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segunda-feira, setembro 22, 2014

CASA DE FESTA? NÃO, OBRIGADA! - PIZZA PARTY


Não que eu queira declarar guerra às casas de festa. Não é bem isso. É que Pacotinho vai fazer 12 anos e agora passou o tempo. Não que eu ache que casa de festas tenha exatamente uma idade para acabar. Sonho em secretamente fazer uma festa de adultos em casa de festas, com muita música eletrônica, champagne, brinquedos um pouco mais radicais para ver azamigue perdendo a linha na piscina de bolinha. Perdoem, eu tenho umas viagens loucas.  

Nem sou radicalmente contra casas de festas. Para quem não entende a coisa do regionalismo, explico. O carioca é festeiro por natureza. Alguns chegam a se endividar para fazer a festa dos sonhos e o negócio de casa de festas virou febre e se multiplicou. Claro, é muito mais prático você pagar, ainda que parcelado e ir para festa do seu filho como convidado, que perder tempo, dinheiro e pernas, andando por aí para montar uma festa por conta própria. Só que meio que virou ostentação. Tem que ser em casa de festa sempre? Parece a ditadura da casa de festa e não satisfeitos com o pacote oferecido, pais e mães ainda compram coisas por fora. Nada contra, repito. Mas é impessoal demais. Você entra e sai sem conhecer a pessoa, sem ser acolhido. É um oi, depois um tchau, ao contrário de quando é em casa ou no prédio onde mora a criança. Ainda que você não consiga atenção exclusiva dos pais, porque não dá mesmo, você acaba se aproximando mais das pessoas e formando laços. Não sei em outros lugares, mas nas casas de festas daqui, meu melhor amigo costuma ser o quibe. Ainda mais eu, que sou esquisita.

Ontem mesmo fui a uma. Não sei se é porque a mãe da criança trabalha fora e não conhece os amiguinhos da escola da filha, mas me chocou que na hora do parabéns quase somente os funcionários cantavam, fazendo aquelas evoluções, né? Fora eu, marido e mais um casal. É o que parecia. Então você paga uma fortuna, nego vai à festa, a molecada pira e na hora do parabéns o povo não canta? Imagina se essa moda pega!

Acontece que eu sou dos anos 1970. Naquela época e o que ficou na minha memória até hoje, era acordar e sentir a casa num clima diferente. Minha avó tendo ido dormir bem tarde na noite anterior enrolando brigadeiros e cajuzinhos ao lado da minha mãe. Depois do café da manhã ver a família chegando para ajudar no almoço, enchendo as bolas, preparando a pista que era a sala com os móveis todos fora do lugar para dar espaço para quem quisesse dançar... Hoje não se vê nada disso.

Quero deixar no imaginário dos meus filhos, essa sensação de magia em seus aniversários. Apesar de eu ter proibido, Pacotinho continua crescendo todo dia e comemorar na idade dele é bastante peculiar, já que não é mais um menininho e precisa de certa autonomia e liberdade com os amigos. Em tempos de economia, aqui em casa a gente vai fazer o que dá. Claro, se eu pudesse, daria a festinha no play, chamaria os amigos da escola dele, os amigos mais antigos, os familiares mais próximos e daríamos uma festinha com música alta, decoração moderninha, espalharíamos alguns brinquedos que despertassem a atenção dos adolescentes... sei lá, colocaria uns joguinhos tipo Uno, Banco Imobiliário, Imagem e Ação e Twister a disposição, faríamos a brincadeira da salada mista mais pro final, teríamos muitas selfies, eles dançariam até cansar e tudo seria mega compartilhado no facebook. Seria memorável.

Infelizmente isso não será possível, então peguei uma ideia super bacana com a Samegui semana passada. Ela deu uma ideia que já aplicou em casa e eu vou testar aqui, que é a tarde da pizza ou pizza party. A gente compra massa pronta, ingredientes e os meninos é que vão se virar para fazer a pizza. Basicamente será isso. Eles farão a pizza, todos comeremos e à noite, por volta de umas sete, cortaremos o bolo. 

Será bem interessante ver os moleques se aventurando na cozinha e tenho certeza que isso fará a alegria de Pacotinho. Chamei umas mães bacaninhas por fora, claro, tem que ter a ala dazamigue pra ninguém ficar desfalcado. Uma tem filho na idade do Sr. Cabeça de Bolinha, outras duas com filhas contemporâneas da Dona Miúda e assim vamos. 

Para essa ideia dar certo será preciso:

  • Duas formas de pizza redondas;
  • Muzzarela, catupiry, presunto, salaminho, pepperoni,  tomate, cebola, azeitonas pretas em rodela; azeitonas verdes em rodela, champignon, molho de tomate, orégano, queijos diversos, palmito;
  • Refrigerantes, sucos, água;
  • Alcoólicos para os pais (opcional);
  • Bolo; 
  • Brigadeiro;
  • Música que os adolescentes gostam;
  • Videogame e outros jogos;
E aí? Gostaram da ideia?

domingo, fevereiro 03, 2013

FÉ NA ESTRADA: Guarapari - Parte Final


Na estrada e fotos no carro
Ahááá! Pensaram que eu não ia mais sossegar o rabo no Rio né? Pois se enganaram. Tudo que é bom dura pouco e essa série um dia ia ter que terminar, afinal, já estamos dentro de fevereiro e as aulas já começam na segunda-feira. Ademais, eu não sei se poderemos repetir este feito tão cedo, já que estou atrás de estágio e estágio, é um emprego sem direito a férias... eu acho...  

Nosso último roteiro de viagem com toda a família para coroar nossas férias era Guarapari, no Espírito Santo. De carro, como sempre. Infelizmente não temos condições de bancar cinco cabeças dentro de um avião. É muita grana. Pra lá de 5 Contos de Réis. É muita coisa! É impensável nas atuais condições, então graças ao bom Deus temos um carro para ir aonde quisermos. 

Mas é chão! Usando uma velocidade aproximada de 100Km/h, fizemos a ida em quase 7 horas e a volta em mais de 8h porque paramos para almoçar. A ida certamente foi mais confortável para ambos, haja visto que dirigimos em média 3h cada um. Mas a volta foi inteira de Engraçadão.

Crianças de molho na piscina da pousada e no SESC Guarapari
Como fiz as reservas há mais de um mês, não fazia ideia do que São Pedro nos reservaria, de modo que não me surpreendi muito quando dei uma olhada no clima tempo, na véspera da viagem e ele me mostrou chuva desde o dia em que chegaríamos, até a véspera de irmos embora. 
Isto, porque Murphy atuou de com força junto do véio! Isto, porque Guarapari assim como o Rio, é uma cidade litorânea cercada de inúmeras praias lindas, quase sem ondas, além da piscina linda da pousada que nos aguardaria. É como eu sempre digo: MURPHY É MAAARA!

Foi o primeiro roteiro em que seguindo o Google Maps, chegamos sem dificuldades. Sim, porque vcs lembram, Paraty foi um fiasco nesse quesito! 
As quionça também não deram trabalho dentro do carro (na ida). Trabalho mesmo foi ultrapassar os caminhões na BR101, conhecida como a estrada da morte. Aquilo sim é estrada e não é para os fracos! Agora, eu posso arranhar em dizer que sou uma motorista cagona de estrada. Aperto o cu, reduzo pra quarta e se ao longe no horizonte não tiver nenhuma espécie de veículo no campo de visão, eu ultrapasso rezando. 
A BR101 não tem via duplicada. Ela é mão e contra-mão, recheada de caminhões e de motoristas enlouquecidos, que não vão pensar duas vezes em te jogar pro acostamento para ultrapassar o caminhão da frente. E muitas vezes é assim que funciona. Vc está feliz no seu lado da mão, quando avista na outra pista vindo em sua direção um caminhão e um carro tentando a ultrapassagem, pronto para colidir. Ou vc se joga no acostamento, ou provavelmente morre. Woooow, that's a biiingooo! Bem vindo a BR101! 
Cheguei em Guarapari sem celulite nenhuma na bunda, de tanto que ela ficou apertada ao longo do trajeto. 
Farra no SESC Guarapari
A pousada é bem razoável, ainda sim, descobrimos algo chamado SESC Guarapari, que consiste no complexo de turismo de lá. Com uma estrutura hoteleira de mais de 700 quartos, permite café, almoço e jantar na diária e sai quase o que gastamos nessa pousada, com direito a café da manhã apenas. Sai um pouco mais caro, mas se iguala quando vc inclui as refeições. 
Passamos uma manhã lá conhecendo o lugar e as crianças se esbaldaram com o parquinho. Sim, aquilo não é um play, é um parquinho. Fora a piscina, q é quase um parque aquático (acertou quem disse q eu taquei minha cabeça na parede internamente!).

Depois de aproximadamente 1h no SESC fomos conhecer as praias com tempo nublado e chuvas fininhas ocasionais. Passamos pela Praia da Areia Preta de carro e na verdade não pudemos ver a cor da areia. Depois praia das Castanheiras e essa sim, conseguimos ver sua exuberância lamentando o fato de estar nublado. Isso não foi impedimento para outras pessoas estarem dentro d'água. Por fim a praia dos Namorados. Só que no meu pensamento estava a tal praia das Virtudes que nem sinal, quintal da querida Yvonne, ex-blogueira que me lê desde que Pacotinho tinha uns 3 anos. 

Naquele mesmo dia tivemos o prazer de conhecer a blogueira Magui, a quem leio, que me lê desde muito tempo, tanto que nem sei precisar quanto. 
Ela é uma querida. Mineira de raiz, moradora do ES, engajada na causa feminina, inteligentíssima, eloquente, tudo de bom. Magui nos encontrou debaixo de chuva, como poucos fariam; foi até a pousada e dali partimos para o tão desejado açaí dos meninos. É a nova febre. Paramos num bar apertado, nos acomodamos e ali pudemos nos conhecer um pouco mais. Tudo o que eu já li, pude entender melhor acerca das coisas que ela escreve, o que me encheu de orgulho, saber q pessoa tão querida pôde enriquecer a vida de Guarapari, sobretudo melhorando a qualidade de vida das mulheres do lugar. Tanto, que muitas delas hoje abusam dos direitos que lhe foram concedidos. 
Magui é uma mulher de brios, sem perder a beleza e o cuidado consigo. Querida e admirável.

Panorâmica da Praia das Virtudes. Vista da areia. Um paraíso
Determinamos q no dia seguinte iríamos à praia da Yvonne de qualquer jeito. Com sol ou não, com ou sem chuva e assim fizemos. Ligamos pra Maridão (de Yvonne) que nos deu as coordenadas e assim descobrimos que a tal Praia das Virtudes é molinho de chegar. Basta seguir em frente pela praia dos Namorados que já é a próxima. Então chegamos rapidinho. 

Panorâmica da Praia das Virtudes. Vista de cima da pedra que limita a praia
Fiquei maravilhada e com vontade de me mudar agora, porque ela é pequetucha, água cristalina, tem uma vizinhança agradável, é mansa, te convida a nadar... não conheço praia igual aqui no Rio. Quer dizer, talvez a praia Vermelha se não estivesse tão suja certas vezes. As crianças piraram o cabeção, não queriam saber de sair da água. Só a galega q ainda se incomoda com o barulho das ondas, mesmo assim topou se molhar no colo sem reclamação.

Sentido horário: Yvonne e maridão, D. Miúda, piscina natural e nós
Por fim, eis que Yvonne chegou com maridão. E como são V.I.P.s por aquelas bandas, com eles chegou a mesinha com a primeira garrafa de cerveja. 
Aí mermão... teve mormaço, teve sol, teve eu mergulhando, teve a gente rindo pra caramba, contando aqueles casos que nem pra nossa mãe a gente conta, rindo das manias, rindo das coisas que tem que rir e rindo também do que não deveria ter graça.
Foi uma delícia passar esse dia com eles. É uma cariocada que optou por morar lá e eu entendo completamente isso, admiro, se pudesse e não fosse tão adepta do fervo, iria hoje mesmo como já disse. Mas por hora, nosso destino ainda está no Rio.

Por fim deixamos o quintal da Dona Yvonne, a Praia das Virtudes, aquele pedacinho de chão tão querido (já) para trás. Foram momentos deliciosos que só de lembrar aqui, já me dá saudade. 

Não tem aquela de dar um pulinho ali na Yvonne ou na Magui para bater um papo gostoso ou mesmo pra pedir conselho. São mais de 6h nos separando. De qualquer forma, meu coração está aberto e felizmente, os eletrônicos a toda para continuar nos mantendo juntas.

segunda-feira, junho 25, 2012

#EBRJ Encontro de Blogueiros do Rio de Janeiro


Das vantagens de estar inserida nessa vida de mídias sociais, uma é poder ter desculpa pra encher o pote dia sim e outro também! Quando não é a trabalho, é para acumular aprendizado e quando não é pra acumular aprendizado, é pra encontrar o povo e encher a cara mesmo.

Jonny ken e @FuiObrigada no canto direito
Quando eu era uma reles secretina de multinacional, nego vinha me falar que foi em tal encontro, que conheceu fulano, cicrano e beltrano e do canto da minha boca saía uma espuma branca gosmenta de ladinho chamada UMA PUTA INVEJA!

Claro, mãe, dura, cheia de trabalho, marido pra atender, acidentalmente blogueira, nunca que teria tempo de largar meu mundo de chefa de família (se a Dilma pode ser presidenta, eu também posso ser chefa!), para ir confraternizar com um bando de gente que nunca  vi mais gorda.

Agora os tempos são outros totalmente! Agora, eu quero me inserir nesse contexto na base do puxão de cabelo, na marra, de maneira que faz parte totalmente ir nesses e em outros encontros. Tenho que conhecer gente, ampliar meu networking, saber o que está rolando,  mesmo que não entenda quase porra nenhuma do que eles falam! E foi assim, que participei do #EBRJ, cuja legenda já está no título.

Miss Moura e Jonny Ken
No chopp de apresentação do CodeREDD, a @fuiobrigada mencionou esse encontro, mas eu tolinha, nem pesquei. Na noite V.I.P. do CodeREDD, ela que também estava lá, falou mais claramente sobre o assunto e eu que sou lentinha pra caralho, finalmente entendi que seria um encontro e já nessa sexta 22 que passou!

E eu sem saber se daria pra ir, deixei pra falar com Engraçadão em cima da hora, que topou de imediato. Ele sacou de cara que o meio é cheio de pessoas que praticam a arte do sexo pelo reto e vice-versa e que tem muito menino moço que não lhe oferecem o menor risco. Não que ele seja homofóbico, ele é liberal e sem traumas, é diferente! =B

Então cheguemos eu e @fuiobrigada.
Foi o máximo! Dulcetti Danilo Motta, tava lá, Fox Xavier idem e me reconheceu, me deu um abração, eu paguei alguns micos, tietei Deercy, tietei o criador do Migre.me Jonny Ken, que vem a ser amigo da mermã desde longa data e tirei fotos com tantos outros. Conheci Subtil que jurava que eu fiz pacto cu demo por ter 3 filhos e quase 40 anos com corpitcho de 26. Sério, foi o melhor da noite a galera me dando 24, 26 anos. Fui aos céus! Claro, em parte por conta da biritada. 

Eu e Luíz Guimarães
Teve bolinho pelo aniversário do... dooo... é, não deu pra gravar o nome de todo mundo. A idade pode ser uma boa justificativa! E eu ainda consegui arrastar mermã e Luiz Guimarães que estavam num outro evento no Porcão Rio's pro encontro.

Foi tão bacana um bandigente perguntando por ela e admirando a semelhança entre eu e mermã, que eu sentia que ela precisava estar presente. Aproveitei pra dar aquele abraço de 10 minutos nela, porque né, fico roxa de orgulho ao ver como ela se tornou tão importante e reconhecida em seu meio. Eu sempre quis o melhor pra ela e vê-la atingindo esse objetivo só me faz babar.

Fox Xavier e @Zurzula
Daí que antes de começar a ficar bêbada de verdade resolvi voltar pra casa. A bicha me pagou pelo trabalho do CodeREDD em dólar, de maneira q lá fui eu, com alma de pobre, sem lembrar quanto tinha na bolsa, de ônibus até um ponto mais próximo do que seria a Tijuca. 

Já no Aterro do Flamengo, o xixi atingiu o nível dos cilios. Eu me apertava e me contorcia felizmente sentanda, imaginando aonde eu poderia me urinar-me no meio do caminho! Acostumem-se, eu sou mijona! 

Desci na Pres. Vargas na altura da Uruguaiana, onde nem viva alma transitava por ali, barzinho aberto então, esquece. O xixi querendo pingar de qualquer jeito, então eu fiz o que qualquer cidadão na minha situação faria. Entrei numa viela daquelas, agarrada à bolsa, presssionando a periquita em pensamento à passos largos.

Avistei um casal pra lá de esquisito numa esquina e humildemente perguntei aonde acharia um banheiro.

ELES - Tá vendo aquele carro ali, dona? Pois então, vá lá, que a gente vigia daqui.

Pulemos.
Voltei linda, loura e aliviada para pegar o taxi na Pres. Vargas. Até acendi um cigarro em agradecimento. Foi quase orgástica a parada. Nada como fazer xixi quando se está apertada.

Cheguei sã e salva em casa, Engraçadão acordado ainda, esperando com o mastro em riste pra variar. Mas não deu! Virei pro lado e babei solenemente.
Sim, sou fraca!

sexta-feira, maio 25, 2012

AS QUATRO FANTÁSTICAS

 
Das coisas que eu vou sentir falta, inclua aí aqueles almoços com quentinha e o grupo das 4.
São as 4 fantárdigas totalmente diferentes de mim. Aliás, muito que por acaso comecei a frequentar esse grupo.
A Tutty, pelo tempo de casa conhece todo mundo. Ou praticamente.
E foi através dela que conheci a Silvinha e a Fernanda (ex-grávida) por tabela.
Já a Marcele, nos conhecemos num treinamento que a empresa deu há 3 anos atrás mas só foi bater a amizade ano retrasado.
 
É um grupo meio impenetrável.
Se vc olhar de fora, muito praticamente vai sentir inveja. Porque todas falam, todas dão gargalhadas homéricas e têm muita afinidade umas com as outras... Nem sempre dá pra comentar, porque mulher né... falam todas juntas ou calam-se naquele silêncio cúmplice e sepulcral que só elas entendem.
 
Antes da mudança de andar, ficávamos todas juntas e ao invadir a cozinha na hora do breakfast, eu sempre chegava por último e pegava as conversas no meio. Portanto boiava e não dava pitaco. Muitas vezes eu metia outro assunto no meio, só de sacanagem para perturbar a ordem, então a Silvinha me dava seu famoso corte-solavanco e iniciávamos ali uma discussão fake, q quem entrava na cozinha pensava que era briga séria. Mas não. Era tudo fingimento.
 
A Tutty, já falei aqui, conheci por troca de emails e a gente se chegou por conta da afinidade pela escrita. Eu a incentivei a ter um blog e ela me incentivou a escrever um livro. Ela quando começa as história de seus antepassados e mesmo dos vivos de sua família, é um perigo, porque tem o dom e não raro arranca lágrimas.
 
Silvinha é linda. Daquelas mulheres gostosas mesmo depois de uma certa idade. Mas é braba. Tem uma cara de séria e um esporro na ponta da língua. É só mexer com quem tá quieto. Mas é um doce de pessoa, tem um coração enorme, é aquela pessoa leal, que sabe valorizar uma boa amizade e está trilhando uma estrada bonita sabe, de muito amor e muita luz.
Tem uma inocência dentro de si que eu talvez já tenha perdido. E se preocupa com o outro como poucos. Eu também não sou assim, mas admiro, porque isso é um dom dos puros de coração né?!
 
A Fernanda é uma boneca. Mais do que os papos de cozinha, o que mais nos aproximou foi o meu livro. Ela teve muito dos sintomas que eu relatei ali e toda vez que a via com aquela cara de azeda enjoando, eu dizia:
 
EU DIZENDO - Não vou te perguntar como vc está Ok? Nem ousarei dizer q isso vai passar. É uma merda mesmo.
 
E a gente ria e seguia adiante. Não tinha mesmo o q ser feito. Então eu falava umas merdas (quando não?) para ela se distrair e esquecer do enjôo.
Foi ali que a gente pegou carinho. Até que rolou mudança de andar e nos afastamos. É uma empresa cigana antes de tudo.
Agora, não calhamos muito de nos encontrar nos almoços, porque as agendas não estão batendo, mas eu gostaria que ela soubesse que a admiro, que a acho linda e que eu sei que ela tem uma vida abençoada. Que nunca se esqueça disso, porque Deus não aponta o dedo assim pra qualquer um. Só pros que merecem.
 
Já a Dona Marcele foi engraçado.
Depois daquele treinamento, perdemos mesmo o contato. Não fazíamos interface, então pouco nos falávamos.
Ela casou, fez altas viagens e eu sempre e pra variar, pegava as histórias no meio. Aliás, esse grupo tem isso em comum. São mulheres que não esquentam cadeira. Elas economizam e viajam. Mas eu, com 3 filhos, infelizmente não tinha condições nem de invejá-las. Ficava ali em Búzios e pronto. Feliz.
No entanto sou boa ouvinte. Adoro uma boa história, então ouvia ávida por saber mais, mesmo que me calasse.
Marcele um dia sorriu pra mim, aquele sorriso que ilumina tudo, dizendo que adorou as fotos que eu punha no instagram. Dali por diante ela me ganhou. Trocamos figurinhas e sempre damos boas gargalhadas na cozinha com as minhas hitórias. Ela tem um filho mais velho que Pacotinho, então de vez em quando saem umas histórias curiosas e mesmo sem q ela perceba, eu vou guardando tudo no arquivo morto do meu cérebro!
Marcele é uma linda também. Do jeito dela, não é todo mundo que sabe disso, mas fico feliz, porque EU SEI!
 
Foi pra elas que ensinei certas expressões popularescas como:

Cardiquê - Shoppi - Deita na BR - Loka do cu - cerumano, dentre outras.

Algumas delas me acham louca, por causa do meu jeito (magina!).
Bem, eu sempre fui tachada assim desde muito nova, porque eu nunca fui de segurar a língua.
Entendo que somos todos seres humanos e iguais, por mais que queiramos nos diferenciar, então eu solto o verbo mesmo, sem reservas.
Marcele adora, Fernanda ri discretamente (porque ela é pheena), Silvinha me zoa e a Tutty dá aquela gargalhada de pomba-gira que incomoda o andar.
 
Não adianta, a gente incomoda muita gente. Geralmente os que não estão rindo com a gente.
E é desses momentos de café da manhã, de quentinha do china que eu partilho com elas, que vou sentir mais falta quando sair desse tronco.
Elas sem sombra de dúvida, são a parte boa desse lugar.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

CARTA ABERTA À TUTTI

Se vc me perguntar como foi que eu conheci a Tutti, como foi a primeira vez que a vi, muito provavelmente não saberia dizer.
Ou saberia, agora tenho uma vaga lembrança... coisa dos meus já cansados neurônios!

Eu trabalhava ainda com o Português da Padaria, nos idos de 2006 e muito provavelmente toparia com a minha primeira proposta técnica por preparar. Alguém muito provavelmente já cansado de me explicar o processo de  maneira clara e eficiente, de forma que eu entendesse, me mandou falar com a Tutti, que fazia tal processo de olhos fechados. E foi assim que muito provavelmente eu liguei pra ela, ou fui lá em seu andar entender do riscado.

A Tutti é baixinha, ruiva, tem olhos lindos, um sorriso espontâneo e blábláblá, não dê atenção a nada disso! O que me fez querer ficar grudada na Tutti é a sua voz. A Tutti tem a voz dos contadores de história e coincidência ou não, ela é uma excelente contadora de histórias. Coisa que só fui descobrir mais tarde.

Sabe, eu sempre quis fazer um post sobre ela, porque não foi uma, nem duas, nem dez vezes que ela me ouviu, que trocamos histórias, almoços regados a risadas e tal. E eu me sinto tão imensamente próxima a ela e ela tem um magnetismo tão forte, que até Engraçadão sabe que ela é ela, mesmo a tendo visto apenas uma vez! Na vez em que fomos visitar a empresa com Dona Miúda.

Aliás, Miúda, foi uma homenagem que fiz pra Tutti. Ela teve uma gatinha chamada Miúda, que era uma verdadeira jaguatirica (não raro minha amiga aparecia no trabalho toda arranhada) e como a galega era pequetucha quando nasceu, então aproveitei para pegar o nick emprestado por tempo indeterminado. A Miúda original, está no céu dos gatinhos, a minha Miúda, ainda é baixotinha, mas gigante no meu coração.

Mas voltando à Tutti, não me perguntem como foi nosso primeiro diálogo. Nem qual a impressão que eu tive dela, porque eu não lembro. Lembro de ela falando pra eu ler umas normas que eu nunca li, achava aquilo tão chato e complicado, q anotei o q pude e depois fui fazendo. Mas sei que pegamos intimidade rápido, principalmente porque um dia ela me mandou um email dizendo que adorava gente que sabia falar palavrão. =B

Outros segredos foram revelados aos poucos. Ela tem livros publicados e ama escrever tanto quanto eu, ou até mais! E trocamos textos e risadas... tanto que a incentivei a escrever um blog para facilitar o intercâmbio, que mesmo eu demorando a aparecer, leio por empreitada. E não dá vontade de parar, porque ela junta crônicas, fotos, poesia e até algumas músicas.

Ali, nesse blog, a alma da Tutti se revela e só me acrescenta. E eu vejo como sou abençoada por ter alguém assim tão perto de mim. É mais uma das amigas que não perde uma boa piada. Até os palavrões cabeludos q eu solto sem querer, ela consegue transformar em motivo para mais gargalhada.

E a gargalhada sonora, lá de dentro da Tutti...? Pessoas que sabem rir assim, vc pode confiar de olhos fechados! São pessoas que não camuflam, que se importam, que não escondem sentimentos e são pau pra toda obra. Às vezes trazem certo sofrimento na bagagem, mas estes lhes foram necessários para moldar sua personalidade e vitórias. A Tutti? Tem muito mais vitórias a contar.

Ela é aquela mãe que ia trabalhar fora e deixava o filho sozinho em casa, porque ou era assim, ou era assim que se sobrevivia. Foi só ela e ele. Passando muitas vezes por privações e outras tantas, por conquistas indizíveis.

O filho é um bem suscedido cartoonista (estou simplificando ao máximo e ela pode me corrigir pelo amor de Deus!), casado e pai daquele cotoquinho lindo de gente com nome de anjo. Aquele que a Tutti tentou rasgar papel para testar sua reação, inspirada pela propaganda de um certo banco, mas que o anjo, apenas ficou olhando pra ela, como que dizendo:
Tá louca vó?

A Tutti é criativa até dizer chega. Tem 32 primas. Tem olhos verdes ou azuis, uma voz linda e me fez chorar contando a saga de sua avó durante um horário de almoço. Ela não tem ideia do tamanho do rio que eu tive vontade de chorar aquele dia. Ela não deixou o rio transbordar, porque se deixasse, muito provavelmente voltaríamos de barquinho pra casa.

E eu sou é grata morrendo de medo. Porque um dia ela aposenta, ou eu saio por aquela porta sem mais voltar. Morro de medo, porque sei o que a vida caprichosa faz com certas amizades. A areia da ampulheta acaba e vai cada um pra sua estrada dourada.

Então eu peço à Deus, que mesmo que percamos a convivência diária, me permita ainda conviver com a Tutti. Ela é das poucas do time de amigas que quero manter até o fim dos meus dias.
























quinta-feira, novembro 17, 2011

FESTA INFANTIL BARATA? MILAGES SÃO POSSÍVEIS!

Quem me vê toda linda, maravilhosa, desfilando os três filhos por aí, deve pensar que a Mulher Maravilha perde pra mim. Olhando pra trás, eu devo mesmo inspirar esse tipo de coisa.

Olhando meu último post, vejo como o assunto aniversário é cansativo, o q me tirou de circulação por mais de uma semana, mesmo tendo pano pra manga em termos de assunto! Hunf! Ah se eu fosse isso tudo!

Embora seja de uma família festeira, depois que eu vi o trabalhão que é organizar uma festa, bateu um trauma daqueles e a vontade de sumir é eminente.

Não é que eu não seja chegada a festas ou a confraternizar, mas é que imagina, lá em casa somos cinco espalhados pelo ano; então se eu fosse levar o quesito aniversário à sério, seria festa o ano inteiro.
Contabiliza isso?! Hallou! Ainda não sou rica e famosa, mas conheço gente pra caralho, moro num apartamento de 2 quartos de parcos 60m quadrados e olhe lá, que mal cabe o povo lá de casa. Me diga co-mo, fazer festa convidando todo o povo sem deixar uma parcela insatisfeita?

Você, amiga dona de casa, de classe mérdia e família exageradamente grande que nem a minha. No seu prédio tem play? O salão é caro? Dá pra pagar parcelado ao longo do ano? Então escute meu conselho: Di-vi-da!

A palavra divisão pode ter vários significados. Na Idade da Pedra Lascada por exemplo...

Nada disso. Não vou entrar nesse mérito.

Vou dar dois exemplos curtinhos sobre divisão e vcs q façam bom proveito!

Começo pelo meu. Esse ano resolvi dividir as comemorações, já que não poderia estar com todos os amigos, familiares, colegas de trabalho e os afins reunidos no play, ao som do meu DJ favorito, dançando até o sol raiar com as ideias cheias de álcool, q é como eu gosto de comemorar.

Eu fiz assim: meu aniversário mesmo, dia 09 de novembro (marquem essa data e comprem meu livro! Não pra mim!), caiu numa quarta feira. Então eu comecei a comemorar na terça feira, sim um dia antes. Esse dia, eu dediquei aos amigos do trabalho. Aqueles que me aturam no dia-a-dia, mais até do que Engraçadão que é um cara que divide a cama, as despesas e as saliências comigo, além das crianças q a gente desmembra.
Marquei com um grupo na Champanharia Ovelha Negra em Botafogo e lá brindamos com muita champagne até eu jurar q nunca mais bebo esse troço na vida. Tudo mentira, claro. Foi uma noite bem bacana, divertida, da qual eu só me lembro de metade e que ainda perdi minha carteira de habilitação, devidamente recuperada no dia seguinte.
Da esquerda p/ direita: X-boss, eu, @Miss Moura e @PripaRJ
Na quarta-feira, almocei com o grupo do meu setor e mais alguns amigos, ganhei presente da trupe e à noite, fui com a minha família a um novo barzinho perto de casa. Esse dia serviu para encher meu coração de amor, pedir perdão pelos meus pecados e dar graças pelo tanto que sou abençoada, pelos filhos lindos e pelo amor da minha vida estar ao meu lado. Dona Miúda perdendo a linha com um frango à passarinho em cada mão mais a boca cheia, mesmo depois de já ter jantado, foi um show a parte. Linda! Mesmo engordurada é linda!

No sábado, resolvi fazer um almoço para os familiares que me botaram no mundo. Bem... apenas minha progenitora apareceu, ainda sim, foi um prazer receber minha irmã, minha comadre e cônjuge, para assistir ao filme mais sangrento de Mel Gibson por insistência do Sr. Cabeça de Bolinha. Afff! Esse menino vai longe...

O q eu mais curti nesse dia, foi o carinho que eu recebi. Mamãe fez questão de levar fruta de sobremesa, sem nem eu ter pedido, além do almoço, eu fiz um doce que todos gostaram, mais tarde, servi um cafézinho com biscoitinho de feira e eu, Engraçadão, Dinda Lua e o vocalista dos Djangos batemos um papo gostoso, saboreando um cafézinho, comendo um biscoitinho, todos cansados, claro, mas isso nem se fez sentir, tal o prazer da companhia. Foi muito bom. Quase me senti na fazenda, de lenço na cabeça e avental, servindo os queridos compadres. A vida é boa, cara!

Outro exemplo de divisão é a seguinte: você reune os filhos e comunica que só tem dinheiro pra fazer 1 festa por ano. Daí vc tem tempo pra se programar e festejar com quase tudo o que tem direito.

Por exemplo, esse ano, a gente fez aniversário de 40 anos do Engraçadão com a Dona Miúda que fazia 1 ano.

Eu fui a grande organizadora de merda e claro, se não tivesse tido tanta interferência de Engraçadão, não teria tido quase um colapso nervoso no dia da festa. Foi apavorante.
Porque homem promete que vai ajudar, mas no final das contas, ele só dá pitaco no preço e interfere na quantidade de aquisições que vc tem q fazer, quase fodendo toda a sua reputação.

Mulher! Não siga meu exemplo.

Ou vc organiza do início ao fim e mostra a conta no final e ele que se dane pagando (já q fazer a festa não foi ideia sua) ou melhor nem fazer!
Nós pretendíamos fazer festa para 100 pessoas. Até aí, beleza!
Não teve um tema específico infantil, já que era festa mista. Então contratei a mesa de doces, painel com foto dos dois e bolas ornamentais; DJ para animar (melhor q eu tivesse animado, já q fiz todo o trabalho de selecionar as músicas q ele mecanicamente colocou); pula-pula, piscina de bolas, 2 garçons, salgadinhos, docinhos, mesa de frios, pão a metro, cachorro quente, pipoca e sopa de ervilha.

Tudo lindo e maravilhoso, se Engraçadão não tivesse se metido na quantidade de salgadinhos a serem contratados.

Ok, q das 100 pessoas, faltaram pelo menos umas 30, mas imagina se fosse todo mundo? A moça que faz esse salgadinho, ela deve pôr um encantamento nos salgadinhos, porque não sobra nada nunca!

Com a redução dos salgadinhos, o restante ficou bem comprometido. Os salgadinhos acabaram rápido, a sopa, que recebeu todos os elogios e repetências, foi esticada com água e foi bem nessa hora que eu comecei a chegar bem perto da histeria.

Estava exausta, nervosa, inchada, vendo Dona Miúda com sono sem poder fazer nada. O jeito foi cantar o parabéns pouco depois das 22h e sair da festa à francesa com minha pequena q dava sinais evidentes de gripe.

Todos dizem que a festa foi um sucesso, mas eu vi as falhas e não gostei nada. Festa boa, é aquele q sobra (não só álcool, como é o caso das minhas) coisas. Fui educada assim: antes sobrar do que faltar!

No próximo ano, faremos uma festa no play apenas para o Sr. Cabeça de Bolinha. Como ele faz aniversário em Julho, faremos uma festa temática que dá menos trabalho. Também chamaremos menos pessoas. Será família e os amigos mais íntimos, com algumas crianças da escola.

É muito importante guardar os contatos, principalmente se eles prestam um bom serviço, portanto eu tenho guardado o moço dos brinquedos, o telefone dos garçons e claro, a mãe 2 de Dona Miúda que além de cuidar das crianças na escola, ainda é boleira, doceira e ornamentadeira - sua filha é fotógrafa e seu genro o DJ q me cobrou preço simbólico.

Como já decidimos de quem é a vez, fica mais fácil nos programarmos meses antes para a festa e os contatos, bem como os quitutes serão preparados com bastante antecedência, logo que pagarmos IPTU, IPVA, material escolar, etc.

Na festinha dele terá os brinquedos de costume, caldo verde, sopa de ervilha, mesa com doces julinos que são baratos, mesa de quitutes julinos, pipoca e milho cozido, além das bebidas de época. Desde já preciso ir comprando os panelões (cada um sai em média quase 100 dinheiros).

Não seria melhor fugir?
É uma grande verdade, que se antecipar garante que a festa seja bem suscedida.

Sobretudo se vc tiver dinheiro para não meter a mão na massa, tanto melhor. Seria o ideal!

As duas linhas acima representam tudo o que eu não sou, é bem verdade...

Não, eu não sou festeira. Eu sou obrigada, é diferente.

segunda-feira, agosto 29, 2011

SELO: Blog Superpoderoso! Afff...

A Lulu é uma pessoa deveras insistente. Tanto que mesmo sem eu esperar por isso e mesmo eu detestanto esse tipo de coisa, ela foi lá e me colocou na lista que contempla os 5 blogs superpoderosos na opinião dela.

Afff! Só enchendo de porrada, mas pode entender essa frase como um agradecimento também, porque eu só bato em quem eu gosto. Quem eu não gosto, uso um raio laser que sai do meu olho e queimo o infeliz, enfim...

O baguio é o seguinte:

1- Vc tem que dizer 2 motivos pelo quais vc acha que foi indicado (Ai caralho... isso pra mim é tão difícil. Eu sei lá porqueraios a doida gosta de vir aqui...)

2- Como numa corrente ou novena, vc posta o selo da bagaça e indica outros 5 blogs que vc não consegue deixar de ler, tal e qual uma dependente química.
Enfim, fodeu né? Porque eu não tenho critério de leitura e sou viciada em todos os links que figuram ali à direita esquerda! Maaas, vou indicar por... Vixe! Quase conto o critério e isso é contra as regras. Poxa... só vou indicar e pronto. Mordam-se de curiosidade!

Quanto à minha opinião acerca do que a Lulu acha:

Hmmmm....

Opção 1 - Ela tem certeza que eu sou louca e por isso ela vem aqui para fazer um estudo sociológico acerca de como o pessoal que é dono do manicômio cria 3 louquinhos.

Opção 2 - Ela me visita para ter certeza que meus filhos estão bem, pois quer ser a primeira a chamar a polícia e dar a notícia em seu blog, ganhando o prêmio de blog do ano pela matéria que solucionaria o caso das crianças que comeram repolho c/ feijão e explodiram o prédio com um peido que provocou deslocamento de ar no bairro da Tijuca...?

And the Oscar Selo goes to:

2- Patrícia C. do Te Amo Porra
3- Ane Brasil do Gazeta Mundo Cão
5- Fernanda Barraqueira

Agora é avisar o povo, pegar a pipoca e esperar a corrente passar!

Bj na bunda!

sábado, julho 30, 2011

São Paulo

BORA PLAYAR?


Poxa... eu não tenho fotos de São Paulo e eu queria poder falar mais de São Paulo. Tipo... da deselegância discreta de suas meninas, do que acontece no meu coração entre a Ipiranga e a Av. São João, mas não. Só consigo falar de amor e só disso.

Sabe, eu comecei a ir pra lá por conta da família postiça do Engraçadão. Postiça porque foi a família eleita que veio praticamente junta do nordeste e se separou entre Rio e São Paulo. Amigas q se criaram juntas e se separaram por estados, mas q o amor ficou guardadinho ali. Então entra ano e sai ano, aniversários, formaturas, ou só saudade mesmo, tudo isso é motivo pra se visitar.

E já são 17 anos de convivência espaçada entre as famílias, a Lan Sogra se foi, mas mesmo assim, os laços ficaram. Daí que a Vana  veio no aniversário de Engraçadão com Dona Miúda (eu pari, mas ele teve o privilégio de aniversariar junto com ela) e nós fizemos a promessa de passar o aniversário do Sr. Cabeça de Bolinha lá. Assim foi.

Resolvemos fugir do compromisso de uma grande festa pra ele - que fez 4 aninhos dia 27 último - e nada melhor q ir pra lá, onde estaríamos acolhidos e aconchegados para a organização do bolinho. Mais que isso, abraçaria a Lulu, o Rafa e a Tati. Sim, porque o Sr. Danilo, aquele q fez a resenha do livro na contra -capa, correu do pau por conta de uma garoa incompatível com a moto, mas típica de Sampa.

Tudo divino e maravilhoso. Assim foi. Fico sem palavras para descrever Sampa. Sampa, é sempre ali na Freguesia, q nem Freguesia é. Eu não lembro o nome do bairro de verdade, eu não sei andar ali, só subir e descer a rua, ir no salão da Dri, ir na casa da vó, voltar pra casa da Vana. 

E quando eu olho a casa da Vana, que é uma dona de casa com gosto, daquele tipo, mãe carinhosa, esposa paciente, com a casinha do tipo q tem tudo aconchegante, sempre me sinto um pouco menos. Porque ainda estou naquela fase de gritar, de não ter algo florido me cercando, de não ter utensílios suficientes, nem travesseiros ou toalhas sobrando... eu me sinto tão pequena e tão menos... não é inveja da Vana, nem comparação, porque nossos caminhos são outros. Mas me refiro a um outro patamar. A um tipo de sabedoria de vida, q eu ainda não tenho. Eu tenho pressa demais, a Vana não tem, a Vana tem generosidade. Poucas vezes na vida vi pessoas com qualidades tão marcantes. Minha vó por exemplo, era humilde ao extremo e generosa também.   A Vana é generosa e ouso dizer, sábia também. Sei lá, de repetne precisaria conversar mais, mas penso q ela é uma pessoa sábia. E eu preciso melhorar muito como ser humano para guardar qualquer dessas características. Então me enternece o coração ver como ela nos recebe. 

E foi muito legal matar a saudade de geral, sabe? Fomos ao shopping com aquela galera toda, para ver um filme todos juntos - e - Dona Miúda inclusive e exclusive também! Almoçamos juntos, administramos o caos dentro de uma livraria juntos e depois fui com a família ver Carros 3D, q bicho, Dona Miúda apagou no meu colo - Amém senhor! 

A bicha tá danada demais! Tem uns dentões nascendo e ela está elétrica, só quer saber de andar e se impõe do alto dos seus nem meio metro, enfia o dedo na nossa cara e manda calar a boca. Tão doce essa menina... Na hora dá medo e vontade de chorar, sair gritando, correndo chamando pela mãe, mas aí vc lembra q é maior q ela e q se ela te encarar, o bicho vai pegar! 

A paz! Sentimento sublime.

E Pacotinho todo homem? Esse virou moleque de rua, sem dar trabalho, soltando pipa, jogando videogame, batendo papo com o primo, andando de cima pra baixo, conhecendo lugares, pessoas e se comportando. Quando vinha pra casa, brincava com os irmãos, fazia carinho na Miúda e ainda encontrava tempo para encher o saco de vez em quando. Sim, porque estamos nessa fase né? A do enfrentamento, mas a lucidez dele, sempre quebra o clima de briga. Meu filósofo.

Daí q tinha cachorro também e ele... aliás dois cachorros, q roubavam a cena e atraía a atenção dos moleques de dia, de tarde e à noite. Aaaaaiiii, maravilha. 

E a semana voou e quando eu vi, já estava twittando da estrada, tendo uma caganeira homérica dentro do carro - não macacada, não sujei nada! - o que me fez soltar um carburoso 
digno de denúncia no juizado de pequenas causas! Eles não me denunciaram, graças, ao contrário, me levaram ao posto de um dos pedágios (1569 deles) onde tive atendimento de primeira! Bárbaro. Tudo limpinho, contei? 

Enfim, São Paulo ainda tem muuuuito a ser descoberto e cantado. 
Basta a gente querer!

terça-feira, novembro 09, 2010

ANIVERSÁRIO EM PÂNICO

Meu aniversário começou ontem mesmo com uma super noite de Dona Miúda, minha galega que fez questão de não dormir pra me presentear. Oh que noite tão feliz. 
A bicha ficou fritando bolinho na cama, quando eu e Engraçadão nos revesávamos pra acalmar os ânimos. Foram cochiladas tão felizes... 


A moça q de vez em quando NÃO DOORMEE!


Aí acordei com aquela pele linda, o rosto de dálmata onde figuravam olheiras dignas de pura felicidade.
Ela me-re-ce! Ela me-re-ce! 


Acordamos todos atrasados, correndo contra o tempo para dar conta da rotina q não tá nem aí se vc dormiu direito ou não. 


Resolvi levar os meninos todos juntos pra subir o morro porque né...? E lá em cima, primeiro obstáculo. Ou seria o segundo?



Quando finalmente o caminhão desce mais um tiquinho, taca lixo no capot do carro, os rapazes tentando minimizar o estrago, mas... que nada, o carro é velho, o carro está sujo, deixa prá lá. Eu quero mesmo é chegar na hora e depois o lavajato resolve o resto!

Parte da caçamba do caminhão de lixo 

Ah que cheirinho bom! Mentira.
Eu parada no acostamento, rezando pra acabar o transtorno e seguir viagem, fui atendida pelos céus. Ufa! Mentira. Debrear na ladeira requer habilidade. Habilidade essa que eu confesso, não domino totalmente. O carro sempre desce um pouco e esse pouco foi suficiente pra eu bater na kombi que estava atrás. Foi uma batidinha sem vergonha, humilhante eu diria. O dono da Kombi estava dentro do carro. 

Desci, implorei desculpas e o dono, meio q cagou na minha cabeça, quis saber o quanto tinha amassado e eu expliquei q só a placa tinha ficado agarradinha no parachoque. A placa do carro dele, q fique claro. Dei passagem e ele subiu na frente pra não correr novo risco. Putz!

Lá em cima, dou de cara com ele indo pro mesmo destino q eu - a escolinha da Dona Miúda. Ele, pai de um amiguinho dela. Eu só queria morrer e ele, seguiu me ignorando e desamassando a placa. Dos males o menor.

Desci voada pra creche afim de deixar os meninos, tudo certo, eu morta e o dia nem bem havia começado!

Já no ponto de ônibus, atrasadíssima, nada de conseguir um taxi. Resolvi então ir de ônibus até o metro, quando abro minha carteira e me deparo com falta de vale trans-pobre e falta de grana. Ao menos tinha uma última folhinha do cheque, q nenhum taxista em sã consciência aceita. Ai que aperto no coração! Fiquei uns 20 minutos fazendo sinal e nada, alugando a pobre Dani Antunes que me ofertou dinheiro emprestado quando eu chegasse lá. Esse anjo bom abriu meus caminhos. Um táxi parou e depois de eu desfiar o rosário, aceitou meu cheque. Bingooo!

Ainda estava angustiada, passando um sms pra Engraçadão, com lágrimas prestes a cair, quando chega meu primeiro telefonema de happy birthday!

NOTA:
Dani Antunes mandou SMS com felicitações, deixou parabéns no twitter, @CláudiaMello, @Advi, @BiaPorfirio seguiram o exemplo!

E mal cheguei ganhei presentinhos:


Presentinho da @MissMoura depois do almoço

Presentinho provisório da Dani Antunes

Presentinho de Fafá, uma secretária querida no final do dia
E teve o almoço com a galera, que será dividido em duas partes: O de hoje no Graça da Vila e o de amanhã no Restaurante Hachiko, que contará com a presença ilustre dos que não puderam ir hoje. 


Eu sei, tá faltando velinha aê!

Meu povo

Esse é o Mário! Complete a frase...

Mais povo

Minhas amigas super alugadas Pri e @LuMSSoares

Fabinho e @Dani Antunes
Outros queridos e queridas ligaram ao longo do dia. Gente que eu nem imaginava q ligaria, gente q mora em outro estado como foi o caso da Lulu, mensagem da Ju da Paraíba, ligação de amigos do tempo de Jornal O Dia, do meu ex-chefe tão querido que confirmou presença amanhã...


Digo e repito:

GENTE EU NÃO MEREÇO TANTO CARINHO, MAS OBRIGADA DE CORAÇÃO!

O saldo, claro que foi positivo, afinal, meus 30 anos estão se esvaindo, mas o corpinho continua de 24.

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