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domingo, junho 23, 2013

Da série: Meninos Eu Vi - MINHA MÃE É UMA PEÇA

Quem diria que eu conseguiria assistir ao primeiro sucesso cinematográfico de Paulo Gustavo no dia seguinte à estreia nacional, hein?!
Pois foi justamente o que aconteceu!
Paulo Gustavo para quem ainda não conhece, ganhou notoriedade quando apareceu no filme Divã, estrelado por Lilia Cabral em 2009.
Para quem não lembra, atenha-se aos 3'13" de vídeo.

 
Pois então, paralelamente, ele já causava no teatro com Minha Mãe É Uma Peça e juntando as duas coisas, Paulo Gustavo chegou até o canal Multishow com seu programa 220 Voltz.
Multifacetado, o ator interpreta vários papéis e não se intimida em vestir-se de mulher para fazer graça.


Tudo isso pode ser comprovado no filme. Mas ah, o filme. 
É um filme feliz. Porque quem tem mãe, é feliz. Ou não, como com a suavidade de um elefante o filme aborda. 
A personagem tem 3 filhos. O mais velho, que é brilhante por nunca ter lhe dado trabalho, o gay e a gorda. Sendo que os dois últimos ainda moram com a feliz dona-de-casa Hermínia, a louca de bobs na cabeça, que não cala a boca e transforma a vida dos filhos num tormento. 

Quem é filho e não conhece o trabalho de Paulo Gustavo, pode até ficar agoniado no princípio. De fala ágil e em algumas passagens quase ininteligível, a mãe neurótica fala, berra e exige pelos cotovelos. Conforme o filme vai avançando, cria-se certa empatia por ela e no final, você já está contra os filhos.

Por quê? Por que só as mães e os filhos da mãe conseguem antes dos 10' se identificar? Simples. Todos as temos e a teoria está ali provada. Mães só mudam de endereço, são todas iguais. Assim como os filhos.
Dona Hermínia é uma mãe separada que cria sozinha os filhos, o do meio e a mais nova. Ela vive pra eles e por eles. Por isso pega no pé, sofre, fica loka do cu, porque né? Filho enlouquece. Corre pra cima e pra baixo, leva-os na rédea curta, mas e daí? O amor é evidente.

Ela é capaz de deixá-los enlouquecidos, putos com ela; ela os constrange quando chama a filha de gorda em todos os lugares. Aliás, tem isso né? Ela chama muuito a filha de gorda e o filho gay, ela corre da verdade que nem o Diabo da cruz, mesmo permitindo que o namorado do filho frequente a casa. Quando as pessoas se dão conta que ela é uma mãe coração, já estão torcendo para que ela eduque as "crianças" como ela chama, na base do constrangimento.

E ela xinga! Como xinga. Cara, mas é tãão engraçado quando ela está revoltada cuspindo marimbondo, xingando geral. Verdade, nessa hora o cinema em peso está seduzido pela personagem central.
Pois o filme é tocante, sensível, muito verdadeiro e dá nos nervos às vezes. Toca todos os sentimentos e explica muita coisa que o espectador quer enterrar lá no passado. É isso. O espectador se vê no filme.
As brigas, os embaraços, os constrangimentos que a mãe nos fez passar, os xingamentos, tudo está ali.
Posso dizer que Minha Mãe é uma Peça pode representar uma grande catarse, se você reparar bem e o final vem coroar isso tudo, nos fazendo entender o por quê de Paulo Gustavo estar fazendo tanto sucesso assim, "tão de repente".

O filme ainda traz à tona o brilhantismo de Samantha Schmutz (ex-Zorra Total), tem participação de Mônica Martelli, Ingrid Guimarães maravilhosa, Herson Capri e grande elenco. Todos, absolutamente todos estão maravilhosos em seus personagens, inclusive os novatos, Mariana Xavier (a filha) e Rodrigo Pandolfo (o filho do meio).
 
Não tem o que pensar sobre esse filme, tem que assistir.
Abaixo, um pequeno incentivo pra vocês. Vá ao cinema e veja por si próprio!


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