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terça-feira, setembro 03, 2013

ESPECIAL ROCK IN RIO #EuVou

Foi uma grande conquista participar desse workshop que começou no final de Junho, todos os sábados, com chuva, sol, friaca, afastada da família, dos amigos, sem contato com o mundo.

Foi meio que uma espécie de Big Brother, sem as câmeras em casa, apenas na faculdade. 
Foi suado, foi muito sofrido, foi chorado, brigado, amado... 

Se antes, nós amantes de reality shows achávamos bobeira, aquele bando de sentimentos transbordando por gente que eles mal conheciam, mas já amavam, eu pude sentir um pedacinho do que é essa pressão de verdade.

Todo sábado era um trabalho novo, que pedia excelência, com poucos recursos tecnológicos, com uma família grande pra gerir, com a falta de dinheiro a ser administrada, com colegas de grupo que queriam tanto quanto eu, porém que com uma vida menos complicada e que não davam o sangue... egos para administrar, intrigas para ignorar.

Mesmo reconhecendo o próprio potencial, a gente fica cego. A gente não tem mais certeza de nada e basta alguém te olhar torto, ou falar algo enviesado que a dúvida se instala ali e você já era.
É ou não é um Big Brother?
De 140 alunos, a turma foi reduzida para 70 e desses 70, apenas 40 seriam classificados. É muita gente boa que ficaria de fora.

Então, sábado passado ficamos sabendo o que seria do nosso destino. Eu recebi o fatídico email de parabéns no início da semana, saí comemorando igual a uma louca no Facebook, mais até do que deveria, porque comemorei a primeira seletiva e depois a segunda, até que semana passada fiquei sabendo que não abraçaria a posição dos meus sonhos, que é a reportagem. Fui destacada para a produção, no horário das 17 às 23h para trabalhar no Rock in Rio.
Os sete dias.

Claro que isso é bom.
Vai me capacitar para o mercado e de lá, quero cair dentro de um estágio na área, o mais rápido possível e esquece jornal, meu lance é TV. Agora mais do que nunca!

Daqui pra frente, querido leitor, vou mostrar todos os vídeos que fizemos ao longo da oficina. 
Alguns vocês já terão visto, porque foram autorizados antes, no entanto, a grande maioria não.
Vai ser legal, porque dará para acompanhar a evolução durante o curso.

Pretendo também fazer a cobertura Rock in Rio pelo Blog, já que estarei na casa da minha mãe, com algum tempo para mostrar fotos, falar dos shows e o que mais pintar.
Vai ser muito bom, porque quem não puder ir, poderá acompanhar por aqui e pra mim, vou exercitar mais uma faceta jornalística, a de crítica de música (adoro).

O trabalho a seguir foi tenso. 
O breafing era compor um clipe, com uma música que será apresentada no Palco Mundo dessa edição do Rock in Rio e que não ultrapassasse 2min. O objetivo dos coordenadores, era ter uma noção da nossa visão de composição e edição de vídeo.

O grupo era composto por 5 pessoas, sendo três mais velhos que eu. Foi muito estressante, porque dois deles tinham personalidade muito forte, porém, só o cara que mexeria no vídeo daria a palavra final, já que usamos o Final Cut (apple) para edição e só ele sabia mexer. Esse cara dizia o tempo todo que tinha 25 anos como músico e yada yada yada e isso cansa, porque pra chegar num resultado, não adianta contar vantagem. 
O trabalho do editor, é absorver tudo o que lhe pedem e desse bando de ideia, traduzí-las em efeitos esbanjando o próprio talento de preferência. A palavra certa é adequar.

Resultado: Ficou bom, mas deu sono, se comparado aos outros. O ponto positivo, é que entre os outros grupos, a professora sempre interrompia os vídeos para comentar pontos fracos. O nosso não foi interrompido e nem comentado. 


Estas imagens foram captadas da própria oficina, durante o primeiro exercício de câmera.
Aceita-se comentários.

Bj na bunda e até a próxima, próxima mesmo. Acompanhem!

quinta-feira, agosto 29, 2013

APRENDIZADOS - NÃO É DA MARTHA MEDEIROS!

Chega uma hora, pelo amor de Deus, você tem que aprender alguma coisa.
Porque chega, né? Partiu parar de palhaçada, não tem graça envelhecer repetindo os mesmo erros, yada yada yada!

Só que os sinais são sempre muito sutis e a gente começa a fazer o quê? Fazer o quê? Isso, repetir padrão. 
Espertinhos vocês!

Mas não, não é fácil. 
Diariamente você é convidado a bater boca no trânsito; a bater nos seus filhos; a bater boca com sua cara-metade, com o colega de trabalho, com a amiguinha da escola que adora medir forças, do atendimento que você recebe desde a padaria até o telemarketing...

São aquelas repetições do dia-a-dia que se repetem a fio e a gente nem nota, porque tá tããão acostumado a fazer as mesmas coisas... e olha, a oportunidade vem todo dia.

Levando a situação pra minha realidade, eu comecei a matutar sobre o assunto e vi que em casa ou trabalhando numa grande empresa, num primeiro momento, eu repetia todos aqueles padrõesinhos escrotos, que sabia reconhecer fácil na teoria, mas nunca quando meu tóba estava envolvido diretamente.

Beleza, nada como o tempo. Nada como ficar atento e nada como andar de olhos abertos, tentando fazer diferente. Sim, eu sou lenta, mas sou essa.
E claro, a oportunidade surge todos os dias.

Hoje, estou optando por ser mais profissional e menos passional. 
Antes, era uma italiana, só que isso tira tua razão em 90% dos casos. E não, não fiz a medição reconhecida pelo INmettro. Está tudo baseado na observação pessoal, portanto, discorde nos comentários. Mas a vantagem de envelhecer, é aprender com os próprios erros. O bom e velho lessons learnt.
Some o foco também. Tenho um objetivo de vida tão forte, que nada mais é importante que isso. O resto é resto.
Ainda tem outra coisa importante. Nesse tempo em que mudei de vida, aprendi que eu afeto as pessoas. Aonde quer que eu vá, eu afeto as pessoas para o bem ou para o mal. Atualmente, eu posso dizer que as pessoas não ficam indiferentes ao meu jeito. Talvez eu seja meio ameaçadora, às vezes. Mas só pra quem rotula de cara, ou é maluco mesmo. Porque apesar de eu ser clara e objetiva, sempre boto uma piada aonde quer que eu vá e não entendo como isso pode (ou possa?) ser ameaçador. 
Mas infelizmente é.

Eu não saio maldando sabe? Eu vou vivendo. E tento respeitar as coisas, as pessoas, o que estiver a minha volta.
Só que as coisas acontecem, inerente a nossa vontade e acontecem todos os dias. 
Aprender a lidar se olhando de fora, não caindo no drama, pode ser algo intangível para muitos, mas só segurando as rédeas e sendo imparcial, até consigo mesmo, é a forma de enxergar uma luz no fim do túnel.

Termino com uma pergunrta.
Você quer de verdade enxergar a luz no fim do túnel, ou põe óculos escuros para não ser ofuscado pela luz?


sexta-feira, agosto 23, 2013

QUANDO A MATÉRIA CAI, NÃO QUEBRA


Aproveite que você escolheu administração para bater palmas. Vai ficar inserido na rotina até o pescoço e por mais que lide com as adversidades, sempre haverá uma saída. Um plano B.

Com jornalismo não é assim. Aliás, com TV não é assim.
Existe um termo em televisão e creio que em jornais também, chamado a matéria caiu
Os leigos podem pensar que o cair do termo, significa que seu computador caiu no chão, suas anotações, seus escritos... não, esquece isso. Matéria cair significa que ela não vai ao ar. E quando é a sua matéria que não vai ao ar, você tem que saber lidar com adivinha? Suas emoções, well done, Flipper!

Aliás, esse povo de comunicação é mesmo um povo muuuito estranho. Eu nem posso abrir a boca e sair chamando geral de estranho. Estranhos deveriam ser os outros que fui obrigada a conviver durante toda a minha vida, fora do meu eixo. Os de escritório, os da administração, os do operacional. Agora eu entendo porquê a vida inteira fui chamada de maluca. Porque claro, estava fora do lugar. E ainda não está claro pra mim, porque levei tanto tempo pra ter coragem de ficar com a minha galera, minha tribo.
Eu sempre fazia um pedido e uma piadinha, uma informação com uma gracinha... minha criatividade escapava pelo verbo, pelos poros, pelas piadas ou musiquinhas que inventava na hora e a galera da Engenharia adorava aquele meu jeito, felizmente até me respeitavam, porque sempre fui das que se entrega a uma tarefa. Ainda sim, isso não foi o suficiente pra me alavancar.

Agora, onde estou, faço uma piadinha e a galera faz outra. Conto uma historinha e o povo inventa junto, se canto uma musiquinha, ela é prontamente completada com outra. Estou parecendo aquela Zebra de Madagascar 2, que finalmente chega à Africa e encontra zilhões de zebras que nem ela, fazendo exatamente a mesma coisa. 

Tem o lado ruim também. Porque são todos criativos, sensíveis e claro, egocêntricos. Têm os estrelados e graças à Deus, tem os humildes que enxergam um talento em você. Mas absolutamente todos são mega sensíveis e sério, não faço ideia do porquê são assim. Claro, são como eu. Ah, vocês não sabiam que eu era sensível? Claro que sim. Só que eu aprendi a não morrer em cada derrota. Quédizê... cair e levantar sempre! Hoje segurando a onda pra não sucumbir por um tombinho.

E a matéria cai. Sempre cai em algum momento e a gente tem que rezar pra não ser o escolhido. Nas duas últimas semanas eu venho trabalhando numa ação conjunta entre Rock in Rio, Prefeitura do Rio e Estácio. A Estácio levou diversos voluntários a três praias da zona Sul pra conscientizar o carioca da importância de não jogar lixo no chão, começando pelas praias [precisava ensinar uma coisa básica dessa? Uns porcalhões!]. 
Foram distribuídas sacolinhas, muito bate papo e matérias foram feitas.
Uma repórter em cada praia, três produtores, eu incluída.
Acontece que na hora da edição, muito material tem de ser descartado. Faríamos uma única matéria incluindo as três. A minha repórter rodou na primeira peneirada e eu fiquei [APLAUSOS]. Ainda restam trinta pra sair e eu espero ser parte dos quarenta que vão formar o time de reportagem e produção no Rock in Rio. Fiquei trabalhando no material e essa semana, adivinha! Acho que quase tudo o que fiz com os outros dois produtores será mudado. 

Não que não estivesse bom, mas por estar incompleto. Com a desvantagem de essa edição estar sendo feita na Barra e não no meu Campus e isso implica em dividir as crianças, fazer com que alguns deles matem aula por mim e deixar o mais velho por conta própria até o pai chegar do trabalho. Pois é... estou me sentindo a própria Tutti. 
Claro, participei intensivamente por dois dias dessa edição, mas a mudança só veio depois que a professora deu uma olhada e optou pela mudança.
Não posso dizer que a matéria caiu, porque ela vai ao ar. Ela será exibida, só não estou me sentindo tão dona da história quanto antes. De qualquer forma, é muito bom poder experimentar certas situações sem sofrimento agora.

Aqui vai nosso último trabalho para quem ainda não viu. O grupo o qual fiz parte, contava com 6 integrantes e esse vídeo foi em homenagem ao nosso campus. Velha guarda e nova guarda. Os professores gostaram tanto, que nos autorizaram jogar nas redes e no youtube. 
Divirtam-se e comentem.



Bj na bunda!

terça-feira, agosto 13, 2013

REPORTAGEM, PRODUÇÃO E ROTEIRO

 
Quando iniciei o curso de jornalismo, já tinha definido na minha cabeça que trabalharia num jornal e me tornaria um Arthur Xexéo de saias. Estava muito muito claro, não fosse o convite para trabalhar na TV da universidade fazendo programas.
A ideia era, claro, chegar ao Rock in Rio 2013 com alguma bagagem, mesmo não tendo ideia de que tudo isso fosse possível.
 
Já tinha vivência em frente às câmeras como apresentadora. Em 2009 gravei um piloto chamado A La Carte TV, inspirado no blog Mulheres A La Carte do qual fazia parte e o gostinho de ser apresentadora me deu água na boca. Outra, me deu a certeza de que nasci pra fazer isso. Mais e melhor que Adriane Galisteu ou uma Luciana Gimenez da vida e não confunda com uma pessoa cheia de si, arrogante se sentindo. Não é isso. Está em mim, eu sei!
 
Não gaguejo e quando a luz da câmera acende e aponta, eu sou a mesma que você conhece. Eu não mudo, eu não tremo, ainda que as pernas estejam bambas, o que sempre acontece.
 
Fato é que conseguir trilhar esse caminho já é mais difícil. Uma saída, além da roteirização é a produção. Coisa que uma pessoa com meu histórico de ex-secretária pode querer correr, dada a semelhança em alguns aspectos do trabalho.
 
A produção e a roteirização é uma boa saída pra quem quer trabalhar em TV e não se vira bem ou morre de vergonha de aparecer. Dá notoriedade sim, desde que o sujeito seja bom. Isso, aliás é uma regra pra qualquer carreira. Você se destaca naturalmente se há entrega e ama o que faz.
 
Eu amo várias coisas, desde roteirizar até apresentar. A parte de produzir, enxergo mais como um meio para estar inserida no ambiente TV caso os outros dois falhem. Tá bom, vou te contar a diferença:
 
  • Apresentador e Repórter - O apresentador ou âncora, permeia todo o programa. É o mestre de cerimônias. Apresenta o programa do início ao fim e divide os blocos com o repórter. O repórter é responsável por uma parte da matéria que vai ao ar no programa. Ele pode ou não aparecer. Às vezes, o que aparece em determinadas matérias, são a voz e o braço do repórter apenas, apesar de a ralação ser intensa para ambos.
  • Produção - Se você foi secretária um dia na sua vida e gostava do que fazia, certamente se realizaria como produtora. A produção faz acontecer. Ela agenda coisas, verifica equipamento, corre atrás de conseguir o entrevistado e em caso de matéria de campo, vai atrás dos personagens que ilustrarão a história. A produção também se assemelha a um carro abre-alas, porque ela consegue facilitar os caminhos que a equipe vai trilhar. Te dou um exemplo: No meu último trabalho em produção, gravado na praia do Arpoador para campanha Lixo no Lixo, Rio no Coração, consegui que a repórter gravasse no posto da Praia. Tive que falar com comandante dos Salva-vidas, com o dono do posto e quase com Deus para botar equipe de reportagem pra dentro. Mas a ideia de conseguir essa locação me pareceu apesar de óbvia, ao mesmo tempo um desafio, já que eu sabia que não seria fácil entrar com equipe ali. É, vocês sabem como é minha relação estreita com desafios!
 
  • Roteirização - Gosto muito dessa parte. O roteiro é o que repórter, âncora (se aplicável) e produção vão seguir para compôr a matéria. Ultimamente uma coisa tem me deixado de cabelo em pé. O bando de candidato a repórter que não escreve. A galera simplesmente se preocupa com o visu, em ficar bem no vídeo, em ter uma boa dicção, mas ignora essa parte. Nem uma linha escrevem. Pode isso, Sílvio (Santos)? Não pode né?! E nessa hora eu confesso, deito e rolo. Porque tenho o péssimo hábito de ser centralizadora. Devo admitir também, que as boas ideias nem sempre vêm da minha caixola. No entanto, de posse do Briefing, opero maravilhas!
 
Ciente destas informações, fica mais fácil decidir o que fazer, o que escolher.
Pois é, como eu sou meu próprio inimigo, escolho sempre o mais difícil. A parte de reportagem e apresentação. Difícil porque estou começando véinha, apesar da minha cútis.
Que o mercado não seja cruel comigo, porque talento eu tenho.
Amém.

quarta-feira, julho 31, 2013

UM BLOG SUBVERSIVO - POST DEDICADO A DEBBY

Que esse blog era de baixo calão, eu sabia.
Que esse blog era escroto, também sabia.
Que era um blog barraqueiro e panfletário, sabia mais ainda!
O que eu não sabia, era que se tratava de um blog subversivo.

Veja bem vocês, meus queridos 5's leitores! Eu tenho 3 fillhos. Juro que foi da maneira convencional e tudo o que eu pretendo aqui, é achar uma maneira de educá-los de forma decente.
Só que as pessoas leem.
Elas se identificam, porque vivem realidades semelhantes e das quais não conseguem fugir! 
Eu sei o que é isso.
Eu também não consegui fugir às responsabilidades.
E se a gente trepou com o marido e só por causa disso a gente fica grávida, não significa que eu vá fugir a elas! 
Tipo então, tem essa leitora né?
Tipo, super querida, fofa, linda, de uma alma sublime sabe? Daquelas que eu queria ter uma... tipo, parecidinha ao menos, teve esse lance também.
 
De trepar com o marido. Aí, a gente fica grávida assim, tipo, do terceiro filho... ou aaa.
E ela tipo não é rica, tipo que nem eu que não sou rica também e se vê nessa situação.
Mas tem a palavra, o senso de responsabilidade, tipo não tem UM PUTO que nem eu também, mas tem outras qualidades né? QUE ÉÉÉ?

 
E a Debby é tipo, linda, fofa, tem uma vida de mãe e profissional do mercado de trabalho veja que não é descontinuada que nem eu! e ainda sim foi chamada de MAAAALUUUCAAAA! Oras, me diga você, querido leitor! Defina maluquice nos comentários logo abaixo.
 
A pessoa é sensata. Sem querer levantar bandeiras, nossa querida leitora tem tutano. Ela conhece amor e tem fé. Porque não há galho, nem maldade, nem bem aventuraça que não seja rastreada pelo Altíssimo. E é Altíssimo mesmo, porque o que Ele vê de coisa não é brincadeira, haja vista que tirou o véu da ignorância de milhões e promoveu a onda do gigante que acordou!
Ah sou doida?
Sou não. Eu acho que tudo tem um propósito que vai enriquecer nosso espírito. Pelo sim e principalmente pelo não, temos a oportunidade de evoluir. Quando a gente acha que está sozinho e não vai ter jeito, sempre arcamos com as nossas escolhas e crescemos de uma forma ou de outra.

Filhos são bênçãos, aprendizado e exercício de amor abnegado. 
O que é que eu ia preferir? Pela dor ou pelo amor? Só um tolo escolheria pela dor. Porque claro, sempre temos a escolha. E escolher sabiamente é um privilégio. 
Até a dor do amor dói menos.
 
Então Debby, a parada é a seguinte, somos loucas? Somos loucas sim. Porque a gente leva o negócio do amor, muito a sério. 
Acima de nós mesmas!
E fim de papo.

sexta-feira, julho 26, 2013

Miley Cyrus, Antes e Depois

Vou alertando que posso estar completamente equivocada e creio, essa deve ser mais uma obra de ficção inspirada pela realidade.

Primeiro, vocês terão de ver as imagens, ou um pedacinho delas para entender o contexto.


Miley Cyrus era mais uma menina do interior, com dentes encavalados que fez sucesso pequena na Disney. Tinha seu próprio programa, cantava country teen music, arrebanhou zilhões de fãs por causa disso e cada vez mais atraía público para seus shows.

Chegou a ser considerada a mulher (sic!) mais sexy do ano pela revista Maxim, justo porque na pesquisa, seus fãs largaram o dedo e a colocaram no topo, ignorando seus dentes trepados, seu cabelo de mega hair, sua tintura 4.5 da Koleston.

Fato é, assim como um bando de ídolos teen, ela fez voto de castidade junto com os Irmãos Jonas Brothers, Selena Gomez, yadayadayada. 

Ninguém veio aqui em casa me perguntar o que eu achava disso. Se assim fosse, eu pouparia o trabalho de uma renca. Ao menos um dos irmãos foi espertinho e casou pra poder fazer séquiço. Os outros se viravam como podiam.

Selena Gomez foi uma que segurou o carão e deu à vontade pro Justin Bieber, se camuflando como uma cobra peçonhenta por trás do argumento de que Justin era Bieber. 

Demi Lovatto pirou o cabeção por vários motivos, dentre eles, não descarto a hipótese do amor de pica. Sabe como é né, colega?

Porque esse negócio, nos dias atuais de dizer que vai casar virgem, é só uma forma de ceder à hipocrisia paterna. 
O amor e a cópula, desde que seja segura e não promíscua (e promíscua também), fazem parte da vida e do crescimento humano. 

Desde que tempo é tempo, as pessoas fazem sexo e essa parte passou a ser proibida para garantir uma linhagem monárquica pura. Inclusive, naquela época, a Igreja ganhou somas significativas para contribuir com essa esparrela na bíblia. 

Aliás, as pessoas cagam pra história né? Eu realmente não sei por quê elas fazem isso, mas eu quando tenho alguma dúvida ética ou moral, vou lá na história porque está tudo lá. 

Voltando ao tema de hoje, é sabido que quando os hormônios gritam e a xana bate palminhas, essas promessas teen são as primeiras a cair por terra.
Essa galera do showbusiness não será a primeira nem a última a pagar esse mico na mídia. Foi assim com Britney bitch, Destiny Child (que passaram a abusar do apelo sexual bem mais tarde), só pra citar as muito famosas.

Miley deu sinais quando recou a cabileira e resolveu descolorir com loiro cinza, num imponente moicano. Nessa hora eu levantei minha sobrancelha direita e proferi o_O, aí vem a avalanche! Fotos da moçoila pipocando na net com calcinha e soutien, barriga de fora, tiradas por ela mesma de celular, foi outro forte indício de que a shoshannah estava queimando, só que as pessoas seguiram ignorando esse detalhe, se atendo apenas de quem era a responsabilidade por esse absurdo.

O outro reflexo gritante é seu novo clipe. Ali o que se lê o tempo todo é:

Oi, quero dar! Oi, alguém aí me come? Oi, pode ser qualquer um! Oi, pode ser uma também! Oi, eu cresci e meu pai deixou eu dar! Alô, toco cru pegando fogo, minha pussy cat doll está aplaudindo freneticamente e fazendo a hola simultaneamente!

Ah duvida? Esse você vai ver inteiro, aposto!



Não seria mais fácil fazer seu trabalho que é cantar e atuar, ao invés de tentar influenciar jovens com suas próprias decisões? 
Tipo, Madonna foi digna. Ela ia lá, ficava peladona, outras vezes se vestia de santa e nunca disse uma frase sequer, do tipo: 
Ei pessoas!  Fiquem virgens ou dêem pra geral, porque lavou tá novo!

Miley não. 
Ela fez parte daquela leva que usava a aliança da castidade. Ela (salvo Demi Lovatto que já tinha pirado e estava internada, graças à Deus) e todos os outros usaram (sim, eu vejo MTV). Portanto eu acho uma grande palhaçada ficar esfregando a Shoshannah no chão, nesse momento, como se fosse uma cadela no cio. A gente já sabia o que ia acontecer!

Na boa, quedê os pais dela agora para dizer que tá ridículo? Sim, porque exibir os filhos moralistas muitos gostam, apagar as cagadas que vêm depois é que é difícil.
Na boa, podiam me poupar dessa.

domingo, julho 21, 2013

UMA SIMPLES EMPRESA FAMILIAR DE SM E DE RESPEITO

Minha prima Ívia maravilhosa
Estávamos comemorando o aniversário da minha prima Ívia, ontem, 20 de Julho. 

São duas irmãs aliás, que fazem aniversário em dias seguidos. A mais velha, minha contemporânea e a mais nova, que aniversaria hoje, contemporânea da minha irmã. São uns 11 e 10 ou 9 anos de diferença que nos separa e nos une.

É assim, nossas avós são irmãs (a minha morreu), nossas mães são primas e brincavam juntas e depois, nós nascemos em épocas parecidas e mesmo depois de um tempão, nossas mães continuaram engravidando na mesma época. Curioso, né?

Daí que algumas escolhas que fazemos também se parecem. A prima mais velha casou, teve uma filha e sua vida meio que se assemelha à minha. No entanto, a mais nova é formada em Jornalismo em dois países, Brasil e Noruega e eu também tenho isso em comum com ela. A criatividade que abunda e transborda, além da paixão pelo Jornalismo.

Ontem, sentadas à mesa de bar, começamos a conversar sobre as vantagens e desvantagens de se casar por amor, já que a Kelly mencionou que isso vai acontecer com ela até o fim do ano. Seu noivo voltou pra Noruega pra juntar uma graninha e ajeitar os papeis, antes de vir em definitivo e daí, comecei a questionar suas escolhas:

EU - Prima, você não aprendeu nada comigo? Como assim casar por amor?
PRIMA - Kkkkkkk... pois é, eu sou essa, fazer o quê?

Kelly que aniversaria hoje e Fátima, mãe delas e prima
Então nós começamos a discorrer sobre as vantagens da piriguetagem, dos relacionamentos abençoados pelo dinheiro, daquelas mulheres sábias que se envolvem com os ricos gordos carecas e suas férias em Miami. 

Fizemos um comparativo sobre a nossa própria vida honesta, de amor, dignidade, muuuuito trabalho e uma infinda contagem de moedas pra pagar as contas.

Desta feita, chegamos a uma conclusão brilhante! Vamos abrir uma empresa familiar de SM (Sadomasoquismo). 
É isso aí, gente!

Pouca gente que me lê, sabe que eu fui recepcionista de uma loja de anúncios em Copacabana, cujo público alvo eram as meninas de vida nada fácil, que gastavam parte do seu dinheiro em blondor, bronzeador solar, anúncios e alguma droga.
Claro, fiz amizades e me informei muito sobre uma categoria bastante peculiar. A das Senhoras Sadomasô.

As Senhoras não trepam, como pode pensar a grande maioria. Sua especialidade é foder a vida do escravo. Ah o escravo...
O escravo geralmente é um cara endinheirado, normalmente ligado ao poder, que tem o fetiche de ser mandado. É uma clientela seletíssima, que paga muito para ser torturado, bulllynizado naturalmente e sente prazer nisso. Olha que perfeito!

Sabe aquele seu chefe que te humilhava, batia na mesa e gritava com você? Pois é, ele pode ser um desses clientes de senhora, que paga pra ficar amarrado de quatro, enquanto você desce o chicote. Começamos a imaginar todos os chefes que já gritaram com a gente, ou que não foram nem um pouco gentis e sentimos o brilho do sorriso brotando.

A Senhora não beija, a Senhora não faz sexo. Ela se empenha em mandar e torturar o escravo, ela dá voz de comando e ai dele, se não obedecer. Vale tapa na bunda, amarrar o escravo e usar outros objetos de tortura. 

Claro, pobre não tem esse tipo de fetiche porque sua vida já o trata como escravo, sem o chicote e a bota de borracha. Portanto, nossa empresa tem tudo para dar certo. De quebra, pensamos num serviço de faz tudo para Engraçadão, já que poderíamos aproveitar sua barriga tanquinho. 
Ele seria o Mr. Maker, cuja função seria fazer pequenos consertos e faxina na casa das donas de casa, no entanto, com uma cláusula que o proibiria de passar o rodo, sob pena de ser rebaixado para a casa das bibas. 
Na das donas de casa só pode passar vassoura com pano úmido e olhe lá! É permitido tirar a camisa quando está calor, mas o serviço se restringe ao voyeurismo.

Nesse momento do planejamento, nossa prima mais velha (mãe da Kelly) já estava de cabelo em pé, tapando os ouvidos e dizendo que não queria saber daquela sem vergonhice toda.

KELLY - Não quer agora mãe, mas quando eu te chamar pra tomar o chá da tarde em Paris, taxes free, duvido você não pirar com o aéreo na mão e gritar aos quatro cantos EU AAAMOOO MINHA FIIIILHAAAA!

O cara é uma simpatia, tem uma mão macia que só vendo!
Rysos.
E foi bem nesse momento que começamos a arquitetar um plano para nosssa empresa e nossas férias darem certo, porque o Escobar, apresentador do Globo Esporte entrou no restaurante.

Pensei que ele poderia ser o garoto propaganda da empresa. Fui lá na mesa do moço, pedi desculpas pela interrupção porque ele estava jantando com a família e pedi gentilmente, que ele fosse até nossa mesa tirar uma foto com Sr. Cabeça de Bolinha e Engraçadão, que tem vergonha e não dá mole pra famoso. 

Claro, eu disse que estava ali, porque EU SOU a cara de pau da família e porque sempre tive um sonho. Sim, eu queria que ele soubesse que minha jarra de café da manhã é igual a dele, no quadro Cafezinho com Escobar!
Foi nessa hora que ele derreteu, embora não saiba dos meus planos futuros que envolvem a ele e nossa empresa. 
Rá! Uma coisa de cada vez.

Já tenho até o slogan:

ESCOBAR - Amigo do esporte, se você gosta de apanhar, venha para a MULHERES QUE BATEM UM BOLÃO! Aqui, elas batem de verdade e você agradece!

A prima Ívia faria parte do departamento de compras, minha irmã, Miss Moura cuidaria da divulgação nas redes sociais e faria teasers incríveis e todas nós, mulheres, maridos e filhos rodaríamos o mundo tomando champagne no café da manhã. Desfilaríamos nossos filhos, todos lourinhos, chiquésimos vestidos de Lacoste da cabeça aos pés e os paparazzi correriam atrás da gente pra saber quem nós éramos e siiiim, sairíamos na imprensa como empresários.

Iríamos para Mônaco assitir às corridas de F1, mesmo eu cagando pra corridas... Okay, eu estaria muito doida de champagne pra diferenciar corredores e corridas e ia gostar de qualquer jeito. Assistiríamos ao aberto de Roland Garros, mesmo eu cagando pra jogo de tênis, porque afinal, estaria com minha tacinha em mãos e teria certa dificuldade para identificar a bolinha, gandula e jogadores. Ah... não tem gandula em jogo de tênis? Whatever!
Claro que iríamos para Cannes passear no tapete vermelho, sem contar que nossas férias seriam em Ibiza também!

Fazer toda essa viagem nos deu um puta calor na mesa do restaurante porque a cada ideia, a gente gargalhava e dava gritinhos histéricos. Então pensamos, Aspen ou Bariloche?

Não importa. 
O que importa é que será uma empresa familiar, de respeito e de Sadomasoquismo que nos transformará enfim em  rycas, glamourosas e invejadas!
E amigo, na atual conjuntura, isto suuuper me basta!

quinta-feira, julho 18, 2013

ENTRE A PERSISTÊNCIA E A DESISTÊNCIA

Não raro a vida te pede pra desistir de tudo, já reparou?
Parece que o chumbo grosso vem justamente do lado que deveria te defender! 
Eu já vivi isso em outros tempos, por outros motivos e sempre questionava pro universo, sei lá, que tinha algo errado ali. Aquelas, eram as pessoas que deveriam me dar apoio e não me massacrar.

Mas as coisas NUNCA SÃO CONFORME A GENTE ESPEERAAA! Halloooo? O nome disso é vida, meu chapa.
É teste, pegadinha do malandro, prova, calmaria, desespero, ansiedade, descabelamento, chororô e muito mimimi!

E experiência própria, no parágrafo acima tem poucas coisas que resolvem ou nenhuma. 
Vamos analisar! Desespero resolve problema? Nop.
Ansiedade, resolve problema? Fala sério, resolve? Você viver no amanhã, criar um troço fantasioso do que poderia acontecer e que ainda NÃO ACONTECEU, é justo você bolar por medo disso? Usando a lógica, claroquidão!
Descabelamento e chororô (é, resolvi botar os dois logo na mesma categoria, que é pra economizar tempo) resolve problema gente? A-ã. 
E mimimi então? Tá de sacanagem né? O dia que mimimi trouxer dinheiro em conta, eu estarei zidrilhonária, se existir essa categoria!

Agora que já analisamos a bagaça, a gente pode enfim refletir friamente. 
A vida é cíclica. O de cima sobe e o de baixo desce, às vezes inverte os polos, mas isso está diretamente ligado às suas reações e escolhas. 

Se tipo, por acaso, digamos assim, você for daquelas pessoas que tipo, dão atenção ao que os outros falam e desistem sob pressão por exemplo. Você vai prosperar? Não vai. 
Se você ver as oportunidades chegando pra você, veja bem, se elas vierem pra sua mão e não pra sua vizinha gostosa, talentosa e rica; se ainda sim, todo mundo dizer que você é um merda, você vai se abalar com isso e deixar a oportunidade SUA, ÚNICA passar? 
Vai?
Então, a galera que te xinga tá certa

Ah não tá não?
Então por que você desistiu e resolveu dar ouvido aos invejosos, frustrados e ignorantes que te julgaram? Ah porque eles são maioria e você quer que te chamem de lindo?
Sinto muito então. Nem eu que gosto de você te chamo de lindo. E olha que eu acredito em você hein? Eu sei que você tem talento. Eu sei o quanto você rala. 

Pois é, eles não sabem né? Eles sequer acreditam em você. 
Na minha concepção, não importa que sejam maioria. 
Nunca ouviu falar que a maioria é burra? Algumas... maiorias... assim, pelo menos...

Bom, eu não quero te convencer. Eu fiz minhas próprias escolhas e se cheguei até aqui e resolvi mudar o rumo da minha vida, ainda sim, a maioria me chamou de louca. Por isso eu me internei no sanatório?

Ainda existem por aí, as histórias dos vencedores de verdade. Daqueles que tinham um sonho muito claro desde que nasceram e que independente de quem os cercava, apostaram no sonho no matter what e chegaram lá. Tem Xuxa, tem Ronaldo, tem Messi, tem Pelé, tem o filho de uma égua do Lula... Ué? Vai dizer que eles não tinham um sonho igual você, a nós?
E aí? Vai dizer o quê?
Eles não desistiram. Eles foram chamados de tudo, para o bem ou para o mal. Então o que os separa da gente?

Corre lá! Busca teu sonho e seja surdo pro que os "outros" disserem.
Os "outros" por mais que nos sejam caros, às vezes são o nosso mal, apesar de querer o nosso bem.
 
 

segunda-feira, julho 15, 2013

PSORÍASE - PARTE 2

Eu realmente não sei como começar, porque é uma luta constante e por mais que você se esforce, parece que as coisas não melhoram. Parece um beco sem saída, sabe? Você rala, se esforça e não vê melhora.

Se assustou? Isso é psoríase. Precisa-se cavar mais fundo.
Não é uma doença de superficialidades. Longe disso.
É um cavar sem fim.



Mas não saia correndo ainda! Eu acredito que isso seja parte do processo.

Sr. Cabeça de Bolinha está fazendo Ludoterapia  (Joga no Google!) e isso consiste basicamente em levar a criança para através da brincadeira, derrubar a fronteira do imaginário infantil, buscar suas expressões enquanto indivíduo expressando-as à realidade à  que a gente é íntimo.
Um desafio né? E olha que esse conceito eu acabei de criar. É... mas é como eu enxergo.

Então a rotina, o dia-a-dia, vamos considerar, não revelam com certa clareza o que anda acontecendo. Porque você está imerso na rotina e não se dá conta. Felizmente há a tão famigerada luz no fim do túnel.

Descobri através dessa mesma analista que eu também sou ansiosa. Pois é, tinha esquecido de mim criança. Das dores de barriga ou enjoos diante de uma expectativa nova de fuga da rotina. Simples para me deixar mega ansiosa. 

O Sr. Cabeça de Bolinha já é um pouco diferente. Ele é ansioso naturalmente. Leonino, sente a necessidade do controle, o que para ele deve ser um infortúnio, haja vista que veio a ser o filho do meio, ou seja, sem controle algum. Entre Pacotinho e Dona Miúda, fica entre competir e imitar o irmão mais velho e se segurar pra não sentar a porrada na irmã, já mandona e taurina, mais nova. Deve ser barra.
Em face do corre-corre que é nossa rotina, isso deve provocar certa angúsita. Mais ainda depois que a Miúda nasceu e sua regalia acabou.

Fato é que conversando, eu e a terapeuta, descobrimos que o encerramento das atividades esportivas, devido a mudança administrativa do SESC vieram causar mais ansiedade nele. Ano passado, ele fazia natação, o que de certa forma lhe colocava um freio. Após a mudança, apenas crianças à partir dos 7 anos podem praticar esportes lá. Resultado, ele e Dona Miúda estão de bobeira depois da escola. O único que seguiu no futebol foi Pacotinho, que optou por trocar a natação.

Olha que coisa boa! Todas essas fichas caíram à partir da Ludoterapia, que felizmente ele ama. Chega a ficar ansioso e acordar com as galinhas, ao saber que no dia seguinte terá sessão.

Hoje foi um pouquinho diferente. A psicóloga quis conhecer o irmão mais velho e constatou esse lance da ansiedade dele, que apresentou um quadro de piora. Pois é, eu até andei pintando os cabelos brancos por conta disso, porque não está sendo fácil. 
Ela me contou que ele não concluía as brincadeiras e pedia pra trocar no meio. Não sei se queria apresentar todos os brinquedos de uma vez ao irmão, ou se foi ansiedade normal. 
Não foi né?

Fato é que ela passou um calmante infantil, aprovado pelo Suuuuperpediatra e isso será aplicado. Outra coisa que eu notei, é que por conta de tamanha energia e também por ele já ter 5 anos completos, a falta do soninho da tarde está fazendo com que ele fique mais irritado. Então controlei seus horários hoje. 
Pulamos elástico, já que as férias estão aí, depois futebol e queimado. Na volta, dei banho nos dois, almoço e botei o Bolinha pra dormir o soninho da tarde, porque ele estava digamos assim... insuportável, chorava à toa, inclusive por ser queimado no jogo. A boa notícia é que ele acordou outra pessoa, ainda que sem remédio. Então o cansaço pode ser um motivo.

Engraçadão chegou do trabalho e trouxe o remédio que já foi ministrado, justamente por ele ter dormido a tarde toda.

Como eu disse no parágrafo de entrada, o Sr. Cabeça de Bolinha e a psoríase são uma grande batalha, um puta desafio pra mim, no entanto, há luz no fim do túnel, a guerra contra esse mal não está perdida e seguindo os procedimentos, a piora inicial faz parte do processo.

Com sol, medicação, terapia e calmante até que seja possível voltar aos esportes, essa porcaria de doença vai estabilizar, já que cura não tem.

Essa semana ainda vou ao SESC chorar a possibilidade de incluí-lo na iniciação esportiva. Talvez consiga, dado o histórico da doença e os motivos de seu início.

Sabe, eu não tenho vergonha de pedir, afinal, eu poderia estar roubando, poderia estar matando, mas estou apenas tentando "curar" meu filho amado.

segunda-feira, julho 08, 2013

FÉRIAS, HIATUS E NOVOS DESAFIOS, SÓ QUE AO CONTRÁRIO

Daí que mais um semestre chega ao fim. 
Pode não parecer, mas 2013 está indo pras cucuias. Parece pressa de chegar em 2014 para enfim enfrentarmos a Copa do Mundo. O que começou com comemoração e quase feriado em meio de semana com a notícia de que sediaríamos a maior festa do futebol mundial, após caída a ficha de toda a nação, ou boa parcela dela, tornou-se quase ódio da grande maioria, tão logo deu-se conta de que era uma boa e velha roubalheira anunciada.

O ex-craque e deputado de não sei lá das quantas, Romário, foi o primeiro a avisar que a cobra ia cantar no rabo da população. Só que nessa época estávamos todos anestesiados, sendo atendidos em hospitais falidos. 

Lembro-me bem, que nessa época estava ainda inserida no mercado de trabalho, lendo o email bomba da confortável cadeira com rodinhas da minha workstation, eu fui uma que deixou o queixo cair no teclado, no entanto o mesmo queixo ficou caído por uns três dias no máximo. Acredito que outros, nem conhecimento tomaram.

Me alonguei. Queria dizer que estou de férias desde o dia vinte e pouco de junho. Passei direto pelo segundo semestre, graças à Deus e apesar da loucura, que tem sido minha vida, a ideia de desistir passa correndo por mim. 

Ah vou falar a verdade. As férias andam me xoxando, não por serem férias, mas porque estou sofrendo mais pressão do que se estivesse só estudando. Sei lá qual é a relação. Aliás, não tem relação com os estudos, porque às vezes eu fantasio com a ideia de ser apenas mais uma aluna CDF. O que está me pressionando é o workshop. Porque eu saio de lá com a sensação de que não basta ser boa. Tem que ser boa, bonita, tem que querer pra caralho, tem que morar dentro da TV, tem que ter 20 anos, tem que fazer trabalhos semanais, tem que levar editado e todos têm de ficar o máximo. Se for menos do que isso, a chance pode se esvair pelos seus dedos. #ProntoFalei
Por isso eu não tenho escrito, por isso estou nesse hiatus, de mais de uma semana, mesmo estando de férias.

Aliás, houveram barracos consecutivos via facebook, porque as pessoas me atribuem um poder que não tenho. TV é lidar com egos, ainda que egos de ecos dos que já passaram pela sua vida e mesmo sem saber, já não o são. É como defuntos ressucitando pra te xingaraos domingos, porque acham que você deveria ter feito alguma coisa que não fez.
Então isso tudo resvalou no blog. Deu aquela preguicite de internet. Me joguei de cabeça no jogo Plants vs. Zombies que pelo menos ali, o único mal  são zumbis comendo meu cérebro sem proferir uma única ofensa.

Okaaay, esse é só mais um da série post reclamativo, porque sei q vocês estavam com saudadinhaaas, com patrocínio de MiMiMi Corporation.

Mas ó, a má notícia é a seguinte. Eu não vou desistir de nada, eu vou continuar encarando TV como um trabalho, eu vou fazer o melhor que eu conseguir com os recursos que tiver, eu vou entregar pontualmente o que tiver que entregar, eu não vou fazer a xuca babá de ninguém, vou cuidar mais de atingir as metas que são impostas e mais, mesmo não conseguindo morar na faculdade, eu vou me comprometer a ir lá ao menos duas vezes por semana.

Se ainda sim eu não me encaixar, é um workshop não é mesmo? Pois bem, eu vou comparecer até o fim. Na pior das hipóteses, vou ganhar experiência e mais um curso caríssimo no currículo, certo? 
Aliás, tem gente boa lá que já está fazendo isso! Então a perder, de verdade, não tenho nada.

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