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sexta-feira, agosto 15, 2014

ENCONTRO DEL VALLE #OSegredoEOCarinho COM SAM SHIRAISHI


A Sam Shiraishi, blogueira, mãe de três, ativista cibernética, promoter de encontros maternos e um monte de adjetivos que não são suficientemente bons o bastante para descrevê-la, me convidou para participar de um encontro promovido pela Del Valle, ontem no Shopping Village Mall, na Barra da Tijuca, aqui no Rio.

Sam ou @Samegui, é paulistana e viria ao Rio palestrar e dar um monte de abraços no bando de amigas virtuais que ela conseguiu juntar, graças também à comunidade Mães (e Pais) com Filhos, onde atua como moderadora no Facebook. 

Todos apresentados, certo? Então já posso contar a minha odisseia. Ao me convidar, ela falou as palavras mágicas: Cinema, encontro, abraços e embora não tenha dito, o 0800 estava subentendido. É gente, vamos assumir, ando numa fase menos abastada e não é segredo pra ninguém, por isso mesmo, aceito até programas que incluem injeção na testa, desde que a vacina seja gratuita. Daí que confirmei presença, juntei a cara, a coragem e as crianças e fui sem marido mesmo, já que ele estaria trabalhando.

Desde que me tornei mãe, venho perdendo a mão com eles. Sei lá, eles entendem o que eu digo, mas andaram pegando intimidade demais, não querem fazer muito o que eu digo. Ainda que eu grite e engrosse a voz. Não quero bater. Doi muito mais em mim, não tenho vocação para masoquismo, portanto não bato. Mais! Me inspirando na própria Sam, que bate um papo na véspera de sair de casa com as crianças, explicando o programa e talvez, padrões de comportamento, fiz isso aqui também pra ver se colava.

Então chegamos pontualmente às dez no local combinado, ali pude conhecer algumas participantes do grupo da Sam, as crianças iam bem até então, incluindo Dona Miúda, que arrumou um amiguinho fofo para brincar até a chegada da família Shiraishi, sem maiores confusões. Os meninos também se enturmaram logo e não deram trabalho. 

Quando a Sam chegou,  rolou um alvoroço, porque ela é linda, super eloquente, os filhos são uns doces e a relação deles, parece tão próxima a nossa sabe? Mesmo a muitos quilômetros de distância. Mentira. Os meninos dela não disputam nada, não saem no tapa, porque andei batendo um papinho com o mais velho (eles são calmos!). 
Os meus filhos até se comportaram bem a maior parte do tempo e eu me pergunto, Senhor, por que os 20% em que eles se comportaram mal teve um super peso sobre todo o resto?

Por exemplo, durante a abertura já na sala de cinema, Dona Miúda ficou fazendo "Xiiiiu, para de falar!" para as crianças que falavam entusiasmadas, super alto pra todo mundo ouvir (só porque eu pedi que ficasse quietinha, pois eu queria ouvir a Natércia e a Sam falando), fora as várias vezes em que foi ao banheiro, que apesar de ter me dado trabalho e me impedido de ver o filme (O Que Será de Nozes?) direito, nem poderia considerar, já que ela é pequena e tomou suco pelos cotovelos, né Del Valle?

Os meninos nunca tinham ido a um cinema cujas cadeiras de couro reclinam. Daí vocês imaginam a euforia ao subir e descer a cadeira várias vezes, até a novidade deixar de ser interessante. Até que nem foi tanto, mas a Miúda, cruzes! Nem eu prometendo castigo de Frozen sossegava nessa cadeira e olha que ela ama filmes!

A gente sente que o caroço estava por desandar, quando no final do filme, Pacotinho resolve pegar os sacos de pipoca que sobraram nas cadeiras vazias. Não todos. Dois pra ele e um pro irmão. Como se o mundo fosse acabar e ele pudesse sobreviver de pipoca. 
Foi surpreendido por uma taça de sorvete na saída, ficando com aquela cara de pipoca amarela, pois não tinha mão para segurar tanta coisa. Claro, nessas horas eles ignoram solenemente nossos olhares soltando raios laser. Pra que servem mesmo?

Ainda teve direito a corrida like a ninja pelos corredores entre o banheiro e salas de cinema, pessoas me olhando e eu com cara de perdida dizendo:

EU DIZENDO - Rárárá, eles são ninjas! (os ninjas correm com os braços esticados ao longo do corpo, realizem!)

Com Cris do Prosa de Mãe
Na boa, não sei como elas conseguem.
Não consegui concluir uma conversa sadia, não deu pra tirar selfie com a Sam, porque acabou a bateria do Iphone, não consegui fazer fotinhos com os três filhos, porque quando tirei com um, os outros dois estavam sumidos, perdi as crianças algumas vezes de vista e deu um trabalhão pra juntar todos, além da angústia, fui a vários banheiros e várias vezes, não escutei o que a Sam disse e nem vi o filme como gostaria.

Sobre a hashtag, serei absolutamente sincera! Eu não sei como a gente aguenta ter carinho depois de tanta loucura. 
E tem. O pouco do que pude ouvir do que foi dito, é que a gente pode através de gestos, fazer uma marca que eles carregarão pro resto da vida. Que eles seguirão nosso exemplo por onde forem. 
Eu sei que isso é verdade, pois o melhor exemplo que eles dão, é quando estão longe de mim, na companhia dos amigos e dos pais deles. Sei que todos os três são muito benquistos por todos, pois os adultos que convivem com eles, nos dão esse feedback. 

Sobre a marca, eu quase deixei uma marca no braço do Sr. Cabeça de Bolinha, que resolveu atravessar o estacionamento sem dar a mão, bem na frente de um carro, que por sorte ia devagar. 

Te contar, numa hora dessas, eu sempre penso que estou fazendo algo errado, porque eles não querem saber, apenas fingem que me escutam. 
Acho que também faz parte do trabalho de mãe não presenciar o fruto de seu investimento. Eu penso muito nisso de vez em quando. Como se fosse possível apenas aos outros ter o privilégio de ver esse lado bom, carinhoso, sem loucura ou ansiedade.

Bem, é claro que eu também vejo. Claro que dou muito abraço, carinho, colo, aconchego e conversa. Claro que eles prometem ser crianças melhores! Inclusive, Dona Miúda sempre promete que nunca mais fará nada de errado de novo. 
E claro, eu me amparo nesse amor, porque apesar de toda loucura, toda luta e todo stress, eles são a melhor parte de mim.  

quarta-feira, agosto 13, 2014

FESTA DE 15 ANOS - Por Yvonne Dimanche


Virtualmente, conheço Yvonne Dimanche há uns 10 anos, ou pouco menos que isso. Se for menos, é só um tiquinho menos. Essa carioca teve um blog muito bacana, onde partilhava histórias gostosas de um Rio que eu não conheci, além de histórias de sua infância, sua criação e dos costumes da década de 1960, época essa, que sempre tive curiosidade e muito respeito, já que os movimentos estudantis, o enfrentamento de uma parte da sociedade ao Regime Militar Brasileiro, bem como a postura dos jovens, era de encher de orgulho. 

Então, através de seu olhar, eu podia viajar no tempo, como se estivéssemos frente a frente, batendo um bom papo. E Yvonne fazia um puta sucesso como blogueira. Era papo de mais de uns 50 comentários por post. Quando estava fraco, dava uns 20. 

Outros tempos? Pode ser que sim. Só que eu tive a sorte de conhecê-la em Guarapari, sua nova cidade, em frente à Praia das Virtudes, com direito a muito papo, crianças, mar calmo e quentinho, abraços, fotos e muuuuita cerveja. Nem conto pra vocês como eu saí de lá e isso é irrelevante agora. 

Fato, é que eu tenho a felicidade de recebê-la nesse post e dividir um pouco dessa amiga com vocês, meus queridos leitores. 

Com vocês, Yvonne Dimanche, salve, salve!


Minha filha nasceu em 1985, então no ano de 2000 tivemos uma proliferação de festas de 15 anos das amiguinhas de escola. Foram algumas maravilhosas, outras nem tanto. A amiga mais abastada fez uma festa para ninguém botar defeito (será?).  Ela simplesmente comemorou em um dos espaços mais caros do Rio de Janeiro, com direito à cerimonialista e tudo. Foram alguns rituais do tipo ela dançar em um palco apagando 15 velas imensas. A cerimonialista, com voz de Iris Letieri, tinha um discurso super pomposo do tipo “agora fulana vai beijar o seu padrinho” e lá entrava o pobre coitado com a cara mais sem graça do mundo. O vídeo então foi de lascar, ela mergulhando no mar, trepada no galho de uma árvore, com caras e bocas. 
Bom, um monte de cafonices sem fim e na nossa mesa estávamos eu, meu marido e mais dois casais amigos morrendo de rir. Isso foi no mês de junho e a minha filhota iria fazer a sua festa em setembro do mesmo ano.

Como eu não tinha grana para fazer algo do tipo e muito menos vontade, pesquisei alguns lugares e optei por festejar a nossa festa no Clube Federal no Alto Leblon. Pois é, acreditem se quiserem, foi o local mais em conta naquele ano. Visual lindo, tudo maravilhoso e sem contar que, como a grande maioria dos convidados eram menores, ficamos com o bufê mais caro com relação aos petiscos, só que, como a única bebida alcoólica foi cerveja, ficou uma coisa pela outra, pagamos o menor preço e de brinde uma garrafa de champanhe para nós pais.

Bom, agora vão os detalhes pitorescos. Fotógrafo profissional? Nem pensar, não sobrou dinheiro para tal. Cinegrafista? Muito menos, pelo mesmo motivo. Os parentes e amigos filmaram e fotografaram. A única coisa relativamente pomposa foi a mesa de bolo e doces, como também as diversas flores espalhadas no espaço e nas mesas dos convidados. E a valsa? Minha filha e meu marido se recusaram a dançar qualquer coisa composta por Richard Strauss. Maridão despejou antes no chão da sala vários CDs para que ela optasse qual música que ela queria. Ela ouviu várias músicas em uns dois ou três dias e optou por Do you wanna dance? Com Johnny Rivers para dançar com o pai. Eu quase morri de tanta emoção, exatamente por ter dançado com o meu avô essa mesma música em 1969, por ocasião dos meus 15 anos. E com o irmão, ela escolheu Great Pretender com The Platters. Foi lindo ver o meu filhote super tímido e desengonçado “mandou lembranças” dançar com a irmã, rs.

E a roupa da filhota foi um vestido preto tubinho comprado em uma loja no Shopping Tijuca por R$ 19,90 com uma blusa cinza linda mesmo e super carésima por cima. Ficou lindinha com uma roupa não condizente com o evento. Enfim, um monte de pequenos detalhes do tipo nada a ver. 

Maridão e eu deixamos os amigos dela a vontade, mas, de longe, víamos as cervejas. Não dava para controlar adolescentes enchendo a cara, então a saída era os garçons “se esquecerem” dos meninos, minha filha inclusive.

Agora vem a segunda melhor parte. Passadas as músicas jovens que praticamente ninguém deu bola, chegou a vez dos coroas. E tome de músicas da nossa época. Os pais amigos descalços, bêbados, dançando freneticamente Havaí 5.0 e tantas outras músicas. Os “nenéns” acabaram caindo na gandaia com os velhotes. Uma delícia. E essa farra foi até não sei que hora. Terminada a festa, todo mundo se beijando e indo embora. 
A melhor declaração de amor que recebi dessa garotada foi “Obrigado(a) tia”. Essa foi a primeira melhor parte. A festa não foi pobretona, uma vez que foi comemorada em um dos espaços VIPs do Rio, mas o clube não era caro, ao contrário. Não teve ninguém dando o bedelho ou decidindo o que era melhor para a nossa família e amigos. Em compensação, todos estavam à vontade, inclusive para serem ridículos.
Resumindo a ópera, foi saber que, apesar do mundo em que vivemos em que cada um quer ser melhor do que cada um, a simplicidade sempre fala mais alto. Os adolescentes amaram porque não tiveram de participar de nenhuma chatice e muito menos obrigados a colocar roupas pomposas para dançar a valsa. 
Enfim, uma festa deliciosa para todo mundo. 

segunda-feira, agosto 11, 2014

QUEM TEM MEDO DA ADOLESCÊNCIA?


Como na música que ilustra o conto de Chapeuzinho Vermelho, "Quem tem Medo do Lobo Mau?", a adolescência representa o grande bicho papão para muitos pais. A gente sabe que esse dia vai chegar e sacode a cabeça, tenta afastar o pensamento, porque sabe o quanto é difícil para pais e filhos esse enfrentamento.

Mas espera aí! A gente também foi adolescente! A gente já se sentiu dono da verdade, sabedor de todas as coisas, a gente já confrontou nossos pais e fizemos besteira escondido. Seria então o medo de levar o troco, passar por essa fase?

A adolescência nos convida a fazer um exame de consciência, a olhar para trás e rever tudo o de ruim que um dia fomos. E claro, mais ainda pros que detestam a autoanálise, significa enfiar o dedo na ferida e torcer.

Dando um passeio por sites de notícias, encontrei essa matéria alarmante! Em casos de adoção, muitas famílias brasileiras preferem adotar crianças com deficiência, do que levar para suas casas o pacote completo da adolescência. Como se um adolescente fosse proibido de ser amado... Imagina o nível de carência que esse indivíduo vai sofrer. É justamente quando começa a se dar conta do funcionamento do mundo, que virá a constatação de que ninguém o quer e de que ele terá de se virar sozinho.

Aqui em casa, temos um pré-adolescente. Pacotinho é o cara.  Como sempre foi bem a frente de sua idade, é natural que certas características da adolescência comecem a aflorar. E haja paciência. Coisa que adulto não tem muito. 

Eu então, tenho sérias dificuldades em repetir coisas. E se você pretende ser pai, pode se preparar para ligar o botão do repeat.  Se você acha que seu filho vai crescer e as coisas vão melhorar, que ele vai responder no automático tudo o que você demanda, pode tirar o cavalinho da chuva, que sua sina daí por diante será REPETIÇÃO, INSISTÊNCIA e PERSISTÊNCIA.

É assim que funciona por mais que a gente não goste. É coisa do cérebro, não tem jeito. O cérebro amplia e tudo fica meio solto lá dentro. Por isso eles esquecem, confundem ou não reagem e a gente pira. As mamãe pira! Os papai pira e quase perde o cabeção!

Mas não desistam, mamys and papys. Lembra do amor que vocês sentiam pelo seu bebê? Então, em nome desse amor, temos que seguir o método. O adolescente precisa de referência e sobretudo, precisa saber que a gente se importa e está no comando. Não desistir é a palavra chave, mesmo que nosso ego esteja fazendo pirraça e se jogando no chão, mesmo que o programa esportivo esteja mais interessante, ainda que você esteja puto com seu filho por algum motivo. As nossas crianças precisam se tornar cidadãos íntegros no futuro e a única maneira, é ter pais apoiadores e interessados. E claro, isso significa você mais uma vez, deixar claro que está presente e que ele poderá sempre contar contigo. Só que de verdade, não da boca pra fora.

Mas antes, já que o assunto é adolescência e Pacotinho, aí vai uma das que ele aprontou e que quase matou a família de susto. 

Pacotinho estava no play esvaziando caixinhas de estalinho e juntando a pólvora dentro de um saquinho. Muito provavelmente se achando o mais inteligente de todos com seu novo experimento científico. Para um adulto qualquer, aquilo estava na cara que resultaria em merda. Mas quem disse que a gente se ligou? Eu, correndo de um lado para o outro, desfazendo os vestígios do que foi a festa da minha amiga Advi, que foi no play do meu prédio na noite anterior e marido, nas poucas vezes em que apareceu, foi com o mesmo objetivo de ajudar a limpar o fim de festa.

Óbvio que nós dois vimos o que Pacotinho fazia. Chegamos a falar que aquilo não ia dar em boa coisa, mas não foi com aquela autoridade paterna. Falha nossa. 
À tarde, a caminho da casa do meu pai para o almoço de Dia dos Pais, todos arrumados, cheirosos e penteados, entramos no carro com crianças, pólvora e tudo. O Scénic que mais parece um elefante branco quando entra no buraco, balança confortavelmente de um lado para o outro, contudo, isso não impede de haver atrito. E foi justamente o atrito, que fez explodir a pólvora dentro do carro. Pois é, imagina a cena. Nós lá tranquilões e de repente, BUM! Explode e voa pólvora por todo o carro. Fora aquele barulho fininho em nossos ouvidos, que a explosão provocou. 

Felizmente, ninguém se machucou. Foi mais o susto e em seguida, a raiva de uma ideia tão tosca. No entanto, se analisarmos bem, eu e marido não fomos enfáticos ao persuadir Pacotinho daquela ideia idiota. E claro, ele foi ouvindo sermão do pai por um bom tempo e se sentiu muito envergonhado pelo que fez.
No fim, todos sobrevivemos, mas poderia ter sido diferente.
Ai, adolescência... Quem aguenta?

Blog A Vida Quer, por Sam Shiraishi - Post Adolescência é Sinônimo de Aborrecência?
 

sábado, agosto 09, 2014

APRESENTAÇÃO - MUITO PRAZER, SOU MÃE!


Para aquelas que estão chegando agora e aqueles também, claro! Deixa antes eu me apresentar.

Minha carinha é essa aí da barra lateral. Eu dei um jeitinho de ficar legal com Insta Beauty, porque né, já passei dos 40, minha cútis já não é a mesma, meu cabelo anda com uma aparência de cabelo esticado, por mais que eu cuide e atualmente não me permito fotografar de corpo inteiro, já que entrei na categoria falsa gorda.

Ah! Você nunca ouviu falar nessa categoria? Bem, é que de falsa magra não tenho nada há muito, então inaugurei essa, que ao que tudo indica, se encaixa mais comigo.

Sabe, eu tenho três filhos. Sim, claro, estava demorando eu tocar nesse assunto. Resisti três parágrafos inteiros sem falar deles, mas é que eles me perseguem. Estou eu na minha digitando, feliz e contente, falando do quanto eu e minhas celulites somos próximas, quando eles invadem a cena. Filhos são assim. Eles aparecem quando não são convidados. Principalmente quando não são convidados.

Pra falar a verdade, eu não nasci pra ser mãe. Eu nunca imaginei essa situação e se você me dissesse um dia que eu teria esse bando de filho, eu ia dar uma gargalhada satânica bem no meio da sua cara.

Ah! Desculpe os evangélicos que estão lendo. Minha intenção não era fazer apologia ao cramullhão! Eu só queria mesmo enfatizar o quanto eu não pretendia ter esse bando de criança me cercando.

Pois é, leitores. A gente não nasce mãe.
Tem umas meninas que até sonham com isso, tipo, a vida inteira e tals, mas eu nunca fui assim. Sei claro, que muita gente aí que me conhece vai fazer careta ao ler isso, mas é verdade, eu juro! E outras vão dar aquela mesma gargalhada ao ler, porque né? Eu tive três filhos e só há um meio de fazer isso tudo. Quer dizer, hoje em dia existem vários meios, fora o método natural. Por falar em método natural, eu fiz os três assim, mas querer mesmo, eu só quis ter um. É que Deus foi mandando e eu fui aceitando.

Por falar em Deus, depois que a filharada vem chegando, mãe se apega com Deus. Acho difícil você ser mãe e não se apegar em Deus. Porque no dia imediato ao nascimento, são tantas novidades, tantas dores, tantos amores, tantas loucuras, sonolências, descobertas, que você se apega com Deus. E mãe que é mãe, morre de medo, né não? Claro, umas mais, outras menos, mas todas têm ao menos um medinho.

Eu sou do grupo que sente medinho, nada enorme beirando a neurose. Nada assim... exagerado. Só um medo sadio. 
Hoje por exemplo, meu maior medo é que eles não saibam o que querem ser quando crescer. Ah! Mas eu nem apresentei as crianças não é mesmo? Então está bem!

O mais velho, Pacotinho (que já está mais para embrulho, devido a altura!) tem 11 anos e fará aniversário no meio do ano. Ele é do tipo alto, inteligente, bonito, popular, falante, filósofo e por mais que eu tenha medo dessa fase, devo admitir que ele é um pré-adolescente. Aliás, essa fase é um saco!

O do meio, é o Sr. Cabeça de Bolinha, tem 7 anos completos, um cérebro ágil, inteligentérrimo, perfeccionista, lindo, tem uma voz maravilhosa (é afinado quando canta), criativo, leonino do tipo que dá uma porrada antes e pergunta o que que foi depois. Meu maior medo em relação a ele é que ele se quebre, ou quebre a cara de alguém, principalmente do irmão mais velho... mentira. Meu maior medo é que ele me faça perguntas sobre sexo. Na verdade, eu tenho mais medo é das respostas que eu posso dar...

A caçula é a Dona Miúda. Pois é, veio menina apesar dos meus protestos. Ah, sei lá, morria de medo de ter uma menina, de gastar além do necessário com ela; tinha medo de eu me tornar uma daquelas mães escrotas que competem com as filhas adolescentes e sobretudo, tinha muito, muito medo de estragar a nossa relação. Agora que ela já tem 4 anos e eu sei que a amo profundamente, meu medo é outro. Sei lá, tenho medo que ela sofra algum mal, mas não fico pensando muito nisso. Me pego com Deus!

Mudando de assunto, esse blog já tem 10 anos. 
E tem muita gente que me lia e continua vindo aqui, apesar de ele estar bastante largado. Então eu resolvi fazer as pazes com a minha escrita e promover algumas mudancinhas. Além de mudar o layout, que é o que vai ocorrer em breve, pretendo mergulhar de cabeça no universo materno. Mas de uma maneira bem profunda mesmo. Estou vivendo uma fase em que não se vê muito por aí, que é a de filhos crescidinhos. 

A gente vê muita coisa de bebê, mas não vejo uma troca muito intensa entre mães com filhos maiores. Ainda que eu veja, o círculo das minhas amizades virtuais é muito PRO. Sinto falta desse calor blogueiro, da troca de experiências, das mães comuns, cheias de defeito, que gritam, choram, se descabelam, sofrem de TPM e assumem, têm medo das coisas mais loucas, das que beiram a neurose (porque tem né?) e precisam de outras para dividir as dores e delícias da maternidade (porque tem muita delícia também). Ou ainda, daquelas que já passaram dessa fase e podem dividir nesse espaço suas experiências. 

Portanto, você leitor(a) que está chegando agora, seja muito bem vindo(a), sinta-se em casa, sirva-se dessa troca, que agora estamos juntos!

quinta-feira, julho 17, 2014

A GRATA EVOLUÇÃO DAS PRINCESAS DISNEY


Em casa com crianças, nada mais justo que fazer coleção de desenhos. Principalmente se as crianças superam o número de adultos.
A dica é baixar animações como se não houvesse amanhã.

Em mês de férias, decidimos fazer uma retrospectiva pelo mundo das princesas Disney. Desde a cinquentona Branca de Neve, até a última delas, a coqueluche de todos os tempos da última semana, a rainha Helsa de Frozen.

Muito bem, há algo de muito mágico no ar e confesso estar muito feliz com os resultados. 
De 1937 (pasmem meninas, Branca de Neve surgiu nesse ano!) pra cá, quando a meta de toda princesa era arrumar um marido, de preferência que a amasse, lhe desse um nome, filhos sadios e um castelo como teto - só o basicão mesmo - esse valor de amor marital e exclusivo veio se diluindo com o passar dos anos.

Há quem tema ainda hoje, apresentar o mundo das princesas Disney às suas filhas. Isso, porque muitas mães sentem calafrios com a frase que ilustra o final de muitos deles "... e foram felizes para sempre.". Como se luta contra isso? Com a história meus caros.
É só não perder a oportunidade de mostrar como as coisas funcionavam e como passaram a ser para as crianças.

Branca de Neve, Cinderella, Aurora e Mulan, mais recente, ilustram bem as moçoilas da primeira metade do século XX. Moças que para ser alguém precisavam da sombra de um marido. Tudo o que elas queriam se resumia a encontrar um príncipe, um amor seguro, alguém que pagasse as contas e tivesse o carisma de Podolski ou Müller. 
Mulan se aplica a essa perspectiva, se levarmos em consideração que era uma moça chinesa, criada para casar. Ainda que ela não quisesse, a tradição em torno dela a obrigava a isso, tanto que ao se alistar no exército se fingindo de homem, logo se apaixona pelo capitão do regimento, jovem, viril e o chinês mais gato de que se tem notícia.

Ariel não se encaixa nesse perfil, uma vez que era apaixonada pelo estilo de vida humano. Ariel é o tipo de garota do interior (oceano) que sonha em fugir pra cidade (terra firme) e esbarrar num grande amor nesse caminho é algo pertinente. Chego a pensar que Ariel é uma cagona, que tira a sorte grande ao se apaixonar por um príncipe. A ficção não nos poupa, claro. Ariel como princesa não ia se apaixonar pelo marinheiro pobre da embarcação. Tinha que ser por um príncipe, já que a personagem principal era uma princesa dos mares. De qualquer forma, vemos claramente a mão do acaso. Ela não sonhou com aquela situação.

Depois vieram outras princesas mais interessantes e independentes e a significação do amor também se tornou mais plural. 
A francesa Bela sentia um amor tão grande por seu pai, que concorda em trocar de lugar com ele na masmorra de um castelo habitado por uma fera horrenda. Mais uma vez, fazer o bem sem olhar a quem vale mais que tirar o prêmio na loteria. A fera por fim era riquíssima e no fim, testemunhamos que se tratava de um príncipe gatíssimo. Tudo isso, se torna a recompensa para a moça que apostou na beleza interior. E bota interior nisso!

Tiana, a americana sulista de A Princesa e o Sapo, além de ser a primeira princesa negra, tinha um sonho e sabia que o único jeito de conquistá-lo, era por meio de muito trabalho, já que vinha de uma família pobre. A mensagem subliminar aí é linda. Tiana não tinha moleza, ralava de sol a sol para comprar um galpão que seria transformado num restaurante frequentado por todas as classes sociais. Quer desenho mais inclusivo que esse? Não conheço ainda.

Para completar, Tiana tinha aversão ao ideal do príncipe encantado e era tão pé no chão, que ao se deparar com ele, fez piada com o fato d'ele não saber fazer nada. Como todo bom romance, um foi descobrindo a qualidade do outro e o amor se fortaleceu na adversidade, unindo-os no final.

Mais tarde, fomos apresentados à Rapunzel, das mais festejadas princesas.
A alemã sob a ótica Disney, após 18 anos presa numa torre, puxando um cabelão quilométrico, aprende a se virar em casa. Ela pinta, borda, brinca,, canta, cozinha e tem um sonho muito comum, que é apenas sair de casa. Para isso e sem o conhecimento de sua mãe adotiva, ela se alia a um bandido, que promete levá-la ao castelo do reino para assitir à queima de fogos que acontecia sempre na data de seu aniversário (coincidência?).
Rapunzel é romântica, sonhadora, mas uma comunicadora bastante eficiente. Não há quem não se encante com ela, não apenas por sua beleza, mas pela simplicidade e alegria contagiantes. 
É das primeiras princesas a salvar o príncipe. Tanto ela, quanto Tiana, são responsáveis por "salvar" seus companheiros. Mostram que não representam mais aquela gama de princesas frágeis, donas de casa. Essas, vão à luta e esbanjam independência. Está escrito!

Depois dessa virada, aparecem as outras formas de amar. As princesas cujo amor não se traduz em caçar um homem necessariamente. Valente, a escocesa de cabelos cor de fogo, totalmente desgrenhados, tem uma relação de amor e ódio com a mãe. Tanto, que apela para a bruxaria para sair de seu jugo. No entanto, seus planos naufragam e ela transforma a mãe num urso, que acaba sendo caçado por seu pai e amigos. 
No decorrer da animação, todo o lado positivo na educação rígida de sua mãe começa a fazer sentido e ela luta para desfazer o encanto, que claro, só se desfaz com a descoberta do amor verdadeiro.

E por falar em amor verdadeiro, quem tem filha sabe, ninguém aguenta mais ouvir essa palavra pra lá de gasta em Frozen. Apesar de a música Let It Go ser o tema da personagem Helsa, a princesa que nasceu com o dom de congelar o que quisesse, é sua irmã, Ana quem brilha e canta um bando de músicas no filme. Não só isso. Ana, apesar de ser a sonhadora, ingênua, idealista que procura inclusive o grande amor de sua vida, descobre no final, que o nome daquele sentimento que sentia todo o tempo por sua irmã, era o tal amor verdadeiro. Portanto, Frozen é um filme sobre o amor de duas irmãs. Enfim, tiraram o foco do sexo oposto. Lindo e surpreendente. Ouvi dizer inclusive, que Frozen foi acusado pelas más línguas, de fazer apologia ao homossexualismo. 

Mas claro, esse tipo de pensamento nem merece crédito, haja visto que nas redes sociais a gente encontra todo o tipo de imbecil, cujo esporte predileto é falar merda sobre todos os assuntos.

Apesar de ninguém mais aguentar assistir aqui em casa (leia-se eu e marido), as crianças pedem Frozen todos os dias. Poder testemunhar a evolução do significado de amor pelas lentes da Disney, ver que eles souberam se atualizar e conseguem passar para as crianças de que não há perfeição e nem que nada é para sempre, vale sim o ingresso no cinema. 
Quem pode acompanhar, não está jogando dinheiro fora, está evoluindo com seus filhos, ainda que a percepção deles seja outra.

quinta-feira, julho 10, 2014

SELEÇÃO BRASILEIRA - ACABOU O MEL


Outra Copa do Mundo, dessa vez dentro de casa, brasileiros tímidos, com medo de admitir que se jogariam de cabeça tão logo a chama das manifestações arrefecesse.

Mais uma vez, nós brasileiros ignoramos a roubalheira do planalto, a falta de hospitais em qualquer dos 26 estados, escolas caindo aos pedaços, transporte público de massa elevado à potência de transporte público de burros de carga, de boiada adormecida; tudo isso é perdoado em tempos de Copa do Mundo afinal, assim como o é no Carnaval. 

É assim mesmo, brasileiro passando fome é festeiro, brasileiro é técnico de futebol desde que mundo é mundo, afinal, na falta de comida na mesa, ainda temos a bola e ela é o símbolo do país, aparecendo inclusive na nossa bandeira. Aqui é assim. Sempre houve o sonho.
 
Não é de hoje, houve o sonho do tetra, arduamente buscado, pintado nos muros, no chão, reverenciado nas bandeirinhas. Até que foi alcançado em 1994, sem a presença da seleção perfeita, do time dos sonhos.

Oito anos depois, mesmo sem acreditar no técnico marrento, gaúcho, de fala ríspida e olhar de desdém, Felipão, levamos o penta. 

Era uma das seleções mais criticadas nos amistosos, cujo técnico xingado e desacreditado, foi responsável por todas as glórias com a taça na mão.

Ainda que cuspindo marimbondos, o brasileiro foi lá, pintou rua, pintou muro, esqueceu governo, miséria, fome e toda a sorte de carência; acordando inclusive de madrugada para assistir aos jogos, já que dessa vez, a festa era na Coreia do Sul e Japão, cujo fuso horário foi inimigo com sua distância de quase doze horas para o Brasil. 

Não há obstáculo para o futebol em terras brasileiras. Futebol nunca foi, nem será o vilão. Aqui se leva amor na chuteira, nos cadarços, nas meias e principalmente na camisa. Amamos muito mais aqueles 11 jogadores que carregam a bola nos pés, do que à própria pátria. 

Brasileiro é crítico. E costuma confundir pátria com política. Fala mal de ambas só pra constar, mas não descruza os braços para resolver.

Dessa forma, diante de um 7x0 perdido para uma seleção técnica, altamente esforçada, que se preparou por seis anos para enfrentar qualquer tipo de time e chegar à final, não damos importância para o fato de que nosso técnico privilegiou nomes do esporte internacional, ao invés de privilegiar a técnica. Como se o nome do novinho que joga lá fora, fosse mais importante que aquela prata da casa que rala e possui a técnica dentro do país. Aliás, em se tratando de Brasil, não se usa a técnica, se usa coração. Somos quase especialistas em coração e emoção.

Dando um desconto, temos lá nossas qualidades. Não adianta pressionar agora o Felipão. Com esse mesmo coração, ele poderia ter trazido o Hexa e nesse momento estaríamos todos enaltecendo seu talento para trazer troféus.

Então é preciso antes de mais nada, que o brasileiro cresça e aprenda a deixar de culpar o outro por suas expectativas ilusórias. Perdemos porque perdemos. O pobre do Felipão pode não ter dado as respostas mais educadas, por certo. Estão enchendo seu saco não é de hoje. Sua própria consciência o está punindo com todos aqueles e ses (?) das consciências que se punem quando algo sai errado.

O que o Brasil tem de aprender é algo muito mais simples, bastante semelhante a uma frase que minha falecida avó dizia e que só agora faz todo sentido:

"Primeiro a obrigação, depois a diversão!"

sábado, junho 21, 2014

The Secret Life of Walter Mitty - A Vida Secreta de Walter Mitty de Ben Stiller


Ben Stiller guardou todos os seus melhores atributos como ator e ser humano, estreia como diretor e se aventa nesse belo longa, a comédia (?) chamado a A Vida Secreta de Walter Mitty.

Num primeiro contato com o filme, a gente perde um pouco a paciência, porque Walter, interpretado por Ben, não é aquele cara que a gente gosta de estar. Walter é um tipo renegado, que sonha acordado, tem uns brancos loucos que te deixam no vácuo e que gente normal, como eu (sic!) e você facilmente perdemos a paciência.

E como a gente perde a paciência com tipos assim! Quem nunca perdeu que atire a primeira pedra. 
O recurso (da personagem principal, de sonhar acordado enquanto o outro personagem fala) é bem utilizado no filme, então a gente tem aquela sensação de que a história será uma bosta e dá mesmo vontade de mudar de filme imediatamente. No entanto, é um tipo de filme que não fala para qualquer um.

Ben quer chamar atenção daquelas pessoas que se perderam delas mesmas em algum lugar do caminho e de maneira magistral, ele mostra que é possível sim a gente se reencontrar. Abre aspas - Principalmente se você é americano, seu país não é corrupto, se os preços são acessíveis para quase todos e se principalmente você já tem um passaporte. - Fecha aspas.

Walter Mitty não pode se encaixar no modelo brasileiro. Não se ele estiver desempregado (e na história isso acontece), se ele tem três filhos e se mora no Rio de Janeiro. Se fosse assim, Walter estaria contando as moedas para comprar o café da manhã na padaria e não pegando avião.

Das coisas boas do filme:

A fotografia é linda, já que passamos por ângulos inusitados de Nova York, Groenlândia e Islândia. Daquelas que te induz a pegar as malas e partir pro aeroporto. 
São lugares bem fora do que chamamos de lugar comum, por isso ele foi muito feliz na escolha das locações, transformando o longa em algo quase hipnótico do ponto de vista do espectador que não entrou no facebook durante o filme.
O fato de Sean Penn e Shirley McLane estarem no filme também endossa que não se trata de uma história bunda!

A trilha sonora é de Theodore Shapiro, mas a gente ouve também Arcade Fire, um pouquinho de Jack Johnson e David Bowie, só pra citar os conhecidos.

A história é tocante, já que acompanhamos o desenvolvimento do personagem como ser humano, suas fraquezas e seu re-encontro com si mesmo, que na minha opinião é das coisas mais belas e mais difíceis de acontecer na vida. Ser humano se perde muito no caminho. É frequente. Então após assistir, dá uma vontade danada de um auto-abraço e voltar pro próprio corpo, para a própria essência. Por isso eu indico esse filme.

Ponto fraco do filme:

É bem enganador a princípio. Estamos tão acostumados às comédias besteirol de Ben Stiller, que no começo a gente chega a ser preconceituoso com a história central, já que ela não acontece num ritmo de comédia. É lento até ficar interessante.
Não classificaria como aventura, nem exatamente como um drama. Talvez romance se encaixe mais no perfil desse filme, já que do início ao fim, o que o motiva a sair da inércia é o amor. 

Portanto, quem encontrar com Ben Stiller por aí, favor avisar que se trata de um romance, Ok?

segunda-feira, abril 14, 2014

FOLLOW ME BY MUSE - #MusicMonday


A Lulu, do blog Lulu on The Sky (sem os diamantes, of course), tem uma coluna aos sábados, onde posta músicas de seu gosto pessoal, ou sugestões dos blogueiros e leitores.
Essa música eu pensei em postar lá, no próximo sábado, só que ela tem mais a cara desse espaço de cá.

Lá vou eu falar de Muse de novo. É que essa festejada banda composta pelo trio Bellamy (vocal, guitarra e piano), Wostenholme (baixo, segunda voz e teclado) e Howard (bateria e percussão), de formação clássica, que flerta com o eletrônico, música clássica e às vezes, o rock pesado, dá para a trilha sonora de toda uma vida. Daí que quanto mais eu ouço, mais coisas em comum eu encontro com a minha, com a sua, com a vida de todo mundo.

Eles são extremamente fieis à música que professam, amam o que fazem e não abrem mão de tocar ao vivo. O Muse desde que nasceu foi protagonista de barracos homéricos, com nomes incluindo Celine Dion no auge da carreira (dela, diga-se de passagem e início da deles), passando por programas de TV e o último, foi inclusive, na edição brasileira do Lolapalloosa, onde aos 44 do segundo tempo, voltou atrás e não autorizou a cessão dos direitos de imagem para exibição na TV, deixando eu e mais meio zilhão de fãs frustrados. 

Felizmente, eles não são o tipo que enche a cara e quebra hoteis. São mais do tipo altivos, que atingiram um nível de excelência nos shows, que você tem que se virar pra pagar pra ver, literalmente. Tive o privilégio de vê-los no Rock in Rio 2013 e realmente, eles valem cada centavo (embora eu não tenha pago nenhum!).

A música que ofereço a vocês, é a mais cantada aqui em casa por mim e pelas crianças. É a música preferida da Dona Miúda. Sim, a galega é roqueira graças a Deus, daquelas que tapam os ouvidos quando ouve ritmos suspeitos. Já mencionei que Lola é Xiita?

Ela fala de um tipo de amor, que só os pais conhecem. Aquele que abdica de tudo, que protege, que guarda e não desaponta (ainda que os filhos não entendam dessa maneira; ainda que todos os pais não sejam dessa maneira). Essa música fala do que o amor abnegado é capaz.

Não à toa, sou apaixonada pelos caras e perdôo fácil os ataques de estrelismo.

Outro dia descobri ouvindo o álbum ao vivo de 2013 grvado em Roma, uma coisa que já suspeitava pela letra, que essa música é dedicada ao filho de Mathew, o vocalista. <3 font="">

E com vocês:

Follow Me



When darkness falls 
And surrounds you
When you fall down
When you're scared 
And you're lost

Be brave
I'm coming to hold you now
When all your strength has gone
And you feel wrong
Like your life has slipped away

Follow me
You can follow me
And I
I will not desert you now

When your fire has died out
And no one's there
They have left you for dead

Follow me
You can follow me
I will keep you safe

Follow me
You can follow me
I will protect you

I won't let them
Harm
Harm you
When your heart is breaking

You can follow me
You can follow me
I will always keep you safe

Follow me
You can trust in me
I will always protect you 
My love

sexta-feira, abril 11, 2014

BRINCANDO DE SUPER-HEROÍNA


Salvar pessoas. 
Nem quando era pequena pensava nisso. Quer dizer, eu brincava muito de Mulher Maravilha ou Mulher Gato, ou Bat Menina, quando minha melhor amiga pegava a Bat Garota primeiro. Esse tempo ficou lá atrás.

Só que, como disse no post anterior, azamiga me deram uma missão e missão dada é missão cumprida. E nunca antes na história desse país, escrever fez tanto sentido. Foi essa arma que usei e não ouso reproduzir aqui, as coisas que disse, já que não quero expôr os envolvidos.
Fato, é que me pediram para fazer uma espécie de denúncia de tudo o que não funcionava bem. Pediram que eu colocasse a boca no trombone e contasse a quem de direito, todo o sofrimento, abuso e casos que rolavam naquele lugar.

Então foi isso que eu fiz. 
Curioso, que tudo foi escrito no domingo, enviado na segunda e quase nada tenha se movido do lugar hoje, sexta. Parece que passou um mês!
Curioso nossos batimentos cardíacos agitados pelo impacto das coisas que escrevi. Uma verdadeira bomba foi solta.

Ao contrário do que parece, eu me envolvi, eu me importo e não sigo indiferente. Afinal, a gente não veio aqui na Terra pra fazer figuração. 
Daí que consegui tocar as pessoas. Consegui fazer a diferença, mesmo sem ganhar medalha.
A medalha nesse caso, é saber que muita gente terá paz e infelizmente, outras não. 
As que sim, merecem por dedicação, por conduta exemplar, por ter plantado o bem.
As que não, semearam vento e hão de colher tempestade. A lei de causa e efeito, ainda que a ficha não lhe caia de imediato, ainda que não saiba que o que fazia era errado, era o mal.

A vida é assim.
Mais cedo ou mais tarde, sempre vai haver aquele que não tolera injustiça, que sabe um pouco mais sobre o certo, ou que tem a coragem que outros não têm. E esse dia sempre chega. Não adianta crer na impunidade. Não adianta se sentir acima do bem e do mal, porque existe um troço chamado livre arbítrio desde que mundo é mundo e todos, eu disse, todos têm o direito de exercê-lo em sua plenitude.

Eu detesto os não pode. E não confunda com insubordinação, porque certos não pode, não cabem. Essa palavra dá um nó no meu cérebro quando encontro esse tipo de situação.
Com dois meses de não pode, sabendo o que eu realmente podia ou não podia, decidi minha vida e graças a esse meu jeito, fui eleita para decidir um jeito para outros.

Bom, eu espero sinceramente que tudo dê certo. Estou ainda torcendo para que o desfecho seja positivo, muito embora eu já saiba que será. 
Que finalmente os que merecem, tenham o tão sonhado final feliz, porque os que plantam paz e trabalho justo, merecem bonança.

quinta-feira, abril 03, 2014

É TEMPO DE RECOMEÇAR


Pois é meus queridos, fidelíssimos 5's leitores, amanhã é meu último dia no estágio. "Foi um vento que passou em minha vida..." e bem, passou. 

Quem é um pouquinho mais observador, notou que eu desapareci do mapa. Fora pouquíssimos posts no Facebook derivados de check ins do Foursquare, eu pouco produzi conteúdo. Troço estranho para um estagiário de Comunicação, certo? 
Blog então, ficou às traças. E para eu chegar em casa e postar, quem sabe com Jesus vindo interceder? Fora isso... É... são muitas reticências.

Depois de um ano e meio parada profissionalmente, vi que muita coisa mudou no meu comportamento. Acho que se tivesse sido assim desde o início na outra empresa, teria evitado muito tiro, porrada e bomba. Digamos que segui à risca o velho e bom truque da invisibilidade. Para se ter uma ideia, as meninas que lá comigo trabalhavam chegaram mesmo a acreditar que eu era uma pessoa calada, introspectiva talvez, que muito provavelmente vivia pro trabalho, marido e filhos. Elas não têm ideia da pessoa que sou, ou da minha personalidade. Algumas até têm, já que descobriram meu blog. 
Ainda sim, pouca coisa mudou nesse relacionamento. Entrava muda, ralava o dia inteiro e saía calada.

Nas minhas orações, eu andei como sempre, enchendo o saco de Deus.
Verdade seja dita, as coisas não andavam nada bem no estágio. São muitos pormenores que outro dia eu conto, tão logo sair de lá. Para fins de auto-preservação, respeito, essas coisas que eu nunca dei muito valor. 
Agora é diferente. Eu aprendi a usar a cabeça, a ser moderada e muito embora, ainda curta botar pra foder, quero esperar. Nunca é demais saber esperar. 

Então nas minhas orações, ao ver o cerco apertando pro meu lado, pedi à Deus, que mesmo saindo do estágio, num momento financeiro crucial, onde rombos bancários existem e outra fonte de renda não há, com quatro bocas para alimentar fora a minha própria, que eu fosse um agente transformador na vida das pessoas. 

Aeeeeeee! Fiz uma oração que não visava benefício próprio e seria conhecida mundialmente como Engraçadinha - a GENEROSA. Só que não. Generoso aqui em casa, fora Engraçadão, é o Sr. Cabeça de Bolinha. O resto puxou à mim. Individualistas, pra não chamar de egoístas, porque egoístas não são mesmo... 

Sabe como é, eu sempre desconfio quando Deus responde minhas preces assim num estalar de dedos. Tá bom que demorou um mês inteirinho pra isso acontecer, mas por que raios com dinheiro Ele não me dá esse mole?

Fato, é que apesar dos pesares, me deram uma missão (já que estou saindo) de fazer algo que pode mudar a vida das pessoas, para o bem, ou para o incerto, sei lá. Não estarei lá pra ver. 
Ainda assim, topei a missão. 

Nessa vida, injustiças ocorrem porque as pessoas se calam. As pessoas não agem, as pessoas seguem indiferentes, mudas, achando que não é da conta delas. A empresa em que fui parar, é tudo aquilo que eu disse há 3 posts atrás. 

Tive oportunidade de falar com pessoas de todo o Brasil e pude verdadeiramente comprovar o quanto elas são apaixonadas por aquilo lá. Infelizmente, essa felicidade não era verdadeira aonde eu estava. E lembram quando eu falei do Presidente Guerreiro? Pois é, o discurso dele inflamado, é de coração, é verdadeiro, tá no sangue e na alma. Com todo esse ardor, ele contagia uma empresa inteira com mais de mil colaboradores. 

Por isso, em nome dessas pessoas de bem, de todos os queridos que lá estão, mesmo se omitindo talvez por uma questão de boa convivência até, que eu vou trazer à tona, coisas que são sabidas, mas que no entanto são e foram silenciadas, para que não só a verdade seja dita nos discursos e nas diretrizes, sobretudo que seja verdade. 

É... nunca fiz esse tipo de coisa na minha vida. Respeito pelas hierarquias sempre tive. Mesmo porque, diretamente a mim, nunca houve problema e os que me alcançaram, eu me posicionei pedindo demissão.  Fui eu que escolhi abraçar o jornalismo e seguir o caminho da coerência. 
Preciso de dinheiro? Preciso de dinheiro e muito, mas não tenho o direito de violar o futuro dos meus filhos, muito menos me sabotar aos 41 anos, perdendo tempo numa coisa que não vai me acrescentar.

Daí, que de agora em diante, a gente vai se ver mais do que um post por semana, se Deus quiser. E que Ele me dê forças, inspiração e um norte na difícil tarefa que me foi confiada. Porque apesar das lágrimas que já chorei, sinto uma certa dó quando penso naqueles que ainda estão mergulhados na ignorância.

Que meu gesto traga qualidade de vida para as pessoas, traga harmonia no local onde elas convivem mais do que em suas próprias casas, que traga paz sobremaneira e ensine a uns poucos, que tudo nessa vida passa. Inclusive o poder e a altivez.
Amém.

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