesar da minha cútis.
Que o mercado não seja cruel comigo, porque talento eu tenho.
Amém.

sexta-feira, junho 28, 2013

UM POST SOBRE SONHOS

Os meus queridos 5's leitores sabem o quão teimosa eu sou, o quanto não me entrego e o quanto eu ainda sonho com meu futuro, apesar de estar na metade da vida, se considerarmos que eu morrerei aos 80. Posso muito bem já ter passado da metade e apenas não saber disso. De qualquer forma, deixar de sonhar, eu considero uma limitador, uma forma de se enterrar em vida, por isso eu sigo sonhando, fazendo planos e acreditem, buscando meu lugar ao sol, porque né, ainda não foi do jeito que eu planejei.

Às vezes eu olho pra trás, não raro aliás e fico pensando que as escolhas foram quase todas fora da ordem natural das coisas. Fui dar uma de esperta e não escolhi com inteligência. Contudo, ao olhar meus filhos, sei que eles foram fundamentais pro meu amadurecimento. São meus salvadores, isso é inegável, porque eu sou das que desarvoram. Ou seja, quem manda nessa porra é Deus!

Então, agora que completei 1 ano de dona de casa, estudante, do lar e todos esses rótulos que pairam por aí, (será que uso ou não o finalmente?) acho, encontrei-me com aquilo que nasci pra fazer. 
Bem, sabe o medinho? Ele está lá também. Pois é, porque o mercado exige juventude, ainda mais esse, o qual estou paquerando. 

Comecei com o projeto de TV na faculdade, assim que iniciei o segundo período em Jornalismo, não sem antes dar um pé na bunda da bendita Publicidade. Tudo começou porque a Estácio leva desde a última edição, alunos do curso de comunicação  ao Rock in Rio para cobrir o evento. A Estácio aliás, é a única universidade presente a fazer essa cobertura e tudo o que a gente quer, é ver os shows de graça  experiência no currículo; é ter um evento grande pra chamar de seu, óbvio!

Vou pular a parte do quem chamou, quantos barracos tiveram e quantos já entraram e saíram desse gurpo, Ok? O nosso programa aliás, foi criado pra nos ambientar com a câmera, com trabalho de edição, com roteirização, etc. Então, oito cabeças montamos o escopo do que seria, escalamos equipe, juntamos esforços com gente de outras disciplinas, porque uma andorinha só não faz verão e assim o programa foi indo. Não foi concluído ainda, precisamos de 13 prontos para oferecer em alguma emissora, mas ainda sim, entrar no Rock in Rio, pegar experiência e aprender é o grande objetivo. 

Só que entrar no Rock in Rio é algo semelhante a encontrar a chave da arca perdida. Eu simplesmente não fazia ideia de como aconteceria, se me chamariam e por fim, já estava me acostumando com a ideia de não ir, porque eram tantas histórias que me chegavam ao ouvido... sem contar que ajudei a derrubar pessoas que poderiam influenciar na minha ida. 

Ah, vai dizer que vocês não sabem que eu derrubo quem não produz, tolinhos? Pois derrubo. Não estou na faculdade pra fazer alianças, nem pra trabalhar pelos outros, aliás, já tenho 3 filhos e já está de bom tamanho. Trabalhar pros outros levarem a fama no MEU LOMBO, sinto muito, não rola. Não sou evoluída espiritualmente pra fazer trabalho além de mim, sem contar que é 0800. Eu ando que nem a rainha de copas do filme de Alice! Deu mole, eu corto cabeças. Isso, porque ainda sou nobody, mas a fama de filha da puta, ah essa...

Voltando, a boa notícia é que fui incluída nesse workshop preparatório para o Rock in Rio. 
Eu e algumas boas cabeças do programa que fazemos na faculdade. Estamos felizes, contentes, radiantes, estimulados... e já no primeiro dia, além de ter tido aquela sensação mágica de "encontrei minha turma", de "sim, é isso que eu quero pra minha vida", ou ainda de "eu nasci pra fazer isso, agora eu sei!", junto vem a cobrança interna de que não posso falhar. É que, lembram do primeiro parágrafo? Pois então, já estou na metade da vida e talvez minha cútis denuncie minha idade.

Não sem antes contar parte da mágica. Aliás, foi um chororô (meu). No primeiro dia, ao entrar na sala de aula, atrasadita claro, encontrei a moça que dirigiu um programa o qual fui âncora em 2009, que nem divulguei aqui por motivos de estou sendo cautelosa para não azedar o que ainda não existe. Pois bem, essa moça, Patrícia Cupello na ocasião, era professora de Fernanda Freitas, ex-aluna da Estácio do Campus de Madureira, para quem eu e amigas fomos quebrar um galho e aparecer, fazendo o A La Carte TV, baseado no blog Mulheres A La Carte. Aquele blog coletivo o qual eu fazia parte. Era um talk show de 30min, onde eu e Dani Antunes éramos as âncoras, Má Albergarias falava conosco via chat ao vivo e contava com 3 blocos e 3 entrevistados. Claro, falávamos de sexo, relacionamento, trazíamos perguntas do twitter e divulgávamos o twitter da pessoa... ou seja, super inovador pra 2009. Por isso tanto sigilo, por isso tanto segredo. A gente punha o twitter no palco com a gente, quando essa ferramenta nem tinha tanta notoriedade, por isso o medo de vazar e a ideia de  sermos roubadas. Nem a MTV procedia assim! No fim, nem uma coisa, nem outra. Tornou-se lugar comum pós-Show da Vida. 
Agora, Patrícia Cupello é minha professora de Reportagem e Produção. Não tinha como não ligar os pontos e se emocionar, até porquê a história de vida dela é de muita batalha e ela chegou lá. É um espelho, é um grande exemplo pra mim. Impossível não vazar pelos olhos!

Voltando ao presente. Adorei a sensação de segurar o microfone, adoro a sensação de ter uma câmera apontada na minha direção e quando isso acontece, de microfone na mão ou de lapela, baixa o caboclo faladô em cima e eu falo, eu apresento, eu brilho. E bicho, nessa hora dá um frio na barriga, porque eu tenho visão pra editar, eu tenho visão pra roteirizar, eu tenho visão pra dirigir, pra produzir... e isso é meio que uma merda, porque a gente precisa ter foco! Além do mais, tudo o que eu quero é ficar em frente a câmera e ser VJ. É isso o que eu quero, é pra isso que eu vim, mesmo estando na metade da vida, partindo da premissa de que poderei morrer aos 80.

Nada está garantido. Não ainda.
É um workshop eliminatório, onde os candidatos fazem exercícios todo final de semana e o grau de dificuldade vai aumentando progressivamente. Não sei em que ponto exatamente eles vão bater o martelo e dizer quem está fora, mas estou prestando atenção em cada palavra dela, estou me empenhando e fazendo tudo direitinho para ir. 
Claro, eu já me vejo lá entrevistando o Muse, me "vingando" de Jared Leto pelo show merda que eles fizeram aqui ano retrasado e mais que isso, participando de um evento desse porte, tendo a oportunidade de trabalhar na área que escolhi e com isso, escancarar as portas pras grandes emissoras, se Deus quiser. 
É isso e isso não é fácil. 
É bem parecido com aquele dito popular: Rapadura é doce, mas não é mole!

quarta-feira, maio 29, 2013

PRA FAZER TV DE QUALIDADE


1.
Pois é, quando eu resolvi mudar de curso da Publicidade para o Jornalismo, não tinha ideia de onde isso ia parar. Ainda sofrendo forte influência dos meus pais, me via trabalhando num jornal de grande circulação do Rio, de onde meu sonho de trabalhar escrevendo ficou enterradinho a sete palmos da terra  por muito tempo e que tão logo minha vida foi virando conforme a maré, mantive esquecido no santo sepulcro da minha mente.

Assim que reativei o sonho do Jornalismo, esse sonho pulou lá da sepultura tal qual uma janela de pop up pula na sua cara, sem mesmo você sequer pensar no assunto. Então eu fui convencional, até participar daquele processo seletivo de estágio, onde me vi segurando o microfone no início do ano. 
Claro, fui muito bem numa parte, fui péssima em outra, estava nervosa, mas não adianta. Meu bom jeitinho de falar está ali. E todo jornalista é róbert, salvo raras exceções. Mas o bichinho ficou lá... a espreita.

Então, um ex-colega de faculdade chamou uma galera de jornalismo pra fazer um programa pela faculdade. Ele tinha por objetivo nos capacitar e levar-nos pro Rock in Rio pela Estácio, que é uma das patrocinadoras. Porque já experimentou uma vez  participar do evento estando totalmente cru e tendo que se virar na hora, daí veio a ideia de formar-nos em tudo que fosse possível. 

2.
Oito adeptos comigo incluída. Esse foi o primeiro grupo. Mas nosso herói é um cara muito ocupado e promessas o vento leva. Envolvido em dois estágios, ele acabou deixando o grupo à deriva, que acabou desmotivado. 
Apenas eu e outra menina, putas da vida, resolvemos tocar o projeto mesmo sem ele. Criamos um grupo no facebook, mantivemos alguns da formação anterior, chamamos outras e tiramos todos os integrantes que representavam peso morto, inclusive nosso heroi, que claro ficou revoltado conosco e assim surgiu o programa Vai Vendo, de um dos nomes que eu sugeri, escolhido pela maioria por voto.

Péraí! Surgiu não. Está surgindo.
Aproveitando a pecha sugerida pelo nosso ex-colega em reunião de pauta, nosso programa atinge em cheio o aluno de faculdade. Ao invés de ficar empurrando coisas goela abaixo do telespectador, nossa ideia é colocá-lo em cena obviamente, junto com uma personalidade da grande mídia. E aí, pretendemos mostrar tudo de interessante da vida de universitário. 

Sim, objetivamos o UTV e pra isso, precisamos de pelo menos 4 programas gravados, mas pra fazer um programa de qualidade não basta ter um rostinho bonito, apresentado com um texto legal. É bem mais que isso. A gente precisa de uma abertura digna, com vinhetas descoladas e definir a marca do programa. Hoje, é justamente isso que nos impede de avançar. Porque não temos pessoal de Publicidade suficiente, interessado em nos ajudar. Só os de jornalismo se candidatam. 

E arrumar alguém verdadeiramente interessado é que é o X da questão. E digo mais, aqueles que já trabalham fora, com horários estabelecidos, com uma rotina, têm uma postura, os que ainda não, perdem o interesse tão logo esfrie a paixão e vire obrigação. Esses infelizmente, são o perfil do futuro publicitário que chega a nós.

3.

Claro, nós temos uma agência dentro do Campus que vai nos ajudar, no entanto, eles nunca, jamais, em tempo algum, tomarão a iniciativa de fazer por nós. Eles no máximo nos darão uma força, porque com 3 cabeças, atendem a uns 5 campus ao menos. Eles também recrutam jovens estudantes de publicidade para trabalhar voluntariamente lá, inclusive dão bolsa de estudos para quem for bem avaliado no quesito, produtividade, interesse, assiduidade, mas sofrem do mesmo mal que a nossa equipe do programa. A paixão se vai, junto com o candidato de PP.

Posso dizer que 70% do programa foi gravado. Eu e uma amiga de PP com veia jornalística roteirizamos, outros novos integrantes vindos do primeiro grande rodo, vieram com ideias primorosas e muito pique, então sou âncora, temos repórteres de rua, um fotógrafo na equipe e já concluímos as entrevistas.

4.

A fase final e mais difícil pré-edição, é concluir nossa abertura, trilha sonora e vinhetas. Sem falar da pós-produção que me leva a suspeitar que ainda estou nos 50% do programa.

Nos quadros de rua, é preciso mais que perguntas pautadas. Requer paciência, porque ao contrário do que se vê na televisão, brasileiro foge de câmera. Impensável até ontem, né? Mas é verdade!

Com essa experienciazinha na bagagem, vou preparar a malinha pro curso de férias que a própria faculdade vai oferecer, praqueles que almejam participar do Rock in Rio. 

Nem que eu tenha que morar 1 semana na minha mãe, nem que eu tenha que dividir as crianças, nem que... sei lá. Nessas horas, sempre aparece um jeito. Além do mais, Deus sabe que essa é a única ou última oportunidade que eu tenho. 

Legenda:
  1. No sentido horário: Eu, Taiga e Vanessa;
  2. Gravação dos âncoras: Eu e Igor Peres
  3. Entrevistando o músico e aluno de PP, Rafael Lobo, sob a atenta direção do Prof. Franklin
  4. Antônio, repórter nesta edição, entrevista Marília, gerente de uma das lojas de uma famosa cadeia de salões do Rio.

segunda-feira, março 11, 2013

PAU NO MIZAEL BISPO DE SOUZA - O CASO MÉRCIA


Acusado do assassinato de Mercia Nakashima em 2010 e preso há mais de 2 anos, hoje será transmitido ao vivo o julgamento de Mizael Bispo de Souza pela primeira vez na história desse país para rádio, TV e Internet via streaming. Só não sei em qual canal, haja visto que os meios de comunicação não divulgam como e onde! Eles dizem repetidas vezes, ao vivo para TV e internet. Enfim...
 
Ao olhar o histórico desse caso e a cara o réu, eu, que sou apenas uma dona de casa, sinto apenas repulsa por esse homem. Primeiro que a discrepância do casal é enorme. Vc olha pra ela e vê alguém radiante, ela inspira delicadeza e simpatia; ele ao contrário, inspira desconfiança. Ao falar, a gente imagina que ele mente. Não inspira verdade e digo isso não por conta de preconceito, mas sentia isso ao vê-lo articuladamente nas entrevistas passadas. É típico de psicopatas terem eloquência e frieza em meio a pressão. Enquanto a gente peida, eles brilham e Mizael brilha.
 
Foram várias derrapadas desse monstro.
Enquanto o irmão de Mércia depunha na delegacia e ninguém sabia ainda que o corpo havia sido encontrado, Mizael irrompeu na delegacia gritando e agredindo a todos, dizendo que era mentira, q não era culpado de nada. Oooops!
Foram encontradas mostras de algas procedentes da Represa Atibaia, local do assassinato, num dos sapatos de Mizael, além de sangue e vestígios de pólvora. Oooops!
Houve ainda uma testemunha, um pescador que viu um homem empurrando o carro de Mércia na represa. Um homem e não dois. Ooops!
Seu comparsa, Evandro, resolveu botar a boca no trombone, afirmando que se soubesse o que Mizael havia feito naquela noite, jamais teria concordado em encontrá-lo; sem contar a revelação de uma carta onde Mizael propunha a esposa de Evandro uma mesada (em dinheiro, não em madeira) caso o cúmplice mudasse o depoimento em sua defesa. Fucking ooooops!
 
Não é do meu feitio comentar esse tipo de notícia. Na ocasião do crime, eu estava de licença médica por conta do nascimento de Dona Miúda e admito, via o Datena às vezes, que não dava descanso ao acusado. Mas não sei, estava anestesiada.
Hoje, ao assistir a recapitulação do crime pela TV, me sensibilizei ao ver a mãe de Mércia (até então não a tinha visto), totalmente desesperada gritando FOI ELE, FOI ELE, AQUELE ASSASSINO, MIZAEL MATOU MINHA FILHA, EU QUERO JUSTIÇA!
 
Na boa, eu sou muito baixo calão mesmo, porque eu não ia querer justiça, eu ia querer arrancar as bolas desse cara se ele tivesse encostado o dedo nos meus filhos.
Tinha que ter tortura diária prum monstro como esse.
A justiça brasileira é muito injusta. Ela protege o criminoso, quando atribui uma série de atenuantes em caso de réu primário.
Mizael já está preso há pelo menos 2 anos, se por acaso confessar o crime, coisa q ele se recusa e inclusive pretende usar o recurso da auto-defesa, todos os atenuantes possíveis e imagináveis entrarão e contribuirão q ele saia mais cedo. Não é justo.
 
Além do mais, ele é megalomaníaco. Motivo pelo qual, além do ciúme, tenha sido motivado a cometer o crime. Eles eram sócios no escritório de advocacia, Mércia decide terminar o namoro e não sei, talvez a sociedade. Ela deu o pontapé inicial. Ele se sentiu subjugado por essa mulher e não admitiu a derrota (o q numa pessoa normal seria encarado como perda), portanto decidiu assassiná-la.
Ele não admite o crime, apesar de todos os indícios apontarem para ele, inclusive chegou a se trair, ainda sim, quer passar a imagem de bom moço, seduzindo inclusive seu advogado de defesa Almir Haddad Junior que o descreve como "incapaz de matar alguém" - acorda Alice! O cara é ex-policial e advogado, né? Vamos combinar.
 
E sabe-se lá o que será q o juri vai decidir.
Eu acredito na culpa e condenação. Esse ladrão de quentinha de cadeia (é... rolou isso atrás das grades, além de algumas surras pois os presidiários não toleram folga - pena não ter sido estupro coletivo!), assassino e monstro não pode ficar solto. Ainda sim, não podemos soltar fogos, já que a justiça é cega, surda e tolerante demais nesse país. Ele certamente não ficará tempo suficiente.
 

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU, VOCÊ?


O lobo mau muitas vezes pode ser a vida. Principalmente para os que estão envelhecendo.
Envelhecer para quem não sabe, ou tem medo, pode significar parar de sonhar, parar de ter coragem, simplesmente parar. E parar, entregar os pontos, significa morrer ou se deixar morrer aos poucos.

Nunca entendi gente que se prende a uma época por exemplo e fica ali, estagnado. Olho pra trás e vejo gente do meu círculo social parando, se apegando ao que já foi e se permitindo envelhecer, morrendo aos poucos. Nas pequenas coisas. Nas músicas, nos hábitos, na chatice... é certo que o tempo não para e eu não vou começar a cantilena de Cazuza. Ainda sim, com esses pequenos gestos, vejo a perda do viço, da vontade de viver.

Radical eu? Será mesmo?
Não. Basta olhar a sua volta.

Hoje, eu passei por uma prova de fogo. E absolutamente tudo deveria me dar medo. A começar pelo que eu rompi ano passado. Uma pseudo estabilidade. Que estabilidade? Emprego é estabilidade? Não sei. Vc é feliz estável-mente? O que te faz feliz? O que te deixa feliz, o Pão de Açúcar?

Outra coisa é o que os outros falam. Aaah, os outros falam e como falam. Mas eles ajudam?
Já ouvi que estaria perdida, mas como assim vai largar tudo? Já ouvi que estarei competindo com gente muito mais nova e qualificada que eu... um convite a pensar duas vezes e sentir medo. Mas logo eu, ter medo? Eu não tenho esse direito! Aliás, se for pra ter essa passagem tendo medo, melhor não viver, né não?

Hoje eu fui topetuda o suficiente para aceitar um teste de estágio.
Digo topetuda, porque na minha idade, cheia de filho, velha para estar num ramo da indústria que te obriga a ser novo, jovial eu diria, esbanjar beleza e estar sempre atualizada, eu fui me meter.

Voltando de Guarapari me candidatei a uma vaga que no meu pensamento perfeito não teria concorrentes. Na minha cabeça cheia de sonho só estaria eu, o entrevistado e uma câmera na mão. Lá fui eu! Bem vestida, maquiada, com a cara e a coragem até ver que estavam dando doce na frente do local da entrevista.

Hoje eu fui assim
Caralhos voadores me piquem! Só eu mesmo.
Chegando lá, a gurizada fandangueira (ou quase isso) estava em peso concorrendo a mesma vaga. Meu mundo não chegou a cair, mas eu ri de tamanha ingenuidade a minha. Como eu podia pensar que não teria gente brigando pela vaga.
Aí parei, pensei:

EU PENSANDO - Porra Engraçadinha! Vc foi chamada, caralho! No teu currículo dizia 40 anos e vc foi chamada. Para de putaria e encara esse bagulho!

Minha consciência envelhece e carinhosamente me sacode como sempre! Ti lindo!
Meu currículo não levei, porque afinal, estou velha pra essas coisas (anotar no caderninho vermelho pra levar uns duzentos da próxima vez). Felizmente não fez diferença. A parte boa do Jornalismo é que tem um bando de gente sequelada que faz tudo ao mesmo tempo agora e não se prende a certos detalhes.
A entrevista foi sei lá... bem? Como saber? Sempre parece que foi.
O teste também pareceu bem, mas é aquilo... sei lá, sempre parece que foi mas vai saber.

Fato é, eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando e eu poderia estar vivendo com medo, ou não vivendo, mas isso, foi suprimido do meu DNA. Sou lenta, admito, mas pego no tranco e quando pego, me agarro no meu potencial e não adianta vir A + B dizer que eu tenho que ter cuidado, que eu posso perder, porque aí é que está o X da questão! EU NÃO POSSO PERDER!

Podem me chamar de escrota nesse momento, adjetivo aliás que sempre combinou comigo, mas eu entendo o Yuri ex-ex-BBB. Quando ele disse que ia ganhar essa edição, ele sabia exatamente que era capaz. E era! Não fosse os invejosos de plantão. As pessoas não querem ouvir que existe um vencedor à distância do seu braço. Elas preferem os falso-moralistas, os pseudo-humildes. As pessoas gostam de ser enganadas para terem uma falsa sensação de que têm o poder de decidir tudo. Têm porra nenhuma! 
O mundo, é dos que não desistem.

Se o medo me governasse, eu responderia o email com um enredo diferente. 
Melhor, não me candidataria a vaga, porque afinal, era para alunos do 3º período e eu estou no 2º. 
Ou ainda ao chegar lá, teria uma bruta caganeira e sairia correndo. Era a única preta de 40 anos com a cara descascada do sol (apesar da maquiagem) e com a boca arrebendata pela herpes labial. Teria chance? Acho que não. Ainda sim, enfrentei, mostrei meu potencial e lancei os dados.

Não que esteja nas minhas mãos decidir meu futuro. Não está totalmente e isso eu aprendi com a chegada de Dona Miúda. No entanto, é imperativo que eu teime, que eu vá lá, que eu não desista, que eu acredite, que eu seja surda para frases pessimistas e que eu me mostre. Só e tão somente assim, o universo poderá conspirar a meu favor.

Acreditem, meus queridos 5's leitores! O NÃO a gente já tem.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

PASSOU-SE UM PERÍODO INTEIRO


Chegamos ao final do ano de 2012 e eu mal consigo acreditar que passei direto em todas as matérias na facool, com notas acima da média. 
Não necessariamente gabaritei, como meu mais próximo colega de facool, o Nilson Guimarães que conhece quantos habitantes por m2 contém cada estado brasileiro, mas fiquei ali coladinha, tirando nota máxima nos trabalhos, etc.

Estou mega-orgulhosa de moí! Melhor, estou de fééériaaas! E nem fodendo vou fazer a AV3 só de curtição. Fessor Marcelo que me perdoe, mas assim que acabarem as aulas dos 2 outros filhos, vou viver boiando dentro d'água com as crias, porque ficar em casa com esse calor... nem a pau, Juvenal!

Sabe o que eu achei mais legal? A minha turma era cheia de facções, né?! E existia de minha parte um certo preconceito de achar que porque os caras eram do turno da manhã, muitos desistiriam , ou não levariam a sério pelo fato de serem novinhos e tals ou quem sabe sustentados. É que eu já fui novinha, desistia fácil das coisas e já fui sustentada, portanto sei q essa é mais q as outras, a fase da preguiça. Nesse caso, o mundo corporativo dá um aulão. A gente aprende a ser gente com preguiça e tudo! Ou morre tentando...

Mas ó, falava sobre olhar torto pro povo que batia papo com o fessor explicando matéria, ao ponto de atrapalhar mesmo a aula, ainda q eles estivesse falando em paralelo sobre a aula. Não conseguia ver tanto interesse, então eu não colava neles, só nos intervalos e ainda sim... eu não colava (Rafa, Antônio, Alessandra, Cadu, Maíra, Gisele... me desculpem);  tinha a galera que chegava meeeega atrasada todo dia, ou quase sempre, porque moravam longe e por mais q a gente se encontrasse na hora do "recreio" e desse mega-gargalhadas juntos, ainda sim, a gente nunca fazia trabalho junto (leia-se Igor, Vanessa, Tairini, Felipe e aquele outro menino q não fala q eu esqueci o nome... ), tinha a galera muito estranha e esses continuaram muito estranhos e isolados até o fim do curso sem facção alguma, porque nem eles próprios eram uma facção. 
E vários singles sem facção alguma, tipo a Caroll que mais não ia do que ia, ou às vezes dormia, a Camille, q mas sempre tiravam boas notas e bombavam nos trabalhos, ou o Pedro Henrique, que putz, super inteligente, gente boa, q esse dava inveja mesmo. Porque eu queria ser inteligente que nem essas pessoas que guardam assuntos importantes na cabeça e sabem falar ou debater sobre quase tudo nessa vida. Essa não sou eu. Sou boa de enrolar, por isso confundo geral! 
Esqueci alguém?

Mas algo aconteceu no final da primeira avaliação com todo mundo! De repente, a turma começou a ficar mais coesa e parte do culpado foi o FAcebook, que uniu as pessoas numa mesma agonia. Foi hilário!

O povo contando as neuras, estudando junto, rindo um do outro, se conhecendo melhor, então aquele muro que separava as facções mostrou, que ali, está todo mundo interessado sim, só que a sua maneira. E mesmo aqueles q eu achava que não estavam muito a fim, ledo engano meu, eles se davam bem, tiravam boas notas, tanto quanto eu. Foi maravilhoso ver isso acontecer!

Daí, que eu tirei uma foto de todos eles, sem migo, claro, no último dia de aula e posso dizer que a maioria passou! E cara, foi uma foto linda, de um momento que eu vou guardar com muuuito carinho.

Sabe como é né? Quando eu me dei conta de que iria fazer mais uma besteira com a minha vida, boicotando meu grande sonho que era me formar em Jornalismo, eu parei tudo. Resolvi pegar as rédeas rapidinho. Porque eu sou dessas que se sabota em prol do material, do pé no chão, do tangível e dessa maneira vou adiando minha felicidade. Luto pra caralho, mas vou sempre pelo caminho que não me pertence e indo pra Publicidade estaria repetindo mais uma vez, esse cansativo padrão. Assim foi com o Ballet, assim foi com a música, assim foi com o teatro e ouso dizer, q até com a agência de modelos, quando meu telefone tocou e eles tinham uma única foto decente minha tirada pelo Paulo Teixeira, um fotógrafo q hoje mora em Paris, eu joguei a oportunidade pela janela sem pestanejar, porque tinha conseguido meu primeiro emprego numa empresa de merda, com meu lindo salário de merda! Essa sou eu...

Tá vendo como eu sou lenta? Eu falo e vcs não acreditam! Precisou passar 40 anos pra eu finalmente parar de me sabotar.
Que cu!

Mas que seja. Não é tarde! É difícil, mas não tarde. 
E foi assim que ontem eu pedi transferência pra noite, com habilitação em Jornalismo. Vou deixar esse grupo tão bacana logo agora q tava ficando tãão bom. 
Nossos encontros serão só no Facebook daqui por diante. Será um corte no real, porém acredito que continuaremos dividindo coisas boas e ruins virtualmente e guardando cada vez mais carinho um pelo outro.

Obrigada pela oportunidade queridos. 
Foi muito do caralho!

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