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domingo, novembro 20, 2011

BANDA LETUCE - Do que se trata?

Antes de sair metendo o malho, explico! 
Meus queridos 5's leitores que me acompanham que nem novela, sabem muito bem q eu dou minhas pitacadas em música. 
Aliás, não só em música. Em cinema, em teatro, em exposições, em bares, em restaurantes, em programas em geral, mas muitos devem se perguntar de onde vem tanta propriedade quando eu falo de música! 
Claro, não sou mais uma metida a dar pitaco, claro, tenho um passado negro ligado a música.

Já soltei muito o gogó por aí! 
Na escola, na igreja, nos corais, nas bandas, em bares e nas fitas demo. Já acompanhei processo criativo de inéditas, de couvers, de arranjos, de releituras... já acompanhei muita coisa cansativa, já que só punha voz. Por isso, com meu ouvido não brinque! 
Mais que isso, deixa pra lá. 
Posso dizer que tenho um ouvido tão nervoso para música quanto para quem fala o  português errado. 

Então digamos que Letuce me acometeu. Se é que posso dizer assim. Não sei se posso...

Claro, é um casal moderno! Tinha q ser!

Estava eu lá deitada no quarto quando começou o Estúdio Móvel da Rede Brasil e um dos entrevistados era a Letuce. Até aí, morreu neves. Só que eles começaram a me perseguir. Na semana seguinte li um zine e lá estavam eles, mais adiante ganhei o CD Oi Novo Som e adivinhe quem estava na compilação? Eles mesmo, Letuce. Semana seguinte, irmã fala que ouvia direto... 

Então eu decidi baixar o EP Couves, onde eles fazem releituras chiquetosas de até algumas bandas de pagode como Raça Negra, Só Pra Contrariar, entre outros não-pagodeiros como Sade só pra citar. Achei brilhante esse trabalho até ouvir melhor.

Bem, Letuce é um mix de Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos. 
Sim, os L&L são namorados, criativos, ela atriz, ele músico, ela sem muita perspectiva, ele música. 

Não sei exatamente como se conheceram, não sei exatamente como se encontraram, fato é q a banda exala amor, inventividade, arranjo de primeira, som de qualidade... tanta, mas tanta coisa boa, que chega a dar invejinha nos meros casais mortais. 

Não acho q Letuce seja trilha sonora pra se andar de mãos dadas num domingo à tarde na Lagoa. Acho q Letuce pode muito bem ser ouvida no momento do coito. É gostoso... Muito embora eu nunca tenha testado, é verdade!

Ouvindo as faixas dos álbuns Plano de Fuga pra Cima dos Outros e de Mim, EP Couves e outra faixa inédita, tive várias sensações.

A banda tem um quê de circense; Letícia canta brincando, o q me deixa na dúvida se isso é bom ou ruim. 
Quando será q ela canta e quando será q interpreta? 
Quando ela canta a música Potência, ela solta a voz sendo ela mesma e fica ma-ra-vi-lho-so! Apesar de ela abusar do jeito meio arrastado de cantar, o q não chega a ser uma crítica. É só o jeito dela de colocar sua voz.

Já quando está cantando alguns dos covers, rola umas desafinadas, umas perdidas de fôlego que me deixam na dúvida se é ela fazendo tipo, se é mesmo proposital ou se a voz dela realmente não tem alcance. 
Porque Ok, ela canta bem, mas não ousa, não sai da zona de conforto. Seu tom é de contralto, quem sabe meso-contralto, não sei... não vi flerte algum com tons mais agudos, o q me leva a concluir q essa brincadeira toda pode ser calculada e o q me faz crer ainda, q a parte instrumental da banda seja melhor q a vocal, mesmo sabendo que Letícia é a alma da Letuce. 
Deu pra perceber?

É como se fosse eu cantando Renato Russo. Confortabilíssimo, sacou?

Mas isso tudo não desmerece a banda. Muito pelo contrário, é um charme a mais para aqueles q não tem ouvido. Para o meu, q é um pouco mais nervoso, essas discrepâncias incomodam um pouco, porém não influem na minha decisão de continuar ouvindo a banda.


Vídeo da música Potência

Letuce é bom!

quinta-feira, novembro 17, 2011

FESTA INFANTIL BARATA? MILAGES SÃO POSSÍVEIS!

Quem me vê toda linda, maravilhosa, desfilando os três filhos por aí, deve pensar que a Mulher Maravilha perde pra mim. Olhando pra trás, eu devo mesmo inspirar esse tipo de coisa.

Olhando meu último post, vejo como o assunto aniversário é cansativo, o q me tirou de circulação por mais de uma semana, mesmo tendo pano pra manga em termos de assunto! Hunf! Ah se eu fosse isso tudo!

Embora seja de uma família festeira, depois que eu vi o trabalhão que é organizar uma festa, bateu um trauma daqueles e a vontade de sumir é eminente.

Não é que eu não seja chegada a festas ou a confraternizar, mas é que imagina, lá em casa somos cinco espalhados pelo ano; então se eu fosse levar o quesito aniversário à sério, seria festa o ano inteiro.
Contabiliza isso?! Hallou! Ainda não sou rica e famosa, mas conheço gente pra caralho, moro num apartamento de 2 quartos de parcos 60m quadrados e olhe lá, que mal cabe o povo lá de casa. Me diga co-mo, fazer festa convidando todo o povo sem deixar uma parcela insatisfeita?

Você, amiga dona de casa, de classe mérdia e família exageradamente grande que nem a minha. No seu prédio tem play? O salão é caro? Dá pra pagar parcelado ao longo do ano? Então escute meu conselho: Di-vi-da!

A palavra divisão pode ter vários significados. Na Idade da Pedra Lascada por exemplo...

Nada disso. Não vou entrar nesse mérito.

Vou dar dois exemplos curtinhos sobre divisão e vcs q façam bom proveito!

Começo pelo meu. Esse ano resolvi dividir as comemorações, já que não poderia estar com todos os amigos, familiares, colegas de trabalho e os afins reunidos no play, ao som do meu DJ favorito, dançando até o sol raiar com as ideias cheias de álcool, q é como eu gosto de comemorar.

Eu fiz assim: meu aniversário mesmo, dia 09 de novembro (marquem essa data e comprem meu livro! Não pra mim!), caiu numa quarta feira. Então eu comecei a comemorar na terça feira, sim um dia antes. Esse dia, eu dediquei aos amigos do trabalho. Aqueles que me aturam no dia-a-dia, mais até do que Engraçadão que é um cara que divide a cama, as despesas e as saliências comigo, além das crianças q a gente desmembra.
Marquei com um grupo na Champanharia Ovelha Negra em Botafogo e lá brindamos com muita champagne até eu jurar q nunca mais bebo esse troço na vida. Tudo mentira, claro. Foi uma noite bem bacana, divertida, da qual eu só me lembro de metade e que ainda perdi minha carteira de habilitação, devidamente recuperada no dia seguinte.
Da esquerda p/ direita: X-boss, eu, @Miss Moura e @PripaRJ
Na quarta-feira, almocei com o grupo do meu setor e mais alguns amigos, ganhei presente da trupe e à noite, fui com a minha família a um novo barzinho perto de casa. Esse dia serviu para encher meu coração de amor, pedir perdão pelos meus pecados e dar graças pelo tanto que sou abençoada, pelos filhos lindos e pelo amor da minha vida estar ao meu lado. Dona Miúda perdendo a linha com um frango à passarinho em cada mão mais a boca cheia, mesmo depois de já ter jantado, foi um show a parte. Linda! Mesmo engordurada é linda!

No sábado, resolvi fazer um almoço para os familiares que me botaram no mundo. Bem... apenas minha progenitora apareceu, ainda sim, foi um prazer receber minha irmã, minha comadre e cônjuge, para assistir ao filme mais sangrento de Mel Gibson por insistência do Sr. Cabeça de Bolinha. Afff! Esse menino vai longe...

O q eu mais curti nesse dia, foi o carinho que eu recebi. Mamãe fez questão de levar fruta de sobremesa, sem nem eu ter pedido, além do almoço, eu fiz um doce que todos gostaram, mais tarde, servi um cafézinho com biscoitinho de feira e eu, Engraçadão, Dinda Lua e o vocalista dos Djangos batemos um papo gostoso, saboreando um cafézinho, comendo um biscoitinho, todos cansados, claro, mas isso nem se fez sentir, tal o prazer da companhia. Foi muito bom. Quase me senti na fazenda, de lenço na cabeça e avental, servindo os queridos compadres. A vida é boa, cara!

Outro exemplo de divisão é a seguinte: você reune os filhos e comunica que só tem dinheiro pra fazer 1 festa por ano. Daí vc tem tempo pra se programar e festejar com quase tudo o que tem direito.

Por exemplo, esse ano, a gente fez aniversário de 40 anos do Engraçadão com a Dona Miúda que fazia 1 ano.

Eu fui a grande organizadora de merda e claro, se não tivesse tido tanta interferência de Engraçadão, não teria tido quase um colapso nervoso no dia da festa. Foi apavorante.
Porque homem promete que vai ajudar, mas no final das contas, ele só dá pitaco no preço e interfere na quantidade de aquisições que vc tem q fazer, quase fodendo toda a sua reputação.

Mulher! Não siga meu exemplo.

Ou vc organiza do início ao fim e mostra a conta no final e ele que se dane pagando (já q fazer a festa não foi ideia sua) ou melhor nem fazer!
Nós pretendíamos fazer festa para 100 pessoas. Até aí, beleza!
Não teve um tema específico infantil, já que era festa mista. Então contratei a mesa de doces, painel com foto dos dois e bolas ornamentais; DJ para animar (melhor q eu tivesse animado, já q fiz todo o trabalho de selecionar as músicas q ele mecanicamente colocou); pula-pula, piscina de bolas, 2 garçons, salgadinhos, docinhos, mesa de frios, pão a metro, cachorro quente, pipoca e sopa de ervilha.

Tudo lindo e maravilhoso, se Engraçadão não tivesse se metido na quantidade de salgadinhos a serem contratados.

Ok, q das 100 pessoas, faltaram pelo menos umas 30, mas imagina se fosse todo mundo? A moça que faz esse salgadinho, ela deve pôr um encantamento nos salgadinhos, porque não sobra nada nunca!

Com a redução dos salgadinhos, o restante ficou bem comprometido. Os salgadinhos acabaram rápido, a sopa, que recebeu todos os elogios e repetências, foi esticada com água e foi bem nessa hora que eu comecei a chegar bem perto da histeria.

Estava exausta, nervosa, inchada, vendo Dona Miúda com sono sem poder fazer nada. O jeito foi cantar o parabéns pouco depois das 22h e sair da festa à francesa com minha pequena q dava sinais evidentes de gripe.

Todos dizem que a festa foi um sucesso, mas eu vi as falhas e não gostei nada. Festa boa, é aquele q sobra (não só álcool, como é o caso das minhas) coisas. Fui educada assim: antes sobrar do que faltar!

No próximo ano, faremos uma festa no play apenas para o Sr. Cabeça de Bolinha. Como ele faz aniversário em Julho, faremos uma festa temática que dá menos trabalho. Também chamaremos menos pessoas. Será família e os amigos mais íntimos, com algumas crianças da escola.

É muito importante guardar os contatos, principalmente se eles prestam um bom serviço, portanto eu tenho guardado o moço dos brinquedos, o telefone dos garçons e claro, a mãe 2 de Dona Miúda que além de cuidar das crianças na escola, ainda é boleira, doceira e ornamentadeira - sua filha é fotógrafa e seu genro o DJ q me cobrou preço simbólico.

Como já decidimos de quem é a vez, fica mais fácil nos programarmos meses antes para a festa e os contatos, bem como os quitutes serão preparados com bastante antecedência, logo que pagarmos IPTU, IPVA, material escolar, etc.

Na festinha dele terá os brinquedos de costume, caldo verde, sopa de ervilha, mesa com doces julinos que são baratos, mesa de quitutes julinos, pipoca e milho cozido, além das bebidas de época. Desde já preciso ir comprando os panelões (cada um sai em média quase 100 dinheiros).

Não seria melhor fugir?
É uma grande verdade, que se antecipar garante que a festa seja bem suscedida.

Sobretudo se vc tiver dinheiro para não meter a mão na massa, tanto melhor. Seria o ideal!

As duas linhas acima representam tudo o que eu não sou, é bem verdade...

Não, eu não sou festeira. Eu sou obrigada, é diferente.

quarta-feira, novembro 09, 2011

ANIVERSÁRIO

E segue o diálogo de aniversário com uma amiga de trabalho:

ELA - Então Engraçadinha, o que vc gostaria de ganhar de uma loja daquelas assim-assim?
EU - Meu grande sonho é ganhar um vibrador.
ELA - Ah! Mas acho q lá nessa loja não tem que vibra, só tem estático...
EU - Hmmm...
ELA - Porque estático não tem graça, né?! Legal é o que vibra...
EU - Pô, nem Engraçadão é estático, legal é com emofão né não?!
ELA - Então tá, vou ver o que eu consigo!
EU - Caaraaaa, se vc conseguir, prometo que vou ficar vibrando! =B

Gente, tem pessoa mais cara de pau que eu no mundo, não né?!

segunda-feira, novembro 07, 2011

Quem é Naná Rizinni? Resenha do Álbum I Said

Claro que daquele passeio com a família na semana retrasada, algo de bom resultaria fora o trivial.
Ganhamos o CD promocional Oi Novo Som, onde alguns nomes que se destacam musicalmente no cenário carioca figuravam.

É música brasileira, mas surpreendentemente muita gente pro meu gosto está compondo em Inglês, flertando em francês e até em italiano.
Levamos pra casa e colocamos para ouvir enquanto tomávamos banho. Confesso, não entendi quase nada do que ouvia. Mal podia distinguir as letras das músicas. Então decidi ouvir no trabalho, com fone dentro do ouvido para entender o que era cantado.

De tão interessante que achei, ouvi o CD no looping por 3 dias. E daí filtrei os artistas Naná Rizinni e a banda Letuce.
Letuce está bem batidinha. Já tinha visto entrevista em programa da TV Brasil, já ouvi na Oi, já vi em zine no jornal e soube que até minha irmã anda ouvindo. Batidinha mesmo.

Só que a música que grudou de verdade foi Busy in the City, de Naná Rizinni.
Não me conformei. Claro, tinha q ouvir o que mais a moça tinha a oferecer. Então baixei os dois álbuns dela: Baconeggs (EP) e I Said (seu mais recente trabalho).

Soube que a moça era baterista e tocava com nomes como Wilson Sideral, Champion, Rogério Flausino, Negra Li entre outros, q se formou na escola londrina Drum Tech e que teve como professora e mentora, Vera Figueiredo que não faço ideia de quem seja, porque né? Meu negócio é criar filho e dar pitaco e só... mas lendo, me parece muuuita coisa.

Fato é, ela anda pela cena paulistana, dá show fora do Brasil e acontece. Não é à toa que chegou aos meus ouvidos. E assim como Lily Allen e Kate Nash que não se prendem a um único estilo em suas composições, Naná Rizinni faz sua salada musical. Tudo muito seguro, tudo muito bem arquitetado e ao mesmo tempo despretensioso. Sua voz me lembra a Rita Lee do álbum Tutti Frutti mas isso, só às vezes e em uma faixa, ainda sim, ela é afinada. Nenhuma sumidade, mas bastante afinada e para os dias de hoje, isso já está bom demais!

Uma coisa que me chamou atenção, foi que apesar da pouca idade e do modernismo, é que Naná apesar de ter saído de trás das baquetas, não se deixou levar pela onda da falsa desafinação nos vocais, tão em voga por aí. Kate Perry por exemplo é adepta, assim como Alanis Morrisete, Avril Lavine e por que não, Shakira (irritante)?!
E por terem feito sucesso, um bando de novas-abestadas seguem com essa sandice. Chato pra caralho.

Naná-não.

Tem personalidade suficiente para cantar no seu estilo, cativar e te levar a ouvir 200 vezes sem tirar seu CD da vitrola. Vertigem é uma delícia e dá vontade de se jogar lá de cima, tanto que se consegue imaginar cada cena da letra. Esta é em português. Delicinha mesmo.

Não me animei com Baconeggs, fora Busy in the City que aparece com festinha dos backings no final errando a letra e dando um charme a mais entre uma gargalhada e outra, também foi parar no álbum I Said, que é delicioso do início ao fim; despertando atenção dos meninos e me pedindo DE NOVO, a mesma faixa.


Apesar de as letras em sua maioria serem cantadas em Inglês, elas são muito gostosas de ouvir e algumas retratam um cotidiano desconexo, com frases soltas e totalmente possíveis no mundo dos solteiros, de quem divide um teto ou que ainda não achou o grande amor. São muito particulares e em alguns casos, me identifiquei (eu comigo mesma despida de personagens). 
No mundo de Naná Rizinni, a gente fuma cigarro um atrás do outro, a gente toma porres homéricos, a gente tem medo de dar porrada em alguém, a gente vomita no chão ou erra a privada; esquecemos o que íamos dizer ou comprar, somos feitos de carne e osso e temos direito às nossas viagens!

Eu diria que quem foi extremamente crítico com Naná Rizinni avaliando apenas sua melodia, não prestou atenção direito no álbum.
Além de uma voz suave e viciante, eu a incluo na categoria "magnífica" do contexto moderno.

Vamos então a Letuce?

Na próxima postagem, pode deixar!

=P


quarta-feira, novembro 02, 2011

POR QUE OS BEBÊS BABAM TANTO? CONHEÇA SIALORRÉIA

Tenho nervoso de algumas coisas na vida: Barata, peido (tenho horror!), arroto com cheiro... No entanto, não me considero uma mulher fresca.
Frescura definitivamente não é comigo. E isso pra tudo na vida! Claro, 3 filhos depois, ou vc deixa de ser fresca, ou vc deixa de ser fresca.

A fresca é aquela mulher, q nem ela mesmo se aguenta, porque depois q se amadurece se chega à vida adulta, nos dias de hoje, realmente a frescura não cabe. Então a mulher fresca não deve se aguentar. Ela sustenta o personagem, mas quando deita no travesseiro e solta aquele suspiro comprido como quem diz:

MULHER FRESCA DIZENDO - Affffff! Eu não me aguento. 

Frescura e perda de tempo estão no mesmo patamar.

Daí que sim, eu fui fresca durante um bom tempo na minha vida. Barata por exemplo eu pulava, tremia e fingia desmaio. Hoje eu me limito a me arrepiar até ficar na ponta dos pés e saio de cena no mesmo instante em q a barata entra. Se for voadora, aí eu saio berrando, mas não dura nem 2 minutos.

3 filhos depois e não me incomodo quando mijam em mim, quando melo o dedo no cocô dos bebês ou quando preciso descongestionar aquele nariz encatarrado verdão, cheio de gripe. Faço assepsia completa e deixo o nariz do puto novo em folha. 
Essa sou eu.

Maaaaaas e sempre existe um maaas, odeio baba!
Odeio baba.
ODEIOOOO baba. 
Tenho verdadeiro nervoso, hojeriza de baba.

Não babe em mim. Não deixa a porra da baba respingar em mim. Não deixe o caralho da baba encostar em mim.
Porque a baba gela a pele. Ela deve sair quentinha da boca, mas quando ela pinga, já perdeu o timing e cai gelada e aquilo me gela a espinha e a alma por tabela.

E aí mermão, não adianta chorar. Resta apenas sair correndo, pegar o paninho mais próximo ou papel higiênico e limpar aquela porra.

Dos meus 3 filhos, o grande loser em termos de baba foi Pacotinho. 
Senhor Cabeça de Bolinha e a minha galega estão empatados técnicamente.

Segundo a revista crescer, não é apenas os dentes que provocam aquela salivação maldita dos bebês. Isso é um mito criado pelos leigos como eu.  Aquela baba lazarenta tem explicação: 


"Os bebês babam porque ainda não têm coordenação para deglutir a quantidade de saliva produzida, que aumenta a partir dos 3 meses, muito antes da dentição. A mudança na produção tem um nome engraçado: sialorréia.


É uma salivação excessiva causada pelo próprio desenvolvimento neurológico e bucal do bebê - explica Mauro Toporovski, professor da pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, em São Paulo. Logo, é normal babar – muito ou pouco. Não é um problema de saúde e por isso não se medica."



E para infelicidade geral da nação, a porcaria da babaria tende a encerrar, lá por volta dos dois anos, ou seja, vou ter que aturar a Dona Miúda ensopando a porra da roupa, ou terei ainda de aturar a pocaria do babador fedorento pendurado em seu pescoço.


Claro, dentes, resfriados, aftas e até o refluxo, podem estimular a porcaria da salivação. No entanto, aos 2 anos, a criança aprende finalmente a deglutir e essa nojeira acaba. Se não acabar, fique esperto, leve seu neném ao pediatra, ao fonoaudiólogo e sim, faça acompanhamento com otorrinolaringologista. Eles podem dar fim a esse inferno! \o/

Odeio baba.
O-DEI-OOOO!

Fuente: Aqui.

segunda-feira, outubro 31, 2011

Fim de Semana em Família - Photopost

Como apresentei um quadro de melhora no sábado, pero no mucho, ainda me sentia fraquinha para certas estripulias, só botei o carão na rua quando deu o horário da manicure. Fui lá cuidar das garras de gavião, da lavadeira, da mulher q quase não tem tempo pra si. Saí com mãos e pés de gente. \o/

Engraçadão levou as crianças para matar o calor na piscina do crube - me recuso a dizer o nome, porque né? - (SESC) enquanto eu recebia a grata visita da little sist'a @MissMoura e cu-zinhava. Comidinha simples, com pouco tempero, diga-se de passagem, para quem está em vias de melhorar daquele q foi o segundo maior piriri q já tive na vida.

Pulo esse dia.

Legal foi ontem! Primeiro a indecisão da porra: Jardim Botânico? Morro do Pasmado? Parque Garota de Ipanema? Na dúvida, Engraçadão senta no chão e corta as unhas do pé bem na hora de sair de casa. Sim, ele é sua própria manicure! ¬¬

Ganhou o mirante do Pasmado.
Saímos de casa às 13h, ninguém tinha almoçado, mas todos de bucho cheio (momento pleeease, não me taquem pedras!), munidos de suco, biscoitos, frutas e muita água na bolsa. Partimos pro Mirante.

Dona Miúda fazendo a róbert com modelito short saint Tropez e babador

Eu e meu super-cachinho

Eu e meu super filósofo q estava totalmente pré-adolescente nesse findi, quase levando váárias porradas!

Não tive como tirar a fantasia do Power Rangers Super Patrulha Delta...

Super Lagarta Delta regada à Toddy. Isso queima! Ouch!


E na Lagoa Rodrigo de Freitas... Pois é, ninguém foi ao jardim Botânico. Deixa pra próxima!

Momento: Nos amamos. Pois é... estão super próximos agora e eu babando, claro!

Será que esse é o tal do Urubu-Rei que Engraçadão vive falando? "Tô cagado de urubu-rei!" Será que é ele?

Família reunida voltando pra casa e uma menininha se enfiou no meio da gente. Se eu não tivesse ligado as trompas, a essa altura estava me cagando de medo, achando q era presságio! =B

O momento que parou a Lagoa. Sr. Cabeça de Bolinha puxando Pacotinho em retribuição ao gesto de Pacotinho na ida. Lindo mesmo!

Papai Engraçadão curtindo momento com a filhota deliciosa. Ele é delicioso também.
O vídeo a seguir mostra os meninos brincando naquele troço que é uma bola de plástico que flutua... ah! Toca aí!


Bj na bunda!

sábado, outubro 29, 2011

quarta-feira, outubro 26, 2011

Do Post ao Desabafo

Depois que eu descobri que meus queridos 5's leitores são piolhentos, meu mundo ficou mais digno. Brincadeira, claro.
Não é sobre piolho que eu vou falar hoje, apesar de admitir que gostei da quantidade de visitas e comentários que recebi. Talvez eu devesse falar sobre ácaro, sei lá... ou alergias... porque ô povo hipocondríaco que me visita. Valha-me Deus!

Sabe, é um assunto meio chato, mas vou falar da minha concepção do que é maternidade. Isso pode mexer com os brios de muita gente, porque sim, tem gente que não admite que não passa de mera parideira. E mãe, bem... mãe é outra coisa.

Não raro mãe se anula. Mãe se doa, mãe se sacrifica dentro do possível e do inimaginável. Na saúde inclusive, porque tem mãe q é chegada numa doença... Mãe que é mãe entra no fim da fila. Mas não pelo fato de querer parecer uma heroína, nããão. Mas porque o amor pelo filho é prioridade sempre e isso está intrínseco. Não é uma escolha. O amor materno leva a isso. É um amor muito maior que a gente e não é recíproco. Não se iludam. O filho só será capaz de sentir essa grandeza, quando gerar o próprio filho.

Tenho uma grata amiga, que serve bem de exemplo para ilustrar. Ela é mãe de um cara, hoje casado, com um filhinho e bem suscedido na vida. 
Essa amiga é o tipo de mãe heroína. Quando esse mesmo filho era pequeno (com uns 8 anos aproximadamente), ela se viu obrigada a criá-lo sozinha, indo trabalhar fora e o deixando em casa só. Ele estudava pela manhã e da tarde para a noite, ficava só em casa até ela chegar do trabalho. Uma vizinha de muro, quando notava silêncio do outro lado procurava pô-la a par dos acontecimentos e aquietava seu coração, que claro, devia viver dilacerado.
Imagino o tipo de vida que carregava o coração dessa minha amiga. O meu talvez não suportasse essa pressão. O dela também, mas foi o que coube a ela fazer na ocasião e tudo deu certo. Deus provém sempre.
Ele não se envolveu em coisa errada, ele não se revoltou e para orgulho dela, se tornou um homem de bem. Um pai que saberá passar bons valores ao seu filhote.

Tem ainda aquelas mães superprotetoras que sufocam seus filhos e não deixam que eles dêem nenhum passo em direção à liberdade. Não conheço nenhuma mãe assim. Não a fundo. 
Mas não creio que um medo exagerado exposto na criação, traga algo de bom a crianças que vivam debaixo dessa rede de proteção. É o mesmo que ensinar o filho a andar de bicicleta e nunca largar o guidon. 
Como ele aprenderá?

Posso falar de cadeira, daquelas mães que amam bebês, mas não sabem lidar quando eles crescem. 
Elas adoram que seus filhos não tenham personalidade. Elas amam poder escolher por eles, pensar por eles, alimentá-los sem que eles emitam som de contrariedade. No entanto, esses bebês já não existem mais. E para esse tipo de mãe, recomendo: Hoje existem bonecos que são a réplica de bebês reais. 
Esse tipo de boneco pode causar polêmica no entanto, se você esquecê-lo no carro, chegando a confundir os passantes. Cuidado!

Não gosto desse tipo de mãe. 
Não gosto de mães que não "erram" e arrotam por aí sua perfeição enquanto seres humanos. Na prática não vejo mudanças. Na prática, junto a seus familiares, vejo o mesmo umbiguismo, vejo o mesmo egoísmo, a mesma pessoa de antes. 

As crianças crescem, pensam por si próprias e têm suas próprias opiniões e vontades. Têm o direito de se expressar inclusive, está no estatuto da criança e do adolescente!

Pode-se aprender muito com elas se tivermos respeito e humildade por esse ser humano em formação. É divino ter contato com crianças. A gente revisita nosso passado e tem a oportunidade de rever os próprios valores. 
Adultos que não tem a capacidade de entender isso, são pessoas atrasadas certamente (não estou aqui me referindo àqueles que optam por não ter filhos, mas dos que tem filhos, que fique claro!). 

Infelizmente, esse atraso ainda reside nos pais. Reside nos avós, infelizmente. Reside nas pessoas que nunca tiveram o trabalho de se responsabilizar por seus próprios rebentos, porque estavam ocupados demais cuidando das próprias misérias e porque tinham quem fizesse esse papel por eles. Portanto, elas repetem os mesmos erros com os netos.

Eu, a mãe leoa, a Super-Wanessa (piada infame - favor não me processar!) gostaria muito de impedir que meus filhos passassem pelos problemas q eu passei na juventude. Apesar de entender, que com eles, a história pode ser totalmente diferente; meu instinto leão, tem vontade de poupá-los da convivência de certas pessoas. 
Acho q não posso ou não tenha esse direito.  Gostaria de tê-lo.
Que tipo de pessoa valoriza coisas materiais em detrimento de pessoas?
Isso é tão inadmissível na minha concepção... 

Rá... enquanto isso, essas mesmas pessoas vêm me perguntar em qual estágio evolutivo se encontram... 
No estágio primário da miséria da alma, tá bom pra vc?

Me poupe.

sexta-feira, outubro 21, 2011

PIOLHO - O ASSUNTO TABU

Tava pensando com meus botões cerebrais, o Tico e o Teco, por exemplo, tipo assim, se aqui nesse espaço infecto eu já falei até de cocô, do constrangimento que é depilar grávida, por q não falar também de piolho?
Porque veja bem, meus queridos 5's leitores, o piolho é um tabu! Ninguém fala de piolho.
O piolho é tão discriminado quanto o cu, quando se fala de corpo humano.
E o cu tem seu papel importantíssimo, experimenta costurar pra vc ver o q acontece!
Mas piolho é uma praga tão grande, q só de falar nele minha cabeça já começa a coçar. Afff!

Então?! Criança + Idade escolar = Piolho.
Não tem jeito, nem classe social. Pega em geral! Hmmm... acho q vou fazer o funk do piolho pra ver se fico rica.

Não tem crasse social! Pega um pega geral! Piooolho! Não tem crasse social! Pega um pega geral! Piooolho! Não tem crasse social!

Só não sei se eu ponho o digidin antes ou depois do piolho.
Mas... ah! Cá estou eu enrolando de novo neam? Não disse que o assunto é constrangedor?

Lá em casa tem esse pessoal de sangue B+ e eu me peguei xingando meu tipo sanguíneo porque se vc falar perto da gente a palavra piolho, pega. E então minha tia por parte de pai disse, que na idade média sei lá, que esse tipo sanguíneo era considerado o sangue dos nobres.
Isso realmente explicaria muita coisa... fora q o piolho tem bom gosto.

E Pacotinho pegou. Pacotinho sempre pega, não adianta. Daí q vc vem com aquele papo de passa Kwell, passa isso, passa aquilo, fora o pente fino, a água com vinagre e até o remédio preventivo que o Superpediatra passou a cada 6 meses... nada disso resolveu o problema.
E ele é um cara super generoso. Sai distribuindo piolho por onde passa, vive deitando lá na cama e agarrando a gente... não... eu me recuso a dizer quem mais teve com piolho fora a Dona Miuda.
Portanto tive que recorrer ao meu passado! Sob os protestos de Engraçadão que é um misto de marido, pai, mãe, faxineira, babá, médico, cozinheiro e catador de piolho com certificado ISO 9002.

Desde a primeira infestação em Pacotinho, eu sugeri que tratássemos como minha vó fazia. A receita é simples e mata piolho, lêndea, mas não mata a criança. Nada de botar Neocid na cabeça deles, hein seus loucos?! Essa porra é veneno!

A receita consiste em misturar fumo de rolo na cachaça e espalhar na cabeça até que o cabelo fique todo molhado. Então você enrola a cabeça da criança com uma fralda ou lenço, ela dorme com aquilo e no dia seguinte, lava a cabeça e passa o pente fino.
Não fica um sequer pra contar a história.

Só que o expert do meu maridom claro, além de ter sido contra durante muito tempo e sentir um prazer em puxar fio por fio para arrancar as lêndeas, quer se meter a fazer do jeito dele. Pois é... ele, que até me conhecer desconhecia esse método! Ah! Esqueci de dizer q ele também deve ser pai de santo nas horas vagas, porque né? Ô homem pra saber das coisas...

Daí que eu cuidei da cabeça de Pacotinho na semana passada fazendo exatamente do jeito que vó ensinou e no dia seguinte, o queixo do Engraçadão caiu e quebrou ao tirar até lêndeas no pente fino. Só que Engraçadão que é Engraçadão tem q dar pitaco né? Senão não é ele!! 
De modo que na cabeça daquela outra pessoa que eu não vou dizer o nome que acabou pegando piolho por tabela, ele não deixou o cabelo enxarcado. Molhou só a raiz e pronto, dizendo que estava bom! Pois sim... não é a cabeça dele q vai ficar coçando...

De maneira que Dona Miúda acabou pegando e deve ter distribuído na escolinha também, porque até a tia q cuida dela me confessou ontem que a cabeça estava coçando.

Ensinei:

1-Vá até a casa de artigos de umbanda e peça 1 fumo de rolo;
2- Compre no botequim mais próximo uma garrafa de pitu ou cachaça sem sabor! Cachaça de cachaceiro mesmo;
3- Esmigalhe o fumo de rolo dentro da garrafa de cachaça, porque inteiro não vai entrar! Ele vai tingir a cachaça;
4-Coloque a criança sentada com a cabeça na pia, de forma que fique com a cabeça olhando pra cima como fazemos no salão de beleza! Antes mande seu marido ir plantar batata!
Um dia Engraçadão mandou eu botar o garoto no tanque com a cabeça pra baixo e falou de maneira tão firme, q eu embarquei. Moral da história: Entrou cachaça no olho do menino e Engraçadão está vivo ainda porque nem sei...
5-MANDE SEU MARIDO IR PLANTAR BATATA COM ÊNFASE! ESSE TÓPICO É MUITO IMPORTANTE!
6-Espalhe o líquido por todo o couro cabeludo e cabelos até ficar totalmente molhado;
7-Enrole num lenço, fralda ou fronha e ponha a criança pra dormir (coça, porque os piolhos e lêndeas ficam doidões e dão uma festa na cabeça da criança);
8-Dia seguinte, lave a cabeça com shampoo e condicionador e em seguida passe o pente fino.

Sua estupefação será enorme, porque já no dia seguinte, vc encontra alguns (ou muitos) cadáveres no pano. Passe o pente fino por toda a semana (isso é o ideal e previne a re-infestação).

Caso não siga à risca esse método, é bom repetí-lo na semana seguinte, mas se seguir à risca de passar o pente fino todos os dias, muito provavelmente ao final de uma semana, você já não encontra nada.

Bj na bunda!

quarta-feira, outubro 19, 2011

LIVRO A CASA DOS ESPÍRITOS - É VELHO MAS É BOM!

Isabel Allende
Eu acabei de ler pela terceira vez na minha vida A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende e sinto o choro preso na garganta, mas tal e qual as outras vezes que li, simplesmente as lágrimas não descem.
 
Esse é o único livro de Isabel que eu li na vida, até agora e sua maneira de escrever tão cálida e falada ao ouvido, nos faz querer continuar. É uma leitura intensa, que povoa nossa mente de imagens e nos convida a visitar os lugares que ela descreve, mesmo sem termos pisado lá.

Então vocês dirão que toda leitura proporciona isso. Claro que sim, mas vejo um erro crasso nos escritores de hoje. Em sua grande maioria, eles se perdem na descrição.
Com Isabel, isso não acontece. Ela não se perde, ela pincela a leitura com dados do futuro e permanece no passado com uma maestria, que quando se chega à frente, todo o enredo faz sentido, ela entremeia a história com novas pinceladas de futuro e aquilo que teria sido um futuro, já virou o presente e passado na história e nós, meros leitores temos a visão global da coisa e somos remetidos ao que ela queria ter dito antes.
É impressionante. É fabuloso e único. Ainda não conheci uma autora como ela.

A primeira vez que tive contato com A Casa dos Espíritos, foi na casa de praia do Sr. Engraçado - meu pai - nas férias. Minha queria amiga, dinda Lua tinha ido comigo para lá e achou o livro jogado no sofá em sua... sei lá, 2ª ou 3ª edição.
Não tinha requinte. Era uma capa desbotada e desenhada... Lembro que fiquei irada porque a amiga tinha deixado de conversar; levava o livro para a praia e quase não se dispunha a socializar com os gateenhos do lugar porque vivia encerrada naquele livro. Quando eu reclamava, ela se limitava a dizer que me emprestaria no final. E logo chegou a minha vez.

Sofri do mesmo mal. Fiquei dias encerrada naquele universo de espíritos, de fazenda, de poeira, de glamour, de prostíbulos, política, ditadura, tortura e amores verdadeiros pero non correspondidos. Outros tempos. Fascinante.
Eu não lembro quantos anos eu tinha, mas fato, não tinha idade nem vivência para entender e me sensibilizar com a parte trash do livro.
Na segunda vez, mais velha, no mesmo cenário, por um curto período de tempo entre a última leitura e essa, as impressões foram bem parecidas.
Estava sozinha, com o coração ferido e fui à casa de praia para me curar do tempo. Lá estava A Casa dos Espíritos na bancada que divide a sala e a cozinha. Peguei e me tranquei nele de novo e dessa maneira, enganei o tempo e esqueci por breves dias as minhas próprias feridas. Acho que dessa vez consegui chorar no final. Não teria mais o apoio daquela família me dando a mão...

Agora, aos 38 anos, falando com a Danizinha sobre os filmes e os livros que ela deverá ver/ ter antes de morrer, sugeri que comprasse A Casa dos Espíritos. Ela leu, se encantou e me emprestou. Não sei ainda o impacto que o livro causou nela, mas posso dizer que em mim, com mais idade e 3 filhos depois, as imagens pareceram mais nítidas, as impressões mais fiéis e minha imaginação fértil me levou ao Chile da ditadura de Pinochet! Terrível.
 
A vontade de chorar no final, nem é pela lição que o livro dá, mas por saudade dos personagens. Pela despedida mesmo. Vc se apega àquela família, se apega até ao grande vilão da trama, o Senador Trueba que no final, não passa de um pobre coitado que entendeu tudo errado, que não se adaptou às mudanças de seu tempo. Típico das pessoas que se esquecem que sempre existirá um amanhã e de que a Terra é redonda, os movimentos cíclicos, tudo que vai, inexoravelmente volta. Até dele sentirei falta. Então o choro preso se deve exclusivamente a isso.

Lembro-me que Isabel Allende hesitou muito em vender os direitos autorais do livro para o cinema.

Embora fosse cobrada por isso, recebesse propostas indecorosas, ela mantinha-se firme. Por fim, vendeu os direitos a Billy August (who?) e Michael Hirst (??), e foi na mídia dizer que estava finalmente satisfeita com um roteiro que lhe pareceu mais fiel ao livro. 

Putaqueoparil se isso é fidelidade... Enfim, é um filme que caberia numa minisérie. Se desse esse troço para Daniel Filho ou Marcos Paulo, faria um sucesso estrondoso e ganharia o Oscar da televisão. Mas esses outros dois, comeram dois filhos da personagem principal e sumiram com uma geração inteira do livro. Se isso é um bom roteiro, não sei mais o que é ruim.

Não satisfeitos, colocaram Meryl Streep no papel da personagem central e Jeremy Irons como senador Trueba. Porra! Todo mundo sabe que a diferença de idade entre Meryl Streep e Jeremy Irons é mínima e que por ser ela mulher, acaba em desvantagem! Só que no livro são um casal cuja diferença de idade entre ele e ela, é de quase 20 anos ou mais. Ou seja - vou desenhar - Se Jeremy Irons era o Senador Trueba, sua mulher deveria ser no mínimo Winona Rider!

Inclusive, Winona Rider estava no filme, mas infelizmente esse não era um papel para ela. Tinha muito mais haver colocarem Angelina Jolie com sua força e capacidade de se transformar. No entanto, na época em que foi rodado, Angelina Jolie era nobody!

E Antonio Banderas? Putz! Socorro! O roteiro foi tão ruim, mas tão ruim, que conseguiram fazer do personagem de Antônio Banderas um ser apagado e apático, coisa q no livro, o personagem não era. Fizeram uma salada, com a aprovação de Isabel Allende, que claro, deve ter sido surpreendida por uma soma vultuosa, o que fê-la em 1993 dizer aos 4 cantos da terra que o roteiro era leendo de morrer! Ah me poupe!

Eu, como uma porrada de gente, fui ao cinema dar inúmeros suspiros de tédio e cuspir marimbondos até a última geração dessa mulher, que vendeu seu tesouro por um punhado de tampinhas de refrigerante.

Não que eu tenha a ilusão de que o Harry Potter do cinema, deva ser superior ou idêntico ao livro. Nada disso! Mas seria louvável ter uma direção no mínimo competente por trás de uma obra tão significativa e tocante, caso esse que em A Casa dos Esíritos, nem respeitosa foi!

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