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terça-feira, maio 15, 2012

HOJE É ANIVERSÁRIO DE ALGUÉM MUITO ESPECIAL

 
Eu me lembro de ter batido o pé e entre lágrimas, carregadas de emoção, disse:
 
EU DIZENDO - Agora chega, Papai do Céu! Não quero mais brincar, quero um namorado. Um namorado sério e eu não vou mais me sujeitar àqueles joguinhos escrotos dos homens. Vou assumir! EU QUERO UM NAMORADO!

Mal sabia ela q do outro lado da cidade, muito provavelmente na mesma semana, um cara dentro do perfil confidenciou à sua melhor amiga, que estava cansado de putaria. Ele disse que queria sossegar e que precisava arrumar uma namorada.
Esses dois se encontrariam pouco tempo depois.
Ela, como costumava acontecer quando estava prestes a encontrar um grande amor, não queria ir, chorava, batia o pé e só pensava em fugir da situação.
Nesse dia sua amiga teve que mentir para tirá-la de casa.

Ele estava numa de agitar e cair na night. Ter novas experiências e quem sabe encontrar a futura namorada.
 
Ela foi contrariada para um lugar que não queria ir, com música que não gostava e arrastada pela amiga subiu numa moto com duas pessoas, o que era radicalmente contra seus princípios. Mesmo assim, chegou sã e salva.

Logo ela deu de cara com ele.
O cara que dois anos antes tinha avistado num ponto de ônibus do Centro da Cidade em que ela e sua melhor amiga estavam.
Logo as duas comentavam cada detalhe: cabelo, os óculos, a bolsa trançada, o uniforme daquela empresa, se pegariam ou não...

Era ele. Definitivamente.
E de repente o local ficou agradável, a música não importava mais e dançando ela tentou seduzí-lo, sem que aquilo surtisse qualquer efeito.
Ficou um pouco frustrada, claro, porque parecia tê-lo afugentado.

Enquanto isso, ele pensava no outro canto que ela estava acompanhada porque a vira dançando com um colega. Seu amigo o advertiu, que ali era assim mesmo, as mulheres acompanhadas davam mole. Por isso ele pensou em sair dali.
Mas mulher quando quer alguma coisa, nem o diabo pode!
Então ela foi circular para espantar o calor e ver se encontrava com ele. Encontrou.
 
Foi assim que ela o viu no fundo do salão; onde não havia tanta gente; onde ele levantou o copo de bebida, onde ela se aproximou e confidenciou algo no ouvido dele; onde eles se beijaram pela primeira vez. De onde ela não mais saiu.
E quando se deram conta, já estavam engalfinhados no dia seguinte e seu maior prazer era a companhia um do outro, um dentro do outro, um com o outro.
Era mágico, engraçado e diferente. E os dois, muito diferentes, mas muito certo juntos.
Só que o sonho dela era casar com ele.
Não esse casamento que entra na igreja e satisfaz a sociedade, mas um casamento de amor, com um lar, com bichos, filhos e realização profissional.

Ela teve de esperar uns 7 anos para esse sonho apontar no fim do túnel.

Foram várias idas e vindas. Várias separações que a cada retorno, tornava o amor dos dois mais forte ainda.

Se ela caía, ele segurava.
Se ela tomava um porre, ele cuidava.
Se ele tinha dor de barriga, ela fazia uma comidinha leve.

Podiam fazer faxina juntos, podiam não ter dinheiro, mas se amavam e viviam felizes. Ela adorava cozinhar e ele não largava da vassoura.
Já viviam se apoiando mutuamente na saúde, na tristeza, na prosperidade e nos tempos de dureza que não foram poucos.

Até q um dia ela adoeceu.
Bem no auge da felicidade. Parece que é sempre assim, não é mesmo?!

Ela não conseguia fazer outra coisa senão vomitar tudo o q comia. Mal saía da cama. Ninguém sabia o q ela tinha.

Seria tristeza? Seria depressão pela perda da avó, ou bulimia?
Será q é dengue?

Ele a levou ao médico e ela passou parte de um dia no soro e ele não conseguia esconder sua preocupação muito embora tentasse de tudo para fazê-la sorrir. E passou-se uma semana até que ela fosse indicada para uma ultrassonografia para saber q mal a acometia.

Foi então que descobriu que ali dentro havia um bebê. Um bebê. Bebê esse que ela não se sentia madura o suficiente para carregar.
Ficou muito mal, mas foi ele que vestiu o personagem pai primeiro, o que deu forças a ela e a envolveu numa nova onda de amor, apesar dos já 7 anos de convivência.

O tempo se encarregou de passar e eles planejaram ter outro bebê, porque descobriram um novo amor em suas vidas, maior até do que eles mesmos.

Veio o segundo menino e a felicidade plena.
Muito trabalho, claro, mas eles aguentavam firme.

Quando a coisa parecia estar divertida, quando o sexo vinha melhorando a cada dia e os dois planejavam uma viagem só os dois, ela voltou a passar mal. Muito mal. Sentiu medo, muito medo.
Foi quando descobriram que havia mais alguém ali, pela terceira vez. Dessa vez, uma menininha.
E mais uma vez, ele a fez entender que tudo daria certo e que pra tudo tem um jeito, mesmo que isso significasse séculos sem sexo!

Esse cara, o cara que foi escolhido, que tem uma palavra amiga, que traz consigo a paz no coração e uma vassoura na mão...
Esse cara, que quando a gente está com pressa pra sair de casa, corre, pega a tesourinha e se abaixa pra cortar as unhas do pé...
Esse cara que faz a melhor canja de galinha que eu conheço...
Esse cara que me deu três filhos maravilhosos e que tem o toque mais gostoso quando as luzes se apagam, é o escolhido.

É ele que faz 41 anos hoje.

E é pra ele que eu escolhi entregar meu coração naquela noite do dia 30 de setembro de 1994.
E é com ele que eu quero dividir todos os meus dias até ficar bem velhinha.
 
Na alegria, na tristeza, na saúde, na doença e nadando em dinheiro se Deus quiser!
Feliz aniversário meu amor.

sexta-feira, setembro 09, 2011

PERDOA AMOR!

Deixando todas as badalações de lado e acreditem, elas não têm sido poucas, estou dando uma olhada aqui dentro e me pergunto, estou realmente feliz?

Claro que sim, se a resposta vem dos que estão de fora. Se partir de mim, a resposta pode ser talvez, sei lá...

Ontem ouvi da minha analista (sempre ela) outra coisa óbvia e q está aí diante do nariz de todos: NÃO SE PODE TER TUDO!

E esse tudo não está traduzido em coisas materiais, mas eu posso traduzí-lo livremente, já q se trata de mim, de realizações e sentimentos.

Em termos de realizações, eu admito que realizei muitas coisas se for olhar pra trás... muito além do que minhas origens, ou a construção da minha história pessoal permitiu. Se há 15 anos atrás vc viesse me dizer que eu teria a vida q eu tenho hoje, daria uma gargalhada sonora, diante do seu focinho e sairia de perto te chamando de maluco ainda rindo.

Só que sentimentos, são outra coisa.

Às vezes eu machuco sem querer, minha apatia machuca. E por mais que eu tente amar, fazer pelo outro, parece que meus atos se perdem no meio do caminho. Como se as coisas que eu faço no cotidiano não signifiquem nada. Elas se perdem, simplesmente, somem no éter. E eu convivi com isso a minha vida inteira!


Ok, q eu ando cansada, que eu poderia fazer mais, que como ela, a analista bem disse, são muitos TEM QUE na minha vida e isso está me esgotando. Mas sempre que eu me permito deixar de fazer algo, optando por fazer outro e de outro modo, junto com esse algo faltante vem um dedo acusador apontado pro meu nariz gritando o q eu deixei de fazer. Só que eu não ajo assim com o outro. Eu acuso sim, eu reclamo sim, mas muito menos do que a quantidade de coisas q me encomoda e que eu repito exaustivamente espaçadas vezes. Eu detesto ter de fazer a chata e se fosse vestir a chata, seria a pessoa mais insuportável do mundo. Então a chata tem voz, mas se controla muito. Assim como deve existir um chato vagando por aí.

Fato é que eu não fiquei feliz hoje.


Não ao te ver com o rosto enterrado nas mãos. Senti a sua tristeza e a tua frustração. Me frustrei sabendo que eu era responsável por isso. Tendo razão ou não, eu sei que ver vc com as mãos enterradas no rosto foi por minha causa. E isso me deixa mal. Mal ao ponto de não sentir vontade de fazer nada que eu gosto, por saber que a pessoa que eu amo está triste comigo, está frustrado comigo.

Perdoa amor.

Estou exausta também. Me sinto cobrada por todos os lados; sei que vc também, mas eu não sou você. Eu reajo diferente.


Me sinto apática e sem forças, cansada e com vontade de sumir. Não por sua culpa, não por culpa de ninguém... mas é q nossa vida se transformou numa série de TEM QUE's, que por mais que a gente cumpra um monte, ainda TEM QUE's entrando no fim da fila e isso é interminável e isso me cansa e eu me sinto esgotada. Ninguém tem culpa, aliás, não existe culpa. Só TEM QUE...

domingo, março 07, 2010

Um robô no casamento

APERTE O PLAY PRA COMEÇAR!


Sábado teve casamento na família. Família, família, cachorro, gato, galinha... não tem como viver sem.

Quando a gente casa, ou apenas junta os paninhos de bunda - como é o meu caso - a família é um acessório q não tem como descartar.

A minha família é super desgarrada. Os elos de ligação mais fortes do lado materno morreram e do lado paterno, é meio q cada um por si e Deus por todos. Não tem muita cobrança por visitas, nem aquela aporrinhação de ter q ligar sempre ou visitar. Então eu me acostumei a isso e pronto.

A família do Engraçadão não. São todos muito unidos. Eles são a típica versão família-família q está sempre junto, sempre q possível; quando têm problemas se ligam, visitam, compram barulho um do outro, barracos internos e muita união. Em suma, a síntese do que é família.

Só que eu... bem... eu continuo me comportando daquela maneira adolescente q valoriza mais a família q criei - seria trauma? - Ele, os meninos e agora minha Ervilhinha q vai chegar. Dou valor ao bem querer gratuito. Não acredito q frequência seja sinônimo de amor.
Não.
Acho q em se tratando de amor, ñ importa qto tempo vc não veja aquela pessoa, mas um belo dia, vc vai ligar ou aparecer só pra bater papo e não somente qdo está precisando de algo. Talvez por isso eu não visite tanto... Não vejo a família dele vindo muito aqui. A iniciativa é muito mais dele. E apesar de eu gostar muito deles, vejo q a iniciativa deles em vir aqui em casa, é 90% mais quando estão precisando de algo (mesmo q corriqueiro), ou então, quando nós estamos precisando de ajuda com os meninos e pedimos a presença de alguém. Eu não vejo membros da família dele ligando num sábado por exemplo, avisando q vêm nos ver no domingo e almoçar com a gente, como o Engraçadão costuma fazer.

Mas isso não diminui o carinho de ambos os lados. Todos nos gostamos e eu vou além! De repente, é uma forma de carinho por parte deles, requisitar-nos quando estão precisando de um conselho, ou de qualquer favorecimento. Eu sinto isso quando alguém casa e sempre nos convida pra sermos padrinhos. E nós claro, rejeitamos sempre, mas Pacotinho nunca escapa de ser Pagem. E dessa vez não foi diferente.

Se você colocar na ponta do lápis, ser pagem não sai tão caro. Caro, é ser pagem, bancar a montagem da madrinha de casamento e o padrinho; mais as contas de condomínio, creche, escola, luz, gás, TV a cabo, telefone fixo, celulares, alimentação...

Eu tinha o vestido e sapato felizmente, mas nessa brincadeira, só em cabelo e 1 soutien - eu disse 1 soutien - gastei quase 100bugs. Ainda tivemos que comprar um sapato dixavado pro Sr. Cabeça de Bolinha que só tinha tênis, aí meu filho, com certeza passou. Só que as pessoas não entendem isso. Na família, eu ouso dizer que nós, somos o núcleo que tem mais despesas. Por conta talvez do lugar que moramos, pelo fato de morarmos em apartamento ao invés de casa, por conta de termos filhos em creche e não com algum parente cuidando em meio período... então tudo isso influencia na nossa negativa em sermos padrinhos de casamento.

Passadas as explicações da vida de pobres da classe média adulta de um casal, vamos aos fatos de sábado.

Saí totalmente bicha montada, com cabelo feito e quase magra-esbelta em cima do salto e ao abrirmos a porta da garagem, nos deparamos com um rio na porta de casa. Sim, chovia. Sim, chovia pra caraaalho. Pra vcs terem uma idéia, eu nunca tinha visto um rio em frente de casa nesses quase 10 anos q moro aqui.

Como ainda não retoquei meu escovão na base da amônia, cabelo com escova tradicional não pode ver chuva do lado de fora do carro q encolhe no ato. Então não preciso citar q minha desglamourização começou já ali dentro mesmo com tudo fechado, sem ar condicionado neam?!

Fiz um videozinho do temporal em todas as ruas q passamos, diga-se de passagem A-LA-GA-DAS até chegarmos na Grajaú-Jacarepaguá, só q tem uns 6min então não vou cansar vcs. Claro que estávamos atrasados e felizmente estavam quase todos, inclusive a noiva.

Vamos dar um salto no tempo e chegar logo nessa porra, q meu osso do cóccix já estava doendo mesmo sem sair do carro. Seria muito sofrimento durante a cerimônia e ainda teria a festa pra enfrentar! Não adiantava alternar as bandas da bunda.

Todos estavam lindos brilhantes e glamourosos.

Mesmo tendo sido casamento em igreja evangélica, eu não vou entrar em detalhes acerca do discurso do ministro q é sempre longo, eu sou aquele ser esquisito q não emite opiniões. Quando eu falo q está tudo lindo, é porque fatalmente está. Se eu não proferi nenhum elogio, é porque não há o q ser elogiado, então aquelas pessoas q forçam geralmente se fodem, porque eu não sei mentiiiiiir.


Os noivos cantaram no início e no final da cerimônia, eu achei meio dispensável, já q o noivo era visivelmente desafinado; mas como são pessoas muuuito bem humoradas, eu acho q a agressão aos nossos ouvidos (por parte do noivo) fez parte da brincadeira.


Ela não. Ela é afinadinha e quando só ela cantava, a homenagem ao amor se tornava tocante.


Pacotinho de pagem deu um siricutico na entrada com tanta gente olhando e sorrindo pra ele mais aquela big câmera nas fuças, ele começou a coçar olho, nariz, boca, ouvidos... segundo ele, foi uma estratégia para jogar a timidez pro alto. O câmera não gostou muito. Tanto q quando passou por mim, eu fiz sinal pra ele parar com o coça-coça e ficou tudo bem.

O Sr. Cabeça de Bolinha ficou sem sossego, lógico. Ele só tem 2 anos e 7 meses, natural q não aguentasse quieto. Engraçadão coitado, foi obrigado a ficar atrás o tempo todo. Só q lá pro fim da cerimônia ele ligou o foda-se e deixou o moleque se enfiar no meio da família no altar, o q foi muito bem recebido, mesmo não estando trajado de smoking. É... ninguém resiste aos encantos desse garoto. Sedutor safado...

Aí saltamos novamente no tempo e chegamos na festa. Muita gente não foi por conta do temporal e nós pudemos ficar na mesa do irmão q nos é mais afim.


A esposa desse irmão é um caso à parte q um dia eu explico melhor. Mas em suma, ela cometeu um erro grave: Ela perguntou o q eu achei do cabelo dela.
Bom... minha co-cunhada é morena e achou de fazer mecha no cabelo. Até aí nada. Mas sabe aquela pessoa q nunca teve tempo-condições de cuidar muito da beleza? Ou melhor, aquela pessoa q tem uma realidade q não permite isso? Q não é antenada com a moda? Muito bem, ela agora está num momento profissional q a está levando do trabalho braçal para o mais burocrático. Ela é uma pessoa humilde e está experimentando o reino do consumo. Segundo ela própria, as amigas de trabalho exigiram q ela fizesse alguma coisa com aquele cabelo e ela fez mecha. Muito provavelmente num salão qualquer, pois parecia reflexo e estava verde. E segue o diálogo:

ELA - Poooxa Engraçadinha, vc nem falou nada do meu cabelo!!
EU - Q q tem seu cabelo? (Tentando escapar da minha própria sinceridade...)
ELA - Vc nem falou o q q vc achou...
EU - Eu achei q está verde.
ELA - Ahauahua! É... pq eu peguei praia e piscina, mas o q q vc achou?
EU (Caceta...) - Então? Eu achei q está verde!

Ela desistiu.
O que q eu ia dizer? Q estava horrível? Não podia. Nem a minha sinceridade permite.
E tem gente q é preferível vc se calar, porque mesmo q vc tente explicar o por q do porquê, elas não vão entender. Então deixa quieto.

Comi um prato cheio de salgadinhos sozinha, tomei dois refrigerantes, comi meio prato de kibes e pedi pra sair 02 à francesa mesmo, porque doía tudo. Infelizmente nem me despedi dessa cunhada, porque quando resolvi jogar a toalha, ela tinha saído da mesa e ontem, não estava em casa, pois trabalharia de plantão na loja. Mas de hj não passa. Hei de ligar e agradecer a atenção q ela me deu, mesmo munida de cabelo verde.

Não despedi de ninguém. Só dos q eu conhecia e estavam em volta. Na verdade, eu nem deveria ter saído de casa. Aliás, se meu médico soubesse, me achataria no chão que nem barata, então eu me dou um desconto!

É... só sei q foi assim.

sexta-feira, março 05, 2010

EU ROBÔ

Eu ando com as porcas e os parafusos todos apertados. Estou me sentindo exatamente assim. O fato de estar entrando no sétimo mês de gestação (agora só faltam doo-oooois!) agrava a sanidade da minha coluna. Aí tudo q eu faço, faz parecer q eu acabei de correr a maratona de São Silvestre. Sempre achei maratonista um povo louco. Correr tanto pra quê?

Sabe quando vc não coloca óleo nas coisas e elas ressecam? Pois então, é assim que está minha lombar. Ela dá reflexo no meu fêmur, fico andando igual a um pinguim e outras vezes meus pés sentem medo de tocar o chão, porque dói pracaralho. A ordem é ficar deitada. Mas eu suspeito q se tivesse tido grana pra fazer uma Yoga lá no iniciozinho, talvez não estivesse sofrendo tanto. Foda-se.

Dona Surpresa está levada da breca. Vc vê os movimentos q ela faz sem precisar colocar a mão na barriga. Outras vezes ela faz um brugudum dentro da barriga, q se assemelha a um duplo tuist carpado e eu chego a levar alguns sobressaltos. Mas na maioria das vezes, ela está fazendo tai chi chuan mesmo. É uma menina espiritualizada e esportista. Não puxou em nada a mãe alcoólatra, sedentária e desbocada.

Fotos minhas? Só os q fizeram pacto com o demo terão acesso. Claro. Eu sou quase uma celebridade instantânea da internet (já me mandaram até ir tomar no cu no twitter - isso é prova de sucesso!), vcs não podem ver meu estado de putrefação assim na base do 0800.

Meu cabelo está q só Jesus, meu peso, eu nem estou contando, porque né? As anfetaminas darão um jeito depois, mas estou me sentindo a grávida mais feiosa da face da Terra.

Felizmente as coisas mudarão à partir de sábado.
Sim.
Sábado haverá um casamento na família. Da irmã daquela q seríamos padrinhos de casamento mas refugamos, lembram? Então. Dessa vez nos recusamos assim q eu soube da gravidez, só q Pacotinho não escapará de ser pagem. Então eu vou ao salão, vou fazer um puuuta corte de cabelo bem no estilo rica & famosa super-style seguido de escovão e assim q fizer 8 meses, vou refazer minha escova francesa no matter what!

Nem me venham com essas caretas, porque tem amônia, porque vai fazer mal... não vai porra nenhuma. Quando minha mãe estava grávida de 8 meses de Miss Moura, ela passou um Alisabel danado porque achou q resolveria o problema de pixaim da família, ao contrário do q reza a genética. Pulem a parte quadrúpede de Dona Engraçada, por favor! Isso não causou danos na saúde de minha irmã. Quer dizer... só uns daninhos cerebrais, mas ainda sim, ela é acima da média, é uma publicitária de sucesso, independente, encalhada, bem suscedida e famosa no mundo inteiro, tá?

Também não podemos desprezar meus genes de ser superior. De maneira q se vier a causar algum dano em Dona Surpresinha, ainda sim, ela será muito mais foda q eu com dano e tudo. Ela estará completamente formada e do 8º pro 9º mês só estará no período de engorda. Um pouco de amônia não vai fazer mal e se por ventura ela puxar o cabelo da mãe, é bom q já vá se acostumando.

Agora chega gente. Vou botar umas fotos minhas super produzidas do casamento, aí vcs vão acreditar q eu até grávida sou melhor q a Angelina Jolie.

Bj na bunda!

sábado, maio 23, 2009

Corpo

PLAY HERE!



Radiohead - There There



Ontem foi muito diferente das outras vezes.
Ontem, vc desembrulhou seu novo presente pela primeira vez com a gana de um garoto de 10 anos e a doçura de um perfeito cavalheiro. E me deu uma sensação totalmente nova, um entendimento de corpo e prazer, inéditos.

Em algum momento eu desejei ter perdido minha virgindade, há muito tempo... com vc.
Mas em contrapartida, isso anularia tudo que eu sou hoje e apagaria a versão Engraçadinha 2.1 de q vc tanto gosta.

Mas ontem... ontem foi como se uma nova Engraçadinha tivesse surgido e como se todas as sensações fossem inéditas. Seu toque com tanto carinho e cuidado, com tanto zêlo, tão amável, me fez te desejar mais do q eu já desejo.
Apesar do tanto de tempo que estamos caminhando juntos, dessa vez os beijos, os sussurros, as línguas, o ardor... foi tudo novo.

Essa volúpia em te ver e me ver... nossa, nem posso voltar a pensar.

Ok!
Havia uma cinta no meio do caminho, no meio do caminho havia mesmo uma cinta, mas ela não parou nosso desejo.
Ela não pôs nenhuma resistência.

Eu te amo Sr. Engraçadão.
Te amo verdadeiramente.

De roupa, no escuro, na cozinha, no chão da sala e até no meio do banho, quando a vontade é maior q a pressa de acabar.

Com todas as letras, de toda maneira,
Te amo com minha alma e minha vontade.
E respeito a vontade dos Imortais em nos colocar lado a lado. Caminhando de mãos dadas num caminho ora florido, ora deveras espinhoso.

Estou aprendendo meu amor...
Tenha paciência. E colabore.
Colabore para estarmos sempre juntos, até em momentos de desavença.

Odeio brigar com vc.
Parece q fica tudo cinza, nublado... com cheiro de tempestade...
Meu coração só enxerga mágoa e revolta. Eu encaro a minha pior face e sinto muita vontade de sumir.
Eu quero aprender a passar por todas as fases com tranquilidade, serenidade. Eu quero um pouco de sabedoria para simplesmente passar.

Assim como eu sei passar pelo temporal, quando estou sem guarda chuva.

E ontem... ah ontem!
Seu gosto ficou na minha boca, seu beijo grudado em mim e eu simplesmente não conseguia parar.
Enfim, veio o extase!
E com ele a paz.
Estamos em paz.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

CASAMENTO

Nooooossa!
Estava olhando a data do meu último post e me deparei com uma triste realidade:
Não estou conseguindo postar, visitar ninguém e quando tenho tempo, simplesmente bloqueio.
É q eu gosto de fazer essas coisas sozinha, sem ninguém me olhando. É uma neurose, eu sei, mas me sinto como se estivesse sendo invadida e sugada (?)! E não adianta q não sai.
Óbvio q já postei com Engraçadão em casa, mas sei lá... quando estou sozinha, as coisas ficam mais fáceis. E Sr. Cabeça de Bolinha não deixa. Ele simplesmente não deixa. Então peço paciência!

Vou contar sobre o casamento!
Então?! Na minha cabeça de paranóica-perfeccionista, eu deveria aparecer impecável. No entando, o casamento foi simples e bonito.
Se nós tivéssemos nos organizado desde o início do ano, eu poderia ter feito como minha mãe costumava, quando aparecia uma big festa pela frente: procurava uma puta costureira e mandava fazer.
O único problema, é q eu não sou Dona Engraçada, q vive anos-luz a frente de sua realidade, muito menos conheço uma puta-costureira.

Minha Lan-sogra é uma excelente costureira, só q nem cogitei a idéia de dar trabalho a ela e nem sei se ela pegaria esse pepino.
Alugar vestido, nem pensar!
Ainda estou amamentando e todo vestido q tinha na loja, era de alcinha cheio de brilhos, daqueles q se enxerga a kilômetros de distância. No way!!

Fora da obrigação de ser madrinha, tentei entrar naquele meu tubinho vermelho, munida de cinta, mas ficou tétrico o resultado. Violão embaixo, trapézio em cima. Tirei na hora e fui de preto longo mesmo!
Botei os protetores de seio sem soutien e rezei a Deus para q não caíssem no chão.
Os peitões da foto, são naturais, ou até o leite ir embora. Aí ficarão murchos e caídos, mas compatíveis com meus 35 anos.

Vou parar de falar e vamos às fotos!


Esse sem sombra de dúvida, era o cara mais bem vestido e lindo do casamento!
Pacotinho deu um show de boa educação e polidez.






Sua companheira, a daminha de apenas 2 anos, refugou assim como aquele cavalo e nós mesmos, o Baloubet du Rouet.







Não adiantou q ela só chorava e chamava a mamãe. Pacotinho tal qual um perfeito lord inglês, tentava a todo custo consolar a prima. Fidelíssimo, tentando fazê-la entrar junto com ele, mas não teve jeito. Do meio prá lá, ela voltou e ele mais q depressa, deu o braço a outra menina q jogava as flores.

O cara não perdeu o rebolado. Nem parecia sua primeira vez!




Engraçadão estava lindo, dentro de um terno q sai do armário cerca de 1 vez por ano e Sr. Cabeça de Bolinha, foi com sua roupa de gala, apenas para as fotos.
Estava um calor do cão e eu morro de pena de expôr a criança a um sofrimento, só em nome de beleza.
Nem fodendo, com meu filho não.






A primeira coisa q voou após os primeiros clicks, foi seu sapato.






Apesar do ar condicionado na igreja, desde q ele ganhou mais peso, vive suando q nem seu pai e cia. A mais friorenta daqui sou eu.
Engraçadão costuma suar até no inverno.
O bichinho logo logo ficou só de camisa e fralda e depois, coloquei um macaquinho fresquinho, prá não desglamourizar muito o moleque.


A vida e Deus, nos conduz ou nos faz seguir por caminhos esquisitos, mas q no final, sempre dão certo.
Não ficou climão esquisito com a família não.
Aliás, todos pareciam muito satisfeitos com a nossa presença e se falaram mal, foi por trás.

A noiva nem atrasou tanto, todavia, esqueceu o bouquet e teve q voltar em casa prá buscar. Isso seria um problema se estivéssemos no pulpito esperando. Isso só foi constatado, na hora da entrada dela, de modo, q todos os padrinhos acabaram ficando por lá por PELO MENOOOOS meia hora.
Cabeça de Bolinha a essa altura, já teria dado seu famoso surto psicótico e já teria berrado a plenos pulmões EEEU QUERO FICAR PELAAADOOOO, TIRA MINHA ROUPAAAAAAAAA!


O problema, é q ele não estaria no meu colo, nem no do pai, q somos os únicos a entendê-lo!
No final a decisão foi sábia.
Ficamos no meio da igreja (nem na frente, nem atrás), no fesquinho, perto de uma porta q dava pros banheiros e bebedouro, num banco q só cabia a gente e logo q percebemos o desconforto dele, fomos lhe despindo e eu dando de mamar.
No fim, tudo saiu como devia.

Não ficamos até o final da festa, mas conseguimos até dançar.
Recolhemos mais cedo, porque o Sr. Cabeça de Bolinha não queria mamar na mamadeira fria (não tinha microondas no local da festa), daí tivemos q cantar prá subir. Mas valeu tudo.
Tudinho!


Eu e meus peitões meninos!







Ninguém tira foto nossa... snif!





A Lan-sogra e cunhado




... eee seu marido de cueca e
tamancooo!




Lá vem a noiva, toda de braaancooo...



Engraçadinha toca em homenagem aos noivos: Good enough - Evanescence

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