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domingo, agosto 26, 2012

E assim caminha a humanidade

 
Para resumir, as coisas andam desse jeito:
 
  • As caminhadas acabaram, a não ser até o Banco do Brasil pra pedir financiamento estudantil;
  • Ver meus filmes é algo que não sei se continuarei conseguindo. Só nas brechas. Quais?
  • Filhos e afazeres domésticos são uma prioridade, mas não é garantia de eficácia;
  • O blog está muito às moscas, haja visto que postar de celular é impossível pra mim;
  • Marido continua tendo atenção só nos finais de semana, porque em dias úteis somos podres corpos acabados em cima de uma cama;
  • As crianças ao mesmo tempo que me esgotam, me reenergizam. Até quando?
  • O estudos acontecem nos horários mais improváveis possíveis, mesmo assim, minha irmã jura que vai piorar!
 
Com tudo isso, ando feliz da vida.
Estou conhecendo um admirável mundo novo, tenho escrito menos merda e infelizmente, não pra vcs, meus queridos 5's leitores, haja visto que só meus professores os lêem (coitados!), ainda sim, não me lembro de ter me sentido tão bem há muito tempo.
 
A moça que cuidava da minha cabeça devia saber que estou sendo desafiada diariamente, sinto a Terra girar abaixo dos meus pés e me sinto parte do mundo. Tudo isso justifica minhas ações esse ano. Foi por isso, que eu rompi com os padrões e fui em busca dos meus sonhos. Mas não posso esquecer nunca, Engraçadão é o grande realizador. Sem ele, eu jamais conseguiria.

segunda-feira, agosto 20, 2012

PRIMEIRO DIA DE AULA


Ainda não tenho uma opinião formada disso aqui. Estou postando de celular, porque semana passada não deu. Fico inspirada só depois do café, lembram? E depois do q foi a maratona pra pegar financiamento estudantil e q ainda não teve um final feliz, posso dizer q foi mais q falta de tempo!

Me atrevi a levar as crianças hoje e esse foi o momento fail do dia! Larguei D. Miúda berrando nos braços da professora e saí c apenas dez, eu disse DEZ minuos de distância entre o trajeto, engarrafamento, falta de estacionamento e a minha aula! Tudo isso sem café da manhã.

Felizmente consegui uma vaga rápida. Bingooo. Mais rápida q o trânsito. Pra que sala eu vou? Onde fica? Qual a grade? Trouxe caderno, lápis, caneta? E borracha veio?
Pois é, sou digna de bullying. Peguei um caderno velho de Pacotinho e materiais usados e vim voada.

Pegay a grade, já sei a sala e felizmente hj, não terei o primeiro tempo o q facilitou a parte da alimentação. Mas não posso viver disso. Sai caro e eu não recebo mais TR, lembram?

Felizmente o último tempo também não terei nesse semestre, o q não impactará na bora de buscar as crionças. Só posso concluir q Deus está do meu lado. Esperança...

Aqui tem muita gente de tênis. 
Já q a aula ainda não começou, essa foi a única percepção que eu tive.
Será q daqui a algum tempo eu vou virar Aloka do tênis também?

quinta-feira, agosto 09, 2012

As Minina e suas resoluções

 
 
 
 
 
Fato que a Dona Miúda ficou mexida com tanta mudança. Primeiro era cara nova em escola nova em piscina nova... é muito nova numa frase tão pequena, que dirá numa criança de 2 anos. Convenhamos, ela não é essa fortaleza toda, apesar de ela querer passar isso. ;-)
 
Então a bichinha sucumbiu.
A gente estava com saudade de Mãe 2. Todos estávamos. Ali tem um calor sabe? Uma ternura bem protegida por uma fotaleza, mas quem olhar bem, o carinho vai exalar! O amor, o cuidado, o esmero também. Então a gente vai ali correndo, mas não tem vontade de sair dali. Que dirá Miúda.
 
Deu aquele abraço apertado na Mãe 2, deu pulinhos, deu beijinho... deu tanto amor, que as lágrimas vêm aos olhos. Mas ela tem que saber que a vida é cíclica, que os laços de amor nunca se rompem, mesmo que haja certa distância ou distância nenhuma. E a gente não pensa em distância. A gente se fala, a gente se liga e conta as coisas. Hoje Miúda falou com Mãe 2 no telefone, tinha que ver que chique. Sugestão da Vó muito bem aceita pela mãe. Que bom!
 
Daí que ela teve uma febre.
Daquelas sem indício de resfriado, gozando de ótima saúde, ainda sim uma febre. Claro q eu fiquei boladona! E comia de tudo a danada! Sem parar. Ok... febre emocional, seria? Acontece né? E eu confesso, acredito nisso.
Então demos um tempo de tudo e ela pôde ver eu buscando os irmãos todos os dias em todos os lugares. Acalmou.
Começou a pedir a professora nov, a febre completou 48h e se foi.
 
E foi assim que ela entendeu que a mamãe sempre volta. E continuou pedindo pra ir à escola nova, hoje foi e não chorou o dia inteiro, comeu o lanche e brincou bastante com os novos amiguinhos.
Quando cheguei, ela estava sentada mais uma vez no colinho do Sr. Cabeça de Bolinha e ao me ver fez ALOKA de novo rastejando e ameaçando choro enquanto dizia melodramaticamente: MAMÃÃÃEEE!
 
Mandei parar logo de palhaçada, bora se recompor q a mamãe chegou e nós vambora!
Não desceu uma lágrima, ela entendeu q era demais e não chorou, ficou na boa.
 
O que eu mais adorei foi esse lado fênix da mulher, q tão logo entende, enfrenta. Nessa idade ainda é mais gostoso, porque não perde tempo com lamúrias. Sofre e levanta, pra cair logo ali, tudo bem. Mas sempre se levanta.
 
Quem diria eu, hein?!

sexta-feira, agosto 03, 2012

VOLTA PRA FACOOL - A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM!


Eu sei que meus amigos de verdade estavam na torcida. Eu estava na torcida! Não que eu tenha perfil de estudante de verdade. 
Eu já fui muito boa nos estudos em certa época na minha vida, mas essa pessoa se perdeu nos problemas alheios dos pais. Pois é... inevitavelmente eu não era cercada de taaaanto amor, carinho e atenção deles no meio dos meus 12, 13 anos e aí foi só ladeira abaixo. Eles atravessavam uma crise conjugal braba e eu estava mergulhada de cabeça nela. Tive uma melhora, depois relaxei.

Ainda sim terminei o ensino médio, alguns anos depois ingressei na faculdade com entusiasmo, mas outros problemas me afastaram. Compra de apartamento, filhos, agenda apertada, tudo isso me afastava do regresso! E eu agora me sinto madura o suficiente pra voltar. Todo o meu lado bom transborda e eu quero mesmo entender sobre esse admirável mundo novo que piloto instintivamente há 8 anos.

Ah! Me matriculei na faculdade não contei?
Ano passado, prestei vestibular correndo pra Estácio e pra Veiga de Almeida. Inacreditavelmente passei nas duas. 
Na Estácio só não passa quem já morreu, então eu não me sentia verdadeiramente inteligente. Ao contrário da Veiga que cai todas as matérias na prova. Absolutamente todas! 

Me deparei com assuntos como lentes (vi isso em física há zilhões de anos atrás e tô cagando pra elas, desde que meus óculos funcionem...), biologia, matemática, além do bom e velho Português meu amigo de longa data! Teve redação... 
Eu sei que chegou uma hora, em que eu já marcava tudo respondendo foda-se. Ainda sim me classifiquei raspando! Não tenho coragem de dizer a nota, tá? Fiquem na curiosidade mesmo.

Depois começou meu dilema. Como ganhava mal pra caralho naquela empresa, não tinha condições de pagar uma facool. Então eu apelei pro SisFies e foi assim que começou meu calvário. Olha q essa história está rolando desde janeiro. E como tudo na minha vida, a resposta estava bem debaixo do meu nariz! Eu sou lenta e míope, já está escrito nos anais da minha vida... Eu não sabia do meu diploma, nem do meu histórico escolar do ensino médio. Aqui não estava.
Abri um processo junto ao MEC, porque a escola em que eu estudei foi pras cucuias. E processo no MEC amigo, é pior que subir de costas ajoelhado a escadaria da Penha. Se eu nem nunca subi andando...

Então chegou uma hora em q eu imaginei que essa papelada estivesse na EStácio, já que estudei lá em 1996 um dia! E danei a procurar, tentar retomar minha matrícula antiga e nada. Em outro momento eu questionei se teria mesmo de voltar a estudar. Talvez o universo me quisesse dona de casa, vai saber?!

Só na semana passada, quando veio a resposta da EStácio me dizendo que toda a documentação que entreguei foi cópia a solução apareceu, quando eu já estava prestes a jogar a toalha, bater com a cabeça na parede, essas coisas... Daí eu pensei (adivinha, eu uso tutano!): se eu entreguei a cópia do diploma mais histórico, os originais só poderiam estar num lugar!

MINHA MÃÃÃÃÃÃÃÃEEEE!

Foi então que corri, passei a mão no telefone e liguei pra ela. 
Ela tadinha, acabou procurando àquela hora da noite e encontrou a papelada. Me trouxe tudo já no dia seguinte e nesta última segunda feira fui à Estácio me matricular no curso de Publicidade e Propaganda. Inacreditável.
Então retomei minha inscrição no SisFies e semana que vem levarei a papelada exigida pra dar entrada no pedido de financiamento dos estudos.
Têm noção?

Aaah que belezaaaa!
Minha mãe me salvou! Eu procurando o bagulho há 6 meses e estava o tempo todo na casa dela.
Então passamos por outro obstáculo. Para eu ir pra facool, Engraçadão terá de estar em casa com as crianças certo? Pois se depender do chefe dele essa resposta está INCORRETA!

Ele simplesmente não quer adiantar em 1h o expediente do meu marido. Não conversei, nem caí no choro. Deus está comigo. Corri lá e pedi para trocarem  meu turno pro horário da manhã. Como a Estácio é linda e fofolésima, fez tudo sem demora. Claro, estou um pouco tristucha, porque eu sou da night. As coisas funcionam melhor em mim à noite, mas não será má ideia aproveitar esse tempo.

As aulas ainda não começarão segunda (06/08), mas acredita-se que liberem a grade ainda na próxima semana.
Estou muito feliz zentchi! Muito mesmo. 
O fato de não ficar parada me deixa em paz e me fortalece. Preciso de evolução em tudo o q faço, é da minha natureza. 

Estou pensando sériamente em trabalhar de atendente de telemarketing à noite para complementar a renda, que tal? 
Pensa só! Eu poderei estar estando esclarecendo dúvidas, além de poder estar estando atendendo algum de vcs, realizaram? O único problema é q eu não poderei estar estando fodendo, muito menos poderei estar estando ter vida social... 

quarta-feira, agosto 01, 2012

GALEGA VAI PRA ESCOLA, E AGORA?


Era o meu primeiro dia na escola. Aos 3 anos, eu não aguentava mais ficar em casa de bobeira. Já havia pedido para ir, as vizinhas que brincavam comigo andavam naquele tal lugar, meus próprios pais, sabiam fazer aqueles desenhos com voltinhas, que seguiam uma linearidade enquanto eu... bem, tudo o que eu conseguia eram meros garranchos. Já estava cansada de não saber. O ócio diário também era algo que estava me dando no saco e foi assim que aos 3 anos pedi para mudar de horizontes. Estava na hora.

Não lembro exatamente como foi meu primeiro dia, lembro do parquinho, da ladeira que parecia imensa no Clube Helênico e de chegar ao parquinho sempre antes de entrar pra sala de aula. 
Nesse parquinho tinha muita areia, o que me dava certo desconforto entre o pé e o tênis, mas o balanço conseguia distrair a atenção.

Meu pai, Sr. Engraçado costumava me levar. 
Ele me ensinou a usar o balanço sozinha, incutiu em mim aquele espírito aventureira de cada vez mais querer voar mais alto e quando começavam a chamar, ele entrava comigo, sentava ao lado da mesa e fazia alguns desenhos. 

Dizem que na primeira semana eu fui na boa (sempre disse aqui que era lentinha!), que o problema começou à partir da segunda semana, quando a novidade se foi. Então eu não queria ficar, grudava nele para não me deixar e ele era obrigado a sair de fininho, fugido de lá. 

Eu tinha duas chupetas. Uma eu chupava a outra eu passava na ponta do nariz até secá-la. Isso, quando estava à vontade em casa, no conforto do meu lar. Na escola não. Na escola, nenhum dos meus amigos gostava de chupeta, além do mais, eu era tão censurada em casa por já ter 3 anos e ainda chupar chupeta, que na sala de aula eu me encolhia num canto, abaixava a cabeça entre os braços cruzados e chupava ali quando a fissura era muita. Era tanto trabalho chupar chupeta escondida, que o prazer ia embora. Com o tempo eu cansei de tanto constrangimento e comecei a deixá-las em casa. 

Nesse tempo eu já estava confortável na escola. Já curtia as sextas feiras de educação física, já sabia dar cambalhota no colchonete, me sentia imensamente feliz quando tinha piscina (era inflável, não se animem!) e eu podia desfilar cada dia um biquini diferente... nessa época eu me sentia imensamente feliz. Escovava os dentes sozinha depois da refeição, tomava tombos homéricos do balanço cada vez mais alto, fazia amigos, coisa que eu não era muito boa, já que minha companhia, brinquedos, papéis com desenhos eram suficientes pra mim. Foi na escolinha Minerva que eu aprendi a fazer a voltinha do E, coisa que na época era o cão! Ali foi o lugar onde eu aprendi a ler e escrever. Saí alfabetizada aos 5 anos. Falava Inglês também, mal e porcamente, claro, mas a pronúncia era ótima. 

Então chegou a vez da galega. 
Galega é uma pessoa desprovida de poesia na vida. É meio mulher marreta. Consegue na porrada, sabe como?
Toda linda foi pra escola dos meninos balançando a lancheira. Chegou lá, alcançou o parquinho, entrou na casinha de plástico, correu pro escorrega, invadiu a sala da ex-professora do Sr. Cabeça de Bolinha, viu a caixa de brinquedos, jogou um monte pra cima, saiu correndo, passou pela tia ensandecida e sentou na gangorra. Eu aproveitei o momento de euforia e me despedi. Ela me deu tchau e um beijo na bochecha.
Voltei pra casa sorridente e confiante.
Às 09:44h toca o telefone:

DA ESCOLA - É a mãe da Dona Miúda?
EU - Sim.
DA ESCOLA - Ela está chorando muito, vc pode vir buscar? Achamos que hoje já é o suficiente pra ela.
EU - =O

Ela ficou de 07:30h até quase 10:00h. 
Ainda está agitada, insegura e muito mais atentada que o normal, já que ela não é de dar trabalho. A rotina mudou muito desde que saiu da casa da mãe 2 e ela está sem a rede de proteção, que apesar de estar diante de seus olhos, ela ainda não consegue ver.

Ontem, foi crítico, porque ela grudou no meu pescoço e me agarrou com as pernas também. Chorou muito ao perceber que eu abandonava o recinto num momento seu de distração e eu cruzei o portal da escola debaixo dos berros dela, mas não voltei.
Ontem, ela ficou até o fim. Veremos no dia de hoje!

segunda-feira, julho 30, 2012

DAS FESTAS DE ANIVERSÁRIO




Detalhe para camisa dos Vingadores -
 Fashion
Eu lembro exatamente o q disse acerca de festas de aniversário. Que seria só uma por ano, as demais seriam comemoraçõezinhas dentro de casa.
Assim eu fiz com a galega, ano passado com Pacotinho, Engraçadão não teve e então nesse mês de julho chegou a tão temida vez do Sr. Kbça de Bolinha ter a sua.

Medo, pavor, terror, pode chamar do que quiser, que eu posso assegurar que todos esses sentimentos estiveram dentro de mim esse ano. Jurei apelar pras dorgas se preciso fosse para me acalmar, porque né? Apesar de estar sem trabalhar fora, administrar casa, criança, viagem e festa (?), até pra mim é um pouco demais.

Então antes da viagem à Pipa - RN fiz a famosa lista do que teria na festa dele. Ele que nunca teve uma festa de aniversário no play, só dentro de casa e olhe lá, merecia de tudo com pompa e circunstância; além do mais, Sr. Kbça de Bolinha já sabe cobrar que é uma beleza, de modo que desde o ano passado vinha com a cantilena: 

SR. KBÇA DE BOLINHA - Mãe, quando é a minha festa? É amanhã?

Mesa do bólo c/
 Fernanda Melo ao fundo
Pois é, não era todo dia que ele perguntava, mas digamos que quinzenalmente. 
Faria 5 anos, a ansiedade era muita, automaticamente incompatível com meu terror. A festa do ano passado da Dona Miúda estava fortemente entranhada na minha lembrança. Dava tremores só de pensar. Aquele mundareu de gente chegando, a comida se esvaindo, o cara das bebidas morrinhando, a menina das comidas se fodendo sozinha, me dando notícia ruim cada vez que esbarrava comigo na festa,  Dona Miúda fazendo aquele cocô homérico e eu suando em bicas. Pavor.

Dessa vez fiz a lista das comidarias, do serviço, do que deveria ser comprado, tudo antes da viagem. Na volta sobrou apenas as lembrancinhas pra comprar e montar, já que todos os serviços já haviam sido contratados: Bolo, docinhos, brinquedos, animadores, decoração, painel com fotos, íma de geladeira (default).

No quesito lembrancinhas, comprei uma caixinha de pipoca (vermelha, azul e púrpura pra meninas), saquinho plástico transparente e coloquei brinquedos e doces. Embalei-os  e amarrei com fitilho colorido. Separei uma mesa a parte onde ficaria a comidaria. Forrei com uma toalha de plástico branco, joguei outra de renda sintética por cima e a saia era azul (herdada do primeiro aniversário de Pacotinho). Nessa mesma saia, eu coloquei uns emborrachados com o tema da festa que era os Vingadores. Colei com fita dupla face. Isso tudo foi por minha conta, tirado da minha cabeça mesmo. É eu tenho ideias...

Na mesa dos convidados, forrei com toalhas vermelhas e azuis. Comprei suportes de cup-cake com o tema da festa, mas ao invés dos cup-cakes, encaixei copos transparentes cheios de bala, pirulitos, chicletes e alguns brinquedos que sobraram. Cada mesa tinha um e em caso de mesa juntada, colocava uma toalha vermelha e outra azul. Já na mesa de comidas, caprichei! Teve sopa de ervilha, caldo verde, milho cozido, cachorro quente, pipoca,canjica, além dos salgadinhos que eram servidos na mesa. O bom de fazer aniversário pro Sr. Cabeça de Bolinha, é que o mês de julho ainda permite aproveitar o mote da festa junina.

Não pensem que morri não! Como a gente se antecipou em 1 mês, deu pra ir comprando tudo devagar. Quanto às comidas, na sexta 27 cozinhamos eu e Engraçadão. Ele se encarregou do cachorro quente e de me ajudar em algumas tarefas com as sopas e no dia seguinte ele descascou e fez o milho. Em cima do laço, esqueci de fazer a pipoca, então a Advi que chegou cedo pra ajudar, correu no mercado, comprou o milho e fez a pipoca. 
A Chris Mendes também veio mais cedo e deu uma força com a arrumação das mesas, além da própria Advi que já estava ajudando. Na decoração, Fernanda Melo (fotógrafa e filha da mãe 2) deu sugestões preciosas para a mesa do bolo, o que facilitou minha memória fraca a essa altura.

Eu me adiantei e me arrumei cedo, tanto que quando desci pra cuidar da decoração só faltava maquiar e calçar os sapatos. E onde estavam as crianças? Aaah! Bingo! Após o almoço ordenei que todos fossem dormir para descansar pra festa. Eles obedeceram. Pacotinho que não dorme, teve de ficar em casa com os irmãos, caso acordassem antes do previsto. E eles não acordaram, deu tudo certo.

Assim eu não fiquei nervosa, não recorri a dorgas e pude dar atenção a todos os convidados.
Faltou muita gente, sobrou muuuita comida, tanto que teremos de fazer pequenas reuniõezinhas em casa, porque né? A geladeira está cheia e eu preciso esvaziar sem ficar baranga! Portanto os amigos terão de vir aqui comer.
Congelei algumas coisas e outras, como bolo e docinhos por exemplo, estou dando pras tias da escola, professoras e quem mais bater à minha porta.

Um desejo?
Que no próximo ano eu tenha dinheiro pra fazer o aniversário de 11 anos de Pacotinho.

quarta-feira, julho 25, 2012

QUEM SÃO OS HEROIS DOS SEUS FILHOS?


Hoje criança sabe q heroi é aquele troço da televisão e q é tudo de mentirinha né? Não adianta vc explicar a história antropológica dos super-herois q eles sabem q a aquela porra toda é feita no computador.
Então vc explica os poderes do photoshop... anyway! Não é nada disso...

A gente qdo tinha esse tamanho e era bestão, se espelhava nos nossos herois e queria imitá-los. Era um sotaque, um trejeito, uma maneira de ser... a gente copiava as pessoas q a gente admirava e isso, claro, compunha nossa personalidade, além de nos aproximar delas.

Isso continua acontecendo com as crianças, só que heroi pode ser qualquer um. Desde o que aparece nos filmes até pessoas q eles admiram. E meus filhos não são diferentes.
Até no que diz respeito a reproduzir falas, trejeitos e defeitos! E a gente como pais, fica nessa saia justa...

Sr. Cabeça de Bolinha está nessa. Se encanta com carinho porque dentro daquele leião existe um gatinho, então se enrosca na gente, beija, abraça e derrete tudo e todos a sua volta. Daí que um belo dia aparece em casa com uma cacoete esquisito, piscando sem parar, como se tivesse um tique nervoso ou cisco no olho. Do dia pra noite isso apareceu  do nada! Como lidar?

Problema neurológico? Rejeição a alguma negativa nossa? Ou seria mais uma daquelas manias que dá e passa? Detesto manias, mais ainda aquelas seguidas de micagens. Felizmente sou uma mãe observadora e pude constatar que esse era um caso clássico de micagem!

Pacotinho frequenta amigos muito queridos, onde mãe e filho possuem esse cacoete, embasados em histórico familiar. Sr. Cabeça de Bolinha se afiniza com aquela casa, ama aquela família e vinha frequentando junto do irmão. Então eles têm esse hábito de piscar repetidas vezes. Vem daí a micagem do Sr. Cabeça de Bolinha. Para ele, aquele jeitinho de piscar os olhos é bonito, porque ele se identifica com a mãe e com o filho, recebe carinho e amor deles, portanto, também eles são seus herois.

Mas mãe, não adianta gritar, não adianta mandar ele parar de piscar só porque ele não nasceu assim! Ele ainda não tem 5 anos completos. Isso claro, me deixava irritada e preocupada, de modo que passei a mão no telefone e liguei pro superpediatra.
Ele me lembrou dos tempos de gagueira (quando a criança até os 4 anos tem o raciocínio mais rápido que a língua e apresenta gagueira na fala) - que começou do dia pra noite e foi embora assim como chegou: do nada! - a orientação foi afastá-lo da família em questão. Putz! Isso é realmente um problema, porque ele adora ir pra lá!
Depois pediu que eu não tocasse no assunto por mais que o pisca-pisca persistisse. Ele que atendeu o Sr. Cabeça de Bolinha a poucos dias atrás, não acredita em problema neurológico, mas em imitação pura e simples. 

Então iniciei meu treinamento. Ele piscava e eu falava do tempo, ele piscava e eu oferecia água ou qualquer outra coisa; depois mandamos o gostoso pra casa do vô, que não apresenta nenhum tipo de cacoete e eu ainda não o peguei de volta.

Não é fácil. Requer paciência de Jó, mas é absolutamente normal os filhos se espelharem nas pessoas, para o bem e para o mal. Nós pais, devemos estar atentos, com uma memória tinindo a ponto de ligarmos os fatos, as pontas do quebra-cabeça e sem neurose, junto ao pediatra encontrarmos a melhor solução.

Não proibí Pacotinho de frequentar a família, mas pedi que ficasse atento ao tentar combinar as ligações pra lá, de preferência que conversasse comigo antes, para que eu possa distrair o irmão e ele não sofrer com sua ausência.

Quem sou eu pra dar conselho às mães, mas é importante antes de gritar e repreender a criança quando ela apresenta algum tipo de mau hábito, que se recorra antes ao histórico familiar, a seus hábitos no cotidiano e por fim, é sempre importante se aconselhar com um pediatra. A solução muitas vezes pode ser simples.

Bj na bunda!

quarta-feira, julho 18, 2012

OS MENINOS


É engraçado acompanhar as crianças de perto. Eles sentem tédio.
Essas férias não estão sendo do jeito que eles queriam. Como o grande sonho dourado de ficar na rua direto, comendo fora e só se divertindo. 

Tem a organização do aniversário do Sr. Kbça de Bolinha. 1 festa por ano, lembram? Pois é, ele já sabia q seria a vez dele e esperava ansiosamente por isso. Não pode prometer algo a criança e descumprir. Deus tá vendo viu?

De maneira q a natação veio pra salvar a harmonia familiar. Agora eles nadam, mas fora daquele treinamento recreativo q era em natação de escola, sobressai o lado técnico. E eles estão amando! Estão sendo desafiados toda semana. 

Acontece que para  administrar essa balbúrdia familiar, tem q ter talento e muita força na peruca! E haja peruca.
No geral, eles são bonzinhos, eu tento ensinar auto-suficiência, mas não adianta, o papel de mãe chata está entranhado. Ensinar que eles se virem sozinhos também é uma tarefa árdua. E qual é a mãe q não tem vontade de se esconder de vez em quando? 
Os bicho falam! E falam pelos cotovelos, pelos ouvidos, pelos braços, pelos fios de cabelo e eu me pergunto, quem foi o féla q ensinou esses putos a falar desse jeito; que lia histórias, que conversava com o bebê, q estimulou esses mini-félas a ter o raciocínio mais rápido q o seu?
Quem deixou?
Por q se eu encontro esse troço por aí eu dou umas bicadas de sapato bico fino neles.

Bem... estou me sentindo mais calma, mais cândida, mais de cabelo liso... é não tem dado pra pentear cabelo.
Eu acordo, compro pão, ajudo a fazer o café ou arrumar a mesa, ajudo a marido e filha a saírem de casa, leio, escrevo email, já é meio-dia, corro pra almoçar, então é dia de natação, a gente descansa um pouquinho, tem dia q tem cinema, mas é sempre com tudo correndo.

Eles lutam, se embolam no chão, se porram de mentirinha, brigam, se abraçam, se beijam, se acusam, ficam de castigo juntos, brigam, se calam, sentam pra lanchar, já tomaram banho? Comem, pedem biscoito, fruta, bolo, suco, iogurte, bolo, bala, bolinha de sabão, chiclete, comida, bolo, biscoito, doce de leite (me escondo, grito, dou esporro, beijo.). Socorro!

Aí eu me pergunto: Que mãe guenta isso?
Então eu ganho um desenho, um elogio, uma gargalhada impagável do Sr. Cabeça de Bolinha ou ainda um raciocínio lógico e bem elaborado de Pacotinho e me derreeeeetoooooo... ai, ai... suspiro... e sigo em frente.

Sou fácil.
Apaixonada e histérica. Sou italiana?
Só que essa força avassaladora que me move, eu nem desconfiava de onde vinha.

sábado, julho 14, 2012

POR QUE A FANPAGE JACONÉ?


Em 1989 eu estive pela primeira vez em Jaconé.
O cenário era de muita alegria. Meu pai havia comprado um chalé pertinho da praia, que eu ouvira dizer, era  muito brava, mar aberto e eu cagona (ou seria respeitosa?) em relação ao mar, nem me deslumbrei totalmente com essa possibilidade. Só a ideia de ir um dia andando à praia, me deixava muito feliz. Um sonho realizado e totalmente distante da minha realidade na cidade. Ir à praia andando.

O chalé estava no cimento, tinha água encanada e luz não tinha. Então chegamos numa sexta feira fria, zanzamos pela cidade desértica, visitamos a barraca de um senhor conhecido na rua 96, meu pai tirou o chinelo e pôs os pés na lama assim que chegamos. Era um ritual. Ele tirava o relógio e o chinelo assim que chegava. Só ele, claro. Eu e lama não nos entendemos muito bem até hoje.

Naquela noite fomos pro chalé, varremos a poeira e dormimos em colchonetes que absorviam toda a friagem do chão. Tudo isso à luz de velas. De dia, eu consegui ter uma vaga ideia do q seria o chalé diante da euforia do meu pai. Comemos angu no almoço. Era o q se vendia na cidade, naquela mesma barraca onde meu pai havia tomado um conhaque ao chegarmos.

Fomos à praia e eu pude observar a natureza nua e crua. Uma das coisas q mais me marcaram, era o tamanho das conchas que a gente pegava na areia. Do tamanho da palma da mão de um adulto. 
À noite, fizemos uma fogueirinha em frente ao chalé e assamos batata doce. E eu nem gostava de batata doce, só que estar ali, vivendo essa experiência nova... tinha tudo haver comer batata doce assada. Rimos, contamos piadas, cantamos e fomos dormir às 9h da noite pensando q eram 2h da manhã, felizes e prontos pro perrengue q era aquela friaca!

Saltamos no tempo e eu voltei lá meses depois. Mais precisamente no verão.
Cara, o chalé era um chalé de verdade! Com tijolinho, varanda, sofá de alvenaria, banquinhos que rodeavam a bancada que dividia a sala e a cozinha. O ato de varrer ao chegar, bem como de tirar o chinelo e o relógio continuavam como uma forte tradição. Já naquela manhã pude ir ver o mar e já não parecia tão bravio assim. Ainda apreciamos o pôr do sol no final do dia, onde já batia um friozinho gostoso e na sorveteria e no Fish, extinto, se reunia a galera que curtia outro tipo de música q já não se ouve agora.
Sabe quando vc se sente em casa? Então.


Claro, voltei em outros tempos.
Levei amigos, namorados, muitas amigas, festa de aniversário, irmã, amigas da minha irmã, namorados dela; mais tarde marido, filhos... natais, anos novos e carnavais. Eu sempre volto e é sempre mágico, porque hoje, já conheço ruas, Praia das Pedrinhas...

E meu pai q volta sempre, que está lá sempre, conhece gente, natureza, o mar, as transformações, os problemas, os cheiros... 
Ele conhece um pedaço bem especial de Jaconé, fotografou as passagens do tempo por lá, através de máquina fotográfica, celular, câmera de filmar e sua própria visão da cidade, bem como sua história, seus contos. Ele teve a grande ideia de criar uma fanpage que mostrasse Jaconé sob sua ótica, suas lentes e sua presença constante.

Infelizmente, eu não conheço tanto quanto ele. Não tive tanta oportunidade de conhecer as entranhas, as trilhas de Jaconé e fiquei restrita a um pedaço de mar, a uma certa Praia das Pedrinhas...

Claro, Jaconé tem seus problemas, não é praqueles q buscam luxo, mas pros que estão a fim de dar um tempo no frenesi q é morar numa cidade grande. Vê-se simplicidade em contrapartida a toda sorte de gente barulhenta q tem por aí. É... mudou muito, mas eu me concentro no que há de bom. E tem q se assim, porque tudo passa não é mesmo?

Então eu acho q seria muito legal gente nova, conhecer a cidade, visitar, quem sabe reservar esse pedacinho de lugar também dentro de si. Sei que minhas amigas q estiveram lá, guardam com carinho esse momento. Elas já curtiram a fanpagem sem mesmo eu ter divulgado pra elas através do Facebook e eu espero de coração q não seja tão difícil meu pai atualizá-la, porque infelizmente ele está sem PC em casa. Então é preciso uma dose de paciência. 

Mas eu apoio.

terça-feira, julho 10, 2012

SOBRE FILMES E FILHOS


Eu não sou muito boa pra impor certos limites nas crianças e confesso, devo exercitar esse meu lado. É que me lembro bem que tinha uma memória sensacional quando criança e entendia um bando de coisa que meus pais juravam que eu não estava entendendo. Apesar de tudo, eles eram cautelosos. Bastante.

Antes mesmo de ser mãe, eu achava que se vc não chamasse atenção da criança para certas maldades que poluem apenas a sua mente, por q então tocar no assunto ou proibir o que nem é ainda entendido? Baseada nessa minha intuição, eu via certos filmes e programas mesmo quando minha irmã mais nova atravessava o cômodo, sob a pecha de q se não comentarmos, ela não entenderá. 
Meu sonho dourado, era que levássemos a nudez e o amor com a maior naturalidade possível.
Então é chegada a hora de darmos a cara a tapa. No filho dos outros é mole, diria minha mãe. Não tiro totalmente a razão dela. Requer coragem.

Aqui, com Pacotinho filosofando desde os 3 anos, Sr. Cabeça de Bolinha apresentando um raciocício lógico e memória brilhante desde os 2 para 3 anos, não impus tantos limites. Com Pacotinho fui muito mais chata em relação a violência, por causa da natureza pacifista dele. Mas nudez nunca foi um tabu.

O Sr. Cabeça de Bolinha, coberto de testosterona até os cílios, sempre foi chegado em brincadeiras mais truculentas e adora porrada de todos os gêneros; aprendi a aceitar mais esse tema, sempre tendo o cuidado de observar se o comportamento está sendo reproduzido nos amigos. Enquanto a escola não me levanta a bandeirinha vermelha, estamos indo bem com títulos sangrentos, Highlanders, Apocaliptos, Jackie Chans ou Jet Lis da vida.

Mas tem uma coisa q me inibe, me deixa com rabinho entre as pernas e esse tema, lógico, é sexo!
Meninos têm ereções. 
Meus meninos, desde a idade de 4 anos, começaram a associar ereção às cenas. 
Sr. Cabeça de Bolinha sempre foi louco por peitos, mais até do que por bundas - paixão nacional -, então monte vc o quebra-cabeças!

Nós dois vendo Highlander 3 e eis que surge uma cena em que o velho e bom MacLeod derruba uma cabrona em sua cama, tasca-lhe a mão nos seios, beija-lhe o corpo quase todo e meu cu tranca lindamente.
Sr. Cabeça de Bolinha não pisca, assiste a tudo e até hoje fala sobre o assunto, esporadicamente.

O q vcs queriam q eu fizesse?


  1. Entrasse na frente da TV e começasse a cantar frenéticamente o sucesso do Seu Jorge AMIGA DA MINHA MULHER;
  2. Sacasse o controle remoto debaixo das cobertas e de primeira no escuro encontrasse a tecla STOP parando o DVD e por conseguinte, a cena de amor;
  3. Desse uma voadora no moleque seguido de um mata-leão para q ele desmaiasse e não visse a cena;
  4. Dissesse q o casal se ama e está brincando pelado.
Bem, eu não faço ideia da opção q vcs escolheram, mas diante das perguntas de MÃÃÃE POR Q ELE TÁ BEIJANDO O PEITO DELA? Com cu trancado ou não, eu disse q eles estavam namorando, q eles eram adultos e se amavam muito e antes q a pergunta ficasse comprida demais, eu interrompi com:

EU - FILHO! CALA A BOCA E VÊ O FILME SENÃO EU VOU TIRAR!!

Isso resolveu. Ele preferiu continuar vendo calado. Nós é q tivemos q aturar alguns dias ele falando de beijo, peito, vice e versa. 
Claro, pedi q ele não mencionasse aquilo na escola, nem com colegas, nem com ninguém  ou ele ficaria de castigo, porque nem tudo se deve conversar com os amigos da escola e ele assentiu. Mas em casa com o irmão, às vezes pegava ele zoando. 

Claro q Engraçadão reprovou minha atitude. Na concepção dele, eu não deveria ter apresentado Highlander pra ninguém. Mas tenho certeza q esse comentário se deveu ao episódio beijo no peito. Não fosse assim, ele já teria se manifestado nos dois anteriores!

A gente erra. 
Eu erro muito. 
Tanto q ontem vendo MALU DE BICICLETA dei um pulo ninja e desliguei a TV qdo percebi q ia rolar cena de sexo e felizmente, o mesmo filho estava de costas pra TV e não viu nada.
Revi meus conceitos. Se o cu tranca, há q se respeitar!

Ainda sim, num caso de ser pega de surpresa, prefiro ser sincera e admitir que humanos fazem amor e q isso não é vergonha pra ninguém, q é um ato natural, q os irmãos vêm da minha barriga e q podem nascer da minha perereca ou de uma cirurgia; sim, a gente anda pelado, beija na boca e discute as dúvidas familiares; a gente bota de castigo e pede desculpas quando erra. 
Não tá bom, não?

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