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sexta-feira, abril 13, 2012

DA SÉRIE: O TAXISTA QUE JULGA

 
Vc já observou o bicho homem?
Não esse homem moderno, mas o homem-homem em sua essência? Já notou como é? Como funciona o homem de baixo calão?
Pois é. Eu tinha que escrever sobre isso, porque foi surreal demais até pra mim.
 
Tem o homem da categoria taxista que é uma classe bem peculiar. Claro, não vamos generalizar porque toda generalização é burra. Cada indivíduo é único, a gente não pode sair falando que todo taxista é assim. Mas tem muito homem que age exatamente como esse exemplar que me deparei ontem.

Começou que eu já saí atrasada do trabalho pra pegar os moleques na escola e resolvi ir de taxi porque era bem no horário cão do metrô. Eu não estava com forças. Então não tinha taxi, praxe. Fiz contato com a central e veio um rápido. O cara nem me perguntou por onde eu queria ir (túnel Santa Bárbara ou Lapa), foi virando logo pra Lapa num dia de quinta feira, onde a Lapa está em pleno fervo. O trânsito já estava esquisito por ali, então o cara resolveu fazer uma bandalha muito errada. Okay q foi coberto de boas intenções, mas é sabido que esse é o top 10 que justifica a lotação do inferno! E eu no twitter.

Quando percebi que estávamos parados, logo pensei: Esse cara só pode estar de sacanagem com a minha cara né?! Não andamos absolutamente nada e demos a volta atrás do nosso próprio rabo.

EU - É sério que nós não andamos nada? Eu estou atrasadíssima...
 
TAXISTA - Pois é, outro dia uma passageira me agradeceu por eu ter vindo por aqui, consegui salvar "ela"! Nessa hora nossa língua portuguesa foi bem pro beleleu!

E foi então que o locarino me solta:

TAXISTA - Olha só a gorda! Deus do céu... como chega a um ponto desses? Alá dona!

E eu procurando a obesa, a orca, a baleia e juro que não vi. O cara muito educado e discreto me deu a direção do bar à minha esquerda, onde via-se uma moça sentada à mesa, folheando um livro, trajando legging, uma blusinha e pouca banha.
Ela não era em absoluto a gorda, a obesa, a baleia, nem orca, muito menos assassina. Era apenas cheinha como se diz e pasmem! Tinha tanta circunferência quanto ele.

Eu ainda disse que não tinha visto gorda nenhuma, mas ele insistente, fez questão de descrevê-la.
Então eu suspirei e respondi que ela nem era gorda. Que aquilo não era uma gorda. Claro, q deu vontade de... Ah vá! Ela é cheinha, mas se der um trato fica bem. E vc q é feio? Se enxerga seu merda! ...mas sabe aquele tipo de gente que está doido pra conversar? Justo no dia que vc não está com a mínima vontade de trocar ideia?! Pois então, quando eu vi que meu futuro era entrando num embate sobre a circunferência da cintura dele, desisti na hora.
 
Não durou 5 minutos.
O rádio do taxi dá conta de que um colega dele ficou preso no engarrafamento, perdeu meia hora pra chegar no cliente e ao entrar na rua, o cliente ainda nem tinha descido, para andar apenas mais 2 quarteirões. Então ele começou a esbravejar que essa profissão era muito difícil, que a companhia poderia ter interferido e blablabla... foda-se.
Tô nem aí. Me limitei a responder que qualquer profissão que lida com público sofre suas desventuras. Realmente não sei se ele sabe o q significa desventura, porque em seguida ele disse que odeia a Tijuca! Q não sabe andar lá, que não quer aprender e tem raiva de quem conhece.
Foi nessa hora q eu considerei em pular com o taxi em movimento, mas lembrei q alguém teria de buscar as crianças.
Péralá! Xinga a minha mãe, mas não fala mal da Tijuca!
 
O cara é feio, meio gordo (se é q existe essa categoria), ignorante, tinha o cabelo feio, falava pelos cotovelos, preconceituoso, duvido muito q more na quadra da Lagoa e ainda vem falar mal da Tijuca? Tomar no cu com cãibra!
Eu não entendo esse tipo de homem. Ele aponta o defeito da outra na rua, mas se esquece de se olhar no espelho. Pior! Duvido muito que ele seja o marido verdadeiro da Giselle Bündchen. Não é!
Então por q?
Por q homem feio se sente no direito de julgar e falar mal de mulher feia, como se tivesse condições pra tal? É essa tal petulância (ignorância) que eu não tolero.
Hoje, já estou até aprendendo a conviver na forma do meu silêncio. Não debato. Não preciso sobrepor minha opinião. Ela nem é tão importante. Não quero vir aqui doutrinar ninguém! Mas vale uma dica tanto pro homem, quanto pra mulher, porque tem gente q parece q não se tocou ainda. Vou desenhar:
 
a) Se vc é feio de doer, não critique a feia ou o feio da rua;
b) Se vc é gorda, pare de ficar apontando as gordas que passam antes de ter feito dieta, malhação e ter perdido ao menos 100Kg;
c) Se a sua barriga parece q vai se jogar da calça, pare de ficar mostrando as barrigudas de biquini na praia! Pega mal pra vc e não pra barriguda de biquini e só denota o quão pobre de espírito vc é;
d) E se vc é linda, rica, magra e poderosa, por favor, não tripudie de quem não é! Beleza se perde com o passar dos anos, dinheiro acaba, magreza sai de moda e o poder é muito relativo.

Gente, a única coisa q a gente leva dessa vida, são as amizades q a gente constroi, a ajuda q damos aos outros e o amor que plantamos nos corações. O resto, esses padrões escrotos de beleza de revista de salão são nada mais do q merda.
Se vc se sente bem com seu corpo pesando 100Kg, os outros vão te enxergar luminosa e vão se aproximar de vc. É a verdadeira lei da atração.
Esse papo de ficar de cara esticada para parecer mais nova, de nada vale se a sua alma é podre, vazia e preconceituosa.

No fundo no fundo, ninguém aguenta viver só de aparência.
Bj na bunda!

sexta-feira, março 16, 2012

MINHA PRIMEIRA DECISÃO - Parte I

Não sei se é a terapia, não sei se sou eu mesma chegando a alguma conclusão de tanto me analisar, fazeendo um comparativo da minha vida de 20 anos atrás (posso dizer assim) com a de agora... fato é que preciso pegar as rédeas sem medo.
 
Vejo que apesar de ser uma pessoa bastante determinada (quando quero), para certos assuntos sou deveras cagona, indecisa (?).

Uma pergunta simples bate à minha porta desde que me entendo por gente.
O que você quer ser quando crescer?
Não riam.
Não é tão fácil quanto parece. E morro de medo de algum dos meus filhos terem esse mesmo problema. O da dúvida.

Esse problema me atormenta não é de hoje. Digno daquelas pessoas cheias de qualificação, cheia de opções, mas totalmente sem saber pra onde vai! Perdidinha.
 
Dona Engraçada contava que muito antes eu queria ser enfermeira. Duvido. Ela me serviu de espellho em tão tenra infância, que já aos 5 anos tinha esquecido que era isso o que queria.
Aí depois encasquetei que seria professora. Demorei muito a decidir. Porém aos 12 anos plenamente convicta de que seria professora, mãe e vó me desmotivaram.
A mãe principalmente, dizia que se eu continuasse a dizer isso diante da família, que eu a estava envergonhando. Professora ganhava mal demais e a reprovação era de geral. E olha que eu daria uma excelente professora! Seria daquelas que explicam com paciência, até o aluno renitente perguntar 2 vezes a mesma coisa e ganhar um apagador no quengo como resposta. Ah...
 
Passei por cantora, atriz e modelo aos 14 anos. Nada disso veio à baila. Nem de perto!
Cantar, cantava bem. Meus amigos que me conhecem sabem q era verdade. Teve coral, 3 bandas, concurso, bar com voz e violão; botando voz em fita para novos compositores...
A merda foi a mania de querer emprego fixo, repetindo o exemplo dos meus pais. Sempre eles. Isso realmente boicotou meus dons artísticos!
 
E modelo... bem... não tive apoio, nem altura, nem cabelo. 
Só magreza. Não dava né?

Mas atriz, fiz alguns sacrifícios. 1 ano de Comedia Dell'Arte, vendendo rifa, aprendendo, me apresentando e nada. Naufraguei no nervosismo e no tom da pele do casting selecionado. Pena.
 
Aí entrei em crise aos 26 anos.
Morando sozinha, ganhando mal, sendo tratada como mero número, com um pé na dívida, sem condições de bancar aquele sonho todo.
Queria sair do país, queria trocar de homem, de casa, de responsabilidades... me sentia sufocada e doente.
E de fato, adoeci. Aprendi a comer, porque nem isso eu conseguia fazer direito.
Depressão.
 
Então tudo o que eu tinha para decidir, a vida foi seguindo o seu curso e decidindo por mim. Era tempo de me curar. A faculdade foi ficando, porque comprar um apartamento era muito melhor aos 28 anos.
E a pergunta também deixou de ser respondida naquele tempo. Ainda não sabia o que queria ser quando crescesse.

Não houve crise dos 30, claro que não. Eu estava ocupada demais sendo mãe.
Só que a vida sempre volta pros pontos mal resolvidos. Aliás, a gente vem aqui pra resolver. Se não resolve, mais cedo ou mais tarde é chamado à responsabilidade! E de novo isso está acontecendo.
Eu estou naquela velha encruzilhada amiga minha. Mais uma vez estava inclinada a escolher o que queriam que eu fizesse, ao invés do meu dom, da minha paixão.

Ah não contei?
Pois é... no meio do caminho, mais precisamente eu me recordei de qual era a coisa que eu mais sabia, mais fazia, mais inventava quando pequena. Adivinha?
Era escrever. Siiim, eu escrevia e ficava horas fazendo isso. Novelas, peças de teatro, poesias, pensamentos... as palavras saíam no xixi e eu pude ir aprimorando.

Com o advento do blog, eu finalmente encontrei o meu clube e isso me ajudou a decidir. Só que a vida sempre me botou na encruza da paixão versus razão. Eu nunca, jamais em tempo algum tive a coragem de pegar as rédeas do meu sonho.
Era sempre privilegiando fazer o que a vida me empurrava pra fazer e não aprender a lidar com meu sonho. A Comunicação.
 
Pense estratégico, se forme rápido, faça o que tem haver com o seu trabalho! - Ela berrava.

Não é nada disso. A Xuxa já dizia! Os sonhos são possíveis... lua de cristal, que me faz sonhar, traga meu amado em 7 dias e blá-blá-blá!

É isso. A gente vem aqui pra ser feliz, mesmo que essa felicidade dure só 3 horas, mas é nossa obrigação reconhecê-la e vivê-la em sua plenitude. Simples assim. E a simplicidade deprime não é? Quando se sabe q a felicidade está logo ali, o quão simples ela é, muitas vezes a gente fica complicando o bagulho, colocando uma série de e ses? na frente.

E se? nada. Vai e faz!
Bem, eu cansei de e ses?! Cansei mesmo com todas as minhas forças.
Acabei de romper com aquilo que não me faz bem. Defini o que não quero mais. Vomitei metade porque a outra metade, vomitarei daqui há 1 mês aproximadamente.
Mas fato é, expelindo aquilo que não me faz bem, deixando de me sujeitar àquilo que me envenena, o bom virá.
E não me venha com lamentações estéreis sabe? Isso não cola mais.

Eu sou uma mulher que rala desde a mais tenra idade, carreguei e tentei consertar o casamento falido dos meus pais nas costas; saí pra batalha aos 18 porque não me deixaram antes; construí uma numerosa família quando achava q ainda não estava pronta e agora, vou romper com tudo para ir em busca de myself.
É simples. Mas claro, poderia ter pego vários atalhos, só que eu sou lentinha. Preciso entender, aprender, vivenciar, respirar aquilo que aprendo. Senão não vale de nada.

E está decidido.
Ponto.

quarta-feira, setembro 14, 2011

PELA DEFESA DO CONSUMIDOR: NO CASO EU

Todos que me acompanham que nem novela, sem exceção estão carecas de saber que sou uma mulher pheena. Pheena, pheena, mas daquelas pheenas que encarnou no corpo errado, com orçamento trocado.

Eu tenho espírito daquelas mulheres da alta. Mas não da alta brasileira não, q isso é chinfrin! Não que eu queira desmerecer a nata brasileira, nããão. Mas é q se vc for puxar a história desse país, vai ver nossa procedência e certamente constatar como eu, que tem de tudo, menos nata!

Eu fico imaginando de onde veio o meu espírito... deve ter vindo de Mônaco, ou das terras de cima da Inglaterra, tipo Glasgow (Inglaterra) por exemplo, ou... ou ainda sei lá, meu espírito veio da super-mega-bombante Toulouse (França), ou sei lá do Centrão nervoso de Paris (Ok, me refiro ao século XVII).

Toda essa embromação para dizer que sujaram meu nome em loja de pobre. Sério.
Não sujaram numa Tiffany & Co., muito menos numa Louis Vuitton ou numa Dior do caralho. Sujaram em três ou quatro lojas de pobre mesmo. Simples desse jeito.

Estava eu lá na minha casa quando abro a caixa do correio e encontro um cartão de crédito de loja de pobre. Imediatamente a pulguinha mascote que tenho escondida atrás da orelha direita (eu sou destra) pulou. Lembrei de uma matéria do Jornal Nacional que informou q ficava proibido, enviar cartão pra casa dos outros sem autorização dos mesmos, porque teve uma época aqui que estava um verdadeiro desbunde em termos de enviar cartões para a casa alheia. O órgão de defesa do consumidor brecou a putaria.

Daí que eu nem abri o tal cartão. Joguei no depósito de lixo q é a minha bolsa e guardei. 15 dias depois (aproximadamente) chegou a primeira fatura. Oi? A loja era lá em Duque de Caxias com sede no Espírito Santo, suuuper longe da minha casa, do meu trabalho e da minha vida. Guardei essa também.

Na mesma semana chegou outra fatura de outra loja. Dessa vez, uma conhecida loja de empréstimo filiada a uma famosa loja de roupas que usa uma modelo internacional como garota propaganda. E mais uma vez guardei a fatura. Não peguei dinheiro lá, nem pego dinheiro em lugar nenhum. Eu costumo dever ao banco e só.

Para resumir, eu recebi algumas cobranças depois disso e o aviso de que estariam entrando com meu nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC para os íntimos). Ou seja, eu estaria com o nome sujo por causa de 3 lojas de pobre. Isso doeu!

Fiquei nervosa arrancando pele da boca até sangrar, chorei, me descabelei, entrei numa fase negra. Tudo isso, antes de pegar o Scénic. Não cheguei a pirar, mas fiquei caída.
Então juntei as poucas forças que me restavam, reuni as provas todas, levei na delegacia mais próxima e dei queixa: Clonaram meu CPF. =O

O investigador que me atendeu tadinho, cheio de boa vontade, tinha praticamente sido apresentado ao computador naquela semana. Então a briga foi boa! Fique umas 2h na 19ª dando depoimento, assinando papel, contando a minha história triste 200 vezes, até pegar o bendito B.O. Feito isso, pude morar algum tempo na Defensoria Pública, onde no Juizado Especial Cível montei minha barraquinha até ser atendida e partir para a primeira audiência de conciliação.

Foi hilário! Eles mentiram em juízo alegando que abriram crédito para alguém q seria eu, sem nem ao menos pegar um documento comprobatório (na época eu não tinha as provas do inquérito q dão conta dos documentos fraudados. Senão eles estariam tri-fodidos!) e queriam me oferecer uma indenização de 900 Merrecas (enfia no cu)! Eu virei onça. Ou será q eles não perceberam q apesar do meu óculos ser de camelô (na época era! Agora, não mais!), eles estavam diante de uma mulher de alma pheena?! Bati o pé, fiz beicinho e disse que queria R$ 10.000,00. Ok, eu sabia q não ia ter isso, mas se pingasse uns 5mil na minha mão já ficaria contente.

Eles espernearam, cuspiram na mesa, espumaram e babaram em uníssono. O véio, dono da loja mais pobre de pobre, gritou para eu aceitar o acordo. Eu claro, fiz a pheena e caguei solenemente para ele q nem estava na mesa da audiência.

Só sei q o bagulho foi parar na mão de uma juiza leiga tempos depois, que me deu ganho de causa em 1ª instância. Ok, não foi nem os 5mil que eu esperava, ainda sim, eles se fuderam porque também não foi as 900 Merrecas q eles queriam pagar. A multa foi solidária e eles podem até rachar e a cor do dinheiro eu vou ver daqui a alguns meses. A-mém.

Vou ensinar a vcs como é que faz!
Rezem todos os dias antes de dormir e peçam a Deus que entregue dinheiro pelo correio. Eu fiz isso algumas vezes e deu certo. De maneira torta, ainda sim chegou e eu vou receber (isso se a carga não for extraviada #PiadaInfame).
 
Veja bem, eu não paguei as faturas das lojas de pobre; perdi algum tempo da minha vida? Perdi, claro, no entanto, fui beneficiada com isso.

Chega de ficar sentado lamentando a sorte sabe? Meu nome agora é Processo. Se eu tenho a lei que me garante, por que eu não devo usá-la? Por preguiça? Fala sério!
Bora acordar?

sábado, agosto 20, 2011

Me lambendo

Eu sou absolutamente sincera. Comigo mesma, com a minha consciência... e talvez o que está ao meu redor.

Eu tento ser mãe. Eu tenho pensar nos meu filhos em primeiro lugar, eu procuro atendê-los, sem mimá-los. Eu gosto de surpresas fora de hora, eu gosto de levar o cinema e ver a mágica acontecer e estar presente olhando os rostos deles! Eu os amo infinitamente, com todos as suas personalidades fortes e seus mini-defeitos. Até eles fazem sentido.

Eu tento fazer o melhor no meu trabalho, pros q eu trabalho e ainda tento me divertir com isso. Mas se vc me der algo pra fazer, eu prometo que vou sempre tentar fazer o melhor que vc já viu, com muito esmero e carinho, porque esta é a minha marca.

Eu tento me avaliar o tempo todo e tento relaxar também porque afinal, aquele shortinho de Mulher-Maravilha não me pertence!


Eu não sei deixar minha consciência em paz. 
Eu não me sinto linda. 
Eu não sei ser gente boa!
Eu às vezes me acho gente boa.
Eu não sei fazer tipo.
Eu não sei amar direito.
Eu não nasci pra babar ovo!
Eu aprendi a gostar de comida, quando já era tarde demais!
Eu não sei me lamber!

Eu ando sentindo peninha de mim mesma, porque eu devia ter sido respeitada.
Eu devia ter sido poupada quando ainda era muito pequena, mas  isso não aconteceu.
Eu não devia sentir mágoa, mas eu sinto.
Eu tinha um saco enoooorme, mas ele foi encolhendo com o passar do tempo e com a chegada dos filhos.
Eu já perdoei uma vez, mas ainda não sei fazer isso direito.
Eu definitivamente não quero perdoar ninguém nesse momento, a não ser a mim mesma.
Eu preciso encontrar meu valor, porque acho q eu o perdi embaixo da mesa.
Eu ainda estou aprendendo.

terça-feira, agosto 02, 2011

Debut

Daí q depois das féirias chegay toda bunita no tronco, toda de azul, sombra azul, blusa azul, blue jeans, colete azul, cabelo novo, toda reluzente. Uma calma do caralho, uma felicidade e paz de espírito até que... um amigo querido diz q está fazendo um processo daqueles de testar o curríco noutras praças. 

Eu torço por ele, sempre torci e sempre dei força. Só que esse processo de teste esbarra no meu calcanhar de Aquíles. A dura tarefa de dar adeus às pessoas e ficar pendurada na janela vendo o tempo passar.

A gente brinca q ali naquele tronco, todo mundo q é bom morre ou sai. Só eu q fico no mesmo lugar. Claro, procuro não pensar, procuro fazer o meu, seguir a vida e ignorar o fato de que estou há 7 anos estagnada. Então molhei a blusa azul um pouquinho. Segurei a onda porque né?

Mas tinha terapia. Santa terapia. E nem bem cheguei ao final da frase no divã, abri a torneira, sacudi os ombros e chorei com gosto em frente ao bicho papão. Ao meu bicho-papão! Grandão. Big mesmo. A dotôra sacou de imediato a caixa de lencinhos. Kuááá, eu comecei a rir, porque né? A bicha é preparada, poposuda e poderosa! Mas continuei chorando rios. Aquele vale de lágrimas...


Dói sabe? 
Aí fiquei ali questionando as minhas escolhas, as viagens que eu embarquei... não arrependimento da vida q eu construí não! Nada disso. É q eu só queria ser tudo. A piranha da mulher maravilha com a capa estrelada. Eu queria sim ter essa família linda, trabalhar numa puuta empresa, ter um cargo reluzente, digno da minha capa, subindo os degraus que eu tenho capacidade pra subir, mas fiz escolhas acertadas em momentos, sei lá... de repente equivocados. 

Comprei os sonhos dos meus pais e os vesti? É... já estava começando a pirar quando a dotôra me fez ver, q eu construí uma vida leeeenda, cheia de conquistas e q nem errei nada. Só adiei alguns degraus, mas q eles podem ser galgados.

E eu ali chorando, soluçando, afinal, se tudo der certo, será mais um q eu darei adeus com o coração dilacerado. Já tive q dar um adeus assim, logo q a Miúda nasceu e chorei quase uma semana inteira. Não vou chorar mais uma semana inteira, mas sei q a dor é inevitável porque se ele sair, vai pra junto daquele q eu queria estar ao lado. Eles estarão juntos e eu sozinha sem eles. 

Inveja? Ciúme? Não, duas perdas irreparáveis. E dói mais ainda, porque desde então, eu tenho tentado me modificar mais ainda, tendo paciência, vivendo um dia de cada vez, aprendendo que é possível viver o hoje sem sofrimento e vinha sendo assim, bem suscedida mas agora...

Bem, não está mais doendo tanto. A dotôra fabulosa, me ajudou a traçar uma estratégia para eu voltar nos tais degraus que eu não subi e isso aquietou meu coração! Estratégia de guerra mesmo, mas eu a-do-ro uma estratégia e sou movida a desafios. Portanto já estou animadinha, porque né? Eu caio, mas caio de pé.

De qualquer forma, a dotôra que é sádica, me mandou voltar lá na quinta, só para não perdermos o fio da meada... que seja então! E eu não vou chorar! Aaaai, como eu sou mentirosaaa!

quinta-feira, julho 14, 2011

DESTRUIDORA DE EGOS

Querida amiga dona de casa, mirradinha.
Vc que estudou, saiu dos cafundós do judas e desobriu uma oportunidade ímpar de se dar bem. Parabéns que vc tenha nascido com tino pra negócios. Eeeeeeee!

Já deu seu show!
Mas não né? Um showzinho não é o bastante. Conseguiu viajar pra fora, ficou um tempinho na Europa e voltou se achando gente, aliás, voltou querendo convencer. Cavou uma posição de gerência na marra e não sei bem ao certo como, mas conseguiu. Aeeeee!

Isso é o bastante? Acho q não né? Cardiquê, ser gerente sem abalar, sem ganhar respeito não tem graça né não? Concordo, não tem. E aí o q q vc faz? Grita, bate na mesa, maltrata, exige... mas péraí, eu não entendo muito bem isso. Porque pensa comigo, não seria o bastante viajar pra fora, ter equipe, ge-reeen-ciii-aaar?! Eu no seu lugar ficaria feliz. Mas convenhamos, gerente sem sala? Gerente sem janela? Isso não é gerenciar direito.

Daí que os q te cercam, os graúdos, esses não te consideram. Tadinha. Eles te jogam daqui pra lá que nem o boneco do posto ao vento, muitas vezes quando a mudança está acontecendo e só aí é q vc é avisada... isso não é justo. ='O




Mais injusto ainda, é topar com uma tranca-rua como eu pela frente. Ah... isso é pior que fazer a cruz do Filho do Homem de pole dancing! Mas fazer o q, vc topou comigo! E eu não queria maior desprazer no seu lugar!

E viu que ao topar com a pedreira Engraçadinha, não adiantava mimimi, porque né...? A-han, a-han é só q vc ia ouvir.

- Não tenho direito à janela?
- E aquela sala q está vaga?
- Não me comunicaram...

Bah! Não adianta lôra. 
Será q não está na hora de botar os pézinhos no chão, baixar a bola e ser grata pelo tanto q vc já conseguiu?
Olhe a sua volta! Quantas pessoas deram a sorte q vc deu? Aaah vc merece mais não é mesmo? Eu também! Não está satisfeita, a porta da rua é serventia da casa. Aprenda com tia Engraçadinha, teste seu currículo no mercado e pare de querer tentar se comparar aos graúdos à força! Não está dando certo.

Enquanto seu lobo não vem, repita comigo: 

Eu-não-sou-im-por-tan-te!

Para entubar antes, durante e depois!

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