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quinta-feira, outubro 16, 2014

MEU FILHO NÃO ME DEIXA CONVERSAR


Ontem pela manhã fuçando o Facebook de uma amiga, ela desabafava que sua filha não a deixava mais conversar com o marido. Uma enxurrada de comentários corroborava com os queixumes da minha amiga. Gente criativa até citando Chaves e a célebre frase do Kiko, VOCÊ ME DEIXA LOOOOOUUUUCOOOO! Então eu não podia perder tempo. Tinha que dividir aqui com vocês essa fase angustiante que nós pais passamos, que é essa da interrupção.

Como mãe de três filhos já passei por isso várias vezes e ainda passo. Bebendo da fonte, eu mesma fiz minha mãe passar por certas vergonhas, quando não só a interrompia, como a corrigia quando era testemunha dos acontecimentos. Queria que ela contasse os fatos sem florear a versão. Tinha que ser exatamente igual, palavra por palavra, sem errar, realiza?! Quando isso acontecia, minha mãe me crivava seu olhar de demônia e eu serelepe, nem me abalava. Na verdade, me sentia a mais inteligente das pessoas. É certo que sempre tive talento pra cara de pau. Isso já estava latente desde a mais tenra infância.

Dando um salto quântico agora, Pacotinho teve essa fase e dos três, nem sei dizer se foi o mais chato. Ele é um fofo nato e eu ponho a culpa no amor imenso e novo que a gente sentia. Éramos aquela espécie de pais babacas que se viam refém do excesso de gostosura do pequeno. Isso é um saco. Outro dia fui à casa de uma amiga que tem filho pequeno e o papo era interrompido a cada dois minutos, porque a mãe derretida, dava atenção a cada mãããe, que o menino falava. Porra! Tipo, a conversa não foi adiante né? A criança interrompeu o tempo inteiro e ela lá de quatro, nem se dava conta que está criando um mini-monstro. Essa atitude é meio típica de pais de primeira viagem. Sem querer julgar, também fomos assim e foi quando o caldo começou a entornar, ou seja, quando recebemos um feedback sutil de um ser mais sábio, que já havia criado 4 filhos, mas daqueles que nenhum pai gostaria de ouvir, tratamos de pôr ordem na casa. Foi nesse dia que Pacotinho deixou de ser o rei absoluto, foi devidamente enquadrado e com papai e mamãe falando exatamente a mesma língua, ele tomou jeito. COERÊNCIA SEMPRE!

Nada melhor e mais suculento que um irmão mais novo para ajudar a educar o mais velho. Essa receita é tiro e queda. Desfoca o ego, põe o sujeito em seu devido lugar. E aí, mermão, se faltava algo para seu filho se enquadrar, a chegada do caçula termina por fazer a mágica.

O Sr. Cabeça de Bolinha se sentiu muito confortável com o título de caçula. Perspicaz desde sempre, quase um mini-ditador, seu esporte favorito era dar esporro no irmão mais velho, ainda com dois anos. Vocês não acreditariam nas coisas que ele falava. Como perfeccionista louco de guerra, teve seus momentos de interromper conversas, telefonemas e conferências, só que a gente não era mais bobo e não cedeu à sua sedução. Ele quando percebeu que era feio esse tipo de conduta, tratou de segurar a onda e eu realmente não lembro de ter tido problemas com isso. Lembro sim, de ele e o irmão disputando pra contar seus respectivos dias na escola, mas não mais as interrupções. Então Deus mandou a Dona Miúda nas nossas vidas para que o Sr. Cabeça de Bolinha não se tornasse um egocêntrico sem educação. Ele certamente dominaria o mundo, já que é um líder nato e possuidor de uma inteligência diferenciada. Agora já tenho algumas dúvidas sobre isso.

Dona Miúda está bem no meio dessa fase chata que é interromper pais e telefones, ou conversas cazamigue. E acredite, da pior forma possível. Tá chato, tá cansativo, tá escroto. Mas fazer o quê numa situação dessas? Educar, não ceder, repetir incansavelmente até do túmulo, não se esqueçam. 

A Miúda faz pior que os irmãos. Ela berra. Bem assim:

DONA MIÚDA INTERROMPENDO - Mãe!  Mãe! Mãe! Mãe! Mãe! Mãe! Mãe!  Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! 

Aposto que vocês dariam um tiro de doze na testa, não é? Não, não dá. Muito embora eu imagine essa cena algumas vezes. Nunca com sangue, claro. Afinal é minha amada filha e linda. Mas dá um revertério no cérebro e a gente pira. E não importa se o assunto é importante ou trivial. Ela começa com isso e só para quando a gente já está possuído.

Os psicólogos advertem que essa é a pior maneira de fazê-los entender que tal atitude é errada. Há que se respeitar  o desenvolvimento cognitivo da criança e a melhor maneira, é não constrangê-la na frente de estranhos e fazer o possível para não se alterar. O jeito mais eficaz ainda é a conversa e a repetição. Chamar de canto e explicar que não é legal, que você está conversando e que logo dará atenção quando acabar sua fala, explicar que todos têm sua vez de falar é o caminho. Esse imediatismo que a gente por vezes acaba cedendo, corrobora para que a criança aprenda a não esperar. Com isso, a gente incentiva a ansiedade, algo tão presente hoje em dia. 

Com a Dona Miúda, a gente deu uma emburrecida mesmo. Às vezes eu tenho medo de estar criando um monstro, já que ela tem plena consciência aos 4 anos, de sua inteligência e beleza. Então, quando ela está em grupo, seja de adultos ou crianças, muda a personalidade e veste a chata, mimada, amostrada, o que me deixa apreensiva. Acende meu alerta. 

Eu e Engraçadão partimos pra conversa. Aconteceu há dois dias atrás. Sempre quando o pai chega em casa, rola aquela histeria coletiva nas crianças. Os meninos até seguram a onda, mas a Miúda quer todas as atenções. Então papai virou-se para ela e pediu calmamente que esperasse sua vez de falar. Pediu que parasse de berrar do jeito que ela chama, irritantemente, ao que ela foi baixando o tom de voz e obedecendo. Outra tática que passei a usar, é avisar quando vou falar ao telefone que não quero ser interrompida e eles já obedecem, inclusive ela, ao ponto de uns falarem pros outros "Sshh! Mamãe tá no telefone!" 

Então é isso amigos. Se está acontecendo com você, não se desespere. Reúna forças, converse, eduque sempre, converse, explique... vale até um castiguinho se a coisa ficar mais crítica. E lembrem-se, os reis e rainhas da casa são vocês. Eles são apenas os pequenos príncipes.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

ATÉ OS 2 ANINHOS: A IDADE DA PIRRAÇA. COMO LIDAR?

 
Essa idade chata dura até os 3 anos. A idade da pirraça.
Uma idade em que as crianças testam seu limite insanavelmente e vc não pode bater, não pode botar de castigo (depois dos 2 anos até sim), não pode atirar pela janela, não pode simplesmente nada. Só ter paciência. Oi?
Fase extremamente desgastante, porque a criança ainda não entende totalmente as próprias atitudes de forma que comporte um castigo e por outro lado, usam da pirraça à vontade como artifício para atingir seus objetivos. É um beco, que até tem saída. Vai muito da maneira como se educa o filho!

Dona Miúda está bem nessa fase e a gente se sente impotente, porque diante daqueles gritos, do pulmão avantajado que ela tem, que sacode os pilares do prédio e do morro, senta e chora, a única coisa q a gente pode fazer, é esperar a maré passar!

Então, aí vão as minhas dicas para os momentos de tempestade.
Eu domei dois garanhões, que hoje são verdadeiros cavalheiros, adorados pelas mães de amiguinhos, não há de ser uma cabrita sem-vergonha q vai pôr minha casa abaixo! Ah mas não vai!

Dica de nº1: Não se deixe enganar pelo grande amor que vc sente pelo seu filho. Seja firme e não ceda a choradeira -> Ele não vai te respeitar se vc não souber impôr limites.

Dica de nº2: Deixe bem claro desde muito cedo quem é que manda na casa-> seu filho Até quando está cedendo, vale fazer o discurso mamãe vai deixar só porque...

Dica de nº3: Nessa idade antes dos 2 aninhos, é normal a criança jogar coisas no chão só de pirraça, puxar toalhas, abrir armários, se jogar no chão quando não quer alguma coisa -> Saia de perto dele(a) - desde que não esteja em risco - com aquela cara de quem não está gostando nada do show. Não incentive perguntando o que a criança quer, porque muito provavelmente ela só quer se jogar e fazer manha.
 
Dica de nº4: Quando a criança está cansada de tanta pirraça sem receber a atenção pretendida, ela mesma dá sinais desse cansaço. Geralmente, eles atendem quando a gente oferece colo, por exemplo. Pedir para o outro interceder também vale.

Dica de nº5 (a dica de ouro): Pai e mãe devem - sobretudo em uníssono, ao menos na frente das crianças - falar a mesma língua! Essa história de um desautorizar o outro na frente do filho, acaba com qualquer educação; porque todo mundo gosta de um mole. É da natureza humana, não adianta. Então a criança sempre vai recorrer ao responsável mais permissivo para conseguir as coisas. Esse eu chamo de "O cu da questão".

Passado o momento "olho do furacão", aí cara amiga leitora do reino das moscas, é a hora de dar água, limpar as lágrimas, pegar no colo... em casos mais extremos, por exemplo, quando a galega resolve fazer a Shakira (Loka!) e fica naquele estado impossível de acalmar, o melhor é pegar no colo com ela esperneando mesmo e botar debaixo do chuveiro. Claro, eu entro com ela, ou o pai.
A gente dá aquele banho rapidinho, mais para acalmar e tirar o suor + as lágrimas + cabelo na cara e ela já sai outra. Ainda de manha, claro, mas sem o amplificador. E nesse momento a gente dá o que pode.

Às vezes a criança simplesmente chega em casa de ovo virado e qualquer coisa pode desencadear a manha.
Sr. Cabeça de Bolinha por exemplo, jogava biscoitos no chão, quando o biscoito de sua imaginação inexistia no armário e a gente dava o de maizena. Quando ele fazia isso, a gente não oferecia mais nada. Fazia ele pegar do chão, jogávamos no lixo e isso já era o suficiente pra ele se jogar no chão e iniciar a manha. Nessas horas, o melhor era deixá-lo sozinho.

Pacotinho era o mais hilário de todos. No meio da crise de se jogar no chão, eu costumava dizer q então ele ia ficar ali chorando sozinho e partia pro outro cômodo. Então 1min depois, no cômodo q eu estivesse, aparecia um corpinho jogado no chão rolando e chorando. Ficávamos nessa de eu fugindo e ele me perseguindo pra fazer manha. Até q ele cansava e a gente se entendia.

Não adianta entrar na vibe da criança.
Nós pais, somos seu esteio. Se perdermos o controle da situação, ou a criança vai se aproveitar para assumir o controle (quase sempre da maneira mais caótica possível) e perderá fatalmente o respeito, ou ela se sentirá tão perdida quanto nós.

Fato é que manha e pirraça são muito normais nessa idade, cansam a nossa beleza, claro, mas passam. Depois dos 2 anos ou conforme o entendimento da criança, já pode pôr de castigo e daí, tudo fica mais fácil.

Bj na bunda!

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