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terça-feira, agosto 19, 2014

A HORA DE DISCIPLINAR - APRESENTANDO: FILHO DO MEIO


Toda família grande passa por desafios incontáveis. Aqui não seria diferente. Três filhos representam três universos diferentes, distintos e díspares (apelando pros sinônimos). E quando a gente afirma que cada ser humano é um universo, não é de brincadeira. Agora,  amplie esses universos para mundos em formação, cujo Deus onipotente e absoluto é você.

Isso, é você mesmo. Esse que está lendo aí. 
Não corre, não!  Você deve estar se questionando que nem você próprio está formado, como será capaz de se responsabilizar pelo universo alheio? É verdade. 
Acontece que nós pais não temos muito tempo para refletir sobre isso. A gente simplesmente não tem tempo. O que a gente pode fazer é ler a respeito, trocar experiências, tatear e testar muito sem nunca desistir. Assim como fazem os Highlanders.

Houve uma época em que eu e meus filhos estávamos passando por um período de adaptação, quando eu resolvi sair do emprego. Antes, essa convivência diária era relegada às creches. Então, eu posso dizer que ficava com a educação de fim de semana, já que dia útil era aquela coisa correndo, rapidinha.

No início eu fiz muita besteira. Andava gritando, me descabelando, praguejando, botava de castigo, ou deixava o pau quebrar, porque né? Evitava bater... ainda assim, meu filho do meio, o Sr. Cabeça de Bolinha, andou ganhando uns puxões de orelha e apertões. Os puxões de orelha eu aprendi com marido. Não fui criada com puxão de orelha, só com apertões. Ele talvez sim. Fato, é que foi horrível esse período. Sem contar, que as crianças passaram a se tratar na base dos berros. Tudo era grito! A casa ficou um inferno. Eu gritava, eles gritavam, marido gritava. 

Claro, toda essa gritaria não veio do nada. Era um reflexo do período de dificuldades que vínhamos passando. Marido então, não estava acostumado a lidar com tanta dívida e privação, por isso se irritava por qualquer coisa.

Eu decidi acabar com a tempestade. Além de estar vendo e sentindo na pele a reprodução dos meus erros, me digam, quem é que gosta de viver debaixo de um inferno diário? Pois é.
Comecei diminuindo o tom, sento mais coerente nos castigos, menos egoísta com eles, porque né, as crianças precisam da nossa atenção de verdade e não só no papel. Então a modificação partiu de mim e mais uma vez foi contagiando a família. 
Por fim, marido melhorou e todos foram se equilibrando.

De qualquer forma, eu tenho uma dificuldade quando o assunto é disciplinar. Estou acostumada a falar grosso e ser ouvida. Tanto Pacotinho, quanto Dona Miúda entendem no olhar, embora não obedeçam de imediato, maneiram o tom. Mas o Sr. Cabeça de Bolinha nunca foi assim. Ele faz o que tem vontade. Você pode secar o moleque, soltar raios laser por todos os orifícios do corpo, pode fazer o jutso do punho suave*, que não adianta. 

Outra coisa que ele repudia é papo sério. A coisa mais difícil que existe, é você conseguir prender meu filho do meio num sermão. Tem que ter o dom. E eu não tenho. Aliás, tenho imensa dificuldade em fazer essa criança ficar ouvindo meu sermão. Eu literalmente caio na pilha, meio que desisto e por fim dou castigo.

Ontem mesmo passei vergonha na padaria. O Sr. Cabeça de Bolinha está naquela fase de falar o que lhe dá na telha, sem olhar a quem ou onde.  Então na padaria, estávamos comprando mortadela Ceratti, a melhor mortadela do mundo na minha opinião e a qual andamos privados de comer, já que a situação financeira apertou. 
Bem, estava tão animada, que sem perceber, comecei a quase dar pulinhos de alegria. A padaria é um ovo, ao que o menino solta no meio de todos:

SR. CABEÇA DE BOLINHA - Mãe, tá se balançando por quê? Das duas uma, ou você quer fazer xixi, ou vai botar um ovo!

Olhos arregalados dos presentes me encaram.
Ele tem 7 anos e claro, não faz a menor ideia do significado do que estava dizendo. Ele, que já estava de castigo por não ter me atendido de manhã,  ganhou mais um dia. Mas esse não é o ponto fraco do Cabeça de Bolinha. Eu deveria ter ficado atenta. O ponto fraco dele é DR. E ele deve ter puxado a mim, porque detesta discutir a relação. E foi exatamente isso que eu vi o pai fazendo com ele pela manhã, com absoluta maestria, coisa de quem tem o dom mesmo. 

Aliás, eu preciso ajoelhar no milho todo dia e agradecer o marido e pai que dei às crianças. Ele sabe atuar exatamente na lacuna que eu deixo, quando o assunto é disciplina! Veja bem, não levantou a voz, não gritou, não puxou orelha. Ele simplesmente com o tom calmo, pegou na mão do filho, que naquele momento se comportava como um peixe ensaboado, tentando fugir a todo custo; pediu que o olhasse nos olhos e repetia o sermão.

O Sr. Cabeça de Bolinha olhava pro chão, olhava pro teto e se recusava a encarar. Enquanto o pai segurava sua mão firme, mas com a voz suave, enumerando tudo aquilo que ele deveria mudar, conclamando-o a se colocar no lugar dos outros, mostrando a ele, como ele andava exigente conosco e com os irmãos, desrespeitando a todos e no entanto, não fazia a sua parte. 
Nem comigo marido fala desse jeito!

E deu resultado. 
Impressionante! Uma conversa de mãos dadas, olho no olho, deu mais resultado que todos os meus castigos juntos. 

O Sr. Cabeça de Bolinha ficou um tempo ali no quarto vendo desenho, depois ao se levantar, avisou que tomaria banho, a seguir se vestiu sozinho para a escola, como ainda tinha tempo, foi bater uma bolinha no playground, voltou e ficou brincando sem se alterar ou brigar com os irmãos. 

Em contrapartida, pedi também aos outros que respeitassem esse momento dele. Que não o provocassem ou implicassem. 

Como vocês podem ver mamães, os papais de hoje têm muito a nos ensinar. 
Mãos dadas, olho no olho e carinho na voz. 
Anotado.  

*Jutso do Punho Suave - Técnica ninja mostrada no anime Naruto Shippuuden, onde o personagem Neji, luta quase sem encostar a mão em seu oponente, utilizando quase exclusivamente a força de seu chacra para derrubar o adversário.

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Ninguém te conta - MATERNIDADE PRAZAMIGA



Tem uma amigona minha, que morria de medo de dar o pontapé inicial rumo à maternidade. 
Eu sempre floreei a situação... quer dizer, floreei não. Eu sou do tipo que quando me dão um limão, eu me debato, mas faço a porra da limonada, não é assim que tem que ser? 

De maneira que não perdi meu tempo falando das coisas ruins, porque a maior bênção que meus filhos me deram, foi o auto-conhecimento. Ninguém nessa vida foi capaz de tamanha façanha. Além de terem me colocado no meu devido lugar, claro. A gente aprende a entrar lá no fim da fila, dar um bico no ego e seguir adiante. Esse aprendizado também é o máximo, praqueles de coração aberto a aprender com qualquer coisa, principalmente crianças.
Só que nem todo mundo está a fim de passar por isso tão cedo e isso não consiste um pecado. É apenas o tempo de cada um, oras! Livre arbítrio, lembra?

Afinal... Ninguém te conta que quando você sai da maternidade com o bebê, ele se transforma num mini-monstro. Ele não te deixa dormir na madruga e mama até seus peitos ficarem doídos.

Ninguém te conta que a amamentação, não é aquela coisa linda e glamourosa que te contam na TV. Não quero aqui apagar a importância da amamentação na vida do bebê, mas existem aquelas mães que sentem imenso desconforto durante o ato, ou existem aqueles bebês que não estão a fim de mamar no peito, tem ainda os bicos que racham, as mamas que inflamam e te dão a sensação de que estão ateando fogo nelas, enquanto o bebê faz menção de sugar. Por conta disso, vem uma incrível culpa em cima das progenitoras, típicas de toda a lavagem cerebral que é feita na mídia. 
Alô mães, a criança tem que se alimentar e basta. Se for bom, se der pra levar, Ok. Se não der, mamadeira neles! Ninguém vai pro inferno por isso, nem mamãe e nem bebê! 
NOTA: Eu amamentei meus 3 filhos por no mínimo 5 meses.

Ninguém te conta que seu peito VAI CAIR SIM depois que você amamentar. 
Não encare isso como campanha contra amamentação, por favor. Só estou te contando a real. Sabe, eles sugam, puxam, alguns mordem seu peito, e claro, isso tem que ter uma consequência. Para umas mais, para outras menos, ainda sim, eles vão mudar e pra pior. Conforme-se.

Ninguém te conta que se você fizer cesária, tem sempre o primeiro cocô, que pras que sofrem de prisão de ventre, àdeus tóba e a perda da liberdade de ir e vir (dos quartos pro banheiro e pros quartos novamente), é algo que vai te deixar parecida com Darth Vader. Para as que adoram um mole ou serem cuidadas, pode ser uma fase boa. Para as que odeiam depender dos outros, será uma verdadeira batalha a ser travada e há que se tirar algum aprendizado disso.

Ninguém te conta que seus hormônios vão te trair ao ponto, de te fazer xingar quem mais te ajuda, te deixar intolerante com as mínimas coisas, tipo... choro de recém-nascido, ou uma toalha fora do lugar. Isso, pode virar sinônimo de tsunami dentro de casa. 

Ninguém te conta que se você já tiver outros filhos, a chegada de um novo membro pode ser um período tenso, de disputas territoriais e muita zoeira na cabeça do bebê. Tente não projetar seus medos, embora isso seja quase impossível. Mas esse lance de fazer silêncio pro bebê poder dormir, esqueça, entregue pra Deus (se crê em um), ou apele pra chantagem. Coisa que toda mãe aprende a fazer com maestria.

Ninguém te conta que você estará condenada a comer comida fria, ou mesmo restos de comida, por quase todo o resto da vida (dependendo da quantidade de filhos que tiver), ou por longos anos, principalmente se você for contra o desperdício, ou ainda for daquelas que prezam o trabalho bem feito (se for das que cozinham) e odiarem jogar comida fora.

Ninguém te conta, que se você não praticou sexo na gravidez, sua perseguida encolheu e voltou a ser virgem. Então, haverá a primeira vez e queridaaammmm, isso doooooi!

Seguindo essa vertente, ninguém te conta que a última coisa que você vai querer ver na vida é piru, por pelo menos um bom tempo. Porque é pouca mãe pra tanta demanda!

Ninguém te conta que as meninas choram, berram, dramatizam e grudam como chicletes, te dando ímpetos de arremessá-las pela janela.

Em compensação, amoor, quando eles dormem e exalam aquele cheirinho; quando eles te olham como se você fosse a coisa mais importante do mundo; quando eles nascem no inverno e têm aquele corpo quentinho, capazes de espantar seu frio; quando eles dão o primeiro sorriso banguela só porque você é a mãe deles e a pessoa em que eles mais confiam na face da Terra... quando as similaridades com você, seja no rosto ou personalidade começam a aparecer, cara, impossível não te encher de orgulho, não te derreter.

A gente é capaz de matar ou morrer por eles. 
Mas isso, nem precisa te contar. Você vai descobrir sozinha.

terça-feira, maio 15, 2012

HOJE É ANIVERSÁRIO DE ALGUÉM MUITO ESPECIAL

 
Eu me lembro de ter batido o pé e entre lágrimas, carregadas de emoção, disse:
 
EU DIZENDO - Agora chega, Papai do Céu! Não quero mais brincar, quero um namorado. Um namorado sério e eu não vou mais me sujeitar àqueles joguinhos escrotos dos homens. Vou assumir! EU QUERO UM NAMORADO!

Mal sabia ela q do outro lado da cidade, muito provavelmente na mesma semana, um cara dentro do perfil confidenciou à sua melhor amiga, que estava cansado de putaria. Ele disse que queria sossegar e que precisava arrumar uma namorada.
Esses dois se encontrariam pouco tempo depois.
Ela, como costumava acontecer quando estava prestes a encontrar um grande amor, não queria ir, chorava, batia o pé e só pensava em fugir da situação.
Nesse dia sua amiga teve que mentir para tirá-la de casa.

Ele estava numa de agitar e cair na night. Ter novas experiências e quem sabe encontrar a futura namorada.
 
Ela foi contrariada para um lugar que não queria ir, com música que não gostava e arrastada pela amiga subiu numa moto com duas pessoas, o que era radicalmente contra seus princípios. Mesmo assim, chegou sã e salva.

Logo ela deu de cara com ele.
O cara que dois anos antes tinha avistado num ponto de ônibus do Centro da Cidade em que ela e sua melhor amiga estavam.
Logo as duas comentavam cada detalhe: cabelo, os óculos, a bolsa trançada, o uniforme daquela empresa, se pegariam ou não...

Era ele. Definitivamente.
E de repente o local ficou agradável, a música não importava mais e dançando ela tentou seduzí-lo, sem que aquilo surtisse qualquer efeito.
Ficou um pouco frustrada, claro, porque parecia tê-lo afugentado.

Enquanto isso, ele pensava no outro canto que ela estava acompanhada porque a vira dançando com um colega. Seu amigo o advertiu, que ali era assim mesmo, as mulheres acompanhadas davam mole. Por isso ele pensou em sair dali.
Mas mulher quando quer alguma coisa, nem o diabo pode!
Então ela foi circular para espantar o calor e ver se encontrava com ele. Encontrou.
 
Foi assim que ela o viu no fundo do salão; onde não havia tanta gente; onde ele levantou o copo de bebida, onde ela se aproximou e confidenciou algo no ouvido dele; onde eles se beijaram pela primeira vez. De onde ela não mais saiu.
E quando se deram conta, já estavam engalfinhados no dia seguinte e seu maior prazer era a companhia um do outro, um dentro do outro, um com o outro.
Era mágico, engraçado e diferente. E os dois, muito diferentes, mas muito certo juntos.
Só que o sonho dela era casar com ele.
Não esse casamento que entra na igreja e satisfaz a sociedade, mas um casamento de amor, com um lar, com bichos, filhos e realização profissional.

Ela teve de esperar uns 7 anos para esse sonho apontar no fim do túnel.

Foram várias idas e vindas. Várias separações que a cada retorno, tornava o amor dos dois mais forte ainda.

Se ela caía, ele segurava.
Se ela tomava um porre, ele cuidava.
Se ele tinha dor de barriga, ela fazia uma comidinha leve.

Podiam fazer faxina juntos, podiam não ter dinheiro, mas se amavam e viviam felizes. Ela adorava cozinhar e ele não largava da vassoura.
Já viviam se apoiando mutuamente na saúde, na tristeza, na prosperidade e nos tempos de dureza que não foram poucos.

Até q um dia ela adoeceu.
Bem no auge da felicidade. Parece que é sempre assim, não é mesmo?!

Ela não conseguia fazer outra coisa senão vomitar tudo o q comia. Mal saía da cama. Ninguém sabia o q ela tinha.

Seria tristeza? Seria depressão pela perda da avó, ou bulimia?
Será q é dengue?

Ele a levou ao médico e ela passou parte de um dia no soro e ele não conseguia esconder sua preocupação muito embora tentasse de tudo para fazê-la sorrir. E passou-se uma semana até que ela fosse indicada para uma ultrassonografia para saber q mal a acometia.

Foi então que descobriu que ali dentro havia um bebê. Um bebê. Bebê esse que ela não se sentia madura o suficiente para carregar.
Ficou muito mal, mas foi ele que vestiu o personagem pai primeiro, o que deu forças a ela e a envolveu numa nova onda de amor, apesar dos já 7 anos de convivência.

O tempo se encarregou de passar e eles planejaram ter outro bebê, porque descobriram um novo amor em suas vidas, maior até do que eles mesmos.

Veio o segundo menino e a felicidade plena.
Muito trabalho, claro, mas eles aguentavam firme.

Quando a coisa parecia estar divertida, quando o sexo vinha melhorando a cada dia e os dois planejavam uma viagem só os dois, ela voltou a passar mal. Muito mal. Sentiu medo, muito medo.
Foi quando descobriram que havia mais alguém ali, pela terceira vez. Dessa vez, uma menininha.
E mais uma vez, ele a fez entender que tudo daria certo e que pra tudo tem um jeito, mesmo que isso significasse séculos sem sexo!

Esse cara, o cara que foi escolhido, que tem uma palavra amiga, que traz consigo a paz no coração e uma vassoura na mão...
Esse cara, que quando a gente está com pressa pra sair de casa, corre, pega a tesourinha e se abaixa pra cortar as unhas do pé...
Esse cara que faz a melhor canja de galinha que eu conheço...
Esse cara que me deu três filhos maravilhosos e que tem o toque mais gostoso quando as luzes se apagam, é o escolhido.

É ele que faz 41 anos hoje.

E é pra ele que eu escolhi entregar meu coração naquela noite do dia 30 de setembro de 1994.
E é com ele que eu quero dividir todos os meus dias até ficar bem velhinha.
 
Na alegria, na tristeza, na saúde, na doença e nadando em dinheiro se Deus quiser!
Feliz aniversário meu amor.

segunda-feira, março 19, 2012

FICAR PARADO POR QUÊ?

 
Nunca imaginei que fosse incentivar as pessoas à saírem do ócio.
Ócio também é bom, mas melhor ainda, é ter energia, ter clareza de pensamentos, conseguir não se sentir exausto.

Já deve passar de um mês que eu estou caminhando. Mais que isso, danei a correr também. Intercalo.
O certo seria correr 5min, caminhar 5min. Assim o exercício renderia mais, não ficaria tão rotineiro e a queima calórica não sei porqueraios, se tornaria mais eficiente. Aliás, se algum dos meus queridos 5's leitores souberem a resposta, fiquem à vontade.

Outra coisa que está funcionando melhor, apesar de só ocorrer nos finais de semana, é meu instinto cachorra atacando Engraçadão.
Não que eu tenha voltado à tarada dos tempos de juventude. Essa morreu, infelizmente. Mas aquela q via piru e torcia o nariz também se fué!
Ele está a-do-ran-do, nós nos tornamos mais cúmplices e nosso final de semana não tem tido tantas brigas. Ao contrário, tem tido mais beijinhos e amassos enquanto as crianças estão distraídas brincando em algum lugar.

Essa parte do romance é ótima. Precisava desesperadamente disso e ele muito mais que eu até, se partirmos da premissa que homem pensa em sacanagem a maior parte do tempo, quando tem um rabo de saia por perto.
Engraçadão não sabe brincar, eu já disse aqui.
Não sei se é a escassez, mas hoje, se vc dá um beijinho mais ousado nele, já sente algo se manifestando nas partes baixas. Isso é um saco para alguém metódico como eu.

Eu digo metódico, porque fui criando uma série de barreiras conforme a chegada dos filhos.
Não que eu seja daquelas q esconde das crias um carinho mais ousado, um french kiss, ou aqueles abraços intermináveis. Acho saudável. Sei que estamos moldando o caráter deles e Deus me livre criar humanos chatos-de-galocha, hipócritas toda vida. Nada disso.

Eles vêem que papai e mamãe beijam diferente. Às vezes escuto um sonoro eeeeecaaaaaa! principalmente quando nos agarramos no elevador com eles presentes. Só que sabendo dessa fraqueza de Engraçadão em relação à pauendurecência, eu evito, porque daí meus filhos descobrirem que o pai fica ereto a cada beijo que ganha, já acho exagero. A gente pode afrouxar mais um pouco quando eles estiverem na fase da pauendurecência consciente que a puberdade trará.

Aliás, o Sr. Cabeça de Bolinha está na fase de pauendurecência espontânea.
Não tem um motivo exato. Às vezes está vendo TV, às vezes está conversando conosco, às vezes está obrando e voilá, pauendurecência. Já Pacotinho não. Esse já é consciente de sua pauendurecência. Quando vê uma bunda, quando vê um beijo ou uma cena mais sensual na TV, mesmo que não seja vulgar, ele fica assim. E olha pra minha cara e cai na gargalhada.

Outro dia quando eu ia na Veiga de Almeida, passou por nós uma loura do pentelho preto, cabelo esticado, porém, generosa nas curvas. Bastou! Pacotinho indo pro carro comigo me confidencia que está ficando de pinto duro. Foi o fim pra mim. Pensei que meu filho tivesse critério, mas não. Aos 9 anos, seu pinto já tem vontade própria e se manifesta mesmo diante de uma Raimunda (termo usado para as fêmeas feias de cara e boas de bunda!).

Eles definitivamente não precisam de mais estímulo. Por isso evito.
Não fico agarrando Engraçadão no recinto que eles estejam e quando ele se chega com aquela cara de tarado pra perto de mim, eu lembro que tinha que fazer alguma coisa em outro cômodo e aplico a velha saída pela direita! Geralmente era assim que vinha sendo.

Depois dos exercícios e das corridinhas, isso está mudando. Estou me sentindo mais sexy, mais leve, mais com vontade de beijar e de abraçá-lo. Verdade seja dita, eu não estava vivendo, estava sobrevivendo como Deus queria. E mais uma vez vou insistir naquela velha máxima, a gente tem q pegar as rédeas e estar no comando de vez em quando.

Eu não tenho grana para entrar em academia, então comprei um tênis dividido com marido e estou fazendo o que me cabe, que é andar pra frente. Na pracinha mesmo perto de casa, eu consigo ter um tempo só pra mim, eu medito, eu rezo, eu canto, eu ando, eu corro e quando eu volto suada e nojenta, me sinto feliz porque acabou aquela tortura. Então tomo banho gelado, me sinto limpa e fresca, depois eu como algo, faço as mochilas da escola e vou dormir. Okay, que não trepo durante a semana, porque a gente fica esgotado no dia seguinte, mas mantemos o carinho aceso na semana inteira e quando chega o fim de semana, a gente se joga nos braços um do outro. Com muito amor, ardor, com um fogo que eu nem lembrava que existia em mim.

Portanto, acordem os que estiverem dormindo.
Você está vivo sim, só precisa abrir os olhos para descobrir!

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Carnaval Passou, Começa o Ano


Esse ano nem em janeiro fiz meus votos. Não decidi. E é sabido que quando a gente não decide,  a vida é quem decide por nós e essa decisão nem sempre é a que escolheríamos. Das coisas que eu quero definitivamente esse ano, é continuar me confrontando. Preciso melhorar como pessoa, preciso me acalmar sobretudo e enxergar as coisas com clareza sem me esquecer da grande lição que é me colocar no lugar do outro, não me importando se a recíproca é verdadeira. Sabe? Não é só pra ser palavras bonitas. Não precisamos disso, além do que, palavras, o vento leva. Eu quero ações. Quero mudanças, quero movimento na minha vida e um xô bem grande na ansiedade. Não custa.

E esse moço?
Esse moço continua levando a vida meio que de cabeça pra baixo! Ele nos deixa de cabeça pra baixo literalmente. É um poço sem fundo de ansiedade, mas já possui, desde muito cedo, o bichinho da auto-análise. Ele se analise tal como faz a mãe e sabe direitinho aonde está errando.
Vc lá pensando que ele não está dando atenção e não liga pros puxões de orelha que damos e daí a um tempo, ele solta a pérola, cheio de humildade, apontando no defeito a ser corrigido.
Um lindo, um amigo, uma dádiva. Daquele q diz que ama com lágrima nos olhos, com tão pouca idade. Pacotinho é daqueles que tem muito a ensinar, se vc estiver disposta a aprender. Eu que sou dada a certos ferros e fogos, ele aparece na hora H com seu mangueirão e apaga o incêndio, sempre com uma palavra amiga, que se traduz em relevância. Releve mãe. Como se não tivéssemos amanhã e relevar fosse o único remédio.
Não, não fui eu q ensinei assim! É ele quem está me ensinando.

 Esse carinha é o menino do meio. O meu mistério. É aquele q eu preciso ter atenção, porque coerência é seu nome do meio. O Sr. Cabeça de Bolinha, que esse ano fará 5 anos, é uma pessoa lúcida demais, madura até dizer chega, apesar de conservar toda a inocência de um menino de sua idade. Conhece sim, como ninguém o espírito humano, mas esse conhecimento ainda está encubado. Meu leião. É brabo sim. E ultimamente temos usado o recurso do puxão de orelha, mas daquele q não dói. Só pra chamar a atenção. Porque se deixar, ele só faz o que quer. Mas não se engane. O leião é o gatinho mais manhoso q eu conheço. Um poço gigantesco de carinho q vive lambendo, abraçando a dando muito beijo na gente. O lance, é que ele perdeu o posto de centro das atenções, então é um pouco complicado para um leonino não ser mais o umbigo do mundo. No entanto, estamos todos trabalhando com afinco para ele perceber que mesmo não sendo o centro, é das criaturas mais amadas que existem.
Sua voz, sua gargalhada, seu olhar, até seus ataques de esporro (na gente) são dignos, ouvidos e amados.

Essa sequência aí de baixo, poderia se transformar num Tumblr, segundo a minha querida Miss Moura. Eu não entendo muito bem o q significa essas coisas, mas seria muito legal ver, um bando de gente dos mais variados locais levantando suas squeezes, se posicionando no canto da imagem e desfocando o resto.
A ideia é mesmo muito boa, mas eu, Engraçadinha não sei se tenho saúde para administrar essa ideia. Tudo o que eu não preciso agora é de projetos não cumpridos. Preciso de constância!

Foi assim.
Pacotinho gostou tanto da foto do irmão, que pediu:

PACOTINHO PEDINDO - Mãããããããe! Faz uma de miiiiim?

Mas admito, do irmão ficou mais legal! Porque eu simplesmente não sabia q ele estava lá. Eu estava tirando a foto da folhagem dessa esquina q invadia a calçada, oferecendo perigo à noite para quem passa, já que não se trata de uma rua bem iluminada, nem de tráfego intenso. Daí, quando fui ver, voilá, Sr. Cabeça de Bolinha estava ali bebendo água. Morremos de rir claro, e eu decidi q ele seria o destaque da foto!

Carnaval em Jaconé foi um capítulo a parte né?
Trata-se de um lugar muito lindo, com a pior frequência q já vi na minha vida. Não sei se empata com Cabo Frio na festa de Momo. Não sei mesmo, fato é q meu pai tem casa lá, vamos andando à praia e chegamos muito antes de ficar infestado de gente feia por dentro e por fora. 
De qualquer forma, estar ali me dá paz. Porque a beleza de Jaconé recarrega as baterias e é isso o que importa! 
Um pirata e uma palhacinha na porta do Chalé.
Desesperados para ir atrás do bloco!
É hilária essa ansiedade. Ficam apressando a gente:

VAAAAMO MÃÃÃÃE! VAAAAAAMO PAAAI!

Acaso eles desconhecem que ao chegar na rua dá sede, dá tudo? Q pra sair com criança a gente praticamente leva a barraca nas costas? Olha, nem me lembre desse episódio, porque sair de casa com criança... vou te contar!

Aaah meu companheiro!
Guerreiro de tantas lutas. Esse q tem um orelhão só! Acho q a outra caiu de tanto q eu falo no ouvido dele.
Se vc for observar Engraçadão de perto, vai ver q apesar de ele ser bem ranzinza, eu sou um pé no saco. Não éramos. Tivemos tão bons momentos juntos na solteirice... tínhamos absoluta certeza de que viveríamos num mar de rosas... mas não tínhamos ideia de que formaríamos uma família bastante numerosa e que só haveria trabalho como divertimento.
É vc sentar o rabo numa bomba-relógio o tempo todo, q só se desliga à noite. Viver sob pressão. E é nessas horas, q nossos nervos são postos à prova o tempo todo, que muitas vezes o nosso pior sobressai.
Perdoa amor e eu te perdoo também. Porque afinal, não temos culpa de nada. Mas não se iluda. Na próxima semana muito provavelmente estarei enchendo seu saco de novo! É inevitável e não significa que o amor q eu sinto por vc não seja imenso.

Uma cena hilária desse carnaval, foi na volta de um dos blocos. Passou um caminhão cheio de peão ou coisa parecida e eu vinha na frente em fila indiana, de mãos dadas com Sr. Cabeça de Bolinha. Dona Miúda vinha atrás no colo do pai e Pacotinho solto.
Notem meus chifrinhos.

Pois bem, um dos caras começou a gritar q queria morrer e ir pro inferno! Foi muito engraçado.
Se esguelando q queria ir pro inferno, capeta me abraça e tal.
Bem, o bichinho era tão feio, mas tão feio, q se isso for requisito pra entrar no inferno, ele não vai precisar da minha ajuda!


 Nesse final de semana, mais uma vez na praia da Barra, os pequenos se esbaldaram na beira-mar.
Caçaram tesouros, correram pela areia e o prêmio máximo foi encontrar tatuís.

Esse bichinho pequenininho, que luta ligeiro fazendo cosquinha nos outros, a fim de se livrar da morte quase certa.

Nas mãos de Pacotinho e do Sr. Cabeça de Bolinha.
E essa dona?
Só sei dizer q tem o gênio do pai. Extremamente doce por um lado e braba até doer por outro.
Mas é altamente sedutora, carinhosa, companheira e amável.
Foi com ela q tive aquele sonho cabeludo e justamente lá em Jaconé.
De lá pra cá, está bem.
Voltamos a nos ver num pedacinho da manhã e num pedacinho da noite.
É tão pouco eu sei e ela fica tão dependente desses pedacinhos, q eu sinto pena de ter vida própria e ficar sem ela.


Está com saúde, está divina, fala pelos cotovelos, canta tudo o q sabe e até o q não sabe e tem um pescoço que de todas as partes, acho q é a q eu mais amo.


É um pescoço cheiroso, fofinho, gordinho, daqueles gostosos até sem banho.

E como ela cuida! Tão pequenininha e já cuida. Já arruma, já ama vestidos e sapatos, ama um bom drama, porque vive fazendo e é nessa hora q a gente ri, porque depois de dois filhos homens, impossível cair no drama feminino... ela é... tudo.

Tudinho.

sexta-feira, outubro 21, 2011

PIOLHO - O ASSUNTO TABU

Tava pensando com meus botões cerebrais, o Tico e o Teco, por exemplo, tipo assim, se aqui nesse espaço infecto eu já falei até de cocô, do constrangimento que é depilar grávida, por q não falar também de piolho?
Porque veja bem, meus queridos 5's leitores, o piolho é um tabu! Ninguém fala de piolho.
O piolho é tão discriminado quanto o cu, quando se fala de corpo humano.
E o cu tem seu papel importantíssimo, experimenta costurar pra vc ver o q acontece!
Mas piolho é uma praga tão grande, q só de falar nele minha cabeça já começa a coçar. Afff!

Então?! Criança + Idade escolar = Piolho.
Não tem jeito, nem classe social. Pega em geral! Hmmm... acho q vou fazer o funk do piolho pra ver se fico rica.

Não tem crasse social! Pega um pega geral! Piooolho! Não tem crasse social! Pega um pega geral! Piooolho! Não tem crasse social!

Só não sei se eu ponho o digidin antes ou depois do piolho.
Mas... ah! Cá estou eu enrolando de novo neam? Não disse que o assunto é constrangedor?

Lá em casa tem esse pessoal de sangue B+ e eu me peguei xingando meu tipo sanguíneo porque se vc falar perto da gente a palavra piolho, pega. E então minha tia por parte de pai disse, que na idade média sei lá, que esse tipo sanguíneo era considerado o sangue dos nobres.
Isso realmente explicaria muita coisa... fora q o piolho tem bom gosto.

E Pacotinho pegou. Pacotinho sempre pega, não adianta. Daí q vc vem com aquele papo de passa Kwell, passa isso, passa aquilo, fora o pente fino, a água com vinagre e até o remédio preventivo que o Superpediatra passou a cada 6 meses... nada disso resolveu o problema.
E ele é um cara super generoso. Sai distribuindo piolho por onde passa, vive deitando lá na cama e agarrando a gente... não... eu me recuso a dizer quem mais teve com piolho fora a Dona Miuda.
Portanto tive que recorrer ao meu passado! Sob os protestos de Engraçadão que é um misto de marido, pai, mãe, faxineira, babá, médico, cozinheiro e catador de piolho com certificado ISO 9002.

Desde a primeira infestação em Pacotinho, eu sugeri que tratássemos como minha vó fazia. A receita é simples e mata piolho, lêndea, mas não mata a criança. Nada de botar Neocid na cabeça deles, hein seus loucos?! Essa porra é veneno!

A receita consiste em misturar fumo de rolo na cachaça e espalhar na cabeça até que o cabelo fique todo molhado. Então você enrola a cabeça da criança com uma fralda ou lenço, ela dorme com aquilo e no dia seguinte, lava a cabeça e passa o pente fino.
Não fica um sequer pra contar a história.

Só que o expert do meu maridom claro, além de ter sido contra durante muito tempo e sentir um prazer em puxar fio por fio para arrancar as lêndeas, quer se meter a fazer do jeito dele. Pois é... ele, que até me conhecer desconhecia esse método! Ah! Esqueci de dizer q ele também deve ser pai de santo nas horas vagas, porque né? Ô homem pra saber das coisas...

Daí que eu cuidei da cabeça de Pacotinho na semana passada fazendo exatamente do jeito que vó ensinou e no dia seguinte, o queixo do Engraçadão caiu e quebrou ao tirar até lêndeas no pente fino. Só que Engraçadão que é Engraçadão tem q dar pitaco né? Senão não é ele!! 
De modo que na cabeça daquela outra pessoa que eu não vou dizer o nome que acabou pegando piolho por tabela, ele não deixou o cabelo enxarcado. Molhou só a raiz e pronto, dizendo que estava bom! Pois sim... não é a cabeça dele q vai ficar coçando...

De maneira que Dona Miúda acabou pegando e deve ter distribuído na escolinha também, porque até a tia q cuida dela me confessou ontem que a cabeça estava coçando.

Ensinei:

1-Vá até a casa de artigos de umbanda e peça 1 fumo de rolo;
2- Compre no botequim mais próximo uma garrafa de pitu ou cachaça sem sabor! Cachaça de cachaceiro mesmo;
3- Esmigalhe o fumo de rolo dentro da garrafa de cachaça, porque inteiro não vai entrar! Ele vai tingir a cachaça;
4-Coloque a criança sentada com a cabeça na pia, de forma que fique com a cabeça olhando pra cima como fazemos no salão de beleza! Antes mande seu marido ir plantar batata!
Um dia Engraçadão mandou eu botar o garoto no tanque com a cabeça pra baixo e falou de maneira tão firme, q eu embarquei. Moral da história: Entrou cachaça no olho do menino e Engraçadão está vivo ainda porque nem sei...
5-MANDE SEU MARIDO IR PLANTAR BATATA COM ÊNFASE! ESSE TÓPICO É MUITO IMPORTANTE!
6-Espalhe o líquido por todo o couro cabeludo e cabelos até ficar totalmente molhado;
7-Enrole num lenço, fralda ou fronha e ponha a criança pra dormir (coça, porque os piolhos e lêndeas ficam doidões e dão uma festa na cabeça da criança);
8-Dia seguinte, lave a cabeça com shampoo e condicionador e em seguida passe o pente fino.

Sua estupefação será enorme, porque já no dia seguinte, vc encontra alguns (ou muitos) cadáveres no pano. Passe o pente fino por toda a semana (isso é o ideal e previne a re-infestação).

Caso não siga à risca esse método, é bom repetí-lo na semana seguinte, mas se seguir à risca de passar o pente fino todos os dias, muito provavelmente ao final de uma semana, você já não encontra nada.

Bj na bunda!

quinta-feira, outubro 28, 2010

Mãe de três filhos volta ao trabalho

Estava tudo de pernas pro ar e em pé de guerra!
A impressão que eu tive, é que com a saída do meu Super X-Boss e meu afastamento por tipo assim, um anooo..(?) as coisas meio q fugiram do controle. Não que eu seja a rainha da cocada preta. Mas é fato que nós dois tínhamos uma parceria. A gente segurava as rédeas do negócio e a equipe era unida.


A pessoa que o substituiu é uma querida, q não tem medo de lobo mau, mas a impressão que me dá, é q está exausta. O departamento engodou e por conta de tanta gente nova, sem uma pessoa antiga como eu sou pra ajudar a pôr ordem na bagunça, sei não...


Aí tinha minha grande amiga lá ajudando, mas q por conta da inexperiência, pouca idade e falta de treinamento (sim, porque eu não pude fazê-lo adequadamente), a cabeça da bicha estava à prêmio sem ela sequer desconfiar de nada.


Foi muito triste sabê-lo.


Aí eu cheguei com a vassourinha e fui faxinando coisa por coisa e encontrando os erros, os motivos de reclamação e dei uma bela de uma chamada na bicha! Uma não. Várias. Todos os dias. Ééé, crescer dói. Eram sorrisos pela frente e cravadas dedo-retais por trás. E espero em Deus q ela tenha aberto inclusive os olhos do cu!


Responder a emails particulares? Acabou-se.
Postar em blogs? Acabou-se.
Atender ao telefone q não seja de trabalho? Acabou-se, salvo se for Deus, todo poderoso.


E por mais de 8h por dia, respiramos, comemos e cagamos trabalho. Até podermos colocar o nariz pra fora, porque né? Se o dela tá na reta, o meu vai por tabela. Ou vcs não lembram q eu fiz toda uma propaganda?! A bicha está acordando.


E administrar o caos doméstico? Putz... A gente acorda cedo, eu e Engraçadão, arruma as crianças, dou de mamar pra Dona Miúda, ele arruma os moleques, enquanto isso eu já estou correndo arrumando outra coisa, alguém cuida da gata e geralmente, eu pego os três e levo pra escola. Engraçadão busca. 

Na volta, tem um corpo exausto que se promete todos os dias fazer séquiço caliente com o marido, que coitado, acho q nem acredita mais. Melhor pra ele. Porque eu também estou em campanha política. Vivo de promessas! Tenho esperança de abrir meu parquinho, mas nossas agendas estão incompatíveis. Depois de deixar as mochilas e bolsas arrumadas, depois de comer alguma coisa, depois de às vezes tomar uma cervejinha rápida e saber como foi seu dia, o cadáver só enxerga a cama e se joga. Sim, porque muitas vezes na madrugada, a minha galega ainda mama. E não há sinal de quando ela vai largar essas peitcholas.

E blog? E twitter? E visitas aos amigos blogueiros? Tenho feito por celular, aquele velho Sony Ericsson cuja câmera maravilhosa e teclado meio banguela não me permitem comentários. No máximo umas twittadas e fim.

Se eu tenho esperança? Tenho. 
Acredito que os cientistas inventarão uma suuuper vitamina q me deixarão acesa, com tesão, magra e disposta a dar até o cu. Quando esta vitamina for descoberta, serei cobaia e ganharei dinheiro pra testá-la aqui em casa e ficarei rica. Sim... ficarei rica, trocarei de carro, virarei best seller, serei convidada pra sentar no sofá da Oprah, do David Letterman e o Jô vai brigar por mim.

Ela ri porque não é com ela!

Tomou uma cotovelada e caíram os 2 dentes da frente


Mas até lá...

domingo, dezembro 07, 2008

Aí vc tá la numa boa, crente q vai dormir, de repente ouve um choro!
vc não quer ouvir um choro. Vc quer continuar dormindo, certo?!
Errado!
Vc vai acordar, porque ama.

E pensando no sono, vc leva o chorão prá cama.
Tola. Vc ainda pensa q vai dormir, né?! Não vai.
Ela te dá tapa na cara, vira de um lado po outro, te dá beijo e te dá tapa.
Vc não sabe se ama ou odeia.

Vc ama.
Ela não sabe se xinga ou se agarra.
Ele já sabe dizer não!
Ele sabe apontar, ele sabe dizer cocô e fazer o sinal de Huuuummm, q fedôô!
Vc se derrete e sente um puta orgulho por ele ser seu filho.
Vc sente uma vontade enorme de sair da cama não é?! Chato, mas vc tá grudado.

Aí, teu super amor levanta, troca a fralda, faz o café e deixa vc dormir.
Aí o dia passa e vc já se levantou morrendo de sono, mesmo tendo descansado mais do q o normal. Vc ainda está com sono.
Mas vc se sente tão grato, q resolve agradecer pelo seu dia.
Vc acaba dormindo mais à tarde, pq eles resolvem sair.
A cama é toda sua em silêncio!

Aí vc lembra dos sons, das vozes, dos risos, dos beijos, das carícias, das piadas e daquela cumplicidade e algazarra toda... vc sucumbe sente saudade.
Afortunada.
Pelos barulos, pelos beijos, pelos tapas e pelos balbucios entendidos, compreendidos... os sinais...

ô amor inquieto!

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