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sexta-feira, janeiro 24, 2014

MATERNINADE + VAIDADE = BIPOLARIDADE


Lá vai a mãe toda faceira tentar comprar um óculos de sol. 
Reformulando, lá vai a mãe toda faceira fazer uma estimativa de preços de um óculos de sol. 
Melhor.
Lá vai uma mãe toda faceira, que não compra óculos de sol há pelo menos dois anos e que precisa urgentemente de um.

Juro que tentei seduzir marido com a ideia de me comprar um óculos de sol novo, afinal, o meu atual, comprado de presente num charmoso camelô em Londres, com aquelas lentes de prárdigo chiquérrimas, vintage, quase hipsters na cor Red (o grito em sibemol da moda em 2012), está com a lente toda arranhada sei lá por qual motivo. Acho que é do tipo auto-arrnhável, sei lá. Fato é, eu que sofro de fotofobia e não vivo sem um óculos de sol, desde que tinha 4 anos de idade, estou com vontade de jogar o vermelho no chão e pular em cima. Só tem um problema: EU NÃO POSSO FICAR SEM ÓCULOS DE SOL!

Preciso repetir meu redemoinho profissional e as mazelas da minha vida financeira de 2012 pra cá? Acho que não né?! Até porque, vocês já leram (bom, se você ainda não leu, acesse os links de 2012 na coluna direita)!

Agora eu sou uma mãe, dona de casa, estudante e esposa que depende do dinheiro de marido para qualquer coisa. Coisa essa que não estou muito habituada desde que tinha 18 anos. Sabe como é mulher né? A gente está precisando, vai lá na loja, duranga mesmo, parcela e sai feliz como se não tivesse que pagar. Já eu, não posso mais me dar ao luxo.

Hoje na praia com maridón, usei a velha tática do cerca Lourenço, da conversa mole e não ouso chamar essa tática de sedução, porque na verdade não foi. De maneira, que conversamos sobre o ebay.

Entrei no dito cujo, mas tudo em Inglês, confesso, me senti meio perdida com tanto óculos. Não sabia se eram bons ou ruins, porque os preços começavam em centavos de dollar. Estava na cara que eram lances. Então arrisquei pisar num terreno que já frequento e digitei RAY BAN. 

Ray Ban aqui no Rio sai caro. Ora, se o pão no Rio de Janeiro está pela hora da morte, que dirá o Ray Ban, não é mesmo? Ainda que chame de investimento, o mais mais barato do tipo, não sai por menos de cento e sessenta paus. 

Agora você me diz, como eu vou falar em cifras com marido, com tanta coisa precisando em casa. Claro, disse que não valia a pena e que hoje mesmo iria no shopping procurar um modelo daquele que anda anunciando no BBB. Aliás, foi dessa marca que comprei o meu último grande, lindo e maravilhoso óculos de sol e que durou uns dois anos. Enfim, ele quebrou nas mãos de Dona Miúda. Contudo, achei de grande ousadia, ousar pensar num Ray Ban nessa altura do campeonato.

Então fui ao shopping. Lugar esse que não ouso pôr os pés desde vocês sabem quando. Fui lá. Tomei coragem e fui mesmo, cara! Fui e não gostei. Eu tenho a mão cagada, vocês também sabem disso, então tudo que eu pegava começava com duzentos e nem era Ray Ban. Beleza que os modelos eram lindos e tals, alguns muito a minha cara, de qualidade, mas começando com duzentos, chegando bem perto dos trezentos.

Fiquei ali um tempo fazendo a pheena, babando e tremendo por dentro, morrendo de ódio do meu bocão. Só lembrava do Ray Ban, cem paus mais baratos. Tudo bem que o Ray Ban ficaria com aquela cara do meu óculos de grau, hipster toda vida, mas quem liga? É de qualidade. E diante de preços tão absurdos, o que nos resta senão recorrer ao ebay? Ainda sim, me pergunto: É sério que não dá pra ser mãe e vaidosa nessa cidade do Hell de Janeura?

Ideal de óculos e cabelo
Grata
Obviamente não me refiro às rycahs de fato! Também não me refiro às que trabalham. Será que me refiro às estudantes com pais ferrados?
Já não sei em que categoria me encaixo mais.
Vejam só, consegui um estágio e hei de começar no início de fevereiro, com saldo mega comprometido. É provável que veja a cor do dinheiro lá pelo quarto ou quinto mês de trabalho, de qualquer forma, precisarei de unhas novas, roupas, sapatos e um cabelo digno. O meu cabelo inclusive, deixei de alisar. Saí dizendo por aí que vou voltar aos cachos, mas não nego que com muita dor no coração. Perde-se tempo em manter cachos, ou seja, tudo o que não posso me dar ao luxo. Meu cabelo, é minha imagem, é meu adorno e a forma que me sinto confiante. De cabelo feio, talvez minha libido continue no ralo. Aliás, eu estou indo pro ralo, não é pra rir.

Então, só me resta pesquisar na internet, rezar e ter fé. 
Vou fazer a dieta do espelho, parar de me olhar, comprar cremes ativadores de cachos, rezar, usar o óculos arranhado, bater de cara no poste, rezar, procurar um ortipedista que conserte meu rosto, rezar, ignorar o espelho, encolher a barriga e continuar rezando.

Não existe solução mágica.

quarta-feira, maio 15, 2013

CABELOS BRANCOS


Não contei por aí, mas uma colônia de cabelos brancos se mudou pra minha cabeça há algum tempo. Eles resolveram que há era hora, pegaram suas malinhas minúsculas e vieram uma família. Um pai cabelo branco, uma mãe cabelo branco e um filhinho cabelinho branquinho.

A supermodel Kate Moss não foi poupada
A princípio não liguei, porque isso acontece com todo mundo. 
Em algumas pessoas acontece até muito cedo, tipo aos 18 anos e tals e pelo histórico da família, meu caso era fifty-fifty. Enquanto minha mãe começou sua colônia pouco depois dos 18, meu pai até hoje, com mais de 60 tem pouquíssimos fios. Então, o fato de os meus surgirem aos 40 representa uma boa média, né não?

Mais ou menos. 
Mais uma vez a natureza é cruel com as mulheres. Ser homem e ter cabelo branco é sinal de charme, ser mulher e ter cabelo branco é sinal de desleixo. Então a ditadua da moda nos obriga a pintá-los desesperadamente.

Enquanto os meus não davam sinal de vida, eu arrotava por aí que os assumiria numa boa. É fácil falar, difícil é viver na pele a experiência. Eu continuo com a ideia de assumir no rosto e no corpo a idade que tenho. Acho digno saber envelhecer. Vi o que aconteceu com os cabelos da minha mãe que eram absurdamente lindos e cheios e que não aguentaram o ritmo frenético de tintura de 15 em 15 dias. Costumo pensar que se minha mãe nova se encontrasse com minha mãe senhora talvez ficasse assombrada. O que ela tem hoje em cima da cabeça é só uma penugem se vc for comparar o jeito que era antes.

Pensei na mecha ao contrário, tipo, ao invés de pintar, fazer mexas escuras enquanto eles vão ficando brancos, mas vamos ver o que será tendência até lá.
Ok, não achei foto de gay. Bruno Gagliasso
define bem a moda
Hoje tem uma moda super descolada, q infelizmente não costuma ser vista em senhoras. São cabelos recadíssimos nas laterais, com um topete bacanérrimo no topo e a cor, adivinha! Platinados, ao melhor estilo cinza. É o novo branco. 
O que pega, é que até agora só os vi na cabeça das bichas hypsters e em nenhuma mulher. Chego a pensar que talvez aos 50 possa fazer isso, já alisar o tempo todo também não deve ser legal né?

E essa família de cabelos brancos que se mudou pra cá?
Infelizmente eles não tem nada melhor pra fazer do que se reproduzirem. Não tem TV na minha cabeça e o que eram 3 virou uns montinhos dependendo de qual lado vc vira o repartido.
Não, não vou fazer a loka do cu que não vive sem tintura. Essa escravidão não vai me pegar. Aliás, de escravidões vive a mulher. Não pode envelhecer, não pode engordar, não pode beber, não pode comer, não pode ter rugas, não pode ser mulher né? Não pode ser humana?

Espera. Mulherzinha, mulher de verdade mesmo, pode envelhecer com vaidade, se cuidando  e encontrando uma maneira criativa de ficar bela sempre.
É pelo menos o q eu acho. 

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