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sexta-feira, setembro 13, 2013

Cidade do Rock - Pré-Estreia - Dia 12/09

Quem me acompanha que nem novela está careca de saber que eu sou mau caráter, boca suja e que prestar, não presto. Ooops, I did it again! Prometi levar a retrospectiva até o fim, mas menti deslavadamente.

Não dá gente. Preciso contar a emoção que foi ontem.
Nos estertores, nossa fada-madrinha Patrícia Cupello, que é professora nas horas vagas, destacou eu e Kadu Monteiro para fazermos uma espécie de making off da edição, usando uma liguagem mais descontraída, de brincar mesmo.

O intuito era se misturar no povo, fazer piadas com eles, entrevistá-los por fim, mas usando e abusando do meu jeitim que é bem parecido ao do Kadu. 

A emoção de entrar um dia antes do início do Rock in Rio, com aquela cidade vazia, em termos, não dá pra descrever em linhas. Não dá. 
Imaginar que há pouco mais de um ano atrás, eu estava deitada na cama da minha irmã aos soluços, questionando o que estava fazendo da minha vida e onde eu tinha errado, realmente passa aquele famoso filminho na cabeça. Pisar lá, é a concretização de que eu tomei a decisão certa e estou dentro da tchurma. Meu sonho se realizando.

Então, seremos uma espécie de VJ eu e Kadu. Chegamos dando tchau pro povo de apoio, pras meninas da faxina, pra galera que pega no pesado. Ledo engano, nos pegaram pelo braço e nos tacaram no Palco Mundo para entrevistar a galera que ensaiava para o Tributo ao Cazuza. 

E nem adianta vocês me cobrarem as fotos, porque foi tanto artista que entrevistamos, que as meninas da produção não sabiam se tiravam fotos ou se limpavam a baba. Na dúvida, ficaram babando e esqueceram das fotos.

Eu não tinha condições de entrevistar e me auto-fotografar ao mesmo tempo. Sou palhaça, mas palhaçada tem limite. De qualquer forma, começamos com Ney Matogrosso, depois pegamos Gabriela Di Pagliano, repórter do RJ TV, então veio Rogério Flausino do Jota Quest, que é um mega fofo, simpaticíssimo... Daí que o impossível aconteceu! Pegamos Roberto Medina pelo braço, o pai do evento e ele nos concedeu "a entrevista", sendo um querido. 

Por fim, entrevistamos Maria Gadu, uma pessoa poética no modo de falar, daquelas que você jura que veio de uma viagem de ácido, mas não, ela é desse jeito mesmo. Solta poesia pela boca, algo nada comum nos dias de hoje. E pra fechar, o todo lindo, todo bom, todo Titã, Paulo Miklos, meu preferido. Começamos os três ajoelhados enquanto ele amarrava o cadarço do tênis e depois levantamos, mesmo sem que eu sentisse minhas pernas. Paulo Miklos é um capítulo a parte. Agora que ele lidera um programa na Mix TV, pegou a famosa catimba, então nos abraçou, brincou com a gente, zuou todas e por fim, encerrou nosso set de entrevistas.

Dali, ficamos pra reunião do grupo, oração que derramou lágrimas de vários colegas e ilha de edição, pra trabalhar o material que tínhamos. Não é moleza! Toda essa agitação acontece dentro de um container, abrigando uns 8 macs, com um ar condicionado que mal dá vazão de dia e hoje, quando começará o Rock in Rio de fato, some-se a isso, zoeira dos palcos e gritaria na cabeça.

Todo o material que produzirmos deverá ser transmitido no telão entre um show e outro. 
São os alunos da Estácio fazendo diferença, ao lado da TV mundial. 
Não estou exagerando não! TV mundial. Todos estarão de olho em nós e eu pretendo sair desse evento com bons contatos debaixo do braço, se Deus quiser.

Galera, para acompanhar a cobertura fotográfica do evento pelo meu Instagram, acessem aqui.
Para acompanhar a cobertura OFF em vídeo, acessem meu Mob.li.

Meu facebook também está aberto pra jogo, então acompanhem por lá. Não postarei fotos hoje, porque vou lavar a shoshannah para ir pra Cidade do Rock, afinal HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ!

sexta-feira, agosto 23, 2013

QUANDO A MATÉRIA CAI, NÃO QUEBRA


Aproveite que você escolheu administração para bater palmas. Vai ficar inserido na rotina até o pescoço e por mais que lide com as adversidades, sempre haverá uma saída. Um plano B.

Com jornalismo não é assim. Aliás, com TV não é assim.
Existe um termo em televisão e creio que em jornais também, chamado a matéria caiu
Os leigos podem pensar que o cair do termo, significa que seu computador caiu no chão, suas anotações, seus escritos... não, esquece isso. Matéria cair significa que ela não vai ao ar. E quando é a sua matéria que não vai ao ar, você tem que saber lidar com adivinha? Suas emoções, well done, Flipper!

Aliás, esse povo de comunicação é mesmo um povo muuuito estranho. Eu nem posso abrir a boca e sair chamando geral de estranho. Estranhos deveriam ser os outros que fui obrigada a conviver durante toda a minha vida, fora do meu eixo. Os de escritório, os da administração, os do operacional. Agora eu entendo porquê a vida inteira fui chamada de maluca. Porque claro, estava fora do lugar. E ainda não está claro pra mim, porque levei tanto tempo pra ter coragem de ficar com a minha galera, minha tribo.
Eu sempre fazia um pedido e uma piadinha, uma informação com uma gracinha... minha criatividade escapava pelo verbo, pelos poros, pelas piadas ou musiquinhas que inventava na hora e a galera da Engenharia adorava aquele meu jeito, felizmente até me respeitavam, porque sempre fui das que se entrega a uma tarefa. Ainda sim, isso não foi o suficiente pra me alavancar.

Agora, onde estou, faço uma piadinha e a galera faz outra. Conto uma historinha e o povo inventa junto, se canto uma musiquinha, ela é prontamente completada com outra. Estou parecendo aquela Zebra de Madagascar 2, que finalmente chega à Africa e encontra zilhões de zebras que nem ela, fazendo exatamente a mesma coisa. 

Tem o lado ruim também. Porque são todos criativos, sensíveis e claro, egocêntricos. Têm os estrelados e graças à Deus, tem os humildes que enxergam um talento em você. Mas absolutamente todos são mega sensíveis e sério, não faço ideia do porquê são assim. Claro, são como eu. Ah, vocês não sabiam que eu era sensível? Claro que sim. Só que eu aprendi a não morrer em cada derrota. Quédizê... cair e levantar sempre! Hoje segurando a onda pra não sucumbir por um tombinho.

E a matéria cai. Sempre cai em algum momento e a gente tem que rezar pra não ser o escolhido. Nas duas últimas semanas eu venho trabalhando numa ação conjunta entre Rock in Rio, Prefeitura do Rio e Estácio. A Estácio levou diversos voluntários a três praias da zona Sul pra conscientizar o carioca da importância de não jogar lixo no chão, começando pelas praias [precisava ensinar uma coisa básica dessa? Uns porcalhões!]. 
Foram distribuídas sacolinhas, muito bate papo e matérias foram feitas.
Uma repórter em cada praia, três produtores, eu incluída.
Acontece que na hora da edição, muito material tem de ser descartado. Faríamos uma única matéria incluindo as três. A minha repórter rodou na primeira peneirada e eu fiquei [APLAUSOS]. Ainda restam trinta pra sair e eu espero ser parte dos quarenta que vão formar o time de reportagem e produção no Rock in Rio. Fiquei trabalhando no material e essa semana, adivinha! Acho que quase tudo o que fiz com os outros dois produtores será mudado. 

Não que não estivesse bom, mas por estar incompleto. Com a desvantagem de essa edição estar sendo feita na Barra e não no meu Campus e isso implica em dividir as crianças, fazer com que alguns deles matem aula por mim e deixar o mais velho por conta própria até o pai chegar do trabalho. Pois é... estou me sentindo a própria Tutti. 
Claro, participei intensivamente por dois dias dessa edição, mas a mudança só veio depois que a professora deu uma olhada e optou pela mudança.
Não posso dizer que a matéria caiu, porque ela vai ao ar. Ela será exibida, só não estou me sentindo tão dona da história quanto antes. De qualquer forma, é muito bom poder experimentar certas situações sem sofrimento agora.

Aqui vai nosso último trabalho para quem ainda não viu. O grupo o qual fiz parte, contava com 6 integrantes e esse vídeo foi em homenagem ao nosso campus. Velha guarda e nova guarda. Os professores gostaram tanto, que nos autorizaram jogar nas redes e no youtube. 
Divirtam-se e comentem.



Bj na bunda!

quarta-feira, dezembro 12, 2012

PASSOU-SE UM PERÍODO INTEIRO


Chegamos ao final do ano de 2012 e eu mal consigo acreditar que passei direto em todas as matérias na facool, com notas acima da média. 
Não necessariamente gabaritei, como meu mais próximo colega de facool, o Nilson Guimarães que conhece quantos habitantes por m2 contém cada estado brasileiro, mas fiquei ali coladinha, tirando nota máxima nos trabalhos, etc.

Estou mega-orgulhosa de moí! Melhor, estou de fééériaaas! E nem fodendo vou fazer a AV3 só de curtição. Fessor Marcelo que me perdoe, mas assim que acabarem as aulas dos 2 outros filhos, vou viver boiando dentro d'água com as crias, porque ficar em casa com esse calor... nem a pau, Juvenal!

Sabe o que eu achei mais legal? A minha turma era cheia de facções, né?! E existia de minha parte um certo preconceito de achar que porque os caras eram do turno da manhã, muitos desistiriam , ou não levariam a sério pelo fato de serem novinhos e tals ou quem sabe sustentados. É que eu já fui novinha, desistia fácil das coisas e já fui sustentada, portanto sei q essa é mais q as outras, a fase da preguiça. Nesse caso, o mundo corporativo dá um aulão. A gente aprende a ser gente com preguiça e tudo! Ou morre tentando...

Mas ó, falava sobre olhar torto pro povo que batia papo com o fessor explicando matéria, ao ponto de atrapalhar mesmo a aula, ainda q eles estivesse falando em paralelo sobre a aula. Não conseguia ver tanto interesse, então eu não colava neles, só nos intervalos e ainda sim... eu não colava (Rafa, Antônio, Alessandra, Cadu, Maíra, Gisele... me desculpem);  tinha a galera que chegava meeeega atrasada todo dia, ou quase sempre, porque moravam longe e por mais q a gente se encontrasse na hora do "recreio" e desse mega-gargalhadas juntos, ainda sim, a gente nunca fazia trabalho junto (leia-se Igor, Vanessa, Tairini, Felipe e aquele outro menino q não fala q eu esqueci o nome... ), tinha a galera muito estranha e esses continuaram muito estranhos e isolados até o fim do curso sem facção alguma, porque nem eles próprios eram uma facção. 
E vários singles sem facção alguma, tipo a Caroll que mais não ia do que ia, ou às vezes dormia, a Camille, q mas sempre tiravam boas notas e bombavam nos trabalhos, ou o Pedro Henrique, que putz, super inteligente, gente boa, q esse dava inveja mesmo. Porque eu queria ser inteligente que nem essas pessoas que guardam assuntos importantes na cabeça e sabem falar ou debater sobre quase tudo nessa vida. Essa não sou eu. Sou boa de enrolar, por isso confundo geral! 
Esqueci alguém?

Mas algo aconteceu no final da primeira avaliação com todo mundo! De repente, a turma começou a ficar mais coesa e parte do culpado foi o FAcebook, que uniu as pessoas numa mesma agonia. Foi hilário!

O povo contando as neuras, estudando junto, rindo um do outro, se conhecendo melhor, então aquele muro que separava as facções mostrou, que ali, está todo mundo interessado sim, só que a sua maneira. E mesmo aqueles q eu achava que não estavam muito a fim, ledo engano meu, eles se davam bem, tiravam boas notas, tanto quanto eu. Foi maravilhoso ver isso acontecer!

Daí, que eu tirei uma foto de todos eles, sem migo, claro, no último dia de aula e posso dizer que a maioria passou! E cara, foi uma foto linda, de um momento que eu vou guardar com muuuito carinho.

Sabe como é né? Quando eu me dei conta de que iria fazer mais uma besteira com a minha vida, boicotando meu grande sonho que era me formar em Jornalismo, eu parei tudo. Resolvi pegar as rédeas rapidinho. Porque eu sou dessas que se sabota em prol do material, do pé no chão, do tangível e dessa maneira vou adiando minha felicidade. Luto pra caralho, mas vou sempre pelo caminho que não me pertence e indo pra Publicidade estaria repetindo mais uma vez, esse cansativo padrão. Assim foi com o Ballet, assim foi com a música, assim foi com o teatro e ouso dizer, q até com a agência de modelos, quando meu telefone tocou e eles tinham uma única foto decente minha tirada pelo Paulo Teixeira, um fotógrafo q hoje mora em Paris, eu joguei a oportunidade pela janela sem pestanejar, porque tinha conseguido meu primeiro emprego numa empresa de merda, com meu lindo salário de merda! Essa sou eu...

Tá vendo como eu sou lenta? Eu falo e vcs não acreditam! Precisou passar 40 anos pra eu finalmente parar de me sabotar.
Que cu!

Mas que seja. Não é tarde! É difícil, mas não tarde. 
E foi assim que ontem eu pedi transferência pra noite, com habilitação em Jornalismo. Vou deixar esse grupo tão bacana logo agora q tava ficando tãão bom. 
Nossos encontros serão só no Facebook daqui por diante. Será um corte no real, porém acredito que continuaremos dividindo coisas boas e ruins virtualmente e guardando cada vez mais carinho um pelo outro.

Obrigada pela oportunidade queridos. 
Foi muito do caralho!

quinta-feira, outubro 04, 2012

SEMANA DE PROVAS... DE FOGO


Morrendo de medo que essa semana chegasse. 
Dia de prova. 
Meu terror: Economia.
Não pela economia em si, mas por achar que sou burrinha.

Meu ensino médio quando ainda era segundo grau foi tenebroso. Me envolvi demais naquele turbilhão conjugal q nem era meu e por raiva, tristeza e revolta fui de mal a pior. 
Repeti de ano três vezes, não queria estudar simplesmente, não entendia muita coisa e isso eu carreguei comigo. 
Sempre fui ótima repetidora e esforçada, mas inteligente mesmo, tinha um bom tempo que não me sentia assim.

Nisso a empresa a qual fiquei por mais tempo foi boa, porque ali eu percebi que tinha sim uma pontinha de inteligência, jogo de cintura e outras qualidades e isso me deu coragem pra romper com tudo e voltar pro banco escolar. Olha aí as coisas fazendo sentido! ;-)

Só q semana de prova, três filhos e eu burrinha...? Ai... seinão.
Então veio a primeira.
Estudar, estudei como Deus quis. Entre gritarias, correrias, bolas na sala, louça na pia, chão sujo e tudo espalhado. Abandonei a culinária e mesmo encarando um fim de mês com pouca comida na dispensa, eu priorizei os estudos e esbanjei criatividade nas refeições. 
Tudo como Deus quis.

Então a primeira prova foi de Sociologia. Ainda não sei a nota mas lá no íntimo, sei que acertei bastante. Saí de lá com as pernas bambas de tensão.
Análise Textual foi outra peleja q me dediquei bastante no início do período, mas depois larguei de mão,  vindo pegar só na véspera. Esta, uma prova virtual cheia de múltipla escolha, eu também fiquei com aquela sensação de ter acertado mais da metade. 
Dois trabalhos transitam nesse campo: Fotografia e Introdução às profissões em comunicação e eu rebolando na boquinha da garrafa tendo que não dispersar e estudar pra Economia. Felizmente essa prova teve muito de interpretação de texto, além do que, numa tacada de sorte, caiu exatamente o que eu estudei (ontem!). 

Não faço ideia de qual nota vou tirar, mas saí de lá com aquela pontinha de orgulho de que a burra que viveu comigo tanto tempo está se despedindo.
Tudo é uma questão de eu não fazer corpo mole.
É uma questão de eu não desistir e ignorar as tacadas de bola, a gritaria, a correria dentro de casa...

Outro ensinamento que estou usando para não distrair, é o treino do "ouvido de mercador". Fiz muito isso por longo tempo da minha vida, quando minha mãe enchia meu saco e falava horas a fio no meu ouvido, então minha mente viajava, ia para lugares distantes e incríveis. Estou usando essa técnica quando as crianças berram, brigam ou choram enquanto eu estudo. Se não estão se matando, eu permaneço sentada concentrada nos estudos. Se o bicho pega, então eu levanto, dou esporro em geral, pego algum pelo braço e ponho no cantinho do castigo até ler outro capítulo.

Não posso esquecer que Papai do Céu também está dando uma força. Claro, porque sem Ele...
Mas e nas próximas avaliações, como há de ser?
Há de ser então, né?

segunda-feira, agosto 20, 2012

PRIMEIRO DIA DE AULA


Ainda não tenho uma opinião formada disso aqui. Estou postando de celular, porque semana passada não deu. Fico inspirada só depois do café, lembram? E depois do q foi a maratona pra pegar financiamento estudantil e q ainda não teve um final feliz, posso dizer q foi mais q falta de tempo!

Me atrevi a levar as crianças hoje e esse foi o momento fail do dia! Larguei D. Miúda berrando nos braços da professora e saí c apenas dez, eu disse DEZ minuos de distância entre o trajeto, engarrafamento, falta de estacionamento e a minha aula! Tudo isso sem café da manhã.

Felizmente consegui uma vaga rápida. Bingooo. Mais rápida q o trânsito. Pra que sala eu vou? Onde fica? Qual a grade? Trouxe caderno, lápis, caneta? E borracha veio?
Pois é, sou digna de bullying. Peguei um caderno velho de Pacotinho e materiais usados e vim voada.

Pegay a grade, já sei a sala e felizmente hj, não terei o primeiro tempo o q facilitou a parte da alimentação. Mas não posso viver disso. Sai caro e eu não recebo mais TR, lembram?

Felizmente o último tempo também não terei nesse semestre, o q não impactará na bora de buscar as crionças. Só posso concluir q Deus está do meu lado. Esperança...

Aqui tem muita gente de tênis. 
Já q a aula ainda não começou, essa foi a única percepção que eu tive.
Será q daqui a algum tempo eu vou virar Aloka do tênis também?

sexta-feira, agosto 03, 2012

VOLTA PRA FACOOL - A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM!


Eu sei que meus amigos de verdade estavam na torcida. Eu estava na torcida! Não que eu tenha perfil de estudante de verdade. 
Eu já fui muito boa nos estudos em certa época na minha vida, mas essa pessoa se perdeu nos problemas alheios dos pais. Pois é... inevitavelmente eu não era cercada de taaaanto amor, carinho e atenção deles no meio dos meus 12, 13 anos e aí foi só ladeira abaixo. Eles atravessavam uma crise conjugal braba e eu estava mergulhada de cabeça nela. Tive uma melhora, depois relaxei.

Ainda sim terminei o ensino médio, alguns anos depois ingressei na faculdade com entusiasmo, mas outros problemas me afastaram. Compra de apartamento, filhos, agenda apertada, tudo isso me afastava do regresso! E eu agora me sinto madura o suficiente pra voltar. Todo o meu lado bom transborda e eu quero mesmo entender sobre esse admirável mundo novo que piloto instintivamente há 8 anos.

Ah! Me matriculei na faculdade não contei?
Ano passado, prestei vestibular correndo pra Estácio e pra Veiga de Almeida. Inacreditavelmente passei nas duas. 
Na Estácio só não passa quem já morreu, então eu não me sentia verdadeiramente inteligente. Ao contrário da Veiga que cai todas as matérias na prova. Absolutamente todas! 

Me deparei com assuntos como lentes (vi isso em física há zilhões de anos atrás e tô cagando pra elas, desde que meus óculos funcionem...), biologia, matemática, além do bom e velho Português meu amigo de longa data! Teve redação... 
Eu sei que chegou uma hora, em que eu já marcava tudo respondendo foda-se. Ainda sim me classifiquei raspando! Não tenho coragem de dizer a nota, tá? Fiquem na curiosidade mesmo.

Depois começou meu dilema. Como ganhava mal pra caralho naquela empresa, não tinha condições de pagar uma facool. Então eu apelei pro SisFies e foi assim que começou meu calvário. Olha q essa história está rolando desde janeiro. E como tudo na minha vida, a resposta estava bem debaixo do meu nariz! Eu sou lenta e míope, já está escrito nos anais da minha vida... Eu não sabia do meu diploma, nem do meu histórico escolar do ensino médio. Aqui não estava.
Abri um processo junto ao MEC, porque a escola em que eu estudei foi pras cucuias. E processo no MEC amigo, é pior que subir de costas ajoelhado a escadaria da Penha. Se eu nem nunca subi andando...

Então chegou uma hora em q eu imaginei que essa papelada estivesse na EStácio, já que estudei lá em 1996 um dia! E danei a procurar, tentar retomar minha matrícula antiga e nada. Em outro momento eu questionei se teria mesmo de voltar a estudar. Talvez o universo me quisesse dona de casa, vai saber?!

Só na semana passada, quando veio a resposta da EStácio me dizendo que toda a documentação que entreguei foi cópia a solução apareceu, quando eu já estava prestes a jogar a toalha, bater com a cabeça na parede, essas coisas... Daí eu pensei (adivinha, eu uso tutano!): se eu entreguei a cópia do diploma mais histórico, os originais só poderiam estar num lugar!

MINHA MÃÃÃÃÃÃÃÃEEEE!

Foi então que corri, passei a mão no telefone e liguei pra ela. 
Ela tadinha, acabou procurando àquela hora da noite e encontrou a papelada. Me trouxe tudo já no dia seguinte e nesta última segunda feira fui à Estácio me matricular no curso de Publicidade e Propaganda. Inacreditável.
Então retomei minha inscrição no SisFies e semana que vem levarei a papelada exigida pra dar entrada no pedido de financiamento dos estudos.
Têm noção?

Aaah que belezaaaa!
Minha mãe me salvou! Eu procurando o bagulho há 6 meses e estava o tempo todo na casa dela.
Então passamos por outro obstáculo. Para eu ir pra facool, Engraçadão terá de estar em casa com as crianças certo? Pois se depender do chefe dele essa resposta está INCORRETA!

Ele simplesmente não quer adiantar em 1h o expediente do meu marido. Não conversei, nem caí no choro. Deus está comigo. Corri lá e pedi para trocarem  meu turno pro horário da manhã. Como a Estácio é linda e fofolésima, fez tudo sem demora. Claro, estou um pouco tristucha, porque eu sou da night. As coisas funcionam melhor em mim à noite, mas não será má ideia aproveitar esse tempo.

As aulas ainda não começarão segunda (06/08), mas acredita-se que liberem a grade ainda na próxima semana.
Estou muito feliz zentchi! Muito mesmo. 
O fato de não ficar parada me deixa em paz e me fortalece. Preciso de evolução em tudo o q faço, é da minha natureza. 

Estou pensando sériamente em trabalhar de atendente de telemarketing à noite para complementar a renda, que tal? 
Pensa só! Eu poderei estar estando esclarecendo dúvidas, além de poder estar estando atendendo algum de vcs, realizaram? O único problema é q eu não poderei estar estando fodendo, muito menos poderei estar estando ter vida social... 

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