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domingo, novembro 20, 2011

BANDA LETUCE - Do que se trata?

Antes de sair metendo o malho, explico! 
Meus queridos 5's leitores que me acompanham que nem novela, sabem muito bem q eu dou minhas pitacadas em música. 
Aliás, não só em música. Em cinema, em teatro, em exposições, em bares, em restaurantes, em programas em geral, mas muitos devem se perguntar de onde vem tanta propriedade quando eu falo de música! 
Claro, não sou mais uma metida a dar pitaco, claro, tenho um passado negro ligado a música.

Já soltei muito o gogó por aí! 
Na escola, na igreja, nos corais, nas bandas, em bares e nas fitas demo. Já acompanhei processo criativo de inéditas, de couvers, de arranjos, de releituras... já acompanhei muita coisa cansativa, já que só punha voz. Por isso, com meu ouvido não brinque! 
Mais que isso, deixa pra lá. 
Posso dizer que tenho um ouvido tão nervoso para música quanto para quem fala o  português errado. 

Então digamos que Letuce me acometeu. Se é que posso dizer assim. Não sei se posso...

Claro, é um casal moderno! Tinha q ser!

Estava eu lá deitada no quarto quando começou o Estúdio Móvel da Rede Brasil e um dos entrevistados era a Letuce. Até aí, morreu neves. Só que eles começaram a me perseguir. Na semana seguinte li um zine e lá estavam eles, mais adiante ganhei o CD Oi Novo Som e adivinhe quem estava na compilação? Eles mesmo, Letuce. Semana seguinte, irmã fala que ouvia direto... 

Então eu decidi baixar o EP Couves, onde eles fazem releituras chiquetosas de até algumas bandas de pagode como Raça Negra, Só Pra Contrariar, entre outros não-pagodeiros como Sade só pra citar. Achei brilhante esse trabalho até ouvir melhor.

Bem, Letuce é um mix de Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos
Sim, os L&L são namorados, criativos, ela atriz, ele músico, ela sem muita perspectiva, ele música. 

Não sei exatamente como se conheceram, não sei exatamente como se encontraram, fato é q a banda exala amor, inventividade, arranjo de primeira, som de qualidade... tanta, mas tanta coisa boa, que chega a dar invejinha nos meros casais mortais. 

Não acho q Letuce seja trilha sonora pra se andar de mãos dadas num domingo à tarde na Lagoa. Acho q Letuce pode muito bem ser ouvida no momento do coito. É gostoso... Muito embora eu nunca tenha testado, é verdade!

Ouvindo as faixas dos álbuns Plano de Fuga pra Cima dos Outros e de Mim, EP Couves e outra faixa inédita, tive várias sensações.

A banda tem um quê de circense; Letícia canta brincando, o q me deixa na dúvida se isso é bom ou ruim. 
Quando será q ela canta e quando será q interpreta? 
Quando ela canta a música Potência, ela solta a voz sendo ela mesma e fica ma-ra-vi-lho-so! Apesar de ela abusar do jeito meio arrastado de cantar, o q não chega a ser uma crítica. É só o jeito dela de colocar sua voz.

Já quando está cantando alguns dos covers, rola umas desafinadas, umas perdidas de fôlego que me deixam na dúvida se é ela fazendo tipo, se é mesmo proposital ou se a voz dela realmente não tem alcance. 
Porque Ok, ela canta bem, mas não ousa, não sai da zona de conforto. Seu tom é de contralto, quem sabe meso-contralto, não sei... não vi flerte algum com tons mais agudos, o q me leva a concluir q essa brincadeira toda pode ser calculada e o q me faz crer ainda, q a parte instrumental da banda seja melhor q a vocal, mesmo sabendo que Letícia é a alma da Letuce. 
Deu pra perceber?

É como se fosse eu cantando Renato Russo. Confortabilíssimo, sacou?

Mas isso tudo não desmerece a banda. Muito pelo contrário, é um charme a mais para aqueles q não tem ouvido. Para o meu, q é um pouco mais nervoso, essas discrepâncias incomodam um pouco, porém não influem na minha decisão de continuar ouvindo a banda.


Vídeo da música Potência

Letuce é bom!

domingo, setembro 04, 2011

SHOW DOS DJANGOS NO CIRCO VOADOR - ZINEVOADOR#6

Agora eu vou ter que contar do começo né? Pra vcs, meus queridos 5's leitores entenderem de onde eu desenterrei no twitter a banda @djangos.

Tá bom! Os Djangos saíram diretamente do meu passado mal passado, amarrotado sem Passe Bem para o presente, num piscar de olhos. Bem... não exatamente num piscar de olhos, mas pelas mãos da Tia Lu que agora está namorando o vocalista principal da banda - O Marcos.

Carlyle Diniz (Baixo e Voz)
Quando eu tinha meus vinte e poucos, antes dos 23 anos, quero dizer, pós-depressão, um vizinho do condomínio onde morava me apresentou a uns amigos do babado. Tudo maconheiro safado, talentosíssimos, metidos com música, poesia, arte, liberdade de expressão e viagens, claro. Eu estava numa fase em que precisava de renovação pra sair da deprê e da galera toda eu era a única mulher.


Não vou tirar o foco do post contando sobre mim, mas fato é, já na nossa primeira saída, em Jacarepaguá, fomos a um show dos amigos da galera, bem no condomínio atrás da MERCK, em pleno dia do amigo (lembra desse post onde eu menciono o povo se abraçando na rua? Pois então...) e esse show era exatamente o dos Djangos, que naquela época não eram Djangos, eram Corações e Mentes (nossa senhora, estou entrando no sarcófago!). Ok, o que menos prestei atenção àquele dia foi na banda... mas esse, foi apenas o primeiro de vários shows que ainda viriam.


Depois que meus companheiros de esbórnia resolveram montar a Cia Blues da qual eu era vocalista, mesmo sem ter tido noção de blues antes disso, começamos a participar de alguns showzinhos de brincadeira e ali, a galera do Marcos & João (baterista) já estava se firmando, mudando de layout, se preparando para entrar no mercado fonográfico, o q eu acho quase impossível até hoje. Simplesmente não sei #comofas, porque eu era rodeada de caras talentosíssimos, afinados pracaralho, auto-didatas musicais que simplesmente se perderam por não ter "a chave". O Corações e Mentes virou Kamundjangos - era o ano de 1995.

A banda em ação
Eu já tinha tido banda de Blues, dupla de MPB que depois virou trio, por fim banda de chorinho que em lugar algum chegou, fora alguns parcos barzinhos se é q posso pluralizar a coisa e os Kamundjangos seguindo firmes e fortes enquanto banda, ganhando experiência e lapidando seu som, bem como talento. Eu confesso, nessa época ia aos shows chapada, não estava na vibe rock como o que eles faziam. Eu ia mais pela animação e não tinha tanta bagagem musical, nem me abria tanto pro que era rock nacional, porque pra mim, o q ainda valia eram os mestres (Pink Floyd, Dire Straits, The Police, Yes, entre outros); por outro lado, da levada POP eu estava abraçada com Jamiroquai, Erikah Badu até o pescoço e só queria isso. Mesmo assim, isto não me impediu por meio dos então Kamundjangos ver show d'O Rappa, Planet Hemp mesmo sem ter ideia do q era aquilo.
Sim, sempre chapada de uma coisa ou de outra...

Marcos Homobono (voz e guitarra)
Quando finalmente abri meus ouvidos pra boa música e deixei o novo entrar, é que fui refinando meu conhecimento sobre o assunto e me permitindo conhecer o trabalho inteiro de bandas novas, para só então definir se quero seguir com eles ou não na minha vida. Meu contato com os já Los Djangos foi ficando cada vez mais escasso até desaparecer por mais de 10 anos, até 2 semanas atrás se considerarmos ao vivo.

Com o Marcos não. Ele esteve lá em casa ano passado no aniversário do Pacotinho, depois apareceu no aniversário da Dona Miúda com Engraçadão e por último, num churrasco na casa do meu progenitor - o Sr. Engraçado e a tarde foi bastante agradável! Só que a banda mesmo, não ouvia.


E na última terça-feira, dia 30 de Agosto, dia do meu banho de sol, uma terça feira, tive o prazer de vê-los tocar novamente. Sim, meu queixo caiu! Eles não devem nada a um Jota Quest da vida (Ok, os Djangos são melhores do q o Jota Quest no início deles. Hoje JQ têm dinheiro, não vale!), tem o som superior que todas - eu disse TO-DAS - as bandas emos de modinha e eu ouso dizer, que das bandas nacionais pós ano 2000, não tem uma com som melhor que os Djangos. Não porque sou amiga, mas porque meu ouvido pra música foi trabalhado desde os meus 3 anos de idade, sem exagero e não ponho qualquer merda pra tocar, pois não gosto de agredí-los!

O som dos caras me lembrou em alguns momentos os Arctic Monkeys, em outras Plebe Rude no início; já outras vezes um pouco do Skank e o flerte com o Punk-rock e o ragga passavam por ali com maestria. Na hora que eles tocaram um trechinho de Manu Chao então, eu pulei que nem uma macaca de auditório na segunda música!

C'a Dani, Lu Soares e Pripa
Infelizmente, o som do Circo Voador não favoreceu os vocais do Marcos e não deu para entender patavina da letra de nenhuma música. O som da banda se sobrepôs aos vocais e isso foi triste. Tenho até vontade de um dia ver um ensaio e sentir aquele clima de novo descontraído, entender as letras (que pelo que minhas amigas berravam de cantar, deviam ser boas) e captar o verdadeiro espírito dos Djangos. Ok, vcs dirão que nada impedede de eu adquirir um CD, ou ainda de entrar no Myspace dos caras, certo, certo. Mas ao vivo é ao vivo!

Eu ali bem pertinho da Dinda Lua
Bj na bunda!


**O Zine Voador rola toda última terça-feira do mês e o próximo acontece dia 27 de setembro, tendo a banda carioca Os Azuis como uma das atrações músicais, alem disso o Fotografo carioca Michael Meneses que fez os clicks desse texto faz uma exposição FOTOgrafica com foco em suas centenas de FOTOS realizadas no Circo voador desde 1993" 


*Ajudinha - Wikipedia, porque eu sou uma simples humana esquecida

**Fotos - Michael Meneses, meu amigo fotógrafo-multitarefa-multimídia, substituto do Perci #PiadaInterna
 
***Radiola dos Djangos - Para ouvir e sentir vontade de ir no show! Na música Operação São Jorge, tem participação do Marcelo Yukka (ex-O Rappa, atual F.U.R.T.O)


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