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quarta-feira, fevereiro 06, 2013

QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU, VOCÊ?


O lobo mau muitas vezes pode ser a vida. Principalmente para os que estão envelhecendo.
Envelhecer para quem não sabe, ou tem medo, pode significar parar de sonhar, parar de ter coragem, simplesmente parar. E parar, entregar os pontos, significa morrer ou se deixar morrer aos poucos.

Nunca entendi gente que se prende a uma época por exemplo e fica ali, estagnado. Olho pra trás e vejo gente do meu círculo social parando, se apegando ao que já foi e se permitindo envelhecer, morrendo aos poucos. Nas pequenas coisas. Nas músicas, nos hábitos, na chatice... é certo que o tempo não para e eu não vou começar a cantilena de Cazuza. Ainda sim, com esses pequenos gestos, vejo a perda do viço, da vontade de viver.

Radical eu? Será mesmo?
Não. Basta olhar a sua volta.

Hoje, eu passei por uma prova de fogo. E absolutamente tudo deveria me dar medo. A começar pelo que eu rompi ano passado. Uma pseudo estabilidade. Que estabilidade? Emprego é estabilidade? Não sei. Vc é feliz estável-mente? O que te faz feliz? O que te deixa feliz, o Pão de Açúcar?

Outra coisa é o que os outros falam. Aaah, os outros falam e como falam. Mas eles ajudam?
Já ouvi que estaria perdida, mas como assim vai largar tudo? Já ouvi que estarei competindo com gente muito mais nova e qualificada que eu... um convite a pensar duas vezes e sentir medo. Mas logo eu, ter medo? Eu não tenho esse direito! Aliás, se for pra ter essa passagem tendo medo, melhor não viver, né não?

Hoje eu fui topetuda o suficiente para aceitar um teste de estágio.
Digo topetuda, porque na minha idade, cheia de filho, velha para estar num ramo da indústria que te obriga a ser novo, jovial eu diria, esbanjar beleza e estar sempre atualizada, eu fui me meter.

Voltando de Guarapari me candidatei a uma vaga que no meu pensamento perfeito não teria concorrentes. Na minha cabeça cheia de sonho só estaria eu, o entrevistado e uma câmera na mão. Lá fui eu! Bem vestida, maquiada, com a cara e a coragem até ver que estavam dando doce na frente do local da entrevista.

Hoje eu fui assim
Caralhos voadores me piquem! Só eu mesmo.
Chegando lá, a gurizada fandangueira (ou quase isso) estava em peso concorrendo a mesma vaga. Meu mundo não chegou a cair, mas eu ri de tamanha ingenuidade a minha. Como eu podia pensar que não teria gente brigando pela vaga.
Aí parei, pensei:

EU PENSANDO - Porra Engraçadinha! Vc foi chamada, caralho! No teu currículo dizia 40 anos e vc foi chamada. Para de putaria e encara esse bagulho!

Minha consciência envelhece e carinhosamente me sacode como sempre! Ti lindo!
Meu currículo não levei, porque afinal, estou velha pra essas coisas (anotar no caderninho vermelho pra levar uns duzentos da próxima vez). Felizmente não fez diferença. A parte boa do Jornalismo é que tem um bando de gente sequelada que faz tudo ao mesmo tempo agora e não se prende a certos detalhes.
A entrevista foi sei lá... bem? Como saber? Sempre parece que foi.
O teste também pareceu bem, mas é aquilo... sei lá, sempre parece que foi mas vai saber.

Fato é, eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando e eu poderia estar vivendo com medo, ou não vivendo, mas isso, foi suprimido do meu DNA. Sou lenta, admito, mas pego no tranco e quando pego, me agarro no meu potencial e não adianta vir A + B dizer que eu tenho que ter cuidado, que eu posso perder, porque aí é que está o X da questão! EU NÃO POSSO PERDER!

Podem me chamar de escrota nesse momento, adjetivo aliás que sempre combinou comigo, mas eu entendo o Yuri ex-ex-BBB. Quando ele disse que ia ganhar essa edição, ele sabia exatamente que era capaz. E era! Não fosse os invejosos de plantão. As pessoas não querem ouvir que existe um vencedor à distância do seu braço. Elas preferem os falso-moralistas, os pseudo-humildes. As pessoas gostam de ser enganadas para terem uma falsa sensação de que têm o poder de decidir tudo. Têm porra nenhuma! 
O mundo, é dos que não desistem.

Se o medo me governasse, eu responderia o email com um enredo diferente. 
Melhor, não me candidataria a vaga, porque afinal, era para alunos do 3º período e eu estou no 2º. 
Ou ainda ao chegar lá, teria uma bruta caganeira e sairia correndo. Era a única preta de 40 anos com a cara descascada do sol (apesar da maquiagem) e com a boca arrebendata pela herpes labial. Teria chance? Acho que não. Ainda sim, enfrentei, mostrei meu potencial e lancei os dados.

Não que esteja nas minhas mãos decidir meu futuro. Não está totalmente e isso eu aprendi com a chegada de Dona Miúda. No entanto, é imperativo que eu teime, que eu vá lá, que eu não desista, que eu acredite, que eu seja surda para frases pessimistas e que eu me mostre. Só e tão somente assim, o universo poderá conspirar a meu favor.

Acreditem, meus queridos 5's leitores! O NÃO a gente já tem.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Vá Para A Luz Karolaine

Depois de ficar alguns meses fugindo da luz como o diabo foge da cruz, levantei, sacudi a poeira e dei uma volta na pracinha Xavier de Brito.
É que Engraçadão levaria Amélie Poulin, nossa gata para vacinar na Suípa e eu estou terminantemente proibida de entar lá, sob o risco de pegar alguma grugunhanha.
Pacotinho seu fiel escudeiro além de filho, acompanharia. Já o Sr. Cabeça de Bolinha ficaria comigo, porque cuidar de 2 mais uma gata, é tarefa por demais árdua para Engraçadão.

Lá fui eu à pracinha.
Toda feliz e pimpona, um calor do caralho, vesti meus óculos que me deixam com cara de rica e famosa, meu vestidão preto, sandália rasteirinha e avante avancei.

A felicidade foi geral!
As pessoas da pracinha já sabiam q eu iria, então já estavam comemorando minha chegada.
Uma felicidade tomou conta do povo, de maneira q eles resolveram contratar uma bateria não sei de onde só para me homenagear. Foi um espetáculo!
Fiquei realmente emocionada, afinal, tinha uns 3 meses q eu praticamente não via a luz do sol.

Tive que fazer um registro, porque esse carinho todo tinha que ficar guardado de alguma maneira, não é mesmo?



Justificar
Depois das homenagens prestadas, eu segui meu caminho e tirei o Sr. Cabeça de Bolinha do sol, porque ele estava agoniado dentro daquele carrinho.

Tirei a camisa dele, enchi o rabitcho dele de água e o deixei brincando na areia com suas coisas.
Não sei se vcs meus queridos 5's leitores sabem, mas Cabeça de Bolinha é individualista e vira uma verdadeira fera quando as pessoas se metem aonde não são chamadas. Ele tem um espírito de velhinho dentro daquele corpo de 2 anos e 4 meses.
De modo, que apareceu uma guriazinha daquelas q não falam quase nada apesar do tamanho e entrou numa de tomar a pázinha da mão dele. Eu e Sr. Cabeça de Bolinha quase dando uma porrada na menina enquanto sua mãe cagava e andava pra nós a alguns metros de distância.

Mas sabe como é sexto sentido de mãe né. Na iminência de Kbça de Bolinha sentar a mão na garota com o aval da mãe dele (eu), a outra apareceu. Pediu desculpas, bancando a pheena e tirou a pázinha da mão da garota.
Juro, se ele não estivesse brincando, eu diria pra ele dividir, mas não era o caso. A garota pegou na mão grande e não queria devolver.


O tempo fechou, eu lendo minha Marie Claire e o gostoso brincando, quando de repente volta a garota cheia de brinquedo e resolve ficar por perto. Claro, eu esbravejei por dentro. Não tenho o menor saco pra criança de pracinha, salvo meus filhos q são todos autistas e não incomodam ninguém!
A guria achou uma poça de lama e começou a espalhar lama pra todos os lados, inclusive em mim. Ah maluco... comecei a dar esporro nela, como se fosse sua própria mãe, já q a mãe dela estava ainda obrando pra nós (seu passatempo favorito). Não sei se a vaca ouviu, mas resolveu levantar o rabão pesado do banco e tirar a garota de lá.

Avisei mesmo q a porquinha da filha dela estava tacando lama na gente, além de se cagar toda também.

Finalmente trovejou!
Adoro quando ameaça chuva na pracinha! As mães todas saem correndo como se fosse chuva ácida e eu fico lá com meus guris até a dita começar a cair, depois volto lentamente e toda ensopada com eles vibrando de alegria.
Adoramos tomar banho de chuva e nesse dia foi assim.
E com final feliz.

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