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quarta-feira, abril 07, 2004

Carnavalis

"O ano não vem ao caso.
Só sei que estava num ônibus que fedia a cerveja, sozinha com meu walkman e meus pensamentos vagos. De olho na paisagem e cantando as músicas para mim mesma, arrumando algum significado entre a paisagem e a guitarra do Pink. Sempre gostei de fazer isso. Ouvir música no ônibus e pensar que estou dentro de um filme , vendo as pessoas passando na rua com suas caras preocupadas, apressadas demais em chegar em algum lugar.
Naquele dia eu era outra pessoa. Não fazia parte do contexto apressado, afinal era carnaval e eu havia perdido a esperança de me divertir.
Os bêbados do ônibus, insistindo em tornar a viagem divertida, estavam me irritando profundamente e eu acabei fazendo amizade com um homem que estava do meu lado torcendo o nariz, como eu. Ele queria assunto, mas eu não queria deixar minha música, até mesmo porquê, ele não me atraiu em nada. Não que eu só faça amizade com pessoas que sejam atraentes (se bem que o ser humano age dessa maneira, ele é sempre atraído por algum motivo), mas percebi que ele não queria só amizade se eu permitisse! Tentou arrancar algo mais pessoal, como onde eu morava, se eu trabalhava, aonde; essas coisas que irritam. Estava tão bom ser desconhecida..."

Ééééé galera!!! Esse é apenas o trecho do livro q estou escrevendo, p/ um dia quem sabe publicar. São vários contos. Todos comestíveis, deliciosos, devorantes. Outro projeto que tenho é fazer a poooorra da faculdade de Jornalismo. Escrever, está no meu sangue. Me lembro de ter uns 7/ 8 anos e já sendo alfabetizada, ia p/ o trabalho da minha mãe e ficava horas catando milho na máquina de escrever do setor, pena eu não ter guardado nada. Essa é minha paixão e isso tem estado um pouco esquecido. Esse também é um dos motivos de eu ter resolvido fazer o Bloguin.
Eu coloquei esse nome no Bloguin, porque me vi forçada a ficar adulta (não muito cedo), mas sou extrovertida demais, não me sinto uma mulher de 31 anos. Para umas coisas, me sinto madura demais, em face de exemplos de pessoas q conheço, mas por outro lado, me sinto tão boba, tão nova, que idade p/ mim, tem um significado muito particular.
Já tem quase 10 anos que estou c/ o Fê. E nele sempre reconheci o homem que queria ficar. Quando juntamos os paninhos de bunda, não pensávamos em engravidar, mas de tanto foder em todos os cômodos e por armação dos anjos, ganhei um carinha maravilhoso que é senão o maior amor da minha vida, um dos maiores.
Essa gravidez foi muito curtida e respeitada. Eu, um ser da night, como o Fê, paramos total! Evitava até lugares cheios em respeito ao carinha (PEDRO IGNACIO). Quando ele veio, para meu espanto, ele era liiiiiiiiiinnnnnnndoooo!! Não esperava. E um santinho, sabe?! Mas de personalidade forte, desde sempre. Ter um bebê é genial! É diferente de qualquer amor experimentado! A gente só aprende o q é amor, depois de se tornar mãe. Por isso, quando ouço alguém dizer q não quer viver isso, não discuto (mais), nem dou porrada, nem recrimino. Só sinto pena. Muita pena, pois essa pessoa, nunca vai sentir a plenitude do amor, nem um orgasmo c/ alguém q se ama, chega perto desse sentimento.
Hoje eu entendo, porque se mata e se morre por um filho, porque se mente, se omite, se orgulha por um filho. É o se anular mais feliz da face da Terra.
Caralho, falei pra burro!!!
É muito bom dividir isso c/ vcs.
Amanhã eu conto mais. Aguardem!!
Bj na bunda. Fui.

3 comentários:

Karina Matos disse...

Flavinha... até que falo... mas não é o propósito desse Blog, entendeu ??
Cara, uma ótima páscoa pra vc e aqui posso fala sacanagem ná ?? Beijos na bunda também (risos).

Paty (a irmã de 20) disse...

Se a 'direta' foi pra mim me sinto no direito de responder. Nunca quis ter um filho meu, não é de mim, nunca foi, as pessoas têm que respeitar. E amor... Existem tantos tipos, tantas maneiras de se amar alguém.
Acho q a mulher tem q ter esse desejo, independente de homem, o que não é o meu caso. Só me imaginei mãe com um cara (talvez o único q eu tenha realmente amado), mas eu tava surtada...

Engraçadinha disse...

Não irmã! Não me referia a vc, já discutimos muito sobre isso no passado, mas juro, não me referia a vc. Estou somente relatando o q senti e baseado nos tipos de amor q experimentei, esse é inigualável. Estou me referindo no geral.
Vc já é caso perdido!! (rs,rs - ÓÓ, amiiiigo.) :-))

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