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sexta-feira, março 16, 2012

MINHA PRIMEIRA DECISÃO - Parte I

Não sei se é a terapia, não sei se sou eu mesma chegando a alguma conclusão de tanto me analisar, fazeendo um comparativo da minha vida de 20 anos atrás (posso dizer assim) com a de agora... fato é que preciso pegar as rédeas sem medo.
 
Vejo que apesar de ser uma pessoa bastante determinada (quando quero), para certos assuntos sou deveras cagona, indecisa (?).

Uma pergunta simples bate à minha porta desde que me entendo por gente.
O que você quer ser quando crescer?
Não riam.
Não é tão fácil quanto parece. E morro de medo de algum dos meus filhos terem esse mesmo problema. O da dúvida.

Esse problema me atormenta não é de hoje. Digno daquelas pessoas cheias de qualificação, cheia de opções, mas totalmente sem saber pra onde vai! Perdidinha.
 
Dona Engraçada contava que muito antes eu queria ser enfermeira. Duvido. Ela me serviu de espellho em tão tenra infância, que já aos 5 anos tinha esquecido que era isso o que queria.
Aí depois encasquetei que seria professora. Demorei muito a decidir. Porém aos 12 anos plenamente convicta de que seria professora, mãe e vó me desmotivaram.
A mãe principalmente, dizia que se eu continuasse a dizer isso diante da família, que eu a estava envergonhando. Professora ganhava mal demais e a reprovação era de geral. E olha que eu daria uma excelente professora! Seria daquelas que explicam com paciência, até o aluno renitente perguntar 2 vezes a mesma coisa e ganhar um apagador no quengo como resposta. Ah...
 
Passei por cantora, atriz e modelo aos 14 anos. Nada disso veio à baila. Nem de perto!
Cantar, cantava bem. Meus amigos que me conhecem sabem q era verdade. Teve coral, 3 bandas, concurso, bar com voz e violão; botando voz em fita para novos compositores...
A merda foi a mania de querer emprego fixo, repetindo o exemplo dos meus pais. Sempre eles. Isso realmente boicotou meus dons artísticos!
 
E modelo... bem... não tive apoio, nem altura, nem cabelo. 
Só magreza. Não dava né?

Mas atriz, fiz alguns sacrifícios. 1 ano de Comedia Dell'Arte, vendendo rifa, aprendendo, me apresentando e nada. Naufraguei no nervosismo e no tom da pele do casting selecionado. Pena.
 
Aí entrei em crise aos 26 anos.
Morando sozinha, ganhando mal, sendo tratada como mero número, com um pé na dívida, sem condições de bancar aquele sonho todo.
Queria sair do país, queria trocar de homem, de casa, de responsabilidades... me sentia sufocada e doente.
E de fato, adoeci. Aprendi a comer, porque nem isso eu conseguia fazer direito.
Depressão.
 
Então tudo o que eu tinha para decidir, a vida foi seguindo o seu curso e decidindo por mim. Era tempo de me curar. A faculdade foi ficando, porque comprar um apartamento era muito melhor aos 28 anos.
E a pergunta também deixou de ser respondida naquele tempo. Ainda não sabia o que queria ser quando crescesse.

Não houve crise dos 30, claro que não. Eu estava ocupada demais sendo mãe.
Só que a vida sempre volta pros pontos mal resolvidos. Aliás, a gente vem aqui pra resolver. Se não resolve, mais cedo ou mais tarde é chamado à responsabilidade! E de novo isso está acontecendo.
Eu estou naquela velha encruzilhada amiga minha. Mais uma vez estava inclinada a escolher o que queriam que eu fizesse, ao invés do meu dom, da minha paixão.

Ah não contei?
Pois é... no meio do caminho, mais precisamente eu me recordei de qual era a coisa que eu mais sabia, mais fazia, mais inventava quando pequena. Adivinha?
Era escrever. Siiim, eu escrevia e ficava horas fazendo isso. Novelas, peças de teatro, poesias, pensamentos... as palavras saíam no xixi e eu pude ir aprimorando.

Com o advento do blog, eu finalmente encontrei o meu clube e isso me ajudou a decidir. Só que a vida sempre me botou na encruza da paixão versus razão. Eu nunca, jamais em tempo algum tive a coragem de pegar as rédeas do meu sonho.
Era sempre privilegiando fazer o que a vida me empurrava pra fazer e não aprender a lidar com meu sonho. A Comunicação.
 
Pense estratégico, se forme rápido, faça o que tem haver com o seu trabalho! - Ela berrava.

Não é nada disso. A Xuxa já dizia! Os sonhos são possíveis... lua de cristal, que me faz sonhar, traga meu amado em 7 dias e blá-blá-blá!

É isso. A gente vem aqui pra ser feliz, mesmo que essa felicidade dure só 3 horas, mas é nossa obrigação reconhecê-la e vivê-la em sua plenitude. Simples assim. E a simplicidade deprime não é? Quando se sabe q a felicidade está logo ali, o quão simples ela é, muitas vezes a gente fica complicando o bagulho, colocando uma série de e ses? na frente.

E se? nada. Vai e faz!
Bem, eu cansei de e ses?! Cansei mesmo com todas as minhas forças.
Acabei de romper com aquilo que não me faz bem. Defini o que não quero mais. Vomitei metade porque a outra metade, vomitarei daqui há 1 mês aproximadamente.
Mas fato é, expelindo aquilo que não me faz bem, deixando de me sujeitar àquilo que me envenena, o bom virá.
E não me venha com lamentações estéreis sabe? Isso não cola mais.

Eu sou uma mulher que rala desde a mais tenra idade, carreguei e tentei consertar o casamento falido dos meus pais nas costas; saí pra batalha aos 18 porque não me deixaram antes; construí uma numerosa família quando achava q ainda não estava pronta e agora, vou romper com tudo para ir em busca de myself.
É simples. Mas claro, poderia ter pego vários atalhos, só que eu sou lentinha. Preciso entender, aprender, vivenciar, respirar aquilo que aprendo. Senão não vale de nada.

E está decidido.
Ponto.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

COACHING OU COAÇÃO?



A Wikipedia ensina

Coaching -> é um processo, com início, meio e fim, definido em comum acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente) de acordo com a meta desejada pelo cliente, onde o coach apoia o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo, através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas, como também do reconhecimento e superação de suas fragilidades.


Outplacement é uma solução profissional, elaborada com o objetivo de conduzir com dignidade e respeito os processos de demissão nas companhias. É um sistema de ganha-ganha, que busca o beneficio de todos os envolvidos. 
Os Serviços de Outplacement, no início de seu desenvolvimento, eram somente oferecidos em países mais desenvolvidos. Com o advento da globalização, a solução se tornou um produto altamente procurado, e a prática de outplacement passou a ser mais procurada e oferecida em outros mercados. 

TRRRRIIIIIIIM!

EU - Alô!
ELES - É a Srª Engraçadinha? Nós recebemos seu currículo pelo site blábláblá e nós somos de uma empresa de Outplacement. Vimos que a senhora concorda em participar de uma entrevista de uma empresa como a nossa.
EU - Sim, concordo, como funciona?
ELES - Nós cruzamos seus dados com importantes empresas do nosso casting e quando a senhora estiver EMPREGADA, 50% do seu primeiro salário, será pago a nós. Só quando a senhora estiver empregada, veja bem! A senhora concorda em participar de uma entrevista?
EU - Claro!
ELES - Então entre no nosso site para conhecer um pouco do nosso trabalho.
EU - Claro!

Claro mesmo. 
A empresa em que trabalho até hj foi fruto de uma contratação assim. Na ocasião, era o maior salário da minha vida e dei metade de bom grado. Quer dizer... Engraçadão me fez parcelar essa metade. E lá se irão 8 anos em fevereiro.

Acontece que eu fiquei muito boa e me especializei demais pro salário que recebo, então pouco antes de entrar de férias, comecei a botar meu currículo pra jogo. Não ia recusar uma proposta assim. Não tenho problema algum em dar metade do meu primeiro salário se isso representar mais q o dobro do que eu ganho hoje. 
Munida desse sentimento fui lá.

1 hora de espera. 
Tudo bem que atrasei 10 minutos por causa do metrô Rio e suas paradinhas, mas foda-se, estava de férias. Nada me aborrecia. Não deixei de falar nem 1 minuto com o entrevistador pelo telefone, pq afinal eu atrasei mas sou limpinha.
1 hora de espera.

Me atendem finalmente. O visu do lugar é melhor que o primeiro de 8 anos antes, apesar de claustrofóbico.
Essas salas no Centro são sempre apertadinhas. Deve ser para que não percam o foco né? Bah! Geralmente não tenho preconceito, quero é trabalhar. E daí que fui conduzida para uma sala minúscula, por um dos sócios. Ou pseudos.

Ele fala rápido, tece elogios ao meu currículo e pergunta quanto eu quero ganhar. Eu digo. Ele questiona por q tão pouco? Mete o dedo na ferida e torce. 
Eu respondo que não tenho faculdade concluída, por isso me sinto acanhada de pedir mais. Ele me diz que isso é bobagem. 
Eu sei q é bobagem. Já vi isso na prática. Se o profissional é bom e o gerente o quer a qualquer custo, não importa se a faculdade foi concluída ou não. Principalmente quando esse profissional vai ser treinado pela empresa. 
Só q eu não tenho encontrado esse tipo de empregador no meu caminho faz uns 5 anos. Mas sei q ele existe. 

Dos elogios ao meu currículo, ele passa às regras. Claro, acrescenta algumas. 
Da recolocação no mercado que diz ser um serviço a ser pago só ao receber o primeiro salário, ele me empurra cursos que sem isso, não poderei viver: Coaching, Edição de currículo, Preparação para Entrevistas, Job não sei o q.
Fala rápido, diz que tudo será descrito no contrato e que não há o que temer; que muito embora seja um contrato de 6 meses, a empresa não tem interesse em me "prender" esse tempo todo e que acredita, como trata-se de um excelente currículo, no máximo 2 meses eu já estou no meu emprego de sonho! Claro q eu acredito. 
Sou dedicada, comprometida, trabalho com qualidade, tenho excelente fluência, etc, etc, etc... Sei bem o quanto eu valho, mas não dispunha daquela quantia.

Falei que eles erraram de alvo, eu não tinha condições de pagar nada. Hallouuu, tenho 3 filhos!! Se eu quero mudar de emprego, é q meu salário não paga as contas caralho! 
Eles não se doeram. Primeira pulguinha saltando das minhas orelhas.

Chamou o dono. O dono só não me deu o cu. Mas não abriu mão dos serviços. A-hã! E o salário dos meus sonhos fazendo bling-bling. Porque segundo eles, eu só teria q olhar meus emails diariamente e atender ao telefone para marcar as entrevistas. 

Aí eu paro e penso em Deus. Sempre. 
Comecei a viajar q era uma conjunção astral, e eu bem lá no meio, só precisava sacar o cartão de crédito e parcelar aquele troço, pois o dono prometeu q devolveria a primeira parcela no vencimento, já q a administradora liberaria a grana de imediato pra eles. Então funcionaria como uma espécie de cheque-calção. E eles lucravam era justo nesse Gap.

Sim, Deus estava lá. 
Me fez levar o cartão de crédito vencido e bloqueado. O novo desbloqueado ficou em casa. Amém. Fui impedida de fazer uma loucura.

Ao invés disso, passei um cheque de R$ 2.100,00 que trocaria na semana seguinte pelo cartão bom. Então eles redigiram o contrato e eu fui lendo. E eles me pressionando para assinar e eu lendo. E vi. Estava tudo em contrato. Mesmo:

VOCÊ TERÁ O DIREITO ÚNICO E IRREFUTÁVEL DE NÃO TER DIREITO E DE NÃO RECLAMAR DESSE DIREITO. NÃO GARANTIMOS ISSO, NEM AQUILO, NEM AQUILO OUTRO. ESSE SERVIÇO NÃO DÁ GARANTIAS DE QUE O CONTRATANTE CONSIGA O EMPREGO BLABLABLA WHISKAS SACHÊ!

E eu rubricando, dando ciência e refutando que entendi tudo direitinho, claro, já tendo entregue o cheque. Claro q me deu agonia.


Saí de lá com o coração oprimido e não certa de que tinha feito um bom negócio. 
Angustiada, desci aos prantos pelo elevador, me desconhecendo, porque eu não sou assim, não tenho medo de falar. A q ponto eu chegara meu Deus?!

Perguntei na portaria há quanto tempo a empresa trabalhava naquele prédio, ao q o porteiro respondeu desde maio de 2011.
Aí q eu chorei mesmo. Liguei pra uma colega de trabalho, antenada e mercenária... precisava q alguém me dissesse q eu não tinha feito uma merda do tamanho do mundo. Ela não atendeu aos celulares.
Liguei em seguida para minha irmã. Essa sim, me deu o tiro de misericórdia:

MISS MOURA - Sobe lá e pega esse cheque agora. ISSO NÃO É COACHING!

Não pisquei. Saí correndo pelo mesmo elevador, toquei a campainha e dei de cara com o dono e sua cara de bocó. Fui logo dizendo que não dava, q queria desistir. Ele nem retrucou. Prontamente buscou meu cheque e rasgou o contrato na minha frente. Ufa!

Mal dá pra acreditar q saí ilesa dessa roubada. Depois de uma tarde inteira presa nesse escritório negociando, dizendo q não tinha dinheiro, se não dava pra fazer de outro jeito... não dava. 
Não perdi nada. 
Ganhei experiência.

Por isso meus queridos 1's leitores, abram o olho! 
Existem empresas conhecidíssimas no mercado que oferecem esse serviço, sem cobrar preço exorbitante. A Catho é uma delas. Oferece os mesmos serviços por preços módicos e não assalta ninguém. Além de ser reconhecida no mercado como uma empresa séria. 

Eu me livrei, mas outro, pode não ter tido a mesma sorte. 

sexta-feira, outubro 14, 2011

VERSINHO CANSATIVO

A cansativa reclama.
A cansativa não muda.
A cansativa aluga.
A cansativa inventa.
A cansativa não conclui.
A cansativa tem medo.
A cansativa não dá.
A cansativa não ousa.
A cansativa não deixa respirar.
A cansativa fala eu sei pra tudo, mas no fundo no fundo, não quer saber.
A cansativa também não ouve.
A cansativa faz piada de pobre.
A cansativa caçoa dos gordos.
A cansativa ri das roupas alheias.
A cansativa não se reconhece.
A cansativa é muito teimosa.
A cansativa não é humilde.
A cansativa reluta.
A cansativa gosta de dar a última palavra.
A cansativa não aprende.
A cansativa não entende.
A cansativa quer ser gente, mas não quer se foder. Ninguém quer...
A cansativa lamenta.
A cansativa nem tenta.
E quando ela te mostra q há esperança, ela desiste no meio do caminho!
A cansativa cansa.
E aí?
Já estão cansados?
A cansativa é minha amiga.

quarta-feira, setembro 14, 2011

PELA DEFESA DO CONSUMIDOR: NO CASO EU

Todos que me acompanham que nem novela, sem exceção estão carecas de saber que sou uma mulher pheena. Pheena, pheena, mas daquelas pheenas que encarnou no corpo errado, com orçamento trocado.

Eu tenho espírito daquelas mulheres da alta. Mas não da alta brasileira não, q isso é chinfrin! Não que eu queira desmerecer a nata brasileira, nããão. Mas é q se vc for puxar a história desse país, vai ver nossa procedência e certamente constatar como eu, que tem de tudo, menos nata!

Eu fico imaginando de onde veio o meu espírito... deve ter vindo de Mônaco, ou das terras de cima da Inglaterra, tipo Glasgow (Inglaterra) por exemplo, ou... ou ainda sei lá, meu espírito veio da super-mega-bombante Toulouse (França), ou sei lá do Centrão nervoso de Paris (Ok, me refiro ao século XVII).

Toda essa embromação para dizer que sujaram meu nome em loja de pobre. Sério.
Não sujaram numa Tiffany & Co., muito menos numa Louis Vuitton ou numa Dior do caralho. Sujaram em três ou quatro lojas de pobre mesmo. Simples desse jeito.

Estava eu lá na minha casa quando abro a caixa do correio e encontro um cartão de crédito de loja de pobre. Imediatamente a pulguinha mascote que tenho escondida atrás da orelha direita (eu sou destra) pulou. Lembrei de uma matéria do Jornal Nacional que informou q ficava proibido, enviar cartão pra casa dos outros sem autorização dos mesmos, porque teve uma época aqui que estava um verdadeiro desbunde em termos de enviar cartões para a casa alheia. O órgão de defesa do consumidor brecou a putaria.

Daí que eu nem abri o tal cartão. Joguei no depósito de lixo q é a minha bolsa e guardei. 15 dias depois (aproximadamente) chegou a primeira fatura. Oi? A loja era lá em Duque de Caxias com sede no Espírito Santo, suuuper longe da minha casa, do meu trabalho e da minha vida. Guardei essa também.

Na mesma semana chegou outra fatura de outra loja. Dessa vez, uma conhecida loja de empréstimo filiada a uma famosa loja de roupas que usa uma modelo internacional como garota propaganda. E mais uma vez guardei a fatura. Não peguei dinheiro lá, nem pego dinheiro em lugar nenhum. Eu costumo dever ao banco e só.

Para resumir, eu recebi algumas cobranças depois disso e o aviso de que estariam entrando com meu nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC para os íntimos). Ou seja, eu estaria com o nome sujo por causa de 3 lojas de pobre. Isso doeu!

Fiquei nervosa arrancando pele da boca até sangrar, chorei, me descabelei, entrei numa fase negra. Tudo isso, antes de pegar o Scénic. Não cheguei a pirar, mas fiquei caída.
Então juntei as poucas forças que me restavam, reuni as provas todas, levei na delegacia mais próxima e dei queixa: Clonaram meu CPF. =O

O investigador que me atendeu tadinho, cheio de boa vontade, tinha praticamente sido apresentado ao computador naquela semana. Então a briga foi boa! Fique umas 2h na 19ª dando depoimento, assinando papel, contando a minha história triste 200 vezes, até pegar o bendito B.O. Feito isso, pude morar algum tempo na Defensoria Pública, onde no Juizado Especial Cível montei minha barraquinha até ser atendida e partir para a primeira audiência de conciliação.

Foi hilário! Eles mentiram em juízo alegando que abriram crédito para alguém q seria eu, sem nem ao menos pegar um documento comprobatório (na época eu não tinha as provas do inquérito q dão conta dos documentos fraudados. Senão eles estariam tri-fodidos!) e queriam me oferecer uma indenização de 900 Merrecas (enfia no cu)! Eu virei onça. Ou será q eles não perceberam q apesar do meu óculos ser de camelô (na época era! Agora, não mais!), eles estavam diante de uma mulher de alma pheena?! Bati o pé, fiz beicinho e disse que queria R$ 10.000,00. Ok, eu sabia q não ia ter isso, mas se pingasse uns 5mil na minha mão já ficaria contente.

Eles espernearam, cuspiram na mesa, espumaram e babaram em uníssono. O véio, dono da loja mais pobre de pobre, gritou para eu aceitar o acordo. Eu claro, fiz a pheena e caguei solenemente para ele q nem estava na mesa da audiência.

Só sei q o bagulho foi parar na mão de uma juiza leiga tempos depois, que me deu ganho de causa em 1ª instância. Ok, não foi nem os 5mil que eu esperava, ainda sim, eles se fuderam porque também não foi as 900 Merrecas q eles queriam pagar. A multa foi solidária e eles podem até rachar e a cor do dinheiro eu vou ver daqui a alguns meses. A-mém.

Vou ensinar a vcs como é que faz!
Rezem todos os dias antes de dormir e peçam a Deus que entregue dinheiro pelo correio. Eu fiz isso algumas vezes e deu certo. De maneira torta, ainda sim chegou e eu vou receber (isso se a carga não for extraviada #PiadaInfame).
 
Veja bem, eu não paguei as faturas das lojas de pobre; perdi algum tempo da minha vida? Perdi, claro, no entanto, fui beneficiada com isso.

Chega de ficar sentado lamentando a sorte sabe? Meu nome agora é Processo. Se eu tenho a lei que me garante, por que eu não devo usá-la? Por preguiça? Fala sério!
Bora acordar?

quarta-feira, maio 04, 2011

COISAS QUE EU ACABEI APRENDENDO: O SACANEÔMETRO

APERTA O PLAY PRA COMEÇAR!

Quem me olha e pensa que eu me importo, está muuuuito enganado.
Já fui ingênua ao ponto de me importar até com as formigas. Bem... com as formigas ainda me importo sim, desde que elas não passem em cima da minha comida, ou não subam na minha cama, ou não invadam meu banheiro; fora isso, acho que elas têm o direito de serem felizes. As baratas não!

Mas já dei importância demasiada ao ser humano, aquele que cruza comigo todo dia, que talvez faça parte do meu destino, mesmo que temporariamente, porque sei lá, estava escrito que seria assim.

Para esse ser humano eu talvez até dê o meu melhor. Para esse ser humano, talvez eu me vista de eficiente, prestativa, uma boa colega a se conviver; aquela que vai emprestar o ouvido, que vai fazer um esforço até, para vê-lo feliz e tal... mas toda essa troca, toda essa doação e quem sabe até meu bem querer, não passa de boas maneiras impostas pelas conveniências que a sociedade criou.

Não se iluda, eu não amo assim, muito menos chamo de amigo assim, ou pior, não crio laços afetivos assim.

Querido, não é porque vc me chama de amiga e diz que me ama, que eu vou te responder o mesmo. Haalloooou! Acorda. Não vou sentir a menor falta de vc se a gente se afastar. E principalmente se vc se envaidecer com todo o meu belo tratamento e entrar numa de cagar
na minha cabeça! Rá.

Esse é o mal das pessoas comuns, das infantiloides, daquelas q pensam que pelo fato de eu estar sorrindo, falando merda, aproveitando de sua companhia, que significa que me têm. Hã-hã. Não é nada disso.

Estou nessa vida até com os olhos do cu abertos. Coisa que a grande maioria não está. As pessoas são essencialmente superficiais e materialistas. Principalmente depois do advento da internet e das redes sociais, ama-se e desgosta-se num clique. Só que eu sou de outra época.

Do planeta em que eu vim, tinha-se provas e mais provas entre as pessoas e o único juiz capaz de julgar se aquilo era amizade, ou se os envolvidos estavam destinados a serem meros convivas, era o juiz tempo.

Tinha-se tempo para avaliar o que era amizade. E a amizade sincera era à prova do tempo.

Hoje isso não acontece mais. Não porque não haja a prova, ou o juiz, ou as pessoas.
Mas por conta de um imediatismo, de uma birra quase infantil de querer tudo agora e do seu jeito (que sempre é o melhor q o do outro, claro!), que acabam impedindo de se medir as verdadeiras amizades. Não adianta! Eu não entro nessa.

É por isso que instalei dentro de mim um sistema chamado sacanaeômetro! 
Ele funciona da seguinte maneira: A gente se conhece, tem empatia, afinidade, convive, se gosta, se respeita, até que vc começa a se sentir. O Sacaneômetro dá o alerta, mas não dispara o alarme, sabe como?

Vc até pode ignorar o sacaneômetro, só que ali o alarme da anta vai disparar direto na sua bunda, se é q vc me entende. Mas vamos pular o alarme da anta, q não é nosso tema hoje e eu mesma já passei dessa fase!
Então, o sacaneômetro vai soando pequenos alarmes dentro de vc e o nível de gostar, o nível de tolerância e saco pra aturar as babaquices do outro vão se esgotando, até o ponto de aquela pessoa se tornar tão importante quanto a formiga lá do 2º parágrafo. Ou seria a barata? Ah! Tanto faz.

Sabe? Não tenho tempo pra dar importância a quem não se importa comigo, ou ainda, gosta de fazer joguinho com a vida. Ah vá! Eu chamo isso de futilidade, de pessoa rasa. E eu sou por demais complexa, atarefada e responsável com meus compromissos pra perder tempo com gente assim.

É por isso que eu realmente não ligo pra esse tipo de relação. Claro, vou sempre buscar uma maneira de viver bem, de me relacionar, mas não se iluda. No fundo, no fundo, eu estou cagando e dão tô sentindo dada!

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