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terça-feira, janeiro 08, 2013

MATERIAL ESCOLAR - A HORA DA FACADA!


Juro que esse é o momento que eu mais evito ever, das minhas obrigações de adulta. Ainda mais depois da multiplicação dos gremlins (ou filhos) que foram brotando conforme a gente tacava água aqui em casa.

Janeiro glorioso do IPTU, renovação da matrícula escolar, compra de material escolar, fim da nossa sanidade mental. É um saco, é obrigatório e não tem pra onde fugir!

Todo ano, eu e Engraçadão trabalhando, empurrávamos com a barriga até os estertores! Moral da história, pegávamos lojas entupidas, filas horrendas, material acabando, o que nos forçava a ir em várias lojas diferentes para completarmos a lista de material. O mais ridículo, é que geralmente tiramos férias em Janeiro e esse é o primeiro ano que nos ocorreu sair correndo pra comprar material!

Pois bem, ontem depois de uma peregrinação pelo Centro da cidade que incluiu lojas para artigos de videogame, almoço no Delight com a Cris Fontes e Starbucks (vou suprimir a perda de tempo no IBIS C&A), teve Casa Cruz para compra de 3 listas de material.

Alô mamães, alô papais! Eu disse três listas de material, nem uma, nem duas! Façam as contas (aceitamos doações em Real, Dollar ou Euro)! 
Maluco, é muita grana, muita coisa, muito cansativo.
A vantagem de ir antes de todo mundo, são lojas mais vazias, produtos nas lojas e vendedores que escolhem por vc. Só um porém, eu sou perfeccionista, por isso dou algumas dicas:


  1. Se a escola faz questão que vc compre um produto Faber-Castell, fique esperto! Essa marca pode ser linda, ter uma embalagem que lembra sua infância e despertar aquele instinto de pobre-tadinho-de-mim-q-nunca-tive, no entanto ela custa bem mais que outras boas marcas como Bic, Acrilex, etc. Portanto fique atento, pois custa 3x mais e eu não tô exagerando!
  2. Se atente para o fator papel higiênico, sabão em pó, limpa-vidro! Isso não é lista de material escolar, é lista de supermercado e dá processo. Escola que pede isso, não é um estabelecimento sério, a menos que eles provem que o aluno vai trabalhar fazendo faxina na escola. Aí são outros quinhentos!
  3. Muitas escolas dão opção de compra  dos livros didáticos no próprio estabelecimento de ensino, oferecendo opções de pagamento à vista com desconto ou parcelamento pelo preço cheio. Verifique na casa de materiais escolares se o preço cobrado pela escola é vantajoso ou não, antes de sair entregando seu dinheiro.
  4. Se possível não leve as crianças para essa empreitada, a menos que vc estimule-os a participar da compra, dando tarefas para ajudar a terminá-las mais cedo!
  5. Se vc optar pela ajuda de um atendente, deixe claro que ele deve pesquisar os produtos antes de tacar no cesto de compras. A tendência, é que eles sigam a lista ao pé da letra, o que significa uma lista mais cara.
Na idade da Dona Miúda, rola trabalhinho de arte todos os dias. Eles usam dos mais variados materiais, portanto papel isso, papel aquilo, forminha de docinho, cola colorida, tinta de dedinho, papel contact estampado e similares são pedidos e usados de verdade. 

No caso do Sr. Cabeça de Bolinha que está no jardim, a lista é muito parecida e pros três foram pedidos livros didáticos que ficarão na biblioteca da escola e nos serão devolvidos no final do ano letivo.

Entramos na Casa Cruz do Centro que é a maior, por volta das 17h ou pouco antes e saímos às 19:30h. Confesso, 90% da lista foi cumprida devido ao nosso planejamento totalmente inusitado. Quer dizer, teve um bom motivo. É que passaremos o mês de janeiro viajando direto e tínhamos que deixar isso resolvido. Foi bom porque aprendemos uma lição já para o próximo ano. A Casa Cruz parcela em até 6 vezes para compras acima de sei lá quanto. #FicaDica.

A seguir, segue dicas de lojas que vocês que tem seus próprios gremlins, poderão comprar:

  • Kalunga RJ - Têm bons preços, vende no atacado e varejo e possui diversas unidades no Centro.
  • Casa Cruz - O site da loja está em construção, mas aqui vai o site com os endereços das lojas físicas no Rio.
  • Lojas Americanas - Essa rede de lojas está há alguns anos explorando esse filão, praticando até bons preços. A dica é vc se antecipar a Janeiro quando encontra boa variedade de materiais.
  • Saraiva - Todo mundo sabe que o forte da Saraiva são os livros. Portanto vale fazer aquela pesquisa do online versus escola versus loja física. Ganha quem praticar o melhor preço, no entanto, livros são tão tabelados quanto remédios. Vc não vai encontrar uma graaaande diferença!
Além desses, não esqueçam de pensar fora da caixinha! Tem a Editora Melhoramentos que possui loja física em algumas cidades, tem a Fnac onde vc encontra livros a preços surpreendentes e muitas vezes, exemplares esgotados... o importante é se antecipar e pesquisar.

Se joga bee! E boas compras!

quarta-feira, janeiro 02, 2013

O SIGNIFICADO DA DANÇA


Taí uma definição intrincada de responder.
A dança já foi tudo pra mim. Absolutamente tudo. Desde a hora em que eu acordava, passando pela hora de comer até a hora de dormir. Sim, eu comia dançando, o que representava um tormento pra vó Lourdes, que na tentativa de se certificar que eu comesse tudo, muitas vezes usou do recurso de me alimentar na boca, até o prato ficar limpo. E eu de pé dançando... vó esbravejando.

Dizem que eu comecei a dançar antes mesmo de andar. Aos 4 anos, já não me balançava como criança. Dançava como um adulto. Era natural pra mim. E nem queria saber de brincar de pique-esconde, ou pique tá nas festas como as outras crianças. Mal passava a vergonha, eu começava a dançar e não raro, as crianças me chamavam de metida, porque eu não interagia com elas. 

Eram os anos 70 chegando ao fim. Finzinho de Twist, início da era Disco no Brasil. Entre Cely Campello e os Jackson Five, eu preferia ficar com os dois pelo sim, pelo não. 
Então começou a cantilena de quem me via:

- Bota essa menina no ballet!! Bota essa menina no Ballet!!

Ballet não era muito comum perto de onde eu morava, mas procurando a gente encontra. Portanto minha mãe saiu à cata. Entre meus 6 pra 7 anos, final de 1979, minha mãe de uma tacada só matriculou nós duas, porque herdei dela o gosto pela dança. Antes mesmo disso, eu namorei por semanas uma contra-capa de revista em quadrinhos, onde a menina amarrava a sapatilha de ponta, de colaint rosa e toutou. Salivei né? Já estava me sentindo toda clássica quando cheguei na tal academia de Ballet.

Foi um choque! Um puuuta choque. Não tinha sapatilha de ponta. 
Mas tinha muito agito por lá. As músicas eram as mesmas que eu ouvia na vitrolinha. Era o tal ballet moderno. Aquele que fica entre o clássico e o jazz. Ele usa expressões do ballet clássico, no entanto as músicas são atuais. 
Como chegamos no final, a apresentação de fim de ano já estava montada. Eu então na baby class, fui parar naquela música Melô da Asa Delta frustradíssima porque quase não se balançava o esqueleto. Era um negócio pra bebê mesmo. No ano seguinte é que finalmente eu mudei para a turma intermediária e comecei a balançar o esqueleto propriamente. Não era o suficiente.

A turma das "adultas" me era infinitamente atraente. Os passos eram mais elaborados, o grau de dificuldade maior, de maneira que ao esperar a minha mãe fazer a aula dela, eu ficava ali atrás no salão fazendo outra aula escondidinha. 

Contando um pouco desse início ninguém vai entender o que era dançar na Amlid Jazz Dance. Ninguém vai entender a grandiosidade de participar desse grupo. Acho até que ninguém ali, fora a filha da professora que me achou recentemente no Facebook, Amlid, ninguém ali seguiu carreira como bailarina. Mas encontrar alguém que como a professora Dilma Yara bole tudo, desde o primeiro ano até hoje, além disso, metendo a mão na massa... não se vê. Se terceiriza.

Amlid de um lado e Dilma do outro dia 01/01/2013
A Dilma sempre foi linda e continua sendo. 
Na época, era mais focada. Mais quieta. Pudera, começou a dar aulas aos 18 anos, pra gente mais nova e mais velha que ela. Cuidava de 3 turmas e hoje, tantas e tantas. Bolava cada coreografia, encaixava as músicas, desenhava o figurino de cada dança e sabe-se hoje, ainda idealiza o cenário mais todo o resto do backstage. É praticamente um Joãosinho Trinta de saias.

A gente não vê isso todo dia. As pessoas delegam pra não pirar. Mas a Dilma não. Quando delegou, não ficou legal. 
E foi com esse padrão de perfeição que eu me habituei. Na primeira etapa quando dancei com minha mãe, ficamos uns 4 anos. Minha mãe quis largar e eu me aproveitei do momento para dar apoio a mamã de sair do ballet, em que a professora inventou um número solo para outra aluna e que na época feriu meus sentimentos, já que eu não tinha sido a escolhida apesar do meu talento (o nome disso é inveja, hoje sabemos!).  Fiquei parada vários anos, até o dia em que fomos ver uma apresentação da companhia que me pegou de jeito outra vez.

Claro, fiz o caboclo perturbador pra cima da minha mãe e ela me colocou em cena outra vez.
Acho que eu tinha uns 12 anos e fui direto pra turma da noite, onde pude ser melhor aproveitada, onde despontei definitivamente.

Ali a professora encarou sua 2ª gravidez e me deu a oportunidade de substituí-la com a baby class e o grupo abaixo de mim. Foi por poucos meses, claro. As coreografias já estavam montadas e tudo deu certo no final. Ela inclusive ia a todos os ensaios em que pôde. Mas foi uma jornada muito solitária. Não tive apoio da minha família, que já estava partida.
Enquanto as alunas tinham suas famílias presentes mesmo em apresentações repetidas, eu me via só sendo aplaudida por estranhos, salvo nas de fim de ano. Qualquer concurso que participássemos, lá ia eu indo e voltando de ônibus sozinha. Por fim, me vi bordando camisa de uma das danças, logo eu que não sabia costurar e implorando dinheiro para pagar mensalidade, ou qualquer coisa extra, como costureira, aluguel do salão da festa de fim de ano que era rateado... foi só aparecer um namorado pra me tirar o foco. Foi bem ali, quando eu me senti amada, que a dança foi jogada pra escanteio.

E perdemos contato, e vieram os bailes, o namoro sério, depois o sexo e tudo ficou enterrado naquele lugar escuro esperando o dia do Orkut ser inventado e eu reatar contato com minha professora. 

Daí que Mark Zuckerberg e sua incrível criação nos reaproximou mais uma vez. Dessa vez quem me achou foi Amlid. E ela está colocando os vídeos embolorados no Youtube, onde é possível meus queridos 5's leitores darem uma olhada na minha performance.

No vídeo a seguir, cortado e editado, segue parte da coreografia Orient Express, música de Jean Michel Jarre - 1989, idealizado pela professora Dilma do início ao fim (eu sou o "ladrão"). 
Nessa época não existia cenário, mas soube que isso mudou. Deve ser do babado!


Hoje, a professora mora em Barra de São João, estado do Rio de Janeiro e faz barulho por lá. Não raro, ela participa de concursos de dança Brasil afora, além da apresentação tradicional de final de ano onde faz aquilo tudo sozinha (pretendo inserir esse evento no meu calendário anual). Já completou 33 anos de ensino e não se cansa de se atualizar. 
Atualmente, a Amlid Jazz Dance foi indicada para integrar o Conselho Internacional de Dança. Um grato presente de final de 2012.

E eu, apesar de paradinha, ando com uma puta saudade dessa companhia. Dá um aperto gostoso no coração, porque Barra é longe pra mim! É que eu só me vejo com ela. Só me identifico ali. 
No nosso último encontro, pude ver como está linda a academia. Cada cantinho respira dança, cada sala tem o aconchego e a graça da bailarina. Cada quadro, cada espaço, pulsa saudade, felizmente mútua. A saudade da areia de um tempo que pra mim se foi.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

PASSOU-SE UM PERÍODO INTEIRO


Chegamos ao final do ano de 2012 e eu mal consigo acreditar que passei direto em todas as matérias na facool, com notas acima da média. 
Não necessariamente gabaritei, como meu mais próximo colega de facool, o Nilson Guimarães que conhece quantos habitantes por m2 contém cada estado brasileiro, mas fiquei ali coladinha, tirando nota máxima nos trabalhos, etc.

Estou mega-orgulhosa de moí! Melhor, estou de fééériaaas! E nem fodendo vou fazer a AV3 só de curtição. Fessor Marcelo que me perdoe, mas assim que acabarem as aulas dos 2 outros filhos, vou viver boiando dentro d'água com as crias, porque ficar em casa com esse calor... nem a pau, Juvenal!

Sabe o que eu achei mais legal? A minha turma era cheia de facções, né?! E existia de minha parte um certo preconceito de achar que porque os caras eram do turno da manhã, muitos desistiriam , ou não levariam a sério pelo fato de serem novinhos e tals ou quem sabe sustentados. É que eu já fui novinha, desistia fácil das coisas e já fui sustentada, portanto sei q essa é mais q as outras, a fase da preguiça. Nesse caso, o mundo corporativo dá um aulão. A gente aprende a ser gente com preguiça e tudo! Ou morre tentando...

Mas ó, falava sobre olhar torto pro povo que batia papo com o fessor explicando matéria, ao ponto de atrapalhar mesmo a aula, ainda q eles estivesse falando em paralelo sobre a aula. Não conseguia ver tanto interesse, então eu não colava neles, só nos intervalos e ainda sim... eu não colava (Rafa, Antônio, Alessandra, Cadu, Maíra, Gisele... me desculpem);  tinha a galera que chegava meeeega atrasada todo dia, ou quase sempre, porque moravam longe e por mais q a gente se encontrasse na hora do "recreio" e desse mega-gargalhadas juntos, ainda sim, a gente nunca fazia trabalho junto (leia-se Igor, Vanessa, Tairini, Felipe e aquele outro menino q não fala q eu esqueci o nome... ), tinha a galera muito estranha e esses continuaram muito estranhos e isolados até o fim do curso sem facção alguma, porque nem eles próprios eram uma facção. 
E vários singles sem facção alguma, tipo a Caroll que mais não ia do que ia, ou às vezes dormia, a Camille, q mas sempre tiravam boas notas e bombavam nos trabalhos, ou o Pedro Henrique, que putz, super inteligente, gente boa, q esse dava inveja mesmo. Porque eu queria ser inteligente que nem essas pessoas que guardam assuntos importantes na cabeça e sabem falar ou debater sobre quase tudo nessa vida. Essa não sou eu. Sou boa de enrolar, por isso confundo geral! 
Esqueci alguém?

Mas algo aconteceu no final da primeira avaliação com todo mundo! De repente, a turma começou a ficar mais coesa e parte do culpado foi o FAcebook, que uniu as pessoas numa mesma agonia. Foi hilário!

O povo contando as neuras, estudando junto, rindo um do outro, se conhecendo melhor, então aquele muro que separava as facções mostrou, que ali, está todo mundo interessado sim, só que a sua maneira. E mesmo aqueles q eu achava que não estavam muito a fim, ledo engano meu, eles se davam bem, tiravam boas notas, tanto quanto eu. Foi maravilhoso ver isso acontecer!

Daí, que eu tirei uma foto de todos eles, sem migo, claro, no último dia de aula e posso dizer que a maioria passou! E cara, foi uma foto linda, de um momento que eu vou guardar com muuuito carinho.

Sabe como é né? Quando eu me dei conta de que iria fazer mais uma besteira com a minha vida, boicotando meu grande sonho que era me formar em Jornalismo, eu parei tudo. Resolvi pegar as rédeas rapidinho. Porque eu sou dessas que se sabota em prol do material, do pé no chão, do tangível e dessa maneira vou adiando minha felicidade. Luto pra caralho, mas vou sempre pelo caminho que não me pertence e indo pra Publicidade estaria repetindo mais uma vez, esse cansativo padrão. Assim foi com o Ballet, assim foi com a música, assim foi com o teatro e ouso dizer, q até com a agência de modelos, quando meu telefone tocou e eles tinham uma única foto decente minha tirada pelo Paulo Teixeira, um fotógrafo q hoje mora em Paris, eu joguei a oportunidade pela janela sem pestanejar, porque tinha conseguido meu primeiro emprego numa empresa de merda, com meu lindo salário de merda! Essa sou eu...

Tá vendo como eu sou lenta? Eu falo e vcs não acreditam! Precisou passar 40 anos pra eu finalmente parar de me sabotar.
Que cu!

Mas que seja. Não é tarde! É difícil, mas não tarde. 
E foi assim que ontem eu pedi transferência pra noite, com habilitação em Jornalismo. Vou deixar esse grupo tão bacana logo agora q tava ficando tãão bom. 
Nossos encontros serão só no Facebook daqui por diante. Será um corte no real, porém acredito que continuaremos dividindo coisas boas e ruins virtualmente e guardando cada vez mais carinho um pelo outro.

Obrigada pela oportunidade queridos. 
Foi muito do caralho!

quarta-feira, dezembro 05, 2012

De onde vem o desempenho?


É o q eu tenho me perguntado frequentemente!
De onde vem esse desempenho? 
Ah já sei! Vcs vão dizer q esse é o momento certo. Por isso eu venho me comportando q nem uma nerd desvairada desde q voltei ao banco da faculdade.
Mas eu não conheço essa pessoa.

Pacotinho não. Desde q ele entendeu, q é na escola q ele vai aprender como gira o mundo e depois de uma passagem pelo integral e conheceu rotina de estudo, rapidinho se tornou um dos melhores da turma. Já eeeeeu? Eu nunca fui essa. Quédizê, até fui. Até a quarta série, eu fui bem. Depois degringolou.

Minha mãe não vai gostar nada disso. Principalmente se ler o post, não vai gostar.
É certo q num determinado momento, a vida conjugal deles passou a ser muito mais importante que a escola e logo depois disso, eu esqueci o q era ser uma pessoa interessada. Ela me contava tudo apesar dos meus 7 anos! 

Repeti a sétima, a oitava e o primeiro ano do ensino médio. Então fiquei com essa sensação de q não era boa aluna. De q não prestava pra muita coisa e isso sim, era uma coisa q me assombrava desde q resolvi voltar pro banquinho da escola. Ainda mais depois dos meus três mosqueteiros!

Daí a passar direto em várias disciplinas? Isso está me encafifando por demais.
Se eu estou feliz? Claro! Mesmo mantendo a sobrancelha levantada, estou feliz. É, estou com aquela sensação boa de q é o momento certo e q estou reencontrando aquela menininha q se perdeu na quarta série.

Então eu fico pensando... será q eu fiz tudo errado? Sofri por problemas q não me pertenciam e dos quais não cabiam a mim resolver, mas foram as minhas escolhas fazer o q? Daí essa certeza de q eu seja lentinha, só q as pessoas não acreditam...

De qualquer forma, esse reencontro está me fazendo muito bem.
Está fazendo mais bem do que minha conta corrente, mas nem com isso estou conseguindo me desesperar, porque creio q Deus como sempre terá uma carta na manga na hora H.

Por isso, eu continuo seguindo.

sexta-feira, novembro 23, 2012

PRA QUEM CURTE UMA CERVEJINHA


Não, essa não é uma postagem dando dica de outro novo bar que pipocou pela cidade. 
Se enganou quem pensa que também vou falar de uma cerveja importada do caralho que surgiu por aqui. 
Esse é mais um post da série chora-pitangas.
É que eu estou de dieta!
Pela enésima quinquagésima oitava vez, estou de dieta. E como a dieta é a mesma da vez passada, a Nota 10, eu estou liberada para tomar umas e outras ou todas, desde que eu não coma.

O caso, é que eu sou muito senso comum ainda, no sentido de que tem que comer arroz com feijão, farofa, saladinha e carne. A dieta permite por exemplo, que vc passe um dia inteiro à base de brigadeiro se quiser, desde que não ultrapasse sua cota de ração diária.

Carolina Dieckman é um exemplo da farra do brigadeiro. Por isso que ela não tem barriga. Mas tem  2 filhos!
Levando-se em consideração que desde q vc beba qualquer suco com adoçante (suco não doce, Ok?), qualquer bebida light e café com adoçante, q é a treva ao avesso, vc pode sim, encher seu tóba de brigadeiro o quanto quiser e ficar com a barriguinha sarada de La Dieckman. E digo mais! Não estou inventando, isso está escrito no livro. 

Mas eu não sou dessas!
Eu gosto de sal, não de doce. Eu sou carnívora até doer, sou das que ama manteiga, que Rosana Hermann não me ouça e a cervejinha? Pultaqueoparíl com PH, soy loka por ti na Sexta e sábado... ou se tiver festinha qualquer outro dia da semana... se me convidarem... por exemplo.

E pra beber aquilo tudo que eu gosto, eu teria que praticamente... sei lá, não lanchar? Ou tipo... comer brigadeiro no almoço...? ... e... sei lá, nem lanchar...? 
...
...

Ok, eu odeio doce e amo birita cerveja!
Cerveja bebida de pobre. 
Eu já contei pra vcs, meus queridos 5's leitores (kkk, quem dera. Esse número dimininuiu pra 2!) que eu já fui pheena e só bebeia destilados?
Ah era lindo.
Eu bebia vinho e apreciava, champagne, Cuba Libre, Tequila, Gim Tônica. Aí veio a recessão, a quebra da bolsa de 1929, os tempos difíceis, a era pós Revolução Industrial e eu tomei adivinha aondeee? Exato! No tóba. Vivia dura e não podia beber. 

As amigas cachaceiras só chamavam pro chopp. 
Pelo menos minha irmã teve mais sorte, pois o pessoal q ela anda é tudo pheeno e só bebe Absolut. No meu tempo não tinha isso de Absolut não. Era incompleto mesmo! Parcial, era Relatif. Então quem era fodido bebia cerveja ou chopp e queria me pagar. E o pior! Eu dura, não podia beber e quem bebe cerveja, nunca bebe uma só. É que nem a Elma Chopps mesmo. Quédizê...

Então meu paladar foi pras picas, eu comecei a beber esse negócio e não parei mais.
Hoje entrei pro time dos sem paladar, proletários, que movem a era pós Revolução Industrial amantes da cerveja e do chopp. E chopp pesa na dieta justamente porque a gente não sabe tomar um só! (Elma Chopps, lembra?)

Daí que hoje é sexta feira, dia de dar de beber às lombrigas e eu aqui fazendo conta, pra ver quantas cervejas eu posso tomar... aliás, meu marido também é culpado dessa danação!
Ele tem uma lombriga lá dentro, a Jupira, que ingere tudo o que ele come ou bebe, tanto que se ele cismar de derrubar 10l de cerveja, vai criar uma calombinho minúsculo próximo a área do umbigo e assim q ele der a primeira mijada ou digerir o troço (como se fosse ele, claro! Jupira se encarrega!), no dia seguinte os gominhos da definição abdominal estão lá. Já eu...

Daí q acontece o efeito da transformação.
Se estou em casa, jogo a calculadora na privada, me transformo em outra mulher e só sofro as consequências na balança que me apontam aquele emagrecimento bunito de 20g.

Se estou na rua, o efeito é pior ainda! Além da loka do cu da matemática, ainda viro a pheena e saio bebendo até destilado se duvidar, sem fazer careta! 
Faço a rycah e ninguém me segura. E a dieta...
Como lidar?

Justo porque hoje é sexta-feira!

quarta-feira, novembro 14, 2012

AS MINA PIRA NO TEMPLATE


Como vcs, meus queridos 5's leitores podem bem observar, fiz caquinha com o template do blog.
Eu estava querendo simplesmente incluir aquele comentário do Facebook, super cool e útil na barra de comentários e com a gritaria da molecada:
 
OS TRÊS AO MESMO TEMPO - Mããããe, me dá isso, mãããe vem cá, maããããe me dá aquilo, mãããe olha ele, mãããããããeeeee...
 
Eu fiquei loka do cu e salvei um código errado e mandei tudo pro caráleo.
Imaginem vcs como estou feliz, certo? Errado.
 
Aproveitando o ensejo, meu grande sonho era colocar um template modernoso, todo dinâmico cheio de janelas hi-tech, só que estou tão old pra isso, q tenho medo de deletar o Internet Explorer no meio do caminho.
 
E já q a idade e a esclerose está batendo, o melhor é deixar assim mesmo.
Default, simplesinho e estático merrmo!
 
 
That-that-that's all folks!
 

terça-feira, novembro 13, 2012

CHEGAR AOS 40 COM CARINHA DE 20 E POUCOS

 
Eu tive a sorte de ter pai negão e mãe morena jambo. A pele daquele povo é privilegiada mesmo. Melanina no ponto, todos têm uma idade e aparentam outra. No entanto, a geração dos meus pais no que tange a idade, infelizmente é separada por gênero.
Explico: Os homens levam o envelhecer na boa; as mulheres levam o envelhecer nas clínicas de estética para excluir os anos que pesam. Eu até entendo esse comportamento feminino, afinal, a vida, Deus, sei lá quem, cuidou de adicionar charme ao envelhecimento do homem.
 
Já pra mulher... só o fato de gestarmos uma, duas ou três vezes e até mais quiçá, já fode a bicicleta! Fode de verde, amarelo, azul e branco. Gravidez arrebenta o corpo e quem quiser que conte outra.
Esse povo que diz que amamentar não deforma o formato do seio, que o que deforma é o fumo, no cu pardal! Mentira, mentira pró-amamentação.
Ok, eu amamentei os 3 e faria tudo de novo porque amar um filho antes de tudo é um ato de doação. Está intrínseco em nós, mães. A gente quer é mais. Mas verdade pura, na de Pacotinho, meu peito que era pequetucho, virou pequetucho e caiducho. Com a vinda do Sr. Cabeça de Bolinha então, melhor nem comentar! Daí eu fiz todo aquele trabalho de tornar rosto e corpo compatíveis na mesa de cirurgia. E veio Dona Miúda, mais conhecida como derruba silicone!
 
Mas o que eu dizia mesmo? Ah sim! Homens envelhecem dignamente. Sim. As rugas ao redor dos olhos masculinos são sinal de charme; nas mulheres sinal de envelhecimento mesmo; cabelos grisalhos nos homens sinal de charme; nas mulheres, de desleixo; os pneuzinhos nos homens é sinal de que, bem, a gente até não gosta mas tolera um pneu, uma barriguinha de chopp discreta; nas mulheres, bem, os homens cuidam de trocar a mulher que antes era magrinha e depois virou gordinha por outra de 20 magrinha. Portanto a cobrança em cima de nós mulheres é muito, muito, infinitamente maior que a dos homens, a começar por nós mesmas.
 
A gente odeia se olhar no espelho e vislumbrar as marcas no pescoço delatando a idade, a gente detesta identificar as rugas e os cabelos brancos nascendo, a gente odeia quando a pele da mão já não se parece com aquela lisinha de quando a gente tinha 20 e poucos anos e pra piorar, vem os pelos na face. Não te contei? Nascem uns pelos bizarros. Umas barbichas, q a gente vive arrancando.
Eu mesma tenho um pelo no queixo. É discretíssimo porque é um só, mas já vi algumas mulheres no ônibus com barbixa. Tétrico. Mas é a idade. Lembro que vovó também tinha. Enquanto o homem tinha apenas q lidar com a queda vertiginosa do pinto e que hoje nem isso precisa mais, em tempos de Viagra.
 
Então, caras amigas, quê fazer diante desse abismo chamado idade?
Eu não sei vocês, mas pensei em algo pra mim. A começar pelo dia do meu aniversário. Meu aniversário aqui em casa, dia 09 de novembro, é o último da família. A gente comemora o de todo mundo o ano inteiro e quando chega o meu, todos esquecem, a não ser os pequenos que ainda não se ligam em data. Então eu tenho me sentido um lixo na maioria dos meus aniversários, porque as pessoas q eu amo, só se lembram em anos intercalados. Nada de vingança. Nada de descontar no aniversário deles, q seria a saída óbvia. Resolvi que agora, no meu aniversário, eu vou comemorar pra mim.
Acordei me sentindo um cocô e já estava quase chorando ao perceber q ninguém estava nem aí, apesar de terem me entregue meu presente antes. Então falei com Sr. Cabeça de Bolinha que me deu um abraço apertado e saiu explanando pros demais e lá vieram eles se comportando como se soubessem desde sempre.
 
Minha irmã me salvou. Meteu isso na minha cabeça, que eu deveria ficar feliz e deveria comemorar pra mim. Então eu me enfiei num dos restaurantes q mais gosto, naquele esquema foda-se o preço e fui lá almoçar com as crianças por mim.
 
Do facebook, 44 amigos me felicitaram. Isso é bom né? Dentre eles, meu pai, disse que me amava, coisa q ele nunca soube dizer face to face. Taí o Facebook fazendo um trabalho de resgate nas famílias brasileiras! Eu curti. Então foram pequenas coisas, grandes amigos virtuais que foram me levantando.
 
Não teve bólo, nem comemoração porque iríamos prum casamento em Maresias no dia 10 de madrugada. Não tinha condições de receber ninguém. Acordaríamos às 3:30AM. Foi uma viagem e tanto, com direito a uma pousada super charmosa naquela que é a Búzios paulistana, linda de se ver. Teve praia, piscina, muitas fotos, chororô e reencontro familiar, o que é sempre bom!
 
Mas e a minha auto-imagem aos 40 anos? A pior possível zentchi! Juro.
Talvez o fato de estar vestida, sempre cuidado do exterior não revele como eu estou acima do peso, embuxada meermo! Quando me olhei no espelho de biquini no quarto da pousada e vi o shape, o espelho chegou a trincar... foi ali que decidi, chega de ser sedentária (outra vez!). Voltei pra dieta das notas, q me força contar calorias, mas ao menos é o que funciona, pois já funcionou comigo nesse mesmo ano. A vantagem é que eu posso comer de tudo com moderação.
Parei de caminhar desde que comecei na faculdade, outra coisa que pretendo voltar tão logo o tempo melhore. Pelo menos é isso enquanto eu não posso me dar o luxo de frequentar uma academia, que seria a grande solução climática de temperatura e pressão.
 
O resto, é cuidar da cabeça, saber envelhecer com consciência, dignamente. Eu posso ser uma coroa de 40, 50 anos bem cuidada, de bem comigo mesmo apesar das rugas e dos fios brancos que já estão chegando e que eu não estou ligando.
 
Lembro quando era pequena e via minha avó, com a imagem perfeita que uma vózinha deveria ter. Gordinha, fofinha, gostosa, com um abraço delicioso e envolvente. Eu lembro que dizia que queria ser igual a ela quando crescesse.
Ok, não quero ser tão igual. Não quero ser gordinha que nem ela, que vivia com problemas de saúde por conta do peso.
Mas quero sim, ter orgulho da minha idade, um abraço envolvente, delicioso, ser gostosa e terna exatamente como ela foi. Pra mim está de bom tamanho.

terça-feira, novembro 06, 2012

MESTRE PACOTINHO ENSINA



Primeiramente quero agradecer aos tapas que me deram no último post, bem como os remédios pra eu tomar, a fim de ficar melhor. E que anônimo fofo que comentou! Cara, eu adoro anônimo fofo.

Não estava deprimida não tá gente?
Estava triste, chorosa, questionando tudo, de TPM, pois é... desceu no dia seguinte e eu nem sabia q isso aconteceria. Mas enfim, quero agradecer por tudo.


Ando numa fase meio hiatus na escrita. 

A vida acadêmica está muito bacana, me desafiando do jeito que eu gosto e não sei se coincidência, mas eu estou totalmente sem motivação pra falar de mim.


Então falemos da molecada que é o que dá audiência!

Essa nova geração, a geração de Pacotinho que já completa 10 anos, é uma galera bem diferente, mas muito muito diferente do que a gente foi. Isso já estava escrito, mas ver a coisa se concretizar são outros quinhentos! São mais cordiais, dão lição de moral na gente nas atitudes e é muito engraçado ver como eles se relacionam.


Já que Pacotinho está na chuva, então  vamos lá molhar o boneco!

Na escola por exemplo, ele é "o disputado". Tem uma menina que é do turno da tarde e ainda gosta dele (já tem 2 anos que ele mudou pra manhã, realizem!). Sempre que se encontram em eventos da escola, ou passeio, meio que reatam o namoro, já que ela sempre foi apaixonada por ele. Ele vai namorando (aquela coisa a distância, sem beijo, sem nada), porque né, não está fazendo nada mesmo. Além de que, a garota que ele gostava (ou ainda gosta enrustidamente) não está numa de namorar ninguém, então ela fez exatamente o mesmo que ele faz com a outra da tarde: enrola. Ficaram um tempo, depois ela deu um pé na bunda. 
O mais curioso, é que ele está no meio do furacão, são 3 meninas no meio da peleja e ele consegue sair ileso da fofocada. Pois é, teve fofocada no Facebook e ainda bem, eu não deixei que ele fizesse uma conta. Uma fala pra outra que está namorando ele, a que está com dor de cotovelo diz pra outra que ele ainda namora a uma, a uma afirma que ele não pode namorar a outra porque ainda não terminou com ela... 

E aí? Já se enrolou aí? Ele não. Sai lindamente ileso da situação. 
Acho que seria uma boa ele dar consultoria de seu método, já que estamos precisando de uma graninha.


E tem uma amiga que é a mentirosa da sala de aula. Hoje, ele me contou uma de suas histórias e pudemos ver nitidamente a diferença de atitudes:



PACOTINHO - Então mãe, ela contou essas coisa todas e claro, a gente sabe q ela tá mentinto!

EU - E o que vcs fizeram?
PACOTINHO - Nada. A turma inteira sabe q ela mente, mas deixa ela mentir. A gente finge que acredita!
EU - Caraca! No meu tempo não era assim não.
PACOTINHO - Era como?
EU - Ah, a gente dizia: Aaaaaai, aaaaaaaai, mó mentira, aaaaaaíiiii!
PACOTINHO - Ih mãe, teve uma menina q começou a fazer Aaaai, aaaai, pra mim outro dia e eu perguntei: Que é? Tá sentindo dor?


Ou seja, é uma galera que sai das situações muito mais fácil que a gente.

E isso independe de educação, quédizê, guardadas as devidas proporções, desentendimento tem, conflitos tem, são dados ao drama e quanto a isso, eu ainda preferia a minha geração, porque a galera era muito mais easy going que eles. Saía na porrada e no dia seguinte estava tudo resolvido.

Eles curtem um debate, um problema, um conflito, mas para aquilo que se esperaria um terremoto, não há tormenta, não há tsunami  é resolvido de uma maneira simples.
Acho bacana também, que eles sabem exatamente o limite entre a brincadeira e o bullying. Não ultrapassam essa linha, se preocupam muito com o sentimento alheio, porque amizade é coisa séria. 


Por isso respeito tanto as crianças e as observo com tanta admiração. Aprender com eles é sempre possível e ao contrário do q se pensa, estão a um passo a nossa frente. É preciso só lapidar e como faremos isso, é o q faz a diferença.

Se nós enquanto pais não fizermos cagada, lá na frente teremos muito que agradecer. 
Estaremos certamente em boas mãos!

terça-feira, outubro 30, 2012

21 PASSOS PARA UMA DEPRESSÃO BEM SUSCEDIDA

 
  1. Pense que o talento que Deus te deu não serve pra nada! Sempre haverá gente mais nova, com  mais tempo e com disponibilidade que chegará na sua frente;
  2. Pense que a vida não vai te aliviar ou ter pena de vc só porque vc tem 3 filhos;
  3. Sinta-se extremamente perdido porque a todo momento vc quer algo diferente, ao passo que a imensa maioria que te cerca tem foco e vai atrás do que quer;
  4. Nunca, jamais, em tempo algum saiba responder a clássica: O QUE VC QUER SER QUANDO CRESCER;
  5. Comece a se sentir um merda e a ter pena de si próprio;
  6. Comece a temer pelo seu futuro;
  7. Sinta seu peito oprimido e as lágrimas querendo descer, mas não deixe. Segure mais um pouco;
  8. Despeje sua frustração quando seu filho quebrar uma taça de sobremesa cheia de sorvete, daquele conjunto que vc sentia orgulho. Ponha-o de castigo e vá limpar a sujeira sentindo as lágrimas vindo;
  9. Dê aquele esporro bonito no moleque, destacando o quanto ele não se importa pelo fato de não te ajudar e bagunçar muito;
  10. Faça ALOKA do cu quando perceber que esse mesmo moleque está deitado em cima da roupa limpa para passar;
  11. Tranque-se no banheiro e deixe as lágrimas rolarem do seu rosto com vigor;
  12. CHORE, CHORE, CHORE MUITO, em frente ao espelho, sentanda no vaso, debaixo do chuveiro (frio de preferência) e pense em que puta enrascada vc se meteu desde o dia que nasceu;
  13. Pense que todas as pessoas que te cercam já resolveram sua vida profissional menos vc. Mesmo aquelas que estão num empreguinho de merda são mais felizes e chore mais um pouco;
  14. Pense que seus pais não tiveram que ralar metade e se deram bem na vida, enquanto vc não consegue sequer arrumar um rumo pra sua;
  15. Volte a questionar a porra do talento que vc tem e que não serve pra porra nenhuma;
  16. Agora pense no dinheiro que vai parar de cair daqui há 3 meses e chore mais ainda;
  17. Saia do chuveiro quando começar a assustar seus filhos;
  18. Perceba que a depressão começa a se instalar no seu corpo e peça a um dos seus filhos para ficar em casa, pois a rua é o pior lugar pra se estar quando se tem depressão;
  19. Encontre sua melhor amiga, a cama, em dias de depressão, só ela pode te abraçar;
  20. Chore, chore, chore mais ainda e converse com Deus. Já que vc é muito covarde para cometer suicídio, peça um acidente leve, ou que ele te leve durante o sono;
  21. Por fim, se dê conta de como vc é egoísta e que certamente faria algumas pessoas sofrer. Se chame de otária pra baixo e tire uma soneca, porque ao menos ela não resolve, mas cura a dor da alma.
Parabéns!
Você conseguiu ficar deprimido, deprimir quem está a sua volta e me deixar deprimido também!

quarta-feira, outubro 17, 2012

TOLERÂNCIA ZERO

 
Esse momento chegaria mais cedo ou mais tarde. Afinal, são três contra um! Mas tem horas que não dá pra manter a sanidade. Infelizmente é assim que é.
 
Minha maior dificuldade tem sido com um tal leonino, Sr. Cabeça de Bolinha, o de número dois, a coluna do meio, o explosivo e temperamental gatinho que se acha o umbigo do mundo e foi mesmo, até o nascimento de dona Miúda.
 
Eu que derramei muitas lágrimas no tempo do aleitamento, antevendo as dificuldades que viriam, por achá-lo muito novo, por saber que estava sendo arrancado do seio do chamego sem estar preparado pra isso com tão pouca idade, sem um prévio amadurecimento e tals... aquelas lágrimas tinham razão de ser.
 
Hoje, o Sr. Cabeça de Bolinha oscila entre o extremo carinho e a agressividade. A agressividade e explosões de raiva, são por conta do leião que vive dentro dele e que claro, sabe como ninguém seduzir e ser gatinho na mesma proporção.
 
Coisas mínimas, como mudar a letra de uma música que ele curte, pegar um brinquedo sem sua autorização, dar-lhe uma zoada básica, porque nessa família todo mundo zoa e é supernormal ser zoado, desde que não se falte respeito... nuoossa, vai tentar! O tempo fecha. Não pode zoar, mas ele adora botar pilha nos outros.
 
E eu ando por um lado feliz por estar lidando desde junho com os 3 e estar conseguindo não matá-los de porrada, ou simplesmente esganá-los e por outro lado estou triste, porque dos puxões de orelha e palmadas na bunda, o campeão é o Sr. Cabeça de Bolinha.
 
Você diz: "Não faz isso!" Ele vai lá e faz. "Não pula aí!" Ele vai lá e pula. "Fala baixo que eu quero estudar ou seu irmão tá estudando!" Ele canta, grita, fala alto... E você fala uma, fala duas, fala três e na quarta você já está berrando e na quinta totalmente possuída, já está quase arrancando a orelha dele e o conduzindo até o castigo. Caraaaaaalhoooo!
 
Mas só uma mãe q ama sabe o quanto doi cada puxão de orelha ou palmada. A sensação nunca é boa. Doi muito na gente, deixa um rastro de raiva por estarmos tomando tal atitude. Abala nosso âmago, traz uma infelicidade e mais, eu fico puta por horas quando tenho que recorrer.
E sabe o que é pior? No caso do Sr. Cabeça de Bolinha, dá pra notar que ele não faz por mal, nem por afronta. Isso é que faz doer muito mais quando tenho que puní-lo. Ele não é como algumas crianças que eu pude conhecer, que talvez por problemas familiares, usam do artifício negativo para obter atenção dos pais. Bolinha não é assim. Ele esquece q não pode pular ali, esquece que não pode falar alto e esquece que não pode fazer isso ou aquilo. E se vc perguntar por quê, ele responde que não sabe ou que fez porque quis.
 
Hoje conversei com ele antes de tirá-lo do castigo e chamei sua atenção pro fato de que só ele ganha puxão de orelha, só ele ganha palmada na bunda. Que os irmãos dele não são criados dessa maneira, apesar de cometerem erros também.
Ele ficou me olhando, com aqueles olhos lindos, me pediu desculpas, deu um beijo e me abraçou como se nada estivesse acontecendo. E eu ali, com aquela dor, com os dedos queimando pelo puxão de orelha e aquela raiva de mim sem tamanho, que me fez ficar emburrada até agora, com essa dor aqui dentro.
 
Estou com essa raiva de mim, com essa dor remoendo e uma vontade de derramar litros de lágrimas que não descem. Por causa disso, fui ríspida com os outros, perdi a paciência com Dona Miúda que estava uma chata de galocha e ainda consegui ser grosseira com Pacotinho que estava tentando me ajudar perguntando o que estava rolando.
Engraçadão foi pro futebol e eu fiquei aqui com esse nó na garganta. Com esse dilema e essa pergunta que paira no ar:
 
Será que eu estou exagerando e sendo escrota com um menino de 5 anos q vive dentro de um apartamento de 60m2 e tem energia de sobra? Será que eu deveria ser mais tolerante e aprender a contar até mil?

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