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quinta-feira, outubro 16, 2014

MEU FILHO NÃO ME DEIXA CONVERSAR


Ontem pela manhã fuçando o Facebook de uma amiga, ela desabafava que sua filha não a deixava mais conversar com o marido. Uma enxurrada de comentários corroborava com os queixumes da minha amiga. Gente criativa até citando Chaves e a célebre frase do Kiko, VOCÊ ME DEIXA LOOOOOUUUUCOOOO! Então eu não podia perder tempo. Tinha que dividir aqui com vocês essa fase angustiante que nós pais passamos, que é essa da interrupção.

Como mãe de três filhos já passei por isso várias vezes e ainda passo. Bebendo da fonte, eu mesma fiz minha mãe passar por certas vergonhas, quando não só a interrompia, como a corrigia quando era testemunha dos acontecimentos. Queria que ela contasse os fatos sem florear a versão. Tinha que ser exatamente igual, palavra por palavra, sem errar, realiza?! Quando isso acontecia, minha mãe me crivava seu olhar de demônia e eu serelepe, nem me abalava. Na verdade, me sentia a mais inteligente das pessoas. É certo que sempre tive talento pra cara de pau. Isso já estava latente desde a mais tenra infância.

Dando um salto quântico agora, Pacotinho teve essa fase e dos três, nem sei dizer se foi o mais chato. Ele é um fofo nato e eu ponho a culpa no amor imenso e novo que a gente sentia. Éramos aquela espécie de pais babacas que se viam refém do excesso de gostosura do pequeno. Isso é um saco. Outro dia fui à casa de uma amiga que tem filho pequeno e o papo era interrompido a cada dois minutos, porque a mãe derretida, dava atenção a cada mãããe, que o menino falava. Porra! Tipo, a conversa não foi adiante né? A criança interrompeu o tempo inteiro e ela lá de quatro, nem se dava conta que está criando um mini-monstro. Essa atitude é meio típica de pais de primeira viagem. Sem querer julgar, também fomos assim e foi quando o caldo começou a entornar, ou seja, quando recebemos um feedback sutil de um ser mais sábio, que já havia criado 4 filhos, mas daqueles que nenhum pai gostaria de ouvir, tratamos de pôr ordem na casa. Foi nesse dia que Pacotinho deixou de ser o rei absoluto, foi devidamente enquadrado e com papai e mamãe falando exatamente a mesma língua, ele tomou jeito. COERÊNCIA SEMPRE!

Nada melhor e mais suculento que um irmão mais novo para ajudar a educar o mais velho. Essa receita é tiro e queda. Desfoca o ego, põe o sujeito em seu devido lugar. E aí, mermão, se faltava algo para seu filho se enquadrar, a chegada do caçula termina por fazer a mágica.

O Sr. Cabeça de Bolinha se sentiu muito confortável com o título de caçula. Perspicaz desde sempre, quase um mini-ditador, seu esporte favorito era dar esporro no irmão mais velho, ainda com dois anos. Vocês não acreditariam nas coisas que ele falava. Como perfeccionista louco de guerra, teve seus momentos de interromper conversas, telefonemas e conferências, só que a gente não era mais bobo e não cedeu à sua sedução. Ele quando percebeu que era feio esse tipo de conduta, tratou de segurar a onda e eu realmente não lembro de ter tido problemas com isso. Lembro sim, de ele e o irmão disputando pra contar seus respectivos dias na escola, mas não mais as interrupções. Então Deus mandou a Dona Miúda nas nossas vidas para que o Sr. Cabeça de Bolinha não se tornasse um egocêntrico sem educação. Ele certamente dominaria o mundo, já que é um líder nato e possuidor de uma inteligência diferenciada. Agora já tenho algumas dúvidas sobre isso.

Dona Miúda está bem no meio dessa fase chata que é interromper pais e telefones, ou conversas cazamigue. E acredite, da pior forma possível. Tá chato, tá cansativo, tá escroto. Mas fazer o quê numa situação dessas? Educar, não ceder, repetir incansavelmente até do túmulo, não se esqueçam. 

A Miúda faz pior que os irmãos. Ela berra. Bem assim:

DONA MIÚDA INTERROMPENDO - Mãe!  Mãe! Mãe! Mãe! Mãe! Mãe! Mãe!  Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! Pai! 

Aposto que vocês dariam um tiro de doze na testa, não é? Não, não dá. Muito embora eu imagine essa cena algumas vezes. Nunca com sangue, claro. Afinal é minha amada filha e linda. Mas dá um revertério no cérebro e a gente pira. E não importa se o assunto é importante ou trivial. Ela começa com isso e só para quando a gente já está possuído.

Os psicólogos advertem que essa é a pior maneira de fazê-los entender que tal atitude é errada. Há que se respeitar  o desenvolvimento cognitivo da criança e a melhor maneira, é não constrangê-la na frente de estranhos e fazer o possível para não se alterar. O jeito mais eficaz ainda é a conversa e a repetição. Chamar de canto e explicar que não é legal, que você está conversando e que logo dará atenção quando acabar sua fala, explicar que todos têm sua vez de falar é o caminho. Esse imediatismo que a gente por vezes acaba cedendo, corrobora para que a criança aprenda a não esperar. Com isso, a gente incentiva a ansiedade, algo tão presente hoje em dia. 

Com a Dona Miúda, a gente deu uma emburrecida mesmo. Às vezes eu tenho medo de estar criando um monstro, já que ela tem plena consciência aos 4 anos, de sua inteligência e beleza. Então, quando ela está em grupo, seja de adultos ou crianças, muda a personalidade e veste a chata, mimada, amostrada, o que me deixa apreensiva. Acende meu alerta. 

Eu e Engraçadão partimos pra conversa. Aconteceu há dois dias atrás. Sempre quando o pai chega em casa, rola aquela histeria coletiva nas crianças. Os meninos até seguram a onda, mas a Miúda quer todas as atenções. Então papai virou-se para ela e pediu calmamente que esperasse sua vez de falar. Pediu que parasse de berrar do jeito que ela chama, irritantemente, ao que ela foi baixando o tom de voz e obedecendo. Outra tática que passei a usar, é avisar quando vou falar ao telefone que não quero ser interrompida e eles já obedecem, inclusive ela, ao ponto de uns falarem pros outros "Sshh! Mamãe tá no telefone!

Então é isso amigos. Se está acontecendo com você, não se desespere. Reúna forças, converse, eduque sempre, converse, explique... vale até um castiguinho se a coisa ficar mais crítica. E lembrem-se, os reis e rainhas da casa são vocês. Eles são apenas os pequenos príncipes.

terça-feira, outubro 14, 2014

A IMPORTÂNCIA DOS PAIS NA CONSTRUÇÃO DA AUTO-ESTIMA DAS FILHAS


Os anos 2000 vieram para quebrar tabus mesmo. Quem diria que eu veria tantas transformações nas relações entre pais e filhos como estou vendo agora? Felizmente, o macho, o provedor se deu conta que tem uma papel decisivo a desempenhar na construção emocional de filhos e filhas.

Relegado às mães e negligenciado pelos pais desde muito tempo, era bem normal a gente ver mãe se envolvendo em todos os setores da criação. A gente via mãe preocupada com vestuário, com o dever de casa, com a alimentação, com a educação emocional das filhas e filhos, às vezes batendo uma bolinha com a molecada, no caso das mais modernas e inúmeras vezes fazendo papel de pai e mãe. Aliás, isso é tão comum ainda hoje ver mãe fazendo os dois papeis. Então não vou lançar mão de pergunta alguma, vou afirmar que crianças precisam de pais e mães, ainda que a gente escute histórias de gente sã que foi criado por apenas um dos dois e que isso não influenciou negativamente na sua maneira de ser. Parabéns é a minha resposta. Infelizmente não representa a maioria.

Nesse post especialmente, quero me ater a relação pai e filha. A presença dos pais é muito mais importante na criação das meninas do que se pode supor. Quando papais estabelecem um laço forte com suas filhas, não faz ideia do bem que está fazendo. Meninas têm a necessidade de um espelho masculino, que reflita que são belas, inteligentes, capazes, amorosas, leais, seguras e mais um monte de outras coisas boas que as meninas são. Os pais e essa proximidade vai determinar o relacionamento que as filhas terão com os futuros parceiros, em outras palavras, o contato com o pai, fará a menina experimentar pela primeira vez a relação com os homens.

E pode ser desastroso se esses pais lhes virarem as costas. 
Crianças tendem a achar que são culpadas de tudo, portanto se um pai não dá a devida atenção que a filha merece, ele estará automaticamente minando sua autoestima. A mensagem que ele pode passar é que ela não é tão bela assim, não é boa o suficiente pra ele, não é importante, não merece sua atenção, pior, pode ensinar que sua menina deverá mendigar sua atenção.

Eu mesma tenho uma experiência pra contar nesse sentido. Tenho um papai que quando estava perto, era o melhor e mais amoroso pai do mundo. Ele costumava assobiar lá do portão quando chegava e eu, com aquela minha fidelidade canina saía correndo de onde estivesse, para me jogar em seus braços. A felicidade era imensa, a euforia gigantesca. Não havia nada mais bacana do que estarmos juntos, ainda que a tagarelice feminina o atirasse num monólogo. No entanto, conforme o casamento dos meus pais foi afundando e apesar de ele manter constante sua tarefa de me levar para a escola todos os dias (único momento em que nos víamos), aquele momento era deveras efêmero. 

Mais tarde, comigo adolescente, o afastamento se fez presente, apesar de não ser de corpo. Eu fazia de tudo para ter a atenção dele. Eu queria conversar, passear, estar junto, mas sempre parecia tudo muito rápido. Sem contar que ele conseguiu arruinar meus Natais, porque houve um tempo em que ele já não ficava a noite toda conosco. O resultado disso, é que estabeleci uma relação com os homens de mendicância. 

Meu pai não dizia que eu era linda (não que não achasse), a menos que eu perguntasse; meu pai só dizia que me amava se eu enchesse o saco (provavelmente ele tinha alguma trava, pois não era espontâneo). Então quando eu cresci, me tornei aquela pessoa carente e grudenta do tipo que não deixa o namorado respirar, a menos que estivesse sem tempo algum para respirar. O tipo de garota que hoje em dia abomino, já que hoje encontrei equilíbrio. 

E o equilíbrio veio no dia que consegui me afastar do meu pai. Foi impressionante a mudança. Nunca havia conseguido algo dessa magnitude. Era como se precisasse do meu pai para respirar, mas houve uma época que ele fez algo que me chateou e eu não tinha tempo para ficar explicando muito, pois já tinha filho e resolvi ficar quietinha na minha. Essa simples atitude, fez com que eu aprendesse a me valorizar mais e me posicionasse de outra maneira em relação aos homens. Antes, existia o medo de eu ficar eternamente só. Depois, ficar sozinha já não me parecia algo tão assustador. Mudou minha perspectiva.

Observando atentamente o pai maravilhoso que Engraçadão é para nossos filhos e em especial a forma como ele trata a Dona Miúda, vale destacar:

  • Ele sempre a elogia e é genuíno. Diz o quanto está linda, cheirosa e quanto a ama e melhor, é espontâneo (todo dia);
  • Quando ela fala, ele para para prestar atenção e quando não pode, pede a ela que espere;
  • Ele nunca a priva de comer nada que queira. Aliás, nem eu nem ele fazemos qualquer objeção quanto a alimentos. Não queremos uma filha neurótica com o peso. E acreditem, tem mães que fazem isso com as filhas desde cedo;
  • Ele nunca diz que estou gorda, ou que engordei (até porque, ele tem amor à vida) e principalmente, nunca faz esse tipo de comentário na frente dela;
  • Nós dois evitamos as discussões na frente de todos eles, mas ainda que aconteça alguma divergência, a gente não envolve as crianças e a Miúda com sua presença marcante, nos coloca de volta aos nossos lugares só com o olhar;
  • Engraçadão anda orgulhoso e com peito estufado quando está com ela, além de fazê-la sua companheira nas manhãs em que sai pra comprar pão;
  • Ele cuida dela com ternura e a faz se sentir especial todos os dias e melhor, ele verbaliza isso.
As meninas sabem com um olhar da intenção do outro. Portanto, sabem quando são amadas por seus pais e sabem que o amor é sincero. Meninas que têm pais assim, serão mulheres fortes, seguras e bem resolvidas, propensas a trilhar o caminho para a felicidade. 
E que outra coisa nós mulheres queremos, senão sermos felizes?

sábado, outubro 11, 2014

DIA DAS CRIANÇAS: EU TESTEI A PISTA DE SKATE DO MARACANÃ


Mãe que é mãe não tem o direito de ficar parada, com Dia das Crianças chegando nem pensar! Não importa se você bebeu além da conta no dia anterior, se foi pra night e se acabou na pista, se simplesmente trabalhou até tarde ou se passou a noite fazendo viradão sexual com namorado/ marido/ peguete. Filhos não dão tempo pra gente se  recuperar da noitada. Por isso, é importante papais e mamães se comportarem direitinho e investirem pesado em atividade física.

Eu, a pessoa mais sedentária que conheço, vivo brigando com a minha preguiça, com a falta de grana e consequente, falta de  tempo ($) para malhar. Nessas horas, o bom mesmo é contar com a criatividade, malhar onde der, fazer os quinze minutinhos do preguiçoso (15 agachamentos, 15 abdominais, 15 polichinelos e 15 palavrões durante o exercício), porque isso vai te dar uma despertada, um gás para acompanhar a pilha alcalina atochada no rabinho deles loucura que é pique de criança.

Hoje eu tinha tudo pra passar o dia na preguiça, prostrada no sofá ou descansando no computador. Só que o dia estava lindo demais pra ficar num apartamento com dois meninos saudáveis (graças à Deus!) e cheios de energia. Então aproveitei o Skate novo de Pacotinho (presente da Advi) para estreá-lo na pista. Para ficar mais legal ainda, roubei o ex-room mate da minha irmã, o Aruã Vieira, que também anda e nos faria companhia. Foi mole, só comprá-lo com almoço que ele veio correndo! Sim, sou escrota. =)

Vamos à foto-legenda.

Desembarcamos na lateral do Estádio do Maracanã e fomos caminhando até a pista. Foi minha primeira vez lá, então estava crente que Pacotinho saberia me levar. 
Claro que ele levou, só que deu uma volta do caralho andando em sentido horário, sendo que o caminho mais curto, seria no sentido anti-horário. 
Ah, filhos...











Aí finalmente você se dá conta de que é a única que não possui rodinhas embaixo dos pés. Tendo optado pela câmera, em qual dia e a que horas ia chegar na pista? Boa pergunta.


Ignorando xingamentos, cansaço e calor, quando a gente chega na passarela que dá acesso à pista, somos abençoados com o pôr do sol na Radial Oeste, bem como a vista da pista. Muito bom. Nessa hora dá pra esquecer de tudo mesmo.



 Chegando lá, os meninos fizeram logo amizade. 
Dessa vez, os garotos que já estavam na pista (Gabriel e Luíz Augusto) é que abordaram os meus, já oferecendo biscoito e apertando as mãos em sinal de cumprimento. Rola isso na pista de Skate. Ninguém se conhece e todo mundo é amigo. O máximo!

Se tem uma coisa que meus filhos nunca rejeitam, o nome disso é biscoito. NUNCA!
 Até o Sr. Cabeça de Bolinha se aventurou na pista com sua bicicleta de rodinhas. 
Fofo toda vida.


Gabriel é uma figura. Falante, pediu água e se propôs a encher a garrafa no quartel do Corpo de Bombeiros ali perto. Ele não sabia andar de skate, então se aventurava de bicicleta mesmo. Foi muito bacana conhecê-lo. Eu senti que ele tinha vergonha de dizer onde morava de verdade e não me cabe aqui ficar especulando, mas independente da localidade, gostei da forma generosa como ele se comportou com meus filhos, dividindo o pouco que tinha: Biscoito e até a bicicleta sem freio.


"Tia, filma eu sem as mãos!"

Já o Luiz Augusto é um achado. 
Chegamos na pista e ele já estava lá doidinho pra chegar alguém que pudesse emprestar um skate pra ele.  Sabe como é criança, né? O importante pra eles é a viagem e não o resultado. Moral da história, ele revezava entre o de Pacotinho e de Aruã. O moleque anda muito. Segundo o que diz, só há duas semanas. Se isso for sério, então ele é um prodígio da tábua, tamanha segurança e desenvoltura.



Pacotinho entre acertos e erros, conseguiu corrigir a postura em cima do skate, pegou mais segurança e acertou os pés ao remar. Já tá tirando ondinha, se arriscando em algumas manobras. Dá-lhe moleque!



 Aruã Vieira, paulista, amigo da mermã, um cara bacana e que gosta de crianças. Aruã escuta piada de cariocas envolvendo praia e leva na esportiva. 
Demos boas risadas sobre o tema. 


 Por fim a pista foi enchendo, outros caras foram chegando, todos se cumprimentando, apertando as mãos sem se conhecer e fazendo a famosa fila pra entrar na pista. Tudo na paz e na camaradagem, coisa rara hoje em dia. 
Chegou então o Ítalo, carinha bacana, simpático, falante, que dividiu com prazer suas manobras com Pacotinho. Acabamos trocando whatsapp, Facebook pra enviar as fotos.
Algo me diz que a amizade vai ficar.


Se depois desse relato ainda existe algum pai ou mãe reticentes em deixar seu filho andar de skate, eu super recomendo. Vá a uma pista da sua cidade e veja com os próprios olhos como funciona esse grupo. Como eles se comportam, se estabelecem essa parceria e relação de amizade imediata, ainda que por um dia. 

Houve um tempo aqui no Rio, num certo bairro da Zona Oeste, moradores que se recusaram a aceitar que fosse construída uma pista de skate em uma de suas pracinhas, alegando que ia juntar maconheiro ao redor. 

Independente se essa tribo usa ou não maconha, na pista o que eu vi foram manobras bacanas, uma generosidade que independia de idade, uma troca bacana entre águas e biscoitos, além do velho e saudável cai, levanta de novo. Ou seja, estão embutidos valores como amizade, parceria, respeito e persistência. Valores esses pra deixar qualquer pai ou mãe babando de orgulho. Na próxima vou descolar uns patins pra mim.

Esse link mostra o monstro do skate, Bob Burnquist estreando a pista há pouco menos de um ano atrás, quando ainda nem era grafitada. 

sexta-feira, setembro 26, 2014

HANGOUT: BIRRAS E LIMITES ENTRE OS 2 E 4 ANOS


Na terça feira passada foi dia de Hangout e a questão levantada foi justamente as birras que as crianças entre 2 e 4 anos fazem. 

Como eu já discursei sobre o assunto nesse post, que é um dos mais visitados dos últimos dois anos, achei pertinente postar aqui esse assunto, que quem é mãe, invariavelmente vai passar ou passa.

Crianças nessa idade fazem birra e muitas vezes, em se tratando de filhos menores, muitas vezes os pais acabam cedendo a esse tipo de manha, defendendo os menores em detrimento dos filhos maiores.

Nós pais e educadores, não raro costumamos ceder aos encantos dos pequenos. Por quê? Geralmente porque julgamos que sejam indefesos, dependentes demais, criando assim uma ditadura dentro de casa em torno dos pequenos.

Um alerta: agir dessa forma é uma maneira de deseducar. Se você na boa intenção, pensa que está protegendo, na verdade está criando um futuro mimadinho, acostumado ao mando dentro de casa e sejamos francos, isso é legal? Acho que não.

A Aline Kelly, presenciou uma cena no metrô, o que gerou a iniciativa do hangout. Ela viu uma família com três meninas, onde a pequena de dois anos, agitada, saía do assento e ao ser "detida" pelas irmãs maiores, tascou uma mordida daquelas, deixando a irmã mais velha chorando, ao que os pais ao invés de discipliná-la, acolheu a caçula, deixando a maior chorando sem se importar com a péssima conduta da pequena. 

Notem, filhos são filhos e como futuros adultos, precisam de limites. É sabido que na idade dos dois anos, os pequenos usam a mordida para se defender. Daí a acatar esse tipo de comportamento e aceitá-lo consiste em grande erro dos pais.

É isso que foi discutido nesse hangout. Como passar valores para crianças tão pequenas? Até onde essa disciplina é eficaz? Usando um pouco do meu exemplo, eu que dessa vez não participei do hangout, todos aqui tiveram a mesma educação, respeitando os encantos e diferenças de cada um. Dona Miúda, que é a caçula, nunca mordeu os irmãos, mas ao menor sinal de desrespeito, é motivo de castigo. 

Aquela máxima de que é de pequenino que se torce o pepino, é muito válida aqui em casa e eles já entenderam. Não que não teimem, ou que não ultrapassem certos limites. É natural das crianças desafiar os adultos, porém é da natureza dos pais e obrigação, educar e ensinar o certo. E respeito ao próximo, é algo que precisa ser ensinado desde cedo.

São os nossos exemplos principalmente, que vão moldar o caráter dos nossos filhos. Portanto, repitam incansavelmente, insistam, eduquem e persistam até do túmulo! Nossa voz será ouvida e respeitada por eles, pois somos seus pais com todo o peso que essa palavra representa.

Bom hangout pra vocês!

 

segunda-feira, setembro 22, 2014

CASA DE FESTA? NÃO, OBRIGADA! - PIZZA PARTY


Não que eu queira declarar guerra às casas de festa. Não é bem isso. É que Pacotinho vai fazer 12 anos e agora passou o tempo. Não que eu ache que casa de festas tenha exatamente uma idade para acabar. Sonho em secretamente fazer uma festa de adultos em casa de festas, com muita música eletrônica, champagne, brinquedos um pouco mais radicais para ver azamigue perdendo a linha na piscina de bolinha. Perdoem, eu tenho umas viagens loucas.  

Nem sou radicalmente contra casas de festas. Para quem não entende a coisa do regionalismo, explico. O carioca é festeiro por natureza. Alguns chegam a se endividar para fazer a festa dos sonhos e o negócio de casa de festas virou febre e se multiplicou. Claro, é muito mais prático você pagar, ainda que parcelado e ir para festa do seu filho como convidado, que perder tempo, dinheiro e pernas, andando por aí para montar uma festa por conta própria. Só que meio que virou ostentação. Tem que ser em casa de festa sempre? Parece a ditadura da casa de festa e não satisfeitos com o pacote oferecido, pais e mães ainda compram coisas por fora. Nada contra, repito. Mas é impessoal demais. Você entra e sai sem conhecer a pessoa, sem ser acolhido. É um oi, depois um tchau, ao contrário de quando é em casa ou no prédio onde mora a criança. Ainda que você não consiga atenção exclusiva dos pais, porque não dá mesmo, você acaba se aproximando mais das pessoas e formando laços. Não sei em outros lugares, mas nas casas de festas daqui, meu melhor amigo costuma ser o quibe. Ainda mais eu, que sou esquisita.

Ontem mesmo fui a uma. Não sei se é porque a mãe da criança trabalha fora e não conhece os amiguinhos da escola da filha, mas me chocou que na hora do parabéns quase somente os funcionários cantavam, fazendo aquelas evoluções, né? Fora eu, marido e mais um casal. É o que parecia. Então você paga uma fortuna, nego vai à festa, a molecada pira e na hora do parabéns o povo não canta? Imagina se essa moda pega!

Acontece que eu sou dos anos 1970. Naquela época e o que ficou na minha memória até hoje, era acordar e sentir a casa num clima diferente. Minha avó tendo ido dormir bem tarde na noite anterior enrolando brigadeiros e cajuzinhos ao lado da minha mãe. Depois do café da manhã ver a família chegando para ajudar no almoço, enchendo as bolas, preparando a pista que era a sala com os móveis todos fora do lugar para dar espaço para quem quisesse dançar... Hoje não se vê nada disso.

Quero deixar no imaginário dos meus filhos, essa sensação de magia em seus aniversários. Apesar de eu ter proibido, Pacotinho continua crescendo todo dia e comemorar na idade dele é bastante peculiar, já que não é mais um menininho e precisa de certa autonomia e liberdade com os amigos. Em tempos de economia, aqui em casa a gente vai fazer o que dá. Claro, se eu pudesse, daria a festinha no play, chamaria os amigos da escola dele, os amigos mais antigos, os familiares mais próximos e daríamos uma festinha com música alta, decoração moderninha, espalharíamos alguns brinquedos que despertassem a atenção dos adolescentes... sei lá, colocaria uns joguinhos tipo Uno, Banco Imobiliário, Imagem e Ação e Twister a disposição, faríamos a brincadeira da salada mista mais pro final, teríamos muitas selfies, eles dançariam até cansar e tudo seria mega compartilhado no facebook. Seria memorável.

Infelizmente isso não será possível, então peguei uma ideia super bacana com a Samegui semana passada. Ela deu uma ideia que já aplicou em casa e eu vou testar aqui, que é a tarde da pizza ou pizza party. A gente compra massa pronta, ingredientes e os meninos é que vão se virar para fazer a pizza. Basicamente será isso. Eles farão a pizza, todos comeremos e à noite, por volta de umas sete, cortaremos o bolo. 

Será bem interessante ver os moleques se aventurando na cozinha e tenho certeza que isso fará a alegria de Pacotinho. Chamei umas mães bacaninhas por fora, claro, tem que ter a ala dazamigue pra ninguém ficar desfalcado. Uma tem filho na idade do Sr. Cabeça de Bolinha, outras duas com filhas contemporâneas da Dona Miúda e assim vamos. 

Para essa ideia dar certo será preciso:

  • Duas formas de pizza redondas;
  • Muzzarela, catupiry, presunto, salaminho, pepperoni,  tomate, cebola, azeitonas pretas em rodela; azeitonas verdes em rodela, champignon, molho de tomate, orégano, queijos diversos, palmito;
  • Refrigerantes, sucos, água;
  • Alcoólicos para os pais (opcional);
  • Bolo; 
  • Brigadeiro;
  • Música que os adolescentes gostam;
  • Videogame e outros jogos;
E aí? Gostaram da ideia?

sexta-feira, setembro 19, 2014

O SPA CLUBE VEIO AQUI


A internet é o máximo, não é? Imagina que estava eu em meu lugar,  vivendo a minha vidinha, estreitando laços com azamigue que já trabalharam comigo via facebook, porque tem certas amigue que eu não quero perder nesta vida e descobri que uma delas abriu um negócio muito bacana, daqueles que a gente sente orgulho alheio sabe como?

A ideia não é nova, no entanto, é daquele tipo que nunca sai de moda. E mulher que é mulher, pode bater no peito, dizer que não, mas atire a primeira pedra aquela que quando sai de um salão de beleza não se sente mais leve, rejuvenescida, poderosa e com a autoestima lá em cima? Vou além, quem é que não gosta de ser cuidada ou paparicada? 

Lembro de quando era pheena e bancava serviço de manicure todo final de semana, e quando eu furava o agendamento e ficar mais de uma semana sem as unhas bem feitas era a treva. 

Eu saía do salão me comendo, a verdade é essa. Ficava admirando minhas unhas, meu pé de mulherzinha, coisa que sem uma boa manicure não existe e quando fazia o cabelo, me sentia a mais poderosa de todas. E isso é ótimo, é saudável antes de tudo. Para as que tem filhas, passa uma ótima mensagem, desde que sem exageros. A brasileira é vaidosa, fato conhecido mundialmente e passar para as filhas que a gente se cuida, é mostrar um pouco de amor próprio desde já. Coisa tão importante em tempos de mulheres com baixa autoestima.

A parte chata do salão fica por conta dos agendamentos. Nem sempre conseguia agendar em cima da hora e era praticamente impossível conseguir com a minha manicure preferida um tempo em finais de semana. Só se agendasse com muita antecedência. Então parti para a arte de manicurar sozinha. Só que o pé... ah, o pé! Tem que ser contorcionista de circo e quem já se aventurou sabe que nunca fica igualzinho.

Daí que eu me lembrei da amigue, aquela que trabalhou comigo e entrei em contato. Já tinha feito uma vez, mas nem deu tempo de registrar. Dessa vez foi diferente. Como sempre pontualíssimas, a menina que veio me atender foi a Viviane, devidamente identificada com crachá e foto, trouxe sua maletinha com todos os produtos, inclusive esmalte, coisa que eu tenho aqui, mas fiz questão usar o dela para variar um pouco; toalhas, acessórios, spray para molhar o pé, tudo elas trazem. Alicate só de inox e devidamente esterilizado. Passei uma tarde agradável, fazendo a unha no sofá de casa, batendo um papo gostoso, ouvindo a música que EU gosto e curtindo a tarde como há muito não fazia.

Simples. 
Um contato quase de véspera e estava tudo resolvido. Essa simplicidade e a praticidade é que faz valer a pena. Outra, a qualidade do serviço é inconteste. Minha unha ficou tão linda, ou seja, os produtos que elas usam, também são de qualidade (e olha que sou chata!), porque as monas todas da faculdade elogiaram. 

Pra gente que tem filhos então, é uma mão na roda. Dá tempo de fazer enquanto os filhos estão na escola, ou ainda nos finais de semana. Uma informação privilegiada, as meninas disseram que justo nos finais de semana, o movimento é mais fraco, ou seja, isso aponta uma tendência. As clientes SPA Clube estão aproveitando para fazer as unhas durante a semana e nos finais de semana, reservam tempo para a família, para se divertir e resolver outras coisas. Fica a dica para as mamães que trabalham fora e disputam a tapa a manicure que sobra no salão (quando sobra!).

O SPA Clube tem um site bacana, além de uma fanpage no facebook. Basta ligar e marcar, ou deixar o contato na página, que eles retornam pra você. Vai conferir, vai!

quinta-feira, setembro 18, 2014

HANGOUT: E se o seu filho pedisse para ser modelo? O que você faria?



Taí um post que rendeu. 
O assunto sobre modelagem infantil no grupo Mães e Pais com Filhos deu o que falar e aí, foi aberta a discussão sobre o tema com outras mães.

No vídeo abaixo, vocês podem conferir tudo o que aconteceu e dar seguimento à discussão.
Esse hangout teve a participação da Sam Shiraishi, moderadora do grupo, Samantha Vicentini, ex-celebridade mirim, além de publicitária; Aline Kelly, Nívia Gonçalves, psicóloga e eu. Todas blogueiras e mães. 

Algumas das integrantes militam pela causa sem #trabalhoinfantil, onde está aberto um forum sobre o tema.

Participar desse hangout foi muito importante pra mim, já que pude observar outros pontos de vista, além de me dar conta que se minha filha deslanchar nessa carreira, isso pode sim, ser considerado uma forma de trabalho infantil. Talvez um pouco diferente do que viveu a Samantha, ainda sim, trabalho infantil. 

Assitam a esse debate, opinem e antes de qualquer pré-julgamento, ouçam.

Grande abraço.

terça-feira, setembro 16, 2014

CHUPETA: USE COM MODERAÇÃO


No post passado falei sobre alimentação e muito fugazmente toquei no assunto da chupeta como forma de auxiliar na introdução de novos alimentos na vida do bebê.

Como mãe de primeira viagem, nos idos de 2002, tinha a certeza que amamentaria, se assim o universo permitisse e me desse leite. Era certo que amamentaria até antes dos dois anos do bebê, não tinha certeza absoluta quanto ao uso da chupeta. E creiam, estava mais inclinada a não usá-la.

Já mencionei o Superpediatra e o quanto ele foi importante na minha vida e na da minha família. O mais bacana dessa relação, é que cortou o cordão umbilical dos três, deu dicas preciosas presencialmente ou por telefone, apoiou nossa família até quando estava de férias e sempre nos mostrou um lado prático e menos dramático da vida. Eu optei por ser uma mãe mais easy going, que uma mãe neurótica, dramática... minhas neuroses estão mais ligadas à educação e obediência, do que o estado de saúde deles, que graças à Deus, posso me considerar abençoada.

Segundo fonoaudiólogos, o mito da chupeta não é simplesmente um mito. A maioria esmagadora é contra o uso da chupeta por um período prolongado, tanto no que diz respeito ao tempo em que a criança usa diariamente, quanto aos anos de uso. Criança que chupa a chupeta mais que o devido, usa a sucção de forma indevida. Coisa que a amamentação é a grande responsável em proporcionar (não a chupeta), estimulando músculos faciais, responsáveis pela mastigação, desenvolvimento da fala e respiração.

Voltando a minha experiência pessoal, fui apresentada à chupeta tão logo me vi com um recém nascido nos braços. Na verdade, ganhamos algumas já no chá de bebê, coisa que na época, dei uma olhada com certo desdém... Nada como aquele período de terror, chamado adaptação, quando o bebê vem pra casa e a gente pensa que vai enlouquecer, para mudarmos alguns valores.

Superpediatra ao saber que Pacotinho pretendia ficar agarrado no peito quase o tempo todo, sem dar tempo pro meu peito encher de novo, mandou que eu desse a chupeta. Diante dos gritos histéricos do recém-nascido, sugando dois seios murchos praticamente secos, não vi outra alternativa, a não ser empurrar a chupeta.

Cardíacos saiam da sala, peguem seus remédios, calem as entidades protetoras dos direitos dos bebês. Cenas fortes virão nas linhas abaixo.
Pacotinho ODIOU a chupeta. Ele cuspia, eu dava de novo, ele cuspia, eu dava de novo e assim foi. Confesso, segurava uns segundinhos em sua boca, evitando que ele cuspisse ou chorasse, até que ele desistiu e ficou com ela na boca.

Verdade, fiz tudo isso com o coração apertado, com a consciência apontando seu dedo inquisidor na minha cara, me sentindo até uma mãe escrota. Por fim, joguei a culpa de lado. Eu não daria outro leite que não fosse o meu, água era dispensável, e olha que apelei para a água na chuca e ele rejeitou da mesma forma, por fim, a chupeta foi a grande salvadora da pátria. Pacotinho era aquele tipo de bebê que mamaria até vomitar, engasgar, ou ficar pendurado ali para sempre. Ele não dava a chance de me recompor, de o peito encher. Literalmente, ele teria gostado de fazer meu peito de chupeta e isso é muito comum em bebês que não a usam (fazer o peito da mãe de chupeta, ao invés de mamar quando tem fome - comigo não, violão!). 
Acontece que já ali comecei a discipliná-lo, portanto segui algumas regrinhas:

  • Enquanto bebezinho, a chupeta só era usada quando o bebê a procurava, se mostrava irritadiço ou com sono. Nunca substituí mamadas nos horários certos, carinho, afago ou colinho pela chupeta;
  • Na hora de dormir, todos os meus filhos cuspiam a chupeta quando entravam em estágio de sono profundo;
  • Quando maiores, a chupeta só era usada na hora do soninho da tarde e da noite. Como foram cedo para a creche, a instituição também estimulava atividades sem chupeta para somente usar este recurso na hora da soneca;
  • Desde pequenos, meus filhos usavam uma chupeta por vez, embora tivéssemos outra guardada para o caso de perder a primeira. Dona Miúda chegou a ter seis chupetas de uma vez, porque não raro fazia o truque do desaparecimento, então ao encontrarmos, a guardávamos sem que ela soubesse da existência das outras cinco;
  • O mesmo Superpediatra nos deu uma meta para tirarmos a chupeta da criança, que aos três anos, nenhum deles poderia estar portando uma chupeta, ou seja, todos pararam de chupar antes dos três anos. Seguimos à risca.

Ainda que tenha tido experiências felizes com a chupeta na criação dos meus filhos, reconheço que se trata de um vício paterno e em alguns casos, um sofrimento na hora do afastamento. 

Pacotinho deixou a chupeta prestas a completar três anos e como meninos não são dados ao drama, usei do recurso da falta de dinheiro para não comprar a chupeta que perdeu. Conforme foi perdendo, não repúnhamos o estoque e justo no dia da última, eu me recusei a pagar R$ 5,00 (ou menos) com cartão de crédito. Pacotinho reclamou e choramingou por cerca de duas noites, quando geralmente ele pedia a chupeta. Já ficava o dia todo sem ela nessa idade. A creche também ajudou encorajando-o a contar sua experiência aos outros coleguinhas, o que o incentivou a bancar o corajoso, bater no peito e dizer: EU NÃO CHUPO MAIS CHUPETA! Realmente, ele passou para outro nível social em sua vidinha.

O Sr. Cabeça de Bolinha foi o mais guerreiro dos três. Estava doentinho na ocasião e tinha o péssimo hábito de morder as chupetas até rasgá-las. Ele começou a fazer isso bem depois dos dois anos e a frequência com que comprávamos chupetas começou a aumentar drasticamente. Não estava nos nossos planos investir na Bolsa de Valores, muito menos em chupetas. Então demos um ultimato que caso ele mordesse a próxima, ficaria sem chupeta. Não lembro bem, mas acho que ele ou estava para completar três anos ou tinha acabado de completar. Fato é que ele mordeu a chupeta, se deu conta do rombo e tomou a iniciativa de jogá-la fora por conta própria. Segurou a onda legal, não chorou, não pediu mais e contava todo orgulhoso pra geral de seu grande feito. Esse também entrou para o grupo seleto dos que largaram a chupeta com orgulho.

Dona Miúda já foi outra coisa. Mulher-> separações = drama. Quem orquestrou a separação da chupeta foi a madrinha dela, sem meu conhecimento. Elas haviam feito uma combinação secreta e quando fui pegá-la na casa da dinda, a galega já veio sem o acessório. O problema, é que minha filha quando vai para a madrinha quer se fazer de forte e quando desce, perto dos pais, não dá conta das próprias escolhas. Moral da história, fiquei duas semanas ouvindo choro e chorando MUITO, junto. A tormenta só passou, quando eu saí do estado de pena para o estado de mãe que faz o que tem que ser feito. 

Ela não tinha três anos ainda e faltava um bom tempo para fazê-lo e isso me dava muita dó. Sentia que ainda não era o momento, porque não fui eu quem conduziu a situação. Então seria mesmo pena da pequena, ou o choro era mais um inconformismo por saber que essa decisão deveria ter sido conjunta? Fato é que não voltei atrás. Não colocaria tudo a perder e quando finalmente me acalmei, depois de muito papo com a dinda me acalmando, pedindo forças, consegui deixar de drama e foi essa tranquilidade que fez minha filha parar de pedir pela chupeta na hora do soninho da tarde, ou quando se visse contrariada. Duas semanas depois.

Então eu recomendo sim o uso da chupeta, desde que se saiba administrá-la e ter a consciência de que seu uso é periódico, não permanente. 
Com chupeta a fórmula é simples: mais qualidade, menos quantidade.

Fonte: Sseção Vida e Saúde - Site Paran@shop

sexta-feira, setembro 12, 2014

SEU FILHO SE ALIMENTA BEM?


Esse post não é Publieditorial

O maior calcanhar de Aquiles de dez entre dez pais (que se importam...) é a preocupação com a alimentação dos filhos. De que forma fazê-los comer alimentos saudáveis e largar das gordices a que as crianças são tentadas todos os dias?

Alimentação também faz parte da educação, desde a mais tenra idade do bebê. É isso mesmo. Faz parte de uma boa educação alimentar, dar o peito nos primeiros momentos em que o bebê sai da barriga da mãe. O leite materno tem tudo o que um bebê precisa para se desenvolver física e emocionalmente, mata a sede, sacia a fome, estreita os laços com a mãe, além de ser muito prazeroso para ambos. Não é novidade.

Só que à partir do sexto mês de vida, outros alimentos devem ser apresentados à criança, ainda que ela esteja habituada a mamar no peito. E é aí que começa a saga para transformar aquele bebê, numa criança que se alimenta bem e que aceita toda uma variedade de alimentos que serão oferecidos. Cabe aos pais conduzir esse momento de forma a tornar a criança aberta a novas propostas. E de que maneira se faz isso? Simples, novamente a gente veste a capa da persistência e da força na peruca!

Depois do suquinho de laranja lima coado, a bananinha amassada será o passo natural. O suquinho geralmente vai bem. Eu que tive três filhos, não os vi recusando, já que a laranja lima é bem docinha, no entanto reconheço que cada caso é um caso. Deve haver algum bebê que odeie suco de laranja e ninguém melhor que o pediatra para orientar o que apresentar como substituto. 

No caso da banana, a persistência entra com tudo. Geralmente os bebês cospem. E aí vem aquela vontade de sair correndo e dar o peito (nesse caso, o caminho mais fácil), mas não. Tem que insistir. Amassar bem a bananinha com o garfo e ao introduzir a colher na boca da criança, antes que ela faça careta, a gente põe a chupeta. Esse método é infalível! Ah, mas seu filho não chupa chupeta... bem, apelando para a criatividade, compraria uma daquelas colheres emborrachadas que não machucam a gengiva do bebê e deixaria o objeto mais tempo na boca (por favor, não enfiem na garganta), para deixar o bebê saborear e sugar o alimento junto com a colher. Dali a dois ou três dias, o que se vê é o bebê abrindo um bocão sem tamanho para a banana. Ele acostuma. Depois de uma semana, virão outras novidades: maçã raspadinha, mamão amassado e pera, uma a cada semana, onde todo o processo deverá ser repetido. Não desespere! Persista, afinal, você já passou por isso antes.

Mais tarde, é chegada a hora do alimento de sal e aí vem o pulo do gato! Comida de sal, nunca, jamais em tempo algum, deverá ser passado no processador ou liquidificador. Nós mães, não devemos passar nossas neuras e nojinhos pros filhos. Ainda que a gente deteste cenoura, ou batata doce, nossos filhos têm o direito de conhecer e aprovar esses alimentos. De que maneira? Enquanto são pequenos, a sopa receitada pelo pediatra após cozida, será passada no espremedor de batatas. Isso fará com que os legumes fiquem em pequenos pedacinhos. Conforme os dentinhos comecem a aparecer, o espremedor será substituído pelo garfo, então a sopa será amassadinha, com pedacinhos maiores de legumes e seu filho terá a sensação da mastigação na boca. Vale a careta da mamãe ensinando a mastigar!

A persistência e a coerência devem ser as grandes aliadas na hora da alimentação. Se a criança recusar a comida, é proibido substituir alimentos por biscoitos, iogurtes ou doces. A mensagem que se passa quando se oferece esses substitutos, é que a criança está sendo recompensada por não comer e isso a gente não quer.

Aqui em casa, sempre deixamos claro, desde que eram bebês que se não comessem, ficariam com fome. Porque às vezes é normal a criança não estar a fim de comer. Isso acontece conosco que somos adultos, por que não haveria de acontecer com eles? No entanto, é importante deixá-las cientes de que a hora da refeição é sagrada e insubstituível, por isso, não é nada demais guardar a comida e oferecê-la mais tarde, tão logo a criança apresente sinal de fome. E funciona.

Quando maiores, na idade da manha, essa regra deve ser mantida, ainda que seu filho abale as estruturas do prédio aos berros, como se você o estivesse enforcando. Não se abale com escândalo. Deixe chorar e seja enfática (o): "Depois da comida eu te dou o biscoito. Agora é hora do almoço! Ou do jantar."

Adotando essas regrinhas, consegui que meus 3 filhos se alimentassem apropriadamente. A Dona Miúda ama tomate, come salada, brócolis (pede pra cortar miudinho), todo o tipo de sopa, quiabo e o que mais oferecermos. Quando ela recusa algum alimento pela aparência, eu prometo a ela que se provar e não gostar, eu não forçarei a barra. E ela prova. Dificilmente recusa e quando isso acontece, sou obrigada a manter minha palavra, pois com quatro anos, ela já tem o direito de ter um paladar diferente do meu. Mas no geral, come de tudo. O Sr. Cabeça de Bolinha quando vê brócolis grita alto e bate palmas: BRÓCOLIIIIIS! Já Pacotinho que está crescendo e começando a apurar o paladar para comidas mais junkies, às vezes faz careta para legumes. Quando isso acontece, eu repito a célebre frase:

- Se não comer sua refeição, não vou te dar mais nada!

E ele come tudo. Ainda que me peça para colocar pouco. Ok, isso pode.

Quem me ensinou essas técnicas, foi o super pediatra deles. São regras simples e realmente funcionaram. Crio três crianças saudáveis que se alimentam bem, não correm o risco de obesidade, dificilmente adoecem (graças à Deus) e quase nunca ficam resfriados. 
O Super Pediatra, não é de hoje, vem me preparando para o dia em que eles não queiram comer nada. Ele diz que é normal ao menos um dia na vida da criança, ela não sentir fome. Felizmente, isso nunca acometeu nenhum dos três. 

É claro, no caso daquelas viroses brabas, onde a criança tem febre, fica prostrada, ou evacuando, essa rigidez deve ser posta de lado e o que ela comer está valendo, ainda que seja um biscoito ou iogurte. O que não vale são pais permissivos, com preguiça de ter  trabalho, fazer as vontades das crianças, transformando-as em filhos igualmente preguiçosos na hora de se alimentar e futuros mal acostumados, achando que estão no comando. 

Não tenha medo de ser rígido. A saúde dos nossos filhos não tem preço. É questão de educação, persistência e coerência. Não à toa, nós pais somos chamados de responsáveis e não o contrário.

quarta-feira, setembro 10, 2014

MINHA FILHA QUER SER MODELO, E AGORA?






Respondendo à pergunta acima, trata-se verdadeiramente de um dilema. Eu mesma não saberia o que fazer, mas posso ajudar às mamães que estão passando por isso com meu  exemplo de vida.

A Dona Miúda desde muito novinha, cresceu com lentes profissionais apontando pra ela. A bichinha ficava numa creche no alto da Comunidade do Borel, cuja filha da dona é fotógrafa e sendo refém  da gostosura da Miúda, quase que diariamente tirava fotos. 

Minha pequena foi pra lá aos 5 meses e todos os momentos foram registrados. Quando sentou-se, quando fazia mesversário, quando engatinhou, toda suja de bolo, andando, batendo palminhas e por aí foi.

Mais tarde, quando a Miúda já tinha certa consciência corporal, começou a fazer poses para as lentes e se recusava a ser fotografada com celular ou câmera pequena. Ela só queria as objetivas. Só faltava pedir tele-objetivas! Impossível essa minha filha. No entanto, eu nunca forcei nem corri atrás de uma agência de modelos, já que nos meus sonhos, eu é quem sustentava a família, não ao contrário. Era realmente conservadora nesse ponto. Até que...

No final do ano passado, ela foi descoberta pela Mega Models na saída da escola e convidada para fazer um book, bem como fechar um contrato de dois anos com a agência. Encurtando a história, até porque já a contei aqui no blog, fiz uma vaquinha entre amigos e familiares e fechamos com a agência. 

Dona Miúda ainda não fez nenhum trabalho significativo, mas já foi incluída em alguns castings, cujo destino está sempre na mão dos clientes, portanto, saber lidar com nãos é imprescindível. É uma carreira de nãos. Hoje, a própria agência está custeando um workshop para formar seus modelos, já que a gama de trabalhos está aumentando. 

Embasada nesse conhecimento, listo abaixo dicas importantes para os papais que pretendem iniciar seus filhos nessa carreira árdua, que é o mundo fashion:


  • Pontualidade - Modelos nasceram para esperar e muito embora crianças tenham um timing curto, ainda mais os pequenos, prepare seu filho para chegar nos lugares ao menos meia hora antes e se prepare para além do chá de cadeira, levar frutas, biscoitos, sucos, água e um brinquedinho. Vale levar livro de histórias para matar o tempo. Não esqueça de avisar ao pequeno previamente que demora mesmo. Eles (o cliente) podem atrasar o quanto quiserem, o modelo NUNCA, já que comportamento também é pré-requisito.
  • MAMÃE, DEIXE SUA ANSIEDADE EM CASA! - Crianças são verdadeiras antenas. Elas captam a ansiedade dos pais, portanto, de preferência não conte a elas sobre a fase eliminatória dos castings. Vida de modelo é feita de espera e nãos. Se você não sabe lidar com isso, então não coloque seu filho nessa vida. É um mundo extremamente cruel com modelos e mães. A dica é simples, quanto maior a criança, mais ela pode saber o que se passa. Se for pequenininha, não vale a gama de informações.
  • Investigue a agência - Antes de fechar negócio, é importante que se investigue aonde você está se metendo, já que charlatões estão usando o nome de agências sérias para ganhar dinheiro em cima dos desinformados. É normal exigirem um book quando se está começando a carreira, mas se a criança já possuir um, cujo material é de qualidade, então é possível negociar o uso desse material. As grandes agências costumam aceitar book de outras grandes. Use a internet e o telefone a seu favor, pesquise e ligue para a matriz. Se informar exaustivamente antes de fechar negócio pode poupar muita dor de cabeça depois.
  • Dê àdeus às gostosuras - Uma coisa que me chamou atenção nesse workshop, foi a forma como os organizadores se referiam a certos alimentos. Fiquei assustada, claro, mas ao reparar ao meu redor, a maioria das mães presentes estavam visivelmente bem acima do peso. Então foram categóricos quanto a hambúrgueres (só uma vez por mês), refrigerantes (só aos domingos) e biscoitos recheados ou chocolate (NUNCA, faz mal para a pele). Felizmente, já adoto essas medidas em casa, mas em relação ao chocolate e biscoitos, temos que ficar atentos, já que apesar de pouco, nunca para crianças na idade da Miúda é quase impossível. Adolescentes têm realmente que cortar chocolate do cardápio, para não aumentar a incidência de espinhas.
  • Seja realista e persistente - Olhe sua criança, ela tem chances reais de ser bem suscedida na carreira? Existem crianças que nasceram com o dom de desfilar e fotografar, sua criança é assim? Felizmente hoje em dia, as agências abrem um leque generoso que engloba negros, mestiços ou traços orientais, mas nem sempre foi assim. Quantos mais loirinho do olho azul, melhor, lembra? Hoje vale mais a branca com cabelo cacheado ou a negra com cabelo de índia, que um par de olhos claros, não que este não tenha sua vaga garantida. O que quero dizer, é que quanto mais eclético melhor. O mercado finalmente entendeu que moramos numa aldeia global, portanto, a mistura é bem vinda, graças à Deus!
  • Crianças multitarefa - Assim como o mercado demanda profissionais que fazem várias coisas ao mesmo tempo não é de hoje, o mundo fashion precisa de crianças multitarefa. Então se seu filho além de fotografar bem sabe desfilar, atuar, cantar ou representar, suas chances de ser aceito num casting são maiores. As emissoras de TV recorrem às grandes agências, por isso a necessidade de preparo. Não estou dizendo para você colocar seu filho em tudo que é aula de canto ou dança. Muitas vezes as próprias agências preparam seus modelos, só que se o seu filho já tiver algum talento extra, isso facilita as coisas. 
  • O Book é o seu melhor amigo - Em se tratando de modelos, o book é a extensão de seu corpo, ou seja, aonde quer que vá, leve o book consigo. Seja na própria agência, seja numa entrevista com o cliente ou casting, leve seu book. Em casos de modelos maiores, anote suas medidas (busto, comprimento, quadris, etc). Na indústria ganha mais credibilidade quem sabe mais. Mamães, fiquem atentas!
No mais, é lembrar aos maiorzinhos que já compreendem certos assuntos, que se trata de uma carreira árdua, que requer disciplina, persistência e muita paciência. Os nãos são normais e não significa que ele não é bom. Tenha isso em mente. Às vezes, o comportamento dos pais derruba os próprios filhos. A terrível pecha de "mãe de modelo" existe e destroi carreiras, portanto, saiba confiar e ter calma. Se seu filho for aceito, seu telefone vai tocar não importa onde você se encontre.

A própria Dona Miúda é uma que ensaia, mas não estreia. Então estou tendo que aprender a lidar com a ansiedade de não vê-la entrando numa passarela por ser muito pequena e envergonhada. Dizem suas professoras da agência, que longe de mim ela tem muito potencial e faz tudo direitinho, portanto, eu não devo pressioná-la pedindo que desfile. Basta deixar o barco correr, que ela própria será autocrítica a ponto de querer fazer como os colegas.

Oremos.

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