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quarta-feira, janeiro 14, 2015

COMEÇOU O PROJETO BOTINHO 2015


Se é de graça, beneficia as crianças e significa riqueza de experiências na vida delas, eu dou um jeito de inserir meus filhos.

No finalzinho de 2014, um amigo de infância de Engraçadão me chamou pela inbox do Facebook para comentar que as inscrições estariam abertas em apenas dois dias de Dezembro. O Projeto Botinho, conduzido pelos Bombeiros em parceria com a iniciativa privada ou entidade do governo, recebe todo ano cerca de 200 crianças da Capital e Estado do Rio de Janeiro, para durante um mês inteiro (Janeiro) passar noções de disciplina, primeiros socorros, comportamento no mar e noções de preservação ambiental.

Utilizando uma linguagem de quartel, entoando canções enquanto correm ou caminham, crianças à partir dos 7 anos aprendem a obedecer a voz de comando do sargento, formam fila, fazem flexões, entram no mar em grupo e aprendem pequenas noções de socorro por afogamento.

O projeto funciona de segunda à sexta em diversas praias cariocas e apesar de ter sido notícia em diversas mídias na semana de seu lançamento, a data da inscrição e a forma como isso é feito, é meio que guardado à boca miúda. Nós mesmos, se não tivéssemos esse amigo bombeiro, jamais saberíamos onde, quando e como. 

Portanto, queridos leitores, dar-vos-ei o caminho das pedras para o próximo ano! Anotem na agenda do celular, programem o despertador e voltem aqui em Dezembro do corrente ano para ler novamente e se preparar para as inscrições.

Como tudo hoje em dia, a inscrição é feita pelo site do Botinho. Os jornais também costumam informar da proximidade do projeto. Este ano, li no jornal O Dia, no dia exato do início. Daí que se você mamãe ou papai, não têm o costume de ler o jornal de papel, fique atento e busque especificamente pelo assunto, já que ler notícias do site faz com que a gente acabe dispersando e fugindo do foco! E não adianta entrar antes, porque a mensagem que fica é de que o site está fora do ar. Só abre mesmo nos dias de inscrição.

Outra dica, é se ater à data de inscrição e fazê-lo já nas primeiras horas, pois as praias mais concorridas acabam primeiro. Praias como Barra da Tijuca, Copacabana, Leblon, Ipanema são as mais visadas e as vagas preferenciais são para as crianças que já participaram em anos anteriores.

Feita a inscrição, preenchido o cadastro com os dados da criança, é enviado um email de confirmação a ser impresso junto com os dados cadastrais. O próximo passo é reunir a documentação e levar numa unidade dos Bombeiros para efetivar a inscrição e é nesse momento que muitos perdem a vaga, já que relaxam no prazo. É aí que surge a oportunidade dos azarões. Falta de documentos, ou levar a documentação fora do prazo, é motivo para perda da vaga. Fique alerta!

As aulas têm início às 8h em ponto, quando a turma de Golfinhos, Tubarões e Moby Dick forma e se divide entre meninos e meninas. As famílias acompanham tudo no entorno e aproveitam para tomar um banho de mar, que nessa época do ano, é programa obrigatório pro carioca; então é importante que seu filho tenha a companhia de um adulto que guarde seus pertences e leve lanche e líquidos para que se hidratem durante e após a aula. As meninas e os pequenos são liberados mais cedo, geralmente à partir das 10h e os maiores ficam até no máximo 10:30h ou 11h. Depois a água do mar fica repleta de crianças de todas as idades e tamanhos e cores de sunga. É até esquisito pra se banhar, porque elas descem na onda pegando jacaré todas ao mesmo tempo, ou com prancha de bodyboard e o haole ali é o adulto!

Esse ano, duas emissoras de TV acompanharam de perto a atividade dos Botinhos: SBT e Record estiveram na Praia da Barra de olho no que as crianças aprendiam. 
Tanto Pacotinho, quanto Sr. Cabeça de Bolinha ficaram animados com a possibilidade de aparecer na TV. Acabamos não acompanhando a matéria, já que acordar cedo todos os dias para ir ao projeto e sobreviver nesse calorão do Hell de Janeiro, turva nossas mentes e nos deixa com preguiça de viver. Os meninos são acometidos por uma inércia, se rendendo ao videogame, ou ao computador no período da tarde e à noite quando está mais fresquinho, perturbam a gente para os levar no Bowl do Maracanã ou mesmo no Parque de Madureira.

Mesmo com os preços surreais do verão carioca, vale ficar de olho nos programas gratuitos espalhados pela cidade e em projetos oferecidos pela Prefeitura. Dá pra ter uma infância rica e de graça, ainda que a divulgação dessas iniciativas seja "pobre".

quarta-feira, dezembro 10, 2014

ENTREVISTANDO MANGUEIRINHA - MESTRE DE BATERIA DO PROJETO TIM


“Não dou mole pra criança nenhuma não!” – MANGUEIRINHA, DIRETOR DE BATERIA DA UNIDOS DE VILA ISABEL E IDEALIZADOR DO PROJETO BATERIA DE JOVENS SURDOS TIM
Filho do samba (o pai foi intérprete e compositor de escolas de samba e a mãe, integrante da ala feminina), tendo crescido em Vila Isabel, desde pequeno Carlos Henrique da Silva Vicente, o Mangueirinha deu os primeiros passos no mundo do samba através da bateria mirim da escola de samba Unidos de Vila Isabel.

Apesar de jurar que o voluntariado não foi aprendido em família, faz questão de enfatizar que aprende mais com os alunos do Projeto Bateria de Jovens Surdos patrocinado pela Tim, do que ensina. Carioca, morador do Morro dos Macacos, Vila Isabel no Rio de Janeiro, desde a mais tenra idade esteve em contato com o mundo do samba. Foi através de um projeto social que aos 6 anos aprendeu a tocar o primeiro instrumento. Hoje, se torna um multiplicador da experiência que viveu. Além de diretor de bateria pela escola de samba Unidos de Vila Isabel, está envolvido em diversos grupos de percussão dentro e fora do samba. 

E não para por aí, ensina o ofício a crianças carentes com e sem deficiência pelo Rio, inclusive no Centro Municipal de Referência da Música Carioca. 

Nessa entrevista, Mangueirinha fala da sua infância, de seus influenciadores e mestres e garante: “Sou um cara muito rígido com meus alunos!”

Flavia Moura – Como foi a relação com o samba na sua família?

Mangueirinha – Meu pai nasceu na Mangueira. Quem era ligado a Mangueira era meu avô, que saía numa ala tradicional da escola de samba. Quando meu pai foi morar em Vila Isabel... Pô, é estranho... Meu pai quando foi morar lá (em Vila Isabel), ele disputava samba enredo na Vila, mas foi integrar o Salgueiro. Ele foi diretor de harmonia no Salgueiro e tinha uma ala também! Na Vila, ele tinha uma participação no canto. As pessoas o chamavam porque interpretava muito samba dos outros e compunha também, porque tinha uma boa voz e o pessoal sempre o convidava, não só na Vila, como em outras escolas. Aí logo depois, quando eu cresci e comecei a desfilar na bateria mirim, ele veio pra Vila pra eu não ir sozinho. Aí, ele e minha mãe montaram uma ala na Vila e passaram a diretores de harmonia na Vila. Ele como diretor de harmonia e ela no departamento feminino.

FM – E essa parte de se dedicar a projetos? Foi aprendido na família ou você foi pioneiro no tocante ao voluntariado?

Mangueirinha – Ah, o meu pai era muito festeiro. Tinha grupo de mulatas, era mestre de cerimônias de blocos, apresentava os blocos, convidando os outros... mas essa veia de projeto, veio da bateria mirim que eu comecei. 

FM – E os demais projetos, as pessoas iam te chamando ou foram acontecendo? 

Mangueirinha – Então, eu ingressei nessa bateria mirim, aí só tinha uma bateria. Aí em 1988, essa bateria deu vida a uma escola de samba mirim. Eu era ritmista dessa escola de samba mirim e fui fundador dessa escola de samba mirim, né? Daqui a pouco eu passei a ser mestre dessa bateria e escola de samba mirim. Aí foi começando, eu fui pegando experiência com isso e as portas se abrindo pra mim. Aí comecei a dar aula ali, comecei a dar aula aqui... foi assim.

FM – E você sente frio na barriga quando vai liderar uma nova turma? Tem esse lance de ficar nervoso como no dia de estreia?

Mangueirinha – Tem, tem. Porque se você não ficar nervoso e não sentir o frio na barriga, a coisa não tá normal. Tudo o que é novo, você tem certa dificuldade né? Aí sempre tem esse lance de ficar nervoso, a boca seca... é a adrenalina né? Enquanto isso acontecer é porque você tá funcionando! No dia que isso parar de acontecer, você não tá funcionando mais. 

FM – A gente sabe que adolescente tem aquela fase tinhosa e aqui (no Centro de Referência da Música Carioca onde acontecem as aulas do projeto) a gente vê que tem as crianças menores e os adolescentes. Eles te dão algum tipo de trabalho ou seu carisma encanta até eles?

Mangueirinha – Olha, graças a Deus eu tive uma educação muito boa, tanto pelos meus pais, quanto meus avós. Fui criado pelos meus avós, porque meus pais tinham que trabalhar, mas eu tive uma professora particular antes de ser alfabetizado, porque eu morei no pé do Morro dos Macacos e tinha uma senhora chamada Dona Belinha, que todo mundo passava por ela, antes de ser alfabetizado. E ela era uma pessoa muito rígida, então fez parte da minha educação. E o outro mestre de bateria, o mestre Trambique, também era muito rígido. Então eu me vejo neles. Essa rigidez toda que eu tenho com as crianças, eu me vejo neles, mas eram pessoas também muito carinhosas. 

Essa dona Belinha, caraca, era uma senhorinha... Nossa Senhora! O morro todo dos Macacos e Pau da Bandeira passaram por ela. Num quadro negro só, ela dava aula do Jardim à 8ª série. Só num único quadro. Eu nunca vi isso. Hoje você tem amplas formas de educar e na minha época, era uma cartilha do ABC e ela muito rígida e ao mesmo tempo carinhosa. Eu trato as crianças assim. Eu sou rígido, falo a verdade pra eles, eu não conto mentira, porque também nunca me contaram mentira... eu os trato assim. Não dou mole pra criança nenhuma não! Aquele que tá titubeando um pouquinho, saindo da linha um pouquinho, eu vou pra cima dele firme e falo a verdade.

FM – Como foi que você aprendeu a ensinar de maneira diferenciada as crianças com deficiências diversas (visual, auditiva) e até as mais graves, como algumas crianças com deficiência mental que frequentam esse espaço? E você coordenando isso com maestria. Você aprendeu ou foi instintivo?

Mangueirinha – Olha de fato eu nunca trabalhei anteriormente com crianças com deficiência. Eu tive vontade de fazer esse projeto para crianças surdas, falei com meu coordenador, que me apoiou; fomos pra um colégio trabalhar. A primeira semana muito complicada, porque eu não sabia libras; a segunda semana continuou complicada e a terceira também. Eu fiquei um pouquinho desesperado porque tava entrando num mundo novo. Foi quando a diretora do colégio falou pra eu manter a calma, que quando menos esperasse ia ter uma resposta. Quando eu menos esperei tive a resposta de um, aí veio outro e foi dando uma resposta. Aprendi mais com eles, do que eles aprendem comigo e continuo aprendendo com eles. 
Cada criança com uma deficiência diferente que hoje chega, eu aprendo. Eu deixo eles. Cada criança tem seu tempo e você tem que respeitar isso, então eu deixo eles livres, bem a vontade e vou aprendendo e vou tirando deles o que eles têm de melhor. Eu não forço nada, eu os deixo à vontade. O projeto é de integração, né? Então eles têm que se sentir bem. Eles se sentindo bem, eu aprendo com eles e eles aprendem um pouquinho comigo. É uma troca.

FM - Você já tem algum projeto pra 2015, depois que passar o carnaval?

Mangueirinha – Não. Projeto é continuar aqui, no projeto da TIM porque eu acho que é importante pra caramba. Sem a ajuda deles como parceiros eu não conseguiria. Porque as crianças com deficiência necessitam, os pais... e eu tenho que dar um conforto a eles. Porque não tem como você dar aula ou fazer qualquer coisa pruma criança sem dar o mínimo de conforto. Eles têm que ter um lanche, eles têm que ser bem tratados, os instrumentos tem que ser de qualidade, porque não basta só a sua boa vontade, mas você tem que ter parceiros que possam te ajudar e você possa caminhar. Porque sozinho você também não é nada!

Serviço: O projeto da Bateria de Jovens Surdos TIM está em recesso em função das férias escolares. Trata-se de um projeto gratuito de integração, que voltará suas atividades no dia 16/01/2015. Para inscrever-se basta entrar em contato pelo telefone (21) 3238-3831.
O Centro Municipal de Referência da Música Carioca Arthur da Távola fica situado à R. Conde de Bonfim, 824 - Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, 20530-002

sábado, outubro 11, 2014

DIA DAS CRIANÇAS: EU TESTEI A PISTA DE SKATE DO MARACANÃ


Mãe que é mãe não tem o direito de ficar parada, com Dia das Crianças chegando nem pensar! Não importa se você bebeu além da conta no dia anterior, se foi pra night e se acabou na pista, se simplesmente trabalhou até tarde ou se passou a noite fazendo viradão sexual com namorado/ marido/ peguete. Filhos não dão tempo pra gente se  recuperar da noitada. Por isso, é importante papais e mamães se comportarem direitinho e investirem pesado em atividade física.

Eu, a pessoa mais sedentária que conheço, vivo brigando com a minha preguiça, com a falta de grana e consequente, falta de  tempo ($) para malhar. Nessas horas, o bom mesmo é contar com a criatividade, malhar onde der, fazer os quinze minutinhos do preguiçoso (15 agachamentos, 15 abdominais, 15 polichinelos e 15 palavrões durante o exercício), porque isso vai te dar uma despertada, um gás para acompanhar a pilha alcalina atochada no rabinho deles loucura que é pique de criança.

Hoje eu tinha tudo pra passar o dia na preguiça, prostrada no sofá ou descansando no computador. Só que o dia estava lindo demais pra ficar num apartamento com dois meninos saudáveis (graças à Deus!) e cheios de energia. Então aproveitei o Skate novo de Pacotinho (presente da Advi) para estreá-lo na pista. Para ficar mais legal ainda, roubei o ex-room mate da minha irmã, o Aruã Vieira, que também anda e nos faria companhia. Foi mole, só comprá-lo com almoço que ele veio correndo! Sim, sou escrota. =)

Vamos à foto-legenda.

Desembarcamos na lateral do Estádio do Maracanã e fomos caminhando até a pista. Foi minha primeira vez lá, então estava crente que Pacotinho saberia me levar. 
Claro que ele levou, só que deu uma volta do caralho andando em sentido horário, sendo que o caminho mais curto, seria no sentido anti-horário. 
Ah, filhos...











Aí finalmente você se dá conta de que é a única que não possui rodinhas embaixo dos pés. Tendo optado pela câmera, em qual dia e a que horas ia chegar na pista? Boa pergunta.


Ignorando xingamentos, cansaço e calor, quando a gente chega na passarela que dá acesso à pista, somos abençoados com o pôr do sol na Radial Oeste, bem como a vista da pista. Muito bom. Nessa hora dá pra esquecer de tudo mesmo.



 Chegando lá, os meninos fizeram logo amizade. 
Dessa vez, os garotos que já estavam na pista (Gabriel e Luíz Augusto) é que abordaram os meus, já oferecendo biscoito e apertando as mãos em sinal de cumprimento. Rola isso na pista de Skate. Ninguém se conhece e todo mundo é amigo. O máximo!

Se tem uma coisa que meus filhos nunca rejeitam, o nome disso é biscoito. NUNCA!
 Até o Sr. Cabeça de Bolinha se aventurou na pista com sua bicicleta de rodinhas. 
Fofo toda vida.


Gabriel é uma figura. Falante, pediu água e se propôs a encher a garrafa no quartel do Corpo de Bombeiros ali perto. Ele não sabia andar de skate, então se aventurava de bicicleta mesmo. Foi muito bacana conhecê-lo. Eu senti que ele tinha vergonha de dizer onde morava de verdade e não me cabe aqui ficar especulando, mas independente da localidade, gostei da forma generosa como ele se comportou com meus filhos, dividindo o pouco que tinha: Biscoito e até a bicicleta sem freio.


"Tia, filma eu sem as mãos!"

Já o Luiz Augusto é um achado. 
Chegamos na pista e ele já estava lá doidinho pra chegar alguém que pudesse emprestar um skate pra ele.  Sabe como é criança, né? O importante pra eles é a viagem e não o resultado. Moral da história, ele revezava entre o de Pacotinho e de Aruã. O moleque anda muito. Segundo o que diz, só há duas semanas. Se isso for sério, então ele é um prodígio da tábua, tamanha segurança e desenvoltura.



Pacotinho entre acertos e erros, conseguiu corrigir a postura em cima do skate, pegou mais segurança e acertou os pés ao remar. Já tá tirando ondinha, se arriscando em algumas manobras. Dá-lhe moleque!



 Aruã Vieira, paulista, amigo da mermã, um cara bacana e que gosta de crianças. Aruã escuta piada de cariocas envolvendo praia e leva na esportiva. 
Demos boas risadas sobre o tema. 


 Por fim a pista foi enchendo, outros caras foram chegando, todos se cumprimentando, apertando as mãos sem se conhecer e fazendo a famosa fila pra entrar na pista. Tudo na paz e na camaradagem, coisa rara hoje em dia. 
Chegou então o Ítalo, carinha bacana, simpático, falante, que dividiu com prazer suas manobras com Pacotinho. Acabamos trocando whatsapp, Facebook pra enviar as fotos.
Algo me diz que a amizade vai ficar.


Se depois desse relato ainda existe algum pai ou mãe reticentes em deixar seu filho andar de skate, eu super recomendo. Vá a uma pista da sua cidade e veja com os próprios olhos como funciona esse grupo. Como eles se comportam, se estabelecem essa parceria e relação de amizade imediata, ainda que por um dia. 

Houve um tempo aqui no Rio, num certo bairro da Zona Oeste, moradores que se recusaram a aceitar que fosse construída uma pista de skate em uma de suas pracinhas, alegando que ia juntar maconheiro ao redor. 

Independente se essa tribo usa ou não maconha, na pista o que eu vi foram manobras bacanas, uma generosidade que independia de idade, uma troca bacana entre águas e biscoitos, além do velho e saudável cai, levanta de novo. Ou seja, estão embutidos valores como amizade, parceria, respeito e persistência. Valores esses pra deixar qualquer pai ou mãe babando de orgulho. Na próxima vou descolar uns patins pra mim.

Esse link mostra o monstro do skate, Bob Burnquist estreando a pista há pouco menos de um ano atrás, quando ainda nem era grafitada. 

sexta-feira, setembro 12, 2014

SEU FILHO SE ALIMENTA BEM?


Esse post não é Publieditorial

O maior calcanhar de Aquiles de dez entre dez pais (que se importam...) é a preocupação com a alimentação dos filhos. De que forma fazê-los comer alimentos saudáveis e largar das gordices a que as crianças são tentadas todos os dias?

Alimentação também faz parte da educação, desde a mais tenra idade do bebê. É isso mesmo. Faz parte de uma boa educação alimentar, dar o peito nos primeiros momentos em que o bebê sai da barriga da mãe. O leite materno tem tudo o que um bebê precisa para se desenvolver física e emocionalmente, mata a sede, sacia a fome, estreita os laços com a mãe, além de ser muito prazeroso para ambos. Não é novidade.

Só que à partir do sexto mês de vida, outros alimentos devem ser apresentados à criança, ainda que ela esteja habituada a mamar no peito. E é aí que começa a saga para transformar aquele bebê, numa criança que se alimenta bem e que aceita toda uma variedade de alimentos que serão oferecidos. Cabe aos pais conduzir esse momento de forma a tornar a criança aberta a novas propostas. E de que maneira se faz isso? Simples, novamente a gente veste a capa da persistência e da força na peruca!

Depois do suquinho de laranja lima coado, a bananinha amassada será o passo natural. O suquinho geralmente vai bem. Eu que tive três filhos, não os vi recusando, já que a laranja lima é bem docinha, no entanto reconheço que cada caso é um caso. Deve haver algum bebê que odeie suco de laranja e ninguém melhor que o pediatra para orientar o que apresentar como substituto. 

No caso da banana, a persistência entra com tudo. Geralmente os bebês cospem. E aí vem aquela vontade de sair correndo e dar o peito (nesse caso, o caminho mais fácil), mas não. Tem que insistir. Amassar bem a bananinha com o garfo e ao introduzir a colher na boca da criança, antes que ela faça careta, a gente põe a chupeta. Esse método é infalível! Ah, mas seu filho não chupa chupeta... bem, apelando para a criatividade, compraria uma daquelas colheres emborrachadas que não machucam a gengiva do bebê e deixaria o objeto mais tempo na boca (por favor, não enfiem na garganta), para deixar o bebê saborear e sugar o alimento junto com a colher. Dali a dois ou três dias, o que se vê é o bebê abrindo um bocão sem tamanho para a banana. Ele acostuma. Depois de uma semana, virão outras novidades: maçã raspadinha, mamão amassado e pera, uma a cada semana, onde todo o processo deverá ser repetido. Não desespere! Persista, afinal, você já passou por isso antes.

Mais tarde, é chegada a hora do alimento de sal e aí vem o pulo do gato! Comida de sal, nunca, jamais em tempo algum, deverá ser passado no processador ou liquidificador. Nós mães, não devemos passar nossas neuras e nojinhos pros filhos. Ainda que a gente deteste cenoura, ou batata doce, nossos filhos têm o direito de conhecer e aprovar esses alimentos. De que maneira? Enquanto são pequenos, a sopa receitada pelo pediatra após cozida, será passada no espremedor de batatas. Isso fará com que os legumes fiquem em pequenos pedacinhos. Conforme os dentinhos comecem a aparecer, o espremedor será substituído pelo garfo, então a sopa será amassadinha, com pedacinhos maiores de legumes e seu filho terá a sensação da mastigação na boca. Vale a careta da mamãe ensinando a mastigar!

A persistência e a coerência devem ser as grandes aliadas na hora da alimentação. Se a criança recusar a comida, é proibido substituir alimentos por biscoitos, iogurtes ou doces. A mensagem que se passa quando se oferece esses substitutos, é que a criança está sendo recompensada por não comer e isso a gente não quer.

Aqui em casa, sempre deixamos claro, desde que eram bebês que se não comessem, ficariam com fome. Porque às vezes é normal a criança não estar a fim de comer. Isso acontece conosco que somos adultos, por que não haveria de acontecer com eles? No entanto, é importante deixá-las cientes de que a hora da refeição é sagrada e insubstituível, por isso, não é nada demais guardar a comida e oferecê-la mais tarde, tão logo a criança apresente sinal de fome. E funciona.

Quando maiores, na idade da manha, essa regra deve ser mantida, ainda que seu filho abale as estruturas do prédio aos berros, como se você o estivesse enforcando. Não se abale com escândalo. Deixe chorar e seja enfática (o): "Depois da comida eu te dou o biscoito. Agora é hora do almoço! Ou do jantar."

Adotando essas regrinhas, consegui que meus 3 filhos se alimentassem apropriadamente. A Dona Miúda ama tomate, come salada, brócolis (pede pra cortar miudinho), todo o tipo de sopa, quiabo e o que mais oferecermos. Quando ela recusa algum alimento pela aparência, eu prometo a ela que se provar e não gostar, eu não forçarei a barra. E ela prova. Dificilmente recusa e quando isso acontece, sou obrigada a manter minha palavra, pois com quatro anos, ela já tem o direito de ter um paladar diferente do meu. Mas no geral, come de tudo. O Sr. Cabeça de Bolinha quando vê brócolis grita alto e bate palmas: BRÓCOLIIIIIS! Já Pacotinho que está crescendo e começando a apurar o paladar para comidas mais junkies, às vezes faz careta para legumes. Quando isso acontece, eu repito a célebre frase:

- Se não comer sua refeição, não vou te dar mais nada!

E ele come tudo. Ainda que me peça para colocar pouco. Ok, isso pode.

Quem me ensinou essas técnicas, foi o super pediatra deles. São regras simples e realmente funcionaram. Crio três crianças saudáveis que se alimentam bem, não correm o risco de obesidade, dificilmente adoecem (graças à Deus) e quase nunca ficam resfriados. 
O Super Pediatra, não é de hoje, vem me preparando para o dia em que eles não queiram comer nada. Ele diz que é normal ao menos um dia na vida da criança, ela não sentir fome. Felizmente, isso nunca acometeu nenhum dos três. 

É claro, no caso daquelas viroses brabas, onde a criança tem febre, fica prostrada, ou evacuando, essa rigidez deve ser posta de lado e o que ela comer está valendo, ainda que seja um biscoito ou iogurte. O que não vale são pais permissivos, com preguiça de ter  trabalho, fazer as vontades das crianças, transformando-as em filhos igualmente preguiçosos na hora de se alimentar e futuros mal acostumados, achando que estão no comando. 

Não tenha medo de ser rígido. A saúde dos nossos filhos não tem preço. É questão de educação, persistência e coerência. Não à toa, nós pais somos chamados de responsáveis e não o contrário.

segunda-feira, setembro 01, 2014

SOBRE MENINOS E PALAVRÕES - PODE OU NÃO PODE?


A cena é típica. Você está em casa varrendo a sala, as crianças espalhadas pela casa naquela confusão habitual de casa com mais de dois filhos; de repente você bate o dedinho do pé na quina da cadeira de madeira, o coração aperta, os olhos se enchem de lágrimas,  o dedinho lateja tanto, que parece que vai sair do pé e antes mesmo de se dar conta, você solta um vigoroso "puta merda!" - ou similar. 

Alguns, como eu, pediriam desculpas, outros mais espertinhos deixariam passar batido, não despertando a atenção da criança para seu próprio mal feito. Tenho minhas razões. 

O tempo passa, você está no supermercado, seus filhos discutem por algo corriqueiro e o mais novo solta um vigoroso puta merda, velho conhecido seu. Na mesma hora, você corre os olhos pelo mercado, procurando o buraco mais próximo para se esconder. Não há tempo para isso. A culpa te faz sentir vergonha, ao passo que te lembra quem foi que iniciou todo esse processo e para não ficar mal diante da sociedade, claro, você chama atenção da criança, porque né? É seu papel educar. 

A maioria esmagadora das crianças não têm ideia do que significa os palavrões que a gente fala. E explicar o significado deles, mesmo para uma criança de 7 anos, dá arrepios na espinha dos pais. Então, como lidar com essa sinuca de bico?

Eu não fui criada com palavrões e assumo, assim que entrei na adolescência, desandei a falar como forma de me autoafirmar no meu grupo da escola, embora as meninas não fossem tão desbocadas quanto eu.

Ao nos tornarmos pais, tanto eu quanto Engraçadão combinamos de maneirar os xingamentos. Deu certo com Pacotinho, deu certo com Sr. Cabeça de Bolinha até a chegada de Dona Miúda. Digamos que nossa rotina familiar tenha ficado meio explosiva criando 3 filhos e com certas privações, de dois anos para cá. Então o meu controle com a boca suja, confesso de vez em quando deixa a desejar. Ainda assim, os meninos que são maiores, entendem que não devem falar palavrão em casa, nem na escola. Eles sabem que quando estão entre amigos, em seu grupinho sem adultos perto, um ou outro palavrão pode escapar. Mas nunca devem falar palavrões diante da professora, dos mais velhos ou mesmo diante de nós, pais, em sinal de respeito. Eles sabem que palavrão em boca de criança não é algo bonito de se ver.

Eles também são proibidos de se xingar, ou mesmo mandar um ao outro calar a boca. Aqui, os irmãos devem manter uma relação de respeito sempre. Nós exigimos isso, embora eles testem nossa paciência de vez em sempre.

Em caso de crianças menores, entre 2 e 4 anos é impensável deixar que se torne um hábito falar palavrão. Um dia Dona Miúda falou um que nem lembro qual foi e nós tivemos uma conversa franca.  Disse a ela que uma menina linda e educada como ela, não poderia falar palavras feias. Que isso não combinava com ela. 
Pois a Miúda pareceu entender. Pediu desculpas e prometeu não falar mais aquilo. De fato, ela nunca mais xingou.

O Sr. Cabeça de Bolinha por ser perfeccionista, prefere seguir à risca o que eu digo, portanto, mesmo quando me vê soltando um ou outro nome feio, me repreende. Daí o meu pedido de desculpas. Só que ficar pedindo desculpas sem mudar de atitude não cola. Crianças precisam de exemplos e que eles venham dos pais. Com o caráter em formação, não fica nada bem os pais pedirem uma coisa e fazerem outra. O exemplo nesse caso é tudo: Digo uma coisa e sempre faço outra, não vale!

Esse final de semana, os dois meninos foram comemorar o aniversário de um amigo de longa data. A mãe do aniversariante organizou uma festa do pijama em casa, onde juntou um total de 7 meninos, que ficariam sábado e domingo por lá. Como a faixa etária era entre 10 e 11 anos e o único mais novo era o Sr. Cabeça de Bolinha, é natural que falassem palavrões. A própria mãe do aniversariante só fez uma exigência, que era a de que não gritassem no apartamento e pelo que soube, os palavrões rolaram soltos. Nada muito descabelante. Só os clássicos. Mesmo assim, meu filho do meio ficou incomodado e frequentemente chamava atenção dos garotos para que não xingassem. 

Já em casa, conversei novamente com ele sobre o assunto. Que deveria respeitar os lugares onde estivessem pessoas mais velhas, seus pais ou professores e principalmente as regras da casa de alguém. Se a mãe do aniversariante não se sentiu incomodada com o comportamento dos meninos, ele deveria ter deixado pra lá. Expliquei que na idade de Pacotinho, é natural que os meninos xinguem de leve. Que inclusive na sua própria escola, os meninos de seu grupo se comportavam assim e ele assentiu. 

Acredito que educação vem de cada família. Umas acreditam ser inadmissível que seus filhos falem palavrão, outras, não acham grande coisa que seus filhos xinguem. 

Aqui, preferimos ser coerentes com a nossa maneira de ser, desde que os meninos aprendam a respeitar o ambiente em que se encontram, bem como as pessoas que os cercam. Não tenho direito de dizer que a educação que estou passando é a melhor, no entanto, tenho obrigação de ensinar o valor do respeito a cada um deles.

Fontes: Crescer em Família - http://crescer.globo.com/edic/ed75/03a04.htm
Uol Mulher - http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2014/03/19/falar-palavrao-pode-ser-forma-de-a-crianca-pedir-mais-atencao.htm

domingo, agosto 17, 2014

BIBLIOTECA PARQUE - HOJE É DIA!



A cada 15 dias, sempre aos domingos, eu levo as crianças à Biblioteca Parque Estadual no Centro da cidade do Rio. Assim como muita gente, não fazia ideia de que esse lugar existia, muito menos que era parque ou por quê assim era chamada.

Fato, é que por conta de um outro projeto que os meninos participam, acabei descobrindo essa maravilha. Foi através propaganda boca-a-boca que cheguei nesse lugar.

Para começar, elas são um projeto do governo estadual e eu juro que não estão me pagando nenhum centavo para falar bem. É que eu parto da premissa de que o que é bom, deve ser divulgado.  Digo elas, porque existem outras pelo Rio (em Manguinhos, na Rocinha e Niterói). Hoje especificamente vou falar da que fica no Centro.

Para chegar é muito fácil. Dá pra ir de carro, de ônibus ou de metrô, já que ela fica bem ao lado do Campo de Santana, perto da Central do Brasil, perto do Palácio Duque de Caxias. Dá pra ir inclusive de bicicleta, já que aos domingos a cidade fica vazia e de quebra, tem um espaço reservado para guardá-las. São 40 vagas no total.

Na foto acima, vemos o Sr. Cabeça de Bolinha despojado no espaço destinado a se guardar as magrelas. Sentou ali e pediu gentilmente:

SR. CABEÇA DE BOLINHA - Mamãe, tira uma foto?

Que tipo de mãe resiste a um pedido desses, ainda mais com as várias possibilidades que o lugar te dá para fotografar? Pois é, eu estou viva! Não resisto mesmo. Saio clicando igual a uma turista japonesa, tudo o que vejo pela frente. E é cada coisa, leitores! Não dá pra aguentar. 

Nesse dia, tinha gente bonita e descolada fazendo reuniões nos espaços e salas destinadas a isso. E tem. Se você é uma start up por exemplo, encontra nesse lugar um espaço para fazer reuniões. Basta se cadastrar.


Outro local irresistível é o espelho d'água. Lindo  e convidativo, ao menos as crianças da minha família enlouquecem com esse monumento e todas as poses mais esquisitas e inusitadas aparecem. E lá vou eu tirar mais foto, porque né? Sou dessas, não seguro a onda mesmo!

Pacotinho foi apenas na segunda vez em que estivemos lá. Confesso que ele ficou super eufórico com a ideia da visita, pois há muito vinha mostrando esse desejo de conhecer uma biblioteca. Como ele só tem acesso à da escola, ficou bastante ansioso. Então chegou a não se comportar muito bem, correndo pelo espaço, subindo onde não deveria e basicamente, correndo até eu dar um "guenta" e fazê-lo voltar à realidade de seus 11 anos, ao invés dos 4 anos que mostrava sua personalidade.


Lugar para descanso e ócio também tem de montão. Seja nos bancos de madeira que fazem a gente pensar que está dentro de um caixote, seja nessas espreguiçadeiras ou do lado de fora na área destinada a um lanchinho. Onde quer que você visite, dá vontade de sentar, pegar um livro ou revista e se esquecer das horas. E foi justamente com esse propósito que a decoração foi feita. Ela te convida a se esquecer das horas e quase consegue fazer isso com o celular, não fosse a compulsão por fotos, que também te move a fotografar cada canto e compartilhar nas redes sociais. 
Seria uma jogada de marketing essa dualidade?


Agora vem a melhor parte! Na entrada lateral, tem um espaço especial e exclusivo para as crianças. Esse cantinho só deles, permite que pulem, corram, leiam e se divirtam sem aquele peso de censura, que muitas vezes nós adultos impomos, para não incomodar quem está em volta. 

Tem quadro negro, tem um aquário cheio de pufs de vários tamanhos e cores, onde a gente pode se largar literalmente e sem medo de ser feliz!


A antessala é composta por uma recepção, onde se registra nome dos pais, da criança e o telefone. Ali, todos ganham uma pulseirinha pro caso de se perderem. Portanto, mamães que como eu se distraem fácil, podem se distrair à vontade, pois caso seu filho abra o berreiro junto à recepcionista, ela fatalmente vai te ligar. 

Isso não é desculpa, tá? Estou indo pela terceira vez e nunca perdi uma criança sequer! Portanto, atenção ao seu filhote sempre. Não dá pra descansar, né? Pois o pior não é se perder ali dentro. Como o local é público, todo o tipo de gente tem acesso e é aí que mora o perigo!


Para fazer retiradas é bem tranquilo. É só levar RG, CPF e comprovante de residência, para um cadastro online. Ali, quase instantaneamente você recebe sua carteira provisória. 

Não sai definitiva ainda, porque estamos em época de eleição e mudando a gestão, pode ser que mudem algumas regras. Em todo caso, entendi que as regras se restringem a layout ou coisa parecida. Nada que vá implicar na qualidade do serviço prestado, assim espero.
Pode-se retirar dois livros por vez e o tempo de permanência máximo é de 15 dias.

SERVIÇO

A Biblioteca Parque funciona de terça à domingo, das 10 às 20h.
Av. Presidente Vargas, 1261, Centro – Rio de Janeiro – RJ
CEP 20071-004
Tel: 2332-7225

terça-feira, fevereiro 18, 2014

A CARA DA RIQUEZA


Voltando da praia outro dia com Pacotinho e cia, viemos falando de cifras. De dinheiro vivo e chegamos ao valor de R$ 244.000.000,00. 
Eu que não acompanho a mega sena, me espantei com tanto zero e como não fujo à regra feminina (mulher gosta é de dinheiro), danei a rir ensandecidamente dentro do ônibus, só de imaginar aquela dinheirama toda nas minhas mãos. Então danei a fazer planos.

Um milhãozinho pra mamãe, um milhãozinho pra irmã, um milhãozinho pra Advi, quitação de contas e viagens, viagens e mais viagens. Claro, colocaríamos em fundos de investimento e poderíamos viver de renda, por isso, mais um milhãozinho pro papai, um milhãozinho pra cunhada... Sim, viveríamos de renda.

Daí pensei, pegaria uma nota e começaríamos a viagem. Primeira parada, Lolapallooza em estilo lua de mel com marido, bem na noite do Muse. O show é orgasmo garantido, até porquê, na mesma noite reuniram o Lorde também, ou seja, eles querem que eu vá de qualquer jeito. As crianças ficariam em Sampa na casa da prima, enquanto marido e eu, nos hospedaríamos num hotelzinho bunda perto do evento, porque passaríamos ao status de milionários, quer dizer, quem é milionário não precisa mais ficar fazendo questão de exibir que tem, com aquela marra característica dos pobres de espírito. Aonde tivesse uma caminha boa pra passar a noite, já estava bom.

Dali, partiríamos pro Espírito Santo, não sem antes pegar as crianças. Seria mais uma temporada de 2 semanas em Guarapari visitando Yvonne e Magui, pra depois dar um pulinho em Itaúnas, coladinho na Bahia. Visitaríamos as dunas e dançaríamos forró a luz do luar. Às crianças caberia praia e mais praia. Ficariam todos pretinhos, alegres, aguçando a curiosidade ao ver de perto o que acontece no Projeto Tamar, onde é possível acompanhar (com sorte) as tartarugas saindo dos ovinhos, indo pro mar. Pode-se pegar até uma tartaruguinha na mão, quando a sorte está por perto.

Dali, visitaríamos o nordeste já que estamos subindo. Faríamos Pernambuco, Paraíba, a Ju, Por fim Pipa no RN... e por falar em Pipa, aí dessa vez a gente ia pro resort, porque né? Tem hidromassagem no quarto e wellcome drink, além de champagne no café da manhã e na pérgula da piscina. A gente alugaria logo uma casa no resort, onde é possível ter piscina privativa e cabe minha família inteira no conforto. Acho que nessa viagem levaria vovó de novo. Tem altos passeios em alto mar, que com ela ficam mais divertidos.

Tem o Sul, que também sou louca pra conhecer. Não sei direito a ordem, mas nesses três anos que vamos ficar fora, em algum  momento iria pro Sul. Lá tem o Flavio (amigo blogueiro de eras) e João Monteiro, meu querido amigo de faculdade, lindo, talentosíssimo, ator. Bem, melhor fazê-lo antes de partir pra Europa, porque na volta, o Conselho Tutelar estará no meu encalço, já que pretendo ficar uns 3 anos ensinando meus filhos com a vida. Nada melhor.

Ainda tem o centro-oeste meu Deus! Não posso deixar de ir na Bia, contemplar o céu por 1 minuto em completo silêncio. Ao lado de Bia? Impossível. Gargalhadas pombagirísticas de ambas as partes.

Agora sim! Partiu Londres. Para fazer compras, passeio de turista, passeio de local, depois Paris, Portugal (pegando um Rock in Rio Lisboa, se possível), Ibiza, Barcelona, Berlin, Munique, Amsterdã para perdermos a cabeça e claro, as crianças ficariam com alguma nanny, porque visitaríamos algum coffee shop (parada obrigatória), volta pra Paris pra visitar Erica e dar um pulinho na Euro Disney. Grécia, preciso ir na Grécia. Preciso fazer topless na Grécia, porque afinal, seria gringa, não teria problema. 
Faria o caminho de Santiago de Compostela, talvez sozinha, talvez na companhia de marido. Se bem que esses programas de caminhada numa trilha sozinha com mochila nas costas, são mais piração da minha cabeça de leitora voraz  que qualquer outra coisa. 

Visitaremos a parte ocidental da história da civilização, onde quer que ela esteja. Pacotinho faz questão de ir em Abu Dahbi e Dubai, mas eu não me animo muito não. Passo longe de onde vestem mulher de véu. Mesmo que a piscina seja imensa. 
Ah e na volta, teremos as férias das férias. Faremos América Central, Cuba, Saint Bartz e outras das redondezas. 
E línguas! Faremos cursos de línguas variadas. Criança pega rápido, então vamos estudar juntos! Inglês, Francês, um pouquinho de Alemão só de onda... vai ser lindo, vai ser a cara da riqueza.

Então, depois de 3 anos rodando meio mundo, cheios de malas e histórias pra contar, a gente volta. Não sei como vamos nos entender com o Conselho Tutelar depois disso, afinal, não sei se eles aceitam crianças que passam 3 anos estudando na escola da vida, mas se tudo der certo, basta uma multa, que a gente paga e acerta tudo no final. 

Imagina quantos lugares, quantos presentes, quanto molho, quantas danças e noites maravilhosas, quanta cultura e frio na barriga ao passar pelos monumentos da humanidade... meus filhos respirando o mundo, porque não somos plantas.

Certeza, dos R$ 244.000.000,00 ainda sobraria pra abrir um puta negócio, cujas paredes seriam cobertas de histórias e fotos, ainda lançaria um livro ao estilo diário de bordo, ou ainda, levaria uma equipe de cinegrafistas e faria um reality show exibindo a saga de uma mãe com 3 filhos ensandecidos viajando pelo mundo. Isso.
Partiu loteca?

sábado, novembro 23, 2013

QUANDO A MEGA MODELS CHAMA


Muita gente pode desconhecer o nome Mega Models.
Trata-se de uma agência de modelos brasileira, de porte internacional. Já exportou Raica Oliveira (ex-Ronaldinho Fenômeno), Isabeli Fontana, lançou Ana Hickman e é parceira do quadro Menina Fantástica do Fantástico, evidente.

Aqui em casa a gente já rezava. Mas não aquelas rezas decoradas. A gente reza conversando. E se conversa muito, mas muito mesmo, principalmente ultimamente. Além de saúde e amor, o que mais pedimos é trabalho, estágio, milagre ou uma simples saída, pra ontem! E então, na semana anterior ao meu aniversário, eu disse que não aguentava mais, que estava começando a ficar cansada e fraca. Pedia forças, sobretudo.

Dias antes, Pacotinho disse que teve um sonho esquisito, onde todos os seus desejos em oração se realizavam. No dia seguinte, quando o levei à escola, disse que estava sentindo uma felicidade inexplicável... talvez pelo simples fato de estar vivo. Nós e nossos papos cabeça, como sempre.

Pois voltando ao dia da oração, enxuguei as lágrimas e fui, claro, atrasadita buscar as quionça. Peguei Pacotinho primeiro e partimos pra escola dos irmãos. Lá chegando, Sr. Cabeça de Bolinha foi o primeiro a ser posto no carro e quando eu já voltava com a Miúda pela mão, fui abordada por uma moça, que perguntou:

MOÇA PERGUNTANDO - Você é mãe da Lola?
EU - Sim, sou preta, não sou linda, mas sou mãe dela! claro.

Então, além de todo o blá blá blá-Whiskas Sachê sua filha é linda, ela falou a palavra mágica!

PALAVRA MÁGICA - Então, eu sou a fulana de tal, sou da agência Mega Models e... sua filha é liiiindaa! Toma meu cartão, me dá seu número, vai lá, yada yada yada...

Então eu peguei e fiquei com aquele troço na cabeça, juntando as pecinhas, lembrando da minha semana e da oração que acabara de fazer. É... liguei.
A produtora de casting que me atendeu, foi super simpática e disse que já estava gostando de mim. Repetiu isso três vezes. Eu quase ofereci música no Fantástico, mas achei que não seria apropriado naquele momento.

Naquele dia mesmo fui conhecer a agência e fiquei empolgada, porque parecia uma agência de verdade. Mesmo eu desconhecendo o fato de a Mega estar presente no Rio. Pois é, o escritório fica em São Paulo.
 
Levei os três e fiz severas recomendações. Preparei o espírito deles todos de não serem escolhidos. O que valeu. Apesar de ter ficado encantada e ter feito um verdadeiro scanner deles, ela disse que o mercado agora estava interessado em meninas, porém, que as coisas mudam.  E concentrou todas as atenções na Dona Miúda.

Dona Miúda não deixou barato, ficou toda trabalhada na sedução da moça, coisa que nem é do feitio dela. Ela não puxou a mãe, nesse caso.

Infelizmente, tudo tem um preço e Deus quando apontou pra mim, ordenou que nada viesse de graça! De maneira que teríamos de fazer um book, já que ela não tem um, no padrão deles.
Tipo, justo nesse momento de contas menstruadíssimas. No plural.

Daí que qual jeito, senão recorrer á família?
Todos os que levantaram o dedo e socaram o computador nesse momento, perguntando pela opinião de Engraçadão acertaram. Apesar de ele não ter me chamado de louca, balançou a cabeça negativamente e me chamou de sem noção, só com o olhar. Então eu vomitei as evidências.
Fora as que já descrevi, tem o fato de Dona Miúda amar ser clicada por uma câmera profissional desde 1 ano de idade, fazendo as poses por si própria, sem ser dirigida.
Taí a filha da tia Verinha pra provar, já que é fotógrafa.

Partindo desse bando de premissa, catei família e amigos e apelei merrmo!
Foi surpreendente como as pessoas que mais amo ajudaram, além de tantas outras que conheço e adoro de longa data, das quais não esperava ajuda, mas que ajudaram. Até o último minuto tive amigos queridos apoiando a causa e enviando doações.

Antes de soltar a vaquinha, aproveitei minha veia jornalística, liguei pra Sampa a fim de descobrir se aquilo tudo, era aquilo tudo mesmo. Lá no fundinho, eu queria que não fosse, porque seria mais trabalho, recorrer a ajuda de terceiros e quartos, etecéteras infindos. Só que uma a uma dúvida foi caindo por terra. Eu dei uma de migué e fiz que só queria informação. Contei uma historinha e eles deram o endereço que eu fui, falaram os nomes das pessoas que me atenderam, desde recepcionista, fotógrafo, produção, pessoal do casting...e a cada confirmação, meu estõmago dava voltas e eu pensava em Deus. Uma oportunidade dessas, é quase como tirar a sorte grande. Quem curte moda. sabe.
E a Miúda contando os dias para fotografar.

Finalmente o dia chegou. Confesso que eu estava com aqueles medinhos do tipo, ela amarelar, ela chorar, ela não gostar das roupas, ela dar pití... Partimos com Dona Engraçada à tiracolo, das primeiras incentivadoras, além da tia Verinha que ficou torcendo de casa, com 6 looks na bolsa, além de sapatos.
 
Quando enfim chegou o momento, teve pití sim. A Miúda não queria deixar NINGUÉM pentear seu cabelo e ainda estava dando pitaco na roupa, que aliás, não é função dela. Chorou com aquela garganta potente inclusive, mas não era porque não queria tirar foto, mas porque não admitia que a penteassem ou maquiassem -> Entendam por maquiagem, um blush pra ressaltar as bochechas e batom cor de boca e mais nada.
Não fosse a mãe gênea que tem, nada disso seria possível. Fui lá, metendo a mão e fazendo sem que ela se contrariasse, até o maquiador poder participar.

Quando a câmera apontou pra ela... a bicha esqueceu de tudo e se trabalhou toda na sedução da lente.
O mais impressionante e sim, eu ainda me impressiono, foi o fato de ela não ser dirigida, a exemplos de outras meninas mais velhas que estavam lá.
Gente, ela só tem 3 anos!
 
Ficamos cerca de uma hora trocando de roupa e fotografando e ela já dava mostras de cansaço. Percbemos, porque ela começou a repetir pose. Depois falou:
 
DONA MIÚDA - Chega né, mãe? Já tá bom!
 
Ainda bem que quando ela determinou, já tínhamos acabado mesmo.
Daqui três meses receberemos o book completo. São 70 fotos e 10 impressas.
Estamos tocendo por trabalho à partir daí e acreditem, eu tenho a plena certeza que ao menos ela, já está brilhando!
 
E claro, vou contar tudo tudo pros meus 5's queridos leitores, além daqueles que amo e participaram.
Obrigada.
 

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