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segunda-feira, abril 14, 2014

FOLLOW ME BY MUSE - #MusicMonday


A Lulu, do blog Lulu on The Sky (sem os diamantes, of course), tem uma coluna aos sábados, onde posta músicas de seu gosto pessoal, ou sugestões dos blogueiros e leitores.
Essa música eu pensei em postar lá, no próximo sábado, só que ela tem mais a cara desse espaço de cá.

Lá vou eu falar de Muse de novo. É que essa festejada banda composta pelo trio Bellamy (vocal, guitarra e piano), Wostenholme (baixo, segunda voz e teclado) e Howard (bateria e percussão), de formação clássica, que flerta com o eletrônico, música clássica e às vezes, o rock pesado, dá para a trilha sonora de toda uma vida. Daí que quanto mais eu ouço, mais coisas em comum eu encontro com a minha, com a sua, com a vida de todo mundo.

Eles são extremamente fieis à música que professam, amam o que fazem e não abrem mão de tocar ao vivo. O Muse desde que nasceu foi protagonista de barracos homéricos, com nomes incluindo Celine Dion no auge da carreira (dela, diga-se de passagem e início da deles), passando por programas de TV e o último, foi inclusive, na edição brasileira do Lolapalloosa, onde aos 44 do segundo tempo, voltou atrás e não autorizou a cessão dos direitos de imagem para exibição na TV, deixando eu e mais meio zilhão de fãs frustrados. 

Felizmente, eles não são o tipo que enche a cara e quebra hoteis. São mais do tipo altivos, que atingiram um nível de excelência nos shows, que você tem que se virar pra pagar pra ver, literalmente. Tive o privilégio de vê-los no Rock in Rio 2013 e realmente, eles valem cada centavo (embora eu não tenha pago nenhum!).

A música que ofereço a vocês, é a mais cantada aqui em casa por mim e pelas crianças. É a música preferida da Dona Miúda. Sim, a galega é roqueira graças a Deus, daquelas que tapam os ouvidos quando ouve ritmos suspeitos. Já mencionei que Lola é Xiita?

Ela fala de um tipo de amor, que só os pais conhecem. Aquele que abdica de tudo, que protege, que guarda e não desaponta (ainda que os filhos não entendam dessa maneira; ainda que todos os pais não sejam dessa maneira). Essa música fala do que o amor abnegado é capaz.

Não à toa, sou apaixonada pelos caras e perdôo fácil os ataques de estrelismo.

Outro dia descobri ouvindo o álbum ao vivo de 2013 grvado em Roma, uma coisa que já suspeitava pela letra, que essa música é dedicada ao filho de Mathew, o vocalista. <3 font="">

E com vocês:

Follow Me



When darkness falls 
And surrounds you
When you fall down
When you're scared 
And you're lost

Be brave
I'm coming to hold you now
When all your strength has gone
And you feel wrong
Like your life has slipped away

Follow me
You can follow me
And I
I will not desert you now

When your fire has died out
And no one's there
They have left you for dead

Follow me
You can follow me
I will keep you safe

Follow me
You can follow me
I will protect you

I won't let them
Harm
Harm you
When your heart is breaking

You can follow me
You can follow me
I will always keep you safe

Follow me
You can trust in me
I will always protect you 
My love

sexta-feira, abril 11, 2014

BRINCANDO DE SUPER-HEROÍNA


Salvar pessoas. 
Nem quando era pequena pensava nisso. Quer dizer, eu brincava muito de Mulher Maravilha ou Mulher Gato, ou Bat Menina, quando minha melhor amiga pegava a Bat Garota primeiro. Esse tempo ficou lá atrás.

Só que, como disse no post anterior, azamiga me deram uma missão e missão dada é missão cumprida. E nunca antes na história desse país, escrever fez tanto sentido. Foi essa arma que usei e não ouso reproduzir aqui, as coisas que disse, já que não quero expôr os envolvidos.
Fato, é que me pediram para fazer uma espécie de denúncia de tudo o que não funcionava bem. Pediram que eu colocasse a boca no trombone e contasse a quem de direito, todo o sofrimento, abuso e casos que rolavam naquele lugar.

Então foi isso que eu fiz. 
Curioso, que tudo foi escrito no domingo, enviado na segunda e quase nada tenha se movido do lugar hoje, sexta. Parece que passou um mês!
Curioso nossos batimentos cardíacos agitados pelo impacto das coisas que escrevi. Uma verdadeira bomba foi solta.

Ao contrário do que parece, eu me envolvi, eu me importo e não sigo indiferente. Afinal, a gente não veio aqui na Terra pra fazer figuração. 
Daí que consegui tocar as pessoas. Consegui fazer a diferença, mesmo sem ganhar medalha.
A medalha nesse caso, é saber que muita gente terá paz e infelizmente, outras não. 
As que sim, merecem por dedicação, por conduta exemplar, por ter plantado o bem.
As que não, semearam vento e hão de colher tempestade. A lei de causa e efeito, ainda que a ficha não lhe caia de imediato, ainda que não saiba que o que fazia era errado, era o mal.

A vida é assim.
Mais cedo ou mais tarde, sempre vai haver aquele que não tolera injustiça, que sabe um pouco mais sobre o certo, ou que tem a coragem que outros não têm. E esse dia sempre chega. Não adianta crer na impunidade. Não adianta se sentir acima do bem e do mal, porque existe um troço chamado livre arbítrio desde que mundo é mundo e todos, eu disse, todos têm o direito de exercê-lo em sua plenitude.

Eu detesto os não pode. E não confunda com insubordinação, porque certos não pode, não cabem. Essa palavra dá um nó no meu cérebro quando encontro esse tipo de situação.
Com dois meses de não pode, sabendo o que eu realmente podia ou não podia, decidi minha vida e graças a esse meu jeito, fui eleita para decidir um jeito para outros.

Bom, eu espero sinceramente que tudo dê certo. Estou ainda torcendo para que o desfecho seja positivo, muito embora eu já saiba que será. 
Que finalmente os que merecem, tenham o tão sonhado final feliz, porque os que plantam paz e trabalho justo, merecem bonança.

quinta-feira, abril 03, 2014

É TEMPO DE RECOMEÇAR


Pois é meus queridos, fidelíssimos 5's leitores, amanhã é meu último dia no estágio. "Foi um vento que passou em minha vida..." e bem, passou. 

Quem é um pouquinho mais observador, notou que eu desapareci do mapa. Fora pouquíssimos posts no Facebook derivados de check ins do Foursquare, eu pouco produzi conteúdo. Troço estranho para um estagiário de Comunicação, certo? 
Blog então, ficou às traças. E para eu chegar em casa e postar, quem sabe com Jesus vindo interceder? Fora isso... É... são muitas reticências.

Depois de um ano e meio parada profissionalmente, vi que muita coisa mudou no meu comportamento. Acho que se tivesse sido assim desde o início na outra empresa, teria evitado muito tiro, porrada e bomba. Digamos que segui à risca o velho e bom truque da invisibilidade. Para se ter uma ideia, as meninas que lá comigo trabalhavam chegaram mesmo a acreditar que eu era uma pessoa calada, introspectiva talvez, que muito provavelmente vivia pro trabalho, marido e filhos. Elas não têm ideia da pessoa que sou, ou da minha personalidade. Algumas até têm, já que descobriram meu blog. 
Ainda sim, pouca coisa mudou nesse relacionamento. Entrava muda, ralava o dia inteiro e saía calada.

Nas minhas orações, eu andei como sempre, enchendo o saco de Deus.
Verdade seja dita, as coisas não andavam nada bem no estágio. São muitos pormenores que outro dia eu conto, tão logo sair de lá. Para fins de auto-preservação, respeito, essas coisas que eu nunca dei muito valor. 
Agora é diferente. Eu aprendi a usar a cabeça, a ser moderada e muito embora, ainda curta botar pra foder, quero esperar. Nunca é demais saber esperar. 

Então nas minhas orações, ao ver o cerco apertando pro meu lado, pedi à Deus, que mesmo saindo do estágio, num momento financeiro crucial, onde rombos bancários existem e outra fonte de renda não há, com quatro bocas para alimentar fora a minha própria, que eu fosse um agente transformador na vida das pessoas. 

Aeeeeeee! Fiz uma oração que não visava benefício próprio e seria conhecida mundialmente como Engraçadinha - a GENEROSA. Só que não. Generoso aqui em casa, fora Engraçadão, é o Sr. Cabeça de Bolinha. O resto puxou à mim. Individualistas, pra não chamar de egoístas, porque egoístas não são mesmo... 

Sabe como é, eu sempre desconfio quando Deus responde minhas preces assim num estalar de dedos. Tá bom que demorou um mês inteirinho pra isso acontecer, mas por que raios com dinheiro Ele não me dá esse mole?

Fato, é que apesar dos pesares, me deram uma missão (já que estou saindo) de fazer algo que pode mudar a vida das pessoas, para o bem, ou para o incerto, sei lá. Não estarei lá pra ver. 
Ainda assim, topei a missão. 

Nessa vida, injustiças ocorrem porque as pessoas se calam. As pessoas não agem, as pessoas seguem indiferentes, mudas, achando que não é da conta delas. A empresa em que fui parar, é tudo aquilo que eu disse há 3 posts atrás. 

Tive oportunidade de falar com pessoas de todo o Brasil e pude verdadeiramente comprovar o quanto elas são apaixonadas por aquilo lá. Infelizmente, essa felicidade não era verdadeira aonde eu estava. E lembram quando eu falei do Presidente Guerreiro? Pois é, o discurso dele inflamado, é de coração, é verdadeiro, tá no sangue e na alma. Com todo esse ardor, ele contagia uma empresa inteira com mais de mil colaboradores. 

Por isso, em nome dessas pessoas de bem, de todos os queridos que lá estão, mesmo se omitindo talvez por uma questão de boa convivência até, que eu vou trazer à tona, coisas que são sabidas, mas que no entanto são e foram silenciadas, para que não só a verdade seja dita nos discursos e nas diretrizes, sobretudo que seja verdade. 

É... nunca fiz esse tipo de coisa na minha vida. Respeito pelas hierarquias sempre tive. Mesmo porque, diretamente a mim, nunca houve problema e os que me alcançaram, eu me posicionei pedindo demissão.  Fui eu que escolhi abraçar o jornalismo e seguir o caminho da coerência. 
Preciso de dinheiro? Preciso de dinheiro e muito, mas não tenho o direito de violar o futuro dos meus filhos, muito menos me sabotar aos 41 anos, perdendo tempo numa coisa que não vai me acrescentar.

Daí, que de agora em diante, a gente vai se ver mais do que um post por semana, se Deus quiser. E que Ele me dê forças, inspiração e um norte na difícil tarefa que me foi confiada. Porque apesar das lágrimas que já chorei, sinto uma certa dó quando penso naqueles que ainda estão mergulhados na ignorância.

Que meu gesto traga qualidade de vida para as pessoas, traga harmonia no local onde elas convivem mais do que em suas próprias casas, que traga paz sobremaneira e ensine a uns poucos, que tudo nessa vida passa. Inclusive o poder e a altivez.
Amém.

sábado, março 29, 2014

500 MIL COISAS


Pois é, 500 mil coisas aconteceram e olha que nem se passaram dois meses. 
O fato de eu andar sem tempo e bloqueada, o fato de estar com horário apertado, não por conta da rotina puxada, mas pelo fato de ser uma rotina puxada multiplicada. 

Às vezes eu sinto vontade de rebobinar a minha fita. Porque sabe, ainda creio que meu play veio com defeito. Tipo, raciocinando (e putz! Olha que eu tenho feito isso), descobri que sou uma sonhadora. 

Veja bem, tudo o que eu não queria ser é uma sonhadora. Queria ser prática e pragmática. Só que meu chip veio com esse defeito. Tenho o mau hábito de ser positiva, evitar ficar matutando no que não dá pra mudar, acreditando em certas situações mágicas, projetando em cima delas... Devia ser proibido ser sonhador, pra quem tem mais de um filho.

Tem a idade também. Te dá outro olhar. Aquele olhar que a maioria não vê. Ou acha que no lombo dos outros é refresco, então julga. Às vezes julga só com o olhar. Mas não importa, você entendeu. Já basta.

Ridículo depois de quase dois meses fazer post mau humorado, mas qual é a música mesmo? Qual é o assunto? Qual é a real?

Pedro Brial diria que talvez seja uma convergência entre o observar, assistir, sentir, elucubrar e VEM SONHAR AQUI FORA MARCELO!

Eu não. 
Fiquei pê da vida. Zangada mesmo. 
Por dentro né? Porque por fora estou esquisita. 
Não tô chorando, não tô dramatizando... Estaria me acostumando?

Não, por Deus não.
Nasci inconformada.

terça-feira, fevereiro 18, 2014

A CARA DA RIQUEZA


Voltando da praia outro dia com Pacotinho e cia, viemos falando de cifras. De dinheiro vivo e chegamos ao valor de R$ 244.000.000,00. 
Eu que não acompanho a mega sena, me espantei com tanto zero e como não fujo à regra feminina (mulher gosta é de dinheiro), danei a rir ensandecidamente dentro do ônibus, só de imaginar aquela dinheirama toda nas minhas mãos. Então danei a fazer planos.

Um milhãozinho pra mamãe, um milhãozinho pra irmã, um milhãozinho pra Advi, quitação de contas e viagens, viagens e mais viagens. Claro, colocaríamos em fundos de investimento e poderíamos viver de renda, por isso, mais um milhãozinho pro papai, um milhãozinho pra cunhada... Sim, viveríamos de renda.

Daí pensei, pegaria uma nota e começaríamos a viagem. Primeira parada, Lolapallooza em estilo lua de mel com marido, bem na noite do Muse. O show é orgasmo garantido, até porquê, na mesma noite reuniram o Lorde também, ou seja, eles querem que eu vá de qualquer jeito. As crianças ficariam em Sampa na casa da prima, enquanto marido e eu, nos hospedaríamos num hotelzinho bunda perto do evento, porque passaríamos ao status de milionários, quer dizer, quem é milionário não precisa mais ficar fazendo questão de exibir que tem, com aquela marra característica dos pobres de espírito. Aonde tivesse uma caminha boa pra passar a noite, já estava bom.

Dali, partiríamos pro Espírito Santo, não sem antes pegar as crianças. Seria mais uma temporada de 2 semanas em Guarapari visitando Yvonne e Magui, pra depois dar um pulinho em Itaúnas, coladinho na Bahia. Visitaríamos as dunas e dançaríamos forró a luz do luar. Às crianças caberia praia e mais praia. Ficariam todos pretinhos, alegres, aguçando a curiosidade ao ver de perto o que acontece no Projeto Tamar, onde é possível acompanhar (com sorte) as tartarugas saindo dos ovinhos, indo pro mar. Pode-se pegar até uma tartaruguinha na mão, quando a sorte está por perto.

Dali, visitaríamos o nordeste já que estamos subindo. Faríamos Pernambuco, Paraíba, a Ju, Por fim Pipa no RN... e por falar em Pipa, aí dessa vez a gente ia pro resort, porque né? Tem hidromassagem no quarto e wellcome drink, além de champagne no café da manhã e na pérgula da piscina. A gente alugaria logo uma casa no resort, onde é possível ter piscina privativa e cabe minha família inteira no conforto. Acho que nessa viagem levaria vovó de novo. Tem altos passeios em alto mar, que com ela ficam mais divertidos.

Tem o Sul, que também sou louca pra conhecer. Não sei direito a ordem, mas nesses três anos que vamos ficar fora, em algum  momento iria pro Sul. Lá tem o Flavio (amigo blogueiro de eras) e João Monteiro, meu querido amigo de faculdade, lindo, talentosíssimo, ator. Bem, melhor fazê-lo antes de partir pra Europa, porque na volta, o Conselho Tutelar estará no meu encalço, já que pretendo ficar uns 3 anos ensinando meus filhos com a vida. Nada melhor.

Ainda tem o centro-oeste meu Deus! Não posso deixar de ir na Bia, contemplar o céu por 1 minuto em completo silêncio. Ao lado de Bia? Impossível. Gargalhadas pombagirísticas de ambas as partes.

Agora sim! Partiu Londres. Para fazer compras, passeio de turista, passeio de local, depois Paris, Portugal (pegando um Rock in Rio Lisboa, se possível), Ibiza, Barcelona, Berlin, Munique, Amsterdã para perdermos a cabeça e claro, as crianças ficariam com alguma nanny, porque visitaríamos algum coffee shop (parada obrigatória), volta pra Paris pra visitar Erica e dar um pulinho na Euro Disney. Grécia, preciso ir na Grécia. Preciso fazer topless na Grécia, porque afinal, seria gringa, não teria problema. 
Faria o caminho de Santiago de Compostela, talvez sozinha, talvez na companhia de marido. Se bem que esses programas de caminhada numa trilha sozinha com mochila nas costas, são mais piração da minha cabeça de leitora voraz  que qualquer outra coisa. 

Visitaremos a parte ocidental da história da civilização, onde quer que ela esteja. Pacotinho faz questão de ir em Abu Dahbi e Dubai, mas eu não me animo muito não. Passo longe de onde vestem mulher de véu. Mesmo que a piscina seja imensa. 
Ah e na volta, teremos as férias das férias. Faremos América Central, Cuba, Saint Bartz e outras das redondezas. 
E línguas! Faremos cursos de línguas variadas. Criança pega rápido, então vamos estudar juntos! Inglês, Francês, um pouquinho de Alemão só de onda... vai ser lindo, vai ser a cara da riqueza.

Então, depois de 3 anos rodando meio mundo, cheios de malas e histórias pra contar, a gente volta. Não sei como vamos nos entender com o Conselho Tutelar depois disso, afinal, não sei se eles aceitam crianças que passam 3 anos estudando na escola da vida, mas se tudo der certo, basta uma multa, que a gente paga e acerta tudo no final. 

Imagina quantos lugares, quantos presentes, quanto molho, quantas danças e noites maravilhosas, quanta cultura e frio na barriga ao passar pelos monumentos da humanidade... meus filhos respirando o mundo, porque não somos plantas.

Certeza, dos R$ 244.000.000,00 ainda sobraria pra abrir um puta negócio, cujas paredes seriam cobertas de histórias e fotos, ainda lançaria um livro ao estilo diário de bordo, ou ainda, levaria uma equipe de cinegrafistas e faria um reality show exibindo a saga de uma mãe com 3 filhos ensandecidos viajando pelo mundo. Isso.
Partiu loteca?

terça-feira, fevereiro 11, 2014

CONSELHO TUTELAR, NEURAS E PRIMEIRO DIA NA ESCOLA PÚBLICA


Dado meu nível de ansiedade, bem que esse poderia ter sido meu primeiro dia de aula na escola pública. Mas não, Pacotinho e Sr. Cabeça de Bolinha fariam o debut nas novas escolas e eu tive que deixar o prazer de levá-los relegado aos cuidados da Advi. 

Aliás, devo agradecer à Deus e à Santa Advi, que tem segurado uma bela onda como tia postiça que é. Mais, Advi tem feito papel de alguém da família, alguém do mesmo sangue. Aliás 2, preciso reconhecer que minha mãe, Dona Engraçada tem feito o caminho de volta rumo a responsabilidade de avó. Não que ela não tivesse. Mas a distância das nossas casas, minha rotina causticante, os compromissos religiosos dela, além dos sociais, nos manteve bem afastadas e por isso, eu nunca contava com ela pra nada. Nem pedia.
Agora, minha mãe tem sentido uma necessidade genuína de estar junto de nós, de nos ajudar verdadeiramente. Desde que ela assumiu essa postura, eu tenho me aberto mais, estou feliz pelas crianças e pela convivência. Tanto, que nesta segunda feira, foi ela quem buscou a Dona Miúda na escola, depois ficou com os três sozinha aqui em casa e ainda tirou de letra! Fiquei tão feliz. Isso é uma bênção. 

E por falar em escola, quanta dor de cabeça nesse início! Começa com meu estágio e o dilema de com quem deixaríamos as três crianças. Sim, você não leu errado! São três e não são anjos. 
Apesar de boas crianças, eles disputam muitas coisas, ainda que haja diferença de idade. E disputam as coisas mais banais, mais ridículas, desde o mais velho, até a mais nova. Isso desgasta... E perde-se um tempo precioso. 
Para começar, ficar com criança requer todas aquelas formalidades trabalhistas que convenhamos, não temos possibilidade financeira. Daí, que no auge do desespero, cogitei deixá-los sozinhos, sob a responsabilidade do irmão mais velho. Tão logo o fantasma do conselho tutelar começou a nos assombrar, eu chorava, rezava e ligava pros mais chegados, inclua a Tutti nessa, para pedir conselhos e tentar encontrar uma saída diferente. Foi aí que rolou esse mutirão entre minha mãe e Advi, enquanto não resolvíamos nosso dilema. 

Sim, eu já estava pensando em bater na porta do Conselho Tutelar me entregando, vomitando meus problemas, levando as contas de casa, nossas despesas mensais e contra-cheques, mandando que eles fizessem um cálculo que fechasse uma contratação de carteira assinada. É nessa hora que eu vejo que o Estado nos deixa desamparados ao relento e o tempo todo, mas cobra de seus cidadãos, todos os deveres de um Estado presente, coisa que aqui no Brasil está longe de ser. 

Então, resolvi chamar um conhecida da família, que está passando por condições de enorme dificuldade e hoje, é adepta da filosofia tailandesa-budista-espiritualista-greco-romana, "É melhor pingar do que faltar!" Sim, quem me lê sabe, já fui muito adepta desse mantra. Portanto, estou lendo os sinais que Deus manda e resolvemos contratá-la para a próxima semana, dando uma ajuda compatível com o tempo em que ela ficará aqui, que será bem pouco diariamente.

Teve muito choro, muita reza e mandinga mental é verdade, Deus de saco cheio, resolveu nos dar uma força pra ter sossego, as coisas estão transcorrendo nos conformes e hoje foi o grande dia! Uma pena eu não estar lá, mas dei um jeitinho de estar na hora da saída pra saber tudo!

Pacotinho fez amigos já no primeiro dia e está muito empolgado com a nova escola, que não ficará, com a graça do mesmo Deus que não me aguenta mais! Contou de um amigo que fez logo de cara e que esse menino o apresentou prum bando de garotas. Dentre as garotas que conheceu, duas já estão gamadinhas. 
Ele diz que sabe, pelo jeito que elas olham pra ele e pela entonação da voz. Bom, se são duas, a gente já sabe que alguém vai sair perdendo, já que é de uma apenas que ele mostrou interesse. 

Ele também contou que as outras meninas na sala o chamam de Ném, ou de Nerd. Cara, nem preciso contar que soltei aquela gargalhada pombagirística né? Hilário, porque o que eu mais fiz nessa semana que antecedeu, foi chamá-lo de Ném pra ele ir se acostumando. Ainda disse que ele se tornaria o rei das néns e voilá!

A parte do nerd, foi porque toda vez que os professores perguntavam alguma coisa em sala, Pacotinho respondia e adivinha, o melhor amigo dele, o Jorge, é apelidado de George, O curioso, porque tem uma forte veia jornalística e tenta se inteirar de tudo o que as meninas conversam. RYSOS. 

Então, o papo estava ótimo quando chegamos na escola do Sr. Cabeça de Bolinha e o que mais me chamou atenção, foi a cor da camisa do mini-sujeito! Terrível. Estava com a cor daquelas camisas do comercial de Omo, toda cagada de bola. 
Entrou no carro falando animadíssimo que amou a escola, que fez um monte de amigos, que jogou futebol, basquete (disso é certo!), que jogou bola com efeito, que o amigo defendeu com a cabeça, contou que conseguiu ler uma frase... Só tinha uma coisa que o Sr. Cabeça de Bolinha não sabia responder:

EU - E qual o nome da sua professora, meu amor?
Sr. Cabeça de Bolinha - Ih mãe, esqueci!

Pois é, a escola foi tão boa e ele deve ter brincado tanto, que realmente não lembrou o nome da professora. Mas o importante é a felicidade na voz deles, no jeito que contavam sobre a escola, naquele brilho nos olhos.

Sinceramente, eu acredito nos profissionais de educação e que as escolas daqui são boas. O que falta mesmo, é empenho da Prefeitura em cumprir prazos, remunerar dignamente esses profissionais e dar suporte para que um trabalho sério e de respeito seja desempenhado com nossas crianças. 
Casos como o do "cara do ar condicionado" nas licitações para prestação de serviços na escola, é brincar com a nossa cara. 

Potencial, nossas crianças e escolas têm, profissionais engajados com o ensino de qualidade também é possível encontrar, haja vista o depoimento do meu próprio filho hoje, contando do entusiasmo dos professores, como diferencial entre as escolas que ele conheceu. 
O que falta realmente, é o comprometimento dos nossos representantes políticos e nossa resposta à altura nas urnas. Isso é o que eu quero ver!

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

MEU PRIMEIRO ESTÁGIO


As mina pira de ansiedade pra saber como foi meu primeiro dia de estágio, que obviamente não foi hoje. 

Vou contar, mas antes, vou contar de antes. De sexta feira, 31 de janeiro, quando resolvi ir à cachoeira com a família e ao fotografar, enfiei parte da correia da câmera no olho esquerdo. Vivi a experiência de andar praticamente de olhos fechados pela cachoeira, tanto que minha vista chorava. Tirei foto às cegas, já que configurei a câmera para tirar no olho e não no display. 24 horas após o infortúnio, meu olho ainda doía, então fui parar no Oculistas Associados, onde o oftalmo me passou 3 remédios diferentes, todos aplicáveis no olho, para usar durante 7 dias. Posso dispensar a parte em que a vista mais piorou que melhorou no primeiro dia, né? No entanto, domingo já estava melhor.

Devo confessar, fui salva por uma amiga, leitora do blog, que me indicou pra essa vaga ,numa grande empresa de venda de produtos e fornecimento de crédito. Ela figura pelo 7º ano consecutivo entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil e está em 8º lugar entre as melhores segundo a Revista Exame. 

Bem, finda as devidas apresentações, caí de paraquedas na comunicação institucional. Arrisco dizer, que é o coração da empresa, haja visto que fazemos um trabalho coladinho ao CEO, que a todo momento entra lá pra dar sugestões, pedir coisas e motivar a equipe. Isso muito me empolga, claro. É a primeira empresa em que trabalho, onde o departamento de comunicação se reporta diretamente ao presidente. Não à toa, todos esses prêmios e reconhecimentos.

Minha chegada foi super fofa. Um dos pontos fortes de lá, é que eles sabem receber como ninguém. Pensam em tudo pra te encantar e quando eu falo em te encantar, estou me referindo ao staff, ao cliente, aos visitantes... Sabem fazer qualquer um se sentir especial, inclusive uma veia coroca como eu.

Eles possuem um programa de TV mensal, o qual não terei contato, já que é produzido por Curitiba - PR, no entanto, a rádio, veiculada semanalmente para todo o Brasil via satélite, ficará em parte sob minha responsabilidade. E bota responsabilidade nisso! Além de roteirizar (não agora), terei de fazer a edição de voz, que é algo que muito me seduz. Aliás, nesse quesito, não posso esquecer de agradecer o curso de capacitação do Rock in Rio, que apesar de não abordar a temática de rádio, me pôs em contato um pouquinho desse universo, quando púnhamos voz em nossos trabalhos.

Das dificuldades, bota aí meu olho esquerdo. A dor passou, mas passo o dia lendo tudo embassado. Um saco e claro, minhas superioras nem desconfiam disso, porque o que me dão eu faço. A última empresa me deu um senhor traquejo em termos de mundo corporativo. De modo que a parte burocrática, eu transito bem, sem pedir tantas explicações. Além da parte de eventos, que também estou dando uma força. Mas esse olho... isso está me preocupando.

Então, o primeiro dia abriu com a apresentação do programa de TV para todas as filiais do Brasil, com direito a empresa parada vendo o programa, seguido de coffee break e discurso do CEO, que vamos combinar, é um show a parte.
Ele muito provavelmente veio do mercado varejista, porque ele tem essa coisa de motivar na alma, né? Então discursou de maneira inflamada, conclamando a equipe a se superar e tal, galera reunida prestando a maior atenção, até que ele me solta um grito de guerra seguido por todos no andar, do tipo:

Le Presidènt - THIS IS SPAAAARTAA!
Todos - AAWWW! AAAWWW! AAAWWWWW!

Enquanto eu no canto, me encolhendo, sem saber o que gritar, morrendo de vergonha alheia de gritar e tipo, nem fodendo que eu vou gritar saporra. Se ao menos ele tivesse a cara do Gérard Buttler a gente ainda podia conversar, agora... não, obrigada.
Outra coisa, me apresentaram a um bando de gente de um bando de departamento. Já não sei quem é ninguém, nem decorei a cara de ninguém. No final do tour, já estava dizendo:

Eu - Oi, prazer, me desculpa, eu vou esquecer seu nome!

Legal que a galera leva na boa e entendem que essa formalidade, não passa mesmo de uma formalidade. Mas esqueçam meu charme! Aquela Zé Graça que eu costumava ser na outra empresa não faz mais efeito. Ou eu envelheci junto com as minhas gracinhas, ou o povo perdeu o senso de humor! Então acionei o modo de invisibilidade e resolvi cagar pra isso. Não faço mais questão de ser simpática, a não ser pra conseguir alguma coisa, fora isso, se riu, muito bem, se não riu, amém.

No quesito bizarrices, ao menos por email e na frente de Le Prèsident, todos se chamam de guerreiros antes do nome. Claro, pode esquecer. 
E outra, Le Prèsident é dado a pegadinhas, portanto, volta e meia ele passa na mesa alheia e pergunta:

Le Presidènt - Que dia é hoje mesmo?
Resposta correta - HOJE É DIA DO CLIENTE.

E foi nessa que quase entrei pelo cano. No final do passeio do primeiro dia conhecendo todo mundo, só fui apresentada ao CEO por último, devido a incompatibilidade de agendas e claro, terminadas as apresentações e introduções, ele me veio com essa. Como já tinha sido informada, respondi certo, o que me valeu um abraço apertado-sufocante de boas vindas. Saí rindo freneticamente com a situação, porque ele não contava que eu acertaria a resposta, ficou todo vermelho, super feliz e me deu aquele mata leão inflamado. Aí, quem me conhece sabe que a humildade tira férias aqui de vez em quando, o homem passou na minha mesa ontem e já ia perguntando que dia era, quando ele mesmo se lembrou que essa eu já sabia, então:

EU - Não tem problema, eu posso dizer a hora!
Le Presidènt - Nããão, a hora você já deve saber, quero ver se você sabe nossa missão!

Troféu epic FUÉN pra mim né? 
A sorte é que eu tinha afixado na minha estação em letras garrafais e mesmo com vergonha de ler, comecei a falar meio pausadamente, meio sem graça a primeira parte da missão, o que já valeu um elogio dele!

Gente, não fosse o talento desse homem pra deixar as pessoas felizes no trabalho, eu juro que criaria uma série nesse blog sobre ele. Mas devo admitir minha admiração pelo véinho! Ontem, recebemos a visita de um fornecedor, cujo contato que ele tem é só por telefone. Ou seja, ele não conhecia o cara! A primeira vez desse visitante na empresa e Le Presidènt não perdeu tempo. Correu as mesas das meninas mais experientes e pediu para que preparassem aquela recepção pro homem. E vocês não imaginam como é isso! Na recepção, do lado de fora, elas colocaram um porta retrato virtual com uma foto do cara desejando boas vindas, depois, em todas as TVs espalhadas pelo andar, aparecia uma apresentação sobre a vida profissional do cara e sua história de parceria junto a empresa, fora uma mensagem calorosa de boas vindas. 

Cara, eu nunca vi isso em nenhuma empresa que já trabalhei. E olha que muitas delas eram empresas de comunicação! Sensacional. Foi nessa hora que Le Presidènt subiu no meu conceito. Ele com aquele jeitão de vendedor varejista, não dá ponto sem nó. Sabe encantar e receber como ninguém e consegue contagiar quem ali convive. Por isso tanta motivação, tanto empenho da equipe. O povo realmente dá o sangue.

A parte chata, estou feia que nem o cão, o cabelo parece um capacete, as roupas defasadas, as unhas do dragão de São Jorge. Está realmente sinistro. Nunca me senti tão mal cuidada! Posso afirmar seguramente que sou a mais desleixada do departamento. As roupas já não caem bem, dos cachos desisti e vou voltar a alisar e ainda cega de uma vista. 
Mas sou guerreira, não sou? Oh wait...

domingo, fevereiro 02, 2014

A SAGA DA ESCOLA PÚBLICA - REPESCAGEM


Ficar para a repescagem da escola pública, me fez desmoronar por dentro. Parece que todo aquele sentimento represado, toda aquela esperança de que os meninos começariam uma etapa nova, mágica, diferente e que seria um marco em suas vidas, foi por água abaixo.

Isso, porque no dia 29 ao tentar fazer a matrícula tanto de Pacotinho, quanto do Sr. Cabeça de Bolinha, apenas de um deles consegui encaixar na escola que queria. Justo Pacotinho... não consegui colocá-lo em nenhuma das escolas que visitamos. Fiquei paralisada por dentro, quando nenhum dos nomes que eu jogava, aparecia na tela do computador. Justo com ele, que já tem uma memória afetiva, lembranças dos amigos e que mais temia a escola nova. O jeito foi escolher uma escola qualquer para ele não perder a vaga e depois, vamos tentar a transferência. 

Ao chegar na escola para efetuar a matrícula, tinha a esperança de ao menos gostar de lá, de sentir alguma empatia. De fato, lá, é relativamente grande, tem uma quadra e empatia... Quer dizer, empatia eu sinto por quase qualquer coisa. Tenho o velho hábito de não julgar as coisas pela capa e tentar ver sempre o lado bom, até me encontrar num beco sem saída e enxergar o que há de ruim. 

Isso nem demorou tanto. Na secretaria, fui atendida por um arquétipo do professor de geografia (com cordãozinho artesanal, brinco na orelha), que se encarregou de fazer a matrícula. O atendimento easy going e nada burocrático da escola, me fez gostar bastante, só que a sinceridade de que a escola está com uma pontuação no IDEB próxima da localização do inferno, me fez desencantar e pensar que Pacotinho não ficará lá por muito tempo.

Feito isso, fui na antiga escola solicitar o histórico escolar e encontrei a coordenadora de lá, que ainda não sabia da saída de Pacotinho. Com tudo resolvido tão em cima, esquemos mesmo de contar a ela, já que centralizávamos o pagamento das duas escolas, na dos menores. Então conversamos e ela ficou emocionada pela saída de um querido aluno. A emoção dela, me fez ter um daqueles mini flashbacks sobre a história de vida do meu filho naquela escola, dos passeios e amigos que ele fez, das vezes em que fui buscá-lo em todas as séries que cursou, o quanto ele era querido e compreendido... Daí os olhos marejaram e eu voltei pra casa chorando pelo caminho, pensando no por quê tudo tinha de ser tão difícil. 

Muita gente diz que eu sou corajosa por fazer uma mudança tão grande na vida familiar em busca dos meus sonhos. Ninguém imagina o quanto é difícil. Primeiro, porque foi mais necessidade que uma busca. Ficar aonde estava, fadada a estagnação não estava resolvendo as nossas vidas. Segundo, que existe algo chamado "O tempo de Deus", que claro, não bate com o nosso. Ele é lapidado dia a dia, conforme nosso merecimento, esforço e trabalho. A outra, é que antes da guinada profissional, vem o fundo do poço. Há que se ter paciência e perseverança, que no papel combina bem, já na prática dói na alma!

Ao convencer marido desta empreitada, lembro que falei que em 6 meses estaria empregada, mesmo que no Mc Donald's. No entanto, você começa a estudar e sente uma enorme vontade de exercer a profissão, de não abandonar seu grupo e de nunca mais em sua vida, voltar a ficar fora de seu nicho. Nem tanto pelo esforço da caminhada, mas pelo sentimento de pertencimento. 

Acho que existe uma grande diferença, quando você escolhe fazer uma faculdade aleatoriamente, visando ser alguém formado, numa cadeira a qual nunca vai exercer, então você vai pro mercado de trabalho e tanto faz, como tanto fez qual nicho, tchurma ou galera você convive diariamente, porque seu objetivo, que é ter um diploma, já foi cumprido. Diferentemente de quando se tem um sonho, ou um dom desde pequeno e está fora do seu mundo, trabalhando em outra coisa. Uma vez realizando seu sonho, a sensação de pertencimento é tão grande, que não dá pra ir pro Mc Donald's viver tudo aquilo novamente, ainda que temporário. Eu pensava que enquanto estaria trabalhando em qualquer outra coisa, automaticamente fechava meu caminho para aquilo que queria, então toda vez que mandava currículo, era em busca de estágio na minha área. 

Seguir essa linha de raciocínio não é nada fácil. Talvez aí entre o fator coragem, no entanto, a culpa é cúmplice. Ela martela todos os seus fracassos dia após dia e o episódio da escola pública é um deles. 

Pacotinho me disse uma frase outro dia, quando eu teimava em repetir o meu mantra:

EU - Filho, tenha fé, as coisas vão melhorar esse ano!
PACOTINHO - Mãe, você disse exatamente isso ano passado e até agora...

Melhorar pra quem? Essa é a grande questão. 
Eu creio de fato que vai melhorar e vai. Ano passado, tiveram muito boas coisas. Ano passado, plantei muita coisa, plantei exercício, roteirização, conhecimento, entrevistas, edição... esse ano chegou a hora da colheita. Estou indo prum estágio afinal e ainda que apertada, com duas crianças em escola pública, tudo vai se ajeitar e essa capacitação é só o início de outras melhores.

Não sem dor, claro. A dor é companheira desse mundo e está aí pra nos ensinar. Há que se chorar quando se tem vontade para expurgar aquilo que aperta o coração. Mas se deixar paralisar não é indicado. Lembra que o universo é movimento? Além do mais, estamos tendo ajuda. Aquela terapeuta maravilhosa que nos ajudou no processo de cura da Psoríase do Sr. Cabeça de Bolinha, agora está ajudando Pacotinho a enfrentar as mudanças com mais segurança. Inclusive, ele está adorando, apesar de só ter ido em uma sessão!

Naquele dia, subi à pé, chorando pela rua, lembrando das coisas boas, achando que a vida nem sempre era justa, mas já tinha um plano traçado na mente. Mesmo chorando e morrendo por dentro, as aulas vão iniciar e nós vamos procurar as escolas que gostamos. Aquela fé que me move, vai comigo dentro da bolsa e será retirada no minuto em que pisar numa das escolas. Quero meu filho numa das boas, porque ele é bom e merece estudar num lugar que o alavanque, que extraia o melhor que há dentro dele e eu vou conseguir.
É assim que vai ser.

sexta-feira, janeiro 24, 2014

MATERNINADE + VAIDADE = BIPOLARIDADE


Lá vai a mãe toda faceira tentar comprar um óculos de sol. 
Reformulando, lá vai a mãe toda faceira fazer uma estimativa de preços de um óculos de sol. 
Melhor.
Lá vai uma mãe toda faceira, que não compra óculos de sol há pelo menos dois anos e que precisa urgentemente de um.

Juro que tentei seduzir marido com a ideia de me comprar um óculos de sol novo, afinal, o meu atual, comprado de presente num charmoso camelô em Londres, com aquelas lentes de prárdigo chiquérrimas, vintage, quase hipsters na cor Red (o grito em sibemol da moda em 2012), está com a lente toda arranhada sei lá por qual motivo. Acho que é do tipo auto-arrnhável, sei lá. Fato é, eu que sofro de fotofobia e não vivo sem um óculos de sol, desde que tinha 4 anos de idade, estou com vontade de jogar o vermelho no chão e pular em cima. Só tem um problema: EU NÃO POSSO FICAR SEM ÓCULOS DE SOL!

Preciso repetir meu redemoinho profissional e as mazelas da minha vida financeira de 2012 pra cá? Acho que não né?! Até porque, vocês já leram (bom, se você ainda não leu, acesse os links de 2012 na coluna direita)!

Agora eu sou uma mãe, dona de casa, estudante e esposa que depende do dinheiro de marido para qualquer coisa. Coisa essa que não estou muito habituada desde que tinha 18 anos. Sabe como é mulher né? A gente está precisando, vai lá na loja, duranga mesmo, parcela e sai feliz como se não tivesse que pagar. Já eu, não posso mais me dar ao luxo.

Hoje na praia com maridón, usei a velha tática do cerca Lourenço, da conversa mole e não ouso chamar essa tática de sedução, porque na verdade não foi. De maneira, que conversamos sobre o ebay.

Entrei no dito cujo, mas tudo em Inglês, confesso, me senti meio perdida com tanto óculos. Não sabia se eram bons ou ruins, porque os preços começavam em centavos de dollar. Estava na cara que eram lances. Então arrisquei pisar num terreno que já frequento e digitei RAY BAN. 

Ray Ban aqui no Rio sai caro. Ora, se o pão no Rio de Janeiro está pela hora da morte, que dirá o Ray Ban, não é mesmo? Ainda que chame de investimento, o mais mais barato do tipo, não sai por menos de cento e sessenta paus. 

Agora você me diz, como eu vou falar em cifras com marido, com tanta coisa precisando em casa. Claro, disse que não valia a pena e que hoje mesmo iria no shopping procurar um modelo daquele que anda anunciando no BBB. Aliás, foi dessa marca que comprei o meu último grande, lindo e maravilhoso óculos de sol e que durou uns dois anos. Enfim, ele quebrou nas mãos de Dona Miúda. Contudo, achei de grande ousadia, ousar pensar num Ray Ban nessa altura do campeonato.

Então fui ao shopping. Lugar esse que não ouso pôr os pés desde vocês sabem quando. Fui lá. Tomei coragem e fui mesmo, cara! Fui e não gostei. Eu tenho a mão cagada, vocês também sabem disso, então tudo que eu pegava começava com duzentos e nem era Ray Ban. Beleza que os modelos eram lindos e tals, alguns muito a minha cara, de qualidade, mas começando com duzentos, chegando bem perto dos trezentos.

Fiquei ali um tempo fazendo a pheena, babando e tremendo por dentro, morrendo de ódio do meu bocão. Só lembrava do Ray Ban, cem paus mais baratos. Tudo bem que o Ray Ban ficaria com aquela cara do meu óculos de grau, hipster toda vida, mas quem liga? É de qualidade. E diante de preços tão absurdos, o que nos resta senão recorrer ao ebay? Ainda sim, me pergunto: É sério que não dá pra ser mãe e vaidosa nessa cidade do Hell de Janeura?

Ideal de óculos e cabelo
Grata
Obviamente não me refiro às rycahs de fato! Também não me refiro às que trabalham. Será que me refiro às estudantes com pais ferrados?
Já não sei em que categoria me encaixo mais.
Vejam só, consegui um estágio e hei de começar no início de fevereiro, com saldo mega comprometido. É provável que veja a cor do dinheiro lá pelo quarto ou quinto mês de trabalho, de qualquer forma, precisarei de unhas novas, roupas, sapatos e um cabelo digno. O meu cabelo inclusive, deixei de alisar. Saí dizendo por aí que vou voltar aos cachos, mas não nego que com muita dor no coração. Perde-se tempo em manter cachos, ou seja, tudo o que não posso me dar ao luxo. Meu cabelo, é minha imagem, é meu adorno e a forma que me sinto confiante. De cabelo feio, talvez minha libido continue no ralo. Aliás, eu estou indo pro ralo, não é pra rir.

Então, só me resta pesquisar na internet, rezar e ter fé. 
Vou fazer a dieta do espelho, parar de me olhar, comprar cremes ativadores de cachos, rezar, usar o óculos arranhado, bater de cara no poste, rezar, procurar um ortipedista que conserte meu rosto, rezar, ignorar o espelho, encolher a barriga e continuar rezando.

Não existe solução mágica.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

ESCOLA PÚBLICA - A SAGA PARA OS QUE QUEREM MATRICULAR


A grande maioria das pessoas anda a carregar uma malinha pra cima e pra baixo. A gente acorda, faz o asseio matinal, se arruma para sair e nunca, nunca, esquecemos da malinha. A gente esquece fone de ouvido, aquele batom de que mais gosta, a gente esquece nossa música predileta, bem como coisas importantes que vamos utilizar durante o dia, mas a danada da malinha, jamais! E não pense você que estou exagerando! A malinha tem até nome. Chama-se preconceito

As pessoas um pouco mais esclarecidas podem pensar que o preconceito vem apenas de cima. Mentira. Ele é multidirecional. Vem de um lado, do outro, de cima e pasme, de baixo também. Das maiorias e minorias, ou dos que pensam que não julgam. 

Tenho visto muita gente carregando malinha nessas andanças pelas escolas públicas. A primeira a carregar a malinha fui eu. Ex-aluna, não sou do tempo das greves, mas sofri bullying. Portanto no meu juízo, julgo que é mais fácil você tomar porrada na escola pública, que na particular. Ainda mais em tempo de web onde geral sai na porrada e pede prum corno qualquer filmar a briga. 

Um dia na 19ª delegacia resolvendo assuntos de fraude, me aparece uma menina com a cara tão arrebentada, que eu mal conseguia encará-la. Pois é, ela sentada ao meu lado, estava triste de admirar. Adivinha qual uniforme ela vestia? De escola pública. Nessa hora, tocou o alarme da minha malinha (sim, todas vêm equipadas com esse componente, que desperta ao menor sinal preconceito). 

Só que mais de 20 anos se passaram de lá pra cá. Sem contar que vivi boas experiências também na escola pública, assim como meus queridos leitores que aqui estiveram prestando solidariedade, além do post que fiz no Facebook. 

Vou enumerar aqui os três dias de rolézinho para conhecer as escolas, bem como meu estado de espírito em cada um deles, o que desconfio, fez toda a diferença... ou não! As escolas que visitei estão todas concentradas na Tijuca, portanto querido leitor, se você mora em outro bairro não posso ajudá-lo. Apenas com o método que adotei, com nossas experiências. No entanto, você terá de fazer do seu jeito, caso resolva matricular seus filhos na rede pública de ensino.

1º dia - 3 Escolas - Eu, a chorona

Estava mega fragilizada por conta do chororô de Pacotinho, então confesso ter desmoronado na frente da inspetora de uma das escolas, o que de certa forma ajudou, já que elas resolveram me dar dicas preciosas sobre algumas instituições das cercanias. Preciso eleger 3 escolas em ordem de prioridade.
Vamos enumerá-las:

1ª Escola: Nave (Núcleo Avançado em Educação) - Rua Uruguai
Essa escola tem um nome, mas eu não prestei muita atenção, porque todo mundo chama de Nave, graças a um projeto tecnológico da Oi, que em parceria com a Prefeitura ou Governo do estado, oferece formação técnico para o Ensino Médio. 
A escola é toda novinha e conta com instalações modernas e informatizadas, voltada para área tecnológica, artes e mídias sociais, .
Não entrei, mas já havia visitado num dia em que minha irmã palestrou lá. 
Infelizmente meus filhos estão fora do perfil para estudar lá, por enquanto.

2ª Escola: Almirante Barroso - Rua Torres Homem 
Bati na porta alternando entre olhos marejados e picos de coragem.
A equipe que me atendeu foi muito solícita, me deram todas as dicas acerca da data de matrícula, o site que deveria entrar e outras escolas que deveria procurar e que apresentam um ensino de qualidade, na opinião deles. Gostei muito dessa escola, mais pelo atendimento. Não visitei as instalações, nem obtive informações acerca de merenda, uniformes, nem conheci as salas. Vai do 1º ao 6º ano apenas e se colocar Pacotinho esse ano, no próximo terei de peregrinar novamente em busca de uma nova. 
Portanto, essa vai ficar em 3º lugar para Pacotinho, na nossa lista de prioridades;

3ª Escola: Barão de Itacurussá - Rua Andrade Neves
Cheguei lá desmoronando mesmo, ao contar sobre os meninos. Claro, fui interpretada com a velha malinha ao lado. Só que não chorava por detestar a rede de ensino, mas pela dor de Pacotinho ao ter de se afastar dos amigos, etc. Foi bom, porque a secretária me levou à diretora que me passou algumas escolas de sua confiança, que apresentam um bom sistema de ensino, que são um pouco menores e apresentam IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em bom nível.
Essa escola é muito bem falada entre os meus conhecidos e era a única que possuía referência. O melhor dos mundos seria colocar os meninos lá, infelizmente, não tem vaga para o 6º ano já que das três turmas que haviam de 5º ano, apenas duas de 6º foram abertas. Ela iria para o topo da minha lista de imediato, se eu não tivesse visitado outras.
Não conheci as instalações. Estava abalada e sem pensar direito. Contudo, essa escola é tombada pelo patrimônio público e tem uma bela estrutura, apesar de mal cuidada, não por culpa dos funcionários e frequentadores né? Mas porque dependem da prefeitura se coçar para promover benfeitorias. 
Ela ficará em 1º lugar para o Sr. Cabeça de Bolinha, na minha lista de prioridades.

2º dia - 3 Escolas - Eu, a esperançosa

Estava mais animadinha para visitar as escolas. Várias amigas e amigos deram dica, além dos funcionários das escolas que visitei. Dessa vez, levei a família toda, só que apenas Pacotinho e Sr. Cabeça de Bolinha me acompanhariam, enquanto Engraçadão tentava estacionar. Aliás, a Tijuca está ficando igual à Ipanema em termos de estacionamento. Só fazendo pacto com o catiço pra conseguir vaga!

1ª Escola: Laudímia Trotta - Fundos para  Av. Maracanã
Pacotinho afoito foi andando na frente e fez careta assim que entrou. O pátio contorna todo o prédio e encontramos as latas de lixo padronizadas pelo caminho, dando péssima impressão. Ele imediatamente disse um sonoro não gostei! sem nem mesmo ver o restante (olha a malinha aê mermão!). 
Fomos recebidos pela Vice-Diretora Lígia, que tratou de promover o city college conosco. Levei os três, então vocês imaginam a balbúrdia. Achei a escola um pouco escura, mas em tempo de férias, estão pintando e instalando novos ar condicionados em todas as salas à pedido do prefeito. 
Aliás, essa história é linda, não fosse trágica. 
Dizem, que o cara que ganhou a licitação para instalar o ar condicionado nas salas é só O CARA. É isso mesmo que você entendeu! É apenas um homem que vai instalar todos os aparelhos nas escolas que ainda não tem. 
Bem, esperamos que até 31 de Dezembro de 2014, ele tenha conseguido dar conta de tudo. APALUSOS PRO PREFEITO!
Essa informação obtive em outra instituição, que fique claro.
Bem, essa escola tem um projeto de oficina, que inclui capoeira, grafitte, língua estrangeira, sala de leitura (biblioteca) artes e mais duas disciplinas que não me recordo, em horários extra-aula; fornece merenda diária e lanche nos dias que tem oficina, vai do 6º ao 9º ano. É pequena, mas adorei a recepção da funcionária. Ela inclusive, parece ser ótima solucionadora, pois já foi me apresentando as quadras de esporte que não existem na escola, imitando um guia turístico. É das minhas! 
Pacotinho e eu nos apaixonamos pelos projetos que lá existem (rapidinho ele guardou sua malinha do preconceito) e pelo espírito entusiasmado da funcionária, quase batemos o martelo de imediato. 
Ela ficaria em 1º lugar no nosso ranking. 

2ª Escola: Orsina da Fonseca - Rua São Francisco Xavier
Ouvia falar muito mal dessa escola no meu tempo (o bordão era: Orsina da Fonseca, perna fina e bunda seca), todavia as coisas mudaram para melhor, felizmente. Hoje ela é referência. Vários profissionais das outras escolas falaram nesse nome. 
Enquanto Engraçadão estacionava, eu e os meninos entramos. A escola é gigante, infelizmente, só tem do 7º ao 9º ano. Ela apresenta o programa de educação extendida, mas o povo já apelidou de integral e tem foco nos esportes, além da grade curricular normal.
Percebi que ela foi reformada, mas manteve sua história. O que me chamou a atenção, foi o entusiasmo da porteira que nos atendeu. Não deu pra conhecer as instalações, mas ficamos empolgadíssimos com as novidades. 
Acho que em algum momento, os meninos podem ir pra lá um dia.

3ª Escola: General Euclides Figueiredo - Fundos da Orsina da Fonseca (na outra rua)
Tive uma péssima impressão da escola, não pela fachada, mas pelo atendimento.
Na porta, lia-se ATENDIMENTO DE 8 ÀS 14h, chegamos às 13:50h aliviados, afinal, queríamos conversar e conhecer, no entanto, a pessoa do outro lado do interfone disse que não poderia nos atender, porque já estava fechado. E não teve conversa.
Voltei inconformada com esse cliché do atendimento público, de que as pessoas não gostam de trabalhar. Não pela malinha que carrego comigo, mas por saber que em alguns casos essa máxima ainda é válida. E dá raiva!


3º Dia - 3 Escolas - Eu, a entusiasmada

Fomos eu e Pacotinho apenas, já com outro estado de espírito, amarradões, procurar as últimas escolas. Começamos pela última, a qual não conseguimos atendimento da última vez.

1ª Escola: General Euclides Figueiredo - Fundos da Orsina da Fonseca
É, infelizmente, a primeira impressão é a que fica em alguns casos. Hoje chegamos bem mais cedo, tinham vários funcionários, mas a impressão que ficou é que existe uma preguiça pairando no ar. Primeiro, cumprimentei a funcionária da escola e disse que estava ali pra visitar a escola. E fiquei incrédula com a resposta:

FUNCIONÁRIA - Nós não estamos autorizados a mostrar a escola.

Daí, fui obrigada a ser arrogante:

EU - Senhora, meu filho está vindo da rede particular. Eu tenho 3 escolas em ordem de prioridade para escolher no ato da matrícula. Como a senhora espera que eu escolha, pelo nome?

Então ela nos levou até outra pessoa, que realmente não deixou a gente dar um rolézinho na escola e se limitou a responder minhas perguntas com certo ar de tédio. 
Depois dessa, Pacotinho falou umas 50 vezes que não queria estudar lá de jeito nenhum. Eu garanti, que ele vai sim, mas em caso de castigo, claro. 
Se um dia ele aprontar demais, já sei onde vou matriculá-lo. 
Essa escola portanto, apesar de bem recomendada, não vai entrar na nossa lista nem à pau, Juvenal!

2ª Escola: Prudente de Morais, rua de fundos do Tijuca Tênis Clube
Outra escola tombada que está passando por reformas. Essa, a gente não teve acesso mesmo! Vi um tiquinho pela fresta da porta por onde fui recebida. Tinha técnicos da prefeitura no local. Mas a arquitetura me pareceu divina pela fresta. 
Eles admitem alunos do 1º ao 5º ano.
Entrará em 3º lugar na lista do Sr. Cabeça de Bolinha, mais por questões de distância por qualquer outro motivo, já que foi muito bem indicada.

3ª Escola: Afonso Penna - Rua Barão de Mesquita
Ironicamente, fica ao lado da rede escolar em que os meninos estudavam. Sim, é no passado mesmo, já que cancelamos a matrícula deles. É pra valer agora.
A escola deve ser tombada pelo patrimônio histórico também, pois conserva traços arquitetônicos bem clássicos.
Estava de portas abertas e fomos muito bem atendidos pela secretária. Apesar de não possuir oficinas ou horário extendido, percebi um capricho e orgulho da moça, que se refletia nos trabalho expostos pelas paredes.
Essa escola sim, possui quadra de esportes, figura com pontuação acima da média no IDEB e funciona do 1º ao 9º ano, ainda que em espaços separados, como deve ser. Segundo ela, além do Ingês, à partir do 8º ano, tem Francês e Espanhol (meus olhinhos brilharam). Ainda que não tenhamos certeza quanto à vaga para Pacotinho, vamos tentar.
Lá possui ótimas instalações, ar condicionado em todas as salas, à exceção dos pequenos (pois é, estão esperando "o cara do ar"), quadra de esportes, sala de leitura, laboratório de ciências, além dos passeios que inspiram trabalhos futuros e música. 
Ao ser perguntada de algum tipo de brigas, a moça sacou sua malinha, pensando que me referia à comunidade. Então eu tive que contar sobre o histórico da Dona Miúda, para ela saber que meus filhos frequentam a comunidade. Queríamos saber quanto à brigas, se acontecem mesmo. Ela nos garantiu que não. Que problemas Facebookianos são resolvidos na secretaria, já que essa é a nova origem das confusões, contudo, nada grave.
Sendo assim, apesar de divididos, eu e Pacotinho batemos o martelo. 
Essa será a 1ª da lista dele.

Então o ranking geral ficou assim:

Pacotinho
1º lugar - Afonso Pena
2º lugar - Laudímia Trotta
3º lugar - Almirante Barroso

Sr. Cabeça de Bolinha
1º lugar - Barão de Itacurussá
2º lugar - Afonso Pena
3º lugar - Prudente de Moraes

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