Subscribe:
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, janeiro 14, 2015

COMEÇOU O PROJETO BOTINHO 2015


Se é de graça, beneficia as crianças e significa riqueza de experiências na vida delas, eu dou um jeito de inserir meus filhos.

No finalzinho de 2014, um amigo de infância de Engraçadão me chamou pela inbox do Facebook para comentar que as inscrições estariam abertas em apenas dois dias de Dezembro. O Projeto Botinho, conduzido pelos Bombeiros em parceria com a iniciativa privada ou entidade do governo, recebe todo ano cerca de 200 crianças da Capital e Estado do Rio de Janeiro, para durante um mês inteiro (Janeiro) passar noções de disciplina, primeiros socorros, comportamento no mar e noções de preservação ambiental.

Utilizando uma linguagem de quartel, entoando canções enquanto correm ou caminham, crianças à partir dos 7 anos aprendem a obedecer a voz de comando do sargento, formam fila, fazem flexões, entram no mar em grupo e aprendem pequenas noções de socorro por afogamento.

O projeto funciona de segunda à sexta em diversas praias cariocas e apesar de ter sido notícia em diversas mídias na semana de seu lançamento, a data da inscrição e a forma como isso é feito, é meio que guardado à boca miúda. Nós mesmos, se não tivéssemos esse amigo bombeiro, jamais saberíamos onde, quando e como. 

Portanto, queridos leitores, dar-vos-ei o caminho das pedras para o próximo ano! Anotem na agenda do celular, programem o despertador e voltem aqui em Dezembro do corrente ano para ler novamente e se preparar para as inscrições.

Como tudo hoje em dia, a inscrição é feita pelo site do Botinho. Os jornais também costumam informar da proximidade do projeto. Este ano, li no jornal O Dia, no dia exato do início. Daí que se você mamãe ou papai, não têm o costume de ler o jornal de papel, fique atento e busque especificamente pelo assunto, já que ler notícias do site faz com que a gente acabe dispersando e fugindo do foco! E não adianta entrar antes, porque a mensagem que fica é de que o site está fora do ar. Só abre mesmo nos dias de inscrição.

Outra dica, é se ater à data de inscrição e fazê-lo já nas primeiras horas, pois as praias mais concorridas acabam primeiro. Praias como Barra da Tijuca, Copacabana, Leblon, Ipanema são as mais visadas e as vagas preferenciais são para as crianças que já participaram em anos anteriores.

Feita a inscrição, preenchido o cadastro com os dados da criança, é enviado um email de confirmação a ser impresso junto com os dados cadastrais. O próximo passo é reunir a documentação e levar numa unidade dos Bombeiros para efetivar a inscrição e é nesse momento que muitos perdem a vaga, já que relaxam no prazo. É aí que surge a oportunidade dos azarões. Falta de documentos, ou levar a documentação fora do prazo, é motivo para perda da vaga. Fique alerta!

As aulas têm início às 8h em ponto, quando a turma de Golfinhos, Tubarões e Moby Dick forma e se divide entre meninos e meninas. As famílias acompanham tudo no entorno e aproveitam para tomar um banho de mar, que nessa época do ano, é programa obrigatório pro carioca; então é importante que seu filho tenha a companhia de um adulto que guarde seus pertences e leve lanche e líquidos para que se hidratem durante e após a aula. As meninas e os pequenos são liberados mais cedo, geralmente à partir das 10h e os maiores ficam até no máximo 10:30h ou 11h. Depois a água do mar fica repleta de crianças de todas as idades e tamanhos e cores de sunga. É até esquisito pra se banhar, porque elas descem na onda pegando jacaré todas ao mesmo tempo, ou com prancha de bodyboard e o haole ali é o adulto!

Esse ano, duas emissoras de TV acompanharam de perto a atividade dos Botinhos: SBT e Record estiveram na Praia da Barra de olho no que as crianças aprendiam. 
Tanto Pacotinho, quanto Sr. Cabeça de Bolinha ficaram animados com a possibilidade de aparecer na TV. Acabamos não acompanhando a matéria, já que acordar cedo todos os dias para ir ao projeto e sobreviver nesse calorão do Hell de Janeiro, turva nossas mentes e nos deixa com preguiça de viver. Os meninos são acometidos por uma inércia, se rendendo ao videogame, ou ao computador no período da tarde e à noite quando está mais fresquinho, perturbam a gente para os levar no Bowl do Maracanã ou mesmo no Parque de Madureira.

Mesmo com os preços surreais do verão carioca, vale ficar de olho nos programas gratuitos espalhados pela cidade e em projetos oferecidos pela Prefeitura. Dá pra ter uma infância rica e de graça, ainda que a divulgação dessas iniciativas seja "pobre".

sexta-feira, janeiro 24, 2014

MATERNINADE + VAIDADE = BIPOLARIDADE


Lá vai a mãe toda faceira tentar comprar um óculos de sol. 
Reformulando, lá vai a mãe toda faceira fazer uma estimativa de preços de um óculos de sol. 
Melhor.
Lá vai uma mãe toda faceira, que não compra óculos de sol há pelo menos dois anos e que precisa urgentemente de um.

Juro que tentei seduzir marido com a ideia de me comprar um óculos de sol novo, afinal, o meu atual, comprado de presente num charmoso camelô em Londres, com aquelas lentes de prárdigo chiquérrimas, vintage, quase hipsters na cor Red (o grito em sibemol da moda em 2012), está com a lente toda arranhada sei lá por qual motivo. Acho que é do tipo auto-arrnhável, sei lá. Fato é, eu que sofro de fotofobia e não vivo sem um óculos de sol, desde que tinha 4 anos de idade, estou com vontade de jogar o vermelho no chão e pular em cima. Só tem um problema: EU NÃO POSSO FICAR SEM ÓCULOS DE SOL!

Preciso repetir meu redemoinho profissional e as mazelas da minha vida financeira de 2012 pra cá? Acho que não né?! Até porque, vocês já leram (bom, se você ainda não leu, acesse os links de 2012 na coluna direita)!

Agora eu sou uma mãe, dona de casa, estudante e esposa que depende do dinheiro de marido para qualquer coisa. Coisa essa que não estou muito habituada desde que tinha 18 anos. Sabe como é mulher né? A gente está precisando, vai lá na loja, duranga mesmo, parcela e sai feliz como se não tivesse que pagar. Já eu, não posso mais me dar ao luxo.

Hoje na praia com maridón, usei a velha tática do cerca Lourenço, da conversa mole e não ouso chamar essa tática de sedução, porque na verdade não foi. De maneira, que conversamos sobre o ebay.

Entrei no dito cujo, mas tudo em Inglês, confesso, me senti meio perdida com tanto óculos. Não sabia se eram bons ou ruins, porque os preços começavam em centavos de dollar. Estava na cara que eram lances. Então arrisquei pisar num terreno que já frequento e digitei RAY BAN. 

Ray Ban aqui no Rio sai caro. Ora, se o pão no Rio de Janeiro está pela hora da morte, que dirá o Ray Ban, não é mesmo? Ainda que chame de investimento, o mais mais barato do tipo, não sai por menos de cento e sessenta paus. 

Agora você me diz, como eu vou falar em cifras com marido, com tanta coisa precisando em casa. Claro, disse que não valia a pena e que hoje mesmo iria no shopping procurar um modelo daquele que anda anunciando no BBB. Aliás, foi dessa marca que comprei o meu último grande, lindo e maravilhoso óculos de sol e que durou uns dois anos. Enfim, ele quebrou nas mãos de Dona Miúda. Contudo, achei de grande ousadia, ousar pensar num Ray Ban nessa altura do campeonato.

Então fui ao shopping. Lugar esse que não ouso pôr os pés desde vocês sabem quando. Fui lá. Tomei coragem e fui mesmo, cara! Fui e não gostei. Eu tenho a mão cagada, vocês também sabem disso, então tudo que eu pegava começava com duzentos e nem era Ray Ban. Beleza que os modelos eram lindos e tals, alguns muito a minha cara, de qualidade, mas começando com duzentos, chegando bem perto dos trezentos.

Fiquei ali um tempo fazendo a pheena, babando e tremendo por dentro, morrendo de ódio do meu bocão. Só lembrava do Ray Ban, cem paus mais baratos. Tudo bem que o Ray Ban ficaria com aquela cara do meu óculos de grau, hipster toda vida, mas quem liga? É de qualidade. E diante de preços tão absurdos, o que nos resta senão recorrer ao ebay? Ainda sim, me pergunto: É sério que não dá pra ser mãe e vaidosa nessa cidade do Hell de Janeura?

Ideal de óculos e cabelo
Grata
Obviamente não me refiro às rycahs de fato! Também não me refiro às que trabalham. Será que me refiro às estudantes com pais ferrados?
Já não sei em que categoria me encaixo mais.
Vejam só, consegui um estágio e hei de começar no início de fevereiro, com saldo mega comprometido. É provável que veja a cor do dinheiro lá pelo quarto ou quinto mês de trabalho, de qualquer forma, precisarei de unhas novas, roupas, sapatos e um cabelo digno. O meu cabelo inclusive, deixei de alisar. Saí dizendo por aí que vou voltar aos cachos, mas não nego que com muita dor no coração. Perde-se tempo em manter cachos, ou seja, tudo o que não posso me dar ao luxo. Meu cabelo, é minha imagem, é meu adorno e a forma que me sinto confiante. De cabelo feio, talvez minha libido continue no ralo. Aliás, eu estou indo pro ralo, não é pra rir.

Então, só me resta pesquisar na internet, rezar e ter fé. 
Vou fazer a dieta do espelho, parar de me olhar, comprar cremes ativadores de cachos, rezar, usar o óculos arranhado, bater de cara no poste, rezar, procurar um ortipedista que conserte meu rosto, rezar, ignorar o espelho, encolher a barriga e continuar rezando.

Não existe solução mágica.

Linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...