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quarta-feira, junho 16, 2010

Dias de Surto Psicótico

Ninguém te avisa que ser mãe de 3 é difícil. Todo mundo só fala:

Aaah! Que graciiinhaa, vc tá grávida de uma meniiina? Q fofo!

Ou então:

Vai fechar com chave de ouro neam?!

O cotidiano é que te mostra os dias de cão do porvir.

Respondendo à Magui, uma das minhas mais antigas e fiéis leitoras, quando esta comentou que Pacotinho deve estar se sentindo preterido com a chegada de Dona Miúda:

Eu acho que não. Quem fica fora o dia todo, é o Sr. Cabeça de Bolinha, que só chega à noite. Este, que tem 2 anos e perdeu a preferência de repente, está segurando bastante a onda de ter que esperar por carinho.

Ainda não deu comida de gente grande à irmã, ainda não bateu nela e se limita e concordar quando dizemos que ela é escandalosa, às vezes.

Pacotinho fica de manhã conosco, a gente estuda junto as lições ou ocasiões de prova, a gente monta o álbum de figurinhas da Copa, outro dia ganhou um super trunfo do Ben 10 pelo bom comportamento na escola e pelas notas acima da média. Aliás, excelentes notas, mas por mais que nós façamos, parece q nunca é o suficiente.

É como se tudo o que fazemos não é o suficiente.
Hoje conversando com a moça da van, que o leva pra escola, ela disse que algo aconteceu. Que ele não está mais transbordando de felicidade como costumava estar. É fato que daqui, ele é o mais sensível. Quando os irmãos nascem ele chora, tem febre emocional... mas eu não sei o que fazer.

A gente conversa, toca a real, mas a sensação que eu tenho, é q ele não quer pegar as rédeas da responsabilidade que é uma escola regular. Ontem, choramos ambos, porque ele não queria estudar pras 2 provas de hoje. Sentou na cama com o livro na mão, me chamava pra tomar a lição e não sabia responder uma mesma pergunta. Isso, umas 5 vezes no mínimo.


O Sr. Cabeça de Bolinha com febre, Dona Miúda me exigindo colo, porque tinha acabado o banho e queria mamar e Pacotinho me chamando pra tomar a lição, sem saber responder nada, querendo ver desenho, querendo fazer tudo, menos estudar. É difícil, porque a gente dá amor, carinho, atenção, tenta não cair a qualidade do tempo com eles, que claro, nesse início está mais restrito, mas o único que deveria entender e levar numa boa ( e qua já passou por isso uma vez), é o que está dando mais trabalho.

Eu não tive isso. Engraçadão também não.
Nessa idade, meus pais estavam numa crise conjugal, minha mãe me participava esta crise e nem perguntava como foi meu dia. Eram os problemas dela em primeiro lugar; e eu me cobro pra caralho pra não incorrer nos mesmos erros deles, mas parece q nunca é o suficiente. Já os pais de Engraçadão, esses, nunca sentaram com ele para conferir a lição. Isto, era de responsabilidade única e exclusiva dele.


Então eu tenho chorado muito ultimamente. De soluçar mesmo. Porque eu só quero q as coisas funcionem. E a pessoa q eu pensava que entenderia e me daria uma força, pegando pra si a responsabilidade de suas poucas tarefas, simplesmente não quer fazê-lo.


Já conversamos, já brigamos, já conversamos e hoje eu soube que ele foi pro colégio com a diretora da creche. Sim, hoje eu o mandei para a creche porque é meu primeiro dia sozinha com a D.Miúda, minha galega. Então, com esse lance das provas e por conta das brigas de ontem, pedi que Engraçadão o levasse. Também porque me parece às vezes que ele é mais responsável quando está longe de nós. Será q a gente o sufoca? Já cheguei a me questionar sobre isso...

Acontece que ele perdeu o horário da comida, mesmo tendo prometido estudar lá; foi brincar e não pegou no livro e ainda perdeu o horário da van. Com isso, a diretora da creche teve de levá-lo para a escola porque a moça da van tem horário e não pôde esperá-lo comer, apesar de ele estar arrumado.

Daí ele me liga com aquela voz de quem sabia q ficaria de castigo. E detalhe, ele faz um juízo de mim, como se eu fosse o tempo todo puní-lo, castigá-lo ou matá-lo. Sendo que a única surra que ele levou na vida, foi aquela q eu contei.

Eu o ponho de castigo às vezes, qdo a merda é grande. Muitas vezes só conversamos e pedimos que ele não repita o erro. Sei lá, a cabeça dele já se pune muito mais q nós.

Então hoje teremos uma conversa definitiva. E eu peço à Deus que ele entenda que o tempo de brincadeiras da escola *construtivista terminaram. Que na escola regular, é onde ele aprenderá a ser um homem de bem e como é o mundo que ele terá de enfrentar quando crescer; como as coisas funcionam de verdade. Coisas essas, que nem meu pai, nem minha mãe explicavam nesses termos, o que depois me deu margem para não querer nada com porra nenhuma por um tempo.

Espero de todo coração que ele me entenda e que Deus me ajude.

Bj na bunda folks.

*Escola construtivista é aquela que não usa provas como método de avaliação, mas avalia o aluno ao longo do ano, baseado no desempenho das tarefas aprendidas em sala a cada bimestre. Não têm aplicação de prova valendo nota.

terça-feira, agosto 14, 2007

HOJE DOIS POSTS: ESSE É O DE Nº 2

Tá todo mundo doido prá saber de Pacotinho, do Sr. Cabeça de Bolinha... vou dizer resumidamente q ambos estão ótimos.
Felizmente, um dia nunca é igual ao outro e o problema do sono, está sendo contornado.
Hoje, eu sou mais espertinha do que ontem, de maneira, que passei a dar banho no Sr. Cabeça de Bolinha à noite, por volta das 21h. Não é maldade, é estratégia de guerra.

Já dizia Jo-Jo, a Supernanny, que banho e barriguinha forrada acalmam e muito. Dessa maneira, mesmo q o bichinho tenha dormido práticamente o dia inteiro, ele fica meio sem forças prá acordar a cada 20 minutos. Ontem por exemplo, dormiu a noite toda no berço; antes de ontem, dormiu a noite toda no meio da gente. É assim. Uma noite a gente sente q o bicho vai pegar e põe ele no meio, outra, a gente sente q vai dar prá levar e deixa ele no berço e ele fica na boa.

Mas é prá falar de outra pessoa, q estou fazendo post duplo hoje.
Eu queria homenagear uma pessoa muito especial e surpreendente!

Quero ver se vcs conhecem esse cara aqui ó:

Aqui num momento devidamente domesticado, né? Aahuahuahauhuaha! Nada disso (não quero ganhar um porrolho!).
Aqui em casa somos só nós dois, então cada hora um cai dentro. É q ele não fotografou na minha vez...
Quando eu disse prá mim mesma, q ele era o homem da minha vida e que queria viver com ele, óbvio, não poderia imaginar que estava levando de brinde um amigo, pai, amante, chefe de cozinha, faxineira, entre outras coisas.
Amigos nós sempre fomos. Tão amigos, que nas ocasiões de separação, a gente não conseguia ficar longe por muito tempo. Era tanto papo, era tanta cumplicidade e ver isso no meu dia-a-dia, na minha rotina, mesmo eu estando chata prá caraaaaalho, é maravilhoso.

A gente está de quarentena, mas mesmo assim, o amor é latente.
Outro dia, os dois véio ficaram de olhos marejados na hora da sesta, só de falar um pro outro, o tamanho do amor q se sentia.
Engraçadão tá ficando véio e eu também. Ou dois molengas. A gente nunca foi disso, mas com o passar do tempo, a gente tá ficando. E isso é bom.

Engraçadão se tornou minha família inteira. Não sei se ele entende isso. Eu não me sentia muito querida dentro da minha própria família. Salvo minha avó e minha irmã, de mãe e de pai não era um amor declarado... era nas entrelinhas.
Mas é com a família q a gente comemora e implica também. O bom de ter ele como família, é q poderei em breve fazer séquiço também!! E a rotina, bem... esta ainda não conseguiu acabar com o amor q a gente sente.

É foda!! Tem hora q eu fico puta quando ele troca as tampas das panelas, ou quando ele deixa a mesa cheia de papel, mas como ele mesmo disse, eu não posso dar esporro nele por isso. Porque é ele quem limpa. E limpa bem prá caralho!! O dia q tivermos uma faxineira, ela tá ferrada! Engraçadão vai dar duro nela (no bom sentido). Esse negócio de dar duro nela não ficou bom...

Qualé Engraçadão!! Duro só em mim, porra! Q história é essa?

Hoje, ele foi o único pai no posto de saúde a carregar o bebê nos braços para vacinar, enquanto a mãe rezava do lado de fora. Não, não vou tomar vergonha, vcs não têm idéia do tamanho da dor q uma mãe sente, quando sabe q seu filho está chorando de dor. Tem que ter colhões e ninguém melhor q o pai prá fazer esse trabalho.
A enfermeira não ia precisar de dois chorando. Preferi ficar de fora. Ele já veio pro meu colo calminho e eu dei mamá. Pronto.
Mas senti um orgulho tão grande desse homem. Nossssa...
Tenho muito o q agradecer a Deus, por tê-lo na minha vida.

Mesmo ele me perguntando:

ENGRAÇADÃO (Hj de manhã ao saber q eu poderia ter jogado fora - sem querer - a carteira de vacinação - q agora é um livro halloooouuu? - do Sr. Cabeça de Bolinha)- Ôôô Engraçadinha, q q te deu? Tu come merda??

Caralho!!
Como eu amo esse homem!!
Felizmente, eu não tinha jogado fora, mas quando quase tive um surto na volta da maternidade, bem me vi, jogando vários papéis fora e possívelmente, o Livro de Vacinação do Sr. Cabeça de Bolinha.
Well, foi só um pesadelo.
Já passou.

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