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sábado, fevereiro 21, 2015

MATERNIDADE: PELA REAL BELEZA


Não me perguntem qual foi o buzz gerado pelas fotos da Cindy Crowford, 48 anos, mãe de dois filhos, ao sair na Marie Claire gringa, com a barriga à mostra e sem photoshop. Exigência dela. Sei que deu o que falar, mas não sei o que disseram. A mim, não importa o que os outros dizem. Importa como me sinto em relação a isso.

Acho mesmo que está na hora de as pessoas pararem de fingimento. Mulher de 80 se esticando para parecer ter 30, resultando numa cara de morta-viva, repuxada, artificial e assustadora. Não me refiro aqui, àquelas que REALMENTE necessitam de cirurgia, porque há casos e casos. No entanto, assim como virou moda a dieta da sopa, a cirurgia bariátrica, o remédio mata rato pra secar e os milhares de Whey Protein que nego toma, porque todo mundo toma, é hora de repensar a mensagem (claro e sempre), que estamos passando pros nossos filhos e pras nossas filhas. 

Pensa bem. Quando você luta por uma aparência dentro dos padrões, mesmo sabendo que terá de fazer sacrifícios demais, ainda que suprima o prazer da sua vida, que tipo de mensagem está passando pros meninos? 
  • Que mulher boa é a que tem barriga tanquinho? 
  • Que a mulher que tem rugas ou cabelos brancos não prestam? 
  • Que a estética deverá ficar em primeiro lugar, acima da boa índole, de uma mente sã, ou de uma pessoa bacana por trás da aparência? 
  • Que basta ser magra e sarada pra ser aceita, enquanto as separadas, viúvas, com rugas e histórias de vida; que são agradáveis, belas mulheres e bem resolvidas se fodem aê né? 

Bem, para as meninas a mensagem é cristalina: NÃO ENVELHEÇA, SEJA BELA A QUALQUER CUSTO, COSTURE A VAGINA SE FOR PRECISO PARA PARECER MAIS NOVA. Afinal, tem mulher fazendo correção vaginal para ficar com a xana novinha, então tudo pode, certo?

Errado. Eu e Cindy Crowford (mais algumas mulheres que não conheço, mas que vivem de forma igual) escolhemos dizer não à ditadura do corpo perfeito. 

Não nasci na Grécia antiga e nem nunca fui estátua, pra ser aquela perfeição toda. O perfeito não existe, meus caros. Tenho três filhos, já passei dos 40 e por conta das limitações que o peso da idade me imputa, passei a malhar em casa, para conseguir acordar quando o relógio toca e aguentar as brincadeiras, que crianças abaixo dos 10 anos exigem. 

Não me iludo quanto aos cabelos brancos que me cercam. Aliso-os, por uma questão de tempo e logística, faço umas mechas para me sentir bonita, mas cobrí-los, não mesmo.  Penso seriamente em raspar tudo, depois que meus filhos estiverem criados, para então libertar meus cachos. Um dia chego lá.

Minha filha que já nasceu linda e gostosa nessa ordem, nunca ouviu de mim que não poderia comer isso ou aquilo para não engordar, nem ao menos ouviu minhas lamúrias sobre peso, ainda que eu faça cara feia internamente. Não é problema dela. 

Meu biquini, como de toda boa carioca, é de lacinho, com as bandas da bunda aparecendo, obrigada. Se elas têm celulite? Tô nem aí. Minhas celulites são um sinal de que comi os hambúrgueres com bacon e ovos que quis e as cervas de fim de semana ao lado do meu marido (de barriga tanquinho). Inclusive, não me privo de nada, nem do miojo. 

Claro, que ir à praia no Rio de Janeiro é um processo. Você olha pro lado e vê mulheres lindas e lembra que um dia seu corpo foi assim e tals, só que o nome disso, de uma maneira geral, é juventude. Poucas mulheres agraciadas com a maternidade, ou com um bando de filhos têm tudo no lugar. Se têm, depois de uma certa idade, um dia vai cair. É a lei da gravidade. Então se a gente não se amar e não ensinar nossas meninas a fazerem o mesmo, essa doença não vai acabar nunca. 

Quero menos mulheres mal resolvidas no mundo. Quero meninas que se achem lindas magrinhas ou gordinhas. Quero mulheres seguras de si, muito embora acredite que se trate de uma utopia, já que as criações são diversas. Mas que pais e mães pensem bem antes de abrir a boca, tecer comentários machistas ou irreais acerca do corpo da mulher perto das crianças. Que tenham consciência. 

Já reparou como somos muito mais generosas com os homens? Já reparou como a gente aceita o outro careca, com barriguinha de chopp, baixinho, longe do ideal das revistas? Pois é. Então por que que com a gente não pode ser do mesmo jeito? Tá na hora de parar de fingir. Tá na hora de se aceitar. A começar pelas mulheres que se deixam aparecer com photoshop até no couro cabeludo. 

Por isso, palmas para Cindy Crowford, palmas para Cléo Pires, que quando saiu na Playboy recusou esse artifício, palmas para as agências de moda que contrataram aquela modelo com vitiligo, palmas para as pessoas de verdade, que têm coragem de mostrar algo muito simples, a verdade de seu corpo e a força de suas crenças. Por menos tratamento de imagem e mais realidade, por favor. 

Fontes:

Link no Tumblr sobre o assunto
Site onde saiu a matéria. 

quarta-feira, maio 15, 2013

CABELOS BRANCOS


Não contei por aí, mas uma colônia de cabelos brancos se mudou pra minha cabeça há algum tempo. Eles resolveram que há era hora, pegaram suas malinhas minúsculas e vieram uma família. Um pai cabelo branco, uma mãe cabelo branco e um filhinho cabelinho branquinho.

A supermodel Kate Moss não foi poupada
A princípio não liguei, porque isso acontece com todo mundo. 
Em algumas pessoas acontece até muito cedo, tipo aos 18 anos e tals e pelo histórico da família, meu caso era fifty-fifty. Enquanto minha mãe começou sua colônia pouco depois dos 18, meu pai até hoje, com mais de 60 tem pouquíssimos fios. Então, o fato de os meus surgirem aos 40 representa uma boa média, né não?

Mais ou menos. 
Mais uma vez a natureza é cruel com as mulheres. Ser homem e ter cabelo branco é sinal de charme, ser mulher e ter cabelo branco é sinal de desleixo. Então a ditadua da moda nos obriga a pintá-los desesperadamente.

Enquanto os meus não davam sinal de vida, eu arrotava por aí que os assumiria numa boa. É fácil falar, difícil é viver na pele a experiência. Eu continuo com a ideia de assumir no rosto e no corpo a idade que tenho. Acho digno saber envelhecer. Vi o que aconteceu com os cabelos da minha mãe que eram absurdamente lindos e cheios e que não aguentaram o ritmo frenético de tintura de 15 em 15 dias. Costumo pensar que se minha mãe nova se encontrasse com minha mãe senhora talvez ficasse assombrada. O que ela tem hoje em cima da cabeça é só uma penugem se vc for comparar o jeito que era antes.

Pensei na mecha ao contrário, tipo, ao invés de pintar, fazer mexas escuras enquanto eles vão ficando brancos, mas vamos ver o que será tendência até lá.
Ok, não achei foto de gay. Bruno Gagliasso
define bem a moda
Hoje tem uma moda super descolada, q infelizmente não costuma ser vista em senhoras. São cabelos recadíssimos nas laterais, com um topete bacanérrimo no topo e a cor, adivinha! Platinados, ao melhor estilo cinza. É o novo branco. 
O que pega, é que até agora só os vi na cabeça das bichas hypsters e em nenhuma mulher. Chego a pensar que talvez aos 50 possa fazer isso, já alisar o tempo todo também não deve ser legal né?

E essa família de cabelos brancos que se mudou pra cá?
Infelizmente eles não tem nada melhor pra fazer do que se reproduzirem. Não tem TV na minha cabeça e o que eram 3 virou uns montinhos dependendo de qual lado vc vira o repartido.
Não, não vou fazer a loka do cu que não vive sem tintura. Essa escravidão não vai me pegar. Aliás, de escravidões vive a mulher. Não pode envelhecer, não pode engordar, não pode beber, não pode comer, não pode ter rugas, não pode ser mulher né? Não pode ser humana?

Espera. Mulherzinha, mulher de verdade mesmo, pode envelhecer com vaidade, se cuidando  e encontrando uma maneira criativa de ficar bela sempre.
É pelo menos o q eu acho. 

sexta-feira, março 08, 2013

COM MULHER NEM O DIABO PODE! - HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Estabelecendo um paralelo entre o Dia Internacional da Mulher e minha atual situação com a minha filha, entendo agora muito do medo que eu tinha, de criar uma menina.
Se vc chegou agora, vai ter que se atualizar pelos arquivos de 2007 a 2009 para não ficar tão perdido. Eu me cagava de medo de ser mãe de mulher.
Tirando as neuras da minha história pessoal, hoje eu percebo o quanto é difícil criar uma menina, não porque é mais caro, mais complicado, mais TPM. É que as meninas além de adoráveis, são tão inteligentes e adoráveis e inteligentes, que esse amor que nos consome enquanto pais, nos faz de bobos facilmente.

Eu fui pega de calças arriadas com essa história da chupeta da Dona Miúda.
Meu lado  masculino que fica de quatro por ela, que sofre por ela e a compreende tanto, está tão de quatro, que não percebe o quão ardilosa a minha mini-mulher pode ser.

O superpediatra disse uma frase muito sábia na última consulta:
"A sua menina tem todo o direito de ser criada como princesa, desde que saiba que em casa existe uma rainha!"

E como vai essa rainha?
Ah, minhas fíleas, anda descabelada, chorando todos os dias, de olhos inchados desde que a pequena princesa foi afastada da chupeta. Ok, que ela fez um pacto na casa da dinda em largar a chupeta, se anteciparam as duas num projeto que a gente vinha tocando com calma e a conscientizando de que aos 3 aninhos, depois do parabéns, a chupeta seria jogada fora. De qualquer forma, eu nunca voltaria atrás da atitude que ela teve, de se despedir da chupeta e mais, de ter passado um final de semana inteiro sem ela, sem dar piti.
Aqui, os meus nervos, meu coração, tem sido dilascerado, esmiuçado, justo porquê eu tenho sido alvo de manipulação nesse jogo amoroso. 
Vc ama a mini-mulher q tem em casa e é só isso. A inteligência dela, seu encanto, suas atitudes, tudo isso é alvo de sedução e orgulho paternos. E nessa, vc cai numa armadilha. 

Demos uma saia escolhida por ela, em homenagem ao seu gesto. Antes mesmo disso, ela havia ganho um pula-pula inflável e conseguiu passar bem... Pois a saia e o drama, viraram aliados firmes dessa minha galega.
Ela ficou rouca, ela tenta se punir fisicamente sabendo que vai me atingir e é aí que entra a frase, QUANDO UMA MULHER QUER ALGUMA COISA, NEM O DIABO PODE!

Mas péraí! Eu sou mulher. Eu sou insistente quando quero alguma coisa e posso ser muito ardilosa e safada também, por que não estou vendo os sinais?
Ah, me desculpe se não estou prestando tantas homenagens ao seu dia mulher, mas é que sua inteligência me intriga tanto, porque ela não é óbvia. Ela é muito mais sutil. E da mesma forma q fiz minha mãe chorar diversas vezes, estou tentando entender, por q doi tanto, se tudo não passa de manha?

E hoje, depois de receber o carinho de marido nos 30 minutos a sós que nos prometemos um ao outro, percebemos que é o modo mais ardiloso de manha que existe. A manipulação. E é aí que esse post se transforma em homenagem a mente feminina. 
Mulheres são altamente sagazes e sabem o ponto exato, não importando se têm 2 anos ou 80. Talvez não saibamos como nos defender de nós mesmas, ou até somos paralisadas pelo medo, ainda que travestidas de princesas, sabemos ser bruxas no momento exato. Sabemos manipular inclusive o momento do orgasmo, ainda que ele não exista.

Outra força importante que receb através do Facebook, além da de minha mãe, de Fernanda Nascimento, da Tati Izzo, da Advi, Yvonne, Hanna Julia e tantas outras, houve a Mel Masoni que foi muito mais fundo na questão. A da formação do caráter. Se eu regredir e entregar a chupeta agora, ainda que uma simples chupeta pruma menininha de 2 anos que jogou a sua outra fora, estarei mostrando que a vida é simples como um estalar de dedos. E quando que a vida faz isso com alguém?
Sabe, pra mim era muito fácil virar as costas pros meninos diante da manha, porque homem tem que ser homem afinal! Então beira tão ao ridículo vc ceder a manhas de homem, que sai no xixi. Mas meninas, as drama-queens da vida, a gente dá atenção. Por q a gente deve dar atenção? Afinal, a vida dará atenção a elas diante de uma manha q elas venham a fazer mais a frente?
Comigo nunca deu. Com a minha irmã também não e hoje ela aprende a duras penas, q não pode nem chorando, nem se deprimindo ter as coisas na hora q quer. 
Por q a minha filha deveria ser iludida a esse ponto?

Não gente. Chega.
Eu acordei.
Ainda q ela se arranhe toda, ainda q ela arranque os cabelos (e esse showzinho é um particular todo voltado a minha pessoa, devo admitir), quero uma mulher forte ao meu lado. Terna, mas ciente de que nada vem de graça, nada é fácil, q se consegue as coisas com luta quando não se nasce em berço de ouro e ainda q se nasça em berço de ouro, todos nós, homens e mulheres temos um caráter a ser formado, para que amanhã não nos tornemos pessoas descartáveis, em busca sonhos cada vez mais estéreis e impossíveis. O céu não é o limite, porque a vida não se trata de um programa de TV.
Que a mulher hoje e sempre, saiba acima de tudo ser honrada. E é esse tipo de ser humano que eu quero no mundo pra chamar de filha.
Sobretudo.

sábado, março 02, 2013

PARÁBOLA DA MULHER SUBJUGADA


Estou me recordando de uma história bem bizarra que aconteceu a zilhões de anos atrás, não comigo, graças à Deus,  mas veio afirmar uma teoria que desenvolvi acerca do caráter de certos homens ainda na infância, em comunhão com o temperamento de certas mulheres, que é, o agressor só escolhe aquela que está no papel da vítima.

Ainda adolescente vi amigas de escola que já namoravam, cujo namorado dizia 
"Não vai com essa roupa."
"Não quero que vc vá com essa amiga."
E por aí vai...

Eu não me conformava em ver amigas se sujeitando a isso e me questionava, por quê essees homens não se afinizavam comigo?
Taí o MADA pra te explicar que existe uma relação de co-dependência viciosa entre ambos. O maníaco, precisa de alguém manipulável e a outra, sabe por que razões, sente prazer no papel de vítima. 
Isso tudo é muito cruel e injusto, na minha concepção. 
Às vezes eu fico pensando até que ponto eu sou controladora em querer que todas as pessoas sejam felizes.

Então aquela história antiga, se refere a uma mulher que viveu em cárcere privado por 18 anos tendo três filhos com seu agressor. Tinha uma boa família, era bem tratada, mas se apaixonou num dado momento por um cara altamente manipulador. 
De tipão manipulador, passou a marido, virando agressor e a afastou de todos. E de tudo. 
Vai saber até que ponto ela sentia vergonha de admitir pra família que tinha errado em sua escolha? Fato, é que os filhos vieram, relatos de abuso, surras, estupros e por fim, cárcere privado.
O terror psicológico reinou ali por 18 anos, sem contato dela com a família, apenas aos filhos era concedido o direito de visitar os avós, ainda sim, com hora marcada de retorno, caso contrário, o couro cantava forte em cada um deles. Havia o trabalho forçado também. Ele prestava serviços onde os filhos iam em seu lugar e o dinheiro, claro, sobrava pra ele.

Não vou entrar aqui em mais detalhes dessa história, porque além de ela ser muito sofrida, não me pertence. O ponto aqui, é o medo, a manipulação e suas consequências para todos.
A mãe se sujeitava a todo tipo de castigo com medo de que os filhos sofressem mais ainda. As filhas iam crescendo com o sonho de se livrarem daquele inferno, mas temiam em deixar a mãe sofrendo, ou correndo risco de morte. O filho morria de medo e pouco falava. Crescia uma enorme revolta dentro dele, que mal conseguia lidar. Ninguém tinha dinheiro, muito menos uma saída. Mas eles tinham família. Uma família que ansiava por notícias e pronta para ajudar a qualquer custo e que para o bem de todos, manteve distância.

Felizmente, o medo e período de inércia também passam. Estando ou não o medo presente, chega uma hora em que as pessoas não aguentam mais sofrer e tomam uma atitude para sair daquela situação. E foi o que aconteceu ali. 
Numa situação ideal, a sociedade idealizaria uma mãe fugindo com os filhos para bem longe, num momento de distração do marido agressor. Bem, nesse caso não foi bem assim. Dois dos filhos saíram num momento acalorado de discussão com o pai, enquanto este ia pegar o cinto para mais uma surra, o menino fugiu e conseguiu convencer a irmã. A filha mais velha ficou, para garantir a "integridade" da mãe.
Planejaram a fuga minuciosamente. A família já avisada, se movimentava para recebê-los e acomodá-los, mesmo vivendo com simplicidade. Nada poderia ser pior que aquele inferno. E assim foi feito! Conseguiram escapar de lá, com apoio familiar, direto para a polícia que agiu com mérito e rigor.

O que podemos tirar dessa lição, é que o medo está lá. 
As desculpas para permanecer sob o jugo do agressor eram muitas. Pra onde eu vou? E os meus filhos? Onde vão morar, como vão estudar, como vai ser, como eu vou viver? Tudo isso, assombrava a mente dessa mãe, óbvio. No entanto, aproveitar a oportunidade e apoiar os filhos, foi fundamental. Caso contrário, ela continuaria a definhar nas mãos daquele homem.

Existem milhares de mulheres que vivem com medo. Medo de não dar certo, medo de perecerem, medo de estar levando os filhos para uma situação ainda pior... nada disso justifica viver em sofrimento. 
As subjugadas, encontram um certo alento na inércia e nesse medo que as paralisam. Os agressores muitas vezes se escondem atrás de homens fragilizados e impotentes que fazem delas, sua tábua de salvação, conferindo um poder a mulher, que a faz-se sentir responsável por ele, a ponto de imaginarem sua morte.

Eu sou radicalmente contra o medo, apesar de racionalmente saber q ele está em mim e reconhecer seu poder. Ainda sim, mesmo sendo lentinha, jamais, me deixaria governar por ele. Já tive uma prova disso e a minha saúde esteve em jogo. Não quero repetir esse feito. 
Ainda que a passos lentos, o medo não ajuda. 
É a ação que move o universo.
Saiam do lugar.

quarta-feira, novembro 09, 2011

ANIVERSÁRIO

E segue o diálogo de aniversário com uma amiga de trabalho:

ELA - Então Engraçadinha, o que vc gostaria de ganhar de uma loja daquelas assim-assim?
EU - Meu grande sonho é ganhar um vibrador.
ELA - Ah! Mas acho q lá nessa loja não tem que vibra, só tem estático...
EU - Hmmm...
ELA - Porque estático não tem graça, né?! Legal é o que vibra...
EU - Pô, nem Engraçadão é estático, legal é com emofão né não?!
ELA - Então tá, vou ver o que eu consigo!
EU - Caaraaaa, se vc conseguir, prometo que vou ficar vibrando! =B

Gente, tem pessoa mais cara de pau que eu no mundo, não né?!

sexta-feira, maio 28, 2010

E na casa de praia...

Tem post meu falando sobre o que as mulheres são capazes de fazer quando estão carentes!
Na verdade, é um belo puxão de orelha no Mulheres a la carte!

quarta-feira, setembro 16, 2009

POST SOBRE MODA

Ontem eu postei aqui.
E menina(o)...? Era exatamente esse o assunto!
Vê lá depois me fala.

Bj na bunda!

quinta-feira, junho 04, 2009

quinta-feira, maio 14, 2009

NOVIDADES - PARTE 2

AOS MEUS QUERIDOS 5'S LEITORES, AVISO IMPORTANTE:
HOJE EU ESTOU NA MINHA CASA DE PRAIA.
VISITEM E COMENTEM POR FAVOR Q EU CONTO AS NOVIDADES ASSIM Q POSSÍVEL E PERMITÍVEL! YEAH!
Também tô igual a uma tarada TWITTANDO QUE NEM DOIDA para essa novidade q eu só vou contar lá prá segunda feira.
QUEM TEM TWITTER SABE!
Bj na booonda e cruzem os dedos!

quarta-feira, abril 01, 2009

MAIS UMA CRÍTICA CRÍTICA - A SÉRIE

Estou inaugurando mais uma série das inúmeras séries que esse blog tem!
Depois da série de crítica de Teatro.
Depois da série catigura show de rock nacional/ internacional.
Depois da série catiguria crítica de letra música brega.
Hoje, eis que inaguro a mais sensacional super série:

TCHAN-TCHAN-TCHAN-TCHAAAAAAAAAAAAAAN




A SÉRIE NA CATIGURIA CRÍTICAAA DE LIIIVROOOOOOOOOOOOO!




É, eu sei!
Vcs estão chocados e de queixo caído.
Sei, eu sei. Eu sou realmente uma pessoa suuuurpreendente.
Aposto que ninguém havia pensado nisso até hoje.
Em fazer um blog q critica e além de criticar, botar a catiguria livro. Essa idéia é pioneira e quem disser q eu tô mentindo, vai direto e reto pr... bom.

Essa introdução enrolona e nada óbvia, é em homenagem ao livro que eu li semana passada.
o nome é TRATADO SOBRE MULHERES.
Aliás, a piada óbvia também foi em homenagem ao autor do livro... q é ... argentino.
Se eu tenho algo contra argentinos? EEuu? Nada nada. Nem contra políticos corruptos. Mario Kostzer é o autor.
Se bem q com esse nome, ele bem poderia ser judeu. E de judeu eu gosto. Mas bah!
A editora é Desiderata. Ou é da Ediouro? Ah... agora eu fiquei em dúvida, mas pode googlá e tira a dúvida vc mesmo!


Esse teor de desdém é q depois dos livros super pesados e sérios q eu andei lendo, acerca da vida e das leis do universo, pegar um livro super gracinha, coloridinho e com um tema leve, deve ter me causado certa estranheza.
O formato pocket é uma graça. E ele faz uma brincadeira com as mulheres.
É claro q ele queria atenção e vender. Por isso saiu nos alfinetando. Nós, as mulheres.
Na introdução ele pede para que antes de o apedrejarmos, entendamos que ele, o autor está fazendo uma homenagem. Sei...


Depois ele fala q lá pelo meio do livro, a gente vai acabar lembrando de um monte de mulher q a gente conhece, senão de nós mesmas.
Mas ele se acha mesmo! Porque eu li trechos às vezes por 2 vezes e em nada me lembrava as brasileiras... já as argentinas... nós temos leveza, dá licença.


E digo mais: tomar um chopp com os amigos ou as amigas, há algumas quadras
da praia, sentindo o cheirinho do mar, é privilégio para poucos. Se bem q prá
nós brasileiras é quase corriqueiro. Isso nos torna mais descontraídas e mais
bem resolvidas... (eu só lembrava dos filmes de Almodóvar ao ler esse livro, mesmo sabendo que Almodóvar não é argentino! I
don't know why...!!!)

Bem, é inegável q o livro trabalha clichês.
Intencionalmente com clichês. Ele quer atenção e quer vende. Só isso.
Eu sinceramente não consegui rir, porque não parava de lembrar que lá na introdução, ele compara o sexo feminino com algum gênero animal, mesmo fazendo a mea culpa de achar-nos imprescindíveis.
É, homem não é hermafrodita, nem consegue engravidar sozinho ainda.
Acasalar já consegue... whatever. Sem piadas homofóbicas dessa vez, mas é q eu não sei brincar!

Sacanagens à parte, como aquela em q ele deixa umas questões a serem preenchidas pelo leitor no capítulo da mulher perfeita, entupido de clichês, como a q deixa o marido ver futebol e ainda pega a cerveja, mulher q não implica com a galera, mulher q não fala na hora do jogo, etc; esse livro é tão interessante quanto andar no Metro Rio na hora do rush.
A escolha é realmente sua.
Embora eu ainda prefira folhear a Caras no salão enquanto faço o cabelo!

*A única música q eu consegui combinar com esse post - Djavan - Azedo e Amargo*

ÂPIDÊITI -> http://www.tratadosobremulheres.com.br/

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Sobre escatologia, acho q nunca falei aqui.
Eu sou escatológicamente incorreta, como todos os escatológicos.
Aliás eu não devia nada começar assim. Síndrome de Dori (de Procurando Nemo - Continue a nadar, Continue a nadar, Continue a nadar...)
A dona
Dani, falou q o post passado estava muito xoxado, desglamourizado, tipo... chato mesmo. Aliáááás, ela comentou prácarvaio prá quem acha isso tudo.

Mas olha só! Nem tudo é derrota. É derrotíssima!
Eu já fui falar com ela assim, achando meu post com pressa e xoxado, totalmente desglamourizado. Daí ela disse q também achou, tipo... post com pressa.
E foi mesmo. Eu até comi uns dias.

Mas... como Dr. Jeckill e Mr. Hide, será q Engraçadinha começa a ganhar vida própria????
Huuuuuuummmmmmmm...
Caso a se pensar.

Daí q voltando a merdaiada toda, por q raios mulher tem problemas de intestino?
Vc não vê um cara com cólica, com problema de gases... mas mulher...
A gente tem isso dentro da porra toda q fica aqui dentro e simplesmente fode a bicileta! (Melhorou Dani?)

Eu lembro q prá cagar era uma tortuuuura - isso na infância.
Lembro de cólicas intestinais terríííveis, daquelas q eu chorava e ficava encolhidinha na cama e não podia mudar de posição.
Essas eram eventuais. Mas qdo vinham, putaquepariu!

Aí eu fiquei mocinha. Como se dizia nessa época.
Hj não sei se é mentruada, de Xico ou na sangria. Mas eu lembro q esse estágio era peculiar.
Desencadeava um efeito em cascata q me fazia cagar tudo ou mais do q eu não tinha cagado no ano inteiro.
Ai desculpe meu linguajar xulo. Ui, o trema foi pro caralho!

Mas era terrível. Eu fiquei com doze anos.
Meu organismo estava se acostumando, daí, confundia ximbica com cu e eu além de sangrar, ficava com caganeira.
Prá ficar ainda mais maaaaaara, eu fui voluntária prá estudar numa escola municipal, onde papel higiênico era artigo de luxo (não tinha nunca). Bem assim.
Vc não ia na secretaria pedir, vc limpava com folha de caderno amassadinha.
Ô derrota!
Escatologia pouca é bobagem?

Pois é, só q foi melhorando a coisa. Foi espassando esse efeito colateral!
E talvez por trauma de pai e mãe, meu problema passou a ser os gases.
Nããããão gente, eu não sou uma peidorreira descarada.
Eu sou a fina!
A q não peida nunca! Não q eu prenda... eles simplesmente não saem e eu fico com dores terríveis.

Ultimamente, qdo identifico, tomo logo umas gotinhas e procuro ficar relaxada.
O banheiro é meu melhor amigo.
E eles saem... não sem algum esforço.

Tô usando muito esse efeito!


Bem, agora q vcs estão quase se apaixonando pelo meu modo escatológicamente correto de ser, vamos ao q interessa:


Nesse feriadão q teve, culminando no dia 20 de São Sebastião, fomo à praia de novo!
Não sei q merda eu fiz (ou não - como diria Caetano) q já fui prá cama sentindo dores.
Eu tomei meu remédio, mas acordei com a mesma dor.
Fomos assim mesmo, mas eu, meu biquini novo, o sol escaldante, o adiantado da hora, os apetrechos q mais parece a chegada de um espetáculo circense, o desocupado disfarçado de flanelinha e a expectativa dos moleques, me fizeram sentir dor.
Eu já tinha tomado mais gotinhas de manhã.
Nada. O grande e terrível nada.

Pior do q um peido maldado é um meio peido.
Eu dei esse aí, depois de muito amargar dor no brioco, tamanha era a pressão atmosférica, etc...
O meio peido te deixa com dor no véx. Popularmente conhecido como cu mesmo.
Vc senta de ladinho, porque se for acreditar q não tá sentindo nada, é capaz de sentar e morrer de imediato.

Bão, depois de muito dona Dani perguntar se estava tudo bem - Oh sim! Ela nos encontrou lá e fez belos regitros! - e eu consentir com meu sorriso amarelo, muito útil nessas horas, mantendo a força na peruca e alternando as bandas da bunda, fui me enchendo de coragem e parti para as próximas fases de liberar com moderação o q estava preso.

Well, a dor melhorou, mas não passou.
Fomos prá casa.
Kbça de Bolinha q infernizou a praia inteira com seu mal humor e sono, foi apagado e nem sentiu qdo o tirei da cadeirinha no carro.
Peguei meu Pacote e fomos tomar banho, enquanto Engraçadão adiantava os esquentados do almoço.
Relaxei quase sem querer.
E o processo foi barulhento, porém natural.

Pacotinho fez uma observação acerca do odor, mas... foi bruscamente interropido pelo som de uma criança caindo do sofá em q dormia e chorando.
Meus filhos são gatos mesmo, inclusive cabem em pé.
Sr. Cabeça de bolinha chorou mais do susto, porque segundo engraçadão, ele caiu de bruços já com a cabeça em pé.

Engraçadão veio com ele no colo até a porta do banheiro e me perguntou se eu estava bem.
Ao q respondi afirmativamente.
E Bolinha também estava bem, daí comentamos sobre eu ter conseguido soltar o q estava me machucando e tal... e ele decifrou a esfinge.

ENGRAÇADÃO - Aaah! Então tá explicado!
EU - O q?
ENGRAÇADÃO - Como foi?
EU - Ah... eu tava aqui conversando com pacoteenho, relaxei, peidí e...
ENGRAÇADÃO - ... e segundos depois Kbça de Bolinha caiu do sofá! Caraca maluco!! Foi deslocamento de ar! Tá poderosa, hein?!


* Ficou bom agora, Dani?


A musiquinha é LEVE DESESPERO do Capital Inicial.

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