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quinta-feira, abril 03, 2014

É TEMPO DE RECOMEÇAR


Pois é meus queridos, fidelíssimos 5's leitores, amanhã é meu último dia no estágio. "Foi um vento que passou em minha vida..." e bem, passou. 

Quem é um pouquinho mais observador, notou que eu desapareci do mapa. Fora pouquíssimos posts no Facebook derivados de check ins do Foursquare, eu pouco produzi conteúdo. Troço estranho para um estagiário de Comunicação, certo? 
Blog então, ficou às traças. E para eu chegar em casa e postar, quem sabe com Jesus vindo interceder? Fora isso... É... são muitas reticências.

Depois de um ano e meio parada profissionalmente, vi que muita coisa mudou no meu comportamento. Acho que se tivesse sido assim desde o início na outra empresa, teria evitado muito tiro, porrada e bomba. Digamos que segui à risca o velho e bom truque da invisibilidade. Para se ter uma ideia, as meninas que lá comigo trabalhavam chegaram mesmo a acreditar que eu era uma pessoa calada, introspectiva talvez, que muito provavelmente vivia pro trabalho, marido e filhos. Elas não têm ideia da pessoa que sou, ou da minha personalidade. Algumas até têm, já que descobriram meu blog. 
Ainda sim, pouca coisa mudou nesse relacionamento. Entrava muda, ralava o dia inteiro e saía calada.

Nas minhas orações, eu andei como sempre, enchendo o saco de Deus.
Verdade seja dita, as coisas não andavam nada bem no estágio. São muitos pormenores que outro dia eu conto, tão logo sair de lá. Para fins de auto-preservação, respeito, essas coisas que eu nunca dei muito valor. 
Agora é diferente. Eu aprendi a usar a cabeça, a ser moderada e muito embora, ainda curta botar pra foder, quero esperar. Nunca é demais saber esperar. 

Então nas minhas orações, ao ver o cerco apertando pro meu lado, pedi à Deus, que mesmo saindo do estágio, num momento financeiro crucial, onde rombos bancários existem e outra fonte de renda não há, com quatro bocas para alimentar fora a minha própria, que eu fosse um agente transformador na vida das pessoas. 

Aeeeeeee! Fiz uma oração que não visava benefício próprio e seria conhecida mundialmente como Engraçadinha - a GENEROSA. Só que não. Generoso aqui em casa, fora Engraçadão, é o Sr. Cabeça de Bolinha. O resto puxou à mim. Individualistas, pra não chamar de egoístas, porque egoístas não são mesmo... 

Sabe como é, eu sempre desconfio quando Deus responde minhas preces assim num estalar de dedos. Tá bom que demorou um mês inteirinho pra isso acontecer, mas por que raios com dinheiro Ele não me dá esse mole?

Fato, é que apesar dos pesares, me deram uma missão (já que estou saindo) de fazer algo que pode mudar a vida das pessoas, para o bem, ou para o incerto, sei lá. Não estarei lá pra ver. 
Ainda assim, topei a missão. 

Nessa vida, injustiças ocorrem porque as pessoas se calam. As pessoas não agem, as pessoas seguem indiferentes, mudas, achando que não é da conta delas. A empresa em que fui parar, é tudo aquilo que eu disse há 3 posts atrás. 

Tive oportunidade de falar com pessoas de todo o Brasil e pude verdadeiramente comprovar o quanto elas são apaixonadas por aquilo lá. Infelizmente, essa felicidade não era verdadeira aonde eu estava. E lembram quando eu falei do Presidente Guerreiro? Pois é, o discurso dele inflamado, é de coração, é verdadeiro, tá no sangue e na alma. Com todo esse ardor, ele contagia uma empresa inteira com mais de mil colaboradores. 

Por isso, em nome dessas pessoas de bem, de todos os queridos que lá estão, mesmo se omitindo talvez por uma questão de boa convivência até, que eu vou trazer à tona, coisas que são sabidas, mas que no entanto são e foram silenciadas, para que não só a verdade seja dita nos discursos e nas diretrizes, sobretudo que seja verdade. 

É... nunca fiz esse tipo de coisa na minha vida. Respeito pelas hierarquias sempre tive. Mesmo porque, diretamente a mim, nunca houve problema e os que me alcançaram, eu me posicionei pedindo demissão.  Fui eu que escolhi abraçar o jornalismo e seguir o caminho da coerência. 
Preciso de dinheiro? Preciso de dinheiro e muito, mas não tenho o direito de violar o futuro dos meus filhos, muito menos me sabotar aos 41 anos, perdendo tempo numa coisa que não vai me acrescentar.

Daí, que de agora em diante, a gente vai se ver mais do que um post por semana, se Deus quiser. E que Ele me dê forças, inspiração e um norte na difícil tarefa que me foi confiada. Porque apesar das lágrimas que já chorei, sinto uma certa dó quando penso naqueles que ainda estão mergulhados na ignorância.

Que meu gesto traga qualidade de vida para as pessoas, traga harmonia no local onde elas convivem mais do que em suas próprias casas, que traga paz sobremaneira e ensine a uns poucos, que tudo nessa vida passa. Inclusive o poder e a altivez.
Amém.

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

MEU PRIMEIRO ESTÁGIO


As mina pira de ansiedade pra saber como foi meu primeiro dia de estágio, que obviamente não foi hoje. 

Vou contar, mas antes, vou contar de antes. De sexta feira, 31 de janeiro, quando resolvi ir à cachoeira com a família e ao fotografar, enfiei parte da correia da câmera no olho esquerdo. Vivi a experiência de andar praticamente de olhos fechados pela cachoeira, tanto que minha vista chorava. Tirei foto às cegas, já que configurei a câmera para tirar no olho e não no display. 24 horas após o infortúnio, meu olho ainda doía, então fui parar no Oculistas Associados, onde o oftalmo me passou 3 remédios diferentes, todos aplicáveis no olho, para usar durante 7 dias. Posso dispensar a parte em que a vista mais piorou que melhorou no primeiro dia, né? No entanto, domingo já estava melhor.

Devo confessar, fui salva por uma amiga, leitora do blog, que me indicou pra essa vaga ,numa grande empresa de venda de produtos e fornecimento de crédito. Ela figura pelo 7º ano consecutivo entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil e está em 8º lugar entre as melhores segundo a Revista Exame. 

Bem, finda as devidas apresentações, caí de paraquedas na comunicação institucional. Arrisco dizer, que é o coração da empresa, haja visto que fazemos um trabalho coladinho ao CEO, que a todo momento entra lá pra dar sugestões, pedir coisas e motivar a equipe. Isso muito me empolga, claro. É a primeira empresa em que trabalho, onde o departamento de comunicação se reporta diretamente ao presidente. Não à toa, todos esses prêmios e reconhecimentos.

Minha chegada foi super fofa. Um dos pontos fortes de lá, é que eles sabem receber como ninguém. Pensam em tudo pra te encantar e quando eu falo em te encantar, estou me referindo ao staff, ao cliente, aos visitantes... Sabem fazer qualquer um se sentir especial, inclusive uma veia coroca como eu.

Eles possuem um programa de TV mensal, o qual não terei contato, já que é produzido por Curitiba - PR, no entanto, a rádio, veiculada semanalmente para todo o Brasil via satélite, ficará em parte sob minha responsabilidade. E bota responsabilidade nisso! Além de roteirizar (não agora), terei de fazer a edição de voz, que é algo que muito me seduz. Aliás, nesse quesito, não posso esquecer de agradecer o curso de capacitação do Rock in Rio, que apesar de não abordar a temática de rádio, me pôs em contato um pouquinho desse universo, quando púnhamos voz em nossos trabalhos.

Das dificuldades, bota aí meu olho esquerdo. A dor passou, mas passo o dia lendo tudo embassado. Um saco e claro, minhas superioras nem desconfiam disso, porque o que me dão eu faço. A última empresa me deu um senhor traquejo em termos de mundo corporativo. De modo que a parte burocrática, eu transito bem, sem pedir tantas explicações. Além da parte de eventos, que também estou dando uma força. Mas esse olho... isso está me preocupando.

Então, o primeiro dia abriu com a apresentação do programa de TV para todas as filiais do Brasil, com direito a empresa parada vendo o programa, seguido de coffee break e discurso do CEO, que vamos combinar, é um show a parte.
Ele muito provavelmente veio do mercado varejista, porque ele tem essa coisa de motivar na alma, né? Então discursou de maneira inflamada, conclamando a equipe a se superar e tal, galera reunida prestando a maior atenção, até que ele me solta um grito de guerra seguido por todos no andar, do tipo:

Le Presidènt - THIS IS SPAAAARTAA!
Todos - AAWWW! AAAWWW! AAAWWWWW!

Enquanto eu no canto, me encolhendo, sem saber o que gritar, morrendo de vergonha alheia de gritar e tipo, nem fodendo que eu vou gritar saporra. Se ao menos ele tivesse a cara do Gérard Buttler a gente ainda podia conversar, agora... não, obrigada.
Outra coisa, me apresentaram a um bando de gente de um bando de departamento. Já não sei quem é ninguém, nem decorei a cara de ninguém. No final do tour, já estava dizendo:

Eu - Oi, prazer, me desculpa, eu vou esquecer seu nome!

Legal que a galera leva na boa e entendem que essa formalidade, não passa mesmo de uma formalidade. Mas esqueçam meu charme! Aquela Zé Graça que eu costumava ser na outra empresa não faz mais efeito. Ou eu envelheci junto com as minhas gracinhas, ou o povo perdeu o senso de humor! Então acionei o modo de invisibilidade e resolvi cagar pra isso. Não faço mais questão de ser simpática, a não ser pra conseguir alguma coisa, fora isso, se riu, muito bem, se não riu, amém.

No quesito bizarrices, ao menos por email e na frente de Le Prèsident, todos se chamam de guerreiros antes do nome. Claro, pode esquecer. 
E outra, Le Prèsident é dado a pegadinhas, portanto, volta e meia ele passa na mesa alheia e pergunta:

Le Presidènt - Que dia é hoje mesmo?
Resposta correta - HOJE É DIA DO CLIENTE.

E foi nessa que quase entrei pelo cano. No final do passeio do primeiro dia conhecendo todo mundo, só fui apresentada ao CEO por último, devido a incompatibilidade de agendas e claro, terminadas as apresentações e introduções, ele me veio com essa. Como já tinha sido informada, respondi certo, o que me valeu um abraço apertado-sufocante de boas vindas. Saí rindo freneticamente com a situação, porque ele não contava que eu acertaria a resposta, ficou todo vermelho, super feliz e me deu aquele mata leão inflamado. Aí, quem me conhece sabe que a humildade tira férias aqui de vez em quando, o homem passou na minha mesa ontem e já ia perguntando que dia era, quando ele mesmo se lembrou que essa eu já sabia, então:

EU - Não tem problema, eu posso dizer a hora!
Le Presidènt - Nããão, a hora você já deve saber, quero ver se você sabe nossa missão!

Troféu epic FUÉN pra mim né? 
A sorte é que eu tinha afixado na minha estação em letras garrafais e mesmo com vergonha de ler, comecei a falar meio pausadamente, meio sem graça a primeira parte da missão, o que já valeu um elogio dele!

Gente, não fosse o talento desse homem pra deixar as pessoas felizes no trabalho, eu juro que criaria uma série nesse blog sobre ele. Mas devo admitir minha admiração pelo véinho! Ontem, recebemos a visita de um fornecedor, cujo contato que ele tem é só por telefone. Ou seja, ele não conhecia o cara! A primeira vez desse visitante na empresa e Le Presidènt não perdeu tempo. Correu as mesas das meninas mais experientes e pediu para que preparassem aquela recepção pro homem. E vocês não imaginam como é isso! Na recepção, do lado de fora, elas colocaram um porta retrato virtual com uma foto do cara desejando boas vindas, depois, em todas as TVs espalhadas pelo andar, aparecia uma apresentação sobre a vida profissional do cara e sua história de parceria junto a empresa, fora uma mensagem calorosa de boas vindas. 

Cara, eu nunca vi isso em nenhuma empresa que já trabalhei. E olha que muitas delas eram empresas de comunicação! Sensacional. Foi nessa hora que Le Presidènt subiu no meu conceito. Ele com aquele jeitão de vendedor varejista, não dá ponto sem nó. Sabe encantar e receber como ninguém e consegue contagiar quem ali convive. Por isso tanta motivação, tanto empenho da equipe. O povo realmente dá o sangue.

A parte chata, estou feia que nem o cão, o cabelo parece um capacete, as roupas defasadas, as unhas do dragão de São Jorge. Está realmente sinistro. Nunca me senti tão mal cuidada! Posso afirmar seguramente que sou a mais desleixada do departamento. As roupas já não caem bem, dos cachos desisti e vou voltar a alisar e ainda cega de uma vista. 
Mas sou guerreira, não sou? Oh wait...

sábado, dezembro 28, 2013

2013/ 2014 - JORNALISMO, ROCK IN RIO, PSORÍASE INFANTIL, DESEMPREGO, ANÁLISE E UNIÃO


Esse ano que passou foi tão intenso e tão parado, que mais parecem dois anos. 
Quando eu lembro do Rock in Rio, da oficina de capacitação de todos os sábados, dos barracos e chororôs intensos em cada edição, não parece que estou falando do mesmo ano, mas de um tempo muito distante.

Passei o ano inteirinho acreditando que seria selecionada para o Rock in Rio e que milagrosamente, ainda na Cidade do Rock seria contatada por uma emissora estrelada e me tornaria uma VJ rica e famosa, instantaneamente, antes mesmo de me formar. Bem, as coisas não aconteceram desse jeito. O máximo que rolou ali, foi os próprios alunos, cada um com uma especialidade se juntar e criar um canal de Web TV chamado Farofa Web Tv. 

Eu jurava que o farofa iria bombar instantaneamente, assim como todos os outros membros da equipe, mas o que se viu ali, foi uma mãe de 3 filhos sobrecarregada, assobiando e chupando manga pra variar, mais um cinegrafista dando o sangue e acreditando no sonho, que ao se deparar com a realidade, murchou que nem plantinha sem água. 
Acho que a mensagem de 2013 foi a de que instantânea mesmo, só a web, ainda sim, depende do navegador e da velocidade do seu modem.

Paralelo, teve todo um terceiro período pauleira do curso de Jornalismo. Foi ali que eu descobri que não sei escrever notícia, só sei escrever crônica, mesmo não tendo tido ainda a disciplina Redação Jornalística. Tá bom, eu me exijo muito. Mas talvez essa constatação tenha sido responsável pra me afastar do blog. Sim, eu tentei, juro que tentei continuar escrevendo, mas toda vez que pensava em postar alguma coisa, pensava que ninguém se interessaria em saber um pouco mais da minha vida. 
Aliás, o que a minha vida tem de interessante? Comecei a me achar egoísta, umbiguista, fiquei com vergonha alheia de mim mesma e parei de escrever, até ver um comentário da Magui no Facebook, reclamando que não tenho aparecido. 
Verdade. Não tenho aparecido em lugar nenhum e comecei a me lembrar o que tornava esse blog interessante.
As histórias, o jeito de contá-las, o bom humor e tudo o mais. Já vai pra 10 anos que sou blogueira de raiz, por que não falar de mim não é?! Aaah humanos, tsc, tsc, tsc.

Ainda teve o fator Psoríase do Sr. Cabeça de Bolinha e a Ludoterapia que ele vem fazendo. 
Aquele desespero que bateu em nós, achando que estávamos fazendo algo errado... bem, isso foi resolvido. Descobrimos que o irmão do meio, sofre com a cobrança interna. No nosso caso, meu filho do meio se impõe uma grande cobrança, tem uma necessidade própria de perfeição em tudo o que faz e isso é uma merda! 
Queria dizer tanta coisa pra ele, de forma que entendesse, que não precisa provar nada pra ninguém, mas ele ainda não entende essa linguagem, porque tem uma alma bastante de acordo com sua idade, apesar de ser inteligentíssimo. Cada coisa a seu tempo, é a mensagem. E juro, estou tentando fazer com que ele entenda o quanto é amado, sem precisar provar seu valor a ninguém, já que esse valor é explícito pra qualquer um que conviva com ele.

Enquanto nossa vida fervia, o desespero tomava conta de Engraçadão que via nossas reservas se esvaindo na velocidade 5 do créu! Consegui um freela no finzinho do ano, mas nem de longe isso aplacava o rombo de nossa conta corrente. Ainda nesse turbilhão, levantei dinheiro entre amigos e familiares para fazer um book pra Dona Miúda conseguir entrar pro casting da Mega Models. Claro, a gente ainda tem esperança no instantâneo não é mesmo? Apesar de saber que o tempo de Deus é outro. Claro, mesmo antes de o material ficar pronto, a Miúda já figura no casting da agência, no entanto, ninguém se apaixonou por ela ainda. Quando chegarem as fotos, todos ficaremos encantados e seduzidos pela ideia de nossa gostosa desfilando e fotografando, só que essas coisas contam com o fator sorte e eu só posso rezar. O contrato é de 2 anos, vamos ver no que isso vai dar. Não é instantâneo, infelizmente.

O ano inteirinho passou frenético e uma coisa eu tive certeza, eu não nasci pra ser mãe e dona de casa ao mesmo tempo. Essa é a minha pior faceta. Não que eu maltrate as crianças, ou não queira ser mãe delas, mas é que minha criatividade, minha melhor parte, está sempre ligada a dinheiro. Uma coisa é você ficar um ou outro dia brincando em casa com eles. Outra coisa bem diferente, é todos os dias você ter três crianças em casa, entediadas, sem ter o que fazer, achando que mãe tem de atendê-los em 100% dos apelos, enquanto todos os afazeres domésticos requerem igualmente a sua atenção. Aí entra o conflito, a falta de criatividade, a frustração e o não ter grita mais que a garganta da Dona Miúda. 
Quando estão em aula, é mais fácil administrar a rotina, mas em se tratando de férias, se não tiver sol, ou um amiguinho pra brincar, os três, que estão em fases diferentes de vida e se entediam com a companhia um do outro, tornam a minha vida um enredo dramático e entediante de Lars Von Trier. 

Aliás, essa nova geração de crianças são muito esquisitas. Elas já nascem entediadas, impressionante! Precisam de estímulo eletrônico para se sentirem felizes. Não sabem sequer passar a mão num telefone ou interfone pra chamar o amiguinho pra brincar. Tem esse negócio de ficar ilhados em seus apartamentos, fazendo contato virtual com o mundo. 
Aqui, tivemos o privilégio de conviver com uma boa vizinha, a Mariana, que já em Novembro, tinha passado de ano no colégio e se dispôs a brincar com o Sr. Cabeça de Bolinha e depois Pacotinho. Na verdade, ela é mais velha que Pacotinho, no entanto, este vinha estudando para a prova do Pedro II, o que retardou suas idas ao playground e por conseguinte, retardou o início de suas férias. Ainda sim, brincavam. 
O único problema, é que Mariana tem vida social e às vezes se ausenta. Nesses dias, as crianças ficam desmotivadas, desanimadas e sem a menor criatividade. 
São Pedro resolveu boicotar esse início de férias mandando tempo ruim sobre o Rio de Janeiro, o que inviabilizou nossa praia, ou piscina. 
Eu contei que todos nós passamos de ano, inclusive a Dona Miúda? Graças à Deus!

No meio desse bololô doido, ainda fui indicada pela Chris Mendes, querida amiga blogueira (e linda nas horas vagas), para uma vaga de estágio. Coisa que vinha perdendo as esperanças de conseguir; apesar do meu currículo de peso, apesar de tê-lo distribuído mundo afora, apesar dos pesares... Pois é, ninguém chamava. Resolvi inclusive tirar a idade de lá, porque ajudar não ajuda. Mesmo assim, a oportunidade surgiu e sabe como é, eu competi com gente muito mais nova e disponível que eu.

Aliás, por falar em gente nova, percebi uma coisa muito legal! Descobri que sou muito melhor que eles em diversos aspectos. Claro, em outros talvez tenha uma chance de estragar as coisas. Mas meu grande diferencial, é que a necessidade e meus filhos, me torna uma pessoa extremamente motivada e comprometida, enquanto grande parte deles, nem saiu da casa dos pais ainda. São preguiçosos e eu não tenho esse direito. 
Minha história de vida, também encanta as pessoas que me entrevistam (elas sempre esquecem a parte das contas que não param de chegar), que ao invés de me chamar de maluca, passaram a me chamar de CORAJOSA. Olha que legal! 
Talvez corajosa, seja uma forma de me chamar de maluca em outras palavras, vai saber! Contudo, muito mais agradável de se ouvir.

Foi sob esse clima de expectativa, que meu ano terminava. Pouco antes do Natal, meu telefone tocou e eu ouvi que fora aprovada no processo. O primeiro impulso foi abraçar Dona Miúda que estava ao meu lado e soltar aquele grito de gol, bem alto, que acabou despertando a atenção dos meninos que estavam na sala. Em seguida, parti pra cima deles contando a boa nova e nós quatro nos abraçamos sob os gritos de: "VAMOS COMER MANTEIGA! VAMOS COMER MANTEIGAA!" Sim, era quase hora do lanche e manteiga hoje em dia, só em ocasiões especiais. 

Enfim, meu ano foi realmente novelístico com direito a final feliz. Foi um ano de muito trabalho, dedicação e quase perda das esperanças, mas no fim, a gente não pode perdê-las, não é? Às vezes nos abatemos, é verdade, porque cansa tanta ralação, mas uma coisa o universo me ensinou. Não é parado que se consegue as coisas, é trabalhando, fazendo a sua parte. Não para, não para, não para não. 
Essa é a mensagem. 
Trabalhe sempre e trabalhe no bem, que o resultado positivo sempre vem.

Feliz 2014 galera. Estou de volta.

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