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sexta-feira, março 09, 2007

EU E MEU CABELO (A SAGA CONTINUA - OUTRA VEZ) - PARTE III

Preparem a bunda, q lá vem história!!

1988 e eu dava adeus à Tijuca e à touca de gesso, salvadora e redentora. As idas ao salão q fazia esse tratamento e q ficava no Rio Comprido, ficaram cada vez mais escassas.

Fui morar em Piedade (tende piedade senhor!!), pois Sr. Engraçado resolveu parar c/ a vida dupla (?) e levar seus paninhos de bunda de vez! Morar lá de aluguel estava cada vez mais difícil e minha mãe obstinada como sempre, botou na cabeça q tinha q comprar um imóvel. Estava certíssima! Mas só c/ a ida do meu digníssimo progenitor, isso seria possível, porque, sabe como é homem quando não quer nada, né?! Ele paga as contas, come a mulher (quando come) e chega! Nada de construir algo juntos. Isso não. É proibido.

Eu só sei q ouvia Dona Engraçada conversando c/ a Vó pelos cantos:

DONA ENGRAÇADA - É... acho q dessa vez ele não volta. Levou quase toda a roupa do armário p/ essa viagem...

- Será???

O fato é q não voltou mesmo (p/ dormir) e nós acabamos nos mudando p/ Piedade c/ a finalidade de minha mãe juntar dinheiro p/ comprar o tão sonhado apê. É q lá em Piedade, tinha a casa do padrinho dela q estava fechada em inventário. Uma puta casa, c/ cômodos enormes, quintal, dois terraços e velha. Uma vez lá, nós zelaríamos pelo patrimônio e pagaríamos as contas, até Dona Engraçada conseguir se capitalizar. Seu Engraçado continuava visitando e ajudando nas contas, mas não dormiam mais juntos. E meu cabelo deixou de ser uma prioridade de dondoca.
Eu resolvi q deixaria crescer, mas vê-lo na forma de capacete-samambaia me incomodava demais. A sorte, é q no subúrbio, encontrava exemplares até piores q o meu. Isso me gerava certo conforto. Os alisamentos das vizinhas eram grotescos, de modo q meu visu armado não me dava comichões pelo corpo. Mesmo assim, conheci uma cabeleireira q cobrava na base de Cr$ 3,00 o corte e que jurava q eu tinha q abandonar minha dependência química. Ela prometeu q meu cabelo cresceria saudável e na tesoura. Só. Eu acreditei. E toda semana ou de 15 em 15 dias ia lá fazer alguma coisa.

A moda do repicado voltou. Eu fazia massagem de lama negra (lembra mulherada???) toda semana e os cachos ficavam bonitinhos. Até q os anos foram passando e o puto crescendo um tiquinho. Well, Dona Engraçada finalmente comprou o apê em Jaca-city, longe prá caralho, práticamente uma roça, mas perto da Barra (eca!) e do Recreio. Fui morar lá toda orgulhosa. Já tinha 18 anos e o cabelo um pouco maior. Porém, ainda em forma de turbante!

Até q conheci uma cabeleireira evangélica, q em nome do Sonhor, jurando pelo sangue de Jesus, faria um milagre mais poderoso que a Touca de Gesso. Chamava-se Wellachic (desenterrei agora, né?). Podem ir às lágrimas senhoras!! Tinha três estágios: O de mel - para cabelos sensíveis e q não alisava quase nada (aliás, nenhum deles alisava porra nenhuma ou o meu cabelo era muito ruím!!); O de ervas - para cabelos intermediários, c/ cachos leves e o de rosas - p/ pichaim, aimeuDeus, cabelo samambaia misturado c/ turbante (esse o meu, claro)!
Ao contrário da outra cabeleireira, essa não cortava meu cabelo, mas a cada 3 meses eu renovava essa porra. Eram 2 a 3 tubos por vez, sim, porque além de muito cabelo, a essa altura, o bichinho cedeu e começou a crescer de verdade.
Ele foi domado e perdendo aquele efeito armado, tanto q eu já não usava só o de rosas, mas mesclava rosas na raiz e ervas na ponta, que era p/ ele não perder os cachos. Meu cabelo estava na cintura.


Eu e Péu (dono de um bar, no caminho da cachoeira e amigo)

Querem ver mais??



Eu e ela.

Daí eu fui mantendo e deixando rolar, até q um dia comprei um tal de Wellastraight, q tinha mudado a fórmula. A cabeleireira também mudara. Pronto!! Todo um trabalho de anos, foi pro caralho, literalmente. Meu cabelo ficou feio, parecia uma palha de aço. Ah! A essa altura, eu também estava ruiva. Siiiimmm, pulem essa parte. Mas a cor não era feia não. Só gastava rios de dinheiro c/ o cabelo. Well, o cabelo perdeu a naturalidade. P/ completar, cortei um pouco. Fodeu total a bicicleta!! Somando-se a isso, uma vontade irresistível de mudar, acabei cortando no ombro coisa de 1 ano depois do estrago.

Cortei, cortei, cortei, até q a química foi saindo. Adotei a escova e até aprendi a fazê-la. Dessa vez, o cabelo cresceu rápido, foi no puxão mesmo. Os cabelos lisos voltaram à moda total. Eu, fazia escova até grávida! Cabelos na cintura... Então, pouco antes de Pacotinho nascer, cortei na altura do ombro de novo, porque cuidar de criança recém-nascida e de cabelo ao mesmo tempo, são coisas incompatíveis. Não se vc tiver casado c/ cara rico, q te coloca 2 babás à disposição. Não foi o meu caso. Casei por amor, c/ um duro (não tô reclamando Engraçadão!!!! Mas tu é duro mesmo, ora!! Eu também sou, então empatou!).


No dia do parto de Pacotinho.

À partir daí, acho q vcs, meus queridos 5's leitores acompanharam. Quando Pacotinho fez 1 aninho, descobri a escova progressiva e caí dentro. Vcs podem até vasculhar por aqui, q tem foto!

Agora, estou assim, pelos motivos já conhecidos.


Tinha acabado de tirar o dedo da tomada!


Curioso que já está crescendo, sabiam? Isso é cabelo ou erva-daninha??

1 comentários:

ERICA OLIVO disse...

ahahahaha desenterrei este post. muito bom!

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