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domingo, julho 21, 2013

UMA SIMPLES EMPRESA FAMILIAR DE SM E DE RESPEITO

Minha prima Ívia maravilhosa
Estávamos comemorando o aniversário da minha prima Ívia, ontem, 20 de Julho. 

São duas irmãs aliás, que fazem aniversário em dias seguidos. A mais velha, minha contemporânea e a mais nova, que aniversaria hoje, contemporânea da minha irmã. São uns 11 e 10 ou 9 anos de diferença que nos separa e nos une.

É assim, nossas avós são irmãs (a minha morreu), nossas mães são primas e brincavam juntas e depois, nós nascemos em épocas parecidas e mesmo depois de um tempão, nossas mães continuaram engravidando na mesma época. Curioso, né?

Daí que algumas escolhas que fazemos também se parecem. A prima mais velha casou, teve uma filha e sua vida meio que se assemelha à minha. No entanto, a mais nova é formada em Jornalismo em dois países, Brasil e Noruega e eu também tenho isso em comum com ela. A criatividade que abunda e transborda, além da paixão pelo Jornalismo.

Ontem, sentadas à mesa de bar, começamos a conversar sobre as vantagens e desvantagens de se casar por amor, já que a Kelly mencionou que isso vai acontecer com ela até o fim do ano. Seu noivo voltou pra Noruega pra juntar uma graninha e ajeitar os papeis, antes de vir em definitivo e daí, comecei a questionar suas escolhas:

EU - Prima, você não aprendeu nada comigo? Como assim casar por amor?
PRIMA - Kkkkkkk... pois é, eu sou essa, fazer o quê?

Kelly que aniversaria hoje e Fátima, mãe delas e prima
Então nós começamos a discorrer sobre as vantagens da piriguetagem, dos relacionamentos abençoados pelo dinheiro, daquelas mulheres sábias que se envolvem com os ricos gordos carecas e suas férias em Miami. 

Fizemos um comparativo sobre a nossa própria vida honesta, de amor, dignidade, muuuuito trabalho e uma infinda contagem de moedas pra pagar as contas.

Desta feita, chegamos a uma conclusão brilhante! Vamos abrir uma empresa familiar de SM (Sadomasoquismo). 
É isso aí, gente!

Pouca gente que me lê, sabe que eu fui recepcionista de uma loja de anúncios em Copacabana, cujo público alvo eram as meninas de vida nada fácil, que gastavam parte do seu dinheiro em blondor, bronzeador solar, anúncios e alguma droga.
Claro, fiz amizades e me informei muito sobre uma categoria bastante peculiar. A das Senhoras Sadomasô.

As Senhoras não trepam, como pode pensar a grande maioria. Sua especialidade é foder a vida do escravo. Ah o escravo...
O escravo geralmente é um cara endinheirado, normalmente ligado ao poder, que tem o fetiche de ser mandado. É uma clientela seletíssima, que paga muito para ser torturado, bulllynizado naturalmente e sente prazer nisso. Olha que perfeito!

Sabe aquele seu chefe que te humilhava, batia na mesa e gritava com você? Pois é, ele pode ser um desses clientes de senhora, que paga pra ficar amarrado de quatro, enquanto você desce o chicote. Começamos a imaginar todos os chefes que já gritaram com a gente, ou que não foram nem um pouco gentis e sentimos o brilho do sorriso brotando.

A Senhora não beija, a Senhora não faz sexo. Ela se empenha em mandar e torturar o escravo, ela dá voz de comando e ai dele, se não obedecer. Vale tapa na bunda, amarrar o escravo e usar outros objetos de tortura. 

Claro, pobre não tem esse tipo de fetiche porque sua vida já o trata como escravo, sem o chicote e a bota de borracha. Portanto, nossa empresa tem tudo para dar certo. De quebra, pensamos num serviço de faz tudo para Engraçadão, já que poderíamos aproveitar sua barriga tanquinho. 
Ele seria o Mr. Maker, cuja função seria fazer pequenos consertos e faxina na casa das donas de casa, no entanto, com uma cláusula que o proibiria de passar o rodo, sob pena de ser rebaixado para a casa das bibas. 
Na das donas de casa só pode passar vassoura com pano úmido e olhe lá! É permitido tirar a camisa quando está calor, mas o serviço se restringe ao voyeurismo.

Nesse momento do planejamento, nossa prima mais velha (mãe da Kelly) já estava de cabelo em pé, tapando os ouvidos e dizendo que não queria saber daquela sem vergonhice toda.

KELLY - Não quer agora mãe, mas quando eu te chamar pra tomar o chá da tarde em Paris, taxes free, duvido você não pirar com o aéreo na mão e gritar aos quatro cantos EU AAAMOOO MINHA FIIIILHAAAA!

O cara é uma simpatia, tem uma mão macia que só vendo!
Rysos.
E foi bem nesse momento que começamos a arquitetar um plano para nosssa empresa e nossas férias darem certo, porque o Escobar, apresentador do Globo Esporte entrou no restaurante.

Pensei que ele poderia ser o garoto propaganda da empresa. Fui lá na mesa do moço, pedi desculpas pela interrupção porque ele estava jantando com a família e pedi gentilmente, que ele fosse até nossa mesa tirar uma foto com Sr. Cabeça de Bolinha e Engraçadão, que tem vergonha e não dá mole pra famoso. 

Claro, eu disse que estava ali, porque EU SOU a cara de pau da família e porque sempre tive um sonho. Sim, eu queria que ele soubesse que minha jarra de café da manhã é igual a dele, no quadro Cafezinho com Escobar!
Foi nessa hora que ele derreteu, embora não saiba dos meus planos futuros que envolvem a ele e nossa empresa. 
Rá! Uma coisa de cada vez.

Já tenho até o slogan:

ESCOBAR - Amigo do esporte, se você gosta de apanhar, venha para a MULHERES QUE BATEM UM BOLÃO! Aqui, elas batem de verdade e você agradece!

A prima Ívia faria parte do departamento de compras, minha irmã, Miss Moura cuidaria da divulgação nas redes sociais e faria teasers incríveis e todas nós, mulheres, maridos e filhos rodaríamos o mundo tomando champagne no café da manhã. Desfilaríamos nossos filhos, todos lourinhos, chiquésimos vestidos de Lacoste da cabeça aos pés e os paparazzi correriam atrás da gente pra saber quem nós éramos e siiiim, sairíamos na imprensa como empresários.

Iríamos para Mônaco assitir às corridas de F1, mesmo eu cagando pra corridas... Okay, eu estaria muito doida de champagne pra diferenciar corredores e corridas e ia gostar de qualquer jeito. Assistiríamos ao aberto de Roland Garros, mesmo eu cagando pra jogo de tênis, porque afinal, estaria com minha tacinha em mãos e teria certa dificuldade para identificar a bolinha, gandula e jogadores. Ah... não tem gandula em jogo de tênis? Whatever!
Claro que iríamos para Cannes passear no tapete vermelho, sem contar que nossas férias seriam em Ibiza também!

Fazer toda essa viagem nos deu um puta calor na mesa do restaurante porque a cada ideia, a gente gargalhava e dava gritinhos histéricos. Então pensamos, Aspen ou Bariloche?

Não importa. 
O que importa é que será uma empresa familiar, de respeito e de Sadomasoquismo que nos transformará enfim em  rycas, glamourosas e invejadas!
E amigo, na atual conjuntura, isto suuuper me basta!

5 comentários:

Isabel disse...

ESCOBAR - Amigo do esporte, se você gosta de apanhar, venha para a MULHERES QUE BATEM UM BOLÃO! Aqui, elas batem de verdade e você agradece!

HAHAHAHAHAHA Só você mesmo Flávia!!!!
Adorei o post! arrasou! bjs

erica olivot disse...

Ahahahahaah. Adorei o slogan Escobar. E amiga q mania doida e essa de champagne no cafe da manha? Beurgh! So de pensar me da nauseas. Va tomar ccafe da manha no Crillon onde alias vc estara hospedada.;) pheeeeeenaaaaa. Et oui jogo de tenis tem gandula sim. Sao menininhos q ficam la a dispo. Tu e uma figura rs

Ane Brasil disse...

hauhauahuahuahauahuahuahu
Cara, tô imaginando a cena toda e rindo muito aqui.
ó, se vocês quiserem uma filial aqui no Sul eu me ofereço pra sondar o mercado...

Lulu on the Sky disse...

Esse encontro deve ter sido ótimo.
Big beijos

Magui disse...

Pensa uma coisa.
Existe.

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