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sexta-feira, agosto 15, 2014

ENCONTRO DEL VALLE #OSegredoEOCarinho COM SAM SHIRAISHI


A Sam Shiraishi, blogueira, mãe de três, ativista cibernética, promoter de encontros maternos e um monte de adjetivos que não são suficientemente bons o bastante para descrevê-la, me convidou para participar de um encontro promovido pela Del Valle, ontem no Shopping Village Mall, na Barra da Tijuca, aqui no Rio.

Sam ou @Samegui, é paulistana e viria ao Rio palestrar e dar um monte de abraços no bando de amigas virtuais que ela conseguiu juntar, graças também à comunidade Mães (e Pais) com Filhos, onde atua como moderadora no Facebook. 

Todos apresentados, certo? Então já posso contar a minha odisseia. Ao me convidar, ela falou as palavras mágicas: Cinema, encontro, abraços e embora não tenha dito, o 0800 estava subentendido. É gente, vamos assumir, ando numa fase menos abastada e não é segredo pra ninguém, por isso mesmo, aceito até programas que incluem injeção na testa, desde que a vacina seja gratuita. Daí que confirmei presença, juntei a cara, a coragem e as crianças e fui sem marido mesmo, já que ele estaria trabalhando.

Desde que me tornei mãe, venho perdendo a mão com eles. Sei lá, eles entendem o que eu digo, mas andaram pegando intimidade demais, não querem fazer muito o que eu digo. Ainda que eu grite e engrosse a voz. Não quero bater. Doi muito mais em mim, não tenho vocação para masoquismo, portanto não bato. Mais! Me inspirando na própria Sam, que bate um papo na véspera de sair de casa com as crianças, explicando o programa e talvez, padrões de comportamento, fiz isso aqui também pra ver se colava.

Então chegamos pontualmente às dez no local combinado, ali pude conhecer algumas participantes do grupo da Sam, as crianças iam bem até então, incluindo Dona Miúda, que arrumou um amiguinho fofo para brincar até a chegada da família Shiraishi, sem maiores confusões. Os meninos também se enturmaram logo e não deram trabalho. 

Quando a Sam chegou,  rolou um alvoroço, porque ela é linda, super eloquente, os filhos são uns doces e a relação deles, parece tão próxima a nossa sabe? Mesmo a muitos quilômetros de distância. Mentira. Os meninos dela não disputam nada, não saem no tapa, porque andei batendo um papinho com o mais velho (eles são calmos!). 
Os meus filhos até se comportaram bem a maior parte do tempo e eu me pergunto, Senhor, por que os 20% em que eles se comportaram mal teve um super peso sobre todo o resto?

Por exemplo, durante a abertura já na sala de cinema, Dona Miúda ficou fazendo "Xiiiiu, para de falar!" para as crianças que falavam entusiasmadas, super alto pra todo mundo ouvir (só porque eu pedi que ficasse quietinha, pois eu queria ouvir a Natércia e a Sam falando), fora as várias vezes em que foi ao banheiro, que apesar de ter me dado trabalho e me impedido de ver o filme (O Que Será de Nozes?) direito, nem poderia considerar, já que ela é pequena e tomou suco pelos cotovelos, né Del Valle?

Os meninos nunca tinham ido a um cinema cujas cadeiras de couro reclinam. Daí vocês imaginam a euforia ao subir e descer a cadeira várias vezes, até a novidade deixar de ser interessante. Até que nem foi tanto, mas a Miúda, cruzes! Nem eu prometendo castigo de Frozen sossegava nessa cadeira e olha que ela ama filmes!

A gente sente que o caroço estava por desandar, quando no final do filme, Pacotinho resolve pegar os sacos de pipoca que sobraram nas cadeiras vazias. Não todos. Dois pra ele e um pro irmão. Como se o mundo fosse acabar e ele pudesse sobreviver de pipoca. 
Foi surpreendido por uma taça de sorvete na saída, ficando com aquela cara de pipoca amarela, pois não tinha mão para segurar tanta coisa. Claro, nessas horas eles ignoram solenemente nossos olhares soltando raios laser. Pra que servem mesmo?

Ainda teve direito a corrida like a ninja pelos corredores entre o banheiro e salas de cinema, pessoas me olhando e eu com cara de perdida dizendo:

EU DIZENDO - Rárárá, eles são ninjas! (os ninjas correm com os braços esticados ao longo do corpo, realizem!)

Com Cris do Prosa de Mãe
Na boa, não sei como elas conseguem.
Não consegui concluir uma conversa sadia, não deu pra tirar selfie com a Sam, porque acabou a bateria do Iphone, não consegui fazer fotinhos com os três filhos, porque quando tirei com um, os outros dois estavam sumidos, perdi as crianças algumas vezes de vista e deu um trabalhão pra juntar todos, além da angústia, fui a vários banheiros e várias vezes, não escutei o que a Sam disse e nem vi o filme como gostaria.

Sobre a hashtag, serei absolutamente sincera! Eu não sei como a gente aguenta ter carinho depois de tanta loucura. 
E tem. O pouco do que pude ouvir do que foi dito, é que a gente pode através de gestos, fazer uma marca que eles carregarão pro resto da vida. Que eles seguirão nosso exemplo por onde forem. 
Eu sei que isso é verdade, pois o melhor exemplo que eles dão, é quando estão longe de mim, na companhia dos amigos e dos pais deles. Sei que todos os três são muito benquistos por todos, pois os adultos que convivem com eles, nos dão esse feedback. 

Sobre a marca, eu quase deixei uma marca no braço do Sr. Cabeça de Bolinha, que resolveu atravessar o estacionamento sem dar a mão, bem na frente de um carro, que por sorte ia devagar. 

Te contar, numa hora dessas, eu sempre penso que estou fazendo algo errado, porque eles não querem saber, apenas fingem que me escutam. 
Acho que também faz parte do trabalho de mãe não presenciar o fruto de seu investimento. Eu penso muito nisso de vez em quando. Como se fosse possível apenas aos outros ter o privilégio de ver esse lado bom, carinhoso, sem loucura ou ansiedade.

Bem, é claro que eu também vejo. Claro que dou muito abraço, carinho, colo, aconchego e conversa. Claro que eles prometem ser crianças melhores! Inclusive, Dona Miúda sempre promete que nunca mais fará nada de errado de novo. 
E claro, eu me amparo nesse amor, porque apesar de toda loucura, toda luta e todo stress, eles são a melhor parte de mim.  

5 comentários:

Karla disse...

Hahaha... muito bom, Flávia!
O Theo também não parou quieto, ficou batendo palma e gritando: "começa, começa".
Faz parte!!! rsrsrs
Bjs

Cris Philene disse...

Querida!!
Muita loucura kkkk
Adorei suas palavras temos que sim, levar na boa certas situações, aqui confesso que a ida do marido contribuiu para que pudesse falar e interagir um pouco mais... mais quando a dispersar no momento do filme... ah isso foi certo!
Não deu pra ficar até o final, marido já estava com aquela cara, mas adorei te conhecer e poder conhecer outras queridas, nossos pequenos acho q interagiram mais ainda kkk
bjs

melissa disse...

Foi muito legal!!As crianças adoraram,Bia também ficou boba com a poltrona, saqueou outra pipoca(quase morri de vergonha),mas faz parte!
Já estou seguindo seu cantinho!
Bjs

Chris Ferreira disse...

Oi Flávia, eu gostei muito do evento e tive a oportunidade de conhecer mesmo que rapidinho. Eu também nunca tinha ido a cinema com aquelas poltronas e fiquei brincando de me reclinar que nem criança.
POr aqui também é assim, às vezes acho que estou fazendo tudo errado porque elas parecem que não me ouvem. Mas no fundo ouvem sim.
beijos
Chris
Inventando com a Mamãe

Chris Ferreira disse...

Oi Flávia, passei aqui pra dizer que eu fiz o post do evento e linkei o seu lá, tá? Eu coloquei o link de todos os posts, assim quem quiser pode ver o vários pontos de vista sobre o evento.
Se você quiser ver o post é esse aqui: O que será de nozes?
beijos
Chris
Inventando com a Mamãe

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