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sábado, dezembro 28, 2013

2013/ 2014 - JORNALISMO, ROCK IN RIO, PSORÍASE INFANTIL, DESEMPREGO, ANÁLISE E UNIÃO


Esse ano que passou foi tão intenso e tão parado, que mais parecem dois anos. 
Quando eu lembro do Rock in Rio, da oficina de capacitação de todos os sábados, dos barracos e chororôs intensos em cada edição, não parece que estou falando do mesmo ano, mas de um tempo muito distante.

Passei o ano inteirinho acreditando que seria selecionada para o Rock in Rio e que milagrosamente, ainda na Cidade do Rock seria contatada por uma emissora estrelada e me tornaria uma VJ rica e famosa, instantaneamente, antes mesmo de me formar. Bem, as coisas não aconteceram desse jeito. O máximo que rolou ali, foi os próprios alunos, cada um com uma especialidade se juntar e criar um canal de Web TV chamado Farofa Web Tv

Eu jurava que o farofa iria bombar instantaneamente, assim como todos os outros membros da equipe, mas o que se viu ali, foi uma mãe de 3 filhos sobrecarregada, assobiando e chupando manga pra variar, mais um cinegrafista dando o sangue e acreditando no sonho, que ao se deparar com a realidade, murchou que nem plantinha sem água. 
Acho que a mensagem de 2013 foi a de que instantânea mesmo, só a web, ainda sim, depende do navegador e da velocidade do seu modem.

Paralelo, teve todo um terceiro período pauleira do curso de Jornalismo. Foi ali que eu descobri que não sei escrever notícia, só sei escrever crônica, mesmo não tendo tido ainda a disciplina Redação Jornalística. Tá bom, eu me exijo muito. Mas talvez essa constatação tenha sido responsável pra me afastar do blog. Sim, eu tentei, juro que tentei continuar escrevendo, mas toda vez que pensava em postar alguma coisa, pensava que ninguém se interessaria em saber um pouco mais da minha vida. 
Aliás, o que a minha vida tem de interessante? Comecei a me achar egoísta, umbiguista, fiquei com vergonha alheia de mim mesma e parei de escrever, até ver um comentário da Magui no Facebook, reclamando que não tenho aparecido. 
Verdade. Não tenho aparecido em lugar nenhum e comecei a me lembrar o que tornava esse blog interessante.
As histórias, o jeito de contá-las, o bom humor e tudo o mais. Já vai pra 10 anos que sou blogueira de raiz, por que não falar de mim não é?! Aaah humanos, tsc, tsc, tsc.

Ainda teve o fator Psoríase do Sr. Cabeça de Bolinha e a Ludoterapia que ele vem fazendo. 
Aquele desespero que bateu em nós, achando que estávamos fazendo algo errado... bem, isso foi resolvido. Descobrimos que o irmão do meio, sofre com a cobrança interna. No nosso caso, meu filho do meio se impõe uma grande cobrança, tem uma necessidade própria de perfeição em tudo o que faz e isso é uma merda! 
Queria dizer tanta coisa pra ele, de forma que entendesse, que não precisa provar nada pra ninguém, mas ele ainda não entende essa linguagem, porque tem uma alma bastante de acordo com sua idade, apesar de ser inteligentíssimo. Cada coisa a seu tempo, é a mensagem. E juro, estou tentando fazer com que ele entenda o quanto é amado, sem precisar provar seu valor a ninguém, já que esse valor é explícito pra qualquer um que conviva com ele.

Enquanto nossa vida fervia, o desespero tomava conta de Engraçadão que via nossas reservas se esvaindo na velocidade 5 do créu! Consegui um freela no finzinho do ano, mas nem de longe isso aplacava o rombo de nossa conta corrente. Ainda nesse turbilhão, levantei dinheiro entre amigos e familiares para fazer um book pra Dona Miúda conseguir entrar pro casting da Mega Models. Claro, a gente ainda tem esperança no instantâneo não é mesmo? Apesar de saber que o tempo de Deus é outro. Claro, mesmo antes de o material ficar pronto, a Miúda já figura no casting da agência, no entanto, ninguém se apaixonou por ela ainda. Quando chegarem as fotos, todos ficaremos encantados e seduzidos pela ideia de nossa gostosa desfilando e fotografando, só que essas coisas contam com o fator sorte e eu só posso rezar. O contrato é de 2 anos, vamos ver no que isso vai dar. Não é instantâneo, infelizmente.

O ano inteirinho passou frenético e uma coisa eu tive certeza, eu não nasci pra ser mãe e dona de casa ao mesmo tempo. Essa é a minha pior faceta. Não que eu maltrate as crianças, ou não queira ser mãe delas, mas é que minha criatividade, minha melhor parte, está sempre ligada a dinheiro. Uma coisa é você ficar um ou outro dia brincando em casa com eles. Outra coisa bem diferente, é todos os dias você ter três crianças em casa, entediadas, sem ter o que fazer, achando que mãe tem de atendê-los em 100% dos apelos, enquanto todos os afazeres domésticos requerem igualmente a sua atenção. Aí entra o conflito, a falta de criatividade, a frustração e o não ter grita mais que a garganta da Dona Miúda. 
Quando estão em aula, é mais fácil administrar a rotina, mas em se tratando de férias, se não tiver sol, ou um amiguinho pra brincar, os três, que estão em fases diferentes de vida e se entediam com a companhia um do outro, tornam a minha vida um enredo dramático e entediante de Lars Von Trier. 

Aliás, essa nova geração de crianças são muito esquisitas. Elas já nascem entediadas, impressionante! Precisam de estímulo eletrônico para se sentirem felizes. Não sabem sequer passar a mão num telefone ou interfone pra chamar o amiguinho pra brincar. Tem esse negócio de ficar ilhados em seus apartamentos, fazendo contato virtual com o mundo. 
Aqui, tivemos o privilégio de conviver com uma boa vizinha, a Mariana, que já em Novembro, tinha passado de ano no colégio e se dispôs a brincar com o Sr. Cabeça de Bolinha e depois Pacotinho. Na verdade, ela é mais velha que Pacotinho, no entanto, este vinha estudando para a prova do Pedro II, o que retardou suas idas ao playground e por conseguinte, retardou o início de suas férias. Ainda sim, brincavam. 
O único problema, é que Mariana tem vida social e às vezes se ausenta. Nesses dias, as crianças ficam desmotivadas, desanimadas e sem a menor criatividade. 
São Pedro resolveu boicotar esse início de férias mandando tempo ruim sobre o Rio de Janeiro, o que inviabilizou nossa praia, ou piscina. 
Eu contei que todos nós passamos de ano, inclusive a Dona Miúda? Graças à Deus!

No meio desse bololô doido, ainda fui indicada pela Chris Mendes, querida amiga blogueira (e linda nas horas vagas), para uma vaga de estágio. Coisa que vinha perdendo as esperanças de conseguir; apesar do meu currículo de peso, apesar de tê-lo distribuído mundo afora, apesar dos pesares... Pois é, ninguém chamava. Resolvi inclusive tirar a idade de lá, porque ajudar não ajuda. Mesmo assim, a oportunidade surgiu e sabe como é, eu competi com gente muito mais nova e disponível que eu.

Aliás, por falar em gente nova, percebi uma coisa muito legal! Descobri que sou muito melhor que eles em diversos aspectos. Claro, em outros talvez tenha uma chance de estragar as coisas. Mas meu grande diferencial, é que a necessidade e meus filhos, me torna uma pessoa extremamente motivada e comprometida, enquanto grande parte deles, nem saiu da casa dos pais ainda. São preguiçosos e eu não tenho esse direito. 
Minha história de vida, também encanta as pessoas que me entrevistam (elas sempre esquecem a parte das contas que não param de chegar), que ao invés de me chamar de maluca, passaram a me chamar de CORAJOSA. Olha que legal! 
Talvez corajosa, seja uma forma de me chamar de maluca em outras palavras, vai saber! Contudo, muito mais agradável de se ouvir.

Foi sob esse clima de expectativa, que meu ano terminava. Pouco antes do Natal, meu telefone tocou e eu ouvi que fora aprovada no processo. O primeiro impulso foi abraçar Dona Miúda que estava ao meu lado e soltar aquele grito de gol, bem alto, que acabou despertando a atenção dos meninos que estavam na sala. Em seguida, parti pra cima deles contando a boa nova e nós quatro nos abraçamos sob os gritos de: "VAMOS COMER MANTEIGA! VAMOS COMER MANTEIGAA!" Sim, era quase hora do lanche e manteiga hoje em dia, só em ocasiões especiais. 

Enfim, meu ano foi realmente novelístico com direito a final feliz. Foi um ano de muito trabalho, dedicação e quase perda das esperanças, mas no fim, a gente não pode perdê-las, não é? Às vezes nos abatemos, é verdade, porque cansa tanta ralação, mas uma coisa o universo me ensinou. Não é parado que se consegue as coisas, é trabalhando, fazendo a sua parte. Não para, não para, não para não. 
Essa é a mensagem. 
Trabalhe sempre e trabalhe no bem, que o resultado positivo sempre vem.

Feliz 2014 galera. Estou de volta.

quarta-feira, setembro 14, 2011

PELA DEFESA DO CONSUMIDOR: NO CASO EU

Todos que me acompanham que nem novela, sem exceção estão carecas de saber que sou uma mulher pheena. Pheena, pheena, mas daquelas pheenas que encarnou no corpo errado, com orçamento trocado.

Eu tenho espírito daquelas mulheres da alta. Mas não da alta brasileira não, q isso é chinfrin! Não que eu queira desmerecer a nata brasileira, nããão. Mas é q se vc for puxar a história desse país, vai ver nossa procedência e certamente constatar como eu, que tem de tudo, menos nata!

Eu fico imaginando de onde veio o meu espírito... deve ter vindo de Mônaco, ou das terras de cima da Inglaterra, tipo Glasgow (Inglaterra) por exemplo, ou... ou ainda sei lá, meu espírito veio da super-mega-bombante Toulouse (França), ou sei lá do Centrão nervoso de Paris (Ok, me refiro ao século XVII).

Toda essa embromação para dizer que sujaram meu nome em loja de pobre. Sério.
Não sujaram numa Tiffany & Co., muito menos numa Louis Vuitton ou numa Dior do caralho. Sujaram em três ou quatro lojas de pobre mesmo. Simples desse jeito.

Estava eu lá na minha casa quando abro a caixa do correio e encontro um cartão de crédito de loja de pobre. Imediatamente a pulguinha mascote que tenho escondida atrás da orelha direita (eu sou destra) pulou. Lembrei de uma matéria do Jornal Nacional que informou q ficava proibido, enviar cartão pra casa dos outros sem autorização dos mesmos, porque teve uma época aqui que estava um verdadeiro desbunde em termos de enviar cartões para a casa alheia. O órgão de defesa do consumidor brecou a putaria.

Daí que eu nem abri o tal cartão. Joguei no depósito de lixo q é a minha bolsa e guardei. 15 dias depois (aproximadamente) chegou a primeira fatura. Oi? A loja era lá em Duque de Caxias com sede no Espírito Santo, suuuper longe da minha casa, do meu trabalho e da minha vida. Guardei essa também.

Na mesma semana chegou outra fatura de outra loja. Dessa vez, uma conhecida loja de empréstimo filiada a uma famosa loja de roupas que usa uma modelo internacional como garota propaganda. E mais uma vez guardei a fatura. Não peguei dinheiro lá, nem pego dinheiro em lugar nenhum. Eu costumo dever ao banco e só.

Para resumir, eu recebi algumas cobranças depois disso e o aviso de que estariam entrando com meu nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC para os íntimos). Ou seja, eu estaria com o nome sujo por causa de 3 lojas de pobre. Isso doeu!

Fiquei nervosa arrancando pele da boca até sangrar, chorei, me descabelei, entrei numa fase negra. Tudo isso, antes de pegar o Scénic. Não cheguei a pirar, mas fiquei caída.
Então juntei as poucas forças que me restavam, reuni as provas todas, levei na delegacia mais próxima e dei queixa: Clonaram meu CPF. =O

O investigador que me atendeu tadinho, cheio de boa vontade, tinha praticamente sido apresentado ao computador naquela semana. Então a briga foi boa! Fique umas 2h na 19ª dando depoimento, assinando papel, contando a minha história triste 200 vezes, até pegar o bendito B.O. Feito isso, pude morar algum tempo na Defensoria Pública, onde no Juizado Especial Cível montei minha barraquinha até ser atendida e partir para a primeira audiência de conciliação.

Foi hilário! Eles mentiram em juízo alegando que abriram crédito para alguém q seria eu, sem nem ao menos pegar um documento comprobatório (na época eu não tinha as provas do inquérito q dão conta dos documentos fraudados. Senão eles estariam tri-fodidos!) e queriam me oferecer uma indenização de 900 Merrecas (enfia no cu)! Eu virei onça. Ou será q eles não perceberam q apesar do meu óculos ser de camelô (na época era! Agora, não mais!), eles estavam diante de uma mulher de alma pheena?! Bati o pé, fiz beicinho e disse que queria R$ 10.000,00. Ok, eu sabia q não ia ter isso, mas se pingasse uns 5mil na minha mão já ficaria contente.

Eles espernearam, cuspiram na mesa, espumaram e babaram em uníssono. O véio, dono da loja mais pobre de pobre, gritou para eu aceitar o acordo. Eu claro, fiz a pheena e caguei solenemente para ele q nem estava na mesa da audiência.

Só sei q o bagulho foi parar na mão de uma juiza leiga tempos depois, que me deu ganho de causa em 1ª instância. Ok, não foi nem os 5mil que eu esperava, ainda sim, eles se fuderam porque também não foi as 900 Merrecas q eles queriam pagar. A multa foi solidária e eles podem até rachar e a cor do dinheiro eu vou ver daqui a alguns meses. A-mém.

Vou ensinar a vcs como é que faz!
Rezem todos os dias antes de dormir e peçam a Deus que entregue dinheiro pelo correio. Eu fiz isso algumas vezes e deu certo. De maneira torta, ainda sim chegou e eu vou receber (isso se a carga não for extraviada #PiadaInfame).
 
Veja bem, eu não paguei as faturas das lojas de pobre; perdi algum tempo da minha vida? Perdi, claro, no entanto, fui beneficiada com isso.

Chega de ficar sentado lamentando a sorte sabe? Meu nome agora é Processo. Se eu tenho a lei que me garante, por que eu não devo usá-la? Por preguiça? Fala sério!
Bora acordar?

sábado, outubro 20, 2007

CHEEEGAAAA!

Depois de um início de semana marcado por intrigas, gritos, discussões e um lamento no blog q durou quase uma semana, eu resolvi dar um basta!

Chega de ficar remoendo mágoa. Isso faz mal e dá rugas.
Sabe, minha vida não está saindo muito do lugar. É o período da maternidade recente.
Normal ficar parada e quando isso acontece, a gente dá importância exagerada ao q não deve importar.

É claro q existem laços, q infelizmente a gente não pode cortar. Mesmo q eles não tenham quase nenhuma afinidade com vc. Só existem pelo fato de serem laços e não opção.
Então, resolvi botar força na peruca e seguir com minha vida. Se algum acontecimento ruim resolver cruzar meu caminho, vou finalmente falar às claras e mandar tudo pro caralho, mesmo sabendo da existência dos laços.

E os meninos??



Bem, nosso amado Pacotinho, diz prá todo mundo q fez 5 anos.
Lindo me deparar com essa inocência da infância, q crê piamente q quando se faz aniversário, as coisas vão mudar de verdade!

A gente tem q aprender muito com as crianças, principalmente no q diz respeito a fé no futuro.
À medida q a gente vai crescendo, é tanta informação, tanto terrorismo, um acumulado de coisas ruins, q a nossa fé vai encolhendo.

Já Sr. Cabeça de Bolinha, começa a brincar de falar.



Mexe a língua prá lá e prá cá, junto com os lábios, num movimento descoordenado e um esforço incrível para emitir algum som. Ele está obtento sucesso nessa conversação, tanto q além do sorriso banguela, agora dá risadinha. Mas a risadinha, é privilégio de poucos espectadores (eu, diga-se de passagem!)

Eu deveria agradecer aos comentários antes de começar o post, mas como ando com a cabeça nas nuvens, fiz o contrário.
Então, deixa eu agradecer agora:

Aos meus amigos blogueiros, q mesmo sem saber o real motivo da minha insatisfação, me deram palavras de apoio e encorajamento, quero de coração dizer o quanto sou grata a Deus, por tê-los em minha vida. É nessas horas q eu vejo q não sou exatamente tudo o de ruim, q pensam de mim. É nessas horas q eu me sinto querida e amparada.
Obrigada.

E a música de hj, aqui na rádio Engraçadinha, é uma música antiga do YES. Sabe o q eu sentia toda vez q ouvia essa música?
Sentia um encantamento... como se eu fosse transportada prum mundo mágico, de fadas, de brilho, de paz... ia prá beeeem loooonge!


Engraçadinha toca: Soon - YES

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