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terça-feira, novembro 13, 2012

CHEGAR AOS 40 COM CARINHA DE 20 E POUCOS

 
Eu tive a sorte de ter pai negão e mãe morena jambo. A pele daquele povo é privilegiada mesmo. Melanina no ponto, todos têm uma idade e aparentam outra. No entanto, a geração dos meus pais no que tange a idade, infelizmente é separada por gênero.
Explico: Os homens levam o envelhecer na boa; as mulheres levam o envelhecer nas clínicas de estética para excluir os anos que pesam. Eu até entendo esse comportamento feminino, afinal, a vida, Deus, sei lá quem, cuidou de adicionar charme ao envelhecimento do homem.
 
Já pra mulher... só o fato de gestarmos uma, duas ou três vezes e até mais quiçá, já fode a bicicleta! Fode de verde, amarelo, azul e branco. Gravidez arrebenta o corpo e quem quiser que conte outra.
Esse povo que diz que amamentar não deforma o formato do seio, que o que deforma é o fumo, no cu pardal! Mentira, mentira pró-amamentação.
Ok, eu amamentei os 3 e faria tudo de novo porque amar um filho antes de tudo é um ato de doação. Está intrínseco em nós, mães. A gente quer é mais. Mas verdade pura, na de Pacotinho, meu peito que era pequetucho, virou pequetucho e caiducho. Com a vinda do Sr. Cabeça de Bolinha então, melhor nem comentar! Daí eu fiz todo aquele trabalho de tornar rosto e corpo compatíveis na mesa de cirurgia. E veio Dona Miúda, mais conhecida como derruba silicone!
 
Mas o que eu dizia mesmo? Ah sim! Homens envelhecem dignamente. Sim. As rugas ao redor dos olhos masculinos são sinal de charme; nas mulheres sinal de envelhecimento mesmo; cabelos grisalhos nos homens sinal de charme; nas mulheres, de desleixo; os pneuzinhos nos homens é sinal de que, bem, a gente até não gosta mas tolera um pneu, uma barriguinha de chopp discreta; nas mulheres, bem, os homens cuidam de trocar a mulher que antes era magrinha e depois virou gordinha por outra de 20 magrinha. Portanto a cobrança em cima de nós mulheres é muito, muito, infinitamente maior que a dos homens, a começar por nós mesmas.
 
A gente odeia se olhar no espelho e vislumbrar as marcas no pescoço delatando a idade, a gente detesta identificar as rugas e os cabelos brancos nascendo, a gente odeia quando a pele da mão já não se parece com aquela lisinha de quando a gente tinha 20 e poucos anos e pra piorar, vem os pelos na face. Não te contei? Nascem uns pelos bizarros. Umas barbichas, q a gente vive arrancando.
Eu mesma tenho um pelo no queixo. É discretíssimo porque é um só, mas já vi algumas mulheres no ônibus com barbixa. Tétrico. Mas é a idade. Lembro que vovó também tinha. Enquanto o homem tinha apenas q lidar com a queda vertiginosa do pinto e que hoje nem isso precisa mais, em tempos de Viagra.
 
Então, caras amigas, quê fazer diante desse abismo chamado idade?
Eu não sei vocês, mas pensei em algo pra mim. A começar pelo dia do meu aniversário. Meu aniversário aqui em casa, dia 09 de novembro, é o último da família. A gente comemora o de todo mundo o ano inteiro e quando chega o meu, todos esquecem, a não ser os pequenos que ainda não se ligam em data. Então eu tenho me sentido um lixo na maioria dos meus aniversários, porque as pessoas q eu amo, só se lembram em anos intercalados. Nada de vingança. Nada de descontar no aniversário deles, q seria a saída óbvia. Resolvi que agora, no meu aniversário, eu vou comemorar pra mim.
Acordei me sentindo um cocô e já estava quase chorando ao perceber q ninguém estava nem aí, apesar de terem me entregue meu presente antes. Então falei com Sr. Cabeça de Bolinha que me deu um abraço apertado e saiu explanando pros demais e lá vieram eles se comportando como se soubessem desde sempre.
 
Minha irmã me salvou. Meteu isso na minha cabeça, que eu deveria ficar feliz e deveria comemorar pra mim. Então eu me enfiei num dos restaurantes q mais gosto, naquele esquema foda-se o preço e fui lá almoçar com as crianças por mim.
 
Do facebook, 44 amigos me felicitaram. Isso é bom né? Dentre eles, meu pai, disse que me amava, coisa q ele nunca soube dizer face to face. Taí o Facebook fazendo um trabalho de resgate nas famílias brasileiras! Eu curti. Então foram pequenas coisas, grandes amigos virtuais que foram me levantando.
 
Não teve bólo, nem comemoração porque iríamos prum casamento em Maresias no dia 10 de madrugada. Não tinha condições de receber ninguém. Acordaríamos às 3:30AM. Foi uma viagem e tanto, com direito a uma pousada super charmosa naquela que é a Búzios paulistana, linda de se ver. Teve praia, piscina, muitas fotos, chororô e reencontro familiar, o que é sempre bom!
 
Mas e a minha auto-imagem aos 40 anos? A pior possível zentchi! Juro.
Talvez o fato de estar vestida, sempre cuidado do exterior não revele como eu estou acima do peso, embuxada meermo! Quando me olhei no espelho de biquini no quarto da pousada e vi o shape, o espelho chegou a trincar... foi ali que decidi, chega de ser sedentária (outra vez!). Voltei pra dieta das notas, q me força contar calorias, mas ao menos é o que funciona, pois já funcionou comigo nesse mesmo ano. A vantagem é que eu posso comer de tudo com moderação.
Parei de caminhar desde que comecei na faculdade, outra coisa que pretendo voltar tão logo o tempo melhore. Pelo menos é isso enquanto eu não posso me dar o luxo de frequentar uma academia, que seria a grande solução climática de temperatura e pressão.
 
O resto, é cuidar da cabeça, saber envelhecer com consciência, dignamente. Eu posso ser uma coroa de 40, 50 anos bem cuidada, de bem comigo mesmo apesar das rugas e dos fios brancos que já estão chegando e que eu não estou ligando.
 
Lembro quando era pequena e via minha avó, com a imagem perfeita que uma vózinha deveria ter. Gordinha, fofinha, gostosa, com um abraço delicioso e envolvente. Eu lembro que dizia que queria ser igual a ela quando crescesse.
Ok, não quero ser tão igual. Não quero ser gordinha que nem ela, que vivia com problemas de saúde por conta do peso.
Mas quero sim, ter orgulho da minha idade, um abraço envolvente, delicioso, ser gostosa e terna exatamente como ela foi. Pra mim está de bom tamanho.

segunda-feira, maio 21, 2012

VOCÊ NÃO PODE POR QUÊ?


ATENÇÃO! PEGUEM A ALMOFADA, SENTEM EM CIMA QUE ESSE POST VAI SER LONGO!

A gente está acostumado constantemente a ouvir neguim falando:
NEGUIM FALANDO - Ah eu não posso! Ah, isso não dá!

Tsc-tsc-tsc!
CASAMENTO OU PENITENCIÁRIA?

Esse tipo de resposta é mais rápida, do que o próprio pensamento se pode-se ou não fazer qualquer coisa. Não é considerado pensar nesse caso. O não posso e o não dá vem antes mesmo de qualquer tipo de pensamento. É automático.
Legal se a temática fosse a vida dos peixes ou mesmo das baratas. Mas em se tratando de seres humanos, as coisas mudam de figura. Faz adoecer pouco a pouco tanta limitação que a gente mesmo se impõe.

Nós adultos que somos, vivemos de colocar impedimento para tudo. A gente se põe um limite, a gente se trava e a gente não vive.

Ainda mais quando se fala de casamento.
Muitos de nós nos comportamos como se casar significasse entrar numa jaula imaginária, cujo único papel dos cônjuges fosse personificar 24h por dia o mito de marido e esposa. Pai e mãe, quando existem filhos.
Só que a gente é muito mais que isso e no caso de filhos, sinto muito, mas é impossível fazê-los sem um dos dois players, portanto a responsabilidade de cuidá-los cabe aos dois.

Por q q eu estou falando isso?
Porque o santo trabalho do meu marido me proporcionou um dos melhores finais de semana, ever do último ano.
Estou atribuindo o mérito ao trabalho do meu marido, porque foi por causa dele que tudo começou.

Engraçadão trabalha naquela empresa jornalística desde sempre, só que o setor em que ele está atuando é subordinado ao Comercial, que volta e meia inventa umas firulas em forma de evento.
Sobra pra mim, claro. Desde o ano passado, inventaram uma tal viagem no fim-de-semana, dessas q ele vai sábado bem cedo e volta no domingo à tarde. Só que ano passado, já tínhamos a dona Miúda com 1 aninho, bem naquela fase mega dependente de mim e eu lidei com viagem num final de semana, depois ele teve plantão também fim-de-semana no jornal e no meio disso tudo, os dois fizeram aniversário cuja festa eu organizei 90%.

Daí que entre final de abril, até a primeira quinzena de maio, eu só queria morrer de tanto cansaço. Me prometi que teria um final de semana só pra mim também, o que acabou não acontecendo porque deixei passar muito tempo, porque ele fez drama, porque acabou o dinheiro, porque o tempo passou. No entanto não esqueci e quando eu não esqueço cumpádi...
Então esse ano sou pega de surpresa pouco antes do aniversário de 2 anos da Miúda e do aniversário dele.

Dessa vez o destino seria Búzios, cujo roteiro eu só fiquei sabendo na véspera!
Sim, da viagem eu sabia e fui trabalhando o meu psicológico praquele fim-de-semana. Mas jurei que teria meu findi de beleza FREE!
Quer ele gostasse ou não, esse ano eu iria.

E fiquei entre ir pra Jaconé repousar no chalé do senhor meu pai, ou gastar esse tempo curtindo as coisas da Cidade Maravilhosa que quase nunca posso aproveitar. Tinha a opção de ir pra casa da @MissMoura e ficar por lá, pois assim eu fiz.
Saí de casa na sexta que era para compensar o ano anterior que não fui, diante do bico enoorme de Engraçadão, lá fui eu com mala e cuia entre despedidas mal dadas.
Dona Miúda não dormia, quando os meninos já haviam desmaiado.

A sensação é estranha. É um misto de culpa e euforia, porque salvo ir pro trabalho, minha vida é fortemente fundida com a das crianças.
Não. É em função delas. E voltar a fazer tudo sozinha só pra mim, é deveras esquisito. Mas tínhamos toda uma programação delicinha pela frente.
Vai nessa Engraçadinha...

NA CASA DE SISTER


Plaquinha delicada na entrada
Chegay na casa da sister já passava e muito das 22h. Levei um bandicoisa que não usaria, claro, bolsa de mulher. Mal fechava a mala, porque resolvi levar roupa para caminhar, vestidos, salto, roupa de periguete, casual-roupa... coisa bragarai. Inútil.

O destino seria ir pra casa de uma amiga ali pertinho, esperar o delicioso @LuizGuimaraes chegar para irmos pro TVBar, onde o namorado dele (outro delicioso) gerencia. Resumindo seria um encontro delícia.
Já na casa dessa amiga, esbarrando na meia noite, ficamos jogando conversa fora e esperando o namorado dela chegar para então saírmos. Na verdade ela não iria conosco, mas o papo tava bom, o apartamento estava quentinho, encontro com el cuerpo de male queimando...

Maluco, chegou o namorado dela, chegou Luiz e logo eu estava inserida numa sauna, morrendo de sede e me perguntando entre uma gargalhada e outra quando iríamos sair, porque né?! A noite é uma criança e criança dorme cedo!

Bubbles in our head
O salto era grosso. Eu conseguia me equilibrar pelas pedras do Largo do Machado, então estava bom. Minha irmã e Luiz divagando sobre algum assunto lokarino e eu rindo como uma hiena. Aliás, esse final de semana eu me transformei em hiena, porque as pessoas são muito divertidas. Elas tem o dom de falar sobre assuntos constrangedores no taxi. Como por exemplo a história de calcinhas comestíveis, ou sei lá... na frente do taxista. E Luiz fala como se o taxista fosse sua amiga de infância. Não dá pro taxista ficar indiferente. Bem, contanto q a gente não bata o carro de tanto rir, tá leendo.

O TVBar é muito maneiro! Porque sendo um club gay, não tem o peso e o astral carregado como rola na Le Boy e outros que já fui, por exemplo. Tem de tudo lá, mas não rola promiscuidade, então nem dá vontade de ir embora. Tem TV no banheiro misto e é muito maneiro brincar com a câmera. O set list tocado também é muito legal. Toca de tudo com presença garantida das Divas: Madonna, Gaga, Beyoncé, Britney... além dos clássicos e do house. Vale a pena.
Senti minha noite começando ali, porque eles estouraram uma champagne pra brindar aquele nosso momento e foi tão Ooooown! Nós 4 ali, cada um num momento de vida diferente, sabe...? Foi fofo.
- Performance minha e do Luiz na pista;
- Performance minha e do Luiz em frente aos barmen.

Saímos de lá mais de 4h da manhã, porque o Luiz, namorado do Luiz teria de fechar o caixa, etc; de maneira que demora essas coisas. Ele pegou mais uma garrafa de bolhudas para assistirmos o nascer do sol em Copa.

Para tudo! 
Odeio ver o sol nascer! Me senti exatamente como o Edward da Saga Crepúsculo, muito embora ele ande por aí de dia.
Tomar no cu. Quero minha cama! Não quero ir, não quer ir!
Não adianta. O povo não fez a volta, não mudou de direção e eu fui rebocada pra lá. Cansada pra caráleo. E esses drogados, prostituídos e alcoólatras só queriam saber de tomar bolhas no gargalo e fazer mais bolhas com cigarro. E eu chapada, doída, rindo até de desgraça.
Então os primeiros raios de sol começaram a despontar no horizonte e eu fiquei loka do cu e comecei a surtar q queria ir embora e a me esconder do sol. Minha irmã se compadeceu, porque ameacei me jogar na frente de uma bicicleta q vinha a 10Km/h para morrer atropelada, só que não.

LARICA

Na pizzaria comemos até o cu fazer bico. Já ali entramos às gargalhadas despertando a atenção dos pheenos que comiam.
Aquela hora do dia eu tava cagando pra finésse. Só queria comer e dormir desse jeito.
Daí que pegamos um taxi que nos deixaria em Laranjeiras e seguiria viagem pra Santa Tereza.

Eu tive pena do taxista. Ele parecia mesmo querer se concentrar no caminho, só que Luíz não pode ver um taxista em paz, de modo que começou a falar q nem fanho, fazer piada de fanho e matar a gente de rir. De repente percebemos q o taxista tava calado e num surto coletivo, alguém disse:

- PARA LUÍZ! Já pensou se o taxista é fanho?

Claro, nessa hora vcs estão torcendo para que ele fosse. Mas não. O taxista me solta uma gargalhada pombagirística dentro do carro, o q fez com o q Luíz pegasse novo fôlego e decidisse matar a todos nós de rir. Eu já estava sem ar, arranhando o vidro, babando e tremendo pedindo para ele parar, porque não ria mais, eu só gritava. Foi uma histeria coletiva naquela porra e eu ainda não sei como a gente não bateu.

Conseguimos chegar com o dia quase todo claro, mas o quarto da sist'a é escurinho. Então deu pra dormir até às 11:30h, não mais q isso.

TEREZÃO

Surpresa: Vc toca a campainha
 e jogam o John em vc
(um piru de negão só que branco)
A casa do Luíz sem @, namorado do Luíz que tem @ fica em Santa Tereza e foi lá que me prometeram uma tarde inesquecível de muito filme, El Porro e comidinhas. Eu jurei que nunca mais iria rir na minha vida. Foi meio que fazer abdominal em pé com muita dor. Não estava preparada para mais gargalhadas como aquelas, então decidi ficar séria o tempo todo. De vez em quando esquecia e soltava uma gargalhada, mas logo depois disfarçava e voltava a ficar séria, mesmo depois de altas doses de fumaça.

O que é o Terezão? Terezão é a casa mais agradável que já frequentei. Daquelas q não dá vontade de ir embora. É enorme e tem beleza em cada cantinho. Na varanda, no quarto do Luiz sem @, na cozinha onde vive saindo bolos fresquinhos, no banheiro... por onde vc olha, tem beleza e é muito fácil fotografar assim, né?!

A gente falava de micos na noite anterior.
Micos do tipo radicais. Daqueles que só os pobres desclassificados cometem, do tipo... fazer cocô no restaurante Fasano, ou sei lá, peidar numa situação que vc e a outra pessoa sabem q só pode ter sido vc, ou ainda ir pruma rave e achar um bando de chinelos no chão e entrar numa pilha de q os chinelos podiam estar carentes e abraçá-los todos de uma só vez na frente de geral; Ou ver um casal gay se beijando e não conseguir conter o impulso de ir lá no meio deles e participar do beijo... essas coisas.
Até aí nada. São todos amigos, têm intimidade, portanto eu não poderia jamais participar do hall dos micos, certo?

Antes de sair da casa da Miss, haja visto tudo o q eu havia comido até ali, forcei uma barra antes do banho para obrar (se é q vcs me entendem), mas não rolou digamos assim, tudo o q deveria ter rolado. De maneira q quando comecei a fumar no Terezão, os movimentos peristálticos começaram a se manifestar e eu achei melhor avisar q ia ao banheiro FAZER COCÔ. Porque eu demoro às vezes e o povo é tão sacana, que antes avisar do que escutar de lá eles me zoando e ameaçando chamar os bombeiros pra arrombar a porta!

Luiz delícia sem @ e Miss Moura
Já estávamos rindo de tudo mesmo, a zoação era iminente, claro, assumi, embora seja um mico gigantesco vc ir à casa de alguém na primeira vez e jogar um barroso.
Gente, eu não podia evitar, senão ia sair merda pelo ouvido, ou seja, foi lá mesmo.

O banheiro um primor, uma coisa linda. Tão charmosamente decorado, de uma delicadeza e graaaande como só se acha nas casas de Santa Tereza!

Das loucuras q só acontecem comigo, o cocô não desceu. Quer dizer, só desceu parte. O principal elemento, o mais vistoso, ficou ali boiando. E eu me senti exatamente um cocô, porque isso não podia estar acontecendo, certo?! Errado. Não era um sonho, não era onda de bagulho. Era um puta cocô boiando no banheiro da casa de um dos melhores amigos da minha irmã e por mais q eu desce descargas homéricas, o bicho não descia. Eu comecei a me sentir culpada porque a sociedade diz q não podemos desperdiçar tanta água como eu estava fazendo, mas aquela merda toda tinha q descer! Só que não descia.

Fui em direção ao quarto, oscilando entre o NÃO, NÃO ACREDITO e o PORRA DEUS! POR QUE COMIGO? e com aquela cara desanimada soltei a bomba:

- Gente, eu tô me sentindo muito mal. Humilhada mesmo. O cocô não quer descer!


Doritos, vovó Brie e geléia
Foi gritaria, histeria, gargalhada e realmente eu não sei o q veio primeiro. Neguinho se jogando na cama, no chão e pela janela; nego anotando a data no Moleschini do Luiz sem @ como o dia q entraria para história, quando a Engraçadinha resolveu deixar um cagalhão boiando no vaso. Grata.
O Luiz com @ foi lá tadinho, resolver a situação. Das três descargas q eu dei, nenhuma delas foi sem culpa. Quer dizer, só a primeira. Então ele deu uma longa-master-plus e o bicho foi embora.

Desocupou um puta espaço dentro de mim. E foi aí que começou a farra gastronômica.
No menu: Doritos, Vovó Brie e netinhos mais geléia de morango por cima. Não vou ficar aqui explicando o sabor. Façam vocês depois me contem! É inacreditável essa combinação!


Upgrade: Olha a pasta!
Em seguida, a segunda rodada com requeijão derretido, pimenta dedo de moça, um azeite miraculoso cheio de ervas dentro, sal e noz moscada.
Putaqueoparíl. Esse foi acompanhado de torradinhas de pão integral feitas na hora.
E se vc acha q larica pouca é bobagem, saiba que ainda teve o china.

Yakisoba com tudo dentro, guiosa, doce de banana caramelada e doce de banana empanada com chocolate.
Maluco, de lamber os beiços.
Fomos pra casa.
A programação englobava noitada no Espaço Acústica depois de uma dormidinha, eu e sist'a.
Chegamos nas Laranjeiras às 22h, dormiríamos até 23:30h e partiríamos doucemant para a Praça Tiradentes.

Acordamos às 5h. Kkkkkk.

Raciocina. Vc passa sexta e sábado por quase 24h jogando inceticida na barata, uma hora ela vai cair de perninhas pra cima não é?! E foi o que aconteceu!

O mais incrível é q a sensação das duas era a de que dormimos apenas 2h.
Chorinho na praça
Ontem fizemos um programinha light.
Fomos à praça São Salvador, tomamos café debaixo de chorinho, depois fomos até à barraquinha de batidas (minha irmã é alcoólatra, perdoem!), ela tomou um saquê de frutas vermelhas (que delícia) e dali partimos para a Pedra do Arpoador.
O destino seguinte seria almoçar no Bar Astor em Ipanema. Só que tinha até ex-BBB na fila. Seria uma espera absurda de meia hora aproximadamente e eu jurei q voltaria pra casa às 17h.
Na pedra, um vento frio e molhado sacodia nossos cabelos e o Dois Irmãos quase me cegou a vista. Tanto, q eu esqueci de tirar fotos dele.

Irmãs descabeladas
Tivemos a companhia de um ilustre desconhecido q veio lutar jiu jitsu aqui, americano, atraído pelo cheiro da fumaça. Foi muito engraçado se eu não tivesse tão chapada q esqueci como se fala Inglês. Sist'a salvou e eles trocaram nicks para se falarem depois.

Encerramos num almoço no Banana Jack, não sem antes pagarmos el micón no Terzetto Ristorante.

Dona Miss tá acostumada a ir no Terzetto Café fazer lanche e me entra no Ristorante ma che, pensando q era do mesmo nível.

Anotem! Nós éramos as únicas de chinelo e short. Eu juro q quando o maitre abriu a porta, me senti dentro da revista Caras na sala de uma daquelas coroas da Soçaite cuja família tem brazão e o caralho a quatro.
E as roupas? Eu descabelada, chapada, de óculos embaçado, sem conseguir atinar o q era aquilo e a Miss com cara de blazé até abrir o cardápio e se deparar com os preços.

Não q não pudéssemos pagar, mas era absolutamente desnecessário e desconfortável almoçar com tanta gente daquela estirpe em volta. Não gosto de gente rica demais. Sorry. E me perguntei qual era a necessidade de estar vestidos daquele jeito para ir almoçar num restaurante pertinho da praia, num domingo de sol? Eles têm dinheiro, isso já não é o suficiente? Bom, ces't la vie.

Levantamos (eu toda dura como se tivesse com um cenorão no cu) e partimos pro Banana Jack sem olhar pra trás. Ufa!
Não que eu não saiba me portar num restaurante desses, mas vestida do jeito q eu estava à praiana e descabelada como um E.T., não obrigada!



A VOLTA

Voltamos para Laranjas, dona Miss enterrada até a sobrancelha debaixo do edredon enquanto eu partia, teria 1h de sono antes de pegar no batente com o delícia Luíz com @. Gente chique trabalha domingo sim, e daí?

Valeu cada segundo.
Sou grata demais ao marido que eu tenho e é bom saber q somos um casal que respeita a privacidade um do outro. Quando ele foi pra Búzios, podia ter feito o q quisesse, mas em nenhum momento fiquei matutando o q ele faria ou deixaria de fazer, porque da porta pra dentro o q interesse é o nosso amor e o que sentimos pela família q construímos.
Simplesmente não ficamos caraminholando sobre o q pode ser ruim. Concentramos-nos no que fica de bom (as crianças nem dão tempo pra isso!).É só isso o q importa.

Ele conseguiu sobreviver ao final de semana e viu no meu rosto como eu estava precisando dessa pausa.

Mas por que as pessoas se esquecem ou se impõem limites para viver suas próprias vidas, ou ainda um único final de semana sendo só quem se é?
Eu diria q isso é vital para a sobrevivência da sanidade de um relacionamento, do amor pela família, por si próprio.

Afinal, nós não somos um único personagem, somos um conjunto dessa massaroca chamada vida.

terça-feira, maio 08, 2007

E NO TEATRO...

Então tá!
Voltemos ao cotidiano-mundo-cão que é minha rotina. Exageraaaaaaaaadaaaaa!!!!
Eu tô doida p/ contar como foi o teatro, mas não sem antes começar pelo começo do dia.
O começo do dia, não começou nada bem!
Hum-hum!
Nã-não!
Prá começar, eu não conseguia sair da cama, porque a coluna doía demais. Como vcs mesmos puderam ver pelas foteenhas mais recentes, apesar de Cotoco estar c/ apenas 6 meses, minha barriga está do tamanho de 9. Daí, euzinha, pequetucha como sou c/ uma coluninha vertebrálica de mierda, q não güenta brincadeira, é q me fodo.

Engraçadão - o socorrista - me deu Paracetamol às 4.30h da manhã, mas mesmo assim, às 6.30h, doía tudo, a ponto d'eu me agarrar ao armário do lado da cama, p/ poder me virar de lado. Isso tudo, no dia do teatro, do grande encontro entre eu e
ela mais ela.
Pobre é foda mesmo!
Cagados de Urubu.
Pensei, daqui não saio e realmente não saí. Fiquei na cama até umas 08.30h e dei início a uma série de telefonemas p/ o tronco, afim de avisar q não iria e também p/ resolver pipinos q teriam de ser resolvidos naquele dia.
É não teve jeito. Teria de ir pro tronco, nem q fosse por meia hora, p/ fazer as coisas andarem. E foi assim q fiz. Fiquei em casa até 12.30h, depois peguei o carro e me dirigi p/ a Grória Salve, salve!

Todo castigo prá corno É POUCO diria minha falecida vózinha. Sempre coberta de razão!!
O carrinho tá lindo, c/ bancos novos, c/ aquele cheirinho delicioso de cola de sapateiro, q faz lembrar um carro novo, mas ele resolve morrer bem no meio da Praça da Bandeira depois de uma freada brusca, daquelas reação em cadeia, sabe?!
Claro q eu freei de repente, por causa do carro da frente, q por causa do carro da frente, q por causa do carro da frente frearam bruscamente!!
A diferença é q eles seguiram viagem e eu fiquei lá, debaixo daquele sol, suando q nem uma piranha, tentando fazer o carro pegar!
Sabe q eu nem me assusto mais?! Já tô ficando anestesiada. Felizmente, ele pegou e seguimos viagem.

Vamos logo dar um salto no tempo, porque no q diz respeito ao tronco, nem vale a pena relatar aqui.
Vc é feio e tá errado, até quando exibe sua melhor performance, então... foda-se!

Dei um vazári do tronco, umas 16.30h de volta p/ casita, afim de descansar a porra da coluna até a noite.
Já falei aqui q Engraçadão é quase um metrossexual??
POis é, eu descobri q ele só não é 100% metrossexual, porque não é tão afetado quantos os demais, mas é foda!!
Fez questão de chegar do trabalho, tomar aquele outro banho caprichado, passar HUGO BOSS e ficar tão cheiroso, quanto um pão doce saído do forno.
Sim. Cheiroso, porque o sabonete é perfumado, o desodorante também e o hidratante q ele passa após o banho, tam-bém. Daí, ele pega a porra do HUGO e só não bebe. Já tivemos arranca rabos homéricos por causa disso, mas não adianta. Ele não entende q perfume importado (ainda mais qdo se é pobre - q é o nosso caso e qdo o fixador é ótimo - não precisa de tanta borrifação!). WHAT-FOCKING-EVER!!

Eu estava prevendo um atraso prá esse teatro e danei a transpirar. Ééééé. Me contagiei e tomei banho também, q era prá foder logo a bicicleta.
O esquema, era deixar Pacotinho na minha Lan-sogra, depois sair a 100Km/h p/ o IUCIAI (UCI éuka!).
Conseguimos deixar a casa da Lan-sogra às 20:30h, sendo q o combinado c/ Lila, era estar lá às 20.45h!! Vcs sabem como o caminho Jaca-Barra, é um inferno de longe, né?!
Deve levar o mesmo tempo q atravessar a Rio-Niterói sem tráfego. Imagine c/ carros na sua frente!

Beeeemmm, eu comecei a mentalizar o mantra fortemente...
TOMARA Q ELA TENHA MENTIDO SOBRE O HORÁRIO DE ENTRADA!TOMARA Q ELA TENHA MENTIDO SOBRE O HORÁRIO DE ENTRADA!TOMARA Q ELA TENHA MENTIDO SOBRE O HORÁRIO DE ENTRADA!TOMARA Q ELA TENHA MENTIDO SOBRE O HORÁRIO DE ENTRADA!
E por sorte, minha irmã gêmea de olhos puxadinhos tinha mentido!!
O espetáculo começaria às 21.30h e não às 21h como ela havia dito! Tanto, q meio no trajeto, destrancamos o cu e seguimos viagem.
É a melhor sensação q se pode ter. Vc fica desde às 19h de cu trancado e milagrosamente, às 20.40h (veja bem!! 1h e 40min de cu trancado) vc destranca assim, como num passe de mágica!! Mag-ní-fico!
Infelizmente era tarde demais. Meu organismo está c/ falta de espaço. Qualquer tensão me dá gases, é verdade!
De maneira, q já cheguei no IUCIAI andando a passos de formiguinha, devidamente amparada pelo meu digníssimo.
Fui de vestido noooovoooo!

Ok. O encontro foi lindo, Lila é pequetucha, lindinha, de zóinho puxadinho e fala menos palavrão do q eu esperava. Acho q ela tava tímida, mas tudo bem!
Eu falei por nós três.


É fina mesmo essa minina!!!

É...
ela furou!
O espetáculo começou c/ atraso. Mas valeu cada segundo!! Os
caras são hilários, inteligentes, popozudos, escrachados e... pasmem!! To-dos, sem exceção têm o lingüajar baixo. Ai genteeemmm, me zenti dão acolhida.
Ri prá caralho, dei gritinhos, aplaudi, e por fim, me senti um baiacu! Gases até nas orelhas. Foda isso.
Não pude ir lá babar ovo deles, porque, devido às risadas excessivas, estava c/ o xixi nos cílios, portanto corri, meio de lado, já saindo indo embora e consegui chegar logo no banheiro!!

O fim da noite, foi no Baixo Araguaia.
Eu e Engraçadão costumávamos ir muito no tempo de namorico. Principalmente quando estávamos duros. Lá tem boa comida no fogão a lenha e preço idem.
O ambiente sempre foi de informalidade! Weeeell... nada é perfeito.
Parece q reformaram e o garçon q nos atendeu era fino. Garçon fino é U_ó, ainda mais em se tratando de Jacarepaguation. Fala sério!!
Pedi um vinho, porque é o único álcool permitido nesses tempos de gravidez e o cara me veio c/ aquela cara de empoado, se comportando como um mordomo britânico, sendo q preto q nem eu sabe?!

GARÇON FÉLA - A Srª. prefere q tipo?
EU - Do tipo suave, tipo assim!
GARÇON FÉLA - Nós só temos na casa o Cabernet Sauvignon!
EU - Tá! Agora em português, please! (AimeuDeus ele é fino. Esqueci.)
GARÇON FÉLA - Essa qualidade de vinho não tem suave senhora.
EU (já puta, quase perdendo a linha - Então enfia a uva no cu uma a uma!!!) - Eu não estou pedindo doce, eu quero só suave.
GARÇON FÉLA - Sim, senhora, mas esta qualidade não faz suaves, apenas seco.
EU - (com aquela cara tentando disfarçar e Lila rindo!!) ...
GARÇON FÉLA - Temos também o JOTABÊ q é muito bom, mas é apenas meia garrafa.
EU - Ok. Trás esse mesmo!!

Porra! E quem disse a ele q eu tô p/ garrafas? Eu tô grávida caráleo!!
Aí ele trouxe. Daquelas garrafas pequenas q lembram de refri.
Ele abriu cuidadosamente, retirou a rolha c/ classe e botou 1 dedo - eu disse 1 de-do - na taça p/ q eu aprovasse. VAI TOMAR NO CU!!
Garçon fino em Jaca-city, num barzinho-quase-boteco é o fim da picada!! Ainda mais àquela hora da noite e c/ a quantidade de gases q me incomodavam!
Ele só saiu do meu lado, na hora q eu balancei a cabeça afirmativamente!
Fiquei tão puta e o vinho era tão gostosinho, q só de raiva, bebi 88,97% da garrafa sozinha e pensei comigo em voz audível:
Pronto, seu féla!! Agora vc já pode tirar a cenoura do cú! Já fez seu espetáculo hoje...


Olha a mardita garrafa na mão de engraçadão!

Bem, o final da noite foi legal.
Demos boas risadas c/ Lila, pegamos Pacote no trajeto de volta caído de sono e ao deitar na cama, finalmente... eles ... saíram, quase todos de uma vez.
P/ desespero de Engraçadão.
Odeio peidos barulhentos!



Toco Sozinho: Coisas do mundo, minha nega - Teresa Cristina interpretando Paulinho da Viola (achei q um sambinha ia bem p/ combinar c/ teatro!)

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