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segunda-feira, setembro 22, 2014

CASA DE FESTA? NÃO, OBRIGADA! - PIZZA PARTY


Não que eu queira declarar guerra às casas de festa. Não é bem isso. É que Pacotinho vai fazer 12 anos e agora passou o tempo. Não que eu ache que casa de festas tenha exatamente uma idade para acabar. Sonho em secretamente fazer uma festa de adultos em casa de festas, com muita música eletrônica, champagne, brinquedos um pouco mais radicais para ver azamigue perdendo a linha na piscina de bolinha. Perdoem, eu tenho umas viagens loucas.  

Nem sou radicalmente contra casas de festas. Para quem não entende a coisa do regionalismo, explico. O carioca é festeiro por natureza. Alguns chegam a se endividar para fazer a festa dos sonhos e o negócio de casa de festas virou febre e se multiplicou. Claro, é muito mais prático você pagar, ainda que parcelado e ir para festa do seu filho como convidado, que perder tempo, dinheiro e pernas, andando por aí para montar uma festa por conta própria. Só que meio que virou ostentação. Tem que ser em casa de festa sempre? Parece a ditadura da casa de festa e não satisfeitos com o pacote oferecido, pais e mães ainda compram coisas por fora. Nada contra, repito. Mas é impessoal demais. Você entra e sai sem conhecer a pessoa, sem ser acolhido. É um oi, depois um tchau, ao contrário de quando é em casa ou no prédio onde mora a criança. Ainda que você não consiga atenção exclusiva dos pais, porque não dá mesmo, você acaba se aproximando mais das pessoas e formando laços. Não sei em outros lugares, mas nas casas de festas daqui, meu melhor amigo costuma ser o quibe. Ainda mais eu, que sou esquisita.

Ontem mesmo fui a uma. Não sei se é porque a mãe da criança trabalha fora e não conhece os amiguinhos da escola da filha, mas me chocou que na hora do parabéns quase somente os funcionários cantavam, fazendo aquelas evoluções, né? Fora eu, marido e mais um casal. É o que parecia. Então você paga uma fortuna, nego vai à festa, a molecada pira e na hora do parabéns o povo não canta? Imagina se essa moda pega!

Acontece que eu sou dos anos 1970. Naquela época e o que ficou na minha memória até hoje, era acordar e sentir a casa num clima diferente. Minha avó tendo ido dormir bem tarde na noite anterior enrolando brigadeiros e cajuzinhos ao lado da minha mãe. Depois do café da manhã ver a família chegando para ajudar no almoço, enchendo as bolas, preparando a pista que era a sala com os móveis todos fora do lugar para dar espaço para quem quisesse dançar... Hoje não se vê nada disso.

Quero deixar no imaginário dos meus filhos, essa sensação de magia em seus aniversários. Apesar de eu ter proibido, Pacotinho continua crescendo todo dia e comemorar na idade dele é bastante peculiar, já que não é mais um menininho e precisa de certa autonomia e liberdade com os amigos. Em tempos de economia, aqui em casa a gente vai fazer o que dá. Claro, se eu pudesse, daria a festinha no play, chamaria os amigos da escola dele, os amigos mais antigos, os familiares mais próximos e daríamos uma festinha com música alta, decoração moderninha, espalharíamos alguns brinquedos que despertassem a atenção dos adolescentes... sei lá, colocaria uns joguinhos tipo Uno, Banco Imobiliário, Imagem e Ação e Twister a disposição, faríamos a brincadeira da salada mista mais pro final, teríamos muitas selfies, eles dançariam até cansar e tudo seria mega compartilhado no facebook. Seria memorável.

Infelizmente isso não será possível, então peguei uma ideia super bacana com a Samegui semana passada. Ela deu uma ideia que já aplicou em casa e eu vou testar aqui, que é a tarde da pizza ou pizza party. A gente compra massa pronta, ingredientes e os meninos é que vão se virar para fazer a pizza. Basicamente será isso. Eles farão a pizza, todos comeremos e à noite, por volta de umas sete, cortaremos o bolo. 

Será bem interessante ver os moleques se aventurando na cozinha e tenho certeza que isso fará a alegria de Pacotinho. Chamei umas mães bacaninhas por fora, claro, tem que ter a ala dazamigue pra ninguém ficar desfalcado. Uma tem filho na idade do Sr. Cabeça de Bolinha, outras duas com filhas contemporâneas da Dona Miúda e assim vamos. 

Para essa ideia dar certo será preciso:

  • Duas formas de pizza redondas;
  • Muzzarela, catupiry, presunto, salaminho, pepperoni,  tomate, cebola, azeitonas pretas em rodela; azeitonas verdes em rodela, champignon, molho de tomate, orégano, queijos diversos, palmito;
  • Refrigerantes, sucos, água;
  • Alcoólicos para os pais (opcional);
  • Bolo; 
  • Brigadeiro;
  • Música que os adolescentes gostam;
  • Videogame e outros jogos;
E aí? Gostaram da ideia?

quarta-feira, agosto 13, 2014

FESTA DE 15 ANOS - Por Yvonne Dimanche


Virtualmente, conheço Yvonne Dimanche há uns 10 anos, ou pouco menos que isso. Se for menos, é só um tiquinho menos. Essa carioca teve um blog muito bacana, onde partilhava histórias gostosas de um Rio que eu não conheci, além de histórias de sua infância, sua criação e dos costumes da década de 1960, época essa, que sempre tive curiosidade e muito respeito, já que os movimentos estudantis, o enfrentamento de uma parte da sociedade ao Regime Militar Brasileiro, bem como a postura dos jovens, era de encher de orgulho. 

Então, através de seu olhar, eu podia viajar no tempo, como se estivéssemos frente a frente, batendo um bom papo. E Yvonne fazia um puta sucesso como blogueira. Era papo de mais de uns 50 comentários por post. Quando estava fraco, dava uns 20. 

Outros tempos? Pode ser que sim. Só que eu tive a sorte de conhecê-la em Guarapari, sua nova cidade, em frente à Praia das Virtudes, com direito a muito papo, crianças, mar calmo e quentinho, abraços, fotos e muuuuita cerveja. Nem conto pra vocês como eu saí de lá e isso é irrelevante agora. 

Fato, é que eu tenho a felicidade de recebê-la nesse post e dividir um pouco dessa amiga com vocês, meus queridos leitores. 

Com vocês, Yvonne Dimanche, salve, salve!


Minha filha nasceu em 1985, então no ano de 2000 tivemos uma proliferação de festas de 15 anos das amiguinhas de escola. Foram algumas maravilhosas, outras nem tanto. A amiga mais abastada fez uma festa para ninguém botar defeito (será?).  Ela simplesmente comemorou em um dos espaços mais caros do Rio de Janeiro, com direito à cerimonialista e tudo. Foram alguns rituais do tipo ela dançar em um palco apagando 15 velas imensas. A cerimonialista, com voz de Iris Letieri, tinha um discurso super pomposo do tipo “agora fulana vai beijar o seu padrinho” e lá entrava o pobre coitado com a cara mais sem graça do mundo. O vídeo então foi de lascar, ela mergulhando no mar, trepada no galho de uma árvore, com caras e bocas. 
Bom, um monte de cafonices sem fim e na nossa mesa estávamos eu, meu marido e mais dois casais amigos morrendo de rir. Isso foi no mês de junho e a minha filhota iria fazer a sua festa em setembro do mesmo ano.

Como eu não tinha grana para fazer algo do tipo e muito menos vontade, pesquisei alguns lugares e optei por festejar a nossa festa no Clube Federal no Alto Leblon. Pois é, acreditem se quiserem, foi o local mais em conta naquele ano. Visual lindo, tudo maravilhoso e sem contar que, como a grande maioria dos convidados eram menores, ficamos com o bufê mais caro com relação aos petiscos, só que, como a única bebida alcoólica foi cerveja, ficou uma coisa pela outra, pagamos o menor preço e de brinde uma garrafa de champanhe para nós pais.

Bom, agora vão os detalhes pitorescos. Fotógrafo profissional? Nem pensar, não sobrou dinheiro para tal. Cinegrafista? Muito menos, pelo mesmo motivo. Os parentes e amigos filmaram e fotografaram. A única coisa relativamente pomposa foi a mesa de bolo e doces, como também as diversas flores espalhadas no espaço e nas mesas dos convidados. E a valsa? Minha filha e meu marido se recusaram a dançar qualquer coisa composta por Richard Strauss. Maridão despejou antes no chão da sala vários CDs para que ela optasse qual música que ela queria. Ela ouviu várias músicas em uns dois ou três dias e optou por Do you wanna dance? Com Johnny Rivers para dançar com o pai. Eu quase morri de tanta emoção, exatamente por ter dançado com o meu avô essa mesma música em 1969, por ocasião dos meus 15 anos. E com o irmão, ela escolheu Great Pretender com The Platters. Foi lindo ver o meu filhote super tímido e desengonçado “mandou lembranças” dançar com a irmã, rs.

E a roupa da filhota foi um vestido preto tubinho comprado em uma loja no Shopping Tijuca por R$ 19,90 com uma blusa cinza linda mesmo e super carésima por cima. Ficou lindinha com uma roupa não condizente com o evento. Enfim, um monte de pequenos detalhes do tipo nada a ver. 

Maridão e eu deixamos os amigos dela a vontade, mas, de longe, víamos as cervejas. Não dava para controlar adolescentes enchendo a cara, então a saída era os garçons “se esquecerem” dos meninos, minha filha inclusive.

Agora vem a segunda melhor parte. Passadas as músicas jovens que praticamente ninguém deu bola, chegou a vez dos coroas. E tome de músicas da nossa época. Os pais amigos descalços, bêbados, dançando freneticamente Havaí 5.0 e tantas outras músicas. Os “nenéns” acabaram caindo na gandaia com os velhotes. Uma delícia. E essa farra foi até não sei que hora. Terminada a festa, todo mundo se beijando e indo embora. 
A melhor declaração de amor que recebi dessa garotada foi “Obrigado(a) tia”. Essa foi a primeira melhor parte. A festa não foi pobretona, uma vez que foi comemorada em um dos espaços VIPs do Rio, mas o clube não era caro, ao contrário. Não teve ninguém dando o bedelho ou decidindo o que era melhor para a nossa família e amigos. Em compensação, todos estavam à vontade, inclusive para serem ridículos.
Resumindo a ópera, foi saber que, apesar do mundo em que vivemos em que cada um quer ser melhor do que cada um, a simplicidade sempre fala mais alto. Os adolescentes amaram porque não tiveram de participar de nenhuma chatice e muito menos obrigados a colocar roupas pomposas para dançar a valsa. 
Enfim, uma festa deliciosa para todo mundo. 

sexta-feira, setembro 13, 2013

Cidade do Rock - Pré-Estreia - Dia 12/09

Quem me acompanha que nem novela está careca de saber que eu sou mau caráter, boca suja e que prestar, não presto. Ooops, I did it again! Prometi levar a retrospectiva até o fim, mas menti deslavadamente.

Não dá gente. Preciso contar a emoção que foi ontem.
Nos estertores, nossa fada-madrinha Patrícia Cupello, que é professora nas horas vagas, destacou eu e Kadu Monteiro para fazermos uma espécie de making off da edição, usando uma liguagem mais descontraída, de brincar mesmo.

O intuito era se misturar no povo, fazer piadas com eles, entrevistá-los por fim, mas usando e abusando do meu jeitim que é bem parecido ao do Kadu. 

A emoção de entrar um dia antes do início do Rock in Rio, com aquela cidade vazia, em termos, não dá pra descrever em linhas. Não dá. 
Imaginar que há pouco mais de um ano atrás, eu estava deitada na cama da minha irmã aos soluços, questionando o que estava fazendo da minha vida e onde eu tinha errado, realmente passa aquele famoso filminho na cabeça. Pisar lá, é a concretização de que eu tomei a decisão certa e estou dentro da tchurma. Meu sonho se realizando.

Então, seremos uma espécie de VJ eu e Kadu. Chegamos dando tchau pro povo de apoio, pras meninas da faxina, pra galera que pega no pesado. Ledo engano, nos pegaram pelo braço e nos tacaram no Palco Mundo para entrevistar a galera que ensaiava para o Tributo ao Cazuza. 

E nem adianta vocês me cobrarem as fotos, porque foi tanto artista que entrevistamos, que as meninas da produção não sabiam se tiravam fotos ou se limpavam a baba. Na dúvida, ficaram babando e esqueceram das fotos.

Eu não tinha condições de entrevistar e me auto-fotografar ao mesmo tempo. Sou palhaça, mas palhaçada tem limite. De qualquer forma, começamos com Ney Matogrosso, depois pegamos Gabriela Di Pagliano, repórter do RJ TV, então veio Rogério Flausino do Jota Quest, que é um mega fofo, simpaticíssimo... Daí que o impossível aconteceu! Pegamos Roberto Medina pelo braço, o pai do evento e ele nos concedeu "a entrevista", sendo um querido. 

Por fim, entrevistamos Maria Gadu, uma pessoa poética no modo de falar, daquelas que você jura que veio de uma viagem de ácido, mas não, ela é desse jeito mesmo. Solta poesia pela boca, algo nada comum nos dias de hoje. E pra fechar, o todo lindo, todo bom, todo Titã, Paulo Miklos, meu preferido. Começamos os três ajoelhados enquanto ele amarrava o cadarço do tênis e depois levantamos, mesmo sem que eu sentisse minhas pernas. Paulo Miklos é um capítulo a parte. Agora que ele lidera um programa na Mix TV, pegou a famosa catimba, então nos abraçou, brincou com a gente, zuou todas e por fim, encerrou nosso set de entrevistas.

Dali, ficamos pra reunião do grupo, oração que derramou lágrimas de vários colegas e ilha de edição, pra trabalhar o material que tínhamos. Não é moleza! Toda essa agitação acontece dentro de um container, abrigando uns 8 macs, com um ar condicionado que mal dá vazão de dia e hoje, quando começará o Rock in Rio de fato, some-se a isso, zoeira dos palcos e gritaria na cabeça.

Todo o material que produzirmos deverá ser transmitido no telão entre um show e outro. 
São os alunos da Estácio fazendo diferença, ao lado da TV mundial. 
Não estou exagerando não! TV mundial. Todos estarão de olho em nós e eu pretendo sair desse evento com bons contatos debaixo do braço, se Deus quiser.

Galera, para acompanhar a cobertura fotográfica do evento pelo meu Instagram, acessem aqui.
Para acompanhar a cobertura OFF em vídeo, acessem meu Mob.li.

Meu facebook também está aberto pra jogo, então acompanhem por lá. Não postarei fotos hoje, porque vou lavar a shoshannah para ir pra Cidade do Rock, afinal HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ!

sábado, junho 08, 2013

GALEGA FAZ ANIVERSÁRIO DUAS VEZES


Enquanto eu queimava a mufa aqui sobre fazer ou não um bolinho pra Dona Miúda de aniversário, algo muito maior, grandioso, glamouroso e rosa... Sim, eu disse rosa. 
Rosa, rosa, rosa, mas aquele rosa dos olhos sangrarem de tanto que é rosa, havia sido preparado secretamente desde fevereiro de 2013.

Sim, claro e evidente. Eu não sabia de nada. Mas me parece que a Dona Miúda sabia tudinho e arquitetara esse plano ultra-secreto com a Mãe Dois, lá em cima na comunidade.

E segue o diálogo:

DONA MIÚDA - Tia Vera?
TIA VERA - Sim querida.
DONA MIÚDA -  Você faz pra mim um bolo rosa igual do seu aniversário com 2 andares?
TIA VERA - Ué? Mas por que você não pede pra sua mãe? Ela não vai fazer pra você?
DONA MIÚDA -Vai tia Vera, de chocolate! Eu quero rosa.

Tia Vera me solta aquela sonora gargalhada, concorda e a lista de exigências não para de crescer. Tinha que ter pula-pula, tinha que ter fulano, sicrano e beltrano... É, foi ela que montou a lista de convidados. Tinha que ter um banner... enfim, felizmente eu e os irmãos fomos convidados. Inclusive, ela pediu pra convidar a Advi.

Chegando lá, ao ver aquilo tudo e o tamanho do sorriso da galega, que já estava lá em cima desde a sexta ante-véspera da festa, o imenso esmero e carinho traduzidos naquela mesa ricamente ornada, as crianças se divertindo, a quantidade de doces todos rosas e comidas que seriam servidas, fiz o que qualquer mãe faria em meu lugar: Abri o berreiro, lógico.

Nessas horas eu só consigo imaginar o que será que eu fiz pra merecer tamanho amor. É emocionante ver a Tia Vera dar tudo aquilo, que nesse momento nós não tivemos condições de dar.

Ela ganhou banner na parede, vestido de princesa (que só fazia rodar), a mesa com dois tipos diferentes de porta retratos, imã de geladeira, fora as comidas, o bolo de dois andares ornamentado com a carinha dela...

Dizem que quando ela acordou ansiosa por não ter visto nada sendo pronto na noite anterior e foi trazida para o interior da sala, exclamou:

DONA MIÚDA - Foi do jeito que eu sonheeeeei! (botando as mãos nas bochechas).

E quem duvida que a galega já fale com tamanha clareza, é porque não a conhece. Exatamente por esse motivo, é que para os íntimos ela é apelidada de menina-monstro. Às vezes até tropeça nas palavras, mas isso ocorre quando quer falar rápido, tudo ao mesmo tempo agora.

Foi realmente divertido, emocionante e ela que não parou de pular desde que montaram o dito cujo. Pediu ao final para voltar pra casa pois estava esgotada. Ela literalmente se acabou e ainda por cima, ficou dois dias de ressaca, indo dormir depois da aula por dois dias seguidos sem que eu precisasse mandar e sem querer sair da cama depois.

Valeu muito.
Eu, mãe dessa menina encantadora, nunca poderei pagar o que a tia Verinha está fazendo por ela e por nós. 

A Fernanda, fotógrafa e filha da tia Vera também é outra. Deve ter tido um trabalho e um gasto do cão, mas se vocês vissem o rosto das duas naquele dia, jamais pensariam em trabalho, porque a única coisa que se via além do prazer de estar ali curtindo, fotografando e brincando, era o imenso amor que as unem à galega. E esse tipo de sentimento, é impossível de se pagar, a não ser com muito amor, claro! 

Para ver as fotos na íntegra, acesse o meu Facebook.
 

segunda-feira, dezembro 26, 2011

E NESSE NATAL - PARTE II


Quem tem filho vai entender.
A gente se sacrifica e morre por dentro toda vez q tem q dizer não quando ele te pede algo desde fevereiro e vc é obrigado a negar, porque é simplesmente inviável.

A saga do nintendo DS vinha se arrastando desde o início do ano e Pacotinho q já sabe pedir, vinha aprendendo a tirar seu cavalinho da chuva desde então. Nintendo DS é caro. É um videogame portátil que além de jogar com cartucho, dá pra jogar via wireless 'cos amigo da escola.

Ele é do integral, então nas horas vagas, a molecada se reune, cada qual com o seu e se diverte a valer. Ele? Pedia emprestado e entrava no final da fila, já q era o único ou dos únicos q não tinha um.

Minha consciência e a de Engraçadão nem ardiam tanto, já q ele ganhou um PlayStation há 2 anos, de maneira que a gente deixava pra lá... mas dava pena quando eu via todos os amigos dele desfilando com o seu, ou ainda quando íamos em algum lugar e esbarrávamos com alguma criança q tinha e víamos ele babando literalmente. Doía, mas não matava.

Esse assunto estava mesmo resolvido, até que Pacotinho passou de ano no 3º bimestre. Ok, nevermind!
Aí ele se superou em matemática. Da média 7.5, fechou o ano com 9.0. O.o Sinal vermelho ligado. Never-fucking-mind!
Então ele foi campeão no judo em sua categoria. Iiiiih! Agora fodeu!

Então na última competição de natação do Sr. Cabeça de Bolinha, a diretora da escola conversando com outra mãe, contava q sua filha tinha trazido um dos EUA e queria apenas 500Dilmas pra vender. Ainda vinha com um cartucho de jogo, coisa q não vende em lugar nenhum. É sempre tudo separado.

Então eu resolvi perguntar a vó de Pacotinho, ao vô de Pacotinho, à tia de Pacotinho e ao Pai de Pacotinho se eles topavam fazer uma vaquinha e eles toparam!! Então, entrei com um plano maquiavélico para o dia da entrega. 
Fooorma de Mamma Darth Vader, ativar!

Compramos uma caixinha de presente, uma sunga de praia e descolamos um saco de presente da Taco. Pacotinho já havia se decidido por outro jogo - o Twister da Estrela, no entanto não fazia ideia do que ia ganhar. 
Por outro lado, aluguei o Tigre de Muleta para garantir a entrega do jogo com mais alguns games na memória. 

O resultado vcs conferem aqui. Preparem o lençol!

Estão nesse vídeo: Dona Engraçada, lady Metal, Miss Moura, Engraçadão, Sr. Kbça de Bolinha, D. Miúda, Ivia Marcela, Fátima Conceição e a Tia Avó, minha gostosa.

Ninguém me viu chorando, essa é a vantagem de estar filmando. Desculpem as tremidas e que meus queridos 5's leitores tenham tido um ótimo Natal!

E NESSE NATAL? Parte I

Hello strangers!
A programação da casa anda meio parada, eu sei.
São as festas de fim-de-ano, é assim mesmo... festa da empresa, festa dos amigos, amigo oculto, Natal e presentes para comprar, embrulhar, peru para assar, fora a ceia, que esse ano não fui eu quem fez, ainda sim, não se faz um peru com o pé nas costas.

De maneira que eu volto.
Pretendo mostrar a vcs o vídeo da entrega do presente do Pacotinho que foi o ponto alto da festa.
Além da choradeira que vos deixarão com a pulga atrás da orelha, se isso era um Natal ou velório. Brincadeira =B.

Não larguei o osso não! Nem hei de largar!
Eu tenho plena convicção do porquê escrevo. Não faço tipo quando estou aqui, sou eu mesma. As pessoas não precisam concordar comigo, para que eu continue escrevendo. Podem vir quando quiser que serão sempre bem-vindos, mesmo que para ser do contra.

Claro né? A gente sempre apedreja quem emite uma opinião contrária mas é só por zoação. É divertido.
O blog para mim, assim como o twitter e essas tranqueiras sociais, me ajudam a caminhar sem que eu me perca de mim mesma. Pode parecer exagero, mas botar pra fora meus pensamentos, mesmo que numa caixa de vidro, me ajuda mais que atrapalha.

Então eu posso até tardar, mas falhar... não falho!


segunda-feira, dezembro 12, 2011

MUNDO CORPORATIVO: FESTA DA EMPRESA #EU FUI


Festa de empresa é hoje a minha grande oportunidade de cair na gandaia. Como já estou no sétimo ano desde 2004 fui nas melhores e tive a oportunidade de acompanhar a evolução do que na minha concepção, já era evoluído, meio que rola uma contagem regressiva do meio do ano até o dia da festa. São infinitas promessas pro after-Party, ansiedade do que será depois...



Ali é a chance que eu tenho de encontrar gente q trabalhou comigo, os amores que se afastaram, os desafetos que danaram a engordar (bem-feito!), o pessoal que achava q eu tinha saído, mas que continuo firme e forte, sobretudo, onde eu bebo de graça e danço a valer.


Eu já aprendi as regrinhas básicas do mundo corporativo, então circulo livre, leve e solta quando tem festa na empresa e o que é melhor, de consciência tranquila:


a) Nada de roupa transparente, justa demais, delineando meu corpo sedutor feito para o amor, só para provar ao mundo que mesmo tendo 3 filhos e estando perto dos 40 anos, ainda dou um caldo;

b) Nada de dancinha vulgar, rebolando a xana na cara do colega ao lado, pois a festa é da empresa. Não se trata de baile funk, mesmo q o q esteja tocando, seja um funk; Segunda feira todo mundo se encontra e falar mal do outro é esporte praticado com prazer, ou seja...

c) Beijar na boca como se estivesse atrás do trio elétrico da micareta então, nem pensar! Pelo mesmo motivo da opção b.

d) Beber pra caralho e depois ficar abraçando diretor, presidente, gerente, enrolando a língua pedindo aumento então, é o fim da picada! Digno de tomar um passe para a liberdade em outra empresa. Claro q o cartão vermelho pode demorar uns meses pra vir, mas ele vem. Ninguém quer um bebum que perde a linha no seu casting de empregados.

Fora esses micos, existem outros muitos que devem ser observados, mas eu não sou Max Geringher pra ficar falando aqui de boas maneiras.


A festa esse ano, foi no Museu Histórico Nacional da Praça XV e apesar de ter visitado lá quando criança, não me lembrava de quase nada do espaço. Achei uma grande sacada do RH ter feito lá. Já houveram outras no Iate Clube do RJ, em Botafogo, que aliás, é meu local predileto; num clube no Alto Leblon, apertadinho mas divertido, no Clube Monte Líbano e outros locais que não me lembro, pois faltei algumas por estar de resguardo.


A empresa dá uma camisa de malha (é U_ó) pra gente customizar - e diga-se de passagem, camisa de malha fode o corpo até de quem está com tudo em cima. Eles dão sugestões de customização também, que é pro povo sem ideia não fazer uma super-cagada. Meio que dão ideias bacanas pro povo que tem mal gosto não passar vergonha. Ainda sim, tem gente que inventa de fazer vestido com a logo da empresa; tem gente que ajusta o negócio e vc quase vê a radiografia do pulmão do infeliz e tem gente que vai de basicão mesmo, porque default é chique.


Na festa tem de tudo né? Além da boa comida e da música (q esse ano não tivemos muito nem uma nem outra coisa), tem aqueles estereótipos que ainda são capazes de chocar.


O frisson da mulherada no banheiro, é das melhores partes eu considero. Porque apesar de passar 1 mês dizendo que vou vestida de default, eu compro sempre uns brilhinhos no Saara para enfeitar. Daí chega o dia e eu vejo as meninas cada uma com um modelo mais bacana e sou pega de contágio, customizando a minha com as talentosas de plantão. Ficou legal! Esse ano coloquei uma borboleta nas costas e a uma amiga fez um decote canoa, além de dois furinhos estratégicos onde por eles passamos uma fita de seda, que deu um toque plissado na blusa. Mor-ram de inveja de tamanha criatividade! Eu não sou essa pessoa corte-costura gente. Eu sou do fogão, já disse!


Uma Noite no Museu. Com patrocínio de Tutti
A banda que animou a festa foi a Libido. A mesma da festa de 2006, no entanto, em termos de animação, não repetiu o sucesso. Quer dizer, há controvérsias. Em 2006 eles botaram todo mundo pra dançar com direito a Oooooh! na hora do intervalo. Esse ano, inseriram forró e música sertaneja no repertório e eu francamente, pulei fora e fui dançar do outro lado com o DJ que estava caprichando em nomes como Duran Duran, The Smiths, The Cure, Man at Work, The Clash, etc. E se engana quem pensa que não dá pra dançar ouvindo isso. Dancei tanto, que fiquei com os pés doendo e com os cabelos molhados de tanto suori. Eeeca!


Vi gente que não dança nada, mas que bebe direitinho; gente que não larga o osso do trabalho e só fica falando disso na festa; gente inexperiente que acredita piamente que dá pra pegar mulher em festa de empresa. Agora, o desperdício-mor é ver gente não se divertindo, ou ainda, só olhando os outros se divertirem. Não posso dizer q talvez isso não seja uma forma de diversão. Não sou a pessoa pra saber. Mas acho um desperdício gente nova sentada, sem interagir ou só olhando.


Eu flanei o tempo todo, matei a saudade, dancei, bebi muita cerveja, mas botei tudo pra fora no suor; abracei antigos amigos, marquei almoço com outros q não via mais e ainda consegui fazer novas amizades; não tirei foto nenhuma, mas tiraram muita foto comigo. Prometi o after-Party o ano inteiro, mas na hora H, não quis ir a lugar nenhum, porque meu pé estava doendo e a saudade da Dona Miúda falou muito mais alto.


As propostas também não eram das melhores. Não sou obrigada a ir pra longe, gastar mais dinheiro q não tenho, só para estar junto de uma galera q via de regra, nem vai prum lugar que eu curta, se duvidar. No final, saí escrotamente de braço dado ca Lôra fingindo que ia cair na gandaia, quando nos prometíamos cada qual cair na própria cama.

Ainda sou zoada pelo meu óculos novo. Why?
Não me arrependi. Agora, só no próximo ano.
 

quinta-feira, novembro 17, 2011

FESTA INFANTIL BARATA? MILAGES SÃO POSSÍVEIS!

Quem me vê toda linda, maravilhosa, desfilando os três filhos por aí, deve pensar que a Mulher Maravilha perde pra mim. Olhando pra trás, eu devo mesmo inspirar esse tipo de coisa.

Olhando meu último post, vejo como o assunto aniversário é cansativo, o q me tirou de circulação por mais de uma semana, mesmo tendo pano pra manga em termos de assunto! Hunf! Ah se eu fosse isso tudo!

Embora seja de uma família festeira, depois que eu vi o trabalhão que é organizar uma festa, bateu um trauma daqueles e a vontade de sumir é eminente.

Não é que eu não seja chegada a festas ou a confraternizar, mas é que imagina, lá em casa somos cinco espalhados pelo ano; então se eu fosse levar o quesito aniversário à sério, seria festa o ano inteiro.
Contabiliza isso?! Hallou! Ainda não sou rica e famosa, mas conheço gente pra caralho, moro num apartamento de 2 quartos de parcos 60m quadrados e olhe lá, que mal cabe o povo lá de casa. Me diga co-mo, fazer festa convidando todo o povo sem deixar uma parcela insatisfeita?

Você, amiga dona de casa, de classe mérdia e família exageradamente grande que nem a minha. No seu prédio tem play? O salão é caro? Dá pra pagar parcelado ao longo do ano? Então escute meu conselho: Di-vi-da!

A palavra divisão pode ter vários significados. Na Idade da Pedra Lascada por exemplo...

Nada disso. Não vou entrar nesse mérito.

Vou dar dois exemplos curtinhos sobre divisão e vcs q façam bom proveito!

Começo pelo meu. Esse ano resolvi dividir as comemorações, já que não poderia estar com todos os amigos, familiares, colegas de trabalho e os afins reunidos no play, ao som do meu DJ favorito, dançando até o sol raiar com as ideias cheias de álcool, q é como eu gosto de comemorar.

Eu fiz assim: meu aniversário mesmo, dia 09 de novembro (marquem essa data e comprem meu livro! Não pra mim!), caiu numa quarta feira. Então eu comecei a comemorar na terça feira, sim um dia antes. Esse dia, eu dediquei aos amigos do trabalho. Aqueles que me aturam no dia-a-dia, mais até do que Engraçadão que é um cara que divide a cama, as despesas e as saliências comigo, além das crianças q a gente desmembra.
Marquei com um grupo na Champanharia Ovelha Negra em Botafogo e lá brindamos com muita champagne até eu jurar q nunca mais bebo esse troço na vida. Tudo mentira, claro. Foi uma noite bem bacana, divertida, da qual eu só me lembro de metade e que ainda perdi minha carteira de habilitação, devidamente recuperada no dia seguinte.
Da esquerda p/ direita: X-boss, eu, @Miss Moura e @PripaRJ
Na quarta-feira, almocei com o grupo do meu setor e mais alguns amigos, ganhei presente da trupe e à noite, fui com a minha família a um novo barzinho perto de casa. Esse dia serviu para encher meu coração de amor, pedir perdão pelos meus pecados e dar graças pelo tanto que sou abençoada, pelos filhos lindos e pelo amor da minha vida estar ao meu lado. Dona Miúda perdendo a linha com um frango à passarinho em cada mão mais a boca cheia, mesmo depois de já ter jantado, foi um show a parte. Linda! Mesmo engordurada é linda!

No sábado, resolvi fazer um almoço para os familiares que me botaram no mundo. Bem... apenas minha progenitora apareceu, ainda sim, foi um prazer receber minha irmã, minha comadre e cônjuge, para assistir ao filme mais sangrento de Mel Gibson por insistência do Sr. Cabeça de Bolinha. Afff! Esse menino vai longe...

O q eu mais curti nesse dia, foi o carinho que eu recebi. Mamãe fez questão de levar fruta de sobremesa, sem nem eu ter pedido, além do almoço, eu fiz um doce que todos gostaram, mais tarde, servi um cafézinho com biscoitinho de feira e eu, Engraçadão, Dinda Lua e o vocalista dos Djangos batemos um papo gostoso, saboreando um cafézinho, comendo um biscoitinho, todos cansados, claro, mas isso nem se fez sentir, tal o prazer da companhia. Foi muito bom. Quase me senti na fazenda, de lenço na cabeça e avental, servindo os queridos compadres. A vida é boa, cara!

Outro exemplo de divisão é a seguinte: você reune os filhos e comunica que só tem dinheiro pra fazer 1 festa por ano. Daí vc tem tempo pra se programar e festejar com quase tudo o que tem direito.

Por exemplo, esse ano, a gente fez aniversário de 40 anos do Engraçadão com a Dona Miúda que fazia 1 ano.

Eu fui a grande organizadora de merda e claro, se não tivesse tido tanta interferência de Engraçadão, não teria tido quase um colapso nervoso no dia da festa. Foi apavorante.
Porque homem promete que vai ajudar, mas no final das contas, ele só dá pitaco no preço e interfere na quantidade de aquisições que vc tem q fazer, quase fodendo toda a sua reputação.

Mulher! Não siga meu exemplo.

Ou vc organiza do início ao fim e mostra a conta no final e ele que se dane pagando (já q fazer a festa não foi ideia sua) ou melhor nem fazer!
Nós pretendíamos fazer festa para 100 pessoas. Até aí, beleza!
Não teve um tema específico infantil, já que era festa mista. Então contratei a mesa de doces, painel com foto dos dois e bolas ornamentais; DJ para animar (melhor q eu tivesse animado, já q fiz todo o trabalho de selecionar as músicas q ele mecanicamente colocou); pula-pula, piscina de bolas, 2 garçons, salgadinhos, docinhos, mesa de frios, pão a metro, cachorro quente, pipoca e sopa de ervilha.

Tudo lindo e maravilhoso, se Engraçadão não tivesse se metido na quantidade de salgadinhos a serem contratados.

Ok, q das 100 pessoas, faltaram pelo menos umas 30, mas imagina se fosse todo mundo? A moça que faz esse salgadinho, ela deve pôr um encantamento nos salgadinhos, porque não sobra nada nunca!

Com a redução dos salgadinhos, o restante ficou bem comprometido. Os salgadinhos acabaram rápido, a sopa, que recebeu todos os elogios e repetências, foi esticada com água e foi bem nessa hora que eu comecei a chegar bem perto da histeria.

Estava exausta, nervosa, inchada, vendo Dona Miúda com sono sem poder fazer nada. O jeito foi cantar o parabéns pouco depois das 22h e sair da festa à francesa com minha pequena q dava sinais evidentes de gripe.

Todos dizem que a festa foi um sucesso, mas eu vi as falhas e não gostei nada. Festa boa, é aquele q sobra (não só álcool, como é o caso das minhas) coisas. Fui educada assim: antes sobrar do que faltar!

No próximo ano, faremos uma festa no play apenas para o Sr. Cabeça de Bolinha. Como ele faz aniversário em Julho, faremos uma festa temática que dá menos trabalho. Também chamaremos menos pessoas. Será família e os amigos mais íntimos, com algumas crianças da escola.

É muito importante guardar os contatos, principalmente se eles prestam um bom serviço, portanto eu tenho guardado o moço dos brinquedos, o telefone dos garçons e claro, a mãe 2 de Dona Miúda que além de cuidar das crianças na escola, ainda é boleira, doceira e ornamentadeira - sua filha é fotógrafa e seu genro o DJ q me cobrou preço simbólico.

Como já decidimos de quem é a vez, fica mais fácil nos programarmos meses antes para a festa e os contatos, bem como os quitutes serão preparados com bastante antecedência, logo que pagarmos IPTU, IPVA, material escolar, etc.

Na festinha dele terá os brinquedos de costume, caldo verde, sopa de ervilha, mesa com doces julinos que são baratos, mesa de quitutes julinos, pipoca e milho cozido, além das bebidas de época. Desde já preciso ir comprando os panelões (cada um sai em média quase 100 dinheiros).

Não seria melhor fugir?
É uma grande verdade, que se antecipar garante que a festa seja bem suscedida.

Sobretudo se vc tiver dinheiro para não meter a mão na massa, tanto melhor. Seria o ideal!

As duas linhas acima representam tudo o que eu não sou, é bem verdade...

Não, eu não sou festeira. Eu sou obrigada, é diferente.

domingo, setembro 11, 2011

ONTEM FOI UM DIA MUITO LOUCO - 10/09/2011


Engracadinha
Ninguém vai acreditar na situação bizarra em q me encontro e q vai virar post, lógico! =O


DIÁLOGO - PARTE 1:

EU - Mas então? Encontrou o menino, a mãe do menino?
ENGRAÇADÃO - ... sim, estou com eles aqui. Todos eles! Elá tá vindo pra cá.
EU - Ué? Mas vc não disse q ia buscá-lo, como q ela tá vindo trazer o garoto no carro dela? Essa mulher é louca? Vc disse q estava indo buscá-lo...?
ENGRAÇADÃO - Não sei... eu disse... deve ser...
EU - Bom, deixa isso prá lá. Hj tem uma festa pra gente ir. É às18h e temos que comprar presente, aproveita e passa na loja pra comprar!
ENGRAÇADÃO - Err... acho melhor depois do almoço...
EU - Ué? Mas vc não vai querer dormir depois do almoço?
ENGRAÇADÃO - Não sei, parece q não...
EU - Vc q sabe!

Ontem eu acordei achando que estava fazendo tudo certo. Então peguei os moleques, botei pra escovar os dentes todos quase ao mesmo tempo, dei remédio pro Engraçadão e deixei ele dormir mais tarde, porque uma gripe se aproximava e parti com a Dona Miúda para a padaria. Até aí di-vi-no. 

Após o café, coloquei música e tentei conciliar a louça. Pacotinho havia combinado com um amigo que viesse pra cá para jogarem videogame e ele passaria a tarde conosco e depois da descoberta da festa, quem sabe ir junto, já q são todos da mesma escola. Ainda fui comprar fraldas e melancia antes do diálogo ali de cima. Engraçadão adiantava o almoço enquanto isso.



Conforme meu retorno, ele foi buscar o moleque enquanto eu terminava o restante. Ontem não fiz um cardápio especial. Fizemos o trivial arroz com feijão e frango, pois bateu saudade. 

Então toca a campainha e eu abro a porta sem olhar no olho mágico. Quase caio dura e preta quando me deparo com uma mulher q nunca vi na vida. Tipo... era a mãe do garoto. Uma mulher rechonchuda daquelas com cara de loser de filme americano, nada fashion, com uma mochila nas costas, acompanhada dos meninos. Bem... acho q isso eu já disse. Era a mãe do amiguinho de Pacotinho. 

Fiquei tão estupefata q perguntei se eles já tinham almoçado. Ao que responderam afirmativamente. Me certifiquei se eles não queriam realmente comer, pois fiz bastante e eles não quiseram.

Engraçadão subiu com cara de parede. 

Voltei pro varal de roupas, ainda chocada e me lembrei q como ela tinha cara de maluca, devia ter algum tipo de mania, daí corri pra sala, mas eles já haviam descido pro play. Leia-se ela e os meninos todos. 

Engraçadão então disse que ficou descadeirado quando o menino pronunciou:

O AMIGO - Ela vai com a gente!

Engraçadão ainda tentou argumentar sobre...

ENGRAÇADÃO ARGUMENTANDO - Vai aonde?

Mas foi solenemente ignorado e deu um jeito de prender os dois meninos no banco de trás e a mulher gorda na frente. Disse que foi ideia do pai do garoto. Mas pensando consigo mesmo, acha q foi ideia de jerico e que essa atitude explicava o porquê do casamento deles ter acabado. Bom, assumo, essa conclusão foi minha!

Agora, todo o diálogo acima faz sentido. DIÁLOGO - A REALIDADE:

EU - Mas então? Encontrou o menino, a mãe do menino?
ENGRAÇADÃO - ... sim, estou com eles aqui (NO CARRO). Todos eles (Putaqueopariu, bando de doido!!)! Elá tá vindo pra cá. (dentro do nosso carro, essa louca, mal educada!)
EU - Ué? Mas vc não disse q ia buscá-lo, como q ela tá vindo trazer o garoto? Essa mulher é louca? Vc disse q estava indo buscá-lo...?
ENGRAÇADÃO - Não sei... eu disse... deve ser... (muito louca da cabeça ou sem noção, ou as duas coisas!)
EU - Bom, deixa isso prá lá. Hj tem uma festa pra gente ir. É às18h e temos que comprar presente, aproveita e passa na loja pra comprar!
ENGRAÇADÃO - Err... acho melhor depois do almoço... (Se tiver almoço...)
EU - Ué? Mas vc não vai querer dormir depois do almoço?
ENGRAÇADÃO - Não sei, parece q não... (Como eu vou dormir com essa doida solta na minha casa? Prefiro pegar fila no Mundial!)
EU - Vc q sabe!

Quando a ficha caiu, fui curta e grossa e falei da festa. Assim q eles subiram. Ela perguntou com um olhão arregalado se eles teriam de ir embora AGORA! Claro, podia ter mentido, mas deixei os garotos brincando até às 16h. Enquanto isso, a gente almoçava, o amigo jogava videogame, a gente ia conversando e depois do almoço, liberei os moleques pra jogar.

Ela prostrada no sofá, recusou comida, sobremesa e se ofereceu pra lavar a louça. Eu recusei, claro, mas confesso, comecei a achá-la interessante. 

Engraçadão premanecia incrédulo!

Então pedi licença e fui dormir com a Dona Miúda, q já chegou em casa dormindo, mesmo sem almoço. Esse soninho durou até às 15.40h quando eu me levantei pra dar o almoço dela e pedi pra Engraçadão passar um café. Ele foi tão gentil (sim, tirou uma soneca também), q ainda colocou uns cream crackers na mesa. Dessa vez nossa ilustre visita aceitou. E então, eu fui levá-los em casa antes da manicure, pois teríamos festa na volta. 

Depois fomos conversando animadamente dentro do carro e ela me contando que conhecia quase TODOS os pais da escola (a-han, também pudera...desse jeito), ao que respondi q não conhecia nenhum, já q nunca tinha SIDO CONVIDADADA A IR NA CASA DELES! Essa frase não fez a menor diferença pra ela, porque ainda por cima, nos elogiou e disse q somos das famílias mais legais q já conheceu. Ela disse q poderíamos pendurar na porta uma plaquinha de "Aqui mora uma família feliz!" - Eu disse q não, q achava aquilo muito brega. 

Eu estava sorridente e aliviada por me livrar de tamanho ebó e por estarmos todos vivos e intactos, ela por ter sido bem tratada e por ter-nos conhecido, ainda fazendo a felicidade de seu filho. Engraçadão jura q eu a chamei de querida todo o tempo, mas eu só me lembro de uma vez!

Daí, dando um salto no tempo, depois do salão, cheguei em casa e corri para me arrumar pra festa. Toca pra festa já às 19.50h com a filharada (sim, sobrou pra mim comprar o presente!). Todos lindos, arrumados e cheirosos, fomos recebidos com muitos olhares na casa de festa. Achei curioso a fotógrafa perseguir uma menininha de cerca de 1 ano, quando a aniversariante tinha 4. Tudo bem, devia ser uma priminha. 

Pacotinho correu pro Wii e o Sr. Cabeça de Bolinha correu para procurar a aniversariante q tem o singelo apelido de Dilma Roussef - não me perguntem se é porque a menina é a miniatura da Dilma! - Todos os familiares no olhando. A festa era bem íntima. 

Até q eu passei ao lado do bolo... de ... 1 aninho.
Ooooooops! Caráleo, festa errada. 
Dei meia volta com o carrinho e sem olhar pros lados, fui ter com a família perto da recepção. 

EU - Geeeente! Vamos embora daqui, estamos na festa errada.
ENGRAÇADÃO - Co-mo é que é? Como assim festa errada?

PEGA O CONVITE!

EU - Mas aqui está escrito dia 11. Hoje não é dia 11??
ENGRAÇADÃO - Claro q hj não é dia 11. Hoje é dia 10, sua maluca. A festa é amanhã. Caralho, não acredito, não acredito... (infinitamente por 1000 vezes e até agora ele só fala isso!)

A recepcionista gentilmente nos devolveu o presente.
Pacotinho não quis perder a viagem e pegou um refrigerante do garçon.
O Sr. Cabeça de Bolinha começou a berrar na porta, porque queria um refrigerante só pra ele. O fato de estarmos na festa errada pra ele não fez a menor diferença.
Dona Miúda nem ligou porque estava toda linda, de vestido e sapatos de festa.
Eu... eu só ri muito porque o dia estava completo! 
Ao menos hoje, chegaremos pontualmente às 18h na festa certa.

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