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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

EU JÁ TOMEI NO ... BULLYING

Meus queridos 5's leitores de mente podre! Eu tenho certeza q ao ler o título desse post, vcs completaram com cu mesmo lendo que era outra coisa.

Não, dessa vez não vou falar de cu, apesar de o trocadilho entre bullying e cu funcionar muito bem. Quem sofre bullying toma no cu literalmente!

Pra quem não sabe o que isso significa, o termo Bullying vem do Inglês para definir prática de violência física ou psicológica de um ser mais forte para outrem menos capaz, física ou emocionalmente.

Na verdade, o bullying é mais classificado por quem sofre do que por quem pratica. Se por exemplo alguém com a fuça cravejada de espinhas for chamado de espinhento na escola, se ele não lida bem com sua cara de chokito, ele pode se sentir agredido e definir isso como bullying. Já o espírito de Isabel da novela das 8 ou Tessalino (ex-BBB), pode argumentar que só falava a verdade. Já que o agredido tinha mesmo cara de chokito.

Eu tive a brilhante idéia de escrever sobre isso, depois de ver um debate na Bobo News esta manhã e por lembrar q já sofri isso; também porque estou bombando em criatividade já que estou de coceba em casa!

Acho q já escrevi em algum desses quase 6 anos de blog, que por causa de uma amizade Tessalina, pedi pra sair da escola particular e fui para a pública, me fodendo na sequência (a miguxa saiu da escola pública, voltou pra particular e eu fiquei amargando alguns anos lá - sozinha!).

Eu sempre fui neguinha, oscilando entre o espivitada e boboca. Não era aluna brilhante, sentava no meio ou atrás em sala de aula e ficava sempre na minha, até ter oportunidade de fazer amizades. Como boa filha única, sempre me virei muito bem sozinha, obrigada e isso justificava meu jeito autista de ser.

Essa atitude era facilmente confundida com metidez. Bom, ao menos na escola pública era. Nunca tive problemas com isso na particular. De maneira q as neguinhas de morro q lá frequentavam, sismaram de me enfiar a porrada.

Era escroto. Elas tinham o hábito de chocar.
As brincadeiras giravam em torno de levantar sua saia, sem q vc estivesse esperando e sempre na presença de meninos; ao perceber sua entrada no banheiro feminino, duas das mais valentonas, achavam de se agarrar e se esfregar, não por terem tendências homossexuais, mas pra chocar mesmo; outras vezes se juntavam e combinavam de bater em alguém na saída, só porque não ia com a cara da pessoa. Eu tinha o apelido de lesada. Justo porque tive a saia levantada zilhões de vezes, até aprender a me policiar e vestir um short por baixo da saia.

Claro, sismaram comigo. Uma delas não se conformava por eu ser quieta, por não ter tendências agressivas. Ela passou 4 anos tentando me pegar na saída, mas eu tinha anjos da guarda poderosos.

Uma outra menina que me odiava e me achava um nojo, sem nunca ter conversado comigo, acho q na aula de educação física, me deu uma puuuta bolada, daquelas q deixa vc mancando no queimado. Pra sorte ou azar dela, eu encarei aquilo como jogo e nunca a evitei. Nem ao menos tentei revidar, até porquê, ainda hj não tenho força no braço pra dar uma super bolada em alguém. Um dia, ela resolveu sentar ao meu lado e constatou q eu era uma pessoa legal e resolveu virar minha amiga. Esta mesma menina, me ajudou a me livrar de uma emboscada.

Os motivos eram sempre os mesmos:
Alguém me falou q vc falou mal de mim e eu quero ver vc falar na minha cara!

Não há professor, diretor, pai ou mãe que possa livrar uma criança de Bullying. Se vc contar, o professor não vai te acompanhar até em casa. Se seus pais trabalham fora, eles não vão sair mais cedo pra te proteger no trajeto casa-escola-casa. O diretor, muitas vezes não se ocupa de botar papel higiênico nos banheiros da escola pública, quiçá acompanhar atentamente os alunos q sofrem Bullying.

Dona Engraçada sabia do q se passava e achou na prece, uma maneira de me proteger. Acabou funcionando, porque até hj não sofri aquela surra. Mas tive períodos de mau comportamento. Andei roubando esmaltes em loja e achei de ficar agressiva com uma super amiga que frequentava a mesma aula particular q eu, só por julgar q ela era mais fraca, apesar de ser mais alta. Mas eu me sentia tão acuada, q me achava no direito de testar meus poderes em alguém.

Existem dados que comprovam q na Europa, alunos cometam suicídio por causa de Bullying; nos Estados Unidos, alunos metralham turma e professores no auge da pressão e aqui no Brasil, algumas mortes em universidades já foram mostradas por causa do Bullying.

A solução? Eu acho q está na participação de todos. A escola não pode se omitir, os pais têm q denunciar e o valentão, tem q entender que esse comportamento é inaceitável. O cara q pratica Bullying, muitas vezes está seguindo o exemplo de um pai agressor, q o humilha em casa. Daí, ele põe isso em prática na escola.

Estas meninas por exemplo, contavam q apanharam na rua e a mãe delas só as deixou entrar em casa, quando elas espacaram seus agressores. A que não conseguiu esse feito, levou uma surra da própria mãe. Não é de se espantar q ela reproduzisse esse comportamento violento também na escola.

Pacotinho está na nova escola e até o momento está bem. Ano passado, como ele foi o fodão na escola antiga, se achou no direito de fazer merda e implicar com alguns alunos menores. Por conta disso, ficou de castigo em casa, deixou de assistir ao filme Transformers 2 no cinema e foi motivo de piada entre mim e Engraçadão, toda vez q tinha uma atitude de machinho. A gente fez questão de não deixá-lo esquecer da merda q tinha feito e q aquela atitude era inaceitável.

Falei pracaralho né? Mas esse assunto rende mesmo.

E vc? Já passou por isso?

16 comentários:

Rafael I. disse...

Olá Engraçadeeenha, blz?!

Realmente esse tema dá pano pra manga. Eu confesso que em alguns periodos da escola eu fui bullynador. Lembro de um cara que estudava comigo e que aguentou um ano de aloprações minhas quietinho... Um belo dia, no meio das aloprações básicas ele se rebelou e me deu um socão no braço que serviu tipo como um alerta. Eu percebi que se continuasse a zoeira ele ia partir pra cima e a coisa ia ficar feia. A partir daquele dia eu diminui um pouco a alopração e confesso que ele ganhou (a força) o meu respeito!

É difícil falar sobre o que provoca isso, mas não acredito que pais violentos sejam uma regra. Acho que isso tem muito mais a ver com o "respeito" e a fama que as crianças ganham por fazerem esse tipo de coisa. E há muitos outros fatores como o medo que vc mencionou. Antes que zoem com vc, vc acaba pegando uma pessoa menor pra cristo.

Pra mim o grande problema do bullying é o fato de que é difícil determinar onde começa e onde termina a brincadeira sádia. O limite de cada um é diferente, e se a escola colocar uma rédea muito curta, vai transformar o ambiente escolar em chatice adulta antes da hora pras crianças.

Com relação a mim, a minha cura foi encontrar uma turma tão aloprada que não precisavamos zoar a galera de fora. Eu costumo dizer que a minha turma do ensino médio foi precursora do Jackass, mas isso fica pra outro comentário... rs

Engraçadinha disse...

Sensacional Rafa.
Pois é... rende mto assunto.
Existe uma linha muito tênue entre a brincadeira e o bullying. Vc falou uma verdade, se a escola apertar as rédeas, a criatividade e espontaneidade entre os colegas vai acabar, mas me referia aos Bullynistas violentos.
Dar uma zoada é básico e faz parte da natureza humana ser sacana, agora o bullying violento realmente tem q ser levado à rédea curta.

*Lis* disse...

Eeeeeeeeeeeeeei!
Putz, muito bom isso tudo! Ouié, eu acho qualquer coisa que venha de tu muito bom isso tudo, mas é que esse tema me toca, né... Terminei 2009 escrevendo um capítulo de um livro sobre Bullying, e coordeno projetos de extensão universitária que tem, entre suas duzentas mil atribuições, discutir temas ligados à práticas violentas no ambiente escolar, e as responsabilidades de pai, mãe, professora, professor, coordenador pedagógico, supervisor, diretor... Há, sim, um limite tênue entre brincadeira e agressão, entre humilhação e ritos de passagem naturais em cada fase de desenvolvimento humano (#antropologia feelings), e aí estão os trotes imbecis em universidades para provar que não são só os moleques que decidem zoar o colega gordo (ou baixinho, ou de óculos, ou de aparelho nos dentes, ou "afeminado", ou rico, ou pobre, ou negro, ou albino, enfim...) que precisam de limites, respeito, entendimento e compreensão sobre o espaço do outro no mundo, seja no micro ou no macro... Tenho medo de ter meus filhos na escola e eles serem zoados porque tem duas mães ao invés de uma só, mas também prefiro acreditar num mundo cada vez mais justo e respeitoso, né isso?
Bêjos e se cuida aí, olha a Ervilha!

Dani Antunes disse...

Eu graças a Deus nunca fui vítima de agressão desse tipo, mas, sim, sempre zoei. Me zoavam também. Eu era igualzinha a vc; quietinha e coisa e tal.
Tu sabe que nem mudei muito, mas antes era foda.
Só melhorei mesmo no Ensino Médio.
Foda.

Juliana disse...

Saudades, Pessoa!!!!!!!!!!!!!!! Acordei hj pensando em tu! (sem conotações homossexuais, nem se empolgue!!! ;-) )

Como vc falou, não é fácil acabar com o Bullying... Sofri provocações até entrar no Ensino Médio (no meu tempo, segundo grau... rs) quando deixei de ser otária e aprendi a me defender. Também levantavam minha saia (qual a ideia??? Coisa mais tosca!), alegando que, por ter cabelo curto e não ter orelha furada na época (acho que tinha uns 5, 6 anos) eu era um menino... afff além de ser chamada de "exceção" e outras coisitas mais por ser gordinha. O lado bom de tudo foi eu ter me tornado uma pessoa mais forte. Claro que as agressões não eram violentas a ponto de me causarem danos físicos, graças a Deus, mas infelizmente vemos muitos casos assim...

O melhor remédio é a atenção dos pais, educadores, funcionários da escola... e a concientização dos alunos.

bjs, moça!!!!!!!!!!

Danilo B. disse...

Eu nunca sofri bullying na escola e sempre tentei defender meus amigos de bullying. Na primeira ou segunda série (não lembro direito) tinha um neguinho com cara de maloqueiro que vivia provocando todo mundo.

Toda vez que eu passava perto dele, o fdp me dava uma ombrada e eu ficava quietinho, com o cu na mão. Aliás, ele dava ombrada e tomava o lanche de todo mundo. Até que um dia eu estava jogando bolinha de gude e o desgraçado chutou a bolinha de um colega meu, que fez cara de choro. Nisso eu levantei emputecido, dei um empurrão nele e o "gigante caiu". Aí o jogo virou. Eu comecei a dar ombradas no fdp toda vez que ele passava do meu lado. Acho que isso me deu autoconfiança e, consequentemente, poder (pelo menos aos olhos dos que viviam apanhando dele). rs

Mais tarde, como eu repeti DUAS VEZES a sexta série, rs, eu sempre fui o "maioral" da turma, o que me dava um pouco mais de "poder". Também jogava bola, participava de campeonatos e tinha muitos amigos. Ah, eu também era pichador, o que me dava prestígio com as meninas (elas eram idiotas, não tenho culpa). rs

E também tinha amigos muito mais maloqueiros que eu que duas ou três vezes já foram cobrar treta minha na escola. Resultado: mais respeito.

Mas eu sempre fui um cara legal, nunca deixei o "poder" subir pra minha cabeça e nunca pratiquei bullying ou comecei uma briga com ninguém.

Hoje eu temo pelo meu filho, que tem 10 anos. Ou melhor, eu temo mais por mim, pq sempre me pego pensando no que eu faria se descobrisse que algum moleque bateu no meu filho na escola. Acho que eu teria coragem de quebrar o braço do filho da puta muito fácil!

Danilo B. disse...

Quanto aos motivos do bullying, não acredito que o problema seja só social, como ter uma família violenta em casa. Tem explicação biológica também. Está na nossa genética ser hostil e mostrar "poder" através da força bruta, da cara feia ou até mesmo através da timidez quando nos sentimos ameaçados. E muitas vezes, principalmente para as crianças, a ameaça é imaginária ou inconsciente, o que faz com que uma criança ataque antes de ser "atacada".

O bullying também não tem a ver só com a cultura, como o fato de uma criança passar muito tempo assistindo desenhos de luta e tentar botar em prática na escola. Os cachorros e outras espécies, por exemplo, que obviamente não assistem programas violentos, também são hostis por natureza. Eles até "brincam de brigar" com a intenção de mostrar poder, principalmente quando são filhotes.

Como eu disse, a hostilidade (atacar para "se defender") está na genética. Uns são mais dóceis e sociáveis, outros são mais briguentos e antisociais.

Desculpe aí pelo velho testamento. rs

E parabéns pelo ótimo post, neguinha!

Deise Duarte disse...

Amei o texto e concordo com ele em muitos sentidos. Passei a infância sendo rejeitada na escola e até hoje, sou assim, meio...bom, vc já ta querendo me fazer sentir inferior é?

=) Gostei!

Cirilo Veloso Moraes disse...

Eu tinha escrito um comentário extenso. Então pensei: isso daria um post. Quando ele estiver pronto, você saberá pelos feeds. Xêro, querida.

Engraçadinha disse...

Danilo, obrigada pelo velho testamento. Eu na verdade tinha assunto pra 2 posts aqui, mas preferi resumir. Não acredito que o problema seja só o exemplo familiar, também acredito na teoria da nossa herança genética de cachorro.

Deise, obrigada pela visita (fazendo a simpática pra ganhar mais seguidores! Mas é sério, obrigada mesmo!)

Cirilo, quem é vivo sempre aparece. Eu estou uber-individada contigo, então não posso falar nada né?

Ninguém envolvente disse...

Gozado isso né, tudo que é diferente acaba sendo detonado na escola... Comigo foi assim, eu mudei de cidade, consequentemente mudei de escola, chegando lá eu não conhecia ninguém... cidade nova, escola nova e eu beirando meus 16...17 anos.. cara, minha vida foi um inferno, as meninas da minha sala simplesmente me ignoravam, eu só tinha amizade com os meninos, porque nenhuma, REPITO... NENHUMA das meninas queria falar cmg, sentar perto de mim ou respirar o mesmo ar que eu... por motivo torpe: ciume... inveja...Mas não um ciume pq eu era linda, a coisa mais fofa do mundo, ciume pq eu era nova ali e toda atenção dos meninos estava voltada pra mim, entende? Então tipo, era normal, os adolescntes retardados queriam conhecer a garota nova e as meninas se morderam de raiva de mim... Ai fiquei 1 ano nessa escola, todo dia sendo ameaçada que ia apanhar na saída, só não me bateram pq meu irmão ficou indo me buscar uns 6 meses e depois os caras da minha sala me escoltavam literalmente até meu busão chegar! Mas foi traumatico... eu me borrava de medo de ir pra escola... pq depois as meninas da minha sala espalharam pra outra sala e ai tipo era umas 60 meninas que me odiavam sem eu nunca se quer ter olhado pra cara delas! Ai a minha mãe foi na escola... a diretora foi na minha sala, conversou com as debi-loides e só no fim do ano elas pararam com isso, mas foi mto tosco....
E sério... pq se vc não tiver uma boa cabeça, vc sai retardado disso e metralha a galera mesmo, sem ressentimento.

Cirilo Veloso Moraes disse...

NÊga, fiz um post a respeito lá no simples. ;)

Pitanga disse...

Bullying? Pois é...na escola, passei pelos extremos - já sofri e já pratiquei também. No início, eu tinha um "jeitinho autista de ser" e execícia meu poder através de caras feias e notas exemplares e muito invejáveis. Com o tempo, me senti forte perante aos homens (aos homens de 7 aninhos, 8...) e surrava-os(muito).

Claudio disse...

Este assunto é tenso mesmo! Hoje, me parece estar um pouco pior. Há, entre as crianças, um sadismo maior, no que diz respeito à violência. Não é um cascudo, uma moca ou um pesco-tapa como na minha infância, a qual passei na rua, me desvencilhando destas práticas ao mesmo tempo que as impunha aos mais fracos como forma de afirmação.
Preocupante para nós que temos filhos.

Beijinhos...

Anônimo disse...

vOCE ESTAR CERTA, QUANDO ERA MAIS NOVAS SOFRI MUITAS AGREÇÕES VERBAIS NÃO SO DOS ALUNOS MAS TAMBÉM DE PROFESSORES.

Lady Metal disse...

Quer brincar de bullying? Então vamos brincar. Da sexta série até o segundo ano do segundo grau fui vítima dessa merda. Não adiantou eu trocar de escola, talvez pelo fato de eu sempre ter uma "opinião" e me expressava numa boa - o que consequentemente é uma espécie de "suicídio social". No segundo ano chegaram a escrever coisas horrorosas ao meu respeito no quadro da sala de aula. O que o colégio fez? PORRA NENHUMA. O pessoal só baixou a bola comigo quando eu comecei a namorar um cara BEEEEEM mais velho que eu (na época tinha 15, ele 33 - que Deus o tenha). Não sei se ele tinha alguma fama ruim, mesmo porque o cara era Straight Edge; mas como um "metaleiro" causava choque e medo entre aqueles bundas-mole. Hoje em dia eu nem sei o que se passam na vida deles, e nem quero saber.

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