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terça-feira, outubro 30, 2012

21 PASSOS PARA UMA DEPRESSÃO BEM SUSCEDIDA

 
  1. Pense que o talento que Deus te deu não serve pra nada! Sempre haverá gente mais nova, com  mais tempo e com disponibilidade que chegará na sua frente;
  2. Pense que a vida não vai te aliviar ou ter pena de vc só porque vc tem 3 filhos;
  3. Sinta-se extremamente perdido porque a todo momento vc quer algo diferente, ao passo que a imensa maioria que te cerca tem foco e vai atrás do que quer;
  4. Nunca, jamais, em tempo algum saiba responder a clássica: O QUE VC QUER SER QUANDO CRESCER;
  5. Comece a se sentir um merda e a ter pena de si próprio;
  6. Comece a temer pelo seu futuro;
  7. Sinta seu peito oprimido e as lágrimas querendo descer, mas não deixe. Segure mais um pouco;
  8. Despeje sua frustração quando seu filho quebrar uma taça de sobremesa cheia de sorvete, daquele conjunto que vc sentia orgulho. Ponha-o de castigo e vá limpar a sujeira sentindo as lágrimas vindo;
  9. Dê aquele esporro bonito no moleque, destacando o quanto ele não se importa pelo fato de não te ajudar e bagunçar muito;
  10. Faça ALOKA do cu quando perceber que esse mesmo moleque está deitado em cima da roupa limpa para passar;
  11. Tranque-se no banheiro e deixe as lágrimas rolarem do seu rosto com vigor;
  12. CHORE, CHORE, CHORE MUITO, em frente ao espelho, sentanda no vaso, debaixo do chuveiro (frio de preferência) e pense em que puta enrascada vc se meteu desde o dia que nasceu;
  13. Pense que todas as pessoas que te cercam já resolveram sua vida profissional menos vc. Mesmo aquelas que estão num empreguinho de merda são mais felizes e chore mais um pouco;
  14. Pense que seus pais não tiveram que ralar metade e se deram bem na vida, enquanto vc não consegue sequer arrumar um rumo pra sua;
  15. Volte a questionar a porra do talento que vc tem e que não serve pra porra nenhuma;
  16. Agora pense no dinheiro que vai parar de cair daqui há 3 meses e chore mais ainda;
  17. Saia do chuveiro quando começar a assustar seus filhos;
  18. Perceba que a depressão começa a se instalar no seu corpo e peça a um dos seus filhos para ficar em casa, pois a rua é o pior lugar pra se estar quando se tem depressão;
  19. Encontre sua melhor amiga, a cama, em dias de depressão, só ela pode te abraçar;
  20. Chore, chore, chore mais ainda e converse com Deus. Já que vc é muito covarde para cometer suicídio, peça um acidente leve, ou que ele te leve durante o sono;
  21. Por fim, se dê conta de como vc é egoísta e que certamente faria algumas pessoas sofrer. Se chame de otária pra baixo e tire uma soneca, porque ao menos ela não resolve, mas cura a dor da alma.
Parabéns!
Você conseguiu ficar deprimido, deprimir quem está a sua volta e me deixar deprimido também!

quarta-feira, outubro 17, 2012

TOLERÂNCIA ZERO

 
Esse momento chegaria mais cedo ou mais tarde. Afinal, são três contra um! Mas tem horas que não dá pra manter a sanidade. Infelizmente é assim que é.
 
Minha maior dificuldade tem sido com um tal leonino, Sr. Cabeça de Bolinha, o de número dois, a coluna do meio, o explosivo e temperamental gatinho que se acha o umbigo do mundo e foi mesmo, até o nascimento de dona Miúda.
 
Eu que derramei muitas lágrimas no tempo do aleitamento, antevendo as dificuldades que viriam, por achá-lo muito novo, por saber que estava sendo arrancado do seio do chamego sem estar preparado pra isso com tão pouca idade, sem um prévio amadurecimento e tals... aquelas lágrimas tinham razão de ser.
 
Hoje, o Sr. Cabeça de Bolinha oscila entre o extremo carinho e a agressividade. A agressividade e explosões de raiva, são por conta do leião que vive dentro dele e que claro, sabe como ninguém seduzir e ser gatinho na mesma proporção.
 
Coisas mínimas, como mudar a letra de uma música que ele curte, pegar um brinquedo sem sua autorização, dar-lhe uma zoada básica, porque nessa família todo mundo zoa e é supernormal ser zoado, desde que não se falte respeito... nuoossa, vai tentar! O tempo fecha. Não pode zoar, mas ele adora botar pilha nos outros.
 
E eu ando por um lado feliz por estar lidando desde junho com os 3 e estar conseguindo não matá-los de porrada, ou simplesmente esganá-los e por outro lado estou triste, porque dos puxões de orelha e palmadas na bunda, o campeão é o Sr. Cabeça de Bolinha.
 
Você diz: "Não faz isso!" Ele vai lá e faz. "Não pula aí!" Ele vai lá e pula. "Fala baixo que eu quero estudar ou seu irmão tá estudando!" Ele canta, grita, fala alto... E você fala uma, fala duas, fala três e na quarta você já está berrando e na quinta totalmente possuída, já está quase arrancando a orelha dele e o conduzindo até o castigo. Caraaaaaalhoooo!
 
Mas só uma mãe q ama sabe o quanto doi cada puxão de orelha ou palmada. A sensação nunca é boa. Doi muito na gente, deixa um rastro de raiva por estarmos tomando tal atitude. Abala nosso âmago, traz uma infelicidade e mais, eu fico puta por horas quando tenho que recorrer.
E sabe o que é pior? No caso do Sr. Cabeça de Bolinha, dá pra notar que ele não faz por mal, nem por afronta. Isso é que faz doer muito mais quando tenho que puní-lo. Ele não é como algumas crianças que eu pude conhecer, que talvez por problemas familiares, usam do artifício negativo para obter atenção dos pais. Bolinha não é assim. Ele esquece q não pode pular ali, esquece que não pode falar alto e esquece que não pode fazer isso ou aquilo. E se vc perguntar por quê, ele responde que não sabe ou que fez porque quis.
 
Hoje conversei com ele antes de tirá-lo do castigo e chamei sua atenção pro fato de que só ele ganha puxão de orelha, só ele ganha palmada na bunda. Que os irmãos dele não são criados dessa maneira, apesar de cometerem erros também.
Ele ficou me olhando, com aqueles olhos lindos, me pediu desculpas, deu um beijo e me abraçou como se nada estivesse acontecendo. E eu ali, com aquela dor, com os dedos queimando pelo puxão de orelha e aquela raiva de mim sem tamanho, que me fez ficar emburrada até agora, com essa dor aqui dentro.
 
Estou com essa raiva de mim, com essa dor remoendo e uma vontade de derramar litros de lágrimas que não descem. Por causa disso, fui ríspida com os outros, perdi a paciência com Dona Miúda que estava uma chata de galocha e ainda consegui ser grosseira com Pacotinho que estava tentando me ajudar perguntando o que estava rolando.
Engraçadão foi pro futebol e eu fiquei aqui com esse nó na garganta. Com esse dilema e essa pergunta que paira no ar:
 
Será que eu estou exagerando e sendo escrota com um menino de 5 anos q vive dentro de um apartamento de 60m2 e tem energia de sobra? Será que eu deveria ser mais tolerante e aprender a contar até mil?

quinta-feira, outubro 04, 2012

SEMANA DE PROVAS... DE FOGO


Morrendo de medo que essa semana chegasse. 
Dia de prova. 
Meu terror: Economia.
Não pela economia em si, mas por achar que sou burrinha.

Meu ensino médio quando ainda era segundo grau foi tenebroso. Me envolvi demais naquele turbilhão conjugal q nem era meu e por raiva, tristeza e revolta fui de mal a pior. 
Repeti de ano três vezes, não queria estudar simplesmente, não entendia muita coisa e isso eu carreguei comigo. 
Sempre fui ótima repetidora e esforçada, mas inteligente mesmo, tinha um bom tempo que não me sentia assim.

Nisso a empresa a qual fiquei por mais tempo foi boa, porque ali eu percebi que tinha sim uma pontinha de inteligência, jogo de cintura e outras qualidades e isso me deu coragem pra romper com tudo e voltar pro banco escolar. Olha aí as coisas fazendo sentido! ;-)

Só q semana de prova, três filhos e eu burrinha...? Ai... seinão.
Então veio a primeira.
Estudar, estudei como Deus quis. Entre gritarias, correrias, bolas na sala, louça na pia, chão sujo e tudo espalhado. Abandonei a culinária e mesmo encarando um fim de mês com pouca comida na dispensa, eu priorizei os estudos e esbanjei criatividade nas refeições. 
Tudo como Deus quis.

Então a primeira prova foi de Sociologia. Ainda não sei a nota mas lá no íntimo, sei que acertei bastante. Saí de lá com as pernas bambas de tensão.
Análise Textual foi outra peleja q me dediquei bastante no início do período, mas depois larguei de mão,  vindo pegar só na véspera. Esta, uma prova virtual cheia de múltipla escolha, eu também fiquei com aquela sensação de ter acertado mais da metade. 
Dois trabalhos transitam nesse campo: Fotografia e Introdução às profissões em comunicação e eu rebolando na boquinha da garrafa tendo que não dispersar e estudar pra Economia. Felizmente essa prova teve muito de interpretação de texto, além do que, numa tacada de sorte, caiu exatamente o que eu estudei (ontem!). 

Não faço ideia de qual nota vou tirar, mas saí de lá com aquela pontinha de orgulho de que a burra que viveu comigo tanto tempo está se despedindo.
Tudo é uma questão de eu não fazer corpo mole.
É uma questão de eu não desistir e ignorar as tacadas de bola, a gritaria, a correria dentro de casa...

Outro ensinamento que estou usando para não distrair, é o treino do "ouvido de mercador". Fiz muito isso por longo tempo da minha vida, quando minha mãe enchia meu saco e falava horas a fio no meu ouvido, então minha mente viajava, ia para lugares distantes e incríveis. Estou usando essa técnica quando as crianças berram, brigam ou choram enquanto eu estudo. Se não estão se matando, eu permaneço sentada concentrada nos estudos. Se o bicho pega, então eu levanto, dou esporro em geral, pego algum pelo braço e ponho no cantinho do castigo até ler outro capítulo.

Não posso esquecer que Papai do Céu também está dando uma força. Claro, porque sem Ele...
Mas e nas próximas avaliações, como há de ser?
Há de ser então, né?

sexta-feira, setembro 28, 2012

O DESFRALDAR

 
Os pediatras recomendam que a criança seja desfraldada à partir de 1 ano e 8 meses de vida. Não que ela consiga automaticamente assimilar as funções urinárias e "defecárias" do dia pra noite, não é isso. Mas conta-se com o fato de ela saber o que é ficar suja. E crianças, meus caros, nessa idade tem ojeriza de se sentirem molhadas ou imundas. É assim que começa.
 
Aos quase dois anos de vida, papais e mamães estão cansados de investir em fralda. É um investimento sem retorno, baseado no amor e o único dividendo que se tem é uma  merda. Uma não, muitas!
 
Quem é pai de primeira viagem não raro arrota por aí que não vai investir numa fralda cara, porque aqui só vai levar xixi e cocô, então qualquer Dry Something da vida vale. Eu mesma falei isso na época de Pacotinho. Não entendia por que Pamper's, por que Huggies, etc. Danei a comprar uns pacotes grandes de Dry Something desenfreadamente até me deparar com a carinha de Pacotinho, sua pele sensível, aquele amor avassalador que me invadiu... Daí que fui a primeira a bradar:
 
EU BRADANDO - Nem fodendo que eu vou botar essa porcaria na bunda sagrada do meu filho!! - o forro da fralda era verde, enquanto as demais eram brancas. Começa por aí!
 
Despachei tudo pro porteiro que já havia encomendado o 6º. filho e que com certeza sendo porteiro, a essa altura do campeonato estaria cagando fedido pro fato de o fundo da fralda ser verde.
 
E assim eu entendi que não adianta economizar. O que adianta, é proteger o bumbum de quem se ama, ainda sim, não é garantia de se evitar alergia a fralda.
 
Então, o superpediatra apoia a decisão de se desfraldar após esse período doloroso de 1 ano e 8 meses desde que não seja inverno. E eu tive que segurar a onda da ansiedade até a chegada do verão no caso dos dois meninos.
 
Aí começa o tormento.
Os meninos foram assim, além de urinar no chão e fazer cocô na cueca com vc correndo atrás com o pano de chão, metendo o dedo na merda etc, tem a problemática do medo do cocô.
Tanto Pacotinho, quanto Sr. Cabeça de Bolinha aprenderam rápido a fazer xixi no piniquinho, mas o cocô... putaquelospárel!
 
Lembro que uma vez, em meio a uma negociação com Sr. Cabeça de Bolinha, para que ele permanecesse sentado  no peniquinho até o cocô sair - ele aos berros no banheiro e se debatendo e eu calmamente o segurando e negociando - Amélie Poulain, nossa gata, diante da gritaria e choradeira, começou a rosnar tal qual um cachorro em defesa de seu amo. Felizmente nesse mesmo dia, Sr. Cabeça de Bolinha conseguiu fazer e perdeu o medo. Eu não fui arranhada mas tranquei o cu devidamente, porque né?
 
Então estou bem no meio dessa fase tenebrosa com Dona Miúda.
Passei uma semana andando com pano de chão na mão, metendo o dedo no cocô que ia parar na calcinha, porque sim, ela só avisava depois que tinha feito... fiquei exata 1 semana nessa tormenta e Engraçadão foi agraciado com apenas 1 sábado e 1 domingo (e ele ainda reclamou, tá?!). Felizardo.
Bem, ao final de uma semana, ela sentou no peniquinho que fica estratégicamente próximo ao banheiro, bem no meio do caminho e fez seu xixizinho como que por encanto. Ainda no mesmo dia, toda prosa com sua conquista, danou a fazer xixi a todo momento só pra poder dar tchau pro xixi. A galega é um barato. Diz assim:
 
GALEGA - Tchau xixi, vai com Deus!
 
Eu não aguento né?
Pois num desses momentos, ela empolgadíssima fez tanta força pra sair o xixi, que acabou fazendo cocô. Foi numa sexta feira ensolarada.
Eu aplaudi, dei tchau pro cocô, passei a vassourinha no peniquinho, botei cheirinho e a ensinei a fechar sempre a tábua. Aliás, os meninos também fecham a tábua sempre, tá futuras noras? Menos um problema procês!
 
E eu pasma, estou lentamente me despedindo das fraldas depois de 1 semana. Ela ainda dorme de fraldas, mas no soninho da tarde não faz xixi e passou 3 noites não urinando na fralda também, só vindo a fazer quando o clima esfriou aqui no Rio.
 
Ou seja, eu morria de medo das meninas, eu temia ser mãe de menina, eu tinha certeza q não levava jeito pra coisa e hoje a galega está me ensinando que somos mais.
Ela está tirando meu medo, está me dando a mão e me ensinando a ter orgulho dela a cada dia mais. Principalmente, galega está fazendo todo um trabalho de resgate da minha auto-estima feminina, que durante anos da minha vida, vou amassada, embolada e jogada no lixo.
E eu só posso ser grata por isso.

terça-feira, setembro 11, 2012

VIDA EM SOCIEDADE E O PREÇO QUE SE PAGA

 
Estou terminando um exercício que sugere que do ponto de vista socioantropológico, meninos têm uma tendência natural para jogar bola desde pequenos e meninas para pular corda, ou conversar desde cedo. O que claro, é uma inverdade. Tanto meninos quanto meninas, estão aptos para bater uma bolinha e por que não (?), juntos.
 
No entanto, o padrão de nossa sociedade é masculinizar o menino desde cedo oferecendo a bola, como forma de tentar garantir sua sexualidade padrão. E à menina, dá-se uma boneca, brinquedos de casinha, etc.
Balela.
Estou eu aqui com Dona Miúda vivendo entre dois meninos, amando batons, adorando saias e vestidos e brigando pelos carrinhos dos irmãos ao mesmo tempo, disputando as bolas deles, etc. Aqui em casa, as definições de gênero até o momento, estão bem marcadas sem imposição alguma. Eles estão seguindo o caminho que se identificam, idependente de bonecos, bonecas, bolas ou vestidos.

Mas essa linha não representa o padrão vivido em sociedade.

Geralmente, os adultos morrem de medo de que seu filho ou filha escolha o caminho do meio. O diferente. Seja por preconceito, seja por amar demais e temer o pior pra seu filho, que se traduziria em sofrimento; pai ou mãe nenhuma sonha que seu filho seja gay.
Eu mesma, debaixo do meu discurso liberal e odiando hipocrisia/ discriminação, não sonho em ter filho gay. Minha orientação sexual é hetero. Ponto. No entanto, minha consciência entende que o amor que sinto por eles é muito maior que as escolhas que eu poderia fazer no lugar deles.
 
Eu escolhi transar antes do casamento. Eu escolhi não casar. Eu escolhi ter filho aos 35, mas eles vieram bem antes. Eu escolhi a minha vida e entendo que amar é deixá-los escolher o que quer que sejam, mesmo que essas escolhas não compartilhem da minha opinião.
 
Temo como toda mãe. Engraçadão teme também como pai zeloso que é. O temor faz parte da maternidade/ paternidade. A gente teme porque ama e porque quer a felicidade deles. E para viver em sociedade sem surtar, vc meio que tem q andar junto com a boiada. Mesmo afirmando que eu seja meio autista desde sempre, ter um filho excluído por uma escolha que tenha feito, é algo sim assustador para qualquer pai. Só que em pleno século XXI, é impensável na minha concepção termos conceitos arcaicos que não reconheçam o homem/ mulher como cerumano, indivíduo que é, independente de raça, cor, gênero, cultura, sabor.
 
É simples.
Basta fechar os olhos, amar o próximo e pagar o preço.
Simples.

segunda-feira, setembro 10, 2012

A IMPORTÂNCIA DE SE TER UM BLOG

 
Estava euzinha lá, sentada na frente em sala de aula, com meus zócolos hypster (é o que dizem) prestando atenção em tudo, quando a fessora nos apresentava o blog que ela em parceria com outra fessora da área de comunicação estavam criando.
 
Daí ela diz assim:
"Temos até uma blogueira em sala de aula."
E aponta pra euzinha ali esprimida na frente.
 
Então eu fiquei matutando acerca desse ser blogueira e me bateu uma vergonha atroz que me fez encolher na cadeira mais assim dentro de mim mesma, do que externamente, porque ninguém percebeu.
Eu já fui muito mais blogueira do que hoje em dia. Do tempo em que ter blog, era criar um mundo todo especial pra si mesmo, pra uma multidão, ou pra ninguém. Você podia contar a verdade, você podia mentir, ninguém questionava se era ou não, porque virtual está longe! As pessoas acompanhavam, davam pitaco, deixavam comentários em cima de algo que bem poderia ser verdade ou mentira. A gente até tinha o privilégio de se esconder atrás de um pseudônimo. Coisa q eu ainda faço com muito amor, já que estou prestando uma homenagem ao Anjo Pornográfico - Nelson Rodrigues. Hoje as coisas mudaram. Agora, usa-se nomes de verdade. Cruzes! Pé de pato, mangalô três vezes!
 
A vantagem pura e simples de se ter um blog a 8, 10 anos atrás, era cuspir nossas ideias, sermos apenas amados ou odiados, ou ainda as duas coisas. Tem gente que ainda consegue esse prodígio mesmo em tempos modernos como esses.
 
Então chegaram os caça-talentos, o Google Adsense, os publiciteiros de plantão de olho num anônimo com muito a dizer e como tudo na vida, blog virou PRO. Gente anônima ganhando dinheiro que nem gente grande e vivendo de blog. Fifty-fifty.
O meio jornalístico também descobriu que haviam muitos talentos na massa blogueira, os amantes da escrivinhação pura e simples começaram a visar lucro e perderam sua essência.
Segmentaram-se.
 
Minha irmã mesmo vivia dizendo que eu deveria ter um tema. Que meu blog estava fora do perfil para me colocar em certos freelas, porque né? Euzinha tenho uma casa que não é segmentada, não tinha teto, não tinha nada...
Só escrever bem não basta, assim como não basta saber só juntar lé com cré, coisa que eu faço bem desde sempre. Tem que ter mais, tem que SER mais. E eu não sou nada. Eu nem ao menos sei se pretendo...
 
Daí que me senti muy envergonhada quando a fessora falou em blogueira em sala de aula. Não sou PRO, muito menos sou segmentada. Posso mesmo chamar esse diarinho sem-vergonha de Blog?
Sei que aqui eu falo de música, de filme, de filhos, de relacionamentos, de festas e acontecimentos, com um único senão, todos voltados pra minha vida, como se eu fosse ALGUÉM. Aliás, os blogs de raiz tinham esse poder, de fazer a gente se sentir alguém. Só que com tanta modernidade, descobri que eu sou ninguém praticamente, se levarmos em consideração que o blogueiro de raiz morreu.
E o maior problema, é que eu só sei fazer assim. Tenho um olhar sarcástico e bem humorado sobre as coisas. Até na hora de falar de aula, eu boto uma pitada de sacanagem, sem querer ofender ninguém claro.
Chamo professora de fessora, adoro ressaltar os bafos que rolaram, dou ênfase na escrotidão humana, eu sou assim e foi pra isso que criei o blog. Mas posso continuar a chamá-lo de blog mesmo?
Só porque tenho 8 anos initerruptos de escrivinhação, tenho ainda esse direito?
 
Pois é, são mais perguntas do que respostas. De toda forma, acho legal a faculdade estar provocando isso em mim. Essa reflexão acerca do universo ao meu redor. Ela está sacodindo meus alicerces pra valer.
Eu só espero que a fênix ressurja das cinzas e vença no final.

sexta-feira, agosto 31, 2012

REPÚDIO ÀS REDES SOCIAIS. PODE ISSO?

Gente, eu sei q vcs estão ávidos pra saber das novidades e tal e eu só estou enrolando aqui; que vcs estão doidos pra saber como foi o primeiro dia de aula e tals, mas eu resolvi não ficar sufocando vcs com o mesmo assunto não!
Acho chato pra cacete aquele pessoal q abraça a causa e vira canário de uma muda só. Quando tiver algo realmente interessante pra contar, daí eu conto.
Eu sei q esse diarinho está muito porco com poucas histórias, sem emofão praticamente e abandonado q só; q eu não ando visitanto ozamigo e azamiga, mas que fazer? Não é a primeira nem vai ser a última não é mesmo?
Então tudo bem na facool. Estou me ambientando e tentando não cagar no pau como foi no ensino médio. Estou levando com seriedade dessa vez. Quero ser um exemplo não só pra mim, como pros meus filhos e mais, a sensação de saber por mim mesma é maravilhosa e impagável.
Os que me acompanham q nem novela sabem q onde há Engraçadinha, há bafão, há barraco, histeria e gritaria. E na facool, primeiro período, instintos acalorados, isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, certo?
Pois bem.
Estou eu lá linda, loura, feliz e quase CDF sentada bem debaixo dos peitos da fessora de Introdução às Profissões de Comunicação (nome grande né?). Cria da casa, trabalhou em quase todos os jornais que eu, é coordenadora de curso, conhece a universidade de cabeça pra baixo e adora falar. A aula dela é agradável, tem horas q dá pra dar risada, outras nos faz refletir.
O meu diferencial é q eu não estou chegando com visão crua do ensino médio, nem sem experiênca de vida, então meu olhar é outro, só q quase ninguém sabe disso e provavelmente nem vai saber, porque eu quero mudar de turno.
Então ela pede que cada um fale um pouco de si e como chegou à opção do curso q escolheu. Sim, tem profissionais em sala de aula, mesmo no turno da manhã que carregam tanta bagagem quanto eu. E óbvio, opiniões diferentes q claro vão se chocar. Faculdade é pra isso. É pra expor e debater opiniões diferentes, sobretudo aprender com elas. Mas tem uma coisa num curso de comunicação, certos conceitos, que são inerentes ao q chamamos de vontade.
Exemplo:
Eu faço comunicação com habilitação em Jornalismo e sou uma pessoa toda certinha que sonha em trabalhar numa empresa jornalística com horário de entrada e de saída.
Vejam q na frase acima tem algo errado. Descubra onde se for capaz!
Claro, óbvio, evidente que se ele aspira ser jornalista nunca, never, fucking ever ele vai conseguir realizar essa utopia de entrar e sair no horário certinho. Talvez ele conseguisse isso sendo secretária de consultório médico. Não numa empresa jornalística, capice?
O mesmo se dá com o advento das redes sociais.
É possível um estudante de comunicação ter ódio de redes sociais e não possuir perfil em nenhuma? Mais, além de não possuir, arrotar uma imagem totalmente equivocada acerca do que acontece nas redes sociais? Isso é postura de um profissional de comunicação?
Claaaaaaaaroquidão!
Assim como o médico, é sabido que o Jornalista ou profissional de comunicação vai viver estudando, lendo, se informando, navegando na crista da onda pelo resto da vida. Ou é assim, ou não é um profissional de comunicação.
Está acontecendo um movimento curioso com o advento das redes sociais, q eu apesar de nunca ter entrado no tema, já tenho observado não é de hoje!
Nós os twitteiros e facebookistas estamos criando informação e isso tende a se intensificar com o passar do tempo. O movimento de divulgação dessa informação inverteu.
A grande mídia (jornais, TVs e rádios), q detinham a informação e o fazem até hoje, são escravos das empresas q pagam seu funcionamento. Não é a novela q paga o salário de quem está dentro da telinha, mas o anunciante que sustenta o veículo. Assim o é para tudo o quanto é programação.
Aí vc vai me dizer q todo mundo sabe disso. Sabe? Então por q engole? Por que entubamos, não nos manifestamos e tudo fica na mesma? Rabinho entre as pernas, é como nos comportamos. Aceitem.
Com o advento das redes sociais e da globalização, a informação deixou de ser comprada. Nós, os cuzões que estamos atrás de um teclado, conseguimos saber os bafónds muitas vezes antes dos meios de comunicação e o buzuzu (ou buzz) que geramos à partir desse meio, acaba indo parar nos meios de comunicação convencionais.
Claro, ainda não sabemos usar nossa força. A gente tem por hábito falar muita merda e por essas e outras, Luiza voltou do Canadá e foi parar no Jornal Hoje queimando lindamente nosso filme; o ex-BBB não lembro o nome foi expulso do programa sob suspeita de estupro por pressão no twitter direto no tóba da rede bobo; a net pira PARA NUOOOOSSA ALEGRIIIAAAA! Fora o resto q não lembro.
Estamos exercitando ainda. Somos poderosos mas não deixamos os cueiros por enquanto. De qualquer forma, temos uma ferramenta única nas mãos e espero em Deus, q cheguemos à maturidade para usá-la com sabedoria e cobrar tudo que precisarmos através dela. Podemos fazer barulho, sabia?Temos foto, video e informação tudo interligado!
Daí, um dos alunos em sala diz a seguinte frase:
"Eu odeio redes sociais, não tenho twitter, não tenho facebook, ali só se fala besteira, bando de gente alienada..."
Mashein?
Mônica Waldvogel é alienada? Arthur Xexéo é alienado? Barak Obama é alienado? Ashton Kutcher é alienado? Não, esse não vale! Fora os profissionais de mídia q muitas vezes informam muito mais q eles todos os dias!
Óbvio q eu quiquei e levantei a bandeira da nossa força em sala de aula e sim, a fessora cagou lindamente qdo viu q o bicho ia pegar, conduzindo a turma para outro assunto.
Enfim, pode mesmo um futuro profissional de comunicação ter essa mentalidade?
Será que esse um não está precisando de um cicerone de twitter? Não. Acho q não.
Ele está precisando de uma pistola de água carregada pra usar na cabeça.
Porque o não querer conhecer é terminantemente proibido para um aspirante a profissional de comunicação.
Melhor, é muito provável q lá na frente ele desista da faculdade e abra uma banquinha de lanches na esquina da facool.
Ainda sim, se ele tiver uma conta no twitter há muito mais chance de ele dar um upgrade nas vendas!
Basta ele saber e querer usar.

domingo, agosto 26, 2012

E assim caminha a humanidade

 
Para resumir, as coisas andam desse jeito:
 
  • As caminhadas acabaram, a não ser até o Banco do Brasil pra pedir financiamento estudantil;
  • Ver meus filmes é algo que não sei se continuarei conseguindo. Só nas brechas. Quais?
  • Filhos e afazeres domésticos são uma prioridade, mas não é garantia de eficácia;
  • O blog está muito às moscas, haja visto que postar de celular é impossível pra mim;
  • Marido continua tendo atenção só nos finais de semana, porque em dias úteis somos podres corpos acabados em cima de uma cama;
  • As crianças ao mesmo tempo que me esgotam, me reenergizam. Até quando?
  • O estudos acontecem nos horários mais improváveis possíveis, mesmo assim, minha irmã jura que vai piorar!
 
Com tudo isso, ando feliz da vida.
Estou conhecendo um admirável mundo novo, tenho escrito menos merda e infelizmente, não pra vcs, meus queridos 5's leitores, haja visto que só meus professores os lêem (coitados!), ainda sim, não me lembro de ter me sentido tão bem há muito tempo.
 
A moça que cuidava da minha cabeça devia saber que estou sendo desafiada diariamente, sinto a Terra girar abaixo dos meus pés e me sinto parte do mundo. Tudo isso justifica minhas ações esse ano. Foi por isso, que eu rompi com os padrões e fui em busca dos meus sonhos. Mas não posso esquecer nunca, Engraçadão é o grande realizador. Sem ele, eu jamais conseguiria.

segunda-feira, agosto 20, 2012

PRIMEIRO DIA DE AULA


Ainda não tenho uma opinião formada disso aqui. Estou postando de celular, porque semana passada não deu. Fico inspirada só depois do café, lembram? E depois do q foi a maratona pra pegar financiamento estudantil e q ainda não teve um final feliz, posso dizer q foi mais q falta de tempo!

Me atrevi a levar as crianças hoje e esse foi o momento fail do dia! Larguei D. Miúda berrando nos braços da professora e saí c apenas dez, eu disse DEZ minuos de distância entre o trajeto, engarrafamento, falta de estacionamento e a minha aula! Tudo isso sem café da manhã.

Felizmente consegui uma vaga rápida. Bingooo. Mais rápida q o trânsito. Pra que sala eu vou? Onde fica? Qual a grade? Trouxe caderno, lápis, caneta? E borracha veio?
Pois é, sou digna de bullying. Peguei um caderno velho de Pacotinho e materiais usados e vim voada.

Pegay a grade, já sei a sala e felizmente hj, não terei o primeiro tempo o q facilitou a parte da alimentação. Mas não posso viver disso. Sai caro e eu não recebo mais TR, lembram?

Felizmente o último tempo também não terei nesse semestre, o q não impactará na bora de buscar as crionças. Só posso concluir q Deus está do meu lado. Esperança...

Aqui tem muita gente de tênis. 
Já q a aula ainda não começou, essa foi a única percepção que eu tive.
Será q daqui a algum tempo eu vou virar Aloka do tênis também?

quinta-feira, agosto 09, 2012

As Minina e suas resoluções

 
 
 
 
 
Fato que a Dona Miúda ficou mexida com tanta mudança. Primeiro era cara nova em escola nova em piscina nova... é muito nova numa frase tão pequena, que dirá numa criança de 2 anos. Convenhamos, ela não é essa fortaleza toda, apesar de ela querer passar isso. ;-)
 
Então a bichinha sucumbiu.
A gente estava com saudade de Mãe 2. Todos estávamos. Ali tem um calor sabe? Uma ternura bem protegida por uma fotaleza, mas quem olhar bem, o carinho vai exalar! O amor, o cuidado, o esmero também. Então a gente vai ali correndo, mas não tem vontade de sair dali. Que dirá Miúda.
 
Deu aquele abraço apertado na Mãe 2, deu pulinhos, deu beijinho... deu tanto amor, que as lágrimas vêm aos olhos. Mas ela tem que saber que a vida é cíclica, que os laços de amor nunca se rompem, mesmo que haja certa distância ou distância nenhuma. E a gente não pensa em distância. A gente se fala, a gente se liga e conta as coisas. Hoje Miúda falou com Mãe 2 no telefone, tinha que ver que chique. Sugestão da Vó muito bem aceita pela mãe. Que bom!
 
Daí que ela teve uma febre.
Daquelas sem indício de resfriado, gozando de ótima saúde, ainda sim uma febre. Claro q eu fiquei boladona! E comia de tudo a danada! Sem parar. Ok... febre emocional, seria? Acontece né? E eu confesso, acredito nisso.
Então demos um tempo de tudo e ela pôde ver eu buscando os irmãos todos os dias em todos os lugares. Acalmou.
Começou a pedir a professora nov, a febre completou 48h e se foi.
 
E foi assim que ela entendeu que a mamãe sempre volta. E continuou pedindo pra ir à escola nova, hoje foi e não chorou o dia inteiro, comeu o lanche e brincou bastante com os novos amiguinhos.
Quando cheguei, ela estava sentada mais uma vez no colinho do Sr. Cabeça de Bolinha e ao me ver fez ALOKA de novo rastejando e ameaçando choro enquanto dizia melodramaticamente: MAMÃÃÃEEE!
 
Mandei parar logo de palhaçada, bora se recompor q a mamãe chegou e nós vambora!
Não desceu uma lágrima, ela entendeu q era demais e não chorou, ficou na boa.
 
O que eu mais adorei foi esse lado fênix da mulher, q tão logo entende, enfrenta. Nessa idade ainda é mais gostoso, porque não perde tempo com lamúrias. Sofre e levanta, pra cair logo ali, tudo bem. Mas sempre se levanta.
 
Quem diria eu, hein?!

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