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quinta-feira, outubro 23, 2014

PRIVACIDADE EM TEMPOS DE LIBERDADE VIGIADA


Posso ter tido sim alguns defeitos na minha criação. Não sou fruto de uma união perfeita, muito menos de uma educação modelo. Mas uma coisa que meus pais sempre fizeram questão de preservar e isso me foi ensinado, foi a respeitar a privacidade alheia.

Por que estou tocando nesse assunto? Porque aconteceu uma coisa desagradável com uma amiga minha essa semana, o que me deixou super indignada, desencadeou um desabafo no facebook sobre o assunto e me fez pensar em como não invadir a privacidade dos filhos em tempos de liberdade vigiada.

Sim, porque nem pensar em descuidar deles, ou do que acessam, ou com quem conversam online em tempos de maldades virtuais, pedofilia e drogas. Por outro lado, é horrível esse monitoramento, afinal, pra quê que a gente educa? Chega uma hora em que devemos confiar na educação dada, certo?

Segundo a Coumunicadora Bruna Brasil, que escreveu um artigo para o site Piccolo Universe, de Ricky Martin (você não leu errado!):

"O ideal seria que você participasse da navegação, dialogando, orientado e alertando quando perceber determinadas situações. Outra questão seria o limite de tempo, para que a criança não viva somente no mundo virtual"

Aqui em casa, a internet é dividida com e entre todos. Temos apenas 1 laptop como computador da casa e Pacotinho ganhou seu primeiro smartphone por ocasião de seu aniversário há pouco tempo, portanto, ainda está se ambientando e buscando equilíbrio entre nos ouvir, ou se desligar dentro do equipamento. Mesmo assim, a gente põe limite sem invadir.

Abaixo dou sugestões para os que procuram um meio termo entre a liberdade do filho diante desse mundo conectado e o respeito à privacidade:

  • Ensinamos e vivenciamos a liberdade de expressão, de pensamento e de estar sozinho na frente do computador. Como tudo é conversado, não existe a necessidade de as crianças buscarem fora de casa pelos assuntos espinhosos, já que nunca ficam sem respostas em casa;
  • Criamos uma conta no Facebook para Pacotinho quando houve pressão social na escola. Ele tinha 10 anos e todos os seus amigos tinham, menos ele e outro amigo. Fizemos de nosso filho nosso melhor amigo na rede, então para tudo o que ele posta recebemos notificação;
  • Pacotinho só ganhou um Smartphone aos 12 anos e porque já andava sozinho, inclusive de ônibus; também porque passou de ano no 3º bimestre, então foi também por mérito, além da necessidade;
  • Apesar de ter certa liberdade com o próprio celular, limitamos a inclusão de crédito, portanto, ele usa mais os aplicativos quando está em casa por meio do wifi do que 3G na rua. Quando está sozinho, não tem tanto controle sobre o próprio celular;
  • Todos os dias eu olho os acessos dele. Felizmente, tenho um filho muito bacana que não entra em páginas de conteúdo inapropriado, ou chats com toda a sorte de malucos. Atribuo a isso a liberdade que tem para nos falar sobre tudo;
  • Já o Sr. Cabeça de Bolinha (7 anos) já em fase de alfabetização, está experimentando os joguinhos online desde o fim dos 5 anos. A gente limita o tempo que ele fica online. São no máximo 2 horas por dia, divididos em blocos de 30min cada, porque ele nunca pode ficar direto todo esse tempo. A gente faz com que ele tenha outras atividades offline e raro são os dias em que completa as 2h. Nas férias somos mais flexíveis.
Infelizmente, para criar pessoas de bem, há que se lançar mão de certa caretice. Aqui damos liberdade, mas não damos dinheiro. Então essa pseudo-liberdade não nos foge ao controle. Não adianta, enquanto eles não forem maiores de idade e estiverem vivendo debaixo do nosso teto, estaremos engajados em formar bons cidadãos, por isso eles têm regras e rédeas curtas, usar internet com certa liberdade e respeitar os outros inclusive virtualmente.

O respeito é algo bastante martelado por aqui. Não raro fiz Pacotinho apagar ou editar certos posts por considerá-los de mau gosto, ou com posicionamentos radicais. Outro tipo de piada que eu peço para que ele evite são as de cunho machista. E felizmente, ele não é de brincar com esse assunto.  

Parece suspeito vindo de uma pessoa que perde o amigo, mas não perde a piada não é mesmo? Contudo, tento sempre lembrá-los que do outro lado da telinha de um computador, bate outro coração. Em tempos onde o humor vem sendo colocado contra a parede, penso que quando são poucos os que riem, é porque a piada deixou de ser piada.

quarta-feira, setembro 03, 2014

FILHOS E FOTOS: O PERIGO QUE AS REDES SOCIAIS REPRESENTAM


Para pais orgulhosos, nada mais gostoso do que postar fotos dos pimpolhos nas redes sociais, certo?

Eu então, não sou um bom exemplo. Sempre apaixonada por fotografia, com a chegada de Pacotinho tenho o costume exibir a tríade onde quer que estejam,  fazendo coisas simples ou complexas, desde o café da manhã no dia a dia, até nossos passeios bacanas ou viagens.

Saibam que esse comportamento exibicionista não é muito indicado. É que a gente está acostumado a acreditar que os seguidores a qual chamamos de amigos são amigos verdadeiros, mas a realidade é que nem sempre são amigos chegados vibrando a favor. Muitas vezes, são conhecidos sem laço afetivo ou mesmo, nem tão apaixonados por crianças. Em se tratando de pais zelosos, não necessariamente paranoicos, todo cuidado é pouco, já diziam nossas avós.

Por isso, posto a seguir alguns cuidados básicos for dummies, que devem ser levados em consideração a fim de expor com moderação nossos pequenos. 
Se é que isso é possível, em tempos de alta exibição da vida privada!

  • Foto e GPS - Muita gente esquece que hoje em dia, esse recurso disponível em nove entre dez smartphones muitas vezes está acionado e além da foto do pimpolho, você entrega de bandeja a localização de onde sua criança se encontra. Lembre-se, malucos e pedófilos estão sempre de olho, ainda que você não acredite! Portanto, desabilite sempre que for postar a foto no calor do momento. Aplicativos como o Foursquare ou Swarm entre outros, são uma pegadinha (eu inclusive) para os pais desavisados e heavy users;
  •  Meu filho é lindo até tomando banho - Pois é, com a chegada do primeiro filho, ainda mais em se tratando de meninos, cujos pais têm orgulho da ferramenta do pequeno (e acredite isso é comum), fatalmente pode-se cair nessa armadilha. Levando-se em consideração que existe gente ruim na rede mundial e boa em criar montagens, esse tipo de foto deve ser evitado a qualquer custo. Além de expor a criança, ninguém quer atrair a atenção dos pervertidos, certo?
  • Seu filho e os amiguinhos - A não ser que os pais dos amigos estejam de acordo, em se tratando de crianças bem pequenas, é importante que os pais saibam que você está fotografando e deseja postar nas redes sociais. Com o consentimento do responsável, você pode inclusive marcar o pai do amigo na rede social ou enviar uma cópia, caso este seja adepto apenas da vida real. Checar antes é imprescindível, afinal, ter dor de cabeça futura por descuido é totalmente dispensável.
  • Fotos engraçadas podem constranger - A gente às vezes pega um flagrante do filho num momento divertido, posta nas redes sociais e esquece que os amigos dele podem estar vendo e pior, podem constrangê-lo no ambiente escolar. O mais acertado é evitar. Se seu filho pede para não postar, ouça. Tem gente que só espera um bom motivo para fazer bullying na escola. Vamos ouvir o que nossos filhos pedem. 
  • Foto do seu filho em alta qualidade - Em tempos de viral e memes, qualquer foto fofinha do seu filho em alta, pode se transformar no próximo viral amanhã. A gente não se dá conta, mas estamos trafegando pela rede mundial de computadores. Uma vez lá, o termo "perdeu alemão" está valendo, por isso, é bom ficar alerta antes de tornar um arquivo desses público. 
Existem uma série de outros cuidados que devemos tomar ao criar um perfil nas redes sociais. Em caso de crianças maiores, cuja força gravitacional que a puxa para o Facebook é muitas vezes maior que o nosso desejo de deixá-las criar um perfil na rede, é válido criar esse perfil junto com ela e filtrar os acessos de amigos, assim como os de amigos de amigos. Vale também ensinar a postar para grupos restritos, bem como monitorá-la a cada postagem, marcando-a como seu melhor amigo.

No caso do Facebook, fiz isso com Pacotinho e a cada postagem que ele faz eu sei o que ele anda disseminando, assim como dou conselhos para que não seja rude, preconceituoso na rede ou ofensivo. Faço questão de lembrá-lo que professores, amigos, parentes e conhecidos estão atentos ao que ele faz, portanto, nem toda piada é boa para ser compartilhada.

Caso vocês queiram se informar mais acerca dos cuidados com fotos e filhos, esse post aqui é bastante interessante e dá mais outras seis dicas sobre o tema. 

sexta-feira, abril 05, 2013

A OBRADA DE JOELMA


 

Eu sei q às vezes demoro muito pra me pronunciar.
É por isso essa lacuna de mais de uma semana entre um post e outro, mas sabe?! A vida engole e eu tenho 3 filhos. Ah, vcs nem sabem disso...
 
Mas Joelma fez merda.
E não digo isso porque ela tem opinião contrária à causa gay. Opinião todo mundo pode e deve ter. Esse negócio de ir com a moda, sempre concordar com tudo, não tá com nada! As pessoas tem q ter personalidade, claro. Não inclua aqui a minha opinião especificamente, apesar de esse ser meu blog, espaço pra minha opinião e tudo mais. Eu entendo parte do lado dela. Discordo, quando ela não enxerga o ser humano independente do rótulo, q seria o óbvio e tals, contudo o óbvio resvala na força e peso de toda uma sociedade e é justamente aí q entra o funil.
 
O  fato gritante aqui é a senhoura aqui ser uma pessoa pública e não entender o quão grande isso significa. Ser pessoa pública não é sinônimo de apenas balaçar o corpo e sacudir a cabileira. É muito mais q isso! É se inteirar, é saber onde estar pisando ou no mínimo, escutar quem lhe acessora. Chimbinha sabe disso e o assessor de imprensa dela, com certeza também.
 
Joelma às vezes faz parecer que numa atitude desesperada tenta recuperar o target por meio de polêmica na mídia. Essa não é a primeira vez q ela faz polêmica com o assunto. Que saindo da grande mídia, o que restaria é um grito desesperado na internet que alavancaria seu retorno a grande mídia.
Tiro no pé.
 
Joelma em sua santa ignorância, acha q fazendo barulho voltará a faturar nos palcos. Talvez no púlpito de sua igreja. No mundo real isso não acontece.
 
É também a grande mídia, que descobrindo um novo e bem suscedido filão financeiro no mundo dos gays, se manifesta contra e faz represálias contra essa mesma cantora, que há tempos atrás tentou empurrar goela abaixo de nossas gargantas. Não se iludam gays pensado q eles são bonzinhos, porque são um bando de filhos da puta, mesmo eu achando q as putas mereçam coisa melhor.
 
A classe artística pode até estar sendo sincera. Creio mesmo q estão, haja vista o apoio incondicional a Daniela Mercury que resolveu deixar Nárnia para todo o sempre, amém.
 
Anything, anyway, anyhow, Joelma não pensou duas vezes e agora amarga o cancelamento do patrocínio a seu filme. Logo agora q ela se preparava para sacudir a cabileira com estilo.

Isso refoça que mesmo de uma maneira torta, é bom ver essa mudança.
As crianças de hoje estão prontas a aceitar tudo que possam entender. Se os pais souberem passar tranquilidade às diferenças, explicando de maneira sincera e de maneira q eles entendam, concordando ou não, somos e seremos todos irmãos na raça e na espécie. E isso precisa ser mais forte.
 
Jesus é pai de todos. Ele não excui filho algum. E sabe das faltas e acertos de todos nós.
Amar alguém do mesmo sexo, não implica falta de caráter, nem corrupção, nem mal caratismo ou muito menos violência. Desvios violentos acontecem independente de sexo. A maldade existe independente de orientação sexual. A intolerância é uma delas.
 
Uma afirmação vinda de alguém público, que compara gays a drogados é um tapa na cara de gente honesta. E alguém público, deve ter no mínimo responsabilidade. Antes de qualquer coisa, há q se colocar no lugar do outro.
Ah desculpa, é muito né?
Não, deveria ser o mínimo.

terça-feira, março 26, 2013

O BRASIL DO NOSSO UMBIGO

 
Aí vc vira pro lado e dorme. E o mundo está explodindo lá fora. Bem ali fora da sua janela.
A gente está acostumado a olhar só pro nosso umbigo, mas não somos uma ilha, somos uma conectividade.
Eu mesma, eu não olho pro lado. Eu olho pros meus. E sou tão egoísta quanto.
Será q esse mundo tem jeito dessa maneira?
Será q a gente vai continuar botando os "representantes" de maneira errada? Até quando? Quem é quem, dá pra saber?
 
Não por acaso, temos um presidente da comissão dos direitos humanos homofóbico, misógino e racista. Racista esse, que alisa cabelo, homofóbico esse, que posta fotos muito suspeitas sexualmente falando no Instagram, misógino esse, q nasceu de uma mulher (é... graças ao Cláudio Peixoto já sei o que é misógino)!
 
Não por acaso também, temos um presidente eleito na comissão do meio ambiente, cuja fortuna se deve gracas à derrubada da selva, ao sangue do verde, aos olhos de todos. Esse, é senão o maior produtor de soja do mundo. Do Brasil certamente.
 
E nessa hora eu olho pro meu umbigo e lamento não ter estado ali fora. É uma condição ficar aqui dentro, porque acreditamos q de dentro, a gente pode contribuir. No entanto, a nossa contribuição sempre acaba parando nas mãos erradas e essa máquina política q anda torta e paira sobre nossas cabeças, é tão só consequência das nossas escolhas equivocadas.
 
Até quando?
Nas redes sociais, divulga-se piadas de bom e mau gosto e nós, das nossas poltronas, somos canal propagador de lixo, q não acrescenta em nada, nem a ninguém. No máximo, a gente chora as nossas próprias pitangas.
 
Já vi acontecer. Às vezes um simples ato silencioso de vestir preto por uma ou outra causa, dá em nada. Um número minguante de idealistas vestem o preto pra tocar suas vidinhas (eu inclusa).
Nem isso. Uma camiseta preta básica, que poderia significar muito.
 
Enquanto isso, entra governo e sai governo, escolhido por nós mesmos, via de regra é baseado em roubalheira, corrupção e diversos sinônimos.
Péralá! Somos nós os culpados. Somos nós os responsáveis pela displiscência. Estamos anestesiados demais com a beleza do nosso próprio umbigo e "não me excluo fora dessa!"
E não se iluda pensando que eu talvez faça a minha parte como deveria. Eu também sou vc! Tenho lá meus valores e minhas éticas, mas não sou diferente.
 
Há anos atrás, rolou um princípio de barraco no metrô, onde uma senhora do tipo que viaja em pé todo dia pra ganhar seu pão, falou alto que se tivesse no poder, meteria a mão meeeismo, ajudaria sua família meeeeismo e q bobos somos nós q achamos q tem de ser diferente.
 
Fiquei horrorizada!
Achei de uma pobreza de espírito deselegante. Nem por um segundo perguntei qual a educação q ela teve ao longo da vida, se era uma senhora mesmo ou se estava carcumida pelo sacrifício, ou se sequer teve educação. Se ela fazia parte do joio ou do trigo. Meu umbigo de novo, meu ponto de vista outra vez, minha ótica, claro.
 
Eu sei q tem q mudar.
Não faço ideia do processo de como isso vai se dar, mas sei o princípio! Começa com união.
Pra se ter uma ideia, essa união de pessoas indignadas com nosso presidente da Comissão dos Direitos Humanos, atingiu aos influentes da cultura do país a reivindicarem a saída desse senhor. Se vai dar certo ou errado, pense, isso começou nas redes sociais. Com apenas um clique.
E esse clique serve ao menos pra mostrar que nosso mundo não é bagunça, mesmo que embrionariamente, só falta mais gente e mais pressão.
#Reflitão
 
*Post inspirado no blog da Eliza e no documentário Entre Muros e Favelas.

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