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quinta-feira, janeiro 24, 2013

Fé na Estrada: Paraty - 3ª Parte


Paraty é uma delícia de visitar. Ainda mais a dois. Mas o que todo mundo esquece, é que Paraty em mês de janeiro, chove pra dedéu. E eu tenho o hábito não sei porquê, de visitar essa cidade sempre em Janeiro, que é mês de férias.
Dessa vez, auxiliados mais uma vez pelo Booking.com conseguimos em cima da hora uma pousadinha bucólica entre o mar e a montanha chamada La Dolce Vitta. Aliás, desde que vi as fotos me apaixonei de cara e infernizei a vida de Engraçadão para que fôssemos só nós dois.

Conseguimos, felizmente! Mas antes... Já contei que não sou muito amiga da matemática e medidas?
Pois é...

MAS O QUE SÃO 20Km, NÃO É MESMO?

Cara, sou péssima com esse negócio de medidas. Assumida! Não sei, direito, me enrolo e dou informação errada! Por isso não pergunte. Mas Engraçadão conta comigo para fazer a navegadora. Tadinho...
Bem, eu estava tentando ir para Trindade, só que pousadas lá estavam todas lotadas, de maneira q eu comecei a aumentar os Km ao redor até encontrar essa pousada a 20Km de Paraty, sendo q eu não sei o que são 20Km, Ok?! 
E a gente constatou isso ao passar de Paraty e se perguntar: E agora? Lógico, ouvi uns palavrões de marido, sempre tão carinhoso, amado e estimulante. Sim, ele me estimula xingando me dando carinho! Nada que uma ligação não resolvesse.
Mais palavrões pelo caminho repleto de lama, porque né? Paraty choooove, chegamos ao Corisco. Um sub-bairro de Paraty bem pra cima, muito em cima e lá no alto estava a pousada. Charmosa, bucólica, quarto de número 5. Adoro esse número! 

As foteenhas do quarto:


A vista é de tirar o fôlego! Já andar 20Km a toda hora que se deixava o local não era muito legal. 

Mal chegamos, já saímos para o almoço (16:00h) e felizmente, encontrei um restaurante à kilo em Paraty que nos atendeu. Aliás, tem cartel pra se comer, porque o preço do kilo ou o preço de um prato a la carte, saía praticamente a mesma coisa. Depois do almoço ficamos batendo pernas pela cidade, namorando as vitrines e as pedras fincadas no chão. É lindo! Mas não ouse usar salto. Ou se usar salto não encha a cara e nem se drogue, porque vc corre o risco de dar com a cara no chão!

Senta que lá vem mais fotos! Curiosidades:

Legenda abaixo em sentido horário, tá bom?
  1.  Paraty 33 é um bar-restaurante que eu nunca tive grana para entrar, mas tem Wifi pros clientes e música ao vivo de não sei quem;
  2. Olha que linda essa igreja! Ela é a primeira de uma série das muitas q se encontra ao  adentrar a cidade. Se eu sei o nome?
  3. Essa sou eu, pelas lentes de meu lindo marido;
  4. Encontramos o barco do Roberto Marinho;
  5. Marido andando descontraído, de férias e sem ser interrompido;
  6. É nóis na foto!
  7. Essa é a igreja que dá para a baía de Paraty. Se eu sei o nome? Ééé...
  8. That's me again;
  9. Não, isso não é um pênis fincado na grama, mas uma carranca de pedra esculpida e fincada na grama;
  10. As tão bucólicas pedras de Paraty entremeadas por flores que caíam das árvores.
O PAPEL HIGIÊNICO

E por falar em flores, nem tudo são flores, como vcs podem estar imaginando. O papel higiênico da pousada por exemplo, não era lá grande coisa. Era daquele tipo que não raspa, mas molha a mão te obrigando a pegar muito e acabar com o rolo. Se o casal, por exemplo, estiver obrando frenéticamente, esquece. Vai ter que ir na recepção e pedir outro, tá entendendo? Não curti.

O ATALHO DE LAMA

Existe um atalho entre esses 20Km de Corisco a Paraty e eu claro, depois do temporal que caiu do primeiro dia resolvi conhecê-lo, porque né, vai que... 
Pois é, se Engraçadão estava reclamando do trajeto asfaltado, imaginem vcs o quanto ele xingou, pelo menos mentalmente quando eu ao volante resolvi me atrever ao atalho de lama. 
Era um atalho verdadeiramente eficaz, já que comia uns 10min de volante. No entanto, com tudo enlameado e escorregadio, esses 10min poderiam muito bem ter sido impressão, ou viagem de droga.
Esquece.

A CACHOEIRA DO CORISCO



A pousada contava com uma trilha bem feitinha que dá acesso à cachoeira do Corisco. Uma delícia. Fomos já no dia seguinte logo após o café da manhã para espanto de Engraçadão. 
Ele está tão acostumado a me ver sedentária, q não entendia muito esse meu pra lá e pra cá. Mas é q eu gosto de fazer trilha, muito embora me arrependa assim que começo a subir a trilha e sentir o coração batendo mais do q deveria... 
Só sei q ao sair daquela água límpida e geladinha, deu uma lezeira, uma zonzeira... me pareceu muito com um banho de descarrego. Saímos limpos!

Vista da montanha na espreguiçadeira da piscina




Vista da piscina na espreguiçadeira da montanha

A CIGARRA BOOMERANG TAMBÉM FOI

Eu e marido não nos livramos do pesadelo da cigarra. Quem lê este blog mal frequentado sabe que existiu uma cigarra-boomerang em nossas vidas que nos visitava e aterrorizava a família aos domingos. Sempre aos domingos.
Pois na tranquilidade do nosso quarto em Paraty, ela mandou a irmã do interior nos importunar. Cara, vc não tem ideia!
Estávamos deitados vendo a Rede Bobo, quando ela passou feito um relâmpago. Nem chinelo, nem lençol, nem sapato... a dita se acomodou em cima do ar condicionado que era alto e ali no cantinho ficou, enquanto eu trancada no banheiro, rolava de rir, dava gargalhadas de pombagira e Engraçadão pagava seus pecados tentando matá-la. Incrível. 
Ele fez bolas de saco plástico e tacava ali em cima...rolos de papel higiênico e nada. Primeiro foi saquino de roupa suja que subiu e ali no ar, pertinho da cigarra ficou. Nada d'ela sair. Depois foi um saco com minhas maquiagens que são poucas a parar ao lado do primeiro, sem surtir efeito algum. Por fim, quase já não tinha espaço no ar e a cigarra insistente sem querer descer.
Amigos, bizarra a cena, mas foi mais de meia hora de luta ferrenha com a cigarra, até que ele a acertou e a enxotou do quarto. 
Eu já não conseguia mais rir.

ENFIM TRINDADE

Trindade é um desbunde. Fica logo ali depois de Paraty. Vc atravessa uma lagoinha para chegar à cidade logo na descida da montanha e o que se via há 15 anos atrás pelo menos, era um bando de bicho-grilo, maconheiro e mosquitinhos borrachudos que deixavam calombos enormes nas nossas pernas.

Hoje o que se vê em Trindade são paulistas, algumas pousadas, asfalto e montes de estacionamentos. Pois é, não tem espaço suficiente na rua para transeuntes, carros, ônibus e estacionamento ao longo da via.

As praias e a natureza ao menos, estão sendo preservadas pela prefeitura local. Tanto que ao visitarmos as 3 praias principais (Brava, Meio e Cachadaço), soubemos que na do Meio, a prefeitura estaria retirando no dia seguinte as barraquinhas e quiosques da região, que óbvio, vieram com o crescimento da cidade.
Não vi ninguém vendendo droga, nem ao menos no Cachadaço. Também não encontrei nenhum mosquito, nem dentro da mata. 
Curto muito esse tipo de passeio: Praia, marido, álcool, trilha e sexo, não necessariamente nessa ordem.


Foi legal estar ali sozinha com Engraçadão, rememorando a nossa juventude e o tempo de solteiros. A gente já tinha estado ali naqueles lugares e pudemos constatar que tudo evolui. As cidades, do barro ao asfalto, do deserto ao populoso, Trindade e Paraty são cidades a se explorar, para descansar e curtir a dois se for possível.

E enfim, depois de 3 noites bem dormidas nesse lugar mágico, enfim, tivemos de voltar pro Rio e cuidar de buscar as quionça em seus respectivos lugares.
Foi bom, o café da manhã não teve ovos mexidos como eu sonhei, mas as férias não acabaram ainda, nem os relatos. 
Aguardem que ainda teremos zoológico e Guarapari no finzinho do mês.

Bj na bunda!

sábado, janeiro 19, 2013

Fé na Estrada: Diário de Bordo - 2ª Parte


1ºdia, apesar da chuva cosquinha e zoação no chalé
Falar de Jaconé é sempre confuso. Hoje, posso dizer que existem conflitos de sentimentos quando eu penso nesse lugar tão especial pra mim e prum monte de gente que eu levei lá.

Todavia,  nos últimos anos enraizou-se em mim sentimentos conflituosos quando eu penso em Jaconé. Porque na minha juventude, estar lá era só motivo de prazer, só que agora, por exemplo no ano passado, foi graças à friagem do chão que eu peguei uma pneumonia.

Aquela cidade já não é mais um reduto de gente descolada, filhos de surfistas ou uma galera chegada num luau, ou ainda da paz e do amor. Hoje, Jaconé é reduto de barulhentos pagodeiros, gente da baixada, do subúrbio, gente que é chegada em sujar cidades, gente que não está nem aí pro tamanho dos decibéis que seu vizinho pode suportar... contrastando tudo isso, existem as belezas naturais, aquelas cores de todas as horas, o cheiro de mato, o céu tão estrelado, onde conta-se as estrelas mesmo com as luzes acesas dos postes... Jaconé ainda inspira magia àqueles visitantes dispostos a observar ao seu redor.

O dono do chalé, Sr. Engraçado  
Então hoje, eu apareço por lá em certos carnavais quando de última hora, a gente pensa que ficar na cidade sem ir aos blocos ainda é pior que escutar os funks alheios em Jaconé. Ao menos podemos ir à praia à pé... já nas férias é outro bom argumento, porque foge-se do engarrafamento e a cidade pode ser só minha e da minha família, ou ainda daqueles visitantes de anos q amam e respeitam a cidade.

Foi assim, que depois de alguns dias pós-reveillon, pensamos em fazer uma visita ao Sr. Engraçado, pegar uma prainha por lá com as crianças e de quebra, deixar os meninos com o avô para podermos abraçar nosso roteiro seguinte.

A molecada animada pq iam pescar siri algum dia
De novo caímos na pegadinha de Janeiro.
Com o calor infernal que fazia aqui no Rio, ninguém em sã consciência vai pensar em pôr roupa de frio para ir prum lugar praiano, a apenas 1h40min de distância da sua casa, certo? Errado.
Chegamos lá debaixo de toró. Levamos apenas uma muda de roupa de frio para cada cria, sendo que duas das crianças ficariam 7 dias lá. E se o sol não abrisse? Por conta de certo erro de logística, Pacotinho foi o sorteado da vez com roupa de frio a menos. E repetindo o feito do ano passado, lá fomos nós fazer tour em Bacaxá atrás de roupa de frio que inexiste nessa época.
Agora me digam, isso é esclerose precoce, Alzheimer ou o quê?

Loura super na fase dos vestidos
Nem conto meus queridos 5's leitores, não fosse a lonjura eu viveria em Bacaxá! Vcs acreditam que encontramos uma lojinha de shopping que vendia calçados infantis a R$19,90? Pois é, comprei tênis escolar pro Sr. Cabeça de Bolinha,  sandálias pra Dona Miúda, q a propósito ela não tira mais o pé... infelizmente, nos precipitamos e compramos no dia anterior um chinelinho em outro lugar. Assim não fosse, entraria pra lista. 

Ok que meu pai disse que aquilo tudo que se compra em Bacaxá não vale o que se paga, confirmando uma lição aprendida em Marketing no ano passado, de toda forma, a sandália que a Miúda não tira do pé ainda não arrebentou. E por R$19,90 se arrebentar agora, eu diria q foi bem gasto, haja visto que ela não tira mais do pé.

Fora a chuva que ficou por dois dias, dando lugar ao sol apenas no dia da nossa partida, foi bacana passar o dia tomando Smirnoff com limão, depois cozinhar pra família, depois obrar enquanto tentava achar o sinal do celular no banheiro (quem nunca?), depois ficar chapada de vcs sabem o q enquanto se ouvia Milton Nascimento no Iphone para combinar com o número de estrelas no céu.

Sr. Cabeça de Bolinha todo bom da mamãe
Ah! Minha última noite foi muito maneira. 
Resolvi ir rodar bolsinha com meu pai enquanto Engraçadão preferiu ficar de lombra cas quionça dentro do chalé. Fui com ele até um quiosque em frente a sorveteria e taca a bater papo com os conterrâneos, meu pai muito sacana zoando geral e tals, até que ele chama pra mesa um muçulmano de nome Rachid que fala italiano, francês, sua língua pátria e craro Creide, inglês. Aproveitei horrores pra tirar as teias do meu inglês, só que o cara era tão culto e eu estava ficando tão chapada de tanta cerva, que deixei ele e meu pai confabularem. No meio disso tudo, aparece Pacotinho - O fugitivo da cama e senta na nossa mesa. Aí a farra ficou completa, só que não. =)

Depois de papo, cerveja, vinho (não pra mim), deu uma vontade louca de dançar as músicas q tocavam no Iphone. Já estava em Jaconé mesmo, resolver aderir à farofa de ouvir som alto não importando o que nego pensa, é um pulo! Fui além, peguei Pacotinho pra Cristo e nós  dois resolvemos sacudir o esqueleto ao som de David Guetta e foda-se o que os zotro iam pensar.

Terminamos a noite na barraca de pastel que eu ainda não conhecia e né? Teu nome é larica, comi que nem uma mendiga que não via um prato há décadas. 
No dia seguinte era hora de partir para nossa casa, botarmos as roupas em dia, pois pegaríamos a estrada só eu e Engraçadão.

Por hoje é só e na próxima, esse diário de bordo contará com muitas fotos de Paraty, Corisco e Trindade.

Bj na bunda, fo-fo-folks!

domingo, janeiro 13, 2013

Mês de Janeiro: Fé na estrada

 
Parafraseando os Tribalistas: Pé em Deus e fé na estrada.
Esse mês estamos realizando um pequeno sonho, mas não menos importante, que é tirar férias cas quionça rodando bolsinha dentro e fora do Rio.
 
Mês de férias é sempre foda, porque no sangue da minha família, todos vieram com cabelinho na venta e ninguém, eu disse, nin-guém gosta de parar o rabówski dentro de casa, desde muito cedo. Neguim ama rua. É assim, mal saiu da barriga, quer ir pra rua.
 
Eu fui assim, marido é assim, as quionças são assim. Pode ser ali na padaria, ali na pracinha, na praia, ou mesmo dentro do carro. Em qualquer lugar, desde que seja rua! Não que eles não se sintam bem em casa. Não é isso. Passaram o ano inteiro dentro dela, cumprindo suas obrigações muito bem. Claro, a gente procura na medida do possével (vc leu direito) dar um lazer pros mino, mas férias é legal dar o inesperado.
 
De maneira é q o combinado seria pegar o carro e subir o litoral até não muito longe. Mas e sempre tem um mas, bancar pousada pra essa cabeçada toda seria exorbitante. Daí que como somos um povo muito bem relacionado, buscamos refúgio na família mesmo no sentido de rodarmos bolsinhas mil do início ao fim de janeiro.
 
A dica para hoteis e afins é procurem no Booking.com também! Ali vc encontra opções muito mais rentáveis. Até mais que nos Click On ou Groupon da vida e se vc tem família grande como eu, se joga bee!
 
Então até agora está assim meu roteiro:
 
Ano nuevo passamos em Rio das Ostras na casa da pima Fátima, cas pima The Lady Metal, Ivia, maridos, quionças e um gaúcho a tiracolo porque precisaríamos de alguém pra tocar o churrasco de ano novo.
 
Segue foto legenda (Sr. Kbça de Bolinha não apareceu nas fotos, porque zuou o dia inteiro e apagou cedinho no dia de Reveillon. Sobrou para mama passar a meia-noite com ele!):
 
 
Essa foto tá tão linda que dispensa comentários!
 
 

A cara da galega está impagável nessa foto!

 
 
Pima Ivia e maridón Vinícius. Dois lindos!
 
Vamos lá, da esquerda pra direita: Lady Metal, Pacotinho, Fátima, Vinícius, Ivia
com Sarinhah no colo.
Toda mulher que se preze tem q ter 2 coisas na vida: Um amigo bicha e
um amigo gaúcho! Minha prima tem ambos. Não, esse gaúcho da foto  é hétero!
The Lady Metal num momento: Meus cabelos baaaalaaaançaaaaam!
 
Dona Miúda morria de medo dos fógus esporrentos, então fiquei revezando
co marido o colo


 
Então, depois dessa linda inauguração em 2013, tiramos uma semana preparando a vida para a próxima viagem que foi adivinha aonde?
Acertou quem falou Jaconé.
A 2h de carro do Rio, Jaconé é linda de se ver, tem cores estonteantes a qualquer hora do dia e foi feita para fotografar, mas pelo segundo ano consecutivo pegamos chuva. Foi lá que peguei pneumonia ano passado durante o Reveillon.
 
Essa odisseia, eu conto no próximo post, dando início a série: Janeiro - Diário de Bordo.
Aguardem!

terça-feira, janeiro 08, 2013

MATERIAL ESCOLAR - A HORA DA FACADA!


Juro que esse é o momento que eu mais evito ever, das minhas obrigações de adulta. Ainda mais depois da multiplicação dos gremlins (ou filhos) que foram brotando conforme a gente tacava água aqui em casa.

Janeiro glorioso do IPTU, renovação da matrícula escolar, compra de material escolar, fim da nossa sanidade mental. É um saco, é obrigatório e não tem pra onde fugir!

Todo ano, eu e Engraçadão trabalhando, empurrávamos com a barriga até os estertores! Moral da história, pegávamos lojas entupidas, filas horrendas, material acabando, o que nos forçava a ir em várias lojas diferentes para completarmos a lista de material. O mais ridículo, é que geralmente tiramos férias em Janeiro e esse é o primeiro ano que nos ocorreu sair correndo pra comprar material!

Pois bem, ontem depois de uma peregrinação pelo Centro da cidade que incluiu lojas para artigos de videogame, almoço no Delight com a Cris Fontes e Starbucks (vou suprimir a perda de tempo no IBIS C&A), teve Casa Cruz para compra de 3 listas de material.

Alô mamães, alô papais! Eu disse três listas de material, nem uma, nem duas! Façam as contas (aceitamos doações em Real, Dollar ou Euro)! 
Maluco, é muita grana, muita coisa, muito cansativo.
A vantagem de ir antes de todo mundo, são lojas mais vazias, produtos nas lojas e vendedores que escolhem por vc. Só um porém, eu sou perfeccionista, por isso dou algumas dicas:


  1. Se a escola faz questão que vc compre um produto Faber-Castell, fique esperto! Essa marca pode ser linda, ter uma embalagem que lembra sua infância e despertar aquele instinto de pobre-tadinho-de-mim-q-nunca-tive, no entanto ela custa bem mais que outras boas marcas como Bic, Acrilex, etc. Portanto fique atento, pois custa 3x mais e eu não tô exagerando!
  2. Se atente para o fator papel higiênico, sabão em pó, limpa-vidro! Isso não é lista de material escolar, é lista de supermercado e dá processo. Escola que pede isso, não é um estabelecimento sério, a menos que eles provem que o aluno vai trabalhar fazendo faxina na escola. Aí são outros quinhentos!
  3. Muitas escolas dão opção de compra  dos livros didáticos no próprio estabelecimento de ensino, oferecendo opções de pagamento à vista com desconto ou parcelamento pelo preço cheio. Verifique na casa de materiais escolares se o preço cobrado pela escola é vantajoso ou não, antes de sair entregando seu dinheiro.
  4. Se possível não leve as crianças para essa empreitada, a menos que vc estimule-os a participar da compra, dando tarefas para ajudar a terminá-las mais cedo!
  5. Se vc optar pela ajuda de um atendente, deixe claro que ele deve pesquisar os produtos antes de tacar no cesto de compras. A tendência, é que eles sigam a lista ao pé da letra, o que significa uma lista mais cara.
Na idade da Dona Miúda, rola trabalhinho de arte todos os dias. Eles usam dos mais variados materiais, portanto papel isso, papel aquilo, forminha de docinho, cola colorida, tinta de dedinho, papel contact estampado e similares são pedidos e usados de verdade. 

No caso do Sr. Cabeça de Bolinha que está no jardim, a lista é muito parecida e pros três foram pedidos livros didáticos que ficarão na biblioteca da escola e nos serão devolvidos no final do ano letivo.

Entramos na Casa Cruz do Centro que é a maior, por volta das 17h ou pouco antes e saímos às 19:30h. Confesso, 90% da lista foi cumprida devido ao nosso planejamento totalmente inusitado. Quer dizer, teve um bom motivo. É que passaremos o mês de janeiro viajando direto e tínhamos que deixar isso resolvido. Foi bom porque aprendemos uma lição já para o próximo ano. A Casa Cruz parcela em até 6 vezes para compras acima de sei lá quanto. #FicaDica.

A seguir, segue dicas de lojas que vocês que tem seus próprios gremlins, poderão comprar:

  • Kalunga RJ - Têm bons preços, vende no atacado e varejo e possui diversas unidades no Centro.
  • Casa Cruz - O site da loja está em construção, mas aqui vai o site com os endereços das lojas físicas no Rio.
  • Lojas Americanas - Essa rede de lojas está há alguns anos explorando esse filão, praticando até bons preços. A dica é vc se antecipar a Janeiro quando encontra boa variedade de materiais.
  • Saraiva - Todo mundo sabe que o forte da Saraiva são os livros. Portanto vale fazer aquela pesquisa do online versus escola versus loja física. Ganha quem praticar o melhor preço, no entanto, livros são tão tabelados quanto remédios. Vc não vai encontrar uma graaaande diferença!
Além desses, não esqueçam de pensar fora da caixinha! Tem a Editora Melhoramentos que possui loja física em algumas cidades, tem a Fnac onde vc encontra livros a preços surpreendentes e muitas vezes, exemplares esgotados... o importante é se antecipar e pesquisar.

Se joga bee! E boas compras!

quarta-feira, janeiro 02, 2013

O SIGNIFICADO DA DANÇA


Taí uma definição intrincada de responder.
A dança já foi tudo pra mim. Absolutamente tudo. Desde a hora em que eu acordava, passando pela hora de comer até a hora de dormir. Sim, eu comia dançando, o que representava um tormento pra vó Lourdes, que na tentativa de se certificar que eu comesse tudo, muitas vezes usou do recurso de me alimentar na boca, até o prato ficar limpo. E eu de pé dançando... vó esbravejando.

Dizem que eu comecei a dançar antes mesmo de andar. Aos 4 anos, já não me balançava como criança. Dançava como um adulto. Era natural pra mim. E nem queria saber de brincar de pique-esconde, ou pique tá nas festas como as outras crianças. Mal passava a vergonha, eu começava a dançar e não raro, as crianças me chamavam de metida, porque eu não interagia com elas. 

Eram os anos 70 chegando ao fim. Finzinho de Twist, início da era Disco no Brasil. Entre Cely Campello e os Jackson Five, eu preferia ficar com os dois pelo sim, pelo não. 
Então começou a cantilena de quem me via:

- Bota essa menina no ballet!! Bota essa menina no Ballet!!

Ballet não era muito comum perto de onde eu morava, mas procurando a gente encontra. Portanto minha mãe saiu à cata. Entre meus 6 pra 7 anos, final de 1979, minha mãe de uma tacada só matriculou nós duas, porque herdei dela o gosto pela dança. Antes mesmo disso, eu namorei por semanas uma contra-capa de revista em quadrinhos, onde a menina amarrava a sapatilha de ponta, de colaint rosa e toutou. Salivei né? Já estava me sentindo toda clássica quando cheguei na tal academia de Ballet.

Foi um choque! Um puuuta choque. Não tinha sapatilha de ponta. 
Mas tinha muito agito por lá. As músicas eram as mesmas que eu ouvia na vitrolinha. Era o tal ballet moderno. Aquele que fica entre o clássico e o jazz. Ele usa expressões do ballet clássico, no entanto as músicas são atuais. 
Como chegamos no final, a apresentação de fim de ano já estava montada. Eu então na baby class, fui parar naquela música Melô da Asa Delta frustradíssima porque quase não se balançava o esqueleto. Era um negócio pra bebê mesmo. No ano seguinte é que finalmente eu mudei para a turma intermediária e comecei a balançar o esqueleto propriamente. Não era o suficiente.

A turma das "adultas" me era infinitamente atraente. Os passos eram mais elaborados, o grau de dificuldade maior, de maneira que ao esperar a minha mãe fazer a aula dela, eu ficava ali atrás no salão fazendo outra aula escondidinha. 

Contando um pouco desse início ninguém vai entender o que era dançar na Amlid Jazz Dance. Ninguém vai entender a grandiosidade de participar desse grupo. Acho até que ninguém ali, fora a filha da professora que me achou recentemente no Facebook, Amlid, ninguém ali seguiu carreira como bailarina. Mas encontrar alguém que como a professora Dilma Yara bole tudo, desde o primeiro ano até hoje, além disso, metendo a mão na massa... não se vê. Se terceiriza.

Amlid de um lado e Dilma do outro dia 01/01/2013
A Dilma sempre foi linda e continua sendo. 
Na época, era mais focada. Mais quieta. Pudera, começou a dar aulas aos 18 anos, pra gente mais nova e mais velha que ela. Cuidava de 3 turmas e hoje, tantas e tantas. Bolava cada coreografia, encaixava as músicas, desenhava o figurino de cada dança e sabe-se hoje, ainda idealiza o cenário mais todo o resto do backstage. É praticamente um Joãosinho Trinta de saias.

A gente não vê isso todo dia. As pessoas delegam pra não pirar. Mas a Dilma não. Quando delegou, não ficou legal. 
E foi com esse padrão de perfeição que eu me habituei. Na primeira etapa quando dancei com minha mãe, ficamos uns 4 anos. Minha mãe quis largar e eu me aproveitei do momento para dar apoio a mamã de sair do ballet, em que a professora inventou um número solo para outra aluna e que na época feriu meus sentimentos, já que eu não tinha sido a escolhida apesar do meu talento (o nome disso é inveja, hoje sabemos!).  Fiquei parada vários anos, até o dia em que fomos ver uma apresentação da companhia que me pegou de jeito outra vez.

Claro, fiz o caboclo perturbador pra cima da minha mãe e ela me colocou em cena outra vez.
Acho que eu tinha uns 12 anos e fui direto pra turma da noite, onde pude ser melhor aproveitada, onde despontei definitivamente.

Ali a professora encarou sua 2ª gravidez e me deu a oportunidade de substituí-la com a baby class e o grupo abaixo de mim. Foi por poucos meses, claro. As coreografias já estavam montadas e tudo deu certo no final. Ela inclusive ia a todos os ensaios em que pôde. Mas foi uma jornada muito solitária. Não tive apoio da minha família, que já estava partida.
Enquanto as alunas tinham suas famílias presentes mesmo em apresentações repetidas, eu me via só sendo aplaudida por estranhos, salvo nas de fim de ano. Qualquer concurso que participássemos, lá ia eu indo e voltando de ônibus sozinha. Por fim, me vi bordando camisa de uma das danças, logo eu que não sabia costurar e implorando dinheiro para pagar mensalidade, ou qualquer coisa extra, como costureira, aluguel do salão da festa de fim de ano que era rateado... foi só aparecer um namorado pra me tirar o foco. Foi bem ali, quando eu me senti amada, que a dança foi jogada pra escanteio.

E perdemos contato, e vieram os bailes, o namoro sério, depois o sexo e tudo ficou enterrado naquele lugar escuro esperando o dia do Orkut ser inventado e eu reatar contato com minha professora. 

Daí que Mark Zuckerberg e sua incrível criação nos reaproximou mais uma vez. Dessa vez quem me achou foi Amlid. E ela está colocando os vídeos embolorados no Youtube, onde é possível meus queridos 5's leitores darem uma olhada na minha performance.

No vídeo a seguir, cortado e editado, segue parte da coreografia Orient Express, música de Jean Michel Jarre - 1989, idealizado pela professora Dilma do início ao fim (eu sou o "ladrão"). 
Nessa época não existia cenário, mas soube que isso mudou. Deve ser do babado!


Hoje, a professora mora em Barra de São João, estado do Rio de Janeiro e faz barulho por lá. Não raro, ela participa de concursos de dança Brasil afora, além da apresentação tradicional de final de ano onde faz aquilo tudo sozinha (pretendo inserir esse evento no meu calendário anual). Já completou 33 anos de ensino e não se cansa de se atualizar. 
Atualmente, a Amlid Jazz Dance foi indicada para integrar o Conselho Internacional de Dança. Um grato presente de final de 2012.

E eu, apesar de paradinha, ando com uma puta saudade dessa companhia. Dá um aperto gostoso no coração, porque Barra é longe pra mim! É que eu só me vejo com ela. Só me identifico ali. 
No nosso último encontro, pude ver como está linda a academia. Cada cantinho respira dança, cada sala tem o aconchego e a graça da bailarina. Cada quadro, cada espaço, pulsa saudade, felizmente mútua. A saudade da areia de um tempo que pra mim se foi.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

PASSOU-SE UM PERÍODO INTEIRO


Chegamos ao final do ano de 2012 e eu mal consigo acreditar que passei direto em todas as matérias na facool, com notas acima da média. 
Não necessariamente gabaritei, como meu mais próximo colega de facool, o Nilson Guimarães que conhece quantos habitantes por m2 contém cada estado brasileiro, mas fiquei ali coladinha, tirando nota máxima nos trabalhos, etc.

Estou mega-orgulhosa de moí! Melhor, estou de fééériaaas! E nem fodendo vou fazer a AV3 só de curtição. Fessor Marcelo que me perdoe, mas assim que acabarem as aulas dos 2 outros filhos, vou viver boiando dentro d'água com as crias, porque ficar em casa com esse calor... nem a pau, Juvenal!

Sabe o que eu achei mais legal? A minha turma era cheia de facções, né?! E existia de minha parte um certo preconceito de achar que porque os caras eram do turno da manhã, muitos desistiriam , ou não levariam a sério pelo fato de serem novinhos e tals ou quem sabe sustentados. É que eu já fui novinha, desistia fácil das coisas e já fui sustentada, portanto sei q essa é mais q as outras, a fase da preguiça. Nesse caso, o mundo corporativo dá um aulão. A gente aprende a ser gente com preguiça e tudo! Ou morre tentando...

Mas ó, falava sobre olhar torto pro povo que batia papo com o fessor explicando matéria, ao ponto de atrapalhar mesmo a aula, ainda q eles estivesse falando em paralelo sobre a aula. Não conseguia ver tanto interesse, então eu não colava neles, só nos intervalos e ainda sim... eu não colava (Rafa, Antônio, Alessandra, Cadu, Maíra, Gisele... me desculpem);  tinha a galera que chegava meeeega atrasada todo dia, ou quase sempre, porque moravam longe e por mais q a gente se encontrasse na hora do "recreio" e desse mega-gargalhadas juntos, ainda sim, a gente nunca fazia trabalho junto (leia-se Igor, Vanessa, Tairini, Felipe e aquele outro menino q não fala q eu esqueci o nome... ), tinha a galera muito estranha e esses continuaram muito estranhos e isolados até o fim do curso sem facção alguma, porque nem eles próprios eram uma facção. 
E vários singles sem facção alguma, tipo a Caroll que mais não ia do que ia, ou às vezes dormia, a Camille, q mas sempre tiravam boas notas e bombavam nos trabalhos, ou o Pedro Henrique, que putz, super inteligente, gente boa, q esse dava inveja mesmo. Porque eu queria ser inteligente que nem essas pessoas que guardam assuntos importantes na cabeça e sabem falar ou debater sobre quase tudo nessa vida. Essa não sou eu. Sou boa de enrolar, por isso confundo geral! 
Esqueci alguém?

Mas algo aconteceu no final da primeira avaliação com todo mundo! De repente, a turma começou a ficar mais coesa e parte do culpado foi o FAcebook, que uniu as pessoas numa mesma agonia. Foi hilário!

O povo contando as neuras, estudando junto, rindo um do outro, se conhecendo melhor, então aquele muro que separava as facções mostrou, que ali, está todo mundo interessado sim, só que a sua maneira. E mesmo aqueles q eu achava que não estavam muito a fim, ledo engano meu, eles se davam bem, tiravam boas notas, tanto quanto eu. Foi maravilhoso ver isso acontecer!

Daí, que eu tirei uma foto de todos eles, sem migo, claro, no último dia de aula e posso dizer que a maioria passou! E cara, foi uma foto linda, de um momento que eu vou guardar com muuuito carinho.

Sabe como é né? Quando eu me dei conta de que iria fazer mais uma besteira com a minha vida, boicotando meu grande sonho que era me formar em Jornalismo, eu parei tudo. Resolvi pegar as rédeas rapidinho. Porque eu sou dessas que se sabota em prol do material, do pé no chão, do tangível e dessa maneira vou adiando minha felicidade. Luto pra caralho, mas vou sempre pelo caminho que não me pertence e indo pra Publicidade estaria repetindo mais uma vez, esse cansativo padrão. Assim foi com o Ballet, assim foi com a música, assim foi com o teatro e ouso dizer, q até com a agência de modelos, quando meu telefone tocou e eles tinham uma única foto decente minha tirada pelo Paulo Teixeira, um fotógrafo q hoje mora em Paris, eu joguei a oportunidade pela janela sem pestanejar, porque tinha conseguido meu primeiro emprego numa empresa de merda, com meu lindo salário de merda! Essa sou eu...

Tá vendo como eu sou lenta? Eu falo e vcs não acreditam! Precisou passar 40 anos pra eu finalmente parar de me sabotar.
Que cu!

Mas que seja. Não é tarde! É difícil, mas não tarde. 
E foi assim que ontem eu pedi transferência pra noite, com habilitação em Jornalismo. Vou deixar esse grupo tão bacana logo agora q tava ficando tãão bom. 
Nossos encontros serão só no Facebook daqui por diante. Será um corte no real, porém acredito que continuaremos dividindo coisas boas e ruins virtualmente e guardando cada vez mais carinho um pelo outro.

Obrigada pela oportunidade queridos. 
Foi muito do caralho!

quarta-feira, dezembro 05, 2012

De onde vem o desempenho?


É o q eu tenho me perguntado frequentemente!
De onde vem esse desempenho? 
Ah já sei! Vcs vão dizer q esse é o momento certo. Por isso eu venho me comportando q nem uma nerd desvairada desde q voltei ao banco da faculdade.
Mas eu não conheço essa pessoa.

Pacotinho não. Desde q ele entendeu, q é na escola q ele vai aprender como gira o mundo e depois de uma passagem pelo integral e conheceu rotina de estudo, rapidinho se tornou um dos melhores da turma. Já eeeeeu? Eu nunca fui essa. Quédizê, até fui. Até a quarta série, eu fui bem. Depois degringolou.

Minha mãe não vai gostar nada disso. Principalmente se ler o post, não vai gostar.
É certo q num determinado momento, a vida conjugal deles passou a ser muito mais importante que a escola e logo depois disso, eu esqueci o q era ser uma pessoa interessada. Ela me contava tudo apesar dos meus 7 anos! 

Repeti a sétima, a oitava e o primeiro ano do ensino médio. Então fiquei com essa sensação de q não era boa aluna. De q não prestava pra muita coisa e isso sim, era uma coisa q me assombrava desde q resolvi voltar pro banquinho da escola. Ainda mais depois dos meus três mosqueteiros!

Daí a passar direto em várias disciplinas? Isso está me encafifando por demais.
Se eu estou feliz? Claro! Mesmo mantendo a sobrancelha levantada, estou feliz. É, estou com aquela sensação boa de q é o momento certo e q estou reencontrando aquela menininha q se perdeu na quarta série.

Então eu fico pensando... será q eu fiz tudo errado? Sofri por problemas q não me pertenciam e dos quais não cabiam a mim resolver, mas foram as minhas escolhas fazer o q? Daí essa certeza de q eu seja lentinha, só q as pessoas não acreditam...

De qualquer forma, esse reencontro está me fazendo muito bem.
Está fazendo mais bem do que minha conta corrente, mas nem com isso estou conseguindo me desesperar, porque creio q Deus como sempre terá uma carta na manga na hora H.

Por isso, eu continuo seguindo.

sexta-feira, novembro 23, 2012

PRA QUEM CURTE UMA CERVEJINHA


Não, essa não é uma postagem dando dica de outro novo bar que pipocou pela cidade. 
Se enganou quem pensa que também vou falar de uma cerveja importada do caralho que surgiu por aqui. 
Esse é mais um post da série chora-pitangas.
É que eu estou de dieta!
Pela enésima quinquagésima oitava vez, estou de dieta. E como a dieta é a mesma da vez passada, a Nota 10, eu estou liberada para tomar umas e outras ou todas, desde que eu não coma.

O caso, é que eu sou muito senso comum ainda, no sentido de que tem que comer arroz com feijão, farofa, saladinha e carne. A dieta permite por exemplo, que vc passe um dia inteiro à base de brigadeiro se quiser, desde que não ultrapasse sua cota de ração diária.

Carolina Dieckman é um exemplo da farra do brigadeiro. Por isso que ela não tem barriga. Mas tem  2 filhos!
Levando-se em consideração que desde q vc beba qualquer suco com adoçante (suco não doce, Ok?), qualquer bebida light e café com adoçante, q é a treva ao avesso, vc pode sim, encher seu tóba de brigadeiro o quanto quiser e ficar com a barriguinha sarada de La Dieckman. E digo mais! Não estou inventando, isso está escrito no livro. 

Mas eu não sou dessas!
Eu gosto de sal, não de doce. Eu sou carnívora até doer, sou das que ama manteiga, que Rosana Hermann não me ouça e a cervejinha? Pultaqueoparíl com PH, soy loka por ti na Sexta e sábado... ou se tiver festinha qualquer outro dia da semana... se me convidarem... por exemplo.

E pra beber aquilo tudo que eu gosto, eu teria que praticamente... sei lá, não lanchar? Ou tipo... comer brigadeiro no almoço...? ... e... sei lá, nem lanchar...? 
...
...

Ok, eu odeio doce e amo birita cerveja!
Cerveja bebida de pobre. 
Eu já contei pra vcs, meus queridos 5's leitores (kkk, quem dera. Esse número dimininuiu pra 2!) que eu já fui pheena e só bebeia destilados?
Ah era lindo.
Eu bebia vinho e apreciava, champagne, Cuba Libre, Tequila, Gim Tônica. Aí veio a recessão, a quebra da bolsa de 1929, os tempos difíceis, a era pós Revolução Industrial e eu tomei adivinha aondeee? Exato! No tóba. Vivia dura e não podia beber. 

As amigas cachaceiras só chamavam pro chopp. 
Pelo menos minha irmã teve mais sorte, pois o pessoal q ela anda é tudo pheeno e só bebe Absolut. No meu tempo não tinha isso de Absolut não. Era incompleto mesmo! Parcial, era Relatif. Então quem era fodido bebia cerveja ou chopp e queria me pagar. E o pior! Eu dura, não podia beber e quem bebe cerveja, nunca bebe uma só. É que nem a Elma Chopps mesmo. Quédizê...

Então meu paladar foi pras picas, eu comecei a beber esse negócio e não parei mais.
Hoje entrei pro time dos sem paladar, proletários, que movem a era pós Revolução Industrial amantes da cerveja e do chopp. E chopp pesa na dieta justamente porque a gente não sabe tomar um só! (Elma Chopps, lembra?)

Daí que hoje é sexta feira, dia de dar de beber às lombrigas e eu aqui fazendo conta, pra ver quantas cervejas eu posso tomar... aliás, meu marido também é culpado dessa danação!
Ele tem uma lombriga lá dentro, a Jupira, que ingere tudo o que ele come ou bebe, tanto que se ele cismar de derrubar 10l de cerveja, vai criar uma calombinho minúsculo próximo a área do umbigo e assim q ele der a primeira mijada ou digerir o troço (como se fosse ele, claro! Jupira se encarrega!), no dia seguinte os gominhos da definição abdominal estão lá. Já eu...

Daí q acontece o efeito da transformação.
Se estou em casa, jogo a calculadora na privada, me transformo em outra mulher e só sofro as consequências na balança que me apontam aquele emagrecimento bunito de 20g.

Se estou na rua, o efeito é pior ainda! Além da loka do cu da matemática, ainda viro a pheena e saio bebendo até destilado se duvidar, sem fazer careta! 
Faço a rycah e ninguém me segura. E a dieta...
Como lidar?

Justo porque hoje é sexta-feira!

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